TRIPULANTES DESTA MESMA NAVE

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

O Crepúsculo do Corno


E não há carga de fel que não traga juntinho sua xícara de mel, né mesmo ? As limitações que os anos nos vão impingindo nos carreiam alguma dose de experiência. O leitor pode até pensar : mas que o preço é muito alto ! No que preciso concordar, não sem antes inquirir : e tem outro jeito? A outra opção, infelizmente, mostra-se bem pior, assim: dêem-me a carga dos anos com sua infâmia e seus efeitos colaterais , ficarei brincando com o carrinho de rolimã da experiência. Ele não serve prá muita coisa, mas ao menos me engabelará um pouco e esquecerei o nervosismo inexorável dos ponteiros do relógio.

Fiquei esses dias a matutar quanto à mudança nos costumes, não tão diferente da que vemos na paisagem da nossa cidade. Há alguns anos, estudando alemão, perguntei ao meu professor sobre palavrões da língua germânica ( facílimos de um aluno decorar, pela curiosidade que despertam). Aos poucos os fui citando em português e o professor , oriundo de Berlim, me ia traduzindo. Em determinado ponto, gritei : Corno.! Ele não compreendeu e eu precisei explicar do que se tratava. Qual não foi minha surpresa quando, explicado o palavrão, o mestre simplesmente concluiu: --- Não existe este palavrão na Alemanha, isso lá não é nome feio. Fiquei surpreso pois ,no Nordeste brasileiro, existia uma pena de Talião para os casos de infidelidade feminina, não tão diferente daquela aplicada ainda hoje em alguns países da África e Ásia. Firmei bem a infidelidade como feminina, porque a do gênero masculino sempre foi perfeitamente aceita como tolerável , normal e necessária. Nem mesmo existe o substantivo feminino de Corno. Em compensação , o peso que recaia sobre o homem em caso de cair nessa condição era simplesmente terrível: um cargo vitalício e quase impossível de transportar , tamanha a ignomínia que impingia ao agraciado.

As gerações anteriores à minha tinham uma perspectiva muito diferente de casamento. Geralmente não acontecia qualquer envolvimento romântico, muitas vezes havia acordos de famílias, não muito diferente dos enlaces matrimoniais da monarquia. O casal firmava-se no ideal de gerar e criar os filhos e manter o patrimônio familiar. O prazer o homem procurava nos bordéis e nas senzalas: era um absurdo fornicar com a mãe dos próprios filhos, uma verdadeira tara sexual. E à mulher não se permitia ser muito mais que uma fábrica de bruguelos. Mas as folhinhas do calendário foram pouco a pouco sendo desfolhadas. As autoridades familiar e religiosa terminaram com seus grilhões arrebentados. As gerações subseqüentes , principalmente após os libertários anos 60, vislumbraram horizontes até então invisíveis. Caíram por terra os mitos da virgindade, da gravidez indesejada, do casamento arranjado, do papel de ator coadjuvante da mulher, das galés perpétuas do matrimônio. O prazer deixou de ser um pecado execrável e tornou-se uma busca importante e necessária. E o Tesão terminou por ser aceito e cultivado. E o casamento alçou um outro patamar: são mais voláteis e mais verdadeiros, existem sobre as mais variadas formas ( chamegos, ficas, amizades coloridas, rolos, ajuntamentos ) e prescindem muitas vezes da bênção religiosa, civil e social.

Todo esse vendaval levou ao franco declínio do Corno. Deixou de ser palavrão como na Alemanha, tem até Associação que os congrega e também aliviou um pouco o peso sobre os maridos traídos e , principalmente, sobre as mulheres que já não são apedrejadas em praça pública como outrora. A avalanche dos meios de comunicação abriu infinitas possibilidades no ramo da infidelidade. Os tipos tradicionais do folclore popular se desvaneceram com as imensas variedades aparecidas : Corno Facebook, MSN, I Pod, I Pad, Virtual, Maria da Penha. E o corno já não mais faz sucesso, já não é mais apontado na rua , nem corre o risco de ser cadastrado pelo IBAMA. De tão freqüente , perdeu a graça e, também, os outros se eximem de criticar porque, no fundo, todos os homens sabem que como num consórcio, participando do jogo, um dia cada um pode ser contemplado.

Um querido amigo que partiu recentemente dizia que a Cornagem tinha se tornado uma coisa tão séria que, inclusive, já seguia rigorosamente as Leis da Física. “Um Corno em movimento, tende a continuar em movimento”, ou seja tende a repetir a carga por outras vezes : primeira Lei de Newton. “A Toda ação do homem em procurar de cornear a Mulher, existe uma Reação da companheira de mesma intensidade e em sentido contrário” , segunda Lei de Newton. “Um corno atrai outro na razão direta da cornagem recebida e no inverso do quadrado da distância dos ricardões” , Lei da Gravitação Universal que explica a necessidade dos cornos se reunirem e associarem. Inclusive, dizia esse amigo, já houve repercussão até na Física Moderna. Existe, segundo ele, A Teoria da Relatividade da Cornagem. Ou seja : ser corno é relativo. Se eu descobrir que sou corno em Salitre, eu mato a mulher e o amante ; se eu descobrir o mesmo aqui em Crato, mato o amante; se em Fortaleza não mato ninguém, só me separo; agora se morar no Rio de Janeiro e não for corno, vou ficar preocupado e deprimido: por que ninguém quer essa mulher, meu Deus? Aí sou capaz de me suicidar.

J. Flávio Vieira

Seleção Genética em nome de quem? - José do Vale Pinheiro Feitosa

Quando vivemos uma civilização cuja natureza é a mudança contínua, as nossas dúvidas são mais dramáticas por que mudar é a natureza do próprio universo. Certo que um viés no nosso pensamento existe por conta desta natureza mutável da realidade que nos cerca, mas as nossas dúvidas emergem o tempo todo.

Seja por questões morais, éticas, por medo das mudanças, por um conservadorismo inerente a toda sociedade estável, a verdade é que muitas dúvidas surgem por tais motivos. O tempo todo estamos questionando o sentido de certas mudanças, os motivos pelos quais se iniciam tais questões.

Uma das características mais marcantes da natureza tem sido a sua diversidade. A diversidade que é necessária para as condições mutáveis do clima do planeta, das radiações físicas, das mudanças de solo, dos movimentos da água e assim por diante. A diversidade dentro de uma espécie tem sido a condição de seu prolongamento na história natural do planeta.

O sistema de produção capitalista em busca de lucros se baseia na eficiência das forças produtivas. O aumento de produtividade tem tido a marca do crescimento contínuo do capitalismo desde o século XVI. É bem verdade que muito desta eficiência é conquistada com ganho numa ponta e enormes perdas na outra. A exploração imperial é um exemplo clássico destas perdas nos povos produtores de matéria prima.

O exemplo da China é comovente. Não é incomum que a esquerda e a direita critiquem o processo produtivo Chinês: aumenta a produtividade massacrando o trabalhador com salários baixos, enormes horas de trabalho e nenhuma proteção social. Muitos esquecem que as perdas dos trabalhadores chineses estão desovadas nos ganhos de consumidores em outros continentes.

Mas retornando à eficiência com base científica ou tecnológica. Neste dias visitei uma fazenda de produção de espécies selecionadas de uma determinada raça de carneiros. Tais carneiros selecionados ampliam enormemente a eficiência da carcaça do animal com ganho de até 60% em relação às espécies atualmente existentes no nordeste.

Ali eles não só praticam a seleção de espécimes, como se utilizam de técnicas de fertilização “in vitro” e transferência de embriões. Uma fêmea selecionada que em condições naturais disseminaria seu patrimônio genético para no máximo oito ou dez descendentes, hoje pode chegar até 30 ou 40 embriões viáveis na barriga de outras ovelhas num único procedimento.

Imediatamente eu pensei sobre aquela letra da música Disparada do Geraldo Vandré: por que gado a gente marca, tange, ferra e mata, mas com gente é diferente. Ora a eugenia é velha em certos desejos, especialmente no fascismo alemão. Uma espécie humana eugênica é um ganho da engenharia genética, mas tem tudo para ser uma perda da manutenção da espécie na natureza mutante.

Padronizar o ser humano é um desejo de hegemonias, de povos dominantes, de civilizações decadentes e exploradoras. Padronizar é a reprodução dos escolhidos e o aborto dos excluídos. Padronizar o ser humano é cessar o seu movimento histórico. É assim como a tese máxima do neoliberalismo dos anos 90 pela voz de Fukuyama com seu “fim da história”.

A respeito disso evoco um exemplo, procurando não exibir comentários sectários. Nesta semana tivemos a seguinte notícia: “Nasceu sábado passado o primeiro bebê brasileiro selecionado geneticamente em laboratório de modo a não carregar genes doentes e ser totalmente compatível com a irmã - que sofre de talassemia maior, uma doença rara do sangue que, se não for tratada corretamente, pode levar à morte. Maria Clara Reginato Cunha, de apenas 4 dias, nasceu no Hospital São Luiz para salvar a vida de Maria Vitória, que tem 5 anos e convive com transfusões sanguíneas a cada três semanas e toma uma medicação diária para reduzir o ferro no organismo desde os 5 meses.”

Sem dúvida uma notícia em causa nobre, mas não deixa de ser a geração de um ser em benefício de outro em si mesmo. Agora imagine tais laboratórios como aquele exemplo das ovelhas acima para produzir espécies humanas em busca da eficiência da máquina capitalista desconsiderando a diversidade do planeta.

