
TRIPULANTES DESTA MESMA NAVE
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Onde estão os novos poetas?

Outubro/2008 | Revista "BRAVO!"
Sem conseguir figurar entre os nomes de grandes editoras, muitos dos jovens autores de poesia encontram abrigo na internet e em pequenas casas editorias. Essa nova geração parece enfrentar o mesmo problema das anteriores: ter de trilhar caminhos alternativos para divulgar sua arte
Por Sheyla Miranda
Manuel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade, mestres da poesia brasileira e nomes-chave do movimento modernista, são apostas editoriais até hoje. Para o final deste ano, por exemplo, a editora Record projeta uma reunião de poemas sobre o Natal e a época de fim de ano assinados por Drummond. Segundo a diretora da Record, Luciana Villas Boas, investir em uma obra de Drummond é um ótimo negócio editorial, porque vende. E muito. Mas, no que se refere à edição de poetas inéditos, o cenário não é tão favorável: "O livro de poesia dificilmente vende quantidades expressivas, a ponto de justificar a publicação. Colocar no mercado nomes desconhecidos é praticamente impossível do ponto de vista econômico", explica Luciana.
De que modo se organizam, então, os novos poetas? Em parte, como faziam na década de 1970 e até mesmo antes, quando autores iniciantes trabalhavam em edições caseiras, que eram enviadas às editoras ou vendidas de porta em porta. Alguns autores contemporâneos persistem na auto-edição, mas a maioria migrou para empresas de pequeno porte, que se proliferaram nos início dos anos 80 e hoje são pólos fundamentais de divulgação do trabalho dos poetas.
Mariana Ianelli, poeta paulistana que publicou o primeiro livro em 1999, aos 20 anos, é exemplo desse movimento. Vencedora do Prêmio da Fundação Bunge para Poesia 2008 e considerada uma das mais talentosas escritoras da nova geração, a autora publicou seus cinco livros pela Iluminuras. "Tive o privilégio de apresentar meu livro a um editor que confiou no meu trabalho sem a prerrogativa do 'sucesso de venda', ou seja, alguém que apostou na poesia, independentemente do seu êxito ou fracasso comercial", relata Mariana.
Para ela, a importância dessas pequenas editoras para poetas iniciantes é indiscutível, já que muitos nomes publicados pela Iluminuras ou pela carioca 7Letras foram mais tarde encampados por empresas de maiores, quando se tornaram conhecidos do público. Frederico Barbosa, poeta, editor de livros e diretor do centro cultural Casa das Rosas, de São Paulo, também destaca a importância dessas casas, mas levanta a seguinte questão: "Ainda hoje, mais de 80% dos livros de poesia publicados são financiados pelo próprio autor. Algumas editoras até publicam, mas quem paga o investimento é o poeta. Isso é um grande mal, porque gera um problema de distribuição. A editora, que não financiou a obra, não paga para que seja distribuída".
Em alternativa a esse quadro, tanto Frederico quanto Mariana apontam a internet como o principal caminho para que os poetas levem a público suas criações. "A internet pode suprir o descrédito por parte das grandes editoras. Para quem está começando, talvez seja mais do que uma simples estratégia de veiculação, já que facilita o debate, a troca de impressões", opina Mariana. Para Frederico, há tempos a rede se tornou, de longe, a melhor forma de divulgar poesia. "É um ambiente democrático tanto para quem quer mostrar seu trabalho quanto para os que estão interessados em poesia".
Mesmo com o grande alcance dos blogs e das revistas eletrônicas, alguns escritores consideram imprescindível que seu poema seja impresso. Citada por Mariana, a poeta Débora Tavares, que mantém uma página há anos, nunca conseguiu reunir seus poemas em uma publicação tradicional. É também o caso da poeta Valéria Tarelho, uma escritora " impressionante, dessa leva de poetas que usam a internet como meio de divulgação", conta Frederico, que descobriu a autora navegando pela rede. A internet funciona, portanto, como mais um recurso para que as carreiras dos jovens poetas continuem a ser construídas como no passado: por vias alternativas, à margem do grande mercado editorial.

Recebi dois números do fanzine “Panflerte” – Demônios e Literatura. De nome sugestivo e iniciativa mais ainda. “Panflerte” é cultura, é diversão e é arte. Essa frase parece batida, mas ela é urgente. Principalmente quando tudo isso está em falta, embora teimem os cafuçús de plantão, que essa falta de cultura é apenas ilusão.
Em tempos de consumismo estelionatário, quase ninguém quer saber de arte, poesia então nem se fala. Mas o que isso importa para quem não teme a morte em velhos catálogos? “Panflerte” está vivo e pede passagem. Que se abram os prostíbulos culturais, principalmente àqueles transformados em redutos, em guetos institucionalizados. Eles querem passar e deixar rastros, vestígios, digitais, impressões e imprecisões, pois só navegar é preciso.
“Panflerte” tem textos críticos, tem charges, tem poesias, sacações e pequenos contos. Todos sob a verve do sangue novo. Isso é muito bom, justamente quando aposentadorias literárias não percebidas, justificam o ocaso. “Panflerte” é formado pelos estudantes universitários, de fato ou de direito, não vem ao caso: Rodolpho Teles; César Weyne, Rodolpho Batista, Nathan Matos, Lucinha Teles e pelo fantasma Le Glitterfinger. O e-mail dos caras é: panflerte@hotmail.com. O fanzine é editado em Fortaleza, o que comprova em partes que nem só de cafuçú vive aquela cidade.
Eles prometeram mandar exemplares para distribuir entre os amigos da arte. Vamos esperar. Por enquanto mande mensagens para o e-mail deles e peça o seu. Creio que logo, logo, o “Panflerte” transforme-se em blog

