TRIPULANTES DESTA MESMA NAVE

segunda-feira, 7 de junho de 2021

O "DIN-DIN" FALOU MAIS ALTO - José Nilton Mariano Saraiva

 O “DIN-DIN” FALOU MAIS ALTO – José Nílton Mariano Saraiva

No pre jogo de cartas marcadas, eles até que nos enganaram por um breve e fugaz momento. Afinal, ante a grave crise sanitária que o país atravessa, seria temerário aceitar participar emergencialmente de um torneio futebolístico sem nenhuma expressão (Copa América) em pleno apogeu da pandemia que nos assola, além de se constituir falta de respeito para com o sofrimento do povo e das 470.000 famílias com mortos já contabilizados (atentemos que, antes, a Argentina e a Colômbia se recusaram terminantemente em sediar tal torneio, embora em situação pandêmica menos dramática que a nossa).
Assim, quando um dos “pseudos” líderes dos jogadores (Casemiro, espécie de Dunga II) veio a público informar que o grupo estava “fechado” e determinado a não disputar tal Copa, a empatia foi instantânea; sim (mentalmente deliramos), finalmente entre os jogadores de futebol tínhamos homens de caráter, de personalidade e com vergonha na cara, capazes de se recusar a participar de uma palhaçada bancada pelo governo brasileiro por mero interesse eleitoreiro.
Mas, como o “DIN-DIN” falou mais alto (e disso os jogadores e o governo brasileiro entendem muito bem), viraram a casaca vapt-vupt, sem mais nem menos, esquecendo o que houvera sido dito e, principalmente, o aspecto moral da questão, voltando a ser o que realmente são: uns mercenários desqualificados.
Agora, entrarão em campo antecipadamente desmoralizados pelo ato vil praticado, sem que antes passivamente se subordinem a doutrinação que lhes põem frases prontas e na ponta da língua para justificar que a abrupta mudança de posição se deu... “em nome da pátria” ou com o intuito de... “amenizar o sofrimento do sofrido povo brasileiro”.
Após, independentemente do resultado, voltarão às suas origens (países europeus) com as contas bancárias generosamente abastecidas e, possivelmente com os respectivos passaportes já carimbados rumo à Copa do Mundo de 2022.
Nisso tudo, há algo preocupante: como em tais ambientes os acordos normalmente são firmados no longo prazo, será que contempla o voto em Bolsonaro (deles e da família) na próxima eleição ???
De uma coisa tenhamos certeza: o “DIN-DIN” falou mais alto (são uns mercenários calhordas).
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ESSES JAPONESES... VÔTE !!! - José Nilton Mariano Saraiva

 ESSES JAPONESES….. VÔTE !!! - José Nilton Mariano Saraiva

Uma antiga lenda reza que, quando os nipônicos (japoneses) começaram a despontar como candidato a potência mundial, os americanos, enciumados, só pra “zonar” ou mostrar que eram os tais, fabricaram e enviaram de presente ao governo japonês um certo parafuso, cuja característica maior era ser da espessura de um fio de cabelo, não pixaim (mesmo sem se saber pra que diabos serviria ou qual a sua utilidade prática); na realidade, apenas pra mostrar “quem era quem”, em termos tecnológicos, assustá-los de alguma forma.

Não mais que uma semana depois, receberam de volta o mesmíssimo parafuso, só que “ligeiramente modificado”: agora, havia, em seu interior, uma rosca (mesmo sem se saber o que ali enroscar ou pra que enroscar). Era a senha do que viria pela frente. A partir de então, o Japão notabilizou-se pela sofisticação do seu parque tecnológico e, principalmente, pela miniaturização dos seus inventos: são tantas coisas pequeninas, bonitinhas e, ao mesmo tempo, grandiosas e imprescindíveis.

O destaque, evidentemente, vai para os robôs, essas máquinas maravilhosas, inteligentes, eficientes e que substituem o homem com larga vantagem, já que, além de não cansarem, custam razoavelmente barato, são de uma precisão milimétrica, versáteis e tem largo e diversificado uso, destacando-se na indústria automobilística.

Agora, no entanto, os japoneses extrapolaram, foram além, muito além do imaginável, ao investirem nos “robôs humanoides”, que teriam o poder de interação com o ser humano. A gigante Toyota, por exemplo, fez o lançamento oficial de “robôs enfermeiros” que, graças à sua aparência física e inteligência, serão capazes de ajudar os idosos em algumas de suas tarefas. Mas - questiona-se - e se forem “robôs enfermeiras”, poderiam satisfazer os desejos sexuais de certos senhores idosos ou até menos idosos ???

