TRIPULANTES DESTA MESMA NAVE

sábado, 6 de julho de 2024

E SE O SER HUMANO TIVESSE “PRAZO DE VALIDADE” ??? – José Nílton Mariano Saraiva

Nesses últimos dias, as manchetes dos principais jornais do mundo anunciaram com estardalhaço a verdadeira catástrofe que foi a participação do atual presidente dos Estado Unidos, Joe Biden, no debate televisivo contra o exótico e fanfarrão ex-presidente Donald Trump, já visando a próxima eleição presidencial americana, em novembro próximo.

Claramente “fora de tempo”, retardado, de raciocínio lento e com flagrantes lapsos de memória, sem condição nenhuma de pôr as ideias em ordem, o agora “demente” Joe Biden era o retrato doído, emblemático e cruel do desgaste físico e mental do ser humano com a passagem do tempo (ele está prestes a completar 82 anos). Lucidez e agilidade mental mandaram lembranças. A coisa foi tão vergonhosa e vexatória (e com transmissão para todo o mundo), que os próprios integrantes do partido democrata já se movimentam pra substituí-lo por um outro candidato que tenha pelo menos condições de antepor-se ao adversário.

Ainda a propósito, meses atrás causou estuperfação e deixou muita gente perplexa, a imagem ao vivo, na TV, do senhor Calos Alberto Parreira, ex-treinador da seleção de futebol do Brasil, quando do velório do amigo Zagalo.

Olhar perdido, cadavérico, lento e balbuciante, aquele ex-falante poliglota e ex-atlético senhor era a imagem perfeita e acabada da sofreguidão experimentada pelo ser humano com o passar dos anos (e aí nos lembramos de uma nossa conhecida, “religiosa-raiz” daquelas de rezar o terço todos os dias, assim como diuturnamente frequentar a Igreja que, ao contrair um câncer super agressivo no  pâncreas, ao ponto de ter que receber morfina todos os dias, literalmente urrava de dor no leito hospitalar e perguntava por qual razão o Deus que ela tanto venerara, que ela tanto difundira, em quem ela depositara tanta fé e tanto confiara, lhe impunha agora tamanho sofrimento, impedindo-a, inclusive, de acompanhar o desenvolvimento dos filhos menores).

Após os dois exemplos encimados, dentre tantos outros, não há como não questionar: por qual razão, lá nos primórdios da vida, quando tudo começou do zero, o misericordioso e poderoso “criador” de tudo não contemplou o ser humano com um “prazo de validade”, definitivo e improrrogável (a fim de evitar tanto sofrimento, a posteriori, já que podia antever o futuro ???). 

Por qual razão submeter sua própria criatura a penosos e, aí sim, prorrogáveis martírios (Alzheimer, câncer, Parkinson, demência, impotência, depressão, encurtamento da visão, dificuldade de locomoção, perda a audição, e por aí vai) fazendo-o, em meio à dor e ao sofrimento, perder paulatinamente o próprio sentido da vida e, até descrer de tudo que praticara ao longo da existência (e aqui, o ator francês Alain Delon é a “bola da vez”, porquanto mudou-se da França para a Suíça com o firme intuito de pôr fim à própria vida, quando quiser – lá é permitido por lei – já que cansou de viver e não ver mais sentido em continuar sofrendo).

É evidente que a “morte” é uma parte inevitável da condição humana, pelos padrões estabelecidos lá no alvorecer da vida (já que contempla a questão biológica) mas, e se houvesse a certeza que o fim definitivo seria num dia determinado (por exemplo, na data que completasse 85 anos, que presumivelmente é a partir de quando as mazelas se fazem recorrentes), não seria mais racional e aceitável, já que nesse interregno o vivente aproveitaria a plenitude da vida, porquanto sabedor da extinção do seu “prazo de validade” e, portanto, dali não passaria ???

Afinal, qual o sentido de se viver literalmente em “estado vegetativo” ou tornar-se um inútil “zumbi”, em sendo um ser humano semimorto ???  No decorrer da própria vida, já não terá passado por agruras mil, capazes de pagar todos os pecados certamente cometidos ???

No mais, entendemos não passar de mera masturbação sociológica ou pseudo exibicionismo intelectual (fajuto, evidentemente) a manifestação extemporânea de alguns poucos, ao afirmarem (acreditamos que muito mais na base da gozação), que a velhice é o melhor período da vida e o apogeu da existência; quanto despropósito, quanto cinismo, quanta desfaçatez, quanta hipocrisia, quanta lengalenga.

 

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Post Scriptum:

Dada a complexidade do tema, e em contraponto a tudo que está exposto acima (sobre a origem do homem), em 1871 o respeitado naturalista/cientista britânico Charles Darwin publicou sua teoria sobre “A Descendência do Homem e Seleção em Relação ao Sexo”, onde revolucionou a compreensão cientifica da vida na Terra ao contundentemente  argumentar que... “os humanos compartilham um ancestral comum com outras espécies de primatas”; para tanto, baseou-se nas evidências anatômicas e embriológicas, como semelhanças na estrutura do corpo e no desenvolvimento do embriões.