Fui demitido sumariamente! Sem justa causa! A esperança me deu um pé na bunda sem pagar nenhum direito trabalhista e sem vestígios legais do seguro desemprego. Agora tenho uma família preste a ser esfarrapada. Estou demitido, mas sou trabalhador. A conspiração me espera. Ela é a última que morre. "Busco agora um trabalho não assalariado, mas apaixonado”. Procuro pelas barricadas que urgem serem erguidas repentinamente com os paralelepípedos da restauração e à luz da igualdade.
Sou adepto da revolução. Aquela que atira, queima e bane. Aquela que troca o perdão pelo extermínio no paredão de fuzilamento. Sem crises espirituais, sem pirataria existencial ou culpas humanistas, venero uma horda selvagem armada até os dentes pelo bem comum e que espuma pelo canto da boca o refazer. A minha herança está selada pelo carimbo da rejeição, está protocolada nos arquivos das margens desse esgoto poderoso que corre a céu aberto, cheio de solenidades, em nome da microfísica do poder. Mas eu luto.
Vasculho as ruas e esquinas. Quero encontrar os levantes dos deserdados. A ira irrevogável dos terceirizados é o meu objetivo. É disso que eu preciso. Empregar a minha força de trabalho - o único bem que eu tenho - na utopia de desintegrar o poder dos dominantes, o tapete e trucidar a sujeira debaixo dele, digo exterminar, que é mais terminal. As trincheiras devem ser habitadas pelos retalhados, pelos torturados pela miséria e por todos mitigados pelo poder. Vejo que as moscas e as larvas solidificam a fedentina do poder. Vejo que o poder é um arremedo de próteses. Mas não vejo as barricadas que procuro e nem aqueles vomitados pela abastança.
As guerrilhas travadas pelos votos estão decompostas, fatoradas ao mínimo denominador comum. Já disse Walter Benjamim e agora vejo que tomam posições atrás dos sacos de areia e dos escombros, “os pobres que usam luvas, aqueles que farão fortunas”, ao pedirem esmolas ao poder, tal qual o doutrinador Blanqui, com suas luvas pretas. O choro pelos cadáveres agora é de lágrimas inférteis. O eleito e o não eleito são os mesmos. É quando reina a tréplica da réplica. As armas estão municiadas com balas de festim. O silêncio armou o seu concreto, fez uma blindagem para proteger a ditadura das malfeitorias, enquanto o povo ajeita a maquiagem diante do espelho, é hora de brilhar. O cinismo satânico é um belo adereço de carnaval.
Satã está sendo satirizado. Diante da institucionalização da roubalheira política, satã perdeu os dentes e a maestria da vileza. Sua capa vermelha está sendo replicada, virou arte de consumo. O seu sorriso devastador ilustra calendários de borracharias suburbanas. Seu vozeirão radioativo pode ser escutado em discos piratas de bandas impostoras de metal evangélico de pouco mais de dois reais. O poder pode ser derrubado, mas vai se recompor em seus fragmentos, como vilões alienígenas de filmes classe b. É quando o mesmo muda para ser ele mesmo, sem economia de fragmentos ou descontinuidades.
Das barricadas surge então a maior e mais poderosa prostituta do universo: a corrupção. Marx escreveu em “O Dezoito Brumário”: “Quando os puritanos protestaram contra a vida depravada dos papas..., o cardeal Pierre d’Aill trovejou contra eles: - Só o diabo em pessoa ainda pode salvar a Igreja católica, e vós exigis anjos!...” Só o roubo à propriedade, o perjúrio à religião, a bastardia à família, a desordem à ordem, podem salvar a sociedade - escrevia o pensador àquela época. Assim também é com a sociedade brasileira nessas eleições municipais. O satã pós-moderno demitiu a esperança, que chorosa molha a calcinha de tanto soluçar.
Agora, diante de papéis amassados, de bocas de urnas canastronas, de fiscalizações de compadres, conchaves de última hora e euforias dissimuladas pela vitória da honra, da família e do patrimônio público, andamos os três, com a desolação depressiva de uma demissão implacável: eu, a esperança e a revolução. Enquanto isso, Marx toma um cafezinho ali, recolhido ao passado.

Armando Lopes Rafael
Há 210 anos, no dia 12 de Outubro de 1798, nascia no Palácio de Queluz – nas cercanias de Lisboa – o Príncipe Pedro de Alcântara, que viria a ser Dom Pedro I, o primeiro imperador brasileiro. Infelizmente, nosso povo pouco se interessa e pouco sabe da nossa história. Por isso, desconhece quem foi esse grande herói.
Em Portugal ele passou à história como Dom Pedro IV, O Rei-Soldado, por combater – na Guerra Civil de 1832-34 – o irmão D. Miguel, que havia usurpado o trono de sua filha, a Rainha Maria da Glória. Mas, ficou também conhecido, em ambos os lados do Oceano Atlântico, como '”O Libertador'” — Libertador do Brasil do domínio português e Libertador de Portugal do governo absolutista.
Segundo João de Scantimburgo, Dom Pedro I foi o “Clarão do Novo Mundo”. O historiador Pedro Calmon, por sua vez, considerou-o “O maior príncipe do século XIX”. Conhecido como o Rei Cavaleiro, Pedro I possuiu, dentre outros, os títulos de Imperador do Brasil, Rei do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, d’Aquém e d’Além-Mar em África, Senhor da Guiné, da Conquista da Navegação e do Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia.
Por sete vezes foram oferecidas a Dom Pedro I as Coroas de três nações: Grécia (em 1822 e 1830); Portugal (1826 e 1834) e Espanha (1826, 1829 e 1830). Mas ele sempre teve preferência por seu querido Brasil, país aonde chegou com 9 anos de idade e que foi palco dos melhores momentos e dos maiores atos heróicos de sua breve vida.
Seu pai – Dom João VI – chegou a cogitar a criação de um imenso Império, com mais de 30 milhões de Km2, composto por possessões portuguesas espalhadas em três oceanos e cinco continentes, tendo a capital no Brasil. Não fosse o retorno apressado de Dom João VI à Europa, essa teria sido a herança deixada a Dom Pedro I.
Deve-se ressaltar ainda que Dom Pedro I era forte no físico e valente no temperamento. Polivalente, além de estadista (chegou a ser Chefe de Estado em dois continentes), foi militar, poeta, músico (é o compositor do Hino Nacional de Portugal até 1920 e do Hino à Independência do Brasil), jornalista, legislador e geopolítico. Sem esquecer que era muito religioso, domador de cavalos, exímio carpinteiro, abolicionista, apreciador das mulheres e de espírito liberal.
Por fim devemos recordar o grande interesse que Dom Pedro I teve em ampliar as Forças Armadas do Brasil. Foi para impedir a sua redução que o jovem imperador dissolveu a Assembléia Constituinte de 1824. A nova Constituição foi elaborada por um Conselho de Estado indicado pelo novo imperador e submetida à aprovação de todas as Câmaras Municipais do Brasil, por elas aprovadas, a começar pela do Rio de Janeiro.
Dom Pedro I morreu no Palácio de Queluz – aos 36 anos de idade – no mesmo quarto em que nasceu. Em 1972, no 150º aniversário da independência brasileira, seus restos mortais foram transportados para o Brasil, onde se encontram na cripta do Monumento do Ipiranga, na cidade de São Paulo.
PESQUISA E INFLUÊNCIA ELEITORAL
Nas eleições deste ano a rede Globo e o seu jornal chegaram ao extremo. Para falar do que se verificou nas principais capitais vou relatar o caso do Paulo Ramos, candidato a prefeito do Rio de Janeiro pelo PDT. No primeiro mês de campanha o Paulo foi convocado á rede Globo para acertar detalhes dos debates promovidos pela emissora. Naquele momento o eleitor precisava informação para firmar suas convicções. Tratar o eleitor como boiada sendo tangida por amostras de pesquisas eleitorais é um ato antidemocrático. O eleitor precisa da informação do candidato, do seu programa político e dos princípios do seu partido. Eleição é isso: debate de idéias e não uma corrida de cavalos. Uma dinâmica por performance. E o quê queria o sistema Globo com o Paulo Ramos?
Queria que o Paulo abdicasse do direito de debate de suas idéias em torno de critérios dos Institutos de Pesquisa. A Globo só realizaria debate com cinco candidatos e no Rio eram 13 candidatos, sendo 10 de partidos com representação no Congresso Nacional. O Paulo não aceitou, aquilo era o fim da política e da democracia segundo nos disse. A Globo argumentava que debates com muitos candidatos perdem a eficiência e, então, o Paulo Ramos sugeriu dois debates em dias diferentes, com um número mais reduzido de candidatos escolhidos por sorteio em cada um dos programas de modo que todos candidatos mostrassem suas idéias. Como sabemos a TV Globo é uma concessão do Estado Nacional e esta instituição, Estado, é uma organização política do povo brasileiro.
A Globo não fez o debate em várias capitais pelo mesmo motivo. O eleitor perdeu uma janela de convicção e a Globo mais uma vez mostrou o vício do autoritarismo e do espírito pouco democrático que o oligopólio das comunicações lhe oferece. Agora voltemos aos critérios da matéria sobre a briga dos institutos em razão de seus erros. O Datafolha e o IBOPE erraram feio em vários lugares a ponto de um especialista no assunto, citado pelo jornal, Antonio Villa dizer: as pesquisas são fontes importantes para democracia, são parte do processo eleitoral. Podemos chegar a 2010 em uma situação de descrédito sobre as pesquisas de opinião, o que é muito negativo. E a fala dos institutos? Parece confissão de uma quadrilha se acusando quando são pego pela justiça.
Sobre o Rio de Janeiro o diretor do IBOPE acusa o Datafolha de criar a onda pró Gabeira. Segundo uma diretora do IBOPE o datafolha subiu a estratificação social da sua amostra para pegar mais a classe média onde se encontrava o voto Zona Sul do Gabeira e deste modo induzir a migração de votos dos candidatos de esquerda para o candidato de sua preferência. A idéia, na verdade executada pelo sistema Globo e pela Folha de São Paulo, visava retirar o Bispo Crivella do segundo turno. Assim, pela primeira vez, manipuladores se confessam em público.
Outra idéia, agora de inteira responsabilidade dos jornais, televisões e rádios é tratar as pesquisas como "prognósticos" e não como "tendências". Nestas duas palavras é que reside o conceito de manipulação como todos sentiam. Na verdade os meios de comunicação tratam a pesquisa como prognóstico, não falam em tendência, não criaram uma linguagem para tendência e nem para a enorme margem de erro. Isso é tão mais verdade ao se retornar ao caso Paulo Ramos: o sistema Globo queria que ele entregasse seus pontos políticos para os "prognósticos" do IBOPE que afinal é um velho cliente do mesmo sistema.
O mais grave de toda a manipulação do sistema Globo é que já às vésperas do pleito soltaram uma nota de má fé falando em liberdade de imprensa e critério jornalísticos. O critério jornalístico é o próprio, a seleção do IBOPE a serviço da Globo e a liberdade de imprensa é o ataque da Globo a uma lei federal que protege a igualdade no debate eleitoral. E quando a Globo tenta se justificar em viva voz a conversa é que nos EUA o critério é o que eles, a Globo, querem impor ao Brasil. É possível nesta altura na nossa maturidade democrática aceitarmos lições do bipartidarismo americano?
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
SE ALGUÉM TIVER NOTÍCIAS
Agora quem tiver notícias sobre o Leonel, Salatiel, o Carlos Rafael, Emerson Monteiro, Pachelly, Glauco, Ludgero e Gustavo Rios por favor traga até a praça. É preciso que se diga ao Leonel que só algumas vezes o Cariricult fica com cara de Blog do Crato. A maior parte das vezes o Cariricult é um vazio pronto para ser preenchido pelos seus prosadores e versejadores. Além dos caçadores dos instantâneos da região, dos artesãos, dos catadores de idéias e de nós os perdedores da eficácia inútil.
Entrevista com o prefeito Samuel Araripe e os novos projetos para o Crato