Na verdade, em caráter experimental, “as robôs” que se prestam a atividade sexual já existem, no Japão. Produzidas desde 2003, pela Universidade de Osaka, as “Actroids” têm pele de silicone, respiram, piscam, expressam surpresa e raiva e sua inteligência artificial lhes permite responder às perguntas (fáceis) feitas pelos curiosos. Algumas, ao toque no seio, gemem, murmuram frases no ouvido do parceiro e tal. Outras, até, praticam a felação.

De uma outra fornada, e já agora idealizada por um cientista solitário, nasceu “Aiko” (amada em japonês), que se prestaria a usar a Internet, ler jornais, fazer relatórios e poderia colaborar com os serviços de segurança, já que capaz de detectar, em um aeroporto, 250 fisionomias por segundo, além de informar, com absoluta precisão, a que horas e de que portão partirá um determinado avião. Só que, ao formatá-la, ele se descuidou, de forma que programas pornográficos da Internet influenciaram o sistema de “Aiko” e, por tabela, seu vocabulário é um tanto quanto liberal: fala sobre sexo como uma desbocada prostituta de um cabaré qualquer.

O problema é que já se fala na perspectiva de se convocar o “cientista ermitão” para prestar esclarecimentos à “justiça do futuro”, já que sobre ele paira a suspeita de “abusar sexualmente” da sua parceira, pra todos os efeitos ainda uma “robô adolescente”. E os robôs, acreditem, têm direitos. Pelo menos é o que pensa o escritor Isaac Asimov.

E agora, José ???

sexta-feira, 4 de junho de 2021

"NISE YAMAGUCHI E A ILUSÃO DO CONHECIMENTO" (Felipe Machado)

Nise Yamaguchi e a ilusão do conhecimento (Felipe Machado)

04/06/21 - 11h25 - Atualizado em 04/06/21 - 11h27

Há muitos problemas no Brasil, mas certamente a ignorância é um dos mais prejudiciais à coletividade. Quando pensamos em alguém ignorante, geralmente associamos o adjetivo a um indivíduo com educação precária ou alguém que não teve a oportunidade de frequentar uma boa escola. Sim, ser um País com onze milhões de analfabetos, cerca de 6,6% da população, também é problema enorme.

Qualquer analista internacional acharia absurdo um dado como esse em pleno século 21, mas há um bom tempo desistimos de ser levados a sério por qualquer analista internacional. Nosso maior problema no momento, no entanto, é outro. Como afirmou o historiador Daniel J. Boorstin, estudioso da influência da mídia no comportamento social, “o maior inimigo do conhecimento não é a ignorância, é a ilusão do conhecimento”.

Quem viu o depoimento de Nise Yamaguchi na terça-feira (1) à CPI da Covid poderá compreender a dimensão do estrago que a tal ilusão do conhecimento pode causar não apenas à ignorante em questão, mas a todo um povo. Nise (recuso-me a chamá-la de doutora em respeito aos médicos de verdade) acreditou que seu conhecimento sobre medicina era suficiente para se autodeclarar especialista em infectologia. Não era. Ela não entende nada de infectologia, como seu depoimento comprovou.

Sejamos justos: no início da pandemia, a cloroquina, ivermectina e várias outras substâncias aleatórias trouxeram esperanças no tratamento contra a Covid-19. Era uma doença nova, e qualquer tentativa de encontrar uma maneira de socorrer as pessoas era legítima. O problema é que a ciência tem como característica a comprovação científica (desculpe-me pela obviedade), ou seja, basicamente qualquer coisa pode ser testada, mas há coisas que funcionam, e outras que não tem qualquer consequência. Um paciente que toma água todo dia e sobrevive a um câncer pode até acreditar que a razão da cura foi a água, mas será fácil constatar que moléculas de H2O não tiveram nenhuma implicação no caso. É a mesma coisa com a opinião de Nise no combate ao coronavírus: ela acreditou em si mesma. Baseada em quê? Em sua própria ignorância.

Só isso explica uma suposta médica citar em uma comissão parlamentar um estudo descontinuado em dezembro de 2020. Só para lembrar, estamos em junho de 2021. Onde estava Nise nos últimos seis meses? Em coma? Dormindo? Numa ilha deserta? Será que ninguém lhe contou que o estudo da Fundação Henry Ford em que ela se baseou para influenciar toda a política pública de saúde do Brasil no último ano era tão inútil que foi abandonado? Ao ser indagada pelo senador Alessandro Vieira, Nise confessou sua ignorância: “essa informação eu não tinha”, disse ela, à CPI. Vieira pediu, então, que ela mostrasse QUALQUER estudo que confirmasse a eficácia da cloroquina. Nise revirou seus papeis e não encontrou nada. Ou seja: a realidade não compactua com Nise.

