TRIPULANTES DESTA MESMA NAVE
terça-feira, 10 de julho de 2018
E nós, pra onde vamos?
Quando a ExpoCrato terá uma programação artística tão intensa, variada e de qualidade tamanha quanto esta do FIG (Festival de Inverno de Garanhuns)? E, pasmem, tudo gratuito. Por quê o Ceará não imita Pernambuco nessas coisas boas? Se não sabem como fazê -lo, cheguem lá e perguntem. Afinal, temos tantas afinidades históricas e políticas com os pernambucanos que até nos confundimos com eles, não é mesmo? Por falar nisso, tudo o que construímos artística e culturalmente durante todo(s) o (s) ano(s)fica "escondido" nesta época em que o Cariri recebe tantos visitantes. Todos aqueles shows apresentados durante a semana inteira comemorativa do aniversário do Padre Ágio ( o Festival Cordas Ágio, coordenado pela Solibel e o braço da Secretaria de Cultura do Estado : Dane de Jade, Mano Grangeiro, Cicero Galdino e Marisa Galdino, dentre outros ) poderiam ocupar os vários espaços da cidade (nem carece ser dentro do Parque de Exposições, não! ): Maria De Fatima Fatinha Gomes, Luciano Brayner, Dudé Casado, Abidoral Jamacaru, Cleivan Paiva, Show Caleidoscópio 70, Grupo Cantigar, Grupo Ancestrália, Los Fractais (Vinicius Vinícius Saravá Simplício Duarte, Sttênio Alves, Remy Oliveira Sousa, Thiago Leonel) Joao Do Crato, Ranier Oliveira, Ibbertson Nobre Trio Jazz, Dihelson Mendonça Jazz Band, Lifanco Kariri, Fabrico da Rocha, luiz Fidelis, Leninha Linard Linard e Hugo Linard, João Urano, Geraldo Junior(Junú Freire), Jefferson Gonçalves, Calazans Callou, Zabumbeiros Cariris(todos os músicos: Amélia Coelho, Haarllem Resende, Rubens MasterBlaster Darlan, Diego, e outros), Pachelly Jamacaru, José Nilton de Figueiredo, Aecio Rodrigues de Oliveira, e muito mais (devo ter esquecido alguns nomes também de importância igual). Podíamos ocupar as praças, os teatros, as Igrejas, as ruas, de todos os bairros. Sem falar nos artistas plásticos (Edelson Diniz, Samuel Araújo Gregorio Samuk, Stenio Diniz, Guto Bitu, dentre outros), fotógrafos (Alan Bastos, Wilson Bernardo, Pachelly Jamacaru, Dihelson Mendonça, Samuel Samuk, dentre outros) e nossos escritores e poetas(como J Flavio P Vieira, Roberto Jamacaru de Aquino, Claudia Rejanne Pinheiro Grangeiro, dentre outros)que também precisam de uma digna vitrine. É muito difícil ou falta vontade? Opinem sobre. Sou todo olhos e ouvidos atentissimos.
domingo, 1 de julho de 2018
TRATA-SE DE UM IMBECIL
Luis Inácio Lula da Silva deve
ser um imbecil. Completo. O cara se elegeu e reelegeu presidente, elegeu e
reelegeu a sucessora, tornou-se uma personalidade internacional e era candidato
a presidente nas próximas eleições (se tinha ou não chance de ganhar, isso é
outra coisa; agora, com a campanha patrocinada por Moro, é líder em todas as
pesquisas). Mas, na hora de roubar, em vez de roubar um apartamento e um sítio,
pelo menos, roubou apenas as reformas.
Não li, vi ou ouvi ninguém dizer
que o Luis Inácio tinha recebido o apartamento do Guarujá e o
sítio de Atibaia como propinas. O que os delatores (réus confessos) disseram
foi que tinham pagado pelas reformas no apartamento e na casa do sítio.
Reformas (Moro até ouviu Maradona, pedreiro, acho, sobre a reforma no banheiro
da casa). E, para isso, o imbecil do Inácio teria achacado as maiores
empreiteiras do país, que tiveram que fazer uma "vaquinha" pra rachar as
despesas. Ora, ora, seu Inácio. Os sacripantas informaram que tinham assaltado
a Petrobras. Bilhões, e propina de bilhões não se paga com reformas.
De uma tacada Temer ia levar 20
bilhões de Wesley Batista Os quinhentos mil que estavam na mala de Rocha Loures
filmado pela PF correndo pelas ruas era apenas a primeira das 40 parcelas que Temer estava esperando. Viu
aí,Luis Inácio ? Reformas, rapaz ? Com essa grana dava para comprar um
apartamento na Avenue Foch, em Paris. Não era no Guarujá, não. Mas, fazer o quê
? Gente fina e doutorada é outra coisa, né ?