"Portal da Transparência" ( II ) - José Nilton Mariano Saraiva

Qualquer indivíduo que se proponha a administrar uma cidade (de pequeno, médio ou grande porte), há de ter o bom-senso e clarividência de seguir uma lição básica (e rudimentar), objetivando atrair e posteriormente manter uma empresa qualquer (comercial, industrial ou de serviços, seja micro ou de maior estrutura) naquela urbe, capaz de gerar empregos e redistribuir renda.
Para tanto, há que oferecer atrativo e facilidades mil ao empreendedor potencial, do tipo: doação de terreno (indústria) ou ajuda na locação do ponto comercial (aluguel), isenção de impostos num período determinado (IPTU, por exemplo), garantia de participação percentual no pagamento de algum tipo de insumo (água, energia elétrica e por aí vai), mas, principalmente, a certeza de que colaborará como cliente/comprador (do comércio, principalmente) e incentivará/recomendará seus munícipes a se engajarem na empreitada consumista.
Pois bem, todos sabem que no Crato (e faz tempo) além da falta de indústrias, o movimento do comércio é “...devagar, devagarinho, quase parando” (na verdade, são um heróis, esses nossos comerciantes), gerando certo mal-estar sobre a possibilidade de que determinados empreendimentos encerrem suas atividades e “se mandem”, em razão dos custos sobrepujarem as receitas (lembram que certo tempo falou-se que a então recém-inaugurada Lojas Americanas ameaçou “tirar o time” ???).
Pois, tão chocante e surreal quanto a constatação de que a Prefeitura do Crato gastou um caminhão de dinheiro na compra de “HORTIFRUTISGRANGEIROS” (sic) em um Armarinho (???), e ainda por cima fugindo ao OBJETIVO da Licitação, é o que se esconde nas entrelinhas (ou por trás de tal transação): é que a empresa Marinete Vieira da Silva Armarinho-ME fica localizada na Av. Ailton Gomes, 1375, Bairro Franciscanos, em... Juazeiro do Norte, CE (63020-000).
Pergunta-se: por quais razões insossos “HORTIFRUTISGRANGEIROS” (sic) foram adquiridos fora da sede do município, sabendo-se que no Crato a área agricultável é bem mais generosa que a de Juazeiro do Norte e, portanto, os preços tendem a ser mais competitivos ???; será que no Crato o atraso é tanto (ou os comerciantes honestos demais) que essa coisa excêntrica (e mau cheirosa) que é um Armarinho... que vende “HORTIFRUTISGRANGEIROS” (sic), inexiste ???; há outros comerciantes de Juazeiro que transacionam com a Prefeitura do Crato, em detrimento dos abnegados que lá labutam, com extrema dificuldades ???; por que a Prefeitura do Crato deixa de comprar no comércio do Crato ???
Até como forma de estimular e dá uma sobrevida a quem é do ramo, deveria fazê-lo.
Ou não ???

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Um trabalho aprazível, leve, rápido e ET CETERA


Nos primeiros anos da década 1980, próximo dos meus 20 anos, meus pais ralhavam comigo, cobrando responsabilidade maior, o que queria dizer trabalho remunerado. No início de 1983 recebi proposta de uma livraria de títulos religiosos e materiais escolares, uma típica livraria e papelaria. Aceitei-a. Pena (ou não), o primeiro emprego só durou um mês. Demiti-me, pois o patrão proibiu-me de ler em serviço, mesmo na ausência de clientes. Pelo menos recebi um salário.
Logo depois, um amigo abriu um sebo de livros e discos. Ele mesmo montou boa parte da infra-estrutura da loja: estantes feitos de cano de PVC, pintadas de verde escuro. Ajudei-o nesta tarefa e por isso, acho, convidou-me para trabalhar com ele, como atendente. Aceitei e bati “o meu próprio recorde”, pois lá fiquei mais de um mês.
Esse amigo é Marcos Leonel, conhecido na cena “udigrudi” local como Marcos Lobisomem. O sebo era o Et Cetera.
A inauguração do sebo aconteceu numa noite de sexta. Foi um evento inesquecível. Tanto que suas imagens retornam, deixando-nos naquela saborosa recordação.



Fotos da inauguração do sebo (acervo de Marcos Leonel)

Programa Cariri Encantado homenageia Segestes Tocantins e sua música

O programa Cariri Encantado Sonoridades, apresentado as quartas-feiras, pela Rádio Educadora do Cariri, prestou uma singela, porém significativa homenagem ao músico Segestes Tocantins, que faleceu ano passado.


BIOGRAFIA - Segestes Tocantins nasceu em Quixadá, sertão central do Ceará, em 2 de dezembro de 1961. Aos dez anos de idade, radicou-se em Salvador, Bahia.
Na capital baiana, no início dos anos 80, Segestes começou sua carreira musical tocando em barzinhos e espaços alternativos. Seu repertório incluía vários ritmos, gêneros e tendências musicais, como rock, reggae, MPB, frevo, afoxé, baião e outros. Ainda na década de 80 integrou várias bandas de rock, a exemplo das bandas Paradoxo e Contravenção, em Salvador, Bahia, e Pombos Urbanos e Fator RH, em Crato. Nestas, tocou  ao lado de João Nicodemos, Carlos Rafael, Marcos Leonel, Lupeu e Calazans Callou.
Após a temporada morando em Juazeiro do Norte, Segestes Tocantins retornou a Salvador, onde fundou, no ano 2000, o Bar dos Artistas.
Em 2006, a banda Nacacunda, sucessora da banda Fator RH, gravou a música Buraco Negro, uma parceria de Segestes Tocantins e Marcos Leonel.
Segestes sofria de problemas pulmonares. Ele ia se submeter a um transplante, mas não resistiu às complicações decorrentes da diabetes. Antes, gravou um disco, um antigo sonho, intitulado Na Passagem. Para tanto, contou com a ajuda de Luiz Gutierrez, Gil Gomes e Geraldo Viana, além de sua irmã Varenka Araújo, que produziu o trabalho. Neste disco, Segestes Tocantins canta, toca violão e guitarra e é o autor de todas as letras do CD.

TRIBUTO RADIOFÔNICO – No programa, ocorrido hoje, 15/02, apresentado por Luiz Carlos Salatiel, os convidados, João Nicodemos e Carlos Rafael, deram depoimentos sobre a época em que Segestes Tocantins viveu no Cariri e foi um dos protagonistas na cena roqueira local, ocorrida na segunda metade da década de 1980. Entremeando o papo, o programa tocou várias músicas do disco Na Passagem, considerado o testamento musical de Segestes.
A seguir, as fotos do programa:

Luiz Carlos Salatiel apresenta o disco

Salatiel apresenta
João Nicodemos comenta, Iderval Silva controla

João Nicodemos e Salatiel

Nico, Sala & Rafa: este trio fundou a banda Pombos Urbanos e apresentou um programa anarquista na Rádio Araripe do Crato, em 1987: Terrae Brasilis

Iderval Silva, Salatiel, Nicodemos e Rafael celebram o tributo a Segestes Tocantins
Salve!

Pelé e Bidu - José do Vale Pinheiro Feitosa

Pelé e Bidu

Conheci a vida em pessoa. Alcoolista a ponto de ter o álcool como um veneno que lhe subtrai o mundo e a vida. Por isso milita no AAA de sua cidade. Alto, magro, um gingado da raça, tão bom de bola na adolescência que recebeu o apelido de Pelé e até hoje o é.

Na altivez da vida. Aos setenta e dois anos terminando a terceira série do segundo grau. A razão? O que mais gosta na vida é o conhecimento. Agora tomando aos goles de teoria a mesma eletricidade que soluciona nos automóveis. E eis que a física que é sua prática e hoje a teoria escolar, está na razão da sua síntese. O quê expressa Pelé? Este que vos falo!

A síntese dialética entre fim e eternidade. De todos os conceitos o “fim” é o terminativo de todos os demais conceitos. Os conceitos expressam o mundo em movimento, se não como dinâmica própria seja como parte a contrapor-se (ou complemento) a outro conceito. Já o fim é a cessação do movimento.

Como Pelé, somos mortais, portanto chegados a um fim. Tomamos conceito de fim como absoluto. A bíblia o radicaliza como o fim dos tempos. Afinal é contundente que a antiguidade já tenha reconhecido que o tempo expressasse o movimento do mundo (ou, seja contundente que ainda continuemos com a antiguidade em nós).

Mas o fim de Pelé se encontra numa dinâmica exterior a ele, que se prolonga muito além do último Pelé que o mundo criar. Então: Pelé é a finitude que se estica neste momento na eternidade. O conhecimento é prova da eternidade. E digo com toda certeza apesar dos grandes quilômetros a nos separar neste momento.

E foi no compasso dos dias que tomei conhecimento da história amorosa de Bidu. Um cão pincher, com aqueles olhos saltados mas um contraponto de personalidade que lhe é comum pela raça. Bidu era amoroso. Nada nervoso. Latia para estranhos, mas não com todos aqueles tremores da raça.

Um dia apareceu uma gatinha, ainda na fase de crescimento, e resolveu adotar o nicho ecológico de Bidu. Ao invés de Bidu fazer a explosão da espécie quais os humanos caricaturam como cão e gato, ele cai de amores pela gatinha. Sei, os mais velhinhos que diziam gatinha logo pensam no acerto, mas convenhamos que a lei humana é: cão persegue gato.

E Bidu faz a corte, lambidas, patas abraçando, tentativas de contato físico. A gatinha se esquivava dos carinhos como podia, mas adotara além do nicho. Adotara Bidu. E Bidu sendo aceito, se desmanchava em tentativas. Todas cruzadas pela divisão das espécies, mas a zoologia não era a classificação dos dois.

Bidu fazia outra classificação: a do amor. Tomado de amores não se afastava nem para alimentar-se. Onde ela fosse, iria atrás. Onde estivesse também estaria. Onde se encontra lá está. Foi aí que o dono de Bidu, tomado de pena com a cena contraditória dizia:

- Bidu! Rapaz! Isso não vai dar certo. Bidu! Não vai dar certo!

Bidu nem aí para os conselhos. Se não fosse um cão enorme e de dentes afiados a destroçar a cabeça da gatinha, a história teria um tempo de Romeu no jardim e Julieta na sacada a se prolongar. E Bidu não largou sua amada no transcurso do seu último respirar.

