TRIPULANTES DESTA MESMA NAVE

domingo, 14 de fevereiro de 2010

antes ARTE do que tarde







água pura

Não tenha medo de voar,
não há outra forma:

quando finda a luz
a sombra vai embora.

Parta de vez
sem querer trégua.

Esqueça os cigarros
se um dia houvera.

Os livros, os discos
nem pense em buscá-los.

Abra firme a porta,
deixe o vento atravessar seu rosto.

Não tem jeito,
quando amanhece
as estrelas acabam dormindo.

Apesar de julgarem mortas
não creia nesse absurdo.

As estrelas como os amores
perdem o brilho um dia

mas acordam mais vivos
amanhã em outros olhos.

domingo de carnaval

Quando se aperta inadvertidamente
o tubinho de detergente da cozinha
e sobe repentina aquela bolinha colorida
penso nas coisas simples carregadas de simbolismo.

O assovio ofegante que faz tremer a língua,
o mero agachar-se para vestir uma cueca,
o desodorante dando um banho de gato nas axilas.

Ao nosso redor reina uma cumplicidade momentânea
que não tem hora para acabar nem dia certo para o milagre.

As plantinhas da varanda
não desejam apenas chuva do regador de plástico
também lhe pedem companhia e um silencioso zelo.

Engenho

Quem escreve
principalmente
de madrugada
sabe da mágica
quando se volta
o pescoço
e os olhos
assustados
tremem.
Algo se pesca:
um objeto caseiro,
o ruído da cadeira,
até o sopro do ventilador.
Sabemos,
ou sabe quem escreve
sobretudo de madrugada,
que não é lá grande coisa
o poema que se desmembra.
Podemos dizer que é uma gelatina
com a luz da geladeira sobre seu dorso mole.
Sua alma dança amorosa, fria, delicada.
Ainda úmida dos pingos da gavetinha da carne.
Quem escreve de madrugada também entende
o momento de retirar os olhos pesados
da tela do computador.
Antigamente,
eram os dedos
os primeiros a tombar
entre o infinito duelo
do papel e da caneta.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Intrumental & Qual - o som da Terra


A partir da próxima quarta-feira - das 14 às 15 horas- estaremos assumindo a produção e apresentação de mais um programa do CCBNB-Cariri em parceria com a Rádio Sociedade Educadora - 1020 AM. Carlos Rafael apresentará agora o INSTRUMENTAL & QUAL - O som da Terra, que pretende divulgar a música instrumental nas ondas do rádio caririense.
A OCA- Officinas de Cultura & Artes e esta revista virtual CaririCult estarão na retaguarda da produção de mais um programa de qualidade que será veiculado no ambiente sonora do país.
Pela Internet você sintoniza a Rádio Educadora pelo endereço:
http://cratinho.blogspot.com/2009/11/aperte-play-para-ouvir-web-radio-crato.html

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Oito Olhos

Uma diáfana aranha
atrás do estojo de facas
não se escondia dos meus olhos.

Aliás, esperava bem atenta
que eu pousasse sobre sua aura
o meu olhar de criança
como tal muito curiosa.

Percebi na hora
que aquela transparente criatura
viera aos meus olhos para uma coisa

talvez simplória,
sem significado algum

mas uma coisa bem clara:
que eu lhe escrevesse versos
enquanto o incauto inseto
passeava tão próximo
das suas patas...

Abraço irmão, já era.

Credo

Vivo sob ordens superiores.
Dos céus. Lá do alto.

Também da terra.
Do mais rasteiro.

Não sinto necessidade
de ser verme
ou pássaro.

Cruzar nuvens,
depois visitar o inferno.

Minha vida é regida
por milagrosos conselhos
cujo fogo queima
da minha alma
cedo ou tarde
tudo que é vaidade:

malícia em querer ser verme
soberba em querer ser pássaro.

E por mais que eu tente
vislumbrar o futuro,
renascer o passado

apenas aos meus olhos
é permitido:
o presente
e o efêmero.

Daí nunca estar contente
o meu silêncio
nem turva nunca vejo
a estepe dos meus versos.

Estorinha

Entre a musa
e o poeta
uma bostinha
de poodle.

De todo aquele galanteio
flerte, caras e bocas
restara tão somente
patético constrangimento.

O poeta,
prestimoso cavalheiro,
ainda avisou à mocinha:
"cuidado, flor, olha onde pisa..."

Tarde demais.
O tênis branco
enrubesceu de vergonha.

Um risinho tímido
em seguida o vento levou.

Cena

É difícil
muito difícil mesmo
que alguma dama
por este poeta
apaixone-se.
Não tenho carro
sequer sei dirigir.
Soube por fontes fidedignas
que nem ninfas nem madames
dão-se ao infortúnio
de amar um sujeito miserável
que só tem asas nos pés
para correr atrás
dos coletivos urbanos.
Se ainda fosse eu um cão de raça
dourado e de olhos azuis
meus latidos ouvidos logo seriam
das carruagens imperiais.
Princesinhas, sem dúvida alguma,
ofereceriam a mão para beijar
os lábios para lamber
e a nuca para me perder
cheirando embriagado
sem fim.
É difícil,
improvável mesmo
que alguma mulher
sã de juízo
saudável de corpo
ouse por este poeta
apaixonar-se.
Entendo.
Deve ser horrível
para uma dama
ser encoxada
no ônibus lotado
enquanto do seu amado
lhe roubam a carteira.

invisivelmente palpável

Nem imaginas o que habita
dentro do teu corpo:
um parasita enorme
corpo de yoguer.

Por onde raios anda tua alma
que não vê essa convivência?

O mesmo parasita
que te abocanha a víscera
é o próprio dito cujo 
que te provoca
esse silêncio
essa apatia.

Percebe, ó ditoso
que o corpo 
que a alma
não vivem distantes
em outro plano
em outra terra.

E tampouco te espantes
se ao acordares
te sorrir uma só coisa
debruçada sobre tua cama.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

SOPA DE LETRAS


A lógica do Capital na Educação (ou a arte de ganhar dinheiro...)

A lógica do Capital na educação é a mesma do que outros setores. É a maximização do lucro. Mas se a educação até para os iluministas seria um elemento de desenvolvimento dos seres humanos, a lógica do Capital pouco se importa com esse pressuposto otimista do Iluminismo. 

O que importa é ganhar dinheiro. De todas as formas possíveis. Vou dar dois exemplos.

Fui professor da Universidade Estácio de Sá, essa que chegou no Cariri agora. E que é a maior universidade em número de alunos lá no Estado do Rio de Janeiro. Sempre dei aula na Estácio em salas climatizadas com tudo o que tinha direito. Mas o objetivo explícito da Estácio é lucrar cada vez mais.  Para atingir esse objetivo a forma de exploração dos professores é absurda. A opressão é terrível. Tudo isso encapado com "reuniões pedagógicas", "encontros de final de ano", marketing agressivo, apostilas como material didático etc etc. 
Num país com a história que o Brasil tem, não foi esse modelo que desenvolveu o conhecimento científico. 
E parecido com a Estácio, tá cheio aqui no Cariri. Tá cheio de faculdades que querem ser uma Estácio. E infelizmente na Universidade Regional do Cariri - URCA, universidade em que eu trabalho, tem vários setores que pensam que as "estácios" daqui é que são os modelos a ser seguido. O que prejudica mais ainda a pequena universidade pública. 

O outro exemplo é o que as universidades particulares estão fazendo com o "ensino à distância". Leio essa matéria do jornal O Globo (que é defensor do livre-mercado na educação), e até O Globo tem que noticiar esse fato:


As empresas comerciais de educação não respeitam nem as regras para o ensino à distância. E qual seria o motivo? É evidente. 




HEINZ LIMAVERDE!


Por diversas vezes o Jairo Starkey me falara do seu filho HEINZ! que era ator e que estava pras bandas do Sul. Não me lembrava dele e até achava que não o conhecia. Foi aí que, curioso, utilizei-me do banco de imagens da internet e me deparei com esta figuraça que vi quase criança ainda "peruando" as nossas rodas de "artistas" nos salões ou show que produzíamos.
Ontem, aproveitando a vinda do Heinz ao Crato para rever amigos e parentes, a Gloria Tavares anfitrionou em sua "maison" o pai coruja Jairo, o filho e alguns amigos para um íntimo jantar regado a bons papos, cerveja, cachaça e vinho. A sobremesa foi... (você não me falou da sobremesa, dona Glória!!!!!!!!!!!).