O feito, pelo dito, mostrou que
o cara era um ladrãozinho cocô de louro.
Mas em duas coisas, convenhamos, mostrou ser mestre: esconder a grana e
não deixar pistas. Alguém diz que viu, outra diz que ouviu, num sei quem
mostrou uma planilha (feita na sua própria empresa) e por aí vai. Mas nem um
papelzinho, só, um bilhete, uma anotação, um garrancho que seja com a
caligrafia ou assinatura do cabra. Escritura, então, nem pensar. Neca de
gravação, e-mail, conta no exterior, ou telefonema gravado. (isso é coisa de
amador; profissional não cheira em serviço).
Onde tá o dinheiro do Lula ? Os
caras, hoje, rastreiam tudo, até pensamento. (Moro, mesmo, cita ilações); o
sistema financeiro registra dinheiro que entra, dinheiro que sai, dinheiro que
fica, dinheiro que ia mas não foi, Vai ver, tá tudo aqui. Numa botija.
Enterrada em, Caetés, no agreste desse fim de mundo chamado Pernambuco.
Joca Sousa Leão.
sábado, 30 de junho de 2018
http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/viver/2018/06/28/internas_viver,756121/fig-2018-divulgada-a-programacao-completa-do-festival-de-garanhuns.shtml
Quando a ExpoCrato terá uma programação artística tão intensa, variada e de qualidade tamanha quanto esta do FIG (Festival de Inverno de Garanhuns)? E, pasmem, tudo gratuito. Por quê o Ceará não imita Pernambuco nessas coisas boas? Se não sabem como fazê -lo, cheguem lá e perguntem. Afinal, temos tantas afinidades históricas e políticas com os pernambucanos que até nos confundimos com eles, não é mesmo? Por falar nisso, tudo o que construímos artística e culturalmente durante todo(s) o (s) ano(s)fica "escondido" nesta época em que o Cariri recebe tantos visitantes. Todos aqueles shows apresentados durante a semana inteira comemorativa do aniversário do Padre Ágio ( o Festival Cordas Ágio, coordenado pela Solibel e o braço da Secretaria de Cultura do Estado : Dane de Jade, Mano Grangeiro, Cicero Galdino e Marisa Galdino, dentre outros ) poderiam ocupar os vários espaços da cidade (nem carece ser dentro do Parque de Exposições, não! ): Maria De Fatima Fatinha Gomes, Luciano Brayner, Dudé Casado, Abidoral Jamacaru, Cleivan Paiva, Show Caleidoscópio 70, Grupo Cantigar, Grupo Ancestrália, Los Fractais (Vinicius Vinícius Saravá Simplício Duarte, Sttênio Alves, Remy Oliveira Sousa, Thiago Leonel) Joao Do Crato, Ranier Oliveira, Ibbertson Nobre Trio Jazz, Dihelson Mendonça Jazz Band, Lifanco Kariri, Fabrico da Rocha, luiz Fidelis, Leninha Linard Linard e Hugo Linard, João Urano, Geraldo Junior(Junú Freire), Jefferson Gonçalves, Calazans Callou, Zabumbeiros Cariris(todos os músicos: Amélia Coelho, Haarllem Resende, Rubens MasterBlaster Darlan, Diego, e outros), Pachelly Jamacaru, José Nilton de Figueiredo, Aecio Rodrigues de Oliveira, e muito mais (devo ter esquecido alguns nomes também de importância igual). Podíamos ocupar as praças, os teatros, as Igrejas, as ruas, de todos os bairros. Sem falar nos artistas plásticos (Edelson Diniz, Samuel Araújo Gregorio Samuk, Stenio Diniz, Guto Bitu, dentre outros), fotógrafos (Alan Bastos, Wilson Bernardo, Pachelly Jamacaru, Dihelson Mendonça, Samuel Samuk, dentre outros) e nossos escritores e poetas(como J Flavio P Vieira, Roberto Jamacaru de Aquino, Claudia Rejanne Pinheiro Grangeiro, dentre outros)que também precisam de uma digna vitrine. É muito difícil ou falta vontade? Opinem sobre. Sou todo olhos e ouvidos atentissimos.
domingo, 24 de junho de 2018
O "SERESTEIRO" DO PLANALTO - José Nilton Mariano Saraiva
(texto publicado há quatro anos atrás; mas, mais atual que nunca).
