TRIPULANTES DESTA MESMA NAVE

domingo, 2 de outubro de 2022

 DIA DE COMEÇO E FIM – (JANIO DE FREITAS)


Há exatos quatro anos, o que se instalou no Brasil, a pretexto de sucessão presidencial, não era um novo governo. Foi o estado de terrorismo político. Veio a ser a continuidade lógica da fraude aplicada ao processo eleitoral a propósito de corrupção denunciada na Petrobras.

Hoje, a ameaça terrorista de impedir os brasileiros da única atribuição institucional que lhes deixaram, generosos, consagra um fato extraordinário: a numerosa união pela democracia, entre divergentes às vezes extremados, como mais um dos tão raros momentos de beleza na política.

Não há vergonha em defender a democracia. Esse é ato de grandeza, sempre. Vai além do significado eleitoral: atitude talvez insuspeitada, faz conhecer com mais justiça quem a pratica —e, em contrapartida, quem a recusa.

São gestos de independência e altivez. E é emocionante saber que pessoas centenárias vão às urnas com sua contribuição à democracia, porque “é preciso pacificar o país”.

Ser bolsonarista é, também, a incapacidade de ver o que constrói o momento particular que os brasileiros vivem, de um lado como de outro. Os anos recentes trouxeram indicações de que essa restrição perceptiva persiste na maioria dos militares.

Por identificação com a direita extremada ou por outras causas, sua instabilidade entre bolsonarismo e legalismo foi o amparo para os feitos de Bolsonaro: aprofundar as históricas fendas econômicas e sociais, devastar a aparelhagem de condução do país e pôr em suspenso o valor da vida.

Com o ataque ao Estado de Direito, o próprio estado de terrorismo a ser perenizado pelo golpe.

É muito importante, pode mesmo ser decisivo, que a etapa eleitoral se encerre neste domingo (2). O intervalo até o segundo turno seria ainda mais perigoso, em violência até letal, do que o temido entre a eleição e a posse do eleito. Mesmo que a de Bolsonaro.

É isso, sim: o bolsonarismo tem um só plano para vindita de derrotado e para o pretendido poder sem opositores. Bolsonaro disse: “É preciso matar uns 30 mil”.

Nenhuma previsão da conduta de militares em derrota de Bolsonaro merece maior credibilidade. É imprevisível a força armada presente em uma aberração como o sentido eleitoreiro dado ao Bicentenário da Independência. Data nacional única em que o ponto a ecoar para a história, vindo do próprio presidente, foi gabar-se de sua fantasiada sexualidade —nem ao menos considerável, vista a quantidade de Viagra comprado em seu governo.

À nossa custa, o governo americano vive a interessante experiência de estar, até mais do que ausente, contrário a um golpe da direita. A defesa da democracia brasileira submete o bolsonarismo civil e militar a ameaças externas equivalentes, mas contrárias, às que faz aqui.

Com uma diferença: montadas em tanques ou em motos, as ameaças bolsonaristas descobriram à sua frente uma consciência democrática de que nem os democratas tinham certeza.

quarta-feira, 28 de setembro de 2022

 A “SABEDORIA” DE BRIZOLA – José Nilton Mariano Saraiva

Depois de passar por “N” partidos de espectros políticos os mais disformes ao longo da sua agitada e instável carreira política, eis que na atualidade Ciro Gomes se acha filiado ao PDT, agremiação criada por Leonel Brizola (que nos deixou já há um certo tempo).

Ególatra, maquiavélico e intransigente (mas metido a esperto), sempre que possível Ciro Gomes cita-o em seus pronunciamentos, à busca de uma identidade com o próprio, claramente objetivando auferir dividendos. Nada mais irreal ou mentiroso, já que Brizola era um líder nato, nacionalista ao extremo e dono de um carisma difícil de encontrar nos políticos atuais.