As fotos que ilustram a postagem foram retiradas do banco de imagens do blog do próprio Heinz!

Bloco de afoxé em Juazeiro

Um Bloco de Afoxé reunindo moradores da comunidade do bairro Triângulo, com o seu autêntico ritmo e utilizando roupas características de baianos e baianas fará um grande momento do carnaval da diversidade, construindo uma alternativa para relembrar os carnavais tradicionais brasileiro, fortemente ligados a cultura afro-descendente. O bloco sairá em cortejo da Praça Padre Cícero, às 9 horas, até a Praça José Geraldo da Cruz (antiga Praça das Caçimbas) nos dias 13, 14, 15 e 16 de fevereiro. Este movimento tem o objetivo de consolidar a tradição do afoxé em um bloco carnavalesco promovendo lazer para a cidade de Juazeiro do Norte. O bloco conta com o apoio da Prefeitura de Juazeiro do Norte.

De Sangue e Rosas

Há poucos dias, em pleno centro de São Paulo, aconteceu uma cena emblemática dos tempos em que vivemos. O filho de um dos maiores empresários do país parou o carro em um sinal de trânsito e um jovem dele se aproximou ,com um ramalhete de rosas vermelhas. Em poucos instantes estabeleceu-se uma praça de guerra: os seguranças do rico rapaz, sacaram das armas e incontinente dispararam contra o “romântico” jovem, enquanto este, fazendo aparecer um revólver, por entre as flores, como num passe de mágica, retribui as balas, violentamente. O Faroeste urbano termina com um trágico final: as rosas vermelhas e o sangue, tingindo a negra tela do asfalto, com um rubro tom de espanto e perplexidade.
Difícil imaginar o que passou pela cabeça dos personagens e espectadores daquela cena , nos fugazes instantes que esta durou. Certamente os seguranças ,vendo se aproximar do empresário o rapaz do bouquet ,devem ter entendido, imediatamente, que aquele quadro era surrrealista nos dias de hoje, ninguém oferece rosas a ninguém, numa selva de concreto e cimento, e dispararam sem que precisassem de maiores conclusões. O filho do empresário deve ter concluído ter chegado o dia do acerto de contas, aquele em que o preço da desigualdade social brasileira é cobrado a chumbo e lágrimas. O pretenso assaltante ao ser atingido pelos disparos, deve ter se surpreendido mais que a sua vítima, incapacitado de entender como um plano, aparentemente tão bem arquitetado ,pôde ser tão rapidamente destruído. E os transeuntes , num misto de surpresa-medo-assombro, caíram tocados e aflitos na dura violência quotidiana, em meio ao sangue e às rosas.
Impossível alguém oferecer flores nos nossos dias, sem que por entre as pétalas e os botões se escondam a pólvora e o chumbo. Os poucos poetas que ainda tentem se arriscar nesta perigosa tarefa, hão de receber os tiros e disparos dos guardiões da sociedade, aqueles que preestabeleceram, no mundo, o reinado do medo e da infelicidade. Aquela cena é um brasão dos tempos modernos: Rosas fenecendo, embebidas em sangue ,medo e espanto, no negro asfalto da nossa crua realidade...

J. Flávio Vieira

Sensatez Medonha

Meus dias
mais tristes
os mais sensatos.

Dentro da casa materna.
Trancado no quarto.

Um romance de Eça.
O ventilador com seu habitual ruído.

Colcha limpa,
bom-ar nos tênis.

Tão longe encontram-se
minhas formigas de outrora.

E o que terá sucedido
com aquela lagartixinha sapeca?

Programa Cariri Encantado em ritmo de carnaval


O carnaval está chegando e o programa Cariri Encantado entra no seu ritmo. Nesta sexta-feira, 12, o programa será um especial sobre o carnaval com duração de duas horas, das 14 às 16 horas. O jornalista Huberto Cabral será o responsável pelo roteiro musical e falará sobre os antigos carnavais do Crato. O cantor e compositor Abidoral Jamacaru (foto)cantará ao vivo marchinhas carnavalescas e frevos de sua autoria, a exemplo da música “são lembranças de um carnaval que passou”, que participou dos primeiros festivais da canção que ocorreram no Crato na década de 1970. Abidoral cantará ainda uma música que compôs em homenagem a Zé Maia, um dos mais tradicionais foliões cratenses.

O programa Cariri Encantado conta apoio do Centro Cultural BNB Cariri e é veiculado semanalmente, todas as sextas-feiras, pela Rádio Educadora do Cariri AM 1.020 e transmitido na Internet por cratinho.blogspot.com.

Ficha técnica
Redação e seleção musical: Carlos Rafael Dias, José Flávio Vieira e Luiz Carlos Salatiel.
Apoio logístico Jackson “Bola” Bantim.
Participação especial: Jorge Carvalho e Huberto Cabral;
Apresentação: Luiz Carlos Salatiel e Carlos Rafael Dias.
Operação de áudio: Iderval Silva.
Produzido pela OCA (Oficinas de Cultura e Artes & Produtos Derivados) e revista eletrônica Cariricult.

Se ligue!

a cauda do escorpião sorrateiro

Não te direi
que estou bem
que os meus olhos brilham
que mastigo com cuidado
que bebo água regularmente.
Direi apenas que escrevo feroz
com receio que a carne da presa acabe.
Tem tanta hiena por perto.
Abutres sobrevoam minha auréola.
Praticamente é Carnaval.
Vejo na baba que escorre
pelo canto da boca de Sátiro.
Como já mencionei,
nesse tempo de folia,
desço à masmorra
e planto flores
e adubo bem os jarros.
Não te direi que sofro.
Desconheço algo em meu peito
que não seja vazio.
E vazio, consultando meu Oráculo,
não é tristeza é uma espécie de dedo sem unha.
Ou coisa que o valha.
Se disesse que pressinto minha morte,
acreditarias?
Morte, conforme meu Oráculo,
não é vazio nem tristeza nem dedo sem unha.
Morte é um corpo baqueado,
sem vida e sem luz.
Mas com dentes rangendo
e urina saindo da bexiga
como pensar em morte,
não é, filha?
Não te direi
que estou bem
ou que estou mal.
Digo apenas que estou pastando enlouquecido
com medo que o verdejante pasto acabe.

Contemplação

Quem sabe da alma acanhada
são as palavras irmãs do silêncio.

Íntimo suspiro
ainda se formando no coração.

Meus punhais de prata
na verdade
de latão.

Ei-la, a alma acanhada
tão cabisbaixa quanto boquiaberta
evaporando-se pelos sapinhos da língua.

Calada, recatada, provocadora
conspira contra meu juízo perfeito.

Não confiem no seu espanto
nas suas palavras surdas
na sua voz rouca.

Ei-la, a alma acanhada
a ser questionada
cai fora do corpo

deixando o pobre mulambo
com arcada dentária aberta
dentes levados para trás
incisivos para frente.

É um balé esses nossos dentes
tarde da noite.

CENTRO CULTURAL BNB CARIRI - PROGRAMAÇÃO DIÁRIA


Dia 11 de fevereiro, quinta-feira

Diversos -Artes Cênicas - OFICINA DE FORMAÇÃO ARTÍSTICA
15h Música e Corpo. 240min.

Literatura/Biblioteca - BIBLIOTECA VIRTUAL

18h Noções Básicas de Utilização da Internet. 180min.

CENTRO CULTURAL BANCO DO NORDESTE
Rua São Pedro, 337 - Centro – Juazeiro do Norte - Ceará - CEP: 63010-010
Fone (88) 3512.2855 - Fax (88) 3511.4582

as certezas acabam cedo

Irônico esse meu deus de cada dia:
sabe em que farsa estou metido
mesmo assim com ar sério
simula uma eternidade
tudo que penso.

As minhocas adoram terra úmida
mas também sonham com a boca do peixe.

E o que pensar daquele pássaro
que antes de cruzar a casa
bateu asas e limpou o bico
dentro da poncheira de cristal.

Milagre, sim, um evento mediúnico
que não trouxe frutos.

Cansou-se o pássaro,
o corredor atravessou barulhento
nunca mais voltou nem ganhei na loteria.