O “SERESTEIRO” DO PLANALTO – José Nílton Mariano Saraiva
Como
ninguém é de ferro, em determinadas ocasiões o então Presidente da República,
Lula da Silva, reunia nos fins de semana alguns membros do governo, na Granja
do Torto (uma das residências oficiais do Presidente da República), a fim de
confraternizar e jogar conversa fora.
Evidentemente,
predominava a informalidade (nada de agenda, assuntos sérios, paletó, gravata e
por aí vai), até porque o objetivo era esquecer por algumas horas os grandes
problemas da nação, a pressão diuturna e se reoxigenar para a batalha da semana
seguinte.
Alguns
dos frequentadores, entretanto, intimamente miravam mais à frente, porquanto já
se falava abertamente, àquela altura, sobre a sucessão presidencial, vez que
Lula da Silva se achava impossibilitado de concorrer mais uma vez (já houvera
sido reeleito). E isso, claro, mexia com o ego e a vaidade de uns, que sonhavam
ostentar o “passaporte” homologatório da candidatura sucessória das mãos do
todo-poderoso “chefe”.
Para
tentar viabilizar-se como tal (candidato indicado pelo presidente, sim,
senhor), alguns fugiam do lugar-comum e adotavam a heterodoxia plena,
naturalmente partindo do pressuposto de que “não importam os meios empregados,
conquanto o objeto de desejo seja alcançado” (nem que tivessem que se expor ao
ridículo e à chacota de muitos, no decurso da engenharia política afeta).
Um dos
frequentadores assíduos de tais noitadas, Ciro Gomes (um megalomaníaco que se
julgava uma espécie de “messias”) bolou um jeito todo peculiar de se achegar ao
“chefe” e agradá-lo mais que todos, na perspectiva de ser o escolhido.
Assim é
que, sabedor da preferência musical do “chefe”, deu um jeito de colocar no “cardápio-noturno”,
da Ganja do Torto, o “momento musical”. E aí, em plena madrugada do cerrado do
planalto central, ecoava a sofrível voz do “seresteiro do planalto”, tanto
melosa quanto interesseira.
O resto
todo mundo já sabe: Lula da Silva não se deixou levar pelo “puxa-saquismo”
desenfreado do dito-cujo, preferindo privilegiar a ministra Dilma Rousseff para
concorrer (com sucesso), à sua sucessão.
Cartas
postas à mesa, Ciro Gomes, preterido e sentindo-se injustiçado, procurou as
televisões para, em horário nobre, afirmar em alto e bom som que entre a
candidata de Lula da Silva e a de José Serra (seu arqui-inimigo declarado),
este seria muito mais preparado, porquanto, como ele, Ciro Gomes, já houvera
sido governador, ministro e tal, enquanto Dilma Rousseff não tinha nenhum
atrativo em seu currículo.
Foi então
que, orientada pelo mentor, Lula da Silva, a candidata a presidente
ofereceu-lhe uma simples “coordenação de campanha”, no Nordeste. Foi o
suficiente e bastante para emudecê-lo de vez. Tanto é que trocou de novo de
posição: voltou com mala, cuia e bagagens para a candidatura Dilma Rousseff.
Portanto,
agora, que Ciro Gomes volta a concorrer à Presidência da República, as
indagações a serem feitas, são: um cara desses, sem qualquer consistência
programático-ideológica, é confiável ???
Um cara desses, tão verdadeiro quanto uma nota de 3 reais, merece alguma
credibilidade ??? Um cara desses, que já transitou por siglas partidárias às
mais disformes (sete, até aqui, dependendo das conveniências do próprio),
merece seu voto ???
Pense
nisso !!!
sábado, 23 de junho de 2018
MAIS ATUAL QUE NUNCA – José Nilton Mariano Saraiva
Pela atualidade, trazemos de volta artigo de nossa lavra
publicado após a acachapante derrota da seleção brasileira de futebol ante a
seleção alemã (7x1), quando da Copa do Mundo realizada no Brasil em 2014. E o
fazemos porque estamos a incorrer no mesmo erro. E isso todos sabemos onde nos
levará. Portanto, segue o texto, publicado quatro anos atrás.
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A “PRESENÇA” da “AUSÊNCIA” – José Nílton Mariano Saraiva
Claro que, em razão da Copa do Mundo de 2014 ter se realizado NO”
Brasil, tinha que ser “DO” Brasil, principalmente em razão do nosso
“pedigree” na matéria.
Claro que, mesmo e apesar das limitações do nosso time, num
jogo normal e incentivados por uma torcida numerosa e vibrante, tínhamos, sim,
absoluta e plena condição de bater a seleção da Alemanha e seguir em frente.