Alguns trechos de entrevista realizada com Samuel Araripe pelo Blog do Crato, ontem, dia 05 após o término das eleições:
A Melhor administração de todos os tempos pode vir por aí:
"Neste segundo mandato, com todo esse apoio de diversos segmentos que temos recebido da sociedade, indubitavelmente, teremos condições de realizar a melhor administração que o Crato já têve ou terá, garantindo oportunidade para todos e grande progresso em todos os níveis para nossa cidade! ...pois é para isso que o povo nos escolheu mais uma vez."
O que o Crato espera:
"Quero ressaltar, que passadas as eleições, agora somos os representantes de todos os Cratenses, não apenas daqueles que votaram em nós. É tempo de deixar as diferenças políticas de campanha de lado. A campanha acabou. Agora é a época de arregaçarmos as mangas, de darmos as mãos, todos os que amam o Crato, e juntos construirmos o futuro de progresso e de trabalho que tanto almejamos para nossa cidade, e colocar o Crato no local aonde nunca deveria ter saído, como um modelo de cidade desenvolvida em todos os sentidos para essa região."
O Segundo Mandato:
"Os Cratenses podem ter certeza de que faremos todo o possível para que nesse segundo mandato possamos realizar cada vez mais pelo município. E aqui quero anunciar uma informação inédita: Já estão assinados convênios importantes assumidos recentemente, que garantirão já para 2009 obras importantes nunca imaginadas em nenhuma outra administração anterior do Crato. E uma das principais metas em que precisamos investir é em SANEAMENTO. Sanemanto é uma das palavras-chave do novo governo. Garantir qualidade de vida e saúde para o nosso povo. E além disso, continuar os inúmeros projetos que já iniciamos e trazer cada vez mais benefícios para nossa população. Eu tenho plena consciência de que aqueles que votaram em nós e até aqueles que não votaram, irão ao final deste segundo mandato, aprovar e até aplaudir as nossas realizações."
O que vem por aí...
"Divulgamos aqui em primeira-mão que assinamos recentemente um convênio com o Governo do Estado da ordem de 30 milhões, recursos que vem do Banco Mundial, com contrapartidas do município para já em 2009:
- recuperar a encosta do seminário, corrigindo o "vulcão", aquela segunda voçoroca que nasce de frente ao seminário São José.
- Iremos construir o Centro de Convenções
- O Aterro Sanitário Consorciado
- Aplicar muitos recursos em habitação social
- Saneamento do Crato"
- Continuar o asfaltamento e calçamento das ruas do Crato.
Samuel Araripe
Entrevista concedida à Dihelson Mendonça
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COMEMORAÇÕES ELEITORAIS
O governo governa e o povo reclama dos eleitos. Até novas eleições. No meio vem toda aquela enxurrada de corrupção, má administração, traições de promessas, abandono de princípios e o jogo jogado que não tem a mesma natureza do jogo de azar. É jogo dirigido, com ganhadores já definidos no financiamento do candidato e nos acordos do cotidiano das administrações.
No dia seguinte as manchetes abrirão com a vitória dos candidatos dos jornais. Blogs e sítios, financiados por candidatos, também comemorarão. Claro que existem os perdedores, mas neste caso as manchetes serão mais sutis, transformarão derrota numa vitória subentendida e subjetiva. No dia seguinte a realidade será a de sempre: a democracia representativa e não a democracia real e direta.
A condição primária para uma democracia real e direta será a disposição da sociedade e da política de abrirem as entranhas das disputas de classes sociais. Como sabemos as classes sociais se territorializam. E toda política pública só pode acontecer num território. Assim é que o Bairro da Batateira irá disputar melhorias com bairros das classes médias tradicionais da cidade. Do mesmo modo é que a evolução política se torna mais objetiva e clara, pois cada vez mais cada indivíduo, nesta construção da política real, terá maior certeza dos objetivos do seu território e saberá conduzir o dia-a-dia com maior resultado.
A condição secundária da democracia direta e real é a criação de novas instituições. Mesmo que sejam próximas das instituições formais como a câmara de vereadores e a prefeitura. Mas é preciso que reuniões em assembléias com decisões e deliberações, que o voto plebiscitário, entre outros mecanismo como conselhos temáticos, debates e audiências públicas se tornem veio da implantação e implementação das políticas públicas.
"My sweet lord"