Arrogante, aloprado e messiânico, Ciro Gomes concorre pela quarta vez à Presidência da República, sem que haja conseguido a adesão de ninguém, em razão da sua propensão a querer que os mortais comuns lhes devotem obediência cega e irrestrita. Tanto, que até os próprios irmãos, Cid e Ivo Gomes (sujas crias políticas), resolveram “bater de frente” com ele ao apoiar para o governo do Ceará o candidato do PT, seu arquirrival.    

Assim, faltando menos de uma semana para a votação no primeiro turno da eleição presidencial e com sofríveis 7,0% (sete por cento) das intenções de voto nos mais diferentes institutos de pesquisa, intimamente Ciro Gomes não tem como não reconhecer que sua estratégia de tentar denegrir o preferido da maioria da população – Lula da Silva – através de virulentas e descabidas acusações, não deu resultado e, pior, só favoreceu e muito o fascista do Bolsonaro (a quem – é imperativo que não esqueçamos - já favorecera na eleição passada, quando viajou a Paris, deixando seus adeptos sem pai nem mãe, na mais absoluta orfandade).

Agora, desesperado com a perspectiva real de ter até menos votos do que a “estreante” Simone Tebet, tentou atrair os holofotes midiáticos ao lançar um ridículo “manifesto à nação", no bojo do qual julga estar sendo vítima "de uma gigantesca e virulenta campanha, nacional e internacional". De novo quebrou a cara, já que a repercussão foi pífia, ou inexistente.            

Isso nos remete à “sabedoria” do Brizola, fundador do PDT, que lá atrás já afirmara em uma entrevista... “francamente, não me causa nenhuma impressão nem ao povo brasileiro esses candidatos que se apresentam com programinha impresso, sem ouvir ninguém, sem ouvir a população; apenas reúne uns tecnocratas entre quatro paredes que lhes dizem... “está aqui o programa”.

Definitivamente, o “coroné” dançou solenemente e, agora, tende a receber o justo prêmio a que faz jus: o esquecimento, o ostracismo o desterro político por parte da população.

Vade-retro.

quinta-feira, 15 de setembro de 2022

 MICHELLE: “VINGANÇA DO MULHERIO” ??? - José Nílton Mariano Saraiva


Que o Bozo não é chegado nem um pouco às mulheres e até mesmo nutre por elas uma ojeriza que não consegue disfarçar, isso metade do mundo e a outra banda já sabem desde tempos imemoriais.

Tanto que o próprio, recorrentemente arrogante e desrespeitoso com elas, nunca deu a mínima bola para as constantes denúncias sobre; ao contrário, parece até se comprazer em mostrar isso, publicamente ou no privado (até focando na própria esposa, Michelle, ao comentar, sem que ninguém houvesse perguntado, que quando a conheceu ela “já era mãe solteira”; quer algo mais humilhante e vergonhoso ???).

Mas, eis que, visando “turbinar” sua atual campanha à reeleição, de repente a direção do partido ao qual está filiado resolve recorrer aos préstimos de “marqueteiros profissionais”, que lhe “prescrevem o remédio” tido como de maior eficácia e eficiência para mudar o sombrio quadro atual: trazer para os palanques da vida (inclusive para a TV) a fim de comandar a festa, ninguém menos que aquela mulher que tanto em suas mãos sofreu: a própria esposa, Michelle, que de pronto aquiesceu sem maiores exigências (estaria ela considerando a rara oportunidade como uma espécie de “vingança do mulherio” ???).

E isso – depender potencialmente de uma mulher para tentar conseguir alguma coisa mais à frente – deve impor ao misógino um imenso suplício, um grande sofrimento moral, uma aflição intensa, um abatimento desmedido e uma dor prolongada, só comparável ao suplício aplicado a Tântalo, personagem mitológico grego, que era morrer de sede e fome porque, sempre que se aproximava do lago ou da árvore dos frutos, a água lhe fugia e a árvore levantava-se até onde não podia ser alcançada.

Resumo de tudo isso ??? Presumivelmente, após a fragorosa derrota nas urnas, temos tudo pra ter um casamento desfeito, porquanto à mulher certamente serão destinadas humilhações e blasfêmias mil (e que ela, depois de “engrossar o pescoço” durante a campanha, não mais aceitará passivamente).