Claro que, tal não aconteceu em razão da escolha de uma
opção tática pra lá de equivocada da nossa experimentada comissão técnica (que,
sabe-se agora, lamentavelmente não envelheceu só biologicamente) e pisou feio
na bola (e isso em plena semifinal de uma Copa do Mundo) já que oferecendo “de
bandeja” o meio campo aos alemães, onde eles sempre são mais fortes e trafegam
com extrema facilidade.
Claro que, ao contrário dos alemães (como era previsível)
quem tremeu foram alguns dos nossos (Fernandinho e Bernard, por exemplo) e isso
comprometeu o desempenho do time como um todo.
Claro que, um placar desmoralizante e imoral desses (7 x 1)
é algo improvável e atípico em um jogo de duas seleções poderosas,
principalmente em uma disputa de Copa do Mundo e dificilmente (ou jamais)
repetir-se-á (mas será lembrado, ad eternum, exatamente pela atipicidade).
Enfim, foi uma partida desastrada, surreal mesmo, tanto que
os próprios alemães (demonstrando um “respeitoso constrangimento”), se
abstiveram de comemorar como mereciam (e trataram de enfatizar isso, pós-jogo),
porquanto claramente diminuíram o ritmo durante o segundo tempo (poderiam, sim,
ter feito 10 ou mais gols, se continuassem com o mesmo vigor, tal a pasmaceira
que tomou de conta dos nossos jogadores e seu “comando-caduco”).
No mais (e nisso parece ser proibido falar), tivemos também
a derrota da mídia esportiva brasileira. É que, antes de se preocupar com os
adversários do Brasil propriamente, a atenção maior foi, antes e durante a Copa
(e até agora, após) tentar incutir da mente dos torcedores que a seleção tinha
um novo “LÍDER” capaz de guiá-la ao “olimpo”, levá-la aos píncaros da glória,
guindá-la ao panteão dos heróis imortais: o tal Neimar (cai-cai) que é apenas
um bom jogador e não esse fenômeno que propagam.
Ora, amigos, “LIDERANÇA” não se encontra disponível nas
prateleiras das bodegas do interior desse Brasilzão, nas gôndolas dos grandes
supermercados das capitais ou nas bancas das feiras livres da periferia;
“LIDERANÇA” não se compra, não se impõe, não se transfere e nem se atribui via
decreto, bilhete, norma, portaria ou coisa que o valha. “LIDERANÇA” é algo de
berço, natural, carismática, única, personalíssima. E disso o tal Neimar é desprovido,
do dedão do pé à cabeleira moicana-tingida.
Assim, nada mais hipócrita que a recorrente imagem da TV
mostrando no túnel de acesso ao gramado o tal Neimar abraçando um a
um os colegas, antes de cada partida, ao tempo em que o narrador global, empostando
a voz, destacava sua forte “LIDERANÇA” ante os demais; nada mais cafona do que
a imagem dos jogadores entrando em campo para uma semifinal de Copa do Mundo
usando “bonés” personalizados, saudando o tal Neimar (fora do jogo, por
contusão); nada mais ridículo que exibir, durante o canto do Hino Nacional, a
camisa do tal Neimar, como se fora ele um “herói” já falecido, a quem todos
devêssemos reverência (passa longe disso).
E talvez por isso mesmo, por se preocuparem demasiadamente
com um “AUSENTE”, foi que os jogadores da seleção brasileira literalmente não
se fizeram “PRESENTE” no jogo decisivo. Burra e irrestrita solidariedade.
Ainda por cima, nada mais inapropriado e extemporâneo que, a
posteriori, trazê-lo de volta da boa vida que desfrutava na praia (para a
concentração), depois de tê-lo dispensado (já que contundido), objetivando
“LIDERAR” os colegas na batalha pelo terceiro lugar do torneio (aí, a emenda
saiu pior que o soneto, porquanto o “distinto” se sentiu à vontade para, do
banco, desrespeitosamente “assumir” o lugar do Felipão, no tocante à orientação
dos que estavam em campo (e você já parou pra pensar num time “orientado” pelo
tal Neimar ???). Deu no que deu.
Vida que segue.
A lamentar, que a menininha que “...não tava nem na barriga
da minha mãe quando o Brasil foi campeão”, vá ter que esperar por um pouco mais
de tempo pra ver isso (o Brasil ser campeão). Ou, quem sabe, seja a sua futura
filha que terá o privilégio de).
segunda-feira, 11 de junho de 2018
MANIFESTO AO POVO BRASILEIRO (por Luiz Inácio Lula da Silva)
"Há dois meses estou preso,
injustamente, sem ter cometido crime nenhum. Há dois meses estou impedido de
percorrer o País que amo, levando a mensagem de esperança num Brasil melhor e
mais justo, com oportunidades para todos, como sempre fiz em 45 anos de vida
pública.