Por que me escondes o olhar ?
Um olhar que esconde ,
esconde alguns...
Fica claro
como o sol é forte
E as luas ?
Sedutoras
nunca ofuscam
Convivem com as estrelas
embelezam um céu
sem escuros !
Não quero a posse
desejo apenas
um cruzar dos olhos
Cruzar implica em bordar
perigo , pergaminho , linho ...
Todo plano é flexível,
sem vontade explícita
É secreto o que brota ,
em toda palavra dita .
Labirintos ...
neles me perco
Na cia de alguém levinho,
transito pelos buracos de cima
Sou cisco , no canal dos teus olhos
Sopras-me ou me incorporas ?
Dia reflexivo
Minha tagarelice ficou muda
Aí você chegou ,
quebrando o meu sigilo
Estava plantada na praça
comendo pipocas ...
Outono tem cheiro de fruta
Prefiro as doces ,as vermelhas ...
Nada a lamentar ...
Fico aonde estou ...
Aceita um licor ?
Tudo grave ,
acaba despencando do céu
Não quero chuva de afetos ...
Quero pingos !
Mutantes , nas metades
Fixos , na eternidade
Estive pela bola sete ...
O giz fugiu ,
a cerveja esquentou ,
meu taco truncou ...
Um tiro se ouviu ...
Eram fogos ?
domingo, 5 de outubro de 2008
É o fraco !
Eleição marca redução da influência de governadores, diz analista
FABRÍCIA PEIXOTO
da BBC Brasil, em São Paulo
As eleições municipais deste ano deverão ser marcadas por um fenômeno novo no Brasil : o crescimento da influência do presidente --em detrimento dos governadores-- na escolha dos prefeitos, segundo a cientista política Maria do Socorro Braga.
"É algo novo na política brasileira. Historicamente, caberia ao governador do Estado, e não ao presidente da República, exercer essa influência na eleição municipal", diz a cientista política Maria do Socorro Braga, da Universidade Federal São Carlos (SP).
Segundo a analista, dois fatores principais explicariam o fenômeno. O bom momento econômico pelo qual passa o país, aliado à popularidade de Luiz Inácio Lula da Silva, tornam o presidente uma referência obrigatória na campanha.
Além disso, o governo Lula utiliza os municípios como canal de distribuição de seus principais programas sociais, como o Bolsa Família.
Essa influência pode ser observada nas capitais brasileiras, onde candidatos do PT ou apoiados pelo partido lideram as pesquisas em 20 das 26 capitais.
Para Maria do Socorro, essa ligação direta entre uma ação federal de grande repercussão e o município acaba reforçando a imagem do presidente Lula, principalmente nas localidades mais carentes.
"O governador acabou ficando de lado nesse processo", diz.
Dependência federal
Um exemplo é o governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral Filho, que vem encontrando dificuldades para impulsionar a candidatura de seus aliados em cidades importantes, como Nova Iguaçu e São Gonçalo.
A tese é corroborada pelo professor de Ciência Política da Uerj, Geraldo Tadeu, para quem "muitos municípios só sobrevivem financeiramente graças à verba que chega do governo central".
Os municípios são responsáveis por 8% da arrecadação em impostos, mas gastam o equivalente a 20%. Essa diferença os torna extremamente dependentes dos repasses federais.
"A relação entre as duas esferas é intensa", diz Tadeu, que também vê no processo uma via de mão-dupla. Para ele, assim como os candidatos a prefeito querem pegar carona na popularidade do presidente Lula, o governo federal também tem sua agenda política, e o partido mais beneficiado por essa situação deve ser o PT.
"É a grande chance de o PT se popularizar no interior do país e o partido está trabalhando para isso", diz. Já o cientista político Humberto Dantas, da Universidade São Camilo, de São Paulo, minimiza o impacto dos programas federais nos municípios.
Segundo ele, há uma certa confusão na cabeça do eleitor sobre quem é o responsável pelo programa. "Em localidades mais distantes, fica difícil para o cidadão saber se o pai do programa é o presidente Lula ou o prefeito da cidade", diz.
Hay Kay
Danou-se...

Entretanto, este site não deve interessar aos mais fanáticos pelo Presidente Lula, haja vista, o tópico de abertura da coluna do responsável pelo novo órgão, jornalista Jota Alcides:
Últimas pesquisas nos dois maiores colégios eleitorais do Brasil

Conforme o levantamento divulgado hoje pelo "RJTV", o candidato verde tem um ponto percentual a mais que o senador carioca. Os dois estão tecnicamente empatados na segunda colocação, atrás de Eduardo Paes (PMDB).
Hoje o destino do Crato estará em nossas mãos !
Crato, a cidade de Frei Carlos Maria de Ferrara, está para decidir quem a governará nos próximos 4 anos HOJE. 4 candidatos a prefeito se propõe a conduzir os rumos da nossa cidade. Será que eles estão mesmo preparados para esta tarefa monumental ? E será que nós eleitores estamos preparados para escolher o melhor ? Já ficou provado que o político perfeito não existe. O máximo que o cidadão pode fazer, é votar no candidato que apresente as melhores propostas, o mais íntegro, o mais honesto, e o que seguramente fará algo de bom para a sua cidade.
Escolher o melhor candidato é coisa relativamente simples. Basta examinar a vida do candidato, suas ações, e sobretudo as propostas que eles apresentaram durante toda a campanha. Elaborei aqui um questionário genérico que vem para mostrar a nossa ignorância acerca do que acreditamos ser o melhor para a cidade. Esse questionário é apenas para reflexão. Não pode e nem deve ser respondido no site. Deve servir apenas para reflexão individual para que cada um saiba se está pronto para votar conscientemente nas eleições de hoje, e se vota pelo bem da sua cidade. Responda interiormente cada uma das perguntas abaixo, e confira a vida dos 4 candidatos à prefeitura do Crato, e você certamente descobrirá no final, o melhor ( ou o menos pior ), que lhe parecer:
01 - O que o seu candidato pensa sobre a Arte e Cultura do Crato ? Ele entende alguma coisa sobre nossa história, nossas tradições, sabe respeitá-las, honrá-las, preservando a nossa cultura e incentivando as artes ? Quais são os projetos concretos do seu candidato para a Arte e a Cultura? O que ele realmente falou à respeito disso durante toda a campanha ? Você se lembra ?
02 - O que seu candidato pensa sobre SANEAMENTO ? Numa cidade como o Crato, em que o saneamento é uma coisa importantíssima, o que o seu candidato pretende fazer pelo saneamento de uma cidade que vive com um canal poluído a céu aberto ? quais são seus planos para os próximos 4 anos ? Você se lembra ?
03 - Obviamente, derivando da pergunta anterior, seu candidato deve ter algum plano para controlar esse esgoto a céu aberto, chamado Canal do Rio grangeiro. Você sabe explicar exatamente o que seu candidato falou sobre como pretende resolver esse problema que já vem de muitas gerações ? Ele apresentou algum plano para resolver o problema ?
04 - Como é o passado do seu candidato ? Ele é um homem ÍNTEGRO ? Honesto ? ou paira alguma dúvida sobre sua honestidade ? Existe algum processo judicial contestando a honestidade do seu candidato por autoridades competentes ? Você já parou para analisar o teor de honestidade do seu candidato e se isso tem fundamento ? Qual a importância disto para você ?
05 - Seu candidato trata as pessoas bem ? É uma pessoa acessível SEMPRE, ou ele é daqueles que só procura o povo em época de eleição ? Se já assumiu algum cargo administrativo, tratava bem as pessoas que lá o procuraram ?

06 - Seu candidato mentiu em algum ponto durante a campanha ? Você conseguiu flagrar o seu candidato em alguma inverdade por ele dita durante a campanha que posteriormente você percebeu que não era verdade ?
07 - Você notou se seu candidato têve algum tipo de enriquecimento exagerado desde que entrou para a política ? Notou algum crescimento exagerado nos bens dele e da família, de antes da política e depois da política ? Notou por exemplo se ele comprou mansões, fazendas, apartamentos, carros importados, passou a morar em locais privilegiados sem se saber explicar exatamente de onde saiu o dinheiro para estas coisas ?
08 - Seu candidato se cerca de pessoas de bem, ou está sempre acompanhado de pessoas de natureza duvidosa à sociedade, e que indiscutivelmente são mau-caráter ? Se já exerceu algum cargo público, seu candidato assumia tudo o que fazia ele mesmo, ou dependia de outras pessoas, parentes e amigos que controlavam sua administração ?
09 - Seu candidato sabe cuidar do patrimônio histórico da sua cidade ? O que ele já fez em defêsa da preservação do patrimônio histórico da mesma ? Quais são os planos dele para preservar o patrimônio imaterial do seu município ?
10 - Seu candidato, se já exerceu algum cargo administrativo, empregou parentes ? Empregou pessoas apenas por se tratar de amigos, ao invés de preferir optar pela competência de cada um dos seus auxiliares ?
11 - Seu candidato é afeito a clientelismos ? Ele é daqueles que prestam pequenos favores para conseguir votos ? Possui redutos na zona rural de onde costuma fazer favores para buscar votos em época eleitoral ?