Quanto aos peixes,
tenho uma cisma:
será que apreciam mesmo minhocas
lânguidas, frias e de olhos remelentos?

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

O verbo era saudade

O verbo era saudade
Quando o passo era distante
E as lembranças tão perto
Que sentia-se seu hálito,
O verbo era róseo, cor-sangria dos fins de tarde
Quando os faróis dos carros
Como glóbulos vermelhos nas avenidas
Regressavam ao lar...
E saudade é cicuta, é curare
Para que sorve nos dias os goles
Do próprio veneno.
O verbo era feliz
Quando a valsa em dois era uma só
E uma só é a força de quem ama
Capaz de trucidar o próprio peito
De felicidade.
Mas relembrando, o verbo não era...
O verbo é presente (de grego)
De tanta saudade.

Foto: José Meneses.

É Carnaval !

Por Zé Nilton

O fortalezense Edigar de Alencar, falecido no Rio de Janeiro em 1993, foi jornalista, teatrólogo, poeta e musicólogo. Escreveu um livro clássico chamado O Carnaval Carioca através da música, Rio de Janeiro: Livraria Francisco Alves, 1979.

Informa a trajetória do carnaval no Rio desde os tempos do entrudo e dos bailes de máscaras, e diga-se, era tudo muito lírico, a começar pelas músicas: valsas, mazurcas, e no máximo, a polca.

Lá pelo ano de 1852 um sapateiro português reuniu um grupo de amigos e saiu, na tarde da segunda-feira de carnaval tocando bombos e fazendo grande algazarra, com gritos de Viva Zé Pereira ! Pronto: estava inaugurada a libertinagem que marca o carnaval brasileiro.

Aliás, o Zé Pereira, desfile de zabumbas, era uma reminiscência de Portugal, onde ainda hoje é atração nas festas juninas de Braga e nas de Nossa Senhora da Agonia, em Viana do Castelo.

Um fato curioso. A música Viva o Zé Pereira, que se tornou até pouco tempo uma espécie de “música de abertura dos carnavais” de rua e de clubes, resultou de uns versos criados por um ator carioca com parte de uma música da peça Les Pompiers de Nanterre, cuja estréia se dera no dia 08 de março de 1869, justamente o trecho em que os autores classificavam de excentricité burlesque.

Depois a melodia banal do Zé Pereira vai servir, nos velhos carnavais, a todo tipo de paródias pelo Brasil inteiro, para o pavor de políticos e chefetes locais.
No programa Compositores do Brasil desta quinta-feira vamos falar de carnaval. Apresentaremos as músicas carnavalescas e seus autores desde o final do século XIX, e ao longo do século passado, até a década de 1970, quando o estilo começa a sair de moda.

Vamos falar e ouvir:

Ô abre alas (1899(, de Chiquinha Gonzaga, interpretada por Linda e Dircinha Batista;
Vem cá, mulata (1906), de Arquimedes de Oliveira, com Pepa Delgado e Mário Pinheiro;
Pelo Telefone (1916), de Sinhô e Mauro de Almeida, com Bahiano, a primeira interpretação em disco.
Fala, meu louro (1920), de Sinhô, com Almirante
Cristo nasceu na Bahia (1927), de Sebastião Cirino e Duque, com os Vocalistas Tropicais;
Dorinha, meu amor (1929), de José Francisco de Freitas e Sinhô, com Augusto Calheiros;
Taí – prá você gostar de mim – (1930), de Joubert de Carvalho, com Carmem Miranda;
A Jardineira (1939), de Benedito e Humberto Porto, com Orlando Silva;
O passarinho do relógio (1940), de Haroldo Lobo e Milton de Oliveira, com Aracy de Almeida;
Chiquita Bacana (1949), de João de Barro e Alberto Ribeiro, com Emilinha Borba;
Daqui não saio (1950), de Paquito e Romel Gentio, com os Vocalistas Tropicais;
Maria Escandalosa (1955), de Armando Cavalcanti e Klecius Caldas, com Dalva de Oliveira;
Me dá um dinheiro aí (1960), de Homero, Ivan e Glauco, com Moacir Franco,
Bandeira Branca (1970), de Max Nunes e Laércio Alves, com Ângela Maria e Dalva de Oliveira.

Quem ouvir, verá!

Programa Compositores do Brasil
Rádio Educadora do Cariri
Quintas-feiras, às 14 horas
Pesquisa, produção e apresentação de Zé Nilton
Apoio Cultural: CCBN

ver com OS olhos livres


CENTRO CULTURAL BNB CARIRI - PROGRAMAÇÃO DIÁRIA



Dia 10, quarta-feira

Diversos – Cinema - ARTE RETIRANTE
Local: SESC Crato
14h Sessão Curumim: Mickey Mouse em Cores Vivas: Programa 01. 60min.
Local: Caririaçu
18h 100 Canal: Academia dos Cordelistas do Crato. 5min.
18h05 Sessão Curumim: Mickey Mouse em Cores Vivas: Programa 02. 60min.

Diversos - Artes Cênicas - OFICINA DE FORMAÇÃO ARTÍSTICA
15h Música e Corpo. 240min.

Literatura/Biblioteca - BIBLIOTECA VIRTUAL
18h Noções Básicas de Utilização da Internet. 180min.


CENTRO CULTURAL BANCO DO NORDESTE
Rua São Pedro, 337 - Centro – Juazeiro do Norte - Ceará - CEP: 63010-010
Fone (88) 3512.2855 - Fax (88) 3511.4582

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Frevo: Aniversário hoje - 103 Anos



E o frevo segue seu compasso...