Daí, em razão da credibilidade do dito-cujo, caberia a pertinente e oportuna indagação: seria o homem, em verdade, um “melhorado/marombado” descendente do macaco ???

Será ???

  


terça-feira, 2 de julho de 2024

E eis que o tal facebook nos brinda (re)postando um nosso texto de meses atrás, que compartilhamos com vocês aí do outro lado da telinha.


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“LA BELLE” (o filme) – José Nílton Mariano Saraiva

Esquecida pelo poder público, nos confins do território americano a pequenina cidade de “LA BELLE” vivia quase que exclusivamente em função de uma mina de prata que garantia sua própria sobrevivência.

Tanto, que todos os homens em condição de trabalho viviam o dia mergulhados em suas profundezas (só retornando à noite), enquanto as mulheres cuidavam dos afazeres domésticos e das crianças.

Mas, de repente, tudo mudou radicalmente, em função de uma tragédia inimaginável: uma explosão no interior da mina soterrou todos os homens da cidade (à época no total de 83). A partir de então, LA BELLE, passou a ser conhecida como a “cidade das mulheres”.

Eis que, na perspectiva de tomar de conta da mina, e vindo de um outro extremo do país, senhores falantes e teoricamente persuasivos, acompanhados da “casca grossa” (bandidos violentos) se apresentam como capazes de desenvolver a cidade, desde que lhes permitam explorar a mina; para tanto, 90,0% do lucro ficariam com eles retidos e 10,0% seriam destinados às mulheres. Claro que não tiveram receptividade, mas, mesmo assim tomaram de conta da cidade, na marra.

Paralelamente, uma viúva não muito querida pelas demais mulheres, que vivia num rancho isolado, contíguo à cidade (junto com o filho e a sogra, uma índia sorumbática), na madrugada é acordada por um barulho suspeito; sai e, de rifle em punho, dispara na escuridão e fere alguém que viera à procura de ajuda. À base da luz de candeeiro, sensibilizada acolhe o forasteiro (que já chegara ferido à bala) e na manhã seguinte encarrega a sogra a dele cuidar.

Durante a convalescença e após recuperar-se, o estranho mostra ser um exímio domador de cavalos selvagens; é que, como no curral do rancho existem vários, ele começa à paciente tarefa de domesticá-los. Aproveita e ensina o filho da viúva, de maneira persistente e insistente (monte de novo, monte de novo), a não só montar como também domar os quadrúpedes; de longe, a viúva e a sogra (a índia sorumbática) embora não verbalizem, mostram extremo contentamento.

E aí começa a “pintar um clima”, quando ele manifesta o desejo de aprender a ler e escrever (era zerado em tudo); assim, enquanto ensina o filho da viúva a domar os cavalos, ele aprende com ela a arte das letras e de gostar das pessoas (a essa altura já houvera posto as fichas na mesa ao identificar-se como um famoso pistoleiro procurado pela Lei).

Entrega-se ao “xerife” da cidade, que voltara de uma perseguição infrutífera a bandidos, mas logo é solto pela própria viúva, que sentira sua falta.

Fato é que, ao ter-se transformado num famoso pistoleiro, fora capaz de romper com aquele que, num passado não tão distante o houvera lhe criado e ensinado tudo; tanto que foi capaz de arrancar-lhe o braço com um tiro de fuzil e roubar-lhe o produto milionário de um assalto a um trem-pagador; e, por essa razão, agora era incessantemente caçado pelo próprio e sua quadrilha, que já descobrira seu paradeiro.

E assim, as mulheres de LE BELLE se organizam e travam um confronto de proporções épicas com aquela bandidagem selvagem; derrotados inexoravelmente, o chefe da quadrilha, que viera se vingar do filho-adotivo (agora um famoso pistoleiro) e recuperar a grana, foge e é perseguido por ele; alcançado, travam um duelo de titãs, que é vencido pelo filho.

Alfim e como o duelo fora assistido pelo filho da viúva, este o traz de volta, onde ele se despede do garoto e daquela que poderia ter sido sua para sempre.

Antes, pede ao delegado (de volta à cidade e que o cientifica que houvera comunicado às autoridades que ele houvera sido morto no duelo), pois bem, ele o orienta a recomendar à viúva a ajeitar uma estaca da cerca de sua propriedade que estaria por cair; e quando ela lá chega e começa a escavar, dá de cara com um alforge de cavalo repleto de dinheiro, muito dinheiro (produto do roubo ao trem-pagador).

E num singelo bilhete, que ele houvera aprendido a escrever com ela, simplesmente um “THANK YOU” (OBRIGADO).

sexta-feira, 28 de junho de 2024

 

A COPA AMERICA E O “CAVALO PARAGUAIO” – José Nilton Mariano Saraiva

 

Teoricamente, os brasileiros se acostumaram a tratar pejorativamente os paraguaios, em razão, principalmente, da existência de uma zona franca de livre comércio numa cidadezinha paraguaia (Cidad Del Este) vizinha à nossa Foz do Iguaçu, onde os produtos comercializados são de procedência duvidosa (falsificados), daí o preço pra lá de convidativo.