A conferir. 

terça-feira, 13 de setembro de 2022

 O “MENINO DE RECADO” DO BOZO – José Nílton Mariano Saraiva

E como não poderia deixar de ser, os “nobres e dignificantes ensinamentos” (???) do traste que está Presidente da República, no tocante ao uso da violência desmedida na perspectiva de uma (iminente) derrota eleitoral, reverbera por essas bandas.

E o “MENINO DE RECADO” do Bozo é ninguém menos que o truculento e despreparado deputado Delegado Cavalcante, figura menor e desprezível da população cearense, que, ao entrar na “polícia” e tratar diuturnamente com marginais de alta periculosidade (onde parece ter assimilado o suprassumo do seu modus operandi),    mais tarde, ao adentrar a arena “política” (baixa), encontrou um ambiente favorável à expansão de sua personalidade doentia, grotesca e bestial (trata-se de uma excrescência com assento na Assembleia Legislativa, onde dia a dia expõe sua índole agressiva, perversa e violenta).  

"SE A GENTE NÃO GANHAR NAS URNAS, SE ROUBAREM, VAMOS GANHAR NA BALA” foi o que declarou à mídia local (ipsis litteris), num claro incitamento à barbárie, ao divisionismo, ao quanto pior melhor (portanto, se algo acontecer mais à frente, se óbitos em razão de divergências políticas forem registrados, de alguma forma créditos também devem ser direcionados ao dito cujo).

No mais, às autoridades competentes resta tomar as providências preventivas visando impedir a chegada definitiva do caos, em razão do flagrante desrespeito aos limites constitucionais e institucionais por parte de uma figura tão inexpressiva.    

domingo, 11 de setembro de 2022

Frankenstein e o “coiso” que promete dar um golpe de estado, (por Fábio de Oliveira Ribeiro*)

O “COISO” teve três nascimentos. O primeiro foi natural. Ele foi expulso do útero materno e chorou quando a parteira enfiou a mão na bunda dele. O segundo foi sexual. Ele se esgueirou para dentro do galinheiro e começou a foder galinhas porque nenhuma menina o considerava atraente. O terceiro nascimento do “COISO” ocorreu num Quartel do Exército brasileiro. Lá ele aprender a humilhar, a roubar e até a matar.

 

Homem dono de uma imensa disformidade invisível, o “COISO” acabou sendo expulso do Exército. Mas descobriu que no Brasil a Justiça Militar é capaz de premiar as monstruosidades criadas nos Quartéis, pois a expulsão foi convertida em aposentadoria. Premiado quando deveria ser punido, ele entrou para a política e nela encontrou um ambiente favorável à expansão de sua personalidade doentia.

 

Entre seus iguais, o “COISO” prosperou e até se transformou num modelo de sucesso. Ao contrário do monstro de Mary Shelley o “COISO” descobriu que podia ser aplaudido, reverenciado e até amado. Uma doença sempre parece indício de saúde quando o doente convive apenas com seres igualmente disformes.

 

Ao longo de algumas décadas, as idiossincrasias sexuais, morais e militares do “COISO” se tornaram mais e mais refinadas e cruéis. Frankenstein, o personagem de Mary Shelley, morreu perseguindo de maneira incansável sua criação com medo de que ele desse origem a uma nova raça de seres bestiais, mais fortes e menos sensíveis do que os homens. O “COISO” criado num Quartel não só procriou como ensinou seus filhos a se apropriarem do espaço político para transformá-lo em algo profano e insano Em 2014 a criatura hedionda do Exército brasileiro foi por ele novamente adotada.

 

Nem a mais esquisita, perturbadora e filosoficamente provocativa obra literária do século XIX seria capaz de competir com o que está ocorrendo no Brasil. O monstro de Mary Shelley é vítima e vilão. Ele não pediu para ser criado e provoca dor porque foi condenado à solidão em decorrência de sua própria condição. O ser horrendo, depravado, imoral, impudico, grotesco e indecoroso que pretende se apropriar do Estado brasileiro é fruto de suas próprias escolhas voluntárias. Se um seguidor dele mata alguém por razões políticas, o “COISO” aplaude o crime publicamente. Se alguém não quer cometer violências, ele profere discursos incentivando novas agressões como se isso não fosse crime.