José Teles
Especial para o JC OnLine

O frevo completa em fevereiro cem anos. A data foi oficializada tendo como referência a primeira vez que a palavra "frevo" foi constatada na imprensa, ou seja, em 9 de fevereiro de 1907, no extinto Jornal Pequeno, do Recife, na coluna Carnaval, assinada por Oswaldo Oliveira. A nota (uma descoberta do pesquisador Evandro Rabello) referia-se a um ensaio do clube Empalhadores do Feitosa, do bairro do Hipódromo, e ao relacionar as músicas que seriam tocadas no ensaio do clube citou, entre outras, as marchas Delícias amorosas, O sol, Dois pensamentos e uma intitulada O frevo.
Vale ressaltar que "frevo" àquela época não denominava um gênero musical, e sim a folia, mais precisamente, a multidão fervendo nas estreitas ruas dos bairros do São José, Santo Antônio, ou Boa Vista, próximos ao Centro do Recife, onde desfilavam a maioria dos clubes, troças e blocos do animado carnaval da Capital pernambucana. A "marcha", porém, era praticamente a mesma que a partir de meados dos anos 30 passou a ser chamada de frevo-de-rua. A palavra "frevo", é opinião sem discordância, deriva-se da corruptela do verbo ferver, conforme pronunciava o povão pernambucano.
"Olha o frevo", era o brado que se ouvia quando vinha a onda humana pelas ruas do Recife acompanhando alguma agremiação, ao som de uma marcha frenética: "O Clube Lenhadores fez o seu ensaio geral ontem percorrendo em seguida diversos bairros da cidade. Às 21h passava pela rua do Imperador ao som de uma marcha excelente. O frevo era ruidoso e efervescente. Os foliões em massa compacta faziam a alegria à frente nos saracatórios (sic) típicos do passo", esta nota na seção Carnaval, do Jornal do Commercio, de 4 de fevereiro de 1921, descreve com precisão o frenesi coletivo que o frevo provoca nos foliões. Note-se também que, embora frevo não fosse ainda a música, mas o seu efeito na multidão, a dança já era conhecida como "passo".
Ambas, música e passo, também é uma opinião quase unânime, surgiram simultaneamente, uma simbiose de responsabilidade da turba de capoeiras que aprontava pelas ruas do Recife desde meados do século 19. As súcias de capoeiras, e desordeiros em geral, tinham por costume optar por alguma banda de música e torcer por elas. Não apenas torcer, mas acompanhá-las pelas ruas, e brigar por elas. Foram os antepassados mais remotos das galeras que formam as torcidas organizadas dos tempos atuais. No Recife as bandas que tinham o maior número de adeptos foram as do 4° Batalhão de Artilharia, conhecido como o Quarto, e a banda do Corpo da Guarda Nacional, ou a Espanha, por ter como mestre o espanhol Pedro Francisco Garrido.
A malta de desordeiros ia diante destas bandas, fazendo evoluções, gingando, saltando, e olhando ameaçadoramente quem considerasse inimigo, aos gritos de "Se vier, morre". Com o título de Distúrbios e ferimentos, o Jornal do Recife, em 26 de janeiro de 1869 noticia mais uma escaramuça provocada pelos capoeiras: "Anteontem das 8 para as 9 horas da noite ao passar a música dos menores do arsenal da marinha pela rua do Lima, em Santo Amaro das Salinas, distrito da Boa Vista, desta cidade, houve um conflito entre o povo que acompanhava a dita música e os guardas nacionais, do qual resultou saírem feridos três indivíduos, sendo gravemente um e levemente dois; fez-se o competente corpo de delito" (transcrito do livro Memória da Folia O carnaval do Recife pelos olhos da imprensa 1822/1925, de Evandro Rabello).
Isto por si só não explicaria, nem resultaria no surgimento do frevo e de sua coreografia, o passo. Acontece que eram as bandas militares que também acompanhavam os desfiles das agremiações carnavalescas, e no meio dos foliões que brincavam o carnaval estavam os mesmos capoeiras e desordeiros à frente do préstito, disfarçando as manobras da luta marcial em gingas mais leves, aparentemente inofensivas. A música que se tocava no final do século 19 eram polcas, maxixes, dobrados, a quadrilha. O frevo é um amálgama destes gêneros musicais, o andamento influenciado pelo passo, pela fervura dos foliões nas ruas estreitas e seculares do Recife. Mário Melo, um dos mais atuantes jornalistas recifenses na primeira metade do século 20 (diz-se que escreveu mais de 50 mil artigos, ao longo de meio século de carreira), num ensaio para o Anuário do Carnaval Pernambucano de 1938, garante que o frevo tem pai: o mestre de banda Zuzinha, ou o Capitão José Lourenço da Silva, regente da banda do 40° Batalhão de Infantaria, aquartelado no Forte das Cinco Pontas, no Recife. Segundo Mello teria sido ele quem estabeleceu a linha divisória entre a marcha-polca e o frevo: "Não tinha a marcha-polca introdução e foi a introdução sincopada, com quiálteras que começou a estabelecer a diferenciação para o frevo".
Os frevos
À fanfarra adicionou-se o "caixa" (tarol) que sustenta o ritmo o tempo inteiro. Para controlar a multidão incontrolável, os compositores desenvolveram artifícios que levaram o frevo a desdobrar-se em subgêneros. O frevo-de-rua, por exemplo, subdivide-se em ventania (o frevo mais, modo de dizer, tranqüilo, formado quase que inteiramente por semi-colcheias), o coqueiro (o de alta tessitura, com notas que vão além da pauta, com os trompetes aparecendo mais). Por fim o abafo (tocado quando uma agremiação cruza com outra no meio da folia. Os trombones têm destaque, com a finalidade de abafar a orquestra do adversário). Uma orquestra típica de frevo-de-rua valia-se de pelo menos dez trombones, mas há casos de orquestras com 40 trombones.
Além do instrumental, há os frevos cantados, embora os mais puristas nem considerem que estes sejam mesmo frevos, e ainda hoje teimem em chamá-los de marchas. São o frevo-canção e o de bloco. O canção que teve como compositor mais famoso Capiba (Lourenço da Fonseca Barbosa), falecido em 1997, sofreu influência da marchinha carioca, mas logo lhe foram acrescentados elementos de frevo, os mais notáveis, a marcação do surdo, no tempo forte e fraco, e o tarol na marcação em moto continuo. O primeiro frevo gravado foi um frevo-canção, Borboleta não é ave, de Nelson Ferreira e J.Borges Diniz, cantado por Baiano, para a Casa Edison, em 1923.
Capiba se destacou nacionalmente, mais pelas composições não carnavalescas: Maria Bethânia (sucesso tão grande com Nelson Gonçalves, que levou um garoto baiano chamado Caetano Veloso a sugerir aos pais que batizassem a irmã com o nome do samba-canção); Serenata suburbana (guarânia gravada por Alcides Gerardi) e Aquela rosa amarela (bossa nova cantada por Maysa). No entanto, Nelson Ferreira (Nelson Heráclito Alves Ferreira, falecido em 1976) pontificou sobre a música pernambucana em geral, e sobre o frevo em particular da segunda década do século 20 até praticamente o ano em que morreu. Sua obra é imensa e infelizmente ainda com muita composição inédita em disco. Nelson Ferreira dirigiu orquestras de rádio, TV (numa época em que a indústria do entretenimento da capital pernambucana rivalizava com as do Rio e São Paulo, entre os anos 40 e início dos 60). Foi também diretor musical e produtor da Gravadora Rozenblit, possivelmente a maior do gênero que já funcionou fora das duas maiores cidades do País.

A criação da gravadora Rozenblit
A partir da criação da Rozenblit, cujo primeiro 78rpm foi lançado em 1953, o frevo teve o seu auge como produto comercial. Até a Rozenblit (fundada pelo comerciante José Rozenblit), os frevos saídos em disco atendiam apenas ao mercado pernambucano, e eram escolhidos de uma forma arbitrária. Representantes das grandes gravadoras, principalmente a RCA Victor, reuniam-se no Recife com lojistas e escolhiam as composições que supunham as melhores. Essas só seriam gravadas se as encomendas atendessem a pelo menos mil cópias de cada disco. As partituras eram em seguida levadas ao Rio de Janeiro, e gravadas por nomes famosos do rádio, com as melhores orquestras disponíveis. O resultado, porém, raramente agradava aos pernambucanos. É certo que tocavam no rádio, eram comprados pelos poucos que possuíam toca-discos, mas era um frevo frouxo, que pouco se diferenciava dos dobrados, mesmo que talentos como Pixinguinha não poucas vez estivessem por trás dessas gravações.
Foi preciso que maestros pernambucanos fossem enviados ao Rio para os frevos começarem a ser gravados da forma como os compositores os arranjavam e orquestravam. Foi, inclusive, num destes envios de partituras ao Rio, que aconteceu o mais notório caso de apropriação indébita de uma composição famosa na MPB: o teu cabelo não nega, com a qual Lamartine Babo definiu o formato da marchinha carioca, e conseguiu o maior sucesso do carnaval de 1932. No rótulo do 78rpm, gravado por Castro Barbosa (com um coro formado por Jonjoca, Carmem Miranda, Murilo Caldas e o próprio Lamartine Babo) "motivo nortista". O teu cabelo não nega não era motivo nortista, mas uma marcha composta pelos irmãos João e Raul Valença em 1928, que participou de um concurso de marchas no Clube Internacional do Recife no ano seguinte e, em 1930, foi incluída num musical intitulado Rapa-coco. Os irmãos Valença, como a dupla era conhecida, jovens de classe média, recorreram à justiça e receberam a devida parceria na canção, a qual Lamartine Babo acrescentou uma antológica composição e alterou a letra.
Com a Rozenblit e sua imponente fábrica de discos, o frevo conseguiu ser sucesso nacional produzido integralmente em Pernambuco. Foi o que aconteceu em 1957, com Evocação, de Nelson Ferreira, com orquestra e coral do Bloco Carnavalesco Batutas de São José. A Rozenblit também deu impulso aos frevos-canção que, tal qual as marchinhas cariocas, eram deliciosas crônicas e críticas de costume, documentos de uma época. A gravadora pernambucana, no entanto começou a baquear a partir de 1966, quando foi alvo de uma grande inundação do Rio Capibaribe. Localizada no bairro de Afogados, que fica abaixo do nível do mar, e suscetível às inundações que a partir daquele ano aconteceram periodicamente na Região Metropolitana do Recife até 1977. Quatro inundações depois, inflação, concorrência das multinacionais que passaram a atuar com mais agressividade no mercado da música nos anos 70. A Rozenblit continuou funcionando até os anos 80, mas sustentando-se com seu parque gráfico. O outrora moderno estúdio tornou-se obsoleto. Os lançamentos de frevo passaram a ser esporádicos, de má qualidade, tocavam cada vez menos no rádio.
Os tempos eram outros. Assim como no Rio, e resto do País, as marchinhas perderam espaço para a chamada música meio-de-ano. No Recife, o frevo continuou sendo cantado e tocado nos clubes, o Carnaval de rua perdeu força, e esta força era o que sustentava o frevo nas ruas. Houve nos anos 80 algumas tentativas de modernizar o frevo, a mais notável empreendida pelo caruaruense Carlos Fernando com o projeto Asas da América, e composições novas, arejadas, como Banho de cheiro, sucesso nacional com Elba Ramalho. Outro compositor que contribuiu para a renovação do gênero foi J.Michiles, cujo melhor intérprete é Alceu Valença (Diabo Louro, me segura senão eu caio, Roda e avisa, esta em parceria com o maestro Edson Rodrigues). Nos últimos dois anos, o frevo voltou a ser notícia nacional com o trabalho inovador de Inaldo Cavalcanti, o maestro Spok, e sua orquestra, que deu um tratamento diferente ao frevo, abrindo espaço para improvisos, uma heresia que, curiosamente, foi bem aceita (vale lembrar que em 1956, um improviso de sax, por Felinho, numa gravação de Vassourinhas com a orquestra de Nelson Ferreira provocou a ira dos tradicionalistas do frevo).
A Spokfrevo Orquestra foi fundamental para reaproximar os mais jovens do frevo. É emblemático que a primeira ação da prefeitura para comemorar o centenário do frevo, foi um projeto que está levando toda as sextas-feiras grupos pop, do manguebeat e pós mangue e fazerem shows com um repertório de frevo. A cena pop do Recife finalmente descobriu o frevo. É esperar que gostem da experiência e levem a "marcha pernambucana" a comemorar muitas e muitas décadas de folia.