Nas redes sociais, os bolsonaristas ficaram em polvorosa alegando que os senadores foram desrespeitosos com Nise Yamaguchi. Não consigo entender o que se passa na cabeça dessas pessoas: acham aceitável uma médica enganar as pessoas receitando um remédio que levou milhares à morte mas não acham correto uma comissão de senadores expor que ela é uma charlatã negacionista.

A ignorância é mesmo um dos maiores problemas do Brasil.




quinta-feira, 3 de junho de 2021

"LUANA ARAÚJO" x "CAPITÃ CLOROQUINA" - José Nilton Mariano Saraiva

 “LUANA ARAÚJO” x “CAPITÃ CLOROQUINA” - José Nilton Mariano Saraiva

Depois de fracassar na sua tentativa de chegar ao Senado Federal, mesmo com o apoio do então poderoso padrinho Tasso Jereissati (ainda assim obteve 882.019 mil votos, entre os quais 8.747 no Crato), a médica pediatra cearense Mayra Pinheiro arranjou uma “boquinha” em Brasília e foi nomeada pelo então ministro Luiz Mandetta para um cargo comissionado no Ministério da Saúde (possivelmente por indicação do “gabinete do ódio”), já que bolsonarista de primeira hora.
Conhecida por sua intransigente defesa da cloroquina no combate ao uso da Covic 19, do tratamento precoce, da tese da imunização do rebanho, e por não ligar nem um pouco para o distanciamento social (bandeiras do “chefe”), logo foi apelidada de “capitã cloroquina”.
Inimiga de primeira hora do PT, Lula da Silva e Dilma Rousseff e seus seguidores, há diversas gravações e documentos onde a “capitã cloroquina” promove o “kit covid” e uma em que ataca os próprios colegas e acusa a Fiocruz de ser um QG de esquerdismo e de “políticas LGBTI” na Saúde, de ter “um pênis” em sua entrada e financiar a ida de médicos e pesquisadores a Brasília para “andarem nus e fazerem cocô em crucifixos”.
Também participou de deseducadas e barulhentas manifestações contra os médicos cubanos que, contratados pelo Governo Federal para irem servir em áreas remotas do Brasil, não aceitas pelos médicos brasileiros (cerca de 800 localidades), se prestavam a isso.
Chamada a depor como testemunha na CPI da Covid, “amarelou” vergonhosamente ao apelar ao Supremo Tribunal Federal para que lhe concedesse uma habeas corpus desobrigando-a de ser responder às muitas perguntas que decerto lhe seriam feitas; não só conseguiu, assim como teve o direito de se fazer acompanhar por um advogado.
Como se previa, enrolou, gaguejou, embromou e só respondeu às perguntas que lhe eram convenientes, fugindo do essencial, além de negar a informação dada pelo próprio ministro de que fora ela responsável por um certo aplicativo, de resultados direcionados e únicos (tanto que quando descoberta a fraude logo foi retirado do ar). O ministro, pois, seria o responsável.
Em 2008, ao participar do processo seletivo para professora de Neonatologia da Universidade de Fortaleza (Unifor), foi desclassificada ainda na primeira fase, por incluir no seu “Currículo Lattes”, como se fosse de sua autoria, um artigo de uma colega médica (covardemente, culpou um seu servidor, que teria cometido um banal e simplório “erro de digitação”).
É bom recordar tudo isso, no momento em que a médica Luana Araújo, que assumira uma secretaria no mesmo Ministério da Saúde e teve seu nome vetado pelo tal “gabinete do ódio”, ao ser “convidada” pela CPI da Covid para dissertar sobre, nos mostrou com conhecimento, competência, segurança e simplicidade ímpares, “diferenças abissais” entre ela e a “capitã cloroquina”, a saber:
01) “A nossa vida seria mais fácil e feliz se isso (cloroquina) funcionasse; infelizmente, não tem (eficácia)" (sobre eficácia do tratamento precoce); 02) “É como se estivéssemos discutindo de que borda da Terra plana vamos pular; não tem lógica" (sobre o tratamento precoce); 03) "Imunidade de rebanho natural, dentro do Sars-CoV-2 e da doença covid-19, é impossível de ser atingida, não é uma estratégia inteligente" (sobre a tese de imunidade após contaminação em massa); 04) "Pleiteei autonomia, não insubordinação" (sobre possível entrada na Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à covid-19 do Ministério da Saúde). 05) "O ministro me chamou e disse que lamentavelmente meu nome não foi aprovado" (sobre sua dispensa após dez dias de trabalho); 06) "Não temos opinião, mas evidências, e elas são claríssimas, transparentes. Somos a favor de uma terapia precoce que exista. Quando ela não existe, não pode se tornar uma política de saúde pública" (sobre a eficácia do tratamento precoce); 07) "Quando disse, há um ano atrás, que estávamos na vanguarda da estupidez mundial, eu, infelizmente, ainda mantenho isso em vários aspectos" (sobre insistência no debate do tratamento precoce); 08) "Não é porque se mata coronavírus no micro-ondas que vamos pedir para paciente entrar no forno" (sobre eficácia do tratamento precoce); 09) "Deve estar faltando informação de qualidade, porque quando se tem a informação, não é um comportamento que a gente espera que aconteça. A mim, me dói" (sobre comportamento do presidente Jair Bolsonaro no enfrentamento à pandemia); 10) "É assim (com a vacinação) que a gente atinge uma imunidade de rebanho. Não posso imputar sofrimento e morte a uma população com uma imunidade de rebanho" (ainda sobre a tese de imunidade por contaminação); 11) "Autonomia médica faz parte da nossa prática, mas não é licença para experimentação" (sobre a defesa de autonomia médica para prescrição de medicamentos, ainda que estes não tenham comprovação de eficácia); 12) "Ciência não tem lado. Ou ela é bem feita ou mal feita". (13) Copa América no Brasil) é um risco desnecessário para se assumir neste momento" (sobre decisão do governo federal de sediar a competição);
Como se vê, uma aula de ciência.