 

Mais tarde e por via oblíqua, e já na base da gozação, nas competições de “turfe” realizadas no Rio de Janeiro, quando o animal teoricamente tido como favorito fracassava, de pronto recebia a alcunha de “cavalo paraguaio”, a fim de expressar o NÃO SER verdadeiro, ou o SER de qualidade duvidosa, falso.

 

Posteriormente, citada expressão difundiu-se por outros segmentos do cotidiano tupiniquim, dentre os quais o futebol. Assim, quando um determinado time inicia uma competição com todo o gás e, paulatinamente, começa a “descer a ladeira” rumo à rabeira, se convencionou trata-lo de um “cavalo paraguaio”.

 

Pois bem, como está em andamento mais uma edição da Copa América de futebol, a reflexão acima procura mostrar que a nossa seleção de futebol, desde aquela época, não mais que de repente resolveu incorporar o “espírito da coisa”. Tornamo-nos, sim senhores, um “cavalo paraguaio”, apesar de alguns experts relutarem em admitir.

 

Tanto é verdade que, no decorrer de uma das recentes edições da tal Copa América, na partida de futebol em que a seleção paraguaia “genérica” (a nossa) findou por ser merecidamente desclassificada pela seleção paraguaia “original” (a deles), o locutor global, com a jactância que lhe é peculiar, passou o tempo todo conjecturando sobre a próxima fase da competição, quando nos defrontaríamos com a já classificada seleção argentina; ou seja, aquele jogo com o Paraguai já estava ganho com facilidade até, e, portanto, não deveríamos alimentar maiores preocupações, guardando-as para o confronto com os “hermanos” portenhos, aí, sim, um jogo de arrebentar, um jogo de alto nível e, enfim, onde existia a real chance ou possibilidade de chegarmos à final da tradicional competição.

 

Além do que, passando, como passaríamos, pelos paraguaios, os dois jogos seguintes (semifinal e final) serviriam para que a punição merecidamente imposta ao indisciplinado e irresponsável jogador Neimar cai-cai fosse “paga” e, assim, nas eliminatórias para a próxima Copa do Mundo o jogador pudesse atuar desde o princípio.

 

Perdemos (sem jogar absolutamente nada) e, como “prêmio”, nem da Copa das Confederações, realizada na Rússia, participamos (coisa nunca antes acontecida, desde os seus primórdios). Além do que, dúvidas surgiram, naquela época, sobre se teríamos condições de ultrapassar as eliminatórias a fim de participar da Copa do Mundo de 2018, também na Rússia (mas, chegamos lá, aos trancos de barrancos).

 

É que os adversários já não se assustam com o futebol brasileiro, que se metamorfoseou num sofrível, banal e simplório “cavalo paraguaio”. É o preço que continuamos a pagar em razão da mídia esportiva “endeusar” jogadores da estirpe de um “Neimar cai-cai” que, milionário em razão do futebol, não está nem aí para o que possa ocorrer com a seleção brasileira.

 

Teremos o repeteco, neste ano ??? Apesar de tudo, é difícil acreditar.

quarta-feira, 26 de junho de 2024

NA ARTE DA “PINTURA”, O REDESCOBRIR DA VIDA - José Nilton Mariano Saraiva

Pintor famoso, sessentão, aposentado, família constituída, estabilizado na vida, eis que, de repente, se vê tomado por um profundo desejo de “sumir do mapa”, dar um basta naquele vazio imenso e doído que, sem mais nem menos, dele se apoderou.

“Depressão” e depressão da braba, que o leva até a adquirir uma arma visando acabar logo com aquilo – para, quem sabe ? - encontrar um pouco de sossego, paz. Na hora de apertar o gatilho, no entanto, reflui, não tem coragem de fazê-lo; e aí, resolve sair pelo mundo no rumo que a “venta” (nariz) apontar. Logo se põe na estrada, sem qualquer compromisso com horário ou destino, dia ou noite.

Numa parada momentânea, em meio a uma chuva torrencial, batidas no vidro do carro lhe revelam o rosto apreensivo de uma jovem, encharcada pela tempestade. Mesmo a contragosto, aceita dar-lhe carona, “pra qualquer lugar”, conforme lhe determina a nova companhia.

De pronto, à sisudez do sessentão deprimido, contrapõe-se o comportamento irrequieto e questionador daquela adolescente que poderia ser sua filha e que, aos poucos, paulatinamente, consegue fazê-lo “se abrir”. Contribui para tanto, o fato de também ela ter saído de casa, expulsa pela mãe e padrasto, e não saber (ou não ter) pra onde ir.

Ao contrário do que normalmente acontece em dramas análogos, aqui o “velho” não tenta aproveitar-se da “jovem” de 17 anos, belíssima, escultural e desamparada. Pelo contrário, aos poucos cria uma afeição paternal tão grande por ela, de tal forma que chega a enfrentar alguns marginais (de rifle em punho) que tentavam abusá-la.

No dia a dia, Marylou (esse o nome da jovem) inocentemente se sente à vontade para chamá-lo de “velho”, reclamar da “cafonice” das suas roupas e por aí vai. E ele, que ultimamente não suportava nem ouvir a voz da própria esposa, passivamente aceita tudo no maior bom humor, numa boa. Chega, até, a sorrir das trapalhadas em que ela se envolve (principalmente no quesito comida).