Os vórtices da paixão humana - Emerson Monteiro


E quando o tempo fecha, vinda de dentro do coração a força descomunal dos rios cheios de arrancar as pedras, arrebentar e destruir, apertar o tórax a ponto de prender a respiração, faz nascerem os surtos maravilhosos dos planos imaginários do que se chamar paixão. Sem lugar de repouso, ímpetos de querer fugir lá para longe como objeto do desejo, e esquecer, no passado, as belas construções e a família, jogar fora os valores alimentados anos a fio, essa fome do impossível trava a boca do estômago, pedido surdo de espaço no território inexplorado das ilusões, os vórtices de paixões jamais experimentadas, que já invadem com farra a paz dos inocentes. Nisso a vontade incontida do sonho ciranda acelerada, de revirar o mundo e reconstruir as intenções pela vida afora, junto de quem chegou o momento fantástico da mudança.


Saber que possui os direitos da razão, eis missão das mais ingratas. Ninguém anda nos campos do coração, nem o próprio dono, livre de machucar, vez ou outra, os frágeis pés. Ali, aqui, sopram os ventos da ansiada liberdade recém adquirida nos bancos da Natureza. Dominar, no entanto, significa talento de sabedoria, inteligência maior de personalidade, gosto do equilíbrio em andar maneiro longe das destruições arriscadas da fria irresponsabilidade.


Contudo, ainda saíram até aqui só poucos professores neste assunto, formados na escola da experiência. Alguns poetas e romancistas trabalharam o tema, porém chegaram pouco no transmitir da certeza de controlar as batidas dos corações apaixonados. O cancioneiro popular talvez olhasse mais próximo, com suas modinhas doridas, marcas rumorosas das primas e dos bordões, a vibrar as madrugadas insones das curvas idolatradas do ser amado.


Bom, em matéria de sentimentos incontidos nas quatro linhas da razão restam fora de propósito quaisquer cogitações asseguradas na luz da consciência pura. Vira de lado, corre agitado, abandona o lar, o desespero parece querer tomar conta dos protagonistas presos nas garras de aço da paixão. Eis matéria viva das contradições humanas, circunscritas ao calendário das idades. Vem silenciosa, rasga o teto da tranquilidade na história pessoal e despeja os tonéis de tempestade no peito dos solidários boêmios da esperança e parceiros iluminados.


Houvesse justificativas nas tantas circunstâncias do inesperado, poucos achariam as jóias de explicar a dor da paixão nos pobres corações humanos. Respeitar, no entanto, a febre da paixão de todos cabe descobrir qual jeito de poder mora no íntimo do amor de cada ser.

Programa Cariri Encantado: Tributo a Segestes Tocantins






 É hoje!

O Programa Cariri Encantando especial sobre Segestes Tocantins será hoje, dia 15 de fevereiro, quarta-feira, das 14 as 15 horas, pela Rádio Educadora do Cariri AM 1020 e pela Internet
www.radioeducadoradocariri.com

Apresentação: Luiz Carlos Salatiel

Participação: Carlos Rafael

IMPERDÍVEL!


Pequena biografia

Segestes Tocantins nasceu em Quixadá, sertão central do Ceará, em 2 de dezembro de 1961. Aos dez anos de idade, radicou-se em Salvador, Bahia.

Na capital baiana, no início dos anos 80, começou sua carreira musical tocando em barzinhos e espaços alternativos. Seu repertório incluia vários ritmos, gêneros e tendências musicais, como Rock, Reggae, Música Popular Brasileira, Frevo, Afoxé, Baião e outros.

Ainda na década de 80 integrou várias bandas de rock, a exemplo das bandas Paradoxo e Contravenção, em Salvador, Bahia, e Pombos Urbanos e Fator RH, em Crato, ao lado de João Nicodemos, Carlos Rafael, Marcos Leonel, Lupeu e Calazans Callou.

Após uma longa temporada morando em Juazeiro do Norte, Segestes Tocantins retornou a Salvador, onde fundou, no ano 2000, o Bar dos Artistas.

Em 2006, a banda Nacacunda, sucessora da banda Fator RH, gravou a música Buraco Negro, uma parceria de Segestes Tocantins e Marcos Leonel.

Segestes, que era fumante, sofria de problemas pulmonares. Ela ia se submeter a um transplante, mas não resisitiu a complicações decorrentes da diabetes. Antes, porém, gravou um disco, um antigo sonho, intitulado Na Passagem. Para esta empreitada, contou com a ajuda de Luiz Gutierrez, Gil Gomes e Geraldo Viana, além de de sua irmã Varenka de Fátima, que produziu o trabalho. Neste disco, Segestes Tocantins canta, toca violão e guitarra e é o autor de todas as letras do CD.

Segestes Tocantins faleceu no dia 14 de maio de 2011, antes de completar os 50 anos de vida.

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Cogumelo Nuclear

Segestes Tocantins

Eles querem acabar com a terra
Querem fazer outro lugar
Se outra guerra acontecer
A nossa velha terra
Vai virar poeira cósmica no ar

Mamãe pensa que eu não me ligo
Na política do homem
Na ganância do mundo
Na ganância do homem

Eles querem acabar com a terra
Já tem até base lunar
Desafiam o poder de Deus
O poder da criação.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

"Meu Olho de Vidro", de Jackson Bantim

  • Jackson Batim, o Bola, fez uma apanhado de décadas e chama a atenção da sociedade para uma reflexão para a preservação de suas tradições culturais e, sobretudo, os bens naturais que ainda se mantém em reservas naturais
Reportagem de ELIZÂNGELA SANTOS
"Bola", mestre da luz e da imagem, apresenta acervo de duas décadas de fotografias raras e belas da Região Sul

Juazeiro do Norte. Um passeio iconográfico e reflexivo do cineasta e fotógrafo Jackson Bantim, o "Bola". Por mais de duas décadas, mostra, além de imagens raras e belas da região do Cariri, a preocupação com a preservação da cultura e a natureza. São mais de quatro décadas de trabalho, que ele resolveu reunir no catálogo de imagens "Meu Olho de Vidro", que está sendo lançado na região.

A seleção foi minuciosa diante dos milhares de registros durante todos esses anos. "Um olhar emocionado das paisagens, paragens e personagens do mundo que vivi", diz Bola. Jackson Bantim faz parte do Grupo de Pesquisa em Cultura Visual, Espaço, Memória e Ensino (Imago), da Universidade Regional do Cariri (Urca).

Junto com a equipe e pesquisadores da instituição, tem feito um trabalho voltado para o registro de importantes documentários, a exemplo do mais recente lançado "Formação Romualdo - Um Milagre Paleontológi-co". O filme trata da riqueza e importância dos fósseis da Chapada do Araripe, já traduzido em vários idiomas e exposto em diversos países, principalmente os que hoje estão inseridos na rede mundial de Geoparks do planeta.

A cultura popular é outro tema explorado pelo cineasta em seu trabalho e grades nomes do Cariri da poesia, a exemplo de Antônio Gonçalves da Silva, o Patativa do Assaré, no qual é admirador do seu trabalho.

Acervo

Bantim possui um grande acervo de imagens com o poeta. Além dele, o mestre da xilogravura Valderêdo Gonçalves, e outro mestre e incentivador dos grupos de cultura da região, mestre Elói Teles. "Foi uma forma de expressar a amizade e o trabalho junto a esses grandes artistas e amigos", diz ele.

Para o fotógrafo, esse é um documento que expõe a beleza exótica da Chapada do Araripe, com uma vegetação que insere desde o serrado à caatinga. Seu material chegou a ilustrar capas de vários livros, discos, e até material didáticos em escolas públicas, além de revistas e jornais. Ele recorda as belas imagens que fez na Cascata, em Crato, fonte que jorrava água em todas as fases do ano. Agora, apenas no período de chuvas.

"Ao olharmos essas imagens, não tem como não se lançar a uma reflexão do quanto o homem vem degradando a natureza e essa beleza tem que ser mantida em nome da vida", avalia. Também podem ser vistos em seu trabalho flagrantes de rara beleza, de quem se embrenha na Floresta Nacional do Araripe (Flona), para captar imagens raras, a exemplo do pássaro ainda em risco de extinção, o soldadinho-do-araripe, ou até mesmo de um pequi no galho em forma de coração. Ou até mesmo perceber a beleza de uma flor de jitirana brotando de dentro de uma sucata de veículo.

"Esse álbum não é apenas uma coisa bonita de se ver, mas tem suas advertências", alerta. O trabalho de Bantim foi dedicado ao seu avô, Luiz Gonzaga de Oliveira, o Gonzaguinha, que inaugurou uma fase importante da fotografia no interior do Estado, em longas andanças.

Talento

Muito cedo, o seu avô demonstrou talento para captar o cotidiano da cidade do Crato, em sua máquina Kodak Full Screen. Ele foi o primeiro fotógrafo profissional do Cariri, com uma atuação desde 1885 a 1930. Seguindo os passos do avô, agora reúne importantes fatos, acontecimentos e figuras naturais para dar apresentar um registro histórico.

A inspiração do trabalho pioneiro do avô tem-lhe valido um crescente desenvolvimento da arte de captar a realidade pela e a imagem. Conforme conta, é um importante legado.

Algumas de suas fotografias podem ser encontradas no Museu Histórico do Crato, outras são guardadas como relíquias pela família, a exemplo de imagens do Cassino Sul-Americano, Seminário São José e Praça Juarez Távora, reserva e memória da cidade do Crato.

Como não deveria deixar de ser, Jackson Bantim dá segmento a esse trabalho, com o toque de admiração artística e grande amor pela região.