AS CONCEPÇÕES POÉTICAS de WILSON BERNARDO

A FOTOGRAFIA QUE ESCONDE O SERTÃO.
Foto montagem monta
Moagem imagens
Munge as margens
Um introspector polar
Roid
Mand in Quixada
Yes!
Cuiaba flores de Cuba
Kodak
E o Brasil deu Korda
Acorda
Pântanos agrestes
Lampião
Garoto marketing couro sertão
Em uma revolução de mandacarus
Mand in Angicos
Piranhas do São Francisco
Pirão de Tatu com sabor de angu.

Wilson Bernardo(Poema & Fotoartgraficas)

trêmulo alfinete entre artérias

Há muito tempo bato tambor,
assopro bolinhas de sabão,
cruzo os dedos dos pés,
penso como seria ter asas
de encontro a uma geleira.

A mente nunca me inspirou jovialidade.
Meu coração coitado até ontem os últimos suspiros.
Sobra essa coisa inerte sem dono
que sequer resiste a uma dor de cabeça.

Alma que valha enverga ao primeiro vento
mas não se rompe.

A minha procuro agora os pedacinhos.
Bastou uma joelhada no armário.

Mormaço

Meus beijos sempre abissais.
Se a mulher vacila lhe extraio até a alma.

Nunca aprendi a dar selinhos.
Estalos monótonos de enfermo.

Minha língua de camelo
antes de tocar o céu da boca
alcança primeiro o coração da amada.

Se bem que passar três minutos beijando
uma lhama albina despenteada
deve ser fabuloso.

Assim quem sabe
aliviasse a saudade
da inigualável língua
da jararaca.

Ainda sinto seu veneno
entre meus dentes
e gengivas.

Wilson Bernardo fala de Arte Marginal


Poeta e professor Wilson Bernardo palestra sobre Arte Marginal na Fotografia nessa quinta-feira a partir das 19:00 no Auditório do Centro Cultural.

Palestra sobre "Arte marginal na Fotografia" será a primeira será a primeira das mais 15 palestras que serão oferecidas no ano de 2010 para o publico em geral dentro das mais varidas linguagens artisticas.


WILSON BERNARDO
Nasceu no Crato em 1965,é poeta,desenhista,escultor e Fotografo
auto didata,é formado em História,professor de literatura.Já fez
inumeras exposições de fotografia e recitais no SESC-Crato,e consequentemente empraças publicas,tentando aprocimar o publico
de uma arte contestadora e engajada.

A palestra faz parte do Fazendo Arte que é desenvolvido pela instituição Nova Vida e visa oferecer a comunidade do Gesso e de outras localidades da cidade do Crato o maior número de linguagens artísticas, visando gerar uma maior aproximação com o universo da produção e circulação da arte, proporcionando assim, formação sócio-cultural, através de ações de qualificação artística e fruição estética, objetivando combater os índices de violência, consumo de drogas e prostituição infanto-juvenil, fatores presentes na comunidade, e criando condições de acesso a arte e a cultura, através de oficinas, debates, visitas aos espaços de circulação das artes como museus, galerias, teatro, cinema, centros culturais, ateliês e terreiros de brincantes, utilizando esses instrumentos para promover transformações favorecendo o desenvolvimento do aprendizado e da cidadania.


Para o presidente do Projeto Nova Vida essa é uma grande oportunidade para que a juventude associe seus conhecimentos a uma prática efetiva.

Para Fatinha Gomes a palestra será de suma importancia ,pois essa é uma oportunidade para que a juventude entre busque sua identidade artistica dentro do contexto de seu espaço de convivio.
A coordenadora pedagógica do Fazendo Arte e integrante do Coletivo Camaradas, Fatinha Gomes


O Projeto Fazendo Arte tem como realizadores as instituições alemãs Aktionskreis Pater Beda, Kinder Missionswerk e a Missionswerk Die Sternsinger e o Projeto Nova Vida e a parceria da Universidade Regional do Cariri - URCA, Secretárias Municipais da Educação e da Cultura,Coletivo Camaradas e SESC.

cartum


Ode a Lenin (fragmentos) - Por Pablo Neruda


Alguns homens foram só estudo,
Livro profundo, apaixonada ciência,
e outros homens tiveram
como virtude da alma o movimento

Lênin teve duas asas:
o movimento e a sabedoria.
Criou no pensamento,
decifrou os enigmas,
foi rasgando as máscaras
da verdade e do homem
e estava em toda parte,
estava ao mesmo tempo em toda a parte.

............................................
Obrigado, Lênin,
pela energia e a lição,
pela firmeza,
obrigado por Leningrado e as estepes,
obrigado pela batalha e pela paz,
obrigado pelo trigo infinito,
obrigado pelas escolas,
obrigado pelos teus pequenos,
titânicos soldados,
obrigado pelo ar que respiro na terra
que não se parece a outro ar;
é espaço fragrante,
eletricidade de enérgicas montanhas.
Obrigado, Lênin,
Pelo ar e o pão e a esperança.