Fui privado de conviver diariamente
com meus filhos e minha filha, meus netos e netas, minha bisneta, meus amigos e
companheiros. Mas não tenho dúvida de que me puseram aqui para me impedir de
conviver com minha grande família: o povo brasileiro. Isso é o que mais me
angustia, pois sei que, do lado de fora, a cada dia mais e mais famílias voltam
a viver nas ruas, abandonadas pelo estado que deveria protegê-las.
De onde me encontro, quero renovar a
mensagem de fé no Brasil e em nosso povo. Juntos, soubemos superar momentos
difíceis, graves crises econômicas, políticas e sociais. Juntos, no meu
governo, vencemos a fome, o desemprego, a recessão, as enormes pressões do
capital internacional e de seus representantes no País. Juntos, reduzimos a
secular doença da desigualdade social que marcou a formação do Brasil: o
genocídio dos indígenas, a escravidão dos negros e a exploração dos
trabalhadores da cidade e do campo.
Combatemos sem tréguas as injustiças.
De cabeça erguida, chegamos a ser considerados o povo mais otimista do mundo.
Aprofundamos nossa democracia e por isso conquistamos protagonismo
internacional, com a criação da Unasul, da Celac, dos BRICS e a nossa relação
solidária com os países africanos. Nossa voz foi ouvida no G-8 e nos mais
importantes fóruns mundiais.
Tenho certeza que podemos reconstruir
este País e voltar a sonhar com uma grande nação. Isso é o que me anima a
seguir lutando. Não posso me conformar com o sofrimento dos mais pobres e o
castigo que está se abatendo sobre a nossa classe trabalhadora, assim como não
me conformo com minha situação.
Os que me acusaram na Lava Jato sabem
que mentiram, pois nunca fui dono, nunca tive a posse, nunca passei uma noite
no tal apartamento do Guarujá. Os que me condenaram, Sérgio Moro e os
desembargadores do TRF-4, sabem que armaram uma farsa judicial para me prender,
pois demonstrei minha inocência no processo e eles não conseguiram apresentar a
prova do crime de que me acusam. Até hoje me pergunto: onde está a prova?
Não fui tratado pelos procuradores da Lava Jato,
por Moro e pelo TRF-4 como um cidadão igual aos demais. Fui tratado sempre como
inimigo. Não cultivo ódio ou rancor, mas duvido que meus algozes possam
dormir com a consciência tranquila.
Contra todas as injustiças, tenho o direito
constitucional de recorrer em liberdade, mas esse direito me tem sido negado,
até agora, pelo único motivo de que me chamo Luiz Inácio Lula da Silva.
Por isso me considero um preso político em meu
país.
Quando ficou claro que iriam me prender à força,
sem crime nem provas, decidi ficar no Brasil e enfrentar meus algozes. Sei do
meu lugar na história e sei qual é o lugar reservado aos que hoje me perseguem.
Tenho certeza de que a Justiça fará prevalecer a verdade.
Nas caravanas que fiz recentemente
pelo Brasil, vi a esperança nos olhos das pessoas. E também vi a angústia de
quem está sofrendo com a volta da fome e do desemprego, a desnutrição, o
abandono escolar, os direitos roubados aos trabalhadores, a destruição das
políticas de inclusão social constitucionalmente garantidas e agora negadas na
prática.
É para acabar com o sofrimento do
povo que sou novamente candidato à Presidência da República.
Assumo esta missão porque tenho uma
grande responsabilidade com o Brasil e porque os brasileiros têm o direito de
votar livremente num projeto de país mais solidário, mais justo e soberano,
perseverando no projeto de integração latino-americana.
Sou candidato porque acredito,
sinceramente, que a Justiça Eleitoral manterá a coerência com seus precedentes
de jurisprudência, desde 2002, não se curvando à chantagem da exceção só para
ferir meu direito e o direito dos eleitores de votar em quem melhor os
representa.
Tive muitas candidaturas em minha
trajetória, mas esta é diferente: é o compromisso da minha vida. Quem teve o
privilégio de ver o Brasil avançar em benefício dos mais pobres, depois de
séculos de exclusão e abandono, não pode se omitir na hora mais difícil para a
nossa gente.
Sei que minha candidatura representa
a esperança, e vamos levá-la até as últimas consequências, porque temos ao
nosso lado a força do povo. Temos o direito de sonhar novamente, depois do
pesadelo que nos foi imposto pelo golpe de 2016.