O divisor de água, no entanto, se dá quando ela (que pensava ser ele um “pintor de paredes”) vê alguns de seus trabalhos e, de tão impressionada, o estimula a “fazer mais”. Ela mesma, na praia, serve de modelo (bem comportada). E aí ele redescobre, na pintura, o prazer pela vida, sente que “está vivo”.

De repente, a notícia estampada no jornal, de que a mãe se encontra à beira da morte em razão das agressões do padrasto, leva a “jovem” a fazer o caminho de volta, na companhia, é claro, do “velho”. Que aproveita para reatar com a esposa.

Durante a longa permanência da mãe na UTI, pra não deixar Marylou desamparada, de comum acordo com a “revigorada” esposa, ele consegue na Justiça a “guarda” daquela menina que praticamente lhe trouxe de volta à vida.

No final, com a mãe restabelecida e o padrasto preso, os dois retornam às origens: numa despedida pra lá de dolorosa para os dois, tão grande a afeição nascida, Marylou volta pra casa da mãe; o “velho” (Taillandier é o seu nome) pra sua casa, sua família. Renascido, por uma menina que lhe trouxe de volta à vida e que, a partir de então, considerará sua filha.

Sem dúvida, “SEJAM MUITO BEM-VINDOS” é um cativante filme e digno de se ver.

terça-feira, 25 de junho de 2024

 MENOR DE IDADE x MAIORIDADE PENAL - José Nilton Mariano Saraiva


Até aqueles que, por descaso ou preguiça, não querem nada com a vida, sabem que no Brasil constitui-se privilégio do Presidente da República e/ou os integrantes do Congresso Nacional o poder de, através do instrumento conhecido por PEC (Proposta de Emenda Constitucional), modificar de forma específica e pontual a Constituição Federal. E, como não se muda uma Carta Magna por bel prazer, o ideal seria que prevalecessem razões consistentes e relevantes para a materialização das mudanças reclamadas, em razão dos reflexos espraiados pra toda a sociedade. Pelo menos esse é o espírito da coisa. E o nosso Poder Legislativo (Congresso Nacional), estuário constitucional das demandas sociais, deveria primar por sua aplicação. 

Entretanto, como nem sempre prática e teoria formam um casal perfeito e harmonioso, em determinadas ocasiões os inescrupulosos integrantes do nosso Congresso Nacional (sempre eles, com as exceções de praxe) tratam de “avacalhar” a questão, ao darem um jeito de legislar em causa própria, sem maiores responsabilidades com a seriedade e a justeza da causa. 

Ou alguém já esqueceu que, ao preço de R$ 200.000,00 (duzentos mil reais) per capita (conforme declaração espontânea de um deles), os “nobres” representantes do povo não titubearam em chancelar a ânsia de mais um ano no poder, manifestada pelo então presidente José Sarney, aumentando-lhe o mandato (via PEC) e, por tabela, o suplício de todos nós, vítimas indefesas de um presidente incompetente. 

Em outros casos e outras situações, o modus operandi repetiu-se, sempre privilegiando os poderosos e penalizando os necessitados (os aposentados que o digam, quando nos enfiaram goela abaixo o tal “fator previdenciário”). 

A reflexão acima é só pra lembrar um tema realmente relevante (e atualíssimo) que já deveria ter sido objeto de estudos e reflexão, mas que continua emperrado, lá nas instâncias superiores: referimo-nos à necessidade de se rever a lei que define a tal da “maioridade penal”. Afinal, não é de hoje que, graças a uma legislação caduca e a códigos de conduta arcaicos e por demais benevolentes, os “menores coitadinhos” do Brasil se escudam atrás dessa verdadeira anomalia em nosso sistema jurídico para insistirem, persistirem e nunca desistirem de usar e abusar da impunidade lhes conferida, danando-se a cometer, diuturnamente, os mais hediondos e abjetos crimes. 

E ainda temos que suportar o absurdo dos absurdos: ao serem detidos ou se apresentarem voluntariamente (sem qualquer temor), já chegam admitindo a autoria do crime bárbaro, mas, incontinente, ressalvam para a autoridade constituída serem “menor de idade”. Como que cinicamente admitindo: fiz, sim, mas você não pode fazer nada comigo. 

E é o próprio Código Penal Brasileiro que determina que quando um menor de idade comete um ato que é descrito como um crime, como furto, roubo, ferimento, atropelamento ou homicídio, esse indivíduo não será processado ou punido pela Justiça Penal. Em vez disso as infrações serão julgadas pelo Juiz da Infância e da Juventude (onde há muita benevolência). 

O retrato emblemático de tal excrescência deu-se meses atrás, em São Paulo, quando um jovem estudante, certamente que com um belo futuro à frente, foi executado covarde e sumariamente por um desses “marginais menores” da vida, sem dó nem piedade. 

Embora que por linhas tortas, tal tragédia deveria constituir-se uma ótima oportunidade para se pensar seriamente na promulgação de uma Proposta de Emenda Constitucional que reduzisse a idade mínima para a tal “maioridade penal”, ao tempo em que, numa tentativa de inibir tal barbaridade, dar-se-ia um jeito de aumentar o castigo para os que cometessem qualquer delito atentatório à vida. 