Venezuela importa assassino cubano para reprimir a oposição

Graça Salgueiro 05 Fevereiro 2010
Notícias Faltantes - Foro de São Paulo

Com exceção de Valeriano Weyler, nenhum outro indivíduo na história de Cuba foi responsável direto por tantos atos de maldade e crimes como "Ramirito".
Eu havia prometido na edição passada que na próxima falaria da exitosa operação realizada pela Força Aérea Colombiana em conjunto com a Aviação do Exército, na qual deram baixa a um grande número de terroristas que faziam o anel de segurança de Alfonso Cano, Comandante Supremo das FARC, dentre eles "Yaritza" ou "A Mona", amante de Pablo Catatumbo, e hoje soube de mais uma comandante guerrilheira abatida nesta operação, Marley Yurley Quezada, cognome "La Pilosa", amante de "El Paisa". Entretanto, fatos novos aconteceram ontem na Venezuela, gravíssimos e que a imprensa brasileira não fala nem vai falar, por isso adio o tema das FARC para falar de novo da Venezuela.
Diante do caos generalizado e descontrolado, e das pressões - até mesmo dentro do governo - vindas de todos os lados para que renuncie (ver "Venezuelanos clamam pela renúncia de Chávez"), Chávez cedeu mais uma vez às ordens vindas desde Havana, (segundo ele, "pedido" diretamente feito por Fidel Castro), e apresentou ontem ante as câmeras de televisão a Ramiro Valdés, com estas palavras: "Está conosco à frente dessa comissão um dos heróis da revolução cubana, o comandante Ramiro Valdés" que, segundo Chávez, veio para ajudar a resolver o problema elétrico na Venezuela.
Ora, mas "quem" é Ramiro Valdés e quais as suas funções em Cuba? Antes de falar no maldito personagem, lembro que em Cuba os problemas de água e energia são constantes e quase tão velhos quanto a revolução, então, com que autoridade ou competência um país manda um seu emissário para resolver problemas em outro, quando o dele próprio sofre de uma calamidade sem solução?
Bem, para começar, "Ramirito", como é conhecido em Cuba, não entende NADA de energia; vejamos um pouco de sua Folha Corrida:
Militar e político, um dos participantes da revolução cubana, nasceu em Artemisa, cidade de Havana, em 28 de abril de 1932. Desde 1976 ostenta o grau de "militar honorífico" de Comandante da Revolução. Desde 1959 ocupou vários cargos de relevância especial na ditadura de Fidel Castro. Foi designado como chefe militar na região central e posteriormente segundo chefe da Fortaleza de La Cabaña, até a fundação dos órgãos da Segurança do Estado dos quais foi seu chefe.
Desde a criação do Ministério do Interior, em 1961, ocupou os seguintes cargos: 1961-1968, Ministro do Interior; 1968-1972, Vice-Ministro das Forças Armadas; 1972-1976, Vice-Primeiro Ministro para o setor da construção; 1976-1994, Vice-Presidente do Conselho de Ministros; 1976-1986, Vice-Presidente do Conselho de Estado; 1979-1985, novamente ministro do Interior.
A partir de 1985 sua responsabilidade política minguou, embora seguisse ocupando o cargo de Vice-Presidente até 1994. Em 1996, é designado presidente do grupo empresarial Copextel, encarregado do desenvolvimento de importações eletrônicas e informáticas e das Comunicações. Com a ascensão de Raúl Castro ao poder, foi novamente designado no ano de 2009, a Vice-Presidente do Conselho de Ministro e meses depois a Vice-Presidente do Conselho de Estado.
Como se pôde constatar, este criminoso nunca exerceu qualquer função relacionada com a energia mas sim à repressão, aos fuzilamentos em La Cabaña, e à subversão no hemisfério, onde, segundo meu amigo Pedro Corzo, "É importante destacar que o atual Vice-Presidente do Conselho de Ministros e Vice-Presidente do Conselho de Estado em Cuba, foi o braço executor da subversão castrista no hemisfério. As incursões dos sicários da revolução cubana na Venezuela, Bolívia, Colômbia e o resto dos países do continente contaram com a assessoria de Valdés", e aqui eu complemento que o Brasil também deve ter recebido esta assessoria, daí porque NÃO ACREDITO que esta notícia seja divulgada pelos jornais brasileiros porque a PTPol, que é comandada por José Dirceu, JAMAIS deixará vazar informação de tal monta!
Em outro trecho, destaca Pedro: "Ramiro Valdés assumiu a direção do Departamento de Investigações do Exército Rebelde (DIER), uma força policial que se especializou em reprimir brutalmente as organizações clandestinas e guerrilheiras que confrontaram o novo regime, desde o próprio ano de 1959. O "Departamento", como ficou conhecido, foi uma espécie de embrião do que seria o Departamento de Segurança do Estado, um organismo que levou à prisão mais de meio milhão de homens e mulheres, e executou cerca de seis mil pessoas. Com exceção de Valeriano Weyler, nenhum outro indivíduo na história de Cuba foi responsável direto por tantos atos de maldade e crimes como "Ramirito".
Estas informações fazem parte do livro "Cuba: Perfiles Del Poder", do meu querido amigo Pedro Corzo e que, ao que me consta, só eu tenho um exemplar no Brasil, apesar de que desde que foi lançado em 2008, com o qual fui presenteada, tendo traduzi-lo para divulgar no Brasil mas nenhuma editora até hoje se mostrou interessada porque senão, como ficariam as verbas publicitárias que recebem do governo se andassem na contra-mão da ideologia do Partido-Estado?
Neste livro Pedro apresenta o histórico dos cinco principais líderes da revolução que são, respectivamente, Fidel Castro Ruz, Raúl Castro Ruz, Ramiro Valdés Menéndez, Camilo Cienfuegos e Ernesto Guevara de la Serna. O capítulo dedicado a Valdés encontra-se entre as páginas 64 e 83, mas o site "Gentiuno" da Venezuela, publicou fragmentos desse livro sobre o nefasto personagem que pode ser lido aqui.
Está claro que o objetivo desta intromissão não é encontrar a solução para os problemas energéticos, pois como demonstrei na última edição, foi o desprezo absoluto pelo investimento em manutenção que deteriorou as tubulações geradoras de água e energia. Este repressor assassino de milhares de vidas inocentes foi enviado para orientar como reprimir com "mais eficiência" aqueles que se oponham à ditadura chavista, além de controlar com mão de ferro todos os meios de comunicação como, emissoras de rádio e televisão, jornais, revistas, sites de inernet, redes de relacionamento como Twitter, FaceBook além de, como já ocorre em Cuba, os correios eletrônicos.
Os cubanos exilados nos Estados Unidos desde ontem estão alertando os venezuelanos, de dentro e fora da Venezuela, para ficarem em estado de alerta máximo. As organizações de venezuelanos no exterior estão convocando para manifestações em frente às embaixadas e consulados latino-americanos nos Estados Unidos, com o objetivo de entregar um comunicado solicitando aos Governos da região que apliquem a Carta Interamericana Democrática da Venezuela. Entretanto, para minha vergonha mas nenhuma surpresa, os venezuelanos residentes em Miami realizaram um protesto em frente às sedes diplomáticas do Brasil e da Espanha, pela atitude submissa e cúmplice dos chanceleres desses países, em relação ao Governo venezuelano.
O site venezuelano "Analítica.com" escreveu a respeito desta indesejada "visita": "Já não somos Venezuela, senão Cubazuela; já se sabe que quem controla a saúde, as Forças Armadas, os cartórios de registro (de identificação) e as notarias, são funcionários cubanos. E neste artigo, a jornalista Angelica Morabeals diz que a "assessoria" de Valdés vai custar à Venezuela US$ 2,4 blihões adicionais a Cuba. Ainda neste artigo ela afirma que o ministro da Energia, Alí Rodríguez Araque trabalhará "muito estreitamente com Valdés". Ora, para quem não sabe, Araque foi treinado em guerrilha em Cuba e saiu de lá como "comandante", do mesmo modo que o "Comandante Daniel", aquele brasileiro-cubano que nós conhecemos bem, daí que dá para se ter uma idéia do que realmente este assassino foi fazer na Venezuela...
E para concluir a edição de hoje, apresento dois vídeos inéditos no Brasil: o primeiro mostrando como é a violência policial em Cuba, num programa apresentado pela jornalista cubana exilada em Miami, María Elvira, chamado "María Elvira Live", com a participação do ex-oficial da contra-inteligência cubana, Delfin Fernández, "agente Oto", e o ex-major da Inteligência cubana, Roberto Hernández Llano. E o outro vídeo mostra os estudantes venezuelanos lutando contra a ditadura do século XXI. Observem neste vídeo mais ampliada, a foto que postei na última edição mostrando o mais novo material de repressão dos policiais e que mais se assemelha a um instrumento de tortura medieval. Assistam e comparem os dois vídeos e observem que a forma de repressão de um país e outro já são quase idênticas.
Amigos, desde 2002 que eu alerto aqui neste blog para o perigo que corríamos com essas associações de Lula com Chávez e muita gente desdenhou de mim, além de me colarem rótulos estúpidos para que me preocupasse com os problemas do meu país. Pois bem, agora até os jornais falam do perigo chavista mas, como estamos perto do carnaval, é provável que pouca gente dê atenção a esses alertas que faço mas vou continuar fazendo até que me cortem a língua ou arranquem minhas mãos para que não possa digitar e denunciar tanto crime comunista entrando por nossa porta. Insisto para que prestem muita atenção nestas denúncias de hoje e que divulguem, porque os jornais NÃO vão falar disto e o chanceler Celso Amorim também já declarou que "não vai se imiscuir nos assuntos internos da Venezuela", certamente porque deseja isto para o Brasil também. Fiquem com Deus e até a próxima!
Vídeos:
http://www.youtube.com/watch?v=U9AOCN7-Tzs
http://www.youtube.com/watch?v=7xXNx7ccgD0

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

CCBNB Cariri: Programação Diária


9 de fevereiro, terça-feira

Diversos - OFICINA DE FORMAÇÃO ARTÍSTICA
15h Música e Corpo. 240min.