segunda-feira, 31 de maio de 2021

 SENADORZINHO “MEQUETREFE” - José Nilton Mariano Saraiva

Primeiro, ele foi desmoralizado politicamente, ao vivo e a cores para todo o Brasil (via telinha), quando o Senador Omar Aziz, presidente da CPI da Covid, o rotulou de “oportunista e oportunista pequeno”, porquanto estaria na CPI com o objetivo claro de cumprir o que lhe determinara o seu chefe (o Bozo): impedir por cima de pau e pedra que se investigue a razão pela qual o governo não comprou vacina, lá nos primórdios da pandemia que assola o mundo (se o tivesse feito, à época, ao final de dezembro já teríamos vacinado, com as duas doses, cerca de 50 milhões de brasileiros).

Segundo, quando, se arvorando de conhecedor do assunto, teve a ousadia dos canalhas ao questionar o renomado cientista Dimas Covas, Presidente do Butantan, sobre o uso de células com material oriundo de “fetos humanos abortados”, no processo de produção da vacina Coronavírus (a mais usada no Brasil).

Nesse momento, ele certamente se arrependeu de ter nascido: é que, didaticamente, com toda a paciência do mundo e com a competência peculiar de todo grande cientista, Dimas Covas o desmentiu contundentemente, derrubando um por um os argumentos fajutos por ele usados, para, alfim, mostrar que ele literalmente não sabia o que estava falando (a seguir, uma aula sobre o processo de feitura de uma vacina).

Finalmente, e aí de forma pra lá de desmoralizante, em rede nacional o jornalista Reinaldo Azevedo, cáustico e com muita propriedade, o acusou de tentar “induzir as pessoas a não tomarem a vacina”, já que teria em sua composição o tal do material oriundo de “fetos humanos abortados”, merecendo por isso mesmo ser tachado de: sem vergonha, obscurantista, mentiroso, parlapatão, boçal, truculento, burro, desprezível e caricatura de senador.

Para o estado do Ceará, uma vergonha inominável ter como um dos seus representantes do Senado Federal uma figura tão pequena, irresponsável, ignorante e abjeta (não é possível que os eleitores dessa “coisa” não tenham se arrependido de o terem sufragado).

sábado, 29 de maio de 2021

O "PARQUE DO COCÓ" - José Nilton Mariano Saraiva

 O “PARQUE DO COCÓ” – José Nilton Mariano Saraiva

Poluição desenfreada, formação da camada de ozônio e o consequente aumento da elevação da temperatura no planeta Terra são fatores que se interligam umbilicalmente, propiciando, hoje, um debate intenso sobre o “meio ambiente” (ou da necessidade de “preservação do verde”).

Aqui em Fortaleza, por exemplo, cidade que se verticaliza num ritmo impressionante, uma das raras áreas onde ainda se pode respirar ar puro é o PARQUE DO COCÓ, abrigo de uma fauna e flora diversificada e pujante (lá há placas nominando tudo).