Acervo
2 décadas de fotografias importantes de elementos regionais estão agora registradas em um catálogo que se configura como documento histórico

Mais informações:
Contato com Jackson Bantim
Rua Pedro Bantim, 33
Crato - CE
Telefone (88) 9212.2147


Fonte: Diário do Nordeste - Online

Cariri Encantado presta homenagem ao músico SEGESTES TOCANTINS

O programa Cariri Encantado-Sonoridades! dessa quarta-feira vai relembrar momentos da "cena rockeira" caririzeira dos anos 80/90 ao mesmo tempo que presta singela homenagem ao músico SEGESTES TOCANTINS (in memória). Estão confirmadas as presenças dos ícones "dinossauros" da época, tais como: Carlos Rafael Dias, Macos Vinícius (lobishome) e Júnior Balu.
A gente vai tocar no programa o único CD gravado por SEGESTES antes da sua prematura morte e passagem, CD que foi enviado pela irmã do músico para o amigo Carlos Rafael.
Então, vale conferiri!

SERVIÇO:
Programa Radiofônico CARIRI ENCANTADO - SONORIDADES!
A partir das 14 horas pela Rádio Educadora do Cariri - 1020 MHZ AM -
Pela internet: www.radioeducadora1020.com.br
Produção: OCA-Officinas de Cultura Artes e Produtos Derivados, Revista Virtural CaririCult
Apoio Cultural: Radio Educadora do Cariri.
Apresentação: Luiz carlos Salatiel

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

"Portal da Transparência" - José Nilton Mariano Saraiva

No organograma do Governo do Estado, o Tribunal de Contas dos Municípios é o órgão que tem a finalidade precípua de fiscalizar a aplicação dos recursos públicos despendidos pelas prefeituras municipais, em suas diversas frentes.

Pois bem, de acordo com o site do Tribunal de Contas dos Municípios - CE, que nos dias atuais elabora e divulga seu portal da transparência com base em “...dados enviados pelo Município através do Sistema de Informações Municipais–SIM”, a Prefeitura do Crato e os “participantes/negociantes” Marinete Vieira da Silva Armarinho-ME (CNPJ 01204132000106) e Eder Pereira Correia-ME (CNPJ 10658186000124) acordaram sobre a Licitação 1802.04/2011-02, de 16/02/2011, modalidade "pregão", tipo “menor preço”, no valor total de R$ 2.992.268,30, OBJETIVANDO ESPECIFICAMENTE (atentem para o detalhe) a “...aquisição de material elétrico, hidráulico, ferragens e construção destinados a Secretaria de Saúde deste Município” (sic).

O estranho nisso tudo é que Marinete Vieira da Silva Armarinho-ME (CNPJ 01204132000106) conseguiu algo sui generis, inusitado até, uma verdadeira proeza, que os denodados “técnicos” da Prefeitura do Crato bem que poderiam esclarecer aos mortais-comuns: vender uma montanha de “HORTIFRUTISGRANGEIROS” (sic) para a Prefeitura da cidade, nas datas e valores seguintes: em 04.05.2011 – R$ 4.069,00; em 22.06.2011 – R$ 4.119,94; em 10.10.2011 – R$ 4.218,84; em 09.11.2011 – R$ 4.332,24; e em 10.11.2011 – R$ 4.532,59; totalizando R$ 21.272,61 (mas uma vez é imprescindível lembrar que, de acordo com o constante da Licitação sob referência, o OBJETIVO era um outro, totalmente distinto).

A se confirmarem tais transações (e não há porque duvidar, porquanto divulgado no site oficial do TCM com base em informações da própria prefeitura), certamente os “amigos do rei” hão de tentar desviar o foco da questão, bem como desqualificar a “proeza”, sob a alegativa de que o valor é irrisório, em relação à compra total e coisas tais. Mas, aqui pra nós: armarinhos não são “...pequenas lojas em que se vendem tecidos, aviamentos de costura e outras miudezas” ???

Causa desconforto, pois, acreditar que os auditores do TCM não atentaram para a “surrealidade” de, em pleno século XXI, um “ARMARINHO” se prestar para a venda de “HORTIFRUTISGRANGEIROS” (sic), e ainda mais para um ente público (e num valor significativo, para qualquer tipo de "armarinho" que se preze).

Será que na época em que disponibilizaram (aparentemente sem maiores preocupações) tal tipo de informação para o TCM (um Tribunal cuja finalidade é fiscalizar o erário, não custa lembrar), os abalizados “técnicos” da Prefeitura do Crato estariam a sugerir que aquela corte não fiscalizaria nada e, portanto, sua auditagem restaria infrutífera ??? Ou em sua soberba estariam querendo nos levar a crê que o colegiado do TCM é composto de pessoas incompetentes, incapazes de detectar tal tipo de excrescência ???
Até quando vamos ter que suportar coisa tão esdrúxula ???
Cadê a moralidade que deve nortear a coisa pública ???
E o respeito ao povo ???

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Curso sobre artes "para não artistas" é realizado para estudantes universitários do Cariri




Com o intuito de discutir novos fazeres e perspectivas da arte na contemporaneidade com pessoas que estão fora dos espaços artísticos, o Coletivo Camaradas realiza deste o início de fevereiro, o curso sobre artes “para não artistas”. O curso é direcionado para estudantes universitários que estão como monitores no Laboratório de Estudos, Vivencias e Experimentos em Arte Contemporânea – LEVE Arte Contemporânea realizado pelo grupo em parceria com outras instituições.



O Laboratório vem sendo desenvolvido desde o ano passado com alunos de escolas públicas do Crato e já resultou na produção de seis vídeos pedagógicos que poderão ser utilizados por professores de Artes nas suas aulas e na Exposição “De não artistas” que está sendo exibida na Galeria do SESC Juazeiro.



Já mês de março, os monitores estarão visitando as escolas de Ensino Médio da cidade do Crato para inicia os trabalhos de parcerias com as escolas. A intenção é beneficiar 20 alunos de cada escola que terão a oportunidade de terem contatos com artistas, galerias de artes, espetáculos, materiais de estudos e ações de intervenções urbanas, performances e produção de vídeos para auxiliar os professores de Artes.

Versos e cantorias - Emerson Monteiro

Este final de semana, de 10 a 12 de março de 2012, corresponde à realização, em Crato, do Seminário do Verso Popular em sua terceira edição, que, desta vez, corresponde aos 21 anos de existência da Academia dos Cordelistas do Crato, e consta do programa exposições, painéis, palestras, conferências, homenagens, oficinas de xilogravura e cordéis, minicursos, feiras, mesas redondas, apresentações de trabalhos científicos, sessões de vídeos, recitais, lançamentos de cordéis, posse de novos acadêmicos, apresentações de humor e música regional, numa festa da cultura popular nordestina digna dos melhores encômios.

A coerência cultural com que se criou, no tempo certo de duas décadas passadas, a Academia dos Cordelistas do Crato ora resulta no patrimônio universal dessa literatura, circunscrevendo o âmbito das manifestações artísticas do mundo inteiro qual mérito de registro necessário.

O Nordeste brasileiro preserva suas origens medievais como nenhum outro território deste mundo, enquanto a fundação dessa instituição do verso popular aqui reúne valores exponenciais em grupo de riqueza ímpar. Autores talentosos, de oficina própria e edições que já remontam a casa dos dois milhares, atualizadas fontes da leveza das rimas e do gênero, a fonte primeira da grande literatura em juventude perene.

De particular, noticio, pois, fortes sentimentos da satisfação experimentada nestes momentos do Seminário de Verso Popular do corrente ano. Houve blocos distintos na sede da Academia, no Largo da RFFSA e no SESC - Crato. Ocorreu, concomitante, a distribuição de obras editadas pelo Projeto Livro de Graça na Praça, idealização exitosa do mineiro José Mauro da Costa, pioneiro dessa função de expandir o livro ao povo nos quatro cantos do País, também um dos conferencistas do evento, no domingo à noite. E no sábado à cantoria dos jovens expoentes da atual cantoria, Ismael Pereira e Jonas Bezerra, testemunhas autênticas do menestrel sertanejo, provas inconteste da sapiência humana por meio dessa expressão natural do verso violado.

No decorrer das manifestações, as presenças de Josenir Lacerda, Tranquilino Ripuxado, João do Crato, Mana do Romualdo, Dalinha Catunda, Pedro Costa, Eugênio Dantas, João Nicodemos, Miguel Teles, Abidoral Jamacaru, Jorge Carvalho, Pedro Bandeira, Bastinha, Poeta Nascimento, Maércio Lopes, Ginevaldo, Pedro Ernesto, Luciano Carneiro, Arievaldo, Gildemar, Willian Brito, Anilda Figueiredo, Wiliana, Carlos Henrique, Sandra Alvino, Chico Pedrosa, Maria do Rosário, Higino, Moreira de Acopiara, Ulisses Germano, Seu Zezé, Alexandre Lucas,Vicente, Vandinho Pereira, Aldemá de Morais, Zé Joel, Raul Poeta, Nizete, Manuel Patrício, dentre outros da intelectualidade caririense, razões do sucesso das ações desenvolvidas. Para formar juízo claro da importância do acontecimento, veio dele participar o autor Gonçalo Ferreira da Silva, atual Presidente da Academia Brasileira de Literatura de Cordel.

Setaro's Blog: "O anjo exterminador", de Buñuel: apenas meio sécu...

Setaro's Blog: "O anjo exterminador", de Buñuel: apenas meio sécu...: Publicado e escrito especialmente para a revista eletrônica Terra Magazine em 31.01.2012 Os 50 anos de O anjo exterminador (El angel exter...

sábado, 11 de fevereiro de 2012

SAIBA AGORA QUEM SÃO "OS CAMARADAS"



O COLETIVO CAMARADAS
AUTOR: Hamurábi Batista


Coletivo camaradas
É de luta, é de ação,
No intuito de promover
Grande mobilização
Pelas artes, a estética
Da cultura e educação.

As camadas populares
Engajam-se no processo
Pra barrar a exploração
Em nome do tal progresso
Da mentira imperialista
E todo seu retrocesso.


Além do questionamento
E o caráter engajado
É a arte libertando
O pensamento ofuscado
Do consumismo absurdo
Do gosto manipulado.