E mais: que se exigisse o cumprimento integral da pena estabelecida, sem essa de afrouxar para esses “vermes” que infelicitam muitas famílias envolvidas. Acabemos com essa história de progressão de pena, de indulto natalino, banho de sol e coisas tais. Se foi condenado a 200 anos de detenção, que se cumpra os 200 anos e se possível em regime fechado. Além do que, a imagem do bandido deveria ser veiculada, sim, em rede nacional, para que todos o conhecêssemos. 

Até em termos pedagógicos essa seria a hora para que nossos políticos agissem em consonância com a sociedade, mostrassem que se acham solidários com o perigo que nos ronda diuturnamente e, enfim, que são dignos do nosso voto. Mas, aí, o que acontece??? 

“Eles” (nossos políticos, claro), navegando na contramão da história e relegando o bom senso, de pronto deitam falação sobre a inconstitucionalidade de qualquer medida que vise reduzir a maioridade penal, bradam em alto e bom som que tal medida só faria piorar as coisas e por aí vai, sem que lembrem (convenientemente) que bastaria a aprovação e promulgação de uma PEC específica, objetivando obstar tal aberração. 

Fato é que, se medidas duras não foram tomadas, os nossos “menores coitadinhos” continuarão agindo impunemente e mais e mais famílias serão infelicitadas por esse Brasil afora. Por uma razão simplória: o tal livrinho (Código Penal Brasileiro), que versa sobre o “menor de idade”, transformou-se e constitui-se hoje num autêntico “PASSAPORTE PARA MATAR”. 

sexta-feira, 21 de junho de 2024

 A "RODA" - José Nílton Mariano Saraiva 

                 Por terra, o percurso Crato a Fortaleza normalmente é feito de “ônibus” (coletivo) ou “carro” (particular), por grande parte da população; já pelo ar, se você dispõe de um pouco mais de grana e pretende refazer a mitológica “viagem ao mundo em 80 dias” (em suas merecidas férias), irá utilizar essa maravilha da vida moderna, o “avião” (mesmo sujeito às “turbulências” da vida e a um indesejado mergulho no oceano); já no interior de pequenas fábricas de periferia ou nas grandes indústrias existentes nos mais variados rincões desse Brasilzão fabuloso (competentemente administrador por um “trabalhador” igual ao mais humilde mortal-comum, ou seja, aquele que não possui graduação superior), as “máquinas” não param de incessantemente girar, produzindo riquezas; enquanto isso, na nossa colossal usina hidroelétrica de Itaipu, suas gigantescas “turbinas” freneticamente movem-se, diuturnamente, na produção da tão necessária energia para suprir essas mesmas fábricas; enquanto isso, se você vai ao mercadinho da esquina (e após o sufoco de uma fila que teima em não andar), terá que usar o prosaico “carrinho” para transportar sua feira, do caixa até o carro, no estacionamento.


O que uma coisa tem a ver com a outra ???

 

Não é necessário que sejamos nenhum observador detalhista para constatar que o que há em comum no carro, ônibus, avião, máquinas, turbinas e o carrinho do mercadinho é um utensílio banal, simplório até, que ninguém dá muita importância (talvez por sua longevidade), já que inventado há milhares e milhares de ano (na verdade, desde a era primitiva): referimo-nos à cafona (nunca mudou de forma) e prosaica “RODA”.


Queiramos ou não, a “roda” é um dos maiores inventos da humanidade, se não o maior deles, simplesmente porque imprescindível em qualquer atividade humana (você já observou como o sábio pescador põe sua jangada ao mar, deslizando-a sobre “toras” de madeira que rolam ??? ou que o “danado” do computador (capaz de nos apresentar cálculos trigonométricos num átimo de segundo), só funciona porque em seu interior minúsculas rodas, rolamentos ou roldanas movimentam sua complicada engrenagem ???).
 

Portanto, o desenvolvimento necessariamente está em propiciar as condições necessárias para que a rode gire. 

Simples assim.


 

"PERIPÉCIAS" DA LÍNGUA PORTUGUESA


Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador. Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. E o artigo era bem definido, feminino, singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanático por leituras e filmes ortográficos. O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém para ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado e permitiu esse pequeno índice. De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o substantivo; mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal e entrou com ela em seu aposto. Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele começou outra vez a se insinuar. Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo; todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto. Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: abraçaram-se, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois. Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula; ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros. Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa. Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta. Estavam na posição de primeira e segunda pessoa do singular, ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular. Nisso a porta abriu repentinamente. Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas. Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu particípio na história. Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício. O verbo auxiliar se entusiasmou e mostrou o seu adjunto adnominal. Que loucura, minha gente. Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto. Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos. Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma mesóclise-a-trois. Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino. O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva."

(Autor desconhecido)

quinta-feira, 20 de junho de 2024

 RESILIÊNCIA: A CAPACIDADE DE RECOMEÇAR


Querendo ou não, sempre passaremos na vida por situações que nos obrigam a recomeçar. Diante de uma demissão, doença, mudança de planos e outras tantas situações nos vemos na obrigação de encontrar novas perspectivas, ainda que não tenhamos condições emocionais de fazê-lo.