Só que, quando ainda não havia essa preocupação toda com o “meio ambiente” (e a consequente qualidade do ar que respiramos), o empresário Tasso Jereissati, com foco no lucro por cima de pau e pedra, adquiriu uma extensa área do parque e construiu o seu Shopping Iguatemi (atualmente agregando perto de 500 lojas), além de um edifício de 12 andares de salas comerciaise onde se enclausura em sua torre de marfim (ou bunker” particular), na cobertura do próprio.

À época, quando questionado sobre a “agressão” praticada ao meio ambiente e, até, sobre a possibilidade de, via judicial, o Iguatemi ser “implodido”, Sua Excelência de pronto requisitou e colocou em marcha um verdadeiro exército de “sumidades”, a fim de comparecer às televisões, jornais e rádios da vida, desfraldando a bandeira de que ele, Tasso Jereissati, fora na realidade um benfeitor da cidade, porquanto tornara uma área degradada pelo “sal grosso” num espaço de convivência e diversão de gregos e troianos.

Fotografias em tamanho gigante foram espalhadas pela cidade, mostrando homens trabalhando nas imensas salinas existentes onde se localiza o Iguatemi, enquanto que nas televisões filmes antigos retratavam a mesma coisa, em movimento. E o mote final era sempre o mesmo: graças a Tasso Jereissati, aquela área da cidade fora revitalizada.

No entanto, os que hoje se utilizam das trilhas existentes no Parque do Cocó para suas caminhadas diárias podem observar que, lá no meio da vegetação, em pleno coração da mata, entre o mangue e o gorjear dos pássaros, devidamente anunciadas através de placas apostas à margem, jazem as ruínas (paredes) da antiga “salina Diogo”.

Sim, amigos, por paradoxal que possa parecer, todo o complexo do hoje famoso Parque do Cocó já foi, num tempo não tão distante, “sal grosso puro”. E se atualmente a fauna e a flora fizeram foi diversificar-se, constituindo-se espécie de reserva de ar puro da nossa capital, trata-se de uma vitória da própria natureza.

Constitui-se a prova provada de que Tasso Jereissati e seus áulicos mentiam para esconder o crime perpetrado ou desconheciam o poder de revitalização da natureza.

quinta-feira, 27 de maio de 2021

A "APOSENTADORIA" - José Nilton Mariano Saraiva

  A "APOSENTADORIA" - José Nilton Mariano Saraiva

De par com toda a carga simbólica que a envolve (a certeza de ter sido útil e de “não ter passado pela vida em vão”), a “aposentadoria” deveria se constituir numa espécie de merecido prêmio àquele que durante boa parte da vida “ralou” duro para possibilitar o contínuo “giro da roda” e, consequentemente, o evoluir do processo produtivo; e, como natural contrapartida, o desejável seria a formação de um capital mínimo que permitisse ao aposentando um tranquilo descanso mais adiante (ou, pelo menos, a sobrevivência com um mínimo de dignidade).

No entanto, no Brasil o tal “capitalismo selvagem” (via globalização desenfreada), literalmente “decretou” que, apesar da “bagagem adquirida” (CONHECIMENTO) e da “experiência acumulada” ao longo dos anos (O SABER FAZER), aquele que se aposenta passa a ser uma espécie de “produto descartável”, verdadeiro trambolho a obstar o progresso dos mais jovens e, pois, passível de descaso, de humilhação, de desrespeito por parte dos que “estão chegando” (a “meninada”). EXCLUÍ-LOS, POIS, PASSA A SER A SENHA VIGENTE; ESCAMOTEÁ-LOS DE PRONTO A PALAVRA DE ORDEM; DELETÁ-LOS DE VEZ UMA NECESSIDADE.

Assim, não tenham dúvidas de que a tão badalada “REINSERÇÃO DO APOSENTADO NO PROCESSO PRODUTIVO", hipocritamente cantada e decantada em verso e prosa, não passa, em verdade, de vergonhoso enchimento de linguiça, uma miríade distante, autentica utopia, masturbação sociológica sem fim, porquanto as barreiras para tal se apresentam a partir do momento em que o “carimbo” de aposentado é aplicado àquele que passou a vida labutando com vigor (mas que ainda se apresenta física e mentalmente apto à luta).