Desde o ano 2007
O Coletivo criado
Interveio, e atuou
Como foi idealizado
De lá pra cá construímos
Um movimento engajado.

Exposições,e debates,
Oficinas, instalações,
Performances poéticas
Palestras, e exibições
Com musicais, e debates,
Estéticas, intervenções.



Uma arte engajada
No contexto social
Inclusiva, atuante,
Brilhante, fenomenal,
Excelente, estimulante,
Política, e cultural.

Procura a comunidade
Pra fazer integração
E transformar pela arte
A atual situação
Excluída e sem acesso
Ao poder de criação.

Em defesa incessante
Do patrimônio cultural
E dos maiores tesouros
De valor imaterial,
Meio ambiente, ecologia,
E o conflito social.


Coletivo Camaradas,
Pela biodiversidade,
Ao resgate ambiental
Em plena modernidade
Da falta de consciência
Das pessoas da cidade.

Atuação objetiva
Na defesa ambiental
Esforços na intenção
Do diálogo vivencial
Em favor da natureza
O grande manancial.

O coletivo procura
Primeiro conscientizar
Com intervenção urbana
Desenvolver, informar,
Com a pessoa interagir
Para poder transformar.


Questiona a exploração
Da religiosidade
De fundo comercial
Praticada na cidade
Religião por dinheiro
E não pela caridade.

A dura realidade
Que o Coletivo encarou
Chegou no meio da rua
Pra começar contestou
E contra o preconceito
A sua luta engajou.

Busca a conscientização
Contrária a homofobia,
A violência gratuita,
Estupidez, covardia;
Lutando pelo respeito,
Em convivência e harmonia.



Seja em meio acadêmico
Ou em reduto popular
Inspiração coletiva
Na arte de inventar
O exercício da cultura
E o poder de libertar.

A cidade é um espaço
Pra fazer reflexão
É a tendência no campo
da arte na região
intervenção, liberdade
do Coletivo em ação.

Enxergar no espaço urbano,
novas formas e a cultura
Linguagens, Intervenções
Os fazeres e a estrutura
E os discursos da arte
Com grande desenvoltura.


Coletivo Camaradas
com inspiração Marxista
A arte é compreendida
Na tendência progressista
Materialismo Dialético
Por uma arte socialista.

A arte como elemento
Em prol da revolução
Para mudar o sistema
De injustiça e exploração
Do império capitalista
De fome e escravidão.

Apresentar os caminhos
Pro fazer intelectual,
Pelo acesso de todos
À produção cultural,
Pra libertação da gente,
Pra justiça social.


Então venha conhecer
Assistir, participar
Redescobrir a cultura,
Conhecer, vivenciar
Encontrar no coletivo
A força para lutar.

FIM

SERVIÇO:
Informações de como participar
coletivocamaradas@gmail.com
(88)96616516










VAMOS AO TEATRO?

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Ford Bigode 29


Pois é, amigos, como diria Alceu : “Você quer parar o tempo/ O tempo não tem parada”. À medida que os anos vão se sucedendo, vamos tentando inutilmente deter os ponteiros do relógio. Uma vontade danada de diminuir a marcha do carro que segue na estrada escura , inexoravelmente, para a beira do abismo. Como se buscássemos beber na Fonte da Juventude, pomo-nos a tentar puxar o freio a vácuo do trem desembestado: mentimos a idade, pintamos os cabelos, turbinamo-nos com as panacéias da modernidade : o Botox, o Viagra, o Interlace, a Lipo. Alguns tentam , em desespero, métodos pouco ortodoxos : senhoras envergam roupas de adolescentes, cortam o cabelo em pastinha, ressuscitam as minissaias e os decotes profundos. Velhos vestem bermudas de surfista, bonezinho da Nike e tênis de luzinha no salto. Medidas hilárias e muitas vezes ridículas : “O tempo não tem parada”. Muitos buscam diminuir o impacto com eufemismos do tipo : “o que conta é a idade do espírito e não a idade cronológica”. Vá lá que um Ford Bigode 1929 pode estar conservado e novinho em folha, mas jamais deixará de ser um Ford Bigode 29, um carro de colecionador, exposto à curiosidade pública, com peças e acessórios completamente obsoletos. Outros se firmam nos poderes do ditado : “Cavalo velho: capim novo !” Aí se enchem os logradouros públicos de casais esdrúxulos: avô namorando com bisneta, avó cantando : “Ai seu te pego, delícia...” para netinhos. Claro que o amor é possível varar todas as diferenças , inclusive as da idade, mas convenhamos que a freqüência anda bem além da conta ou, melhor dizendo, esta freqüência exacerbada de casais em extremos de idade estão bem além da conta : Bancária.
Já que o Tempo não tem parada, amigos, é importante se ater aos sinais premonitórios. Pois não é fácil de aceitar o inaceitável. O diagnóstico dessa entidade clínica geralmente é dada pelos outros e não pelo próprio padecente. Um professor nosso dizia que velho é aquele que tem pelo menos dez anos a mais que você. Os nonagenários assim acreditam que só pode ser considerado idoso Matusalém, Noé e a nossa querida Tália Márcia de tão saudosa memória. Ai vão alguns sinais e sintomas inequívocos da infalível quebra do Cabo da Boa Esperança, arrancados de quem tem experiência no assunto : Gastar mais na Farmácia que no Supermercado; ser alertado no banco para se dirigir à fila de atendimento prioritário; ter que escolher os alimentos não pelo sabor, mas pela quantidade de colesterol, de carboidratos e sódio da sua composição; ao viajar a nécessaire dos cosméticos ser menor que a dos medicamentos; não suportar essas musiquinhas modernas e reclamar da altura do som; gastar mais com tinta do que o pintor de paredes; ouvir o indefectível som de “A Bênção, vovô(ó)” -- pois a chegada dos netos, também, é um sinal infalível : do topo do seu monte de anos já duas gerações lhe contemplam !
Diagnosticado o problema amigo, não há tratamento conhecido e ,mais, a coisa tende a evoluir. Só existem dois caminhos possíveis. Um deles é negar a enfermidade e , sorrateiramente, procurar formas paliativas de tocar a vida. E aí a sociedade de consumo tem uma infinidade de artigos esperando na prateleira para repor as peças do Ford Bigode 29. Só não vai chegar a uma Ferrari de última geração, mas vale tentar, né ? A outra é entender a inexorabilidade do tempo e que mesmo em direção ao abismo à frente é possível curtir a paisagem ao derredor, conversar com os passageiros e, agora já com tempo de sobra, parar para um banho de bica e para a curtição dos netos, já que a desabalada carreira do veículo não nos possibilitou conviver de perto com os filhos. E mais, entender o dinamismo da existência. Precisamos dirigir o carro olhando para frente e curtindo a paisagem ao lado pois ela nunca mais retornará. De vez em quando, nos será permitido olhar um pouco pelo retrovisor, mas sempre atento à longa e misteriosa estrada que se alonga à nossa frente. Adiante está a morada da morte , mas é ali pertinho que se encontra, também, o palácio da vida. A primavera e o verão passaram com suas flores, seus frutos e seus espinhos. Agora no outono , as árvores nuas se despem de suas folhas , a paisagem no alto já não parece tão bela, mas o caminho está todo atapetado e é sempre possível tecer das folhas um cobertor quentinho para os rigores do inverno que já se avizinha.

J. Flávio Vieira

600 empresas ??? – José Nilton Mariano Saraiva

Como a atividade política de há muito se transformou num próspero e rentável negócio, não é de estranhar o “enxame” de candidatos que às vésperas de cada eleição repentinamente se descobrem imbuídos de um tal denodado e patriótico “espírito público” (???), mesmo que na representação (chinfrim) de tal papel tenham que metamorfosear-se completamente, abdicando de princípios e idiossincrasias já estratificados ao longo do tempo.
Pra começo de conversa, o distinto “candidato a candidato” há de aprender a dissimular, a faltar com a verdade com certa facilidade, a prometer e repetir ad extremum o que nunca poderá ser cumprido, a ter paciência de Jó a fim de ouvir pretensos eleitores sem direito a reclamar e, enfim, a exercer a desfaçatez em toda a sua pujança e plenitude.
Ao materializar-se a vitória e depois de instalado no trono, a farsa não há de sofrer solução de continuidade, já aqui acrescida de uma hipócrita variável, tão imprescindível quanto irresponsável: o esdrúxulo e acintoso desrespeito às “cabeças-pensantes” da comunidade em que vive (e que certamente não o sufragaram), via exposição de números e posições facilmente identificáveis não como factíveis, mas fictícias ou não verdadeiras (ou da indigesta mistura de alhos com bugalhos) e por aí vai.
A reflexão acima tem tudo a ver com a entrevista concedida ao Jornal do Cariri (edição de 3 a 9 de janeiro de 2012, em nosso poder) pelo atual prefeito da cidade do Crato onde, contrariando frontalmente o que se vê na decrépita, preguiçosa e sonolenta urbe (movimento nenhum no comércio, marasmo, estagnação, dormência, desemprego e miséria), S. Excelência afirma que uma das maiores provas do avanço do município durante sua gestão é que “...NOS ÚLTIMOS SETE ANOS MAIS DE 600 EMPRESAS SE INSTALARAM NO MUNICÍPIO” (se o repórter-entrevistador fosse um pouco mais perspicaz, fuçador, expedito e menos conveniente, poria o senhor prefeito em maus lençóis ao pedir-lhe pra declinar a denominação e ramo de atividade de pelo menos irrisórios 5% (cinco por cento) de tais empresas (só 30 delas).
Ou será que momentaneamente S. Excelência sonhou ou imaginou-se prefeito da cidade vizinha, onde, aí sim, (mesmo que na esteira e graças à grotesca farsa conhecida como o “milagre da hóstia”, patrocinada por um charlatão) o progresso é visível e palpável e o cabalístico número 600 tem tudo pra ser uma realidade ???
Por enquanto, com o desemprego grassando na outrora “cidade-modelo”, bem que os munícipes poderiam dirigir-se ao prefeito do Crato e indagar-lhe a localização das tais 600 empresas, a fim de tentar inserir-se no mercado de trabalho (se cada uma disponibilizar pelo menos 10 míseras vagas, já serão 6.000 novos pais de família a movimentarem a economia da cidade).
Nome e endereço, por favor !!!
Ou é pedir muito ???