Mentiram para derrubar a presidenta
Dilma Rousseff, legitimamente eleita. Mentiram que o país iria melhorar
se o PT saísse do governo; que haveria mais empregos e mais desenvolvimento.
Mentiram para impor o programa derrotado nas urnas em 2014. Mentiram para
destruir o projeto de erradicação da miséria que colocamos em curso a partir do
meu governo. Mentiram para entregar as riquezas nacionais e favorecer os
detentores do poder econômico e financeiro, numa escandalosa traição à vontade
do povo, manifestada em 2002, 2006, 2010 e 2014, de modo claro e
inequívoco.
Está chegando a hora da verdade. Quero ser
presidente do Brasil novamente porque já provei que é possível construir um
Brasil melhor para o nosso povo. Provamos que o País pode crescer, em benefício
de todos, quando o governo coloca os trabalhadores e os mais pobres no centro
das atenções, e não se torna escravo dos interesses dos ricos e poderosos. E
provamos que somente a inclusão de milhões de pobres pode fazer a economia
crescer e se recuperar.
Governamos para o povo e não para o mercado. É o
contrário do que faz o governo dos nossos adversários, a serviço dos
financistas e das multinacionais, que suprimiu direitos históricos dos
trabalhadores, reduziu o salário real, cortou os investimentos em saúde e
educação e está destruindo programas como o Bolsa Família, o Minha Casa Minha
Vida, o Pronaf, Luz Pra Todos, Prouni e Fies, entre tantas ações voltadas para
a justiça social.
Sonho ser presidente do Brasil para
acabar com o sofrimento de quem não tem mais dinheiro para comprar o botijão de
gás, que voltou a usar a lenha para cozinhar ou, pior ainda, usam álcool e se
tornam vítimas de graves acidentes e queimaduras. Este é um dos mais cruéis
retrocessos provocados pela política de destruição da Petrobrás e da soberania
nacional, conduzida pelos entreguistas do PSDB que apoiaram o golpe de 2016.
A Petrobrás não foi criada para gerar
ganhos para os especuladores de Wall Street, em Nova Iorque, mas para garantir
a autossuficiência de petróleo no Brasil, a preços compatíveis com a economia
popular. A Petrobrás tem de voltar a ser brasileira. Podem estar certos que nós
vamos acabar com essa história de vender seus ativos. Ela não será mais refém
das multinacionais do petróleo. Voltará a exercer papel estratégico no
desenvolvimento do País, inclusive no direcionamento dos recursos do pré-sal
para a educação, nosso passaporte para o futuro.
Podem estar certos também de que
impediremos a privatização da Eletrobrás, do Banco do Brasil e da Caixa, o
esvaziamento do BNDES e de todos os instrumentos de que o País dispõe para
promover o desenvolvimento e o bem-estar social.
Sonho ser o presidente de um País em
que o julgador preste mais atenção à Constituição e menos às manchetes dos
jornais. Em que o estado de direito seja a regra, sem medidas de
exceção. Sonho com um país em que a democracia prevaleça sobre o arbítrio,
o monopólio da mídia, o preconceito e a discriminação.
Sonho ser o presidente de um País em
que todos tenham direitos e ninguém tenha privilégios. Um País em que
todos possam fazer novamente três refeições por dia; em que as crianças possam
frequentar a escola, em que todos tenham direito ao trabalho com salário digno
e proteção da lei. Um país em que todo trabalhador rural volte a ter acesso à
terra para produzir, com financiamento e assistência técnica.
Um país em que as pessoas voltem a
ter confiança no presente e esperança no futuro. E que por isso mesmo volte a
ser respeitado internacionalmente, volte a promover a integração
latino-americana e a cooperação com a África, e que exerça uma posição soberana
nos diálogos internacionais sobre o comércio e o meio ambiente, pela paz e a
amizade entre os povos.
Nós sabemos qual é o caminho para
concretizar esses sonhos. Hoje ele passa pela realização de eleições livres e
democráticas, com a participação de todas as forças políticas, sem regras de
exceção para impedir apenas determinado candidato. Só assim teremos um
governo com legitimidade para enfrentar os grandes desafios, que poderá
dialogar com todos os setores da nação respaldado pelo voto popular. É a esta
missão que me proponho ao aceitar a candidatura presidencial pelo Partido dos
Trabalhadores. Já mostramos que é possível fazer um governo de pacificação
nacional, em que o Brasil caminhe ao encontro dos brasileiros, especialmente
dos mais pobres e dos trabalhadores.