A propósito, permitimo-nos dividir com vocês, aí do outro lado da telinha, a magistral colocação da escritora francesa Viviane Forrester:

Sobre a “aposentadoria”:

“Tantas vidas encurraladas, manietadas, torturadas, que se desfazem, tangentes a uma sociedade que se retrai. ENTRE ESSES "DESPOSSUÍDOS" E SEUS CONTEMPORÂNEOS ERGUE-SE UMA ESPÉCIE DE VIDRAÇA CADA VEZ MENOS TRANSPARENTE. E como são cada vez menos vistos, como alguns os querem ainda mais apagados, riscados, escamoteados dessa sociedade, eles são chamados de excluídos. Mas, ao contrário, eles estão lá, apertados, encarcerados, incluídos até a medula. Eles são absorvidos, devorados, relegados para sempre, deportados, repudiados, banidos, submissos e decaídos, mas tão incômodos: uns chatos. Jamais suficientemente expulsos. Incluídos, demasiado incluídos, e em descrédito. É DESSA MANEIRA QUE SE PREPARA UMA SOCIEDADE DE ESCRAVOS, AOS QUAIS SÓ A ESCRAVIDÃO CONFERIRIA UM ESTATUTO.”

Sobre a “pós-aposentadoria”:

“Longe de representar uma liberação favorável a todos, próxima de uma fantasia paradisíaca, o desaparecimento do trabalho torna-se uma ameaça, e sua rarefação, sua precariedade, um desastre, já que o trabalho continua necessário de maneira muito ilógica, cruel e letal, não mais à sociedade, nem mesmo à produção, mas, precisamente, À SOBREVIVÊNCIA DAQUELES QUE NÃO TRABALHAM, NÃO PODEM MAIS TRABALHAR, E PARA OS QUAIS O TRABALHO SERIA A ÚNICA SALVAÇÃO”.

"IPSIS LITTERIS"

  “IPSIS LITTERIS”


(DE OMAR AZIZ PARA EDUARDO GIRÃO NA CPI DA COVID)

“Olha, Senador Eduardo Girão, Vossa Excelência é um oportunista. E oportunista pequeno. Vossa Excelência estava lá, escutou o que nós acordamos. Toda a sociedade brasileira que tem inteligência sabe que Vossa Excelência está aqui com um único objetivo: que a gente não investigue por que a gente não comprou vacina. E Vossa Excelência, que não entende patavina de saúde, quer impor a cloroquina na cabeça da população. Vossa Excelência, repito, é um oportunista, OPORTUNISTA”.

Que vergonha para o Ceará esse despreparado Senador.

terça-feira, 25 de maio de 2021

Os sobreviventes do Tempo - Por: Emerson Monteiro


Por detrás da casa de Seu João Preto, no Tatu, havia uma cajaraneira frondosa, bem numa cabeça de alto donde a gente avistava o vale dos lados da Santa Catarina. Víamos o brejo da cana, o Riacho do Meio e paisagem longa, que escorria pelo horizonte azulado. Descia ladeira íngreme que dava em um bosque de jurema lá embaixo. Nesse ponto se notava nítida a diferença do solo típico sertanejo, pois mostrava terra arenosa, esbranquiçada, espécie de restos de pedras trituradas, bem característicos, qual sendo doutras eras, e que guardasse histórias sob aquela capa de chão macerado pelo tempo. Nisso, eu viajava na imaginação, considerando presenciar de perto relíquias acumuladas de um passado distante, a trazer sinais de outra civilização que tivesse existido nas cercanias e desaparecera com os milênios findos. Sempre que andava ali, demorava nalguns momentos a considerar tal possibilidade, vinda ao acaso no juízo fértil de criança.

E quantos e tantos lugares são assim, cheios de lembranças soltas de outras horas, destes povos que somos nós, insólitos e vagos segmentos do Sol. Às vezes, recentes resquícios até de pessoas ainda presentes em dias anteriores; outras, porém, de longe, de quando nem testemunhas ainda seríamos, marcas indeléveis deixadas pelo fluir incessante das horas. Enquanto resistentes ao rio do Tempo, permanecemos no que somos agora diante desse todo universal, desde quando, que inícios tivemos, nítida interrogação  transportamos pelas rotas disso em que vivemos.

Quais instrumentos destinados a decodificar o mistério do Infinito, mergulhamos no depois, romeiros livres que o somos, senhores de segredos que venhamos, certa vez, a revelar. Livros abertos que falam sozinhos das histórias aqui vividas no transcorrer das existências. Esforços de não desaparecer, civilizações insistem gravar nas rochas, nos lugares, nas areias, suas marcas, nalgumas ocasiões notadas, talvez, que preenchem de páginas a Natureza aberta.