12 - pense agora: Você vota em seu candidato por ser amigo dele, ou por achar que ele é a melhor escolha para gerir os destinos da sua cidade ?
13 - Seu candidato realizou uma campanha íntegra e sem baixarias, ou ele fez campanha denegrindo a imagem dos outros candidatos para tentar se auto-promover ? ele distribuiu algum panfleto malicioso denegrindo a imagem e a honra dos outros candidatos ?
14 - Seu candidato já foi em outras épocas flagrado comprando votos junto à população humilde ?
15 - Seu candidato já exerceu algum cargo público, prometeu muita coisa e não conseguiu realizar nem a metade ? E quando saiu, deixou o município melhor ou pior do que o encontrou ?
16 - Seu candidato criou propostas "de última hora" para ganhar as eleições, ou ele já possui um plano sólido e opiniões concretas sobre certos assuntos básicos para o município ? Tome um papel e anote os projetos do seu candidato para os seguintes temas.
- Saneamento
- Investimento na Educação - Salário do Funcionalismo
- Enxugamento da folha de pagamentos do município
- Urbanismo
- Saúde pública
- Cultura
- Empregos
- Projetos para famílias carentes
- Limpeza Pública - O problema do LIXO da cidade
- O problema do Canal do Rio grangeiro
- Asfaltamento, Calçamento e manutenção do que já foi feito.
- Propostas concretas para o crescimento do município fomentando o desenvolvimento, e a implantação de indústrias e ampliação do comércio ?
18 - Seu candidato durante a campanha se manteve fiel em seus propósitos e alianças, ou saiu pulando de galho em galho tentando costurar alianças para ganhar as eleições ? E o mais importante: Você acha isso certo ?
19 - Você vota no candidato porque ele vai bem nas pesquisas, ou vota pela sua consciência de que ele é o que melhor representaria sua cidade ? Você seria capaz de votar em um candidato que só possuísse o seu voto por acreditar nele ?
20 - Você vota porque sua família ou amigos votam, ou chegou à sua decisão por uma conscientização somente sua ?
Lembre-se: 4 anos é muito tempo!
Em 4 anos, uma cidade pode evoluir muito, ou entrar num atraso de desenvolvimento social e urbano com administradores inadequados.
Como o leitor pode ver, essas são perguntas genéricas, que podem servir em qualquer eleição de qualquer época, e que só nos mostra o quão despreparados nós estamos sempre, sem o devido conhecimento necessário para votar. Pois embora algumas coisas saibamos sobre os candidatos, na hora "H" vemos que não sabemos direito quais são os reais planos destes para a cidade. Somente alguns deles. Mas não se preocupe! Nem alguns candidatos sabem direito quais são seus próprios planos. É por isso que é preciso votar com consciência. Parar e pensar. Anote todas as respostas do questionário numa folha de papel, e certamente, após comparar todos, ficará muito mais fácil decidir em quem votar conscientemente pelo destino da sua cidade.
Boa Eleição. E que vença o melhor para a cidade!
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sábado, 4 de outubro de 2008
Que ?
Papa insiste na proibição de anticoncepcionais para os católicos
Miguel Mora
Em Roma (Itália)
"Os anticoncepcionais que impedem a procriação desvirtuam o sentido último do casamento" - foi o que lembrou ontem o papa Bento 16 em uma mensagem enviada a um congresso sobre o 40º aniversário da Humanae Vitae, encíclica em que Paulo 6º proibiu o uso da pílula para os católicos. Com pouco sucesso, porque, como assume Bento 16, "o mundo e também muitos fiéis têm dificuldades" para compreender a mensagem da Igreja, "que ilustra e defende a beleza do amor conjugal em sua manifestação natural". Esse amor entre os esposos, explicou o papa, tem um modo próprio de se comunicar: "gerar filhos". E "excluir essa dimensão comunicativa mediante uma ação que tente impedir a procriação significa negar (...) a verdade íntima desse amor".
Bento 16 admite, porém, que no "caminho do casal podem ocorrer circunstâncias graves que tornem prudente distanciar os nascimentos de filhos ou mesmo suspendê-los". Assim, salienta o papa, "o conhecimento dos ritmos naturais da fertilidade da mulher se transforma em fato importante para a vida dos cônjuges". Em outras palavras, o único anticoncepcional autorizado pela Igreja é o popularmente conhecido como "folhinha", que o papa define, de maneira muito mais culta, como "métodos de observação". De cada cem mulheres que o utilizam, entre 14 e 24 ficam grávidas.
"É verdade", reflete Bento 16, "que a solução técnica aparece muitas vezes como a mais fácil também nas grandes questões humanas, mas na realidade esconde a questão de fundo, que tem a ver com o sentido da sexualidade humana e com a paternidade responsável, para que seu exercício possa ser a expressão do amor pessoal". E conclui: "A técnica não pode substituir o amadurecimento da liberdade, quando está em jogo o amor". Para terminar, o papa exorta os sacerdotes a pregar para os casais uma mensagem "que os oriente a entender com o coração o maravilhoso projeto que Deus inscreveu no corpo humano".
As palavras do papa são um aperitivo para o 12º Sínodo da Igreja Católica, que começa neste sábado (4) na igreja de São Paulo Extra-Muros em Roma. A assembléia dos bispos, que serve como "banco de cérebros" de caráter consultivo para debater as questões prementes da Igreja, reunirá até o dia 26 em Roma 253 padres sinódicos e uma centena de especialistas e auditores para discutir o tema "A palavra de Deus na vida e a missão da Igreja".
A ausência mais destacada será a dos bispos da China continental (virão somente os de Hong Kong e Macau), porque o regime desse país não permitiu sua participação, segundo confirmou ontem o secretário-geral do sínodo, Nikola Eterovi. A representação da Conferência Episcopal Espanhola sofreu uma mudança imprevista. Não irá Fernando Sebastián, arcebispo de Pamplona, sendo substituído por Antonio Cañizares, que foi eleito primeiro suplente pela CEE. A razão dessa ausência é dupla. O Vaticano não gostou que Sebastián, já aposentado, participasse da reunião como emérito, porque isso teria aberto um precedente no sínodo, mesmo tendo sido o bispo mais votado por seus colegas, à frente de Ricardo Blázquez, o segundo, e do próprio presidente, Antonio María Rouco Varela, que ficou em terceiro. A segunda razão é que Sebastián recebeu em maio um encargo do Vaticano que o mantém muito ocupado: ele é o comissário pontifício que deve resolver o espinhoso caso da associação Lumen Dei.
A Unión Lumen Dei é uma sociedade privada de fiéis que foi fundada em 1967 em Cuzco (Peru) por Rodrigo Molina, um sacerdote jesuíta espanhol (1920-1982), e pela freira Josefina Serrano (1948-1999). Hoje a Lumen tem 6 mil alunos e 20 centros escolares na América Latina e na Espanha. Sebastián está investigando as supostas irregularidades cometidas na administração de um colégio da Lumen em Hortaleza (Madri), o Santa María de la Asunción. Segundo a associação, Sebastián apoiou a direção que se apossou do colégio ilegalmente e demitiu injustamente e deixou sem casa três freiras da Lumen que lecionavam no colégio. Algumas famílias de alunos denunciaram que o objetivo do Vaticano e da Conferência Episcopal é assumir a administração do patrimônio da Lumen Dei.
Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
A maldição do frade