Fiz um governo em que os pobres foram incluídos no
orçamento da União, com mais distribuição de renda e menos fome; com mais saúde
e menos mortalidade infantil; com mais respeito e afirmação dos direitos das
mulheres, dos negros e à diversidade, e com menos violência; com mais educação
em todos os níveis e menos crianças fora da escola; com mais acesso às
universidades e ao ensino técnico e menos jovens excluídos do futuro; com mais
habitação popular e menos conflitos de ocupações nas cidades; com mais
assentamentos e distribuição de terras e menos conflitos de ocupações no campo;
com mais respeito às populações indígenas e quilombolas, com mais ganhos
salariais e garantia dos direitos dos trabalhadores, com mais diálogo com os
sindicatos, movimentos sociais e organizações empresarias e menos conflitos
sociais.
Foi um tempo de paz e prosperidade,
como nunca antes tivemos na história.
Acredito, do fundo do coração, que o
Brasil pode voltar a ser feliz. E pode avançar muito mais do que conquistamos
juntos, quando o governo era do povo.
Para alcançar este objetivo, temos de
unir as forças democráticas de todo o Brasil, respeitando a autonomia dos
partidos e dos movimentos, mas sempre tendo como referência um projeto de País
mais solidário e mais justo, que resgate a dignidade e a esperança da nossa
gente sofrida. Tenho certeza de que estaremos juntos ao final da caminhada.
Daqui onde estou, com a solidariedade
e as energias que vêm de todos os cantos do Brasil e do mundo, posso assegurar
que continuarei trabalhando para transformar nossos sonhos em realidade. E
assim vou me preparando, com fé em Deus e muita confiança, para o dia do
reencontro com o querido povo brasileiro. E esse reencontro só não ocorrerá se
a vida me faltar.
Até breve, minha gente
Viva o Brasil! Viva a Democracia!
Viva o Povo Brasileiro!”
Luiz Inácio Lula da Silva
Curitiba, 8 de junho de 2018"
sexta-feira, 18 de maio de 2018
quarta-feira, 16 de maio de 2018
Artista propõe interação em exposição no Cariri
O Centro Cultural Banco do Nordeste –
CCBNB, em Juazeiro do Norte, receberá exposição do artista/educador,
Alexandre Lucas. A abertura será no dia 01 de junho, às 19h, na galeria
do 5º andar.
A exposição de caráter interativo
possibilitará que o público tenha a oportunidade desenhar,
carimbar, pintar e levar parte da exposição para casa. Essa interatividade com
o público é uma característica da poética desenvolvida pelo
artista.
A exposição denominada “Xela” reúne
desenhos reproduzidos em lambe-lambe, carimbos, adesivos, imãs e fotocópias. As
imagens remetem a relação do artista com a pichação e ao mesmo a multiplicação
de silhuetas de rostos.
Para a professora Fernanda Maria
Macahiba Massagardi, pós-doutora em Artes, a linha, muitas vezes ininterrupta,
das obras de Alexandre Lucas convida o olhar do espectador ao movimento. Ela
destaca que esse trabalho é uma abstração que convida à busca da forma e diz
que associar a linha precisa às constelações de Miró ou aos desenhos de Matisse
é inevitável. Fernanda enfatiza que o aspecto do jogo está presente, na medida
em que desperta no público o desejo de interação, seja nos espaços que podem
vir a ser cor como na continuidade da linha.
Alexandre Lucas é integrante do
Coletivo Camaradas e tem um trabalho estético que visa aproximar a relação
artista, obra e público, tanto no campo da literatura como nas artes visuais.
terça-feira, 27 de março de 2018
De 03 a 14 de abril de 2018 acontece o festival nacional de dança: IX SEMANA DANÇA CARIRI
A
‘Semana Dança Cariri’ é um festival nacional de dança que acontece todo mês de
abril. A cada ano o evento aborda uma questão a fim de nortear o dialogo. Em
2018, na IX edição enfatizamos, ‘A dança não se finda’: existem alguns
mitos/tabus/questões na Dança que precisamos refletir, tais como: durante muito
tempo difundiu-se que esta era uma arte efêmera e que após o espetáculo nada
mais restava; pensou-se que a dança estava destinada apenas aos corpos jovens,
magros e virtuosos; acreditávamos que a dança só acontecia nas capitais/grandes
centros; que a dança cênica era uma arte de elite; que a dança não era algo
necessário ao nosso cotidiano. Porém, a contemporaneidade pôs todos esses
conceitos em xeque, a dança é uma área de conhecimento inesgotável, que
transforma e permanece, a dança não se finda.
É um
evento elaborado com esmero e esforço, esta edição constituída de espetáculos,
oficinas teórico-práticas, workshops,
lançamento de livro, momentos de intercâmbios. A programação privilegia todas
as faixas etárias, profissionais da dança e o público interessado em artes.