É aqui que entra em cena a resiliência como uma capacidade obrigatória para recomeçarmos, para sonharmos novamente, para encararmos um novo desafio ou mesmo para resistirmos às pressões do que não deu certo, fazendo delas um estímulo para novos planejamentos e novas ações.

A resiliência é muito importante pois, em geral, o novo tem como antecessor algum tipo de dano ou sofrimento que colocou fim a um período e desencadeou a chegada de outro. Ainda que, por vezes, um novo planejamento venha como sucessor de um período muito bom e abençoado, na grande maioria dos casos não é essa a realidade. Frank Murten, comentarista alemão, diz que o ser humano precisa desenvolver uma estratégia pessoal para prosseguir depois de sofrer algum dano na vida, seja ele material, físico ou espiritual. Essa estratégia ele chamou de Resiliência. Todos nós precisamos desenvolvê-la!

Quem nunca foi nocauteado, ou passou por um sério problema, como, por exemplo: uma doença repentina, a perda do emprego, a falência de um negócio, a morte de alguém muito próximo, um golpe na vida espiritual, o trauma de um sequestro ou de um acidente, o rompimento do casamento que durava anos, de uma amizade muito forte, ou, ainda, a reprovação no vestibular ou em algum teste?

A vida é dinâmica e traz não apenas oportunidades abençoadoras e felizes como também realidades tristes e até cruéis. Há pessoas que, diante desses nocautes da existência não conseguem mais recomeçar. Desistem da vida! Se tornam amargas, tristonhas, passam a viver deprimidas e em uma vida sem colorido e alegria. E não é difícil viver esse drama existencial: basta permitir que os sentimentos se alojem no coração e ditem qual será o rumo da vida daqui por diante. Ser resiliente constitui-se num desafio constante para qualquer pessoa.

Certa feita, perguntaram a Henry Ford: o que é um fracasso? Com voz lúcida e segura, respondeu: “um fracasso é apenas a ocasião de começar uma nova tentativa com mais sabedoria”. Qualquer pessoa está sujeita a algum tipo de insucesso na vida, porque não raro as coisas acontecem ou são como não se imagina. É nessa hora que a resiliência se manifesta afirmando que dias melhores virão e que o sinal verde vai aparecer no fim do túnel.

Sempre sofreremos golpes da vida. Cairemos e sofreremos diante dos ataques do inimigo e de seus auxiliares que, por vezes, estão perto de nós e quem sabe até dentro de nossas casas ou igrejas/templos. A resiliência criará em nós uma força tal que faremos dessas quedas períodos de reflexão, fortificação e oração e, aí então, recomeçaremos mais fortes, mais animados e muito, mas muito mais fervorosos em oração.

(autor desconhecido)


quarta-feira, 19 de junho de 2024

 


TEODICÉIA (*)

É a doutrina da justificação de Deus em relação ao mal presente na criação. Consta em todos os dicionários e já era conhecida pelos estoicos e pelos epicuristas. Esses, de forma polêmica, haviam afirmado que...

“Deus ou não quer eliminar os males nem pode, ou pode e não quer, ou nem quer nem pode, ou quer e pode. Se quer e não pode, é impotente; o que não pode ser em Deus. Se pode e não quer, é invejoso, o que é igualmente contrário a Deus. Se não quer nem pode é invejoso e impotente e, portanto, não é Deus. Se quer e pode, o que só é atributo de Deus, de onde deriva a existência dos males e por que não os elimina ???

Não há saída: o mal no mundo desmente pelo menos um dos atributos de Deus: a onipotência ou a infinita bondade. Afinal, no sofrimento de cada criança, ou de cada adulto golpeado sem culpa pelos terremotos da vida ou pela enlouquecida proliferação das células com metástase, está gravada a acusação contra Deus que nenhuma hermenêutica do livro de Jó poderá resolver, trivializar ou absolver.

(fonte: desconhecida)
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(*) Segundo o Dicionário Houaiss, TEODICÉIA é o conjunto de argumentos que, em face da presença do mal no mundo, procuram defender e justificar a crença na onipotência e na suprema bondade do Deus criador, contra aqueles que, em vista de tal dificuldade, duvidam da sua existência ou perfeição.

(Você, aí do outro lado da telinha, o que acha ??? Que tal refletir sobre ???)

terça-feira, 18 de junho de 2024

 

SOBRE “SOGRAS” (autor desconhecido)  

 

AJUDA À SOGRA - A sogra do seu Epaminondas, enclausurada no quarto do apartamento localizado no 40º andar do prédio, endoidou de vez e se debatia querendo pular da janela. Então, ele usa o telefone para pedir ajuda. Do outro lado da linha uma senhora atende: - Alô, em que posso servi-lo??? E o Epaminondas: -Por favor, socorro, me ajudem, a minha sogra quer pular do prédio, aqui do 40º andar. A velha senhora responde: -Eu acho que o senhor errou o número, aqui é da carpintaria. - Eu sei, eu sei, é que a “porra” da janela não abre de jeito nenhum. Será que vocês não poderiam quebrar esse galho, urgentemente ???