Literatura/Biblioteca - BIBLIOTECA VIRTUAL
18h Noções Básicas de Utilização da Internet. 180min.

Cinema – IMAGEM EM MOVIMENTO
18h05 Orfeu, de Carlos Dieques. 111min.

Cinema – 100 CANAL
18h30 A Caatinga. 5min.

Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri
Rua São Pedro, 337 - Centro – Juazeiro do Norte - Ceará - CEP: 63010-010
Fone (88) 3512.2855 - Fax (88) 3511.4582

Orquestras de Frevo tentam levar o ritmo além do Carnaval


GUILHERME GATIS


Colaboração para o UOL, de Recife
Eduardo Queiroga / UOL


Maestro Spock comanda show da Spockfrevo Orquestra no Marco Zero de Recife no Carnaval de 2009. Grupo pretende misturar frevo a jazz e dar nova vida ao ritmo


Quem passa por volta das 19h pelo número 137A da rua Pastor Benobi pode ouvir o rufar da caixa percurssiva, o baque forte do surdo e a melodia dos trompetes, trombones e saxofones. Juntos, os instrumentos fazem ressoar pelo bairro da Bomba do Hemetério, subúrbio do Recife, o frevo Cabelo de Fogo, uma das marcas da Orquestra da Bomba do Hemetério, fundada em 2002 e comandada pelo Maestro Forró.
No espaço de cerca de 30m², improvisado na casa do maestro, se reúnem, duas vezes por semana, os dois grupos formados pelo maestro – além da Orquestra Popular, os Hemetéricos da Bomba também desfilam no Carnaval pernambucano. "A diferença dos nossos grupos é que ensaiamos o ano todo, duas vezes por semana", explica Forró, se referindo ao movimento natural das orquestras de frevo, que normalmente começam a ensaiar em dezembro para tocar durante os meses de janeiro e fevereiro.
Já que o período para explorar o frevo é curto, é comum os músicos tocarem em vários grupos diferentes, garantindo assim várias "oias" ou "tocadas" - como são chamados os cachês, que são pagos geralmente na dispersão dos blocos ou momentos antes da apresentação. "No meu primeiro Carnaval, para adquirir experiência, resolvi levar meu caixa e as baquetas nas costas e encarar as ladeiras, mesmo sem orquestra fixa para tocar. Arrumei várias oias lá, na hora. Nas ladeiras tem sempre alguma orquestra precisando de um músico", explica o designer e percussionista Philipe Camarão, que neste Carnaval vai tocar na Hemetéricos e em outro grupo, formado por amigos da Bomba. "Já cheguei a acompanhar dez blocos em um único dia", comenta.
As ruas estreitas e o sobe e desce de ladeiras é um obstáculo para os músicos, que tentam levar o frevo disputando o espaço com a multidão. "No meio do bloco, com gente para todos os lados, fica difícil enxergar o regente, então basicamente nos comunicamos por mímicas. Cada música é representada por um gesto. Se o maestro decide tocar o frevo "Rasgando o Pé", por exemplo, os músicos da frente apontam para os pés e os de trás vão repassando a informação. A batida do caixa e do surdo, que são os únicos instrumentos que nunca param durante o desfile, também servem para guiar os instrumentos de sopro", explica Camarão.
Além da comunicação por sinais, os músicos também têm seus truques para não se atrasar entre uma "tocada" e outra. "Toda orquestra tem ensaiada uma marcha mais rápida, que usamos para acelerar o passo e ganhar algum tempo, já que geralmente as apresentações são fechadas por trajeto, não por tempo", explica o músico.
Renovação Uma das preocupações de quem vive de frevo é com a vitalidade do ritmo, que completou cem anos em 2007. Apesar de reinar absoluto durante o Carnaval, as marchas e canções que arrastam multidões no Recife e em Olinda não conseguem reverberar com a mesma força durante o restante do ano. O frevo é refém de sua própria festa - se não há Carnaval em Pernambuco sem as tradicionais notas de Vassourinhas, o ritmo parece gastar todo o seu fôlego em fevereiro.
O Maestro Spock e a sua Spockfrevo Orquestra procuram demover o frevo desta idéia de mesmice. A proposta é levar o ritmo do calor acelerado das ladeiras para espaços fechados, com público sentado. Nessa nova roupagem, o ritmo flerta com o jazz. "O frevo está para o Capibaribe (rio que corta a capital pernambucana) como o jazz para o Mississipi", define. A fusão transcende os limites do Carnaval, com shows durante todo o ano e já foi vista por públicos de vários continentes e palcos, como o Barbarican, de Londres, uma das principais casas de show do planeta. Em 2009 o grupo conquistou o título de melhor grupo instrumental e melhor disco instrumental no Prêmio da Música Brasileira.
Se a mistura de frevo com jazz parece ousada, o que dizer das Vassourinhas misturadas com Strauss? "Nosso trabalho consiste em uma pesquisa constante, manutenção dos músicos com os ensaios e na aposta em releituras do frevo, com a interação de ritmos de qualquer parte do mundo, da música clássica ao maracatu, passando pelo hip hop. Tudo pode entrar na nossa mistura.", explica o Maestro Forró. "Mais do que pernambucano, o frevo é universal. Já toquei em vários países e a reação das pessoas é sempre muito parecida. É uma música que dialoga com diferentes culturas. A alegria é sentida da mesma forma, da Turquia a Nova Orleans".
Para Forró, estas misturas e releituras do frevo são apenas o início da renovação do ritmo. "Queremos que nosso trabalho sirva de exemplo e que a partir dele sejam criadas várias orquestras, que o frevo seja ouvido durante todo o ano em Pernambuco. Assim a música poderá cumprir a sua função social, com o empoderamento de uma linguagem estética que promoverá uma maior qualidade social", teoriza.

Francis Vale esteve aqui!

O jornalista e cineasta Francis Vale esteve conosco no final de semana passado. Aproveitamos a oportunidade para visitar o poeta ícone da nossa geração Geraldo Urano.
Fomos recebidos com o carinho de sempre pela irmã-cuidadora Fátima e encontramos o Geraldo muito bem humorado. Conversamos bastante e nos divertimos com as lembranças dos anos em que o Francis chegou ao Crato. A câmera fotográfica serviu bem para que eu e o Carlos Rafael registrássemos o momento que agora ilustra esta postagem.
Uma manhã memorável aquela de 06 de fevereiro de 2010!


O bom humor do poeta estava nas alturas

- Vê se me deixa bonito porque vai chover garotas aos meus pés!

O poeta em Aquarela!

O eterno Geraldo Urano em pose de Gandhi!



Uma realidade histórica

Pedro Esmeraldo

Não é do nosso agrado espevitar conversas contrárias à emancipação de distritos pobres que ainda não tem condições econômicas e sociais de se elevarem à categoria de cidade. Somos contra porque no âmbito administrativo, não se capacitaram com recursos preeminentes para se sobressair numa escala de trabalho eficiente e objetivo.

Atualmente, como se trata de um estado pobre, esses futuros municípios viverão mendigando recursos aleatoriamente, permanecendo num grau de desespero fazendo com que prolifere a corrupção administrativa e permanecerão no ritmo de grau inferior e sem uniformidade progressiva.

Agora, afirmamos que, além da pobreza em si, aparecem dificuldades, ou seja, como a questão ecológica que ora está em voga. É necessário controlar a vida ambiental a fim de evitar futuramente graves problemas de agressividade à natureza.

Ontem mesmo, lendo o resumo final da sessão editorial do Diário do Nordeste que diz: “Há outra problemática que diz respeito ao abate clandestino de animais, para o consumo da população, sem qualquer controle sanitário, sem a menor observância dos métodos obrigatórios. Lixo lançado ao céu aberto e carne de moita são os desafios locais que reclamam um posicionamento o quanto antes.”

Esses são alguns problemas existentes, que na maioria das vezes mostramos que poderá haver nesses pequenos municípios que trarão transtornos ecológicos, educativos e sociais; enfim, conduzem esses municípios-distritos em grotões humanos que ficaremos penalizados com essa triste situação e que devemos combater antecipadamente à proliferação de municípios inadequados que poderão se tornar em grotões urbanos.