 

A criatura de Frankenstein não é capaz de sentir compaixão porque sua imagem horripilante e desagradável só é capaz de provocar medo e rejeição. O “COISO” brasileiro que pretende governar o país contra a vontade da maioria dos eleitores e sem respeitar quaisquer limites constitucionais e institucionais transpira ódio, perversidade, crueldade, desonestidade e violência. Ele arma e modela milhões de seguidores assim como modelou os próprios filhos.

 

O mal que o personagem de Mary Shelley pratica é repugnante, obriga Frankenstein a agir e deve provocar a reação da sociedade. O mal que o “COISO” espalha com ajuda do Exército brasileiro é banal, programático e aplaudido. A disformidade doentia que ele espalhou editando decretos e fazendo lives para armar, fanatizar e corromper seus seguidores ficará entre nós por muito tempo. A literatura de Mary Shelley entretém e nos faz pensar. A criatura do Exército compromete as instituições, adoece a sociedade e predispõe uma parcela da população a desumanizar e a matar a outra.

 

No galinheiro, o “COISO” se transformou em inimigo da sexualidade humana. Na política, ele restaurou a credibilidade da humilhação, do roubo e do assassinato. Na presidência ele transforma o Estado em inimigo mortal da humanidade. Perto dele, o ser medonho, infeliz, agressivo e solitário criado por Frankenstein é apenas um aprendiz de bicho-papão. O “COISO” do Exército é um ogro sórdido e sorridente, um verdadeiro encantador de assassinos.

 

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*Fábio de Oliveira Ribeiro, 22/11/1964, advogado desde 1990. Inimigo do fascismo e do fundamentalismo religioso. Defensor das causas perdidas. Estudioso incansável de tudo aquilo que nos transforma em seres realmente humanos.

 

sexta-feira, 9 de setembro de 2022

 “IMBROXÁVEL”, SIM, NÃO “IMBROCHÁVEL” - José Nílton Mariano Saraiva


"Segundo o vocabulário ortográfico da língua portuguesa, da ABL (Academia Brasileira de Letras), com “CH” a palavra significa “PREGO”. Com “X”, significa “PINCEL”. Se escrita com “X”, por extensão, a palavra sugeriria que o pincel poderia curvar-se verticalmente para baixo, o que permite o uso do termo na forma figurada da linguagem para um indivíduo sexualmente impotente. O prego, ao contrário do pincel, se mantém firme".

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Durante o doloroso e sofrido processo pandêmico, no Brasil uma das descobertas que causou estupor foi a de que, além da compra de milhões de comprimidos comprovadamente ineficazes para o tratamento da Covid (a cloroquina), o alto comando das Forças Armadas aproveitou a oportunidade para adquirir uma quantidade significativa de um outro comprimido, o VIAGRA, além de centenas de PRÓTESES PENIANAS.

Como se sabe, VIAGRA (ou sildenafila), é aquela substância que “ajuda” os homens com disfunção erétil a manter uma ereção e, pois, ter uma relação sexual satisfatória (ou seja, levanta o semimorto – ou “pinto” - permitindo a penetração, mesmo que, às vezes, bambo). Não é uma medicação barata.

Já com relação às PRÓTESES PENIANAS, sabe-se que o seu uso é destinado àqueles “infelizes” que não conseguem, de maneira alguma, levantar o “pinto”, mesmo tendo à sua disposição a mais tesuda das mulheres (ou seja, em termos sexuais são um zero à esquerda, nada conseguem). Também não é uma medicação barata.

Fato é que, em sendo produtos com preços um tanto quanto “salgados”, evidentemente que, no caso específico, jamais serão usados pelos pobres cabos e soldados da vida eventualmente “broxas”, mas, sim, por oficiais medalhados e graduados, componentes das três forças (Exército, Marinha e Aeronáutica).