A impolidez do mau humor

Arrumando meus papéis (joguei fora uma tonelada) encontrei um texto sobre humor de André Comte-Sponville: "É ridículo dar-se ares de importância. É ridículo levar-se a sério. Não ter humor é não ter humildade, é não ter lucidez, é não ter leveza, é ser demasiado cheio de si é estar demasuado enganadonacerca de si, é ser demasiado severo ou demasiado agressivo, é quase sempre carecer, com isso, de generosidade de doçura, de misericórdia..."
Defendo sempre que o humor, como diz Henri Bergson em um texto clássico sobre o tema, deve denunciar imposturas. Nunca chuto cachorro morto mas tenho prazer em apontar que o rei está nu.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Técnicas para parecer entendido em qualquer assunto

Hoje em dia com o Google é fácil identificar a origem de muitos trabalhos "autorais" de alunos. Mas também está muito mais fácil trucar de entendido. Se eu quisesse dar uma de grande conhecedor de artes plásticas bastava assumir a autoria do texto abaixo escondendo seus "reais" autores. O textículo que segue me ajudou de vez a entender que a tinta acrílica não é um Médium, Medium , meio ou seja lá o que você quiser que seja. Se tiverem saco, por favor, leiam. Pode não servir pra nada mas você vai poder esnobar seus coleguinha de bar ou quando for a uma exposição de pinturas (acrílicas, por favor).


Apostila sobre a técnica acrílica (têmperas acrílicas).
Nessa apostila falamos sobre o uso da técnica e suas particularidades, dando várias dicas sobre o modo de pintar e o material a ser usado. (imagem Basquiat, s/ título 1981)

ORIGEM
Vimos que a evolução das técnicas e da forma como são aplicadas se dá por conta das mudanças estéticas e das idéias que cada época carrega consigo. A técnica não determina a arte, mas é utilizada pelos artistas com o objetivo de transformá-la. Aos artistas cabe buscar novos meios para a realização de seu trabalho e, nesse hiato, cria-se uma demanda por novos materiais que possam fazer com que a expressão do artista torne-se mais fluente.
Assim como a pintura a óleo, de início utilizada apenas com fins decorativos, passou a ser a tinta mais utilizada para fins artísticos desde o Pré-Renascimento, as tintas de base sintética produzidas em escala industrial e utilizadas para fins diversos dos artísticos foram incorporadas ao universo da arte no século passado.
Desenvolvida em meados do século XX e possuindo qualidades como a rápida secagem, resistência e durabilidade, o artista tem na tinta acrílica um excelente material.
A família das resinas sintéticas, que hoje chamamos acrílicas, foi criada no laboratório Alemão Otto Rohm e Haas em 1901 e desenvolvida na América na década de 1930.
Os produtos que levam em sua composição as resinas acrílicas tornaram-se populares e admirados por sua resistência e plasticidade. Em forma sólida a resina é conhecida com Plaxiglass e Lucite, que são acrílicos totalmente transparentes.

CARACTERÍSTICAS VISUAIS DA ACRÍLICA E VANTAGENS DA TÉCNICA
De forma diversa da tinta a óleo, a acrílica possui uma aparência ligeiramente diferente quando molhada. Na verdade a acrílica é uma espécie de têmpera, pois seu médium é uma emulsão, o que dá uma aparência leitosa à cor quando molhada. Quando seca, a cor fica ligeiramente mais escura e mais viva.
A acrílica possibilita também, embora de forma menos eficaz que o óleo, a combinação de efeitos transparentes e opacos. As velaturas em acrílica são em parte menos eficazes que as do óleo, pois as partes escuras da pintura não conseguem chegar aos tons mais profundos e escuros do óleo. No entanto é perfeitamente possível velar com camadas de acrílica. Para ter uma tinta mais espessa e transparente, aconselha-se utilizar os médiuns de gel – vendidos em tubos - que diluem o pigmento sem que esse perca sua característica pastosa.
O empastamento pode ser obtido com a tinta acrílica de forma bastante satisfatória, pois ela permite que o efeito da tinta seja encorpado. As tintas mais pastosas possuem mais espessante e podem ser encontradas em tubos de boa qualidade. As tintas vendidas em potes costumam ser mais fluidas, mas os potes de algumas marcas, como a nacional Acrilex, aprseentam tintas bastante pastosas.
As velaturas em acrílica também podem ser feitas com a tinta bastante liquefeita, em aguadas, e o ponto ideal para cada tipo de aplicação é bem fácil de ser encontrado, já que o solvente é a água.
Os acabamentos feitos em acrílica devem ser realizados de forma mais rápida, pois a tinta seca por evaporação. A interplanação é possível, mas também deve ser feita de forma mais acelerada. As passagens de uma cor ou tom a outro podem ser feitas misturando a tinta no próprio suporte, levando sempre em conta o tempo de secagem da tinta. A sobreposição de camadas é perfeitamente possível e uma das maiores vantagens das tintas acrílicas, pois não há perigo de destruir a camada inferior: cada camada torna-se insolúvel após a secagem. Por isso, a técnica da acrílica possibilita trabalhos feitos de forma mais veloz e muita coisa pode ser feita em uma única sessão de pintura.
As películas da pintura acrílica são elásticas, como um emborrachado, e assim permanecem por muitos anos acompanhando bastante bem o trabalho dos suportes, que podem ser maleáveis - como telas de linho ou algodão - o que facilita o transporte das pinturas e seu armazenamento em rolos.

OBSERVAÇÃO: é muito importante enrolar a pintura sempre com a parte pintada para o lado de fora do rolo, pois isso deixa a camada distendida e não a enruga.
Os pigmentos das acrílicas são os mesmos utilizados nas tintas a óleo, no entanto o único branco utilizado nas acrílicas é o branco de titânio. Alguns pigmentos como o azul-da-prússia ainda não são encontrados nas cores em acrílica por serem incompatíveis com a acidez do médium, mas hoje há pesquisas voltadas para encapsular a resina acrílica de modo que esta não reaja com esses pigmentos.

O VEÍCULO
Quando há a polimerização do monômero acrílico pela emulsificação, a resina acrílica fica dispersa em gotículas suspensas em água e essa é a base (médium) para a tinta acrílica: um fluido leitoso que chamamos verniz para concreto ou verniz acrílico. Essa variedade de acrílico em emulsão é chamada de Rhoplex AC234.

NOMENCLATURA
Pela composição do médium acrílico, alguns autores, como Mayer, acreditam ser mais correta a nomenclatura “cores polímeres” do que “cores acrílicas”, pois assim essas tintas ficam distintas de outras também feitas com resinas sintéticas.

A SECAGEM DA ACRÍLICA E SUAS PARTICULARIDADES
Como foi dito acima, as tintas acrílicas secam rapidamente e por isso há em algumas linhas os chamados retardadores de secagem, que facilitam a fusão das cores e dão mais tempo para que trabalhos minuciosos sejam realizados.

ACABAMENTOS
Os médiuns de polímeros são vendidos em vidros como fluidos branco-leitosos, dos quais há dois tipos: um fosco e um brilhante. O brilhante é utilizado misturado às cores para mantê-las todas igualmente brilhantes e o fosco é geralmente utilizado numa camada final de sobrepintura, para reduzir o brilho de alguma área. Para um acabamento uniforme com o médium fosco é aconselhável utilizá-lo apenas na camada final da sobrepintura, pois pode haver uma rejeição do médium por ele mesmo em camadas inferiores, ocasionando a formação de gotículas salpicadas sobre as áreas recobertas.
As próprias cores vendidas em potes ou tubos podem ter a característica brilhante, fosca ou semi-fosca, dependendo do médium utilizado pelo fabricante. Encontramos no mercado tintas da Acrilex para artesanato bastante brilhantes e outras, para pintura artística, mais foscas.
Existem também médiuns perolados e tintas com tal característica, que podem ser utilizados em conjunto com as outras variedades de tintas acrílicas sem problema algum.
A absorvência do fundo e a consistência da tinta também determinam se o resultado da pintura será mais fosco ou mais brilhante.

SUPORTE
As tintas acrílicas podem ser aplicadas tanto sobre suportes rígidos quanto maleáveis, como as telas de linho ou algodão.
A preparação de um bom fundo para pinturas com acrílicas é o mesmo recomendado para as pinturas a óleo.
A tinta que aplicamos como base - com os nomes comerciais de Metalatex, Suvinil Acrílica, etc - são o que tecnicamente chamamos Primer de Polímero: uma mistura do branco de titânio e talvez de um pigmento inerte dispersado no mesmo veículo utilizado nas tintas acrílicas e que, por isso, forma uma camada impermeável.
>> por MarthaWerneck - 2007

BIBLIOGRAFIA
Artist’s manual, The complete guide to painting and drawing materials and techniques. Collins Publishers. London, 1995.
MAYER, Ralph. Manual do Artista. São Paulo: Martins Fontes, 1996.
MOTTA, Edson. Iniciação à Pintura por Edson Motta e Maria Luiza Guimarães Salgado. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1976
Anotações pessoais da autora

Postado por Martha Werneck & Lícius Bosslan às 09:29

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Pedido de desculpa e nova indagação