O "DESPERTAR DO GIGANTE" (O "BERÇO ESPLÊNDIDO"... JÁ ERA) - José Nilton Mariano Saraiva

 O “DESPERTAR DO GIGANTE” (O “BERÇO ESPLÊNDIDO”... JÁ ERA) - José Nilton Mariano Saraiva

Inserta lá no meio dos versos de Joaquim Osório Duque Estrada, que, alfim, compõe o Hino Nacional Brasileiro, a frase aparentemente inocente e comodista - “deitado eternamente em berço esplêndido” - durante muito tempo serviu para que os pessimistas de plantão tratassem de afinar o discurso negativista, tentando ridicularizar e achincalhar o próprio país, porquanto retrataria com fidelidade uma espécie de “estado de espírito” omisso e acomodado dos seus dirigentes e seu povo. Daí a perspectiva de um futuro desalentador e sombrio, profetizavam.

Só que, ao longo do período 2003/2016, trabalhando com denodo e em silêncio, nos bastidores o Governo Federal paulatinamente conseguiu inserir o país no tabuleiro desenvolvimentista, via projetos bem estruturados, criteriosos e consistentes, daí o Brasil ter conseguido figurar (à época) como um dos cinco emergentes que no futuro (logo ali na esquina) se firmará, sim, como uma potência mundial.

Pois bem, nessa bendita arrancada que já iniciamos rumo ao primeiro mundo, (momentaneamente interrompida) um dos insumos basilares que faz a “roda girar” é, sem sombra de dúvida o petróleo (apropriadamente cognominado “ouro negro”) em razão da miscelânea de utilidades que incorpora, daí sua consequente e necessária presença em tudo que represente alavancagem, progresso, desenvolvimento. Em qualquer idioma e em qualquer rincão do planeta Terra.

E então, “fiat lux”: por obra da descoberta do pre-sal, no governo Lula da Silva, no Brasil houve como que um despertar repentino, de sorte que o “deitado eternamente em berço esplêndido”, tão criticado e achincalhado pelos negativistas, se transfigura e nos apresenta uma outra conotação, um outro horizonte, uma outra faceta: sim, senhores, nosso país literalmente repousa, desde tempos imemoriais, num portentoso reservatório de petróleo, que poderá transformá-lo num dos maiores produtores/exportadores do produto, com tudo de bom que isso representa.

É que a competente estatal brasileira Petrobras, “expertise” na exploração em águas profundas, depois da descoberta de imensas reservas petrolíferas nas profundezas oceânicas do pré-sal (Bacia de Campos), anunciou, após, um outro feito capaz de nos catapultar rumo ao primeiro mundo, verdadeiro passaporte para se adentrar no seleto grupo de países preferenciais: a descoberta do campo de Libra guarda algo em torno de impressionantes 15 bilhões de barris de petróleo (como se não bastasse, logo após a descoberta de Libra, aquela estatal e o governo de Sergipe anunciaram a descoberta de uma monumental nova reserva do mineral, no litoral de Sergipe/Alagoas, ainda maior em termos de área (2.418,77 Km²) do que a de Libra).

Claro que a extração de toda essa riqueza do fundo do oceano é por demais complicada e onerosa, mas não faltarão parceiros dispostos a alocarem os recursos necessários, via aceitação da “partilha” proposta pelo governo brasileiro (que ficará com 75% do que for extraído) daí a tendência a que nos tornemos um dos maiores produtores/exportadores de petróleo. E inquestionáveis serão os reflexos na alavancagem desenvolvimentista e sustentável propiciada.

Fato é que, se vivíamos “deitado eternamente em berço esplendido” (mesmo tendo como colchão um mar de petróleo), agora o gigante não só despertou, mas levantou, e tende a ocupar lugar de destaque no conceito das nações (PARA TANTO, NECESSÁRIO SERÁ QUE O MAIS BREVE POSSÍVEL EXORCIZEMOS DE BRASÍLIA A CAMBADA DE MILICIANOS QUE SE APOSSOU DO PODER).

Evidentemente nossa geração não alcançará o apogeu disso tudo, mas, olhando em termos macros, nos conforta saber que nossos descendentes (filhos, netos e até bisnetos) hão de usufruir das benesses de um país que o mundo há de respeitar.