A reflexão nos vem à mente no momento em que, numa solenidade pública e transmitida pela TV para todo o mundo, o “traste” que infelizmente está sentado no trono brasileiro, numa falta de respeito eloquente, usa a própria esposa para puxar o coro de..... “imbroxável, imbroxável, imbroxável” e após sapeca-lhe um beijo de língua (aliás, não é a primeira vez que ele a humilha publicamente, já que, numa outra ocasião disse, sem nenhum pudor, que quando casou ela já era uma “mãe solteira” (e depois ainda se sente magoado quando o chamam de misógino).

Ante tanta arrogância e mau-caratismo, uma pergunta se impõe: até quando o brasileiro vai ter que suportar uma figura tão medíocre e desprezível ??? 

sábado, 3 de setembro de 2022

 

XÔ,"FAVELADOS" - José Nílton Mariano Saraiva

E o Ciro Gomes, quando por ocaso é tentado ou induzido a fugir do script programado, mostra a verdadeira face, desnuda-se de vez e por completo.

Sua mais recente “performance” se deu esta semana quando, elogiado após encontro com empresários na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (para os quais, segundo um seu representante, houvera dado uma verdadeira “aula” sobre economia), saiu-se arrogantemente com a seguinte pérola: “é um comício pra gente preparada; IMAGINA EXPLICAR ISSO NA FAVELA” (o vídeo está disponível na Internet).

FAVELA, como é do conhecimento de meio mundo e da outra banda, é um... “conjunto de habitações populares que utilizam materiais improvisados em sua construção tosca, e ONDE RESIDEM PESSOAS DE BAIXA RENDA”. Portanto, não está inserto aí, que numa favela só existem pessoas despolitizadas, ignorantes e burras, como pode ser interpretada a afirmação pra lá de preconceituosa do Ciro Gomes.

Questionado posteriormente, saiu-se com a velha conversa mole de que haviam interpretado mal suas palavras, que durante sua longeva vida pública sempre privilegiou os pobres e por aí vai (esqueceu que, anos atrás, em diálogo com um também favelado do interior da Bahia, impaciente por não conseguir convence-lo das suas propostas, perdeu as estribeiras e o nominou de “burro”, ao vivo).

Fato é que, o retrato emblemático do “Xô, Favelados” (literalmente) do Ciro Gomes, pode ser confirmado na sua estagnação nas pesquisas (ainda na casa de um dígito, a menos de um mês da eleição presidencial), com tendência inexorável de que será mais uma vez veementemente repudiado pelos mais pobres e favelados.

Como afirmou que esta será a última eleição da qual participará, num futuro que está logo ali na dobra da esquina, Ciro Gomes terá tempo de sobra para refletir o quanto lhe custou o “Xô, Favelados”.  

terça-feira, 30 de agosto de 2022

 AOS INIMIGOS NÃO SE MANDAM FLORES, MAS, SIM, BANANAS... DE DINAMITE – José Nílton Mariano Saraiva


A reflexão do velho e experiente filósofo tem tudo a ver com o debate presidencial de domingo passado (28.08.22), via TV, quando muito se esperava de Lula da Silva, tendo em vista sua estupenda atuação na entrevista ao Jornal Nacional, dois dias antes (de longe a melhor, dentre todos os candidatos).

Até porque, metade do mundo e a outra banda já sabiam que o tema “corrupção na Petrobrás” seria o tema preferencial do primeiro concorrente que lhe fosse questionar naquele momento, e ele próprio já houvera respondido sobre, no mesmo Jornal Nacional, saindo-se relativamente bem (portanto, era só adotar o mesmo discurso).

E quis o destino que, no sorteio prévio realizado, tal questionamento coubesse ao traste que está no poder (o Bozo) que, também já se sabia, viria com a faca nos dentes, babando ódio, estupidez e ignorância.

Assim, faltando com a verdade despudoradamente (por exemplo, que o prejuízo da Petrobras teria sido de R$ 900 bilhões de reais, informação desmentida a posteriori pela mídia) Lula da Silva deveria ter sido mais duro, incisivo e contundente, até porque era previsível.