Não queria encher a paciência de vocês (Hello,is anybody here? Como diria minha colega, "Rica e famosa", Val Marchiori) com assuntos de outro blog. Mas como estou acostumado a ser censurado por quem não gosta de crítica vou usar, mais uma vez, este espaço livre. A crítica de artes plásticas do blog Caricaturas corrigiu minha correção e disse que no mundinho dela o plural de Medium é Médiuns (assim como nos centros espíritas). A área preferiu adotar o plural em português, ou em outras línguas, com S para a palavra independente dela ser latim. Peço desculpas. Mas ao mesmo tempo estranho como de repente , em um novo texto, a tinta acrílica não é mais o Médium, como tinha sido dito anteriormente mas o diluente é que é o Médium. A confusão talvez se dê por se tratar de textos copiados e não apurados devidamente (vou usar a linguagem jornalística que é o meu Medium).Ops! Ou como diriam Os Trapalhões: ô psiti!
A autora do texto me classifica com um desconhecedor total de misterioso campo artístico. Não sou tão ignorante assim. Em minhas andanças pelo mundo tenho visitado exposições e museus. E leio sobre o tema, de vez em quando. Mas me fica uma indagação; por que raios escrever (ou copiar) um texto tão técnico em um blog que não é direcionado pra esse tipo de leitor. Como disse o velho Mac Luhan: Medium is message. E saravá porque estou na Bahia!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Agora... vai !!! - José Nilton Mariano Saraiva

Sócrates, Platão, Aristóteles, Ptolomeu, Heráclito ??? Que nada !!!
Foi o vitalino e religioso “Branxu”, um dos grandes filósofos gregos, que já vaticinara, séculos atrás: eleições para cargos executivos deveriam realizar-se invariavelmente todos os anos, a bem das respectivas comunidades.
Explica-se: em ano de eleição, o ocupante da função de prefeito, mesmo que da mais indigente prefeitura (do interior mais recôndito) há de achar um jeito de desenterrar alguma botija, descobrir algum tesouro pirata escondido no quintal e, enfim, meter com vontade as duas mãos na bufunfa, a fim de realizar alguma obra que deleite a abirobada platéia.
E como 2012 é o ano em que se realizarão eleições pras prefeituras municipais dos quase 6.000 municípios brasileiros, dúvidas não tenham que vai “rolar a festa” (aliás, a festa já começou), quer através do pagamento de contas de energia dos descamisados residentes numa determinada comunidade, quer via doação de alguma dentadura postiça, ou de uma consulta ao oculista preferido (por parte dos candidatos a vereador) e - por que não ??? - da derrubada do que já está feito, pra construir o novo de novo (mesmo que a preço superfaturado), por parte do candidato ao executivo.
Na sonolenta e quase parada cidade do Crato, por exemplo, onde na maior parte do tempo impera uma modorrenta rotina, o marasmo, a acomodação, a falta de iniciativa, a impotência e o descaso, o clima já é outro desde o começo do ano.
É que, como o prefeito da cidade e o governador do Estado de há muito não rezam pelo mesmo catecismo (enquanto a cidade é uma decrepitude total e se afunda dia a dia), deverão protagonizar o famoso “duelo de titãs” (e o pobre que se exploda), na tentativa de viabilizar a candidatura do preferido de cada um.
Para tanto, atuando em duas frentes distintas, o governo do Estado parece ter incorporado o espírito de um denodado corredor de “Fórmula 1”, tomando as seguintes providências: 1) acelerou (e bote aceleração nisso) a construção da tal
“escola profissionalizante” (erigida na rua Teodorico Teles,e que estava parada há mais de ano), de sorte que agora os operários se revesam em 3 turnos: manhã, tarde e noite e num ritmo alucinante; 2) já concluiu o tal calçadão da rua João Pessoa, aproveitando para “dinamitar” o que havia sido “reformado” na Praça Siqueira Campos há menos de dois anos (teria pedido licença ao nobre Deputado que a reformou ???) e, agora, máquinas, tratores, retroescavadeiras e o descambau também varam a noite pra levar o tal calçadão até o antigo “parque municipal” (cuja praça, recentemente também reformada, será posta a pique).
O poder municipal não deixa por menos: quem não lembra que dois anos atrás, às vésperas das festas do Natal e Fim de Ano, a Prefeitura do Crato demitiu, sem dó nem piedade, choro ou vela, quase trezentos pais de família, sob o argumento de que necessitava “enxugar a folha” (diminuir as despesas) e que todos ficassem tranqüilos porque os serviços não sofreriam solução de continuidade (donde se conclui que todo esse contingente estaria “sobrando”).
Pois agora (parece coisa surreal, mas não é), a Prefeitura descobriu que há exatas trezentas vagas ociosas em seus quadros e que necessita preenche-las e com urgência; daí o Edital apressado pra realização de um concurso (no final do ano), a realização das provas, vapt-vupt (em janeiro), de forma que o resultado final e a convocação dos aprovados seja homologado 90 dias antes das eleições, como prevê a legislação eleitoral (só não nos foi dito como o futuro ocupante do trono – quer da situação ou da oposição – arranjará verba pra pagar mais 300 funcionários, já que não houve nenhuma fonte de renda nova).
E aí, o grande “Branxu” tinha ou não razão em seu (apocalíptico) vaticínio ???

domingo, 5 de fevereiro de 2012

pra quem quer conhecer "Os Camaradas"

Onda de frio na Europa - Emerson Monteiro

O clima da Terra mudou a olhos vistos. Fenômenos já surpreendem populações inteiras nos mais diversos lugares, no entanto, com explicações plausíveis para tamanhas transformações nos acontecimentos, verdadeiras ameaças à sobrevivência e bem estar das espécies. Em 2010, por exemplo, houve mais terremotos na face do Planeta do que em todos os anos anteriores, causando apreensão e prejuízos, abrindo espaço às preocupações humanas com relação ao que sujeita ocorrer nas próximas décadas.

Em dias recentes deste princípio de ano (2012), a Europa atravessa grave crise climática diante das excessivas temperaturas verificadas, ocasionando, pelo menos, duas centenas de mortes em países de baixas temperaturas. Além das vidas em perigo, devido o abastecimento de gás natural e outras energias sofrerem drástica redução entre os mercados, gerando ainda mais deficiência nos instrumentos de reversão do quadro verificado.

Fortes indícios dos males de uma selvageria predatória longe de controle apontam, pois, à irregularidade racional de uso dos meios existentes para viver. Regiões reconhecidas pelo regime de chuvas regulares e fartas agora defrontam estiagens e secas de causa dó, fora mesmo das previsões, motivo de perdas sucessivas nas safras.

As razões das consequências, no entanto, crescem nas principais causas, dentre essas o desperdício dos recursos naturais a pontos jamais imaginados, pela ganância agressiva e perversa, em detrimento da Humanidade como um todo. Fome agressiva do domínio gratuito de bens preciosos a tudo justifica, febre doentia de esbanjamento e supérfluos que parece ilimitada, sobretudo das nações ricas, fora dos escrúpulos necessários à sustentação, imposição da própria miséria ética desse tempo do salve-se quem puder.

E nisso claudica o sistema da produção mundial, aberto à livre competição dos acúmulos desmedidos. O interesse dos grupos de poder predomina sob a justiça coletiva, peso comprometedor que e a quase ninguém sensibiliza para respostas proporcionais ao problema.

Milênios de desmatamento, guerras, testes nucleares, exploração incontrolada e poluição em massa só de longe cobram o preço impagável de tudo o que o amadorismo apocalíptico ora transforma em alertas extremos da Natureza mãe, em gritos de atenção surdos e valiosos.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Só a direita não vê

Lula é escolhido vencedor do prêmio Four Freedoms

Ex-presidente Lula recebe prêmio (Foto:Ricardo Stuckert - Instituto Lula)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi selecionado como vencedor do International Four Freedoms Award 2012


São Paulo, 1º de fevereiro de 2012

A fundação holandesa Roosevelt Stichting anunciou nesta terça-feira (1º) que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi selecionado como vencedor do International Four Freedoms Award 2012 (em português, “Prêmio Internacional das Quatro Liberdades 2012).

A homenagem é concedida desde 1982 a pessoas e instituições que se engajaram para proteger a liberdade usando instrumentos pacíficos. A expressão “Quatro Liberdades” se refere a um discurso proferido em 1941 no Congresso Americano por Franklin Roosevelt. Na ocasião, o presidente dos EUA disse que um mundo seguro necessitava de quatro tipos de liberdade: de opinião e expressão, de culto, liberdade das privações e liberdade dos temores.

Em seu comunicado, a Roosevelt Stichting diz que Lula é uma inspiração à comunidade internacional por sua “ascensão da pobreza abjeta à Presidência do Brasil, e sua determinação em livrar o Brasil da extrema pobreza e da injustiça social que por tanto tempo flagelou seus cidadãos menos afortunados”.

A cerimônia de premiação ocorrerá em 12 de maio em Midelburgo, na Holanda. Além do homenageado principal, a Roosevelt Stichting concederá quatro medalhas:

Liberdade de opinião e expressão: Al Jazeera
Liberdade de culto: arcebispo Bartholomew I
Liberdade das privações: Ela Ramesh Bhatt
Liberdade dos temores: Hussain al-Shahristani

Saiba mais sobre o prêmio no site da Roosevelt Stichting:
http://www.fourfreedoms.nl/

Clipping de André Setaro: Entrevista inédita com Pasolini

Clipping de André Setaro: Entrevista inédita com Pasolini: ''Eu sei que muitos pensam que sou louco, mas o humanismo está no fim''. Entrevista com Pier Paolo Pasolini Uma entrevista inédita com ...