Alguém duvida ???

segunda-feira, 24 de maio de 2021

"CATHERINE" - José Nilton Mariano Saraiva

  “CATHERINE” - José Nilton Mariano Saraiva

Os que hoje se situam na faixa dos 60/70 anos certamente hão de recordar do bom ator “yanque” Kirk Douglas, fichinha carimbada em grandes filmes sobre o velho oeste americano, com seus índios e mocinhos se engalfinhando em batalhas tão cruentas como memoráveis.
Mas, como a marcha inexorável do tempo não perdoa quem quer que seja (rico ou pobretão, famoso ou não), Kirk Douglas teve que, paulatinamente, ceder seu lugar a uma nova geração de atores (morreu ano passado, aos 103 anos de idade).
E ai todos tivemos (inclusive o próprio) o grato prazer de conhecer e constatar que seu filho, Michael Douglas, houvera se tornado um “artista” de mão-cheia (muito mais competente que o pai) porquanto, além do talento hereditário, eclético no atuar e com mais presença em cena devido ao porte físico avantajado (quase 2 metros) e um bem delineado corpo nas academias da vida; assim, logo, logo estabeleceu-se.
Para o mulherio, então, foi um autentico achado, uma descoberta de outro mundo, daí a “caça” permanente, obstinada e diuturna visando “laçar a fera”, de qualquer jeito; e como o cara mostrou-se um garanhão insaciável, um autêntico atleta sexual, muitas e muitas mulheres (e que mulheres) privaram da sua alcova.
O exemplo emblemático da “qualidade” podemos visualizar na sua atual esposa, a escultural atriz britânica Catherine Zeta-Jones (nascida em Swansea, País de Gales, em 25.09.69), um autêntico “supersônico” (a diferença de idade entre os dois é de 25 anos).
Pois bem, rico, belo e disputado (apesar de casado), eis que o destino lhe reservou uma surpresa nada agradável: numa rotineira consulta médica, à procura de debelar uma “coceira” na garganta, Michael Douglas (fumante inveterado), recebeu a infausta notícia de ser portador de um “câncer” na região.
Transparente e corajoso fez questão de, pessoalmente, dividir com gregos e troianos a sua situação, botando a boca no trombone; e, como não poderia deixar de ser, a partir do “velho”, da esposa e da família, a solidariedade se fez presente das quatro esquinas do planeta Terra; comoção generalizada.
Mas... o Michael Douglas é um ser humano e, como tal, tem seus momentos de “apagão”, seus pecados, suas fraquezas, suas idiossincrasias e, assim, sua pessoal e ousada explicação para o que ocorrera provocou um baita estrago: segundo ele, seu câncer na garganta, na verdade, teria sido provocado pelo costumaz exercício da “felação” (sexo oral), com uma mulher portadora do temível vírus HPV (detectável via “papanicolau”).
Sim, senhores, o nosso ídolo era adepto e gostava de lambuzar-se via “chupadinha clitoriana”.
Se tal declaração foi recebida por muitos como “corajosa”, por revelar ao mundo uma sua faceta não conhecida (e nada edificante), para a bela esposa, Catherine Zeta-Jones, representou uma afronta pessoal, desrespeito intraduzível, uma espécie de acusação descabida: afinal, em sendo ela a esposa daquele autentico “deus” grego, já há bastante tempo, teoricamente, dela, ele teria contraído o tal vírus em suas relações heterodoxas.
O resultado é que chegou a ser firmado o pedido de divórcio, ficaram separados por um ano (2013), mas retornaram ano seguinte, até em respeito aos dois filhos à época adolescentes e sob promessa de fidelidade absoluta (o amor falou mais alto).
Só que, a partir de então, Michel Douglas terá que conviver com uma cobrança inevitável: “ô, cara, por que fizestes tamanha maldade com a bela e doce Catherine” ???

sábado, 22 de maio de 2021

O ADVOGADO E A FILHA REBELDE (autor anônimo)

 O ADVOGADO E A FILHA REBELDE

A filha de um advogado aparece em casa após anos sem dar sequer um telefonema. Seu pai vai ao encontro dela e, apoplético, pergunta: -como é que só agora você aparece, sua BISCATE ??? Por onde você andava, sua VAGABUNDA ??? Sabe que sua mãe chegou até ficar doente de saudades de você ? O que você andava fazendo esse tempo todo, sua GALINHA ???

Ela responde, na maior tranquilidade: VIREI PROSTITUTA !!!
-O QUÊ ??? Suma já daqui, sua SEM VERGONHA, e nunca mais apareça. -Mais pai, eu só vim aqui deixar este casaco de peles para minha mãe, um caderneta de poupança no valor de R$ 500.000,00 para meu irmãozinho e um Rolex de ouro cravejado de brilhantes e um Mercedes 0km para o senhor passear por aí, e também convidá-los para passar o Reveillon comigo em meu iate, lá em Búzios.
-De que mesmo você falou que estava trabalhando?
PROSTITUTA, PAI, PROSTITUTA !!!

-Eu tinha entendido PROFESSORA SUBSTITUTA. Venha aqui, filhona, dê um abraço em seu velho pai, que já vou chamar sua mãe.