Fora de campo, já
começamos ganhando. Basta atentar para a “falação” dos “gringos” a respeito do
nosso Brasil: “país enorme, bonito, com boa comida e mulheres lindas”, reverberam
literalmente extasiados. Estranharam, e muito (ainda bem) o clima de paz e concórdia
que encontraram nas nossas ruas, porquanto haviam sido alertados sobre a
insegurança nelas reinante, não confirmada ou constatada por eles. Mas, principalmente,
chega a ser comovente o depoimento deles a respeito da contagiante “simpatia,
doação e receptividade” do nosso povo, diferente de “todos os povos do mundo”, asseguram,
visivelmente impressionados.
E se alguém tinha
alguma dúvida sobre algum legado que esta Copa deixará, é bom colocar o
pessimismo de lado e anunciar em alto e bom som essa irrecorrível certeza: independentemente
das obras inacabadas, da corrupção (que se faz presente em qualquer parte do
mundo, quando da realização de um evento de tamanho porte), da dificuldade de
comunicação por conta da diversidade de povos que nos visitam, adquirimos, sim,
desde já, o “status” de candidato a “destino preferencial” de milhões de
turistas, num futuro bem próximo. E, isso, claro, gera divisas.
Já em relação ao
futebol propriamente dito, claro que existem sobejas condições de conquistarmos
o “HEXA”. Temos um bom, experiente e competitivo time, uma torcida apaixonada e
disposta a incentivar e carregar a seleção nas costas (se necessário) e,
principalmente um “comandante” exigente e já testado e aprovado nessa mesma
competição, quando nos sagramos pentacampeões, em 2002. E com um adendo
importante: espécie de “psicólogo informal”, Felipão já mostrou ser capaz de fazer
com que seus jogadores produzam mais do que são capazes (o tal do Neimar
(cai-cai), por exemplo, jogou como “gente grande”, ano passado, na Copa das
Confederações; particularmente, vamos torcer, de verdade, para que agora repita
a dose, embora não o tenhamos na conta de um craque excepcional, como a mídia
insufla).
Alfim, 64 anos depois
da frustração pelo fracasso da primeira Copa do Mundo que patrocinamos, e das
05 monumentais conquistas posteriores (todas fora de casa), agora é chegada a
hora de, dentro de casa, reafirmarmos ser o Brasil o mais gabaritado na arte de
jogar futebol. A bola vai começar a rolar daqui a pouco. Que os “deuses do futebol”
estejam do nosso lado.
PRA FRENTE, BRASIL !!!
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