 

VISITA DA SOGRA - O sujeito abre a porta e dá de cara com a sogra. -Olá, sogrinha querida, tudo bem ? - cumprimenta-a, fingindo satisfação. -Que bom que a senhora veio nos visitar. Só então ele percebe que ela está com uma maleta nas mãos. Preocupado, mas querendo ser agradável, pergunta: -Quanto tempo a senhora pretende nos dá o prazer da sua companhia? E a sogra: -Ah !!! Acho que até vocês se cansarem de mim. E ele, agora curto e grosso: - Sério mesmo??? Não vai nem tomar um cafezinho ???

 

ZÉ E A SOGRA - A sogra do Zé morre e ele vai trabalhar como se nada tivesse ocorrido. Em lá chegando, um colega pergunta: - E aí, não vai ao enterro da velha, não ??? E ele: - Eu não! Quem enterra merda é gato!

 

O ENTERRO DA SOGRA - Um sujeito ia andando pela rua, e viu um cortejo fúnebre. Logo algo chamou sua atenção. Atrás do caixão, como acompanhantes, uma fila quilométrica, e só de homens, o primeiro deles a puxar um cachorrinho. Então, ele dirigiu-se até o próprio e perguntou: -O que aconteceu, amigo ??? O homem responde: -O cachorro matou minha sogra. Logo ele se anima, e pede: -Você empresta esse cachorrinho pra mim ? O homem retruca: - Tudo bem. Só que você vai ter de entrar nessa “filazinha” aí atrás.

 

A SOGRA E A TV - Um rapaz carregando duas televisões encontra um amigo que lhe pergunta: - Pra quê dois televisores, ó bichão ??? O rapaz lhe responde: - É que minha sogra disse que daria meia vida por uma televisão. Então, eu tô levando logo duas...

 

SOGRA TRABALHOSA - Um cara chega ao bar todo machucado e estropiado e em questão de minutos bebe uma cerveja; duas; três. Aí chega um velho amigo e lhe pergunta: -Mas o que lhe aconteceu, Aderbal ? Você está todo machucado, com arranhões e hematomas pelo corpo todo. -É que eu acabei de sair do enterro da minha sogra. -E isso é motivo para você estar assim, todo estropiado? -É que ela não queria entrar no caixão.

 

A SOGRA E O VINHO - A sogra para ser boa tem que ser igual às melhores safras de um bom vinho: viver num porão escuro, deitada, toda empoeirada e com uma rolha na boca.

 

SOGRA MAL AMADA - Viajando pela Europa, aquele importante industrial recebe um telegrama de seu sócio: -Lamento informar que sua sogra faleceu. O que devemos fazer: enterrá-la ou cremá-la? Ele mandou a resposta: -As duas coisas – creme e enterre - não podemos facilitar com esse tipo de verme.

 

AGRESSÃO Á SOGRA - O homem explica ao delegado o drama que viveu: -Pois é doutor, minha mulher insistiu para que eu levasse minha sogra às compras. Eu estava caminhando a pé com ela, numa travessa pouco movimentada quando apareceu esse rapaz, que deve ser um drogado ou vândalo e começou a bater na coitada da minha sogra, sem qualquer motivo aparente. Ele bateu até minha sogra cair no chão e mesmo com ela caída continuou chutando! -O rapaz estava armado??? -Não, doutor! -Era forte??? -Até que era meio raquítico, mas minha sogra já é idosa! -Eu não consigo entender, disse o delegado, indignado, como é que o senhor, ao ver um homem agredindo a sua sogra, pôde permanecer de braços cruzados! -Pois é, doutor! Eu até que estava com vontade de fazer alguma coisa, mas... -Mas, o quê??? –Achei que dois homens batendo numa velhinha seria muita covardia!

 

A SOGRA E O MILAGRE DA RESSURREIÇÃO - O marido ganhou (num sorteio) três passagens para Jerusalém. Pediu alegremente à mulher para arrumar as malas e ligou para convidar a mãe dele para ir junto. E aí começou uma discussão. A esposa preferia levar a mãe dela. Discussão vai, discussão vem, no fim da briga o barriga-branca concordou em levar só a sogra (a mãe dela). Em Jerusalém, visitando o local onde Cristo foi enterrado e ressuscitou, a sogra se emocionou demais, passou mal e rapidamente faleceu. O marido perguntou quanto custava o enterro em Jerusalém, e lhe disseram que seria o equivalente a mil reais. Perguntou quanto custava mandar o corpo para o Brasil e soube que, com transporte aéreo e tudo, ficaria por vinte mil reais. O marido decidiu então mandar o corpo para ser enterrado no Brasil. Os judeus e a própria esposa ficaram por demais surpresos com tal decisão. Mesmo assim arriscaram perguntar: -Por que mandar para o Brasil, se é 20 vezes mais caro? O marido respondeu: -Tenho muito receio. Aqui em Jerusalém vocês já tiveram o caso de alguém que morreu e ressuscitou. Prefiro não arriscar.

 

DE LEVE... PRA DESOPILAR

 

01 - Sempre que possível, converse com um saco de cimento; nessa vida só devemos acreditar no que é concreto.