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Sopa e Mel na Tigela do Tempo


Dona Escolástica até tinha o direito de implicar com a sonoridade do seu nome . Ele terminava por lhe imprimir um ar de austeridade monástica . Pronunciado , mesmo carinhosamente, já soava como uma ordem do general para o samango. Aquilo era epíteto pesado demais para uma pessoa só, devia ser carregado, não por ela, mas por toda uma escola filosófica, pensava consigo mesma. A opinião de Escolástica, no entanto, não era compartilhada por seus conhecidos. Havia um consenso entre todos os amigos : mais que um nome , aquilo tinha sido quase que uma premonição do velho Patápio Brandão Peixoto, o pai dela. Escolástica, desde nova, mostrara-se de uma determinação e um vigor impressionantes. Despachada, nunca levou desaforo para casa e jamais precisou de ajuda de quem quer que fosse para resolver suas questões. Menina, já detinha o título de terror da rua e os meninos tinham mais medo dela do que da palmatória dependurada no armador da sala. Cresceu com a mesma impulsividade da infância e levou para a adolescência e a vida adulta aquela independência invejável. Fez-se professora primária e os alunos temiam mais a mestra do que os pais.
Toda intrepidez já precoce de Escolástica fez com que os homens dela se afastassem, como o capeta de água benta. Quase não teve namorados e casou coroa, já engatilhando os últimos cartuchos da macaca. O marido , Serginaldo, era barbeiro e um barriga-branca convicto. Diante da esposa, era autorizado a pronunciar apenas algumas palavras básicas : Sim , senhora ! Já vou ! Apois tá certo ! Você é quem sabe ! O casal teve apenas um filho que , para manter a tradição, envergou o pomposo nome bíblico de Absalão. A escolha do nome do filho transparecia uma outra faceta da nossa professora: beata piedosa , fazia do debulhamento de terço e mergulho em pia de água benta seus esportes prediletos. As más línguas até comentavam que o motivo de Absalão ser filho único, vinha da necessidade de fornicação para fazer menino: Escolástica não podia aceitar um escandelo desse tamanho e deve ter ficado aguardando o Anjo Gabriel anunciador da segunda gravidez -- essa sim totalmente livre das impurezas do coito.
A regra da mão e a luva quebrou-se , totalmente, já na segunda geração do velho Patápio Peixoto. Absalão, rapidamente, fugiu à regra. Desde cedo apresentava uns trejeitos estranhos e, já adolescente, assumiu, totalmente sua sexualidade. Só duas pessoas não percebiam ou fingiam não perceber a sensibilidade aguçada e as roupas e adereços extravagantes do menino : os pais. Absalão, rápido, entendeu a barra que era, viver aquilo que a vida lhe escolheu, numa cidade pequena. Cedo, resolveu ir estudar na capital. Desde pequeno demonstrava grande sensibilidade musical e ainda pivete começou a tocar violão intuitivamente, arte que deve ter herdado dos Brandões.
Na capital, fez-se músico de formação e não demorou a ser conhecido em todo o estado por suas habilidades nas cordas da guitarra. Tinha uma grande legião de amigos mulheres, amigas homens e fãs das mais variadas orientações. Pessoas que não tinham qualquer receio em viver os sabores da vida conforme eles lhe haviam sido servidos à mesa. Com o nome na mídia, Absalão fez-se o orgulho da mãe que dava notícias da visibilidade do filho por onde passava. No fundo, aquilo era uma maneira, à Escolástica, de passar na cara a vitória do rebento, frente aos reiterados comentários maldosos e úmidos de preconceito dos vizinhos e amigos.
No fim do ano, Absalão ligou para a mãe informando que estava indo passar alguns dias com ela. E mais: ia levando a banda e um grupo de amigos. Quando o filho chegou, foi aquela alegria danada: como pinto em beneficiadora de arroz. À medida que o dia foi passando, no entanto a genitora de Absalão não tardou, pouco a pouco, a transformar-se em novamente em Escolástica. Torceu o nariz para os amigos do filho que usavam roupas esquisitas, mesmo sem perceber, com aquela cegueira de mãe, que os homens eram afeminados demais e as mulheres másculas usavam coturno. À noite, na hora de dormir, em casa pequena, uma Escolástica tradicional saltou de dentro da mãe do músico e ordenou:
--- Ei, pessoal ! Tudo bem que vocês estão aqui e nós estamos felizes com a visita, mas vou logo avisando: aqui não tem regras ! Não tem modernismo , não ! Nada de safadeza! As mulheres dormem num quarto e os homens no outro !
Mal percebera Escolástica que o mundo dera muitas voltas e que a sopa, derramando-se na tigela do tempo, caíra no mel. Enquanto se agasalhavam, par com par, os homens com homens e mulheres com mulheres, uma das meninas sussurrou para um Absalão já em plena lua de mel, no outro lado:
--- Absalão, Absalão ! Mas tua mãe é muito avançadinha, menino ! Benza-te Deus !


J. Flávio Vieira

Projeto TRÊS DANÇAS da Associação Dança Cariri. 02,03 e 04 de Feveireiro de 2012




A Associação Dança Cariri, através do Prêmio Klauss Vianna 2010 de Dança da FUNARTE,
convida V. Sa. para o espetáculo TRÊS DANÇAS nos dias 02, 03 e 04 de fevereiro de 2012 ás 20h no Teatro Patativa do Assaré SESC -Juazeiro do Norte/CE.
O espetáculo é resultado do projeto Três Danças- processos coreográficos - Ceará - Dança - Brasil,que proporcionou a montagem de três trabalhos inéditos dos coreógrafos Aline Valim (PR), Erik Breno(PB) e Sueli Guerra(RJ) com elenco e produção caririense, sendo mais uma ação de fomento e produção da dança cênica nesta região, através dessa Entidade.


SERVIÇO:
TRÊS DANÇAS (JOÃO // ERIK BRENO - BODAS DE ARAME E FITA CREPE // ALINE VALLIM - UM CIDADÃO... // SUELI GUERRA
Dias 02, 03 e 04 de fevereiro de 2012 ás 20h -
Teatro Patativa do Assaré
ingressos populares: r$ 6,00 e r$ 3,00 (meia) -
informações: 9981 7700/ 9914 2796

realização: Associação Dança Cariri



RELEASE E FICHA TÉCNICA:

JOÃO

A obra cênica é a representação de minúcias e catarses de emoções de um cotidiano chamado João Batista.

João é uma síntese da linha de pensamento coreográfico momentânea de Erik Breno configurado em imagens

fragmentadas da memória do intérprete João...

ficha técnica
concepção e criação: Erik Breno
assistência: Lucivânia Lima
interpretação: João Batista
trilha Sonora: Erik Breno
sonoplastia: Lucivânia Lima
figurino: Ariane Morais
iluminação: Luiz Renato

agradecimentos: Deus, Jesus Cristo, mainha, painho, minha namorada Isabeli, minha família, Romero Motta,

Saulo Queiroz, Laudicéia Aguiar, Fernanda Barreto, João Batista, Lucivânia Lima, Alysson Amancio, Jota Júnior,

Luciany Maria e a todos que fazem parte do projeto três danças.

Este espetáculo é dedicado ao me primo Jone(John), a quem sempre falava: “Não se preocupe que a gente vai conseguir”.







BODAS DE ARAME E FITA CREPE

“Estava tudo bem, de repente desmorona.

O que parece bem perto, noutro segundo foi pro outro lado do mundo.

Novas formas de relacionamento que por vezes afrouxa, por outras estreita.

Esquenta e esfria. Se atualiza e se re-inventa... ”



ficha técnica

coordenação/proponência: AlineVallim

criação/ interpretação: Kelyenne Maia e Tiago Souza

assistente de ensaio/ colaboração artística: Faeina Jorge

trilha sonora: Demian Garcia

figurino: Ariane Morais

figurino em arame: Joseph Olegário

iluminação: Luiz Renato



agradecimentos especiais: Murilo Cesca e Vô Edson







UM CIDADÃO...

"Um anjo torto, um canhoteiro, um São Jose de Ribamar, um bailarino,

um brasileiro, um Paraíba, um Ceará". Assim como na música, surgiu o

desejo de investigar neste corpo brasileiro, algo de peculiar, provocar uma

identidade baseada na diversidade e na multiplicidade e assim tentar criar

instantes da beleza desse povo, desse corpo, dessa simplicidade em ação que

é o povo brasileiro. Este trio é o inicio de uma pesquisa sobre a expressividade

das palavras e dos gestos aliadas a dança contemporânea.



ficha técnica

direção e coreografia: Sueli Guerra

interpretes-criadores: Adriano Modesto/ Aline Souza/ Luciana Araujo

ensaiadora-criadora: Rosilene Diniz

trilha original: Marcos Souza

imagens: Renato Mangolin

iluminação: Luis Renato

figurino: Ariane Moares

agradecimentos: A minha família que me apoia e compreende, Antonio Guerra,

Pedro Lima e Lorena Lima, a Alysson Amancio pela brava e admirável iniciativa

se propondo realmente a mudar(pra melhor!) o cenário artístico local, aos meus

parceiros da Cia da Idéia e colaboradores, ao carinho da produção local (Jota e Luciany)

e ao aconchego do povo Caririense.

Setaro's Blog: Walter Lima: agente cultural

Setaro's Blog: Walter Lima: agente cultural: Cineasta, pintor, e, principalmente, agente cultural, José Walter Pinto Lima, mais conhecido como Waltinho, já está a fazer quase meio séc...

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

MARCELO HANDEMARK no Cariri Encantado -Sonoridades!

O nosso programa radiofônico Cariri Encantado que está no ar às quartas e sextas-feiras, das 14 horas  até 15 horas, pelas ondas sonoras da Rádio Educadora do Cariri 1020 Am, está bem pertinho de entrar no seu terceiro ano de sonoridades musicais e bate papo  com figuras protagonistas de nossa região.
Hoje, no Cariri Encantado –Sonoridades!  a gente conversa com o músico, por excelência contra-baixista, Marcelo Handemark (foto), que deixou o mundo todo pra vir morar no Lameiro, atraído, diz ele, pela nosso diferencial artístico e cultural, sobretudo a música.

Vale conferir.

CARIRI ENCANTADO – SONORIDADES!
Radio Educadora do Cariri 1020 AM ((WWW.radioeducadora1020.com.br)
A partir das 14 horas
Produção: OCA – Officinas de Culturas Artes & produtos derivados e Revista Virtural CaririCult
Apoio Cultural: Rádio Educadora do Cariri
Apresentação: Luiz Carlos Salatiel