Em nossa região, há atropelamento de município-distrito, enquadrados em estrutura urbana desqualificada sem a mínima condição de sobreviver dignamente e permanece num estado de miséria e, além disso, tem alguns deles que são considerados como município importante, que é o caso de Penaforte. Às vezes, desprezam o Crato sem colocar noções de cidade histórica. Desde o início do século XIX até o início do século XX. O pior, é que as nossas autoridades ficam quietas, nada reclamam, aceitam todos os desafios com passividade.

Há ainda os políticos aproveitadores, principalmente os fracassados, cuja finalidade é denegrir a imagem do Crato.

Por enquanto, estamos alertando ao povo humilde e simples (fazemos isso por que a sociedade nada resolve) desses distritos e não se deixem ser enganados por políticos facciosos e fracassados que desejam apenas exercer os cargos eletivos para se levantar e sair do anonimato. Esses homens fracassados seria bom deixarem de lado e mandarem ir para a caixa prega.

Dizia com muita precisão: que o dinheiro proveniente desses distritos que vem onerar os cofres do Estado, provoca aumento circunstancial da dívida interna que é cerca de 2 trilhões de reais.

Ponta da Serra não pode reclamar do Crato, pois é privilegiada com calçamento, colégios, posto de saúde e abertura de ruas que causam inveja aos bairros nobres do Crato como: Granjeiro, Pimenta, Muriti e São José por que os recursos provenientes foram destinados para esses distritos. Pensem bem, vocês são tão privilegiados e ainda querem mais do que isso?

Crato, 08/02/2010

O Rebolation é bom?

Há alguns dias ouço sem parar o Rebolation, sucesso do grupo de pagode Parangolé, nos carros que param na praia em frente da minha casa. A música é grudenta e , às vezes, fico por um bom tempo ruminado "o rebolation..." Acabei indo ver o ensaio do grupo e vi que é difícil não ficar fascinado pela mexida de quadris do cantor. Léo, o vocalista da banda, tem mais de um metro e noventa e aquelas pernas gigantescas cobertas por uma calça colada. Provocação pura. Desde que moro na Bahia descobri que os homens aqui quando dançam rebolam mais do que as mulheres. Eu que venho de um lugar onde os homens tem os quadris duros e uma cultura, ao contrário da ritmica e sensual herança africana, não muito favoravel ao rebolation masculino só posso ficar de queixo caído quando vejo aqueles bundões de carne dura remexendo pra cá e pra lá. Machões do Cariricult ainda é tempode vocês aprenderem o Rebolation! O rebolation é bom, bom bom.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Instantâneos - por José do Vale Pinheiro Feitosa

A busca da luz

E primeiro veio a luz. Depois tudo o mais. Qual um espécime do coletivo adicional, vez que posterior, deu-se por buscar o primeiro de tudo. A luz. O século das luzes, a luz divina, a iluminação dos errantes caminhos que se enganam em penumbras e escuridão.

Uma parede perfeitamente caiada. Luminosa aos Watts da eletricidade. E vem da penumbra de galhos, de ventos, de sopros e assobios. Vem a borboleta em busca da luz. Atraída pela luz. Impreterivelmente ao encosto branco da parede. Em sua busca da luz encontra a língua rápida e digestiva da lagartixa de parede.

A posse

Numa baixa do terreno a água mina e forma um poço no qual se banha. Um choro. A água é muda ainda mais pelo canto do vento na folhagem, é o contraponto para os sons do choro dela. Tira as roupas, molha no poço e nua sai até a margem onde as estende ao sol.

E chorando, novamente vestida, vai até uma cerca do outro lado da rua onde sobre um arame farpado espalha todo o seu guarda roupas. E chora. Agitada retorna ao poço e chora. E novamente com outras peças pingando água, chora. Chora.

Acusação

Enquanto o vento do litoral cearense revela o quanto é litoral, do Ceará, as estrelas iluminam e a noite beira mais de vinte e duas horas: ela dorme. Num canto de muro. Um muro qualquer de alguma rua da cidade.

Nas calçadas acusa pessoas por roubo. Não aos transeuntes presentes aos seus gritos acusatórios, mas a alguém especificamente. Uma ou duas pessoas às quais cita os nomes. A cidade inteira com um riso amarelo, esquece os acusados, mas não a acusação.

I Seminário de Economia Austríaca

Sheraton Porto Alegre - 10/04/2010 20:00
PREPARE-SE PARA UM EVENTO INÉDITO NO BRASIL

Pela primeira vez na história, o Brasil terá um seminário exclusivo sobre a Escola Austríaca de Economia. De 11 a 12 de abril de 2010, no Hotel Sheraton, Porto Alegre receberá estudantes e profissionais de todo o país para discutirem os desafios da Ciência Econômica no século XXI.

O I Seminário de Economia Austríaca é um evento realizado pelo Instituto Ludwig von Mises Brasil, associação voltada à produção e à disseminação de estudos econômicos e de ciências sociais que promovam os princípios de livre mercado e de uma sociedade livre. O seminário reunirá, pela primeira vez na história do Brasil, os principais nomes da corrente econômica de livre mercado conhecida como Escola Austríaca ("EA").

Entre os palestrantes estarão alguns dos principais nomes da Escola Austríaca, como Lew Rockwell, Joseph Salerno, Mark Thornton, Tom Woods e Walter Block. Entre os nomes nacionais, Ubiratan Iorio, Rodrigo Constantino, Fábio Barbieri e Antony Mueller. Eles irão conversar com uma plateia de 300 pessoas composta por jovens profissionais, estudantes e interessados em economia e liberdade.

Os debates englobarão os princípios da EA aplicados aos principais temas econômicos da atualidade. O papel do Federal Reserve na atual crise econômica, os problemas gerados em decorrência das constantes intervenções de governos na economia, o cálculo econômico socialista, a privatização de ruas e estradas e a Teoria Austríaca dos Ciclos Econômicos (TACE), são alguns dos assuntos que serão discutidos durante o I Seminário de Economia Austríaca.

Não perca essa oportunidade de interagir com os maiores nomes da Escola Austríaca de Economia!

Clique no link a seguir, saiba mais detalhes e faça a sua inscrição:

http://www.seminario-ea.com.br/

Obs: a página estará em constante atualização.

Pedido

(Ouvindo Kothbiro de Ayub Ogada)



Ah, dê-me a sua mão!...
Ainda há tempo
e tudo o que precisamos
é abrir o caminho de mãos dadas
até que a montanha esteja próxima
tão próxima como o ar
leve
suave
deslizando na pele

Dê-me sua mão!...
Por que esperar a noite,
os mistérios em suas franjas?
Por que não cruzamos o mar,
não caminhamos nas ruas em silêncio?

As luzes cortam meus olhos
onde posso chegar só com os meus passos?
Onde serei mais do que grãos de areia
quando passar o vento enfurecido?
As águas descendo sobre meu corpo
meu rosto entre as nuvens
uma cordilheira nos meus ombros
um pouco de sorte

Dê-me sua mão!...
Ainda que os séculos sejam todos
do que não deveriam ser:
homens com medo
crianças no fim da imagem
rios desesperados
meu nome na memória
no vento meu cheiro
minha alma de volta à origem

Dê-me sua mão!...
Ainda há tempo
Cada coração espera
que sejamos mais do que seríamos
de mãos separadas
o amor é a nossa herança
por que não a partilhamos
enquanto ainda há tempo?

Pouco fizemos com as palavras
largamos sua essência
no meio do calor
mas ainda há tempo
de torná-las vivas
ainda há tempo de fazer vibrar
sua verdade em nós

Dê-me sua mão!...

Crônica

Meu filho adora brincar com massinha colorida.
Não é tóxica. Mas gruda nas unhas.
Eu adoro escrever versos.
É tóxico e mancha a alma.
Meu filho fácil fácil gripa.
Tosse, tosse, tosse.
Dou-lhe xarope,
um expectorante gelado.
Enquanto meus pulmões
continuam chorando cinzas.
Meio-dia, domingo,
meu filho foi à missa com a tia.
Eu me ajoelho diante do teclado.
Rezo baixinho o que permite a mente.
De acordo com a vontade dos dedos.
Meu filho acabou de chegar:
"Pai... meu coração está doendo..."
"Playstation ou you tube de jogos?"
"Computador, pai... termina logo esse poema..."
Meu filho está ótimo.
Empurrou-me da cadeira giratória.
Apoderou-se do meu confessionário.