Este ano o festival é uma realização da Associação Dança Cariri e SESC
segue abaixo a PROGRAMAÇÃO COMPLETA da IX SDC
PROGRAMAÇÃO
GERAL
Dias 31 de março
e 01 de abril
Oficina
de Dramaturgia
Com
Camila Fersi (RJ)
Local:
Associação Dança cariri
Dia 02 de abril
19h
Cine Dança – Exibição do Documentário
PINA
Local:
SESC Crato
Dia 03 de abril
9h
Oficina de Dança Contemporânea
Com
Alexandre Santos (PE)
Local:
Sala de Dança SESC Crato
10h30 Palestra
Dança e educação em tempos de crise social
Com Isabel
Marques (SP)
Local SESC Crato
19h Cerimonial de
abertura
Para Sempre teu
Qualquer um dos 2 Cia de dança (PE)
SESC
Crato
Dia 04 de abril
9h Oficina
JogoDançaManifesto
com Isabel Marques
(SP)
Local SESC Crato
19h A notícia Caleidos Cia de Dança (SP)
Que
Corpo é esse?
Coletivo Incomum (PE)
Dia
05 de abril
Oficina
de Dança Arquetípica
com Dakini Alencar.
Participação do
músico Renê Danton
Local SESC Crato
19h Epifanias: outros jeitos de usar a boca
Dakini Cia de Dança
Teatro (CE)
Translocadas
com Aline Vallim,
Paola Ferraro, Veronica Navarro (Brasil, Paraguai, Argentina)
Local SESC Crato
Dia
06 de abril
9h
Bate Papo N’outros Corpos:
desconstruções, descobertas e outras possibilidades corporais latino-americas
com Veronica Navarro Local: SESC Crato
19hs Sertão Poeta
Cia Jovem Dança
Cariri (CE)
Redoma
Guilherme Veloso (RJ)
Dia
07 de abril
14h as 17h Workshop de Balé para professores
com Helena
Matriciano (RJ)
Local Associação Dança
Cariri
19h Ofélia Territórios Movediços (MG/RJ)
19h45 Três solos em um tempo Denise Stutz (RJ)
Local SESC Crato
Dia
08 de abril
14h as 17h Workshop de Balé para professores
com Helena
Matriciano (RJ)
Local Associação Dança
Cariri
18h30 Ensaio abertos
Baiaum
D´Sincko
Dakini Cia de Dança Teatro (CE)
Sobre
coisas Cruas
Guilherme Veloso e
Camila Fersi (RJ)
Debate Criação em
Dança.
Local: Associação
Dança Cariri
Dia
09 de abril
9h30 Aula de Balé
com Wilemara Barros
(CE)
Local: Associação
Dança Cariri
Dia
10 de abril
9h30 Oficina
Corpo Presente
com Denise Stutz
(RJ)
Local SESC Juazeiro
do Norte
19h30
A Morte dos Cisnes
Cia Dita / Wilemara Barros (CE)
Finita
com
Denise Sturtz (RJ)
Local SESC
Juazeiro do Norte
Dia
11 de abril
9h30 Oficina
de Dança Contemporânea
com Romero Mota (PB)
Local SESC
Juazeiro do Norte
19h30 Move
Cia Foco de Dança
Metal
Balé da Cidade de
Campina Grande
Local
SESC Juazeiro do Norte
Dia
12 de abril
9h30 Oficina Laboratório de formação e investigação criativa
com Ana Vitória (BA/RJ)
Local Associação Dança Cariri
15h
Workshop Aula de Papel
com
Angel Vianna (MG/RJ)
Local
Associação Dança Cariri
19h30
Desatar
Com Aline Vallim
(SP) e Alysson Amancio (CE)
Ofélia
Territórios Movediços
Com Camila Fersi
(MG/RJ)
Local SESC Juazeiro
do Norte
Dia
13 de abril
9h30 Oficina
Feldenkrais
com Priscilla Teixeira (RJ)
Local
Associação Dança Cariri
18hs Lançamento do
Livro
Angel Vianna, uma biografia de dança
contemporânea
Noite de autógrafos com Ana Vitória
Local
SESC Juazeiro do Norte
19h30 A cadeirinha e eu
Cia Dita/Fauller (CE)
O
que deságua em mim
Cia Alysson Amancio
(CE)
SESC Juazeiro do
Norte
Dia
14 de abril
19h30 Ferida Sábia
Local Teatro Patativa do Assaré
21h Festa
de Encerramento* – A Dança não finda
*R$ 10 (venda revertida para as despesas do festival)
Local: Cangaço Bar
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