“Maldito seja o marechal Deodoro e todos os que o acompanharam nesse ato de injustiça, que é a expulsão do mais ilustre brasileiro, Dom Pedro II.
Malditos sejam pelo uso da espada , contra um homem velho, indefeso e doente.
Malditos sejam todos aqueles que ocuparem o cargo de governantes do Brasil sem legitimidade.
Malditos sejam os republicanos!”
(fato narrado no livro “A Maldição do Imperador-Cem anos de República–1889-1989", do advogado e historiador - residente em Juazeiro do Norte - Francisco Luiz Soares. Gráfica Sidil Ltda. Divinópolis-MG, 2000, página 364)
Se o fato acima é verídico, eu não sei.
Mas voltando ao início desta nota: não dá para desconfiar que a maldição pegou?
Degredo - José do Vale Feitosa

Quase a vida dobra e me enfastio de tanto enredo.
Tanto degredo do outro,
quinas ferozes
aplacadas em suas arranhaduras.
E a dobra é quase vida
e meu enredo é um tanto de fastio e degredo,
de outros ferozes
qual quinas ferinas
jamais aplacadas.
E me enfastio se a vida dobra
e é quase o enredo de um degredo
jamais enfurecidos como quina,
apenas arranhaduras dos outros
jamais aplacados.
Dia de São Francisco

quinta-feira, 2 de outubro de 2008
MACHADO E O CRASH DA BOLSA DE VALORES DE MATOZINHO

Zezim Jurubeba , há uns três anos, resolveu se estabelecer em Matozinho no ramo do entretenimento. Inaugurou uma espécie de Bar-Boate na rua do Caneco Amassado, naquele lugar onde antigamente não era difícil encontrara as mulheres fáceis. Estabelecimento novo, no intuito de se firmar no mercado mais rapidamente, Zezim começou a abrir uma linha de crédito, aceitando dependuras várias. O fiado se tornou quase que um instituição no Bar-Boate Jurubeba. Com a intenção de livrar-se um pouco dos atrasos quase que inevitáveis, no pagamento das dívidas que se iam acumulando, Zezim aumentou consideravelmente o preço das bebidas e dos serviços de alcova prestados. Vendia fiado, mas vendia caro, se isso é uma espécie de consolo. Passados uns dois meses, já tinha Zezim uma coleção impressionante de vales de tudo quanto era bêbado e boêmio de Matozinho. Com parco capital de giro, Jurubeba começou a se aperrear. Resolveu, então, procurar o Banco da Cidade : o agiota de carteirinha Liquim Zapragata que inclusive gostava de freqüentar a Boate, em dias que a mulher se botava para as reuniões na igreja. Zezim lhe expôs suas dificuldades de liquidez e Zapragata concordou em receber todos os vales de Jurubeba, com uns 30% de desconto. De posse do dinheiro novo, o proprietário pagou algumas dívidas pendentes e inclusive ampliou as dependências da Boate, fazendo um puxado. Liquim, bem entrosado no comércio da redondeza, começou a negociar os vales com outros agiotas de Matozinho e cidades vizinhas, pagando muitas vezes dívidas com as dependuras . Estes por sua vez passaram, também, a pagar fornecedores da capital com os vales recebidos de Liquim e que diziam ser da maior confiança. Passados os dois meses de prazo do recebimento, aconteceu o previsto. Os vales cobrados dos bêbados e boêmios de Matozinho simplesmente não tinham lastro, um bando de liso não tinha como pagar e a corrente toda se partiu. Jurubeba informou que havia negociado os vales com Liquim e não tinha nada com isso. Liquim, por sua vez, explicou que o problema não era dele, já que havia passado para frente, inclusive perdendo dinheiro e que o risco era de quem recebeu. Os fornecedores pressionaram os estabelecimentos, ameaçando receber as mercadorias de volta, só que foram informados que elas já tinham sido prontamente vendidas. Procurados os bêbados de Matozinho disseram reconhecer os vales como tendo sido emitidos por eles, mas que não tinham como pagar, pois andavam mais lisos que muçum ensaboado. A confusão se alastrou por toda região, tem meio mundo de gente na falência e , ontem mesmo, o prefeito Sindé Bandeira se reuniu com a Câmara para ver se arranjam algum dinheiro da prefeitura para tapar o buraco negro aberto a partir da Boate Jurubeba.
Talvez, por isso mesmo, eivado de preocupações com a macro-economia, Matozinho não tenha ainda pensado em homenagear aquele velho de picinês que escrevia igualzinho a Pedro Pito a maior cordelista da cidade. Sindé Bandeira pensa em encomendar uma estátua de barro a D. Ciça com o velho Machado e Pedro Pito juntos e embaixo rabiscado :
“Essa é a gulora que assobe, tal e quá balão, em noite de São João”.
J. Flávio Vieira
Outubro/2008

Prelúdio para encontrar gente grande
"Filósofo é ingrato como todo ser humano ".
Leitura de uma separação ...

(Para um amigo)
Chamo-te ,
quando o pensamento
nos afasta ...
Teu canto agora é calado .
Acompanho-me das músicas
Eu tinha a musa que perdi ?
Encorporo a energia do teu copo,
do teu prato ,
a imagem no espelho do quarto ...
Falo por tua boca ,
pintada de cassis
Chama de amor
Som inaudível
Parece grito
Soluço , no susto ...
Constato de vez ... você partiu !
Acendo mais de 40 cigarros
Inalo venenos ,quase nem respiro
Em cada trago ,mato uma vontade ...
Sair do passado
Abraçar o atalho,
que me separa da vida .
Que importa se o dia é de sol
ou a noite de estrelas ?
Escuto uma chuva insistente ,
molhando a minha cama ...
Como se a saudade ,
fosse uma goteira.
Nos sonhos,
Você chega...
-Suspiro de alívio
O torpor do dia ,
outra vez ataca
Anoitece , ananhece ,
e essa dor não passa !
Tempo ...
Cura esta lembrança
Costura esse vazio ...
Me joga outra vez na estrada ...
Um dia ,a felicidade me acha !
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Dica aos eleitores