02 - Não beba dirigindo; você pode derrubar a cerveja.

03 – Se um dia sentir um enorme vazio dentro de si... vá comer, que é fome.

04 – Se homossexualismo fosse normal, Deus teria criado Adão e... Ivo.

05 – Alguns homens amam tanto suas mulheres, que para não as gastar preferem usar aos dos outros.

06 – Homem é que nem caixa de isopor; é só encher de cerveja, que você leva pra cima e pra baixo.

07 – A vida é pra quem topa qualquer parada: e não pra quem pára em qualquer topada.

08 – Se não puder ajudar, atrapalhe; afinal, o importante é participar.

09 – Se for dirigir, não beba; se for beber, me chame.

10 – Se dentista é especialista em dente, paulista é especialista em quê ???

11 – Mulher feia é que nem muro alto: primeiro, dá um medo danado; depois, a gente acaba trepando.

12 – Marido é igual a mestruação: quando chega, incomoda; quando atrasa, preocupa.

13 – Homem é que nem vassoura: sem o pau não serve pra nada.

14 – Se o horário oficial é o de Brasília, por que a gente tem que trabalhar na segunda e na sexta ???

15 – As nuvens são como chefes... quando desaparecem o dia fica lindo.

16 – Por maior que seja o buraco em que você se encontra, sorria; porque, por enquanto, ainda não há terra em cima.

17 – Se você está se achando sozinho e abandonado, achando que ninguém pensa ou liga pra você... atrase um pagamento.

18 – Cabelo ruim é que nem assaltante: ou tá armado ou tá preso.

19 – Carioca é assim mesmo: já nem liga pra bala perdida; entre num ouvido e sai pelo outro.

20 – Bebo porque sou egocêntrico; gosto quando o mundo gira ao meu redor.


Autoria: desconhecida

segunda-feira, 17 de junho de 2024

 A MULHER QUE LÊ (autor desconhecido) 

Um casal sai de férias e vai para um hotel-fazenda. O homem gostava de pescar de madrugada e a mulher gostava de ler. Uma manhã, o marido volta para o chalé depois de horas pescando, e resolve tirar uma soneca. Apesar de não conhecer bem o lago, a mulher decide pegar o barco do marido e ler no lago. Ela navega um pouco, ancora, e continua lendo seu livro, no meio do silencioso lago. 

Chega um guardião do parque em seu barco. Ele para ao lado da mulher e cumprimenta-a, educadamente: - “Bom dia, Madame. O que está fazendo?” – “Lendo um livro, será que não é óbvio?”, responde-lhe. - “A senhora está em uma área restrita em que a pesca é proibida” - ele informa. “- “Eu sei, tenente. Mas eu não estou pescando. Estou lendo.” - “Sim, mas tem todo o equipamento de pesca. Pelo que sei, a senhora pode começar a pescar a qualquer momento. Se não sair daí imediatamente, terei de multá-la e processá-la.” 

“Seja razoável. Se o senhor fizer isso, terei de acusá-lo de assédio sexual” - diz a mulher. – “Mas eu nem sequer a toquei!” - diz o guardião. – “É verdade, mas o senhor tem todo o equipamento. Pelo que sei o senhor pode começar a qualquer momento”. –“Tenha um bom dia, Madame!” - ele diz e vai embora.

 

MORAL DA HISTÓRIA: NUNCA DISCUTA COM UMA MULHER QUE LÊ. COM CERTEZA... ELA PENSA.

 

OLHA O “P” AÍ, GENTE (autor desconhecido)

 

Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor português, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu para parar, porque preferiu pintar panfletos. Partindo para Piracicaba, perplexo pintou prateleiras para poder progredir. Perambulando permanentemente, posteriormente partiu para Pindamonhangaba. Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, porque, “pirado”, Pedro Paulo pediu para pintar panelas. Paradoxalmente, porém, pintou pratos para poder pagar promessas. Prostou. Posteriormente, pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal, para pedir permissão para papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris para praticar. Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los. Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar, principalmente pelo “pico”, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam permanentemente possantes potrancas.

Pisando Paris, preferindo Pedro Paulo precaução, pediu permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos. Por profundas privações passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal. Português, povo previdente, pensava Pedro Paulo. Preciso partir para Portugal, porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses.

Paris, Paris, proferiu Pedro Paulo, parto. Porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir. Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém, prolixo papai Policarpo partira para província. Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para papai Policarpo para prosseguir praticando pinturas. Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal. Porém, papai Policarpo, puxando-o pelo pescoço, proferiu: pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando porcarias, pintas pior. Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. Porque pintas porcarias? Papai, proferiu Pedro Paulo, pinto porque permitiste, porém, preferindo, poderei procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal.

Papai, pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences. Partiram prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão perfeita: pedreiro! Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando. Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piranhas, pirarucus. Pela picada próxima partiram, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro. Pisando por pedras pontudas, papai Policarpo procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito. Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo. Primeiramente, Pedro Paulo, pedreiro, pegava pedras. Porém, Péricles pediu para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos. Particularmente, porém, Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre, pesaroso, Pedro Paulo, pereceu pintando. Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar. 

Pronto...pensei, portanto, pararei.