E, no entanto, por razões difíceis de imaginar, vimos uma resposta claudicante e tímida, passando ao telespectador a sensação de que por um momento houvera tido um “apagão” naquele momento tão importante, quando deveria, sim, partir pra cima (com gosto de gás), trazendo para o centro do ringue, por exemplo, Queiróz e seus generosos cheques à tal Michelle; colocá-lo nas cordas ao pontuar sobre as “peripécias” dos filhos-numerais, responsáveis por polpudas rachadinhas, além do uso desabrido de milhões de fake-news; também poderia mostrar que corrupção grossa grassa no seu governo através do tal orçamento secreto e por aí vai.

A expectativa, pois, é que em um próximo debate Lula da Silva lembre que está tratando com um candidato sem escrúpulo, mentiroso e de caráter duvidoso, adotando desde o início a velha máxima filosofal: “aos inimigos não se mandam flores, mas, sim, bananas... de dinamite”.

Alfim, convém destacar o papel covarde e vexatório do senhor Ciro Gomes que, em pânico por não conseguir atingir ao menos dois dígitos nas pesquisas faltando pouco mais de um mês para a eleição, tratou de “matar a bola no peito” e servir de bandeja para o Bozo concluir ao gol, ao lembrá-lo (ao Bozo) que a culpa do quadro atual não era dele ou do atual governo, mas, sim, de Lula da Silva e do PT (ou seja, publicamente, para milhões de telespectadores, literalmente eximiu ou isentou o Bozo de toda a lambança que estamos a vivenciar).

Simone Tebet (a “mimadinha” do Pantanal, também adotou idêntico procedimento).

Lamentável.
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Post Scriptum:
Como o Bozo assemelha-se a um quadrúpede, mesmo recebendo tal ajuda providencial do Ciro Gomes, mais à frente cometeu a insanidade de lembra-lo que... "você falou que a missão mais importante de tua esposa era dormir contigo. Pelo amor de Deus, Ciro". E aí, então, Ciro Gomes finalmente “se mancou e voltou ao normal”, ao nominá-lo de sem caráter, de responsável por corromper todas as ex-mulheres e os filhos-numerais e por aí vai. 

terça-feira, 23 de agosto de 2022

98 anos de Pedo Bantim


Neste dia 23 de agosto, registramos, in memoriam, mais um aniversário de Pedro Bantim, genitor do nosso amigo Jackson Bantim. Ele faria hoje 98 anos de vida, em uma existência marcada por muito bom humor, trabalho e sabedoria.

Depois de sua travessia, outros de seus familiares foram o encontrar na Corte Celestial, dentre eles sua Esposa Djaci, filhos e netos.

Esses banners são de autoria de Jackson Bantim (Bola), filho dileto e sempre prestimoso na missão de cultivar a memória de seus ancestrais e demais saudosos familiares.

sexta-feira, 22 de julho de 2022

 O “ÓBVIO ULULANTE” – José Nílton Mariano Saraiva


Numa recente postagem, já havíamos afirmado o óbvio ululante: “não descobrimos a pólvora, não temos bola de cristal e nem somos nenhum adivinho”; mas, apenas e tão somente, nos adstringimos aos fatos para, então, tomar um posicionamento sobre.

Portanto, não é nenhuma novidade, nem nos causou nenhuma espécie toda essa “rasgação de seda” na briga pela “forçação de barra” da candidatura do PDT à Prefeitura de Fortaleza, quando o protegido dos Ferreira Gomes (Roberto Cláudio) foi ungido à sucessão governamental, desrespeitando um acordo firmado lá atrás (aliás, por qual razão a mídia local e o próprio PT não cobra um posicionamento claro e taxativo do ex-governador Camilo Santana, a respeito).

Vejam, abaixo, nossa premonitória postagem de 04 anos atrás (01.09.2018).