por Valdir Silveira Júnior
É ano eleitoral, e a história se repete: demagogos (que se dizem defensores dos interesses populares, em especial das classes baixas, e prometem coisas irrealizáveis), populistas (que buscam as simpatias das classes baixas por meio de "direitos sociais"), oportunistas (que se valerão do cargo público para obter vantagens) e despreparados (que não possuem qualificação para ocupar o cargo público), para não falar nos sujos (que emporcalham a cidade com cartazes, pichações e coisas do gênero) e barulhentos (que nos obrigam a ouvir musiquetas estridentes, sem o menor respeito por nossa privacidade), todos esses aí querem, custe o que custar, ser eleitos.
Tais tipos, obviamente, não merecem o voto do eleitor. Este, contudo, pergunta: em quem votar, já que a maioria dos candidatos se enquadra naquelas categorias? Generalizações são injustas, e regras comportam exceções. Sobre estas exceções o eleitor deve se informar, em especial sobre certos atributos dos candidatos que determinarão como será seu mandato:O primeiro atributo é a honestidade, que no homem público deve ser inatacável. Pois não só a moralidade e a legalidade são princípios aos quais deve obedecer cegamente o futuro administrador público, bem como o cotidiano deste implicará situações freqüentes em que sua honestidade será posta em prova.
Embora a Constituição Federal não se refira expressamente à honestidade como requisito de elegibilidade, tal podemos inferir quando aquela afirma que a lei estabelecerá "outros casos de inelegibilidade..., a fim de proteger a probidade administrativa, a moralidade para o exercício do mandato, considerada a vida pregressa do candidato". Assim, o eleitor deve buscar informações sobre a "vida pregressa" do candidato, evitando, contudo, fontes imparciais ou suspeitas.
O segundo atributo é a competência. Noções de direito, contabilidade, administração, economia e outras ciências afins serão úteis ao cotidiano do futuro administrador público, repleto de situações em que o conhecimento de tais ciências será necessário ao regular desempenho do mandato.
Aliás, a lei deveria obrigar os candidatos a realizarem concurso público, para que fossem avaliados seus conhecimentos técnico-científicos nas matérias relacionadas ao exercício do cargo público pretendido. Somente estariam aptos a disputar as eleições aqueles que demonstrassem deter conhecimentos mínimos naquelas matérias. Tal medida evitaria que multidões de incompetentes concorressem aos cargos públicos, desde já melhorando a qualidade das eleições. Atualmente, basta que o candidato leia um textozinho qualquer e rabisque algumas palavras para ser considerado alfabetizado, o único requisito concernente à competência que a lei exige. Esses abusos da democracia tendem justamente a enfraquecê-la, principalmente porque a maioria dos que votam e dos que são votados possuem baixa instrução. Assim, um pouco de aristocracia, a fim de mitigar os excessos da democracia e melhor qualificar os futuros administradores públicos, não faz mal.
O terceiro atributo é a sensatez e prudência. Um candidato sensato e prudente é aquele que saberá adequar os poderes que a ele são conferidos pela lei com as reais necessidades da sociedade; é aquele que sabe que, quanto maior o Estado, mais ineficiente será e mais caro será mantê-lo; é aquele que sabe que, quanto mais "direitos sociais" forem conferidos, mais dependentes do Estado e menos dispostas ao trabalho serão as pessoas; e por aí vai. Assim, e a título de exemplo, um candidato sensato e prudente não faz promessas irrealizáveis, não só porque as promessas de hoje podem ser os impostos de amanhã, bem como pelo fato de que os orçamentos públicos já são limitadíssimos; não tentará impingir à sociedade medidas absurdas e desprovidas de qualquer razão, como, a pretexto de combater preconceitos e discriminações, adotar políticas baseadas na raça ou na opção sexual das pessoas; não prometerá criar mais órgãos públicos para isso ou para aquilo, como se já não os tivéssemos em excesso; e por aí vai. Enfim, se a lei confere ao administrador público poderes maiores do que aqueles conferidos ao particular, para que aquele realize o bem comum, tais poderes hão de ser exercidos com prudência e sensatez, ou teremos tiranos disfarçados de democratas.
Alguns podem me acusar de idealizar o "político perfeito" (embora eu saiba que eles são feitos de carne e osso), mas em verdade busco instigar o espírito do "eleitor perfeito", aquele que pondera bem antes de escolher os futuros administradores públicos. Se eles pretendem ocupar os cargos públicos mais elevados de nossos municípios (ou dos Estados ou da União), é natural que o eleitor deles exija honestidade e probidade, preparo, sensatez e prudência, firmeza etc. Quanto mais rigoroso o eleitor, mais acertado será seu voto. Eis um excelente meio de evitar decepções pelos próximos 4 anos. Em não havendo candidatos que se enquadrem em tais exigências, busque o "menos ruim". Ou anule o voto, pois o eleitor é obrigado a votar, mas não a eleger.
Artesã Ana das Carrancas morre em Petrolina
Publicado em 01.10.2008, às 10h16
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De Roseane Albuquerque
Núcleo SJCC/Petrolina
Morreu na manhã desta quarta-feira (1º), em Petrolina, Sertão do Estado, a artesã Ana Leopoldina dos Santos, 85, mais conhecida como Ana das Carrancas. A "dama do barro", como era carinhosamente chamada pelos petrolinenses, estava com a saúde fragilizada desde 2004, quando sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC).
Ela estava internada em um hospital particular da cidade. De acordo com as primeiras informações de familiares, o velório será na Câmara de Vereadores de Petrolina e o sepultamento deve acontecer na manhã desta quinta-feira (2).
"Nós recebemos a notícia com muito pesar. É como uma casa que desaba. Minha mãe foi uma grande professora da vida, pela humildade e força que teve. Lembro que quando chegamos em Brasília, onde ela foi recebida pelo presidente Lula para ser homenageada com a mais alta comenda que um artista ganha no país, ela disse: 'olha só onde o barro me trouxe'. Era uma apaixonada pelo que fazia", comentou uma das filhas, Maria da Cruz Santos.
Natural de Ouricuri, Ana das Carrancas começou cedo, mais precisamente aos sete anos de idade, a confeccionar panelas, potes de brinquedo, santos de lapa, para ajudar a mãe nas despesas de casa. Uma das grandes características da artista era a carranca com os olhos vazados, uma homenagem ao segundo marido - José Vicente de Barros -, que é cego.
As obras de Ana das Carrancas eram bastante requisitadas em feiras e exposições país afora. Suas carrancas ganharam o mundo. Em Petrolina, em 2000, foi inaugurado o Centro de Artes Ana das Carrancas, no bairro da Cohab Massangano.

Arimatéia fazia santos na rua todos os santos. Na cidade dos santos de Arimatéia tem um bar em cada esquina. E dentro de cada bar tem um demônio com a cara da Sandra de Sá. A música que toca na rua de todos os santos onde Arimatéia fabrica os seus é fora de ritmo. Benditos com pedal de distorção. Ladainhas louvando porcas prenhas. Arimatéia não nota a distorção. Sai na janela e olha o defunto que segue em seu distinto paletó de madeira ornado. O morto é pobre. Onde vão enterrar? A música volta. São Sebastião sai da madeira bruta nas mãos de Arimatéia. Pensa em fazer o padre da serra. Enjoou do padre da serra. Faz um anjo. Bota uma espingarda na mão dele. Vira cangaceiro. Anjo. Arimatéia fica com vontade de ir no bar. Ver o cão Sandra Sá. Olhos coloridos. Desiste. Acende um baseado. Vai ouvir a hora da graça.
Eleições 2008

Armando Lopes Rafael
No cenário mundial poucos países realizam tantas eleições como o Brasil. Possuímos até um sistema de voto eletrônico provavelmente o mais avançado do mundo. De dois em dois anos temos votação para escolher nossos dirigentes e representantes. Sem esquecer de outras votações, a exemplo da escolha de diretores de escolas públicas, do Conselho Tutelar e até de reitor de universidades públicas, um caso atípico em todo o mundo.
É claro que tudo isso tem um custo. E não falo só das despesas com o processo eleitoral em si (que são caríssimas), mas, também, dos salários de vereadores, prefeitos, deputados, senadores, governadores e presidentes da república, pagos com dinheiro dos impostos cobrados da população.
Ninguém discute que as eleições são a base de uma sociedade democrática. O que está a merecer reflexão é se essas sucessivas eleições têm representado algum avanço para a sociedade brasileira. Qualquer pessoa medianamente informada sabe que o Brasil precisa, urgentemente, de uma reforma política para resgate da credibilidade e confiabilidade das nossas instituições e dos políticos. Infelizmente, essa reforma tem estado em segundo plano desde a promulgação da Constituição vigente. Bom não esquecer que, em 119 anos de regime republicano, a atual Constituição completa, neste 5 de outubro, apenas 20 anos de existência.
Denuncia-se, a cada eleição, a compra de votos. Tanto que o Poder Judiciário e a Igreja Católica, vêm promovendo, a cada dois anos, uma campanha educativa com o lema “Voto não tem preço, tem conseqüência”. Programas sociais, como o Bolsa-família, viram motes – nesta temporada – nos palanques eleitorais. Como se fossem uma dádiva de governantes bondosos...
E em meio a tudo isso temos uma oposição fraca e sem rumo e uma mídia forte, com alguns setores da imprensa e jornalistas assumindo o papel de partidos políticos, já que os atuais partidos não têm tradição na jovem democracia brasileira. O desempenho da mídia, aliás, vem causando desconforto a setores do governo e até à esquerda que não se reciclou depois da falência do socialismo real. Os mais radicais criticam a imprensa com o pejorativo título de “PIG-Partido da Imprensa Golpista”. Entretanto, devemos à mídia o pouco de transparência que temos no Brasil atual.
De qualquer forma temos de reconhecer que houve algum avanço nos últimos vinte anos. O Poder Judiciário goza de credibilidade. Maiores resultados só advirão em longo prazo. Com a evolução da educação do povo. Quando tivermos de fato a consciência da cidadania. Aí teremos o controle dos nossos representantes pela opinião pública. A reforma política constitui apenas o começo desse processo.
(escrito especialmente para o "Jornal do Cariri")
ONDE ESTÁS?

Onde está você, entre as pessoas da rua
Onde está você no meio dos anjos, nos risos do pecado
Onde porventura, está tua aventura
Que possa deixa-la em paz, se assegurar
Onde está no meio nos carros,
No meio dos gritos de guerra,
No meio das trevas dos homens mais bravos.
Onde estás no meio da idéia primeva
Onde andas, onde tropeças
Que ruas, passarelas, que guetos
Vão te pregar mil peças
Para aprender tudo com dor, na dor em segredo
Onde tua lágrima cai?
Por quem tu perde as noites
Por quem se põem a pensar
Enquanto esse vil poeta cala, ao passo que recebe os açoites.
E o que vai no coração das baleias?
(não sei se isto se aplica também ao universo amoroso humano)
- Amar é ir dando à proporção que pedirem?
- Quem oferece amor não o tem para dar?
- Então aquele que o oferece é quem está mais necessitado?
- O que ama se orgulha das próprias proezas em função do amor, ou apenas das próprias proezas?
- Os fins não justificam os meios...em todos os casos?
- Se lhe roubassem o coração e saíssem correndo, você dava uma de maratonista? E se fosse sua televisão?
Quero falar de "coisas estranhas", o mundo lá fora já anda meio cheio de notícias. De política, futebol, assassinatos, santos e anjos guardiães de amigos, cidades encantadoras e relações estáveis...
Há os que se traduzem pelas letras.
Há os que atingem a essência sem elas.
Há os que amam...e não transcendem,
Os egos impedem a perfeição humana
Há os que temem as próprias imperfeições
Há os que se arriscam assim mesmo
Há os que morreram analfabetos
Há os que calam sendo cultos
Se quando o minuto é pouco,
A eternidade é vasta.
sobre pesticidas e girinos
Galápagos
Em 1793, o inglês James Colnett começou a explorar Galápagos, atrás de baleias, peles de focas e tartarugas. No começo do século 19, os americanos atacaram a frota baleeira inglesa e deixaram lá cabras, que alteraram a ecologia das ilhas. Em 1832, afinal, o Equador assumiu as ilhas.
O mais importante aconteceu dois anos depois. Charles Darwin vinha dando uma volta ao mundo numa expedição do navio inglês Beagle, que já havia passado por Nova Zelândia, Austrália, Cabo Verde, Bahia, Rio de Janeiro (até Macaé), Malvinas, Patagônia, Terra do Fogo, Chile, Peru. E desembarcou nas Galápagos, onde suas pesquisas biológicas avançaram até a publicação, em 1859 (morreu em 1882), de "A origem das espécies".
Um primo de Darwin, Francis Galton, criou a expressão "eugenia" ("ciência que estuda a melhoria da raça humana, através do controle da reprodução"), associou-se ao biólogo Julian Huxley, irmão do escritor Aldous Huxley, e outros na Fundação Charles Darwin, na Sociedade Britânica de Eugenia e depois, em 1948, na IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza). Tudo aparentemente cientÍfico e generoso.
A WWF
Da IUCN nasceu, na Suíça, a WWF (Fundação para a Conservação da Natureza). Galton: "Eugenia é a ciência da melhoria do fundo genético da raça humana através do melhor cruzamento. É o estudo das instituições de controle social, que podem melhorar as qualidades raciais".
Outro sócio deles, Madison Grant, milionário americano, autor de "A passagem para a grande raça": "A eugenia é uma solução prática, piedosa e inevitável de todo o problema". Hitler escreveu: "Este livro é minha bíblia". Charles Mathias havia passado pela Alemanha e informado: "O trabalho de vocês tem desempenhado grande papel na formação da opinião dos intelectuais que estão por trás de Hitler em seu projeto".
O diretor da Eugenics Society, Paton Blaker, fez em 1951 "informe sobre as experiências realizadas pelos médicos nazistas em seres humanos vivos para desenvolver um método econômico de esterilização massiva".
O colonialismo inglês havia "encontrado na eugenia, na superioridade branca e na inferioridade dos povos colonizados a justificação moral da dominação e do controle global dos recursos e fontes de matérias-primas".
ONGs
Quem financiava (e financia) essas ONGs? O Clube dos 1001, uma sociedade mais ou menos secreta, só de milionários e bilionários: a Fundação Rockfeller, ligada primeiro à "eugenia", depois ao "controle populacional"; o piloto norte-americano pró-nazistas Charles Lindberg; o presidente do Banco Mundial Maynard Keynes; a Fundação Ford (criada por Henry Ford, cuja inspiração para a "Mein kampf" Hitler agradeceu).
E mais: o príncipe Bernardo da Holanda, que foi nazista, membro das SS Motorizadas, como ficou comprovado em Nuremberg, e cuja filha, a rainha Beatriz, se casou com o alemão Claus, do exército de Hitler, que entrou na Itália comandando a 90ª divisão panzer de tanques nazistas; o secretário de Estado americano Robert McNamara; o ex-ditador do Zaire Mobutu Seko; Daniel Ludwig, do Projeto Jari; Gordon Moore, da Intel; Ted Turner, ex da CNN, com os maiores rebanhos de búfalo no mundo, etc.
Amazônia
Todos eles, e muita gente mais, desaguam no Greenpeace. É uma cadeia só: a Eugenics, a IUCN, a WWF, o Greenpeace, a "mentira verde", que estão por trás de milhares de ONGs internacionais e nacionais.
Elas usam os índios e outras comunidades no mundo inteiro, sobretudo na América Latina, para "quebrar a soberania dos países e abrir as portas da intervenção internacional". Como na Amazônia, na Raposa Terra do Sol.
Toda essa história, que aqui resumi, está em um livro fascinante e indispensável, "Eco-fascismo - As internacionais ecológicas e as soberanias nacionais" (Editorial Planeta, de Buenos Aires), do jornalista, ensaísta e pesquisador argentino Jorge Orduna, que viveu na França, Equador, Peru, Bolívia e desmascara as ONGs, os novos exércitos do novo colonialismo. Outro livro excelente dele é "ONGs, as mentiras da ajuda".