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“PDT: BARRIGA DE ALUGUEL” – José Nilton Mariano Saraiva

Quem, algum dia, imaginaria que o tradicional e glorioso PDT, de Getúlio Vargas e Leonel Brizola, se prestaria a servir como “barriga de aluguel” a fim de saciar a sede de poder de pessoas que vivem a usar a atividade política como um rentável meio-de-vida, daí não se importarem de trocar recorrentemente de partido, o fazendo por mera conveniência???

Como entender que uma agremiação de tantas batalhas e glórias, porquanto forjada na luta pelos direitos dos trabalhadores e dos mais necessitados, não mais que de repente se permita servir de hermético “bunker-protetor” de indivíduos sem identificação nenhuma com o ideário programático da sigla getulista ???

Afinal, ao aceitar o ingresso dos Ferreira Gomes em seus quadros, o PDT nada mais fez do que relegar o belo legado de fidelidade e coerência dos seus dois encimados líderes, porquanto o histórico dos novos integrantes da agremiação não deixa dúvidas: para o atendimento de demandas pessoais, já se serviram de uma miscelânea de agremiações tão díspares quanto diametralmente heterogêneas ideológico-programaticamente, dentre as quais a antiga ARENA (Ditadura), PDS, PMDB, PSDB, PPS, PSB e PROS.

Além do que, ao aceitar sujeitar-se aos Ferreira Gomes, o PDT traiu vergonhosamente um quadro histórico e da estirpe de um Heitor Ferrer, este, sim, um político digno, leal e merecedor do respeito de todos nós, mercê de uma atuação cuja característica maior é a coerência e o respeito à agremiação e aos seus eleitores, daí o ”caminhão” de votos que consegue carrear em cada eleição (a propósito, Heitor Ferrer já deve ter sido expulso do PDT ou “convidado” a de lá se mandar).

OU ALGUÉM TEM ALGUMA DÚVIDA QUE A PRINCIPAL “IMPOSIÇÃO” (DENTRE MUITAS QUE SE SEGUIRÃO) DOS NEO-INTEGRANTES QUE O PDT RECEPCIONOU FOI ÚNICA E EXCLUSIVAMENTE SERVIR DE “RAMPA” PARA QUE O SENHOR CIRO GOMES TENTE DECOLAR COMO CANDIDATO À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA E, EM TERMOS LOCAIS, GARANTIR QUE A VAGA PARA CONCORRER AO GOVERNO DO ESTADO EM 2022 SEJA ANTECIPADAMENTE RESERVADA PARA O ATUAL DETENTOR DA PREFEITURA DE FORTALEZA (ROBERTO CLÁUDIO) UM MERO E FIEL “SOLDADO” DOS FERREIRA GOMES.

No mais, lembremos do “estrago” que os Ferreira Gomes causaram à família “Novaes” (irmãos Sérgio e Eliana), aqui de Fortaleza, que, de dirigentes estaduais do PSB, literalmente foram “obrigados” a de lá se mandar após a chegada dos sobralenses, só retornando e retomando o comando da sigla após o falecido presidente nacional da agremiação, Eduardo Campos, negar-se peremptoriamente a ceder a Ciro Gomes a vaga de representante do PSB na corrida presidencial, a ele (Eduardo) reservada ???

Como olvidar, ainda, o que o falastrão Ciro Gomes fez com o seu padrinho-político, Tasso Jereissati, responsável pela ascensão dele e da família Ferreira Gomes na política cearense ???)

Enfim, a realidade é que, por falta de seriedade e respeito aos seus eleitores e simpatizantes, a esta altura o “ATESTADO DE ÓBITO” do PDT já terá sido devidamente lavrado no cartório competente, e que na sua “laje-sepulcral” compreensivelmente constará o vergonhoso epíteto de “BARRIGA DE ALUGUEL”.

Post Scriptum:

O agora candidato a governador Roberto Cláudio e aquele mesmo que, como prefeito da cidade, mandou retirar a placa registradora da inauguração do Parque Parreão, no Bairro de Fátima, na administração Juraci Magalhães, substituindo-a por uma outra onde consta que referido parque foi inaugurado por ele, Roberto Cláudio, no que poderíamos considerar uma vergonhosa e desonesta “APRORIAÇÃO INDÉBITA”).