TRIPULANTES DESTA MESMA NAVE

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

COMEÇA HOJE A GUERRILHA DAS ARTES E DO AMOR!!!



2ª GUERRILHA DO ATO DRAMÁTICO CARIRIENSE
Troféu Juscelino Leal Lobo Júnior

CENTENÁRIO DE RACHEL DE QUEIROZ
04.11.1910 – 17.11.2010

PROGRAMAÇÃO

05 (sexta):
17 h - PROCISSÃO DE ABERTURA com a participação do Circo-Escola Alegria, grupos, atores e brincantes seguindo da Praça 3 de Maio até a Praça da Sé, onde haverá o SHOW DO ALÉM, COM LUIZINHO BREGA STAR E AS MAGRECITAS
18 h - Abertura da exposição 25 ANOS DA CIA. TEATRAL LIVRE MENTE, Teatro Rachel de Queiroz, Crato-CE

06 (sábado):
19h00min - Palco: CONTOS DE BRUXAS (Infantil, 60min), Cia. Teatral Arriégua, Crato-CE
20h30min - Arena: ESPERANDO COMADRE DAIANA (12 anos, 60min), Cia. de Teatro Livre Mente, Juazeiro do Norte-CE

07 (domingo):
19h00min - Palco: DONA PATINHA VAI SER MISS (Infantil, 60min), Cia. Teatral Anjos da Alegria, Crato-CE
20h30min - Arena: DENTRO DA NOITE ESCURA (12 anos, 60min), Cia. de Teatro Livre Mente, Juazeiro do Norte-CE

08 (segunda):
19h00min - Palco: PLUFT, O FANTASMINHA (Infantil, 50min), Grupo Centauro de Teatro, Crato-CE
20h30min - Arena: OS ANIMARTISTAS (Infantil, 50min), Cia. Teatral Anjos da Alegria, Crato-CE

09 (terça):
19h00min - Palco: LAMPIÃOZINHO (Infantil, 50min), Cia. Yoko de Teatro, Crato-CE
20h30min - Arena: AVENTAL TODO SUJO DE OVO (12 anos, 70min), Grupo Ninho de Teatro, Juazeiro do Norte-CE

10 (quarta):
19h00min - Palco: O MISTÉRIO DO BOI MANSINHO (Infantil, 80min), Comunidade Oitão de Teatro, Juazeiro do Norte-CE
20h30min - Arena: A VINGANÇA DO FINADO JOAQUIM (Livre, 40min), Cia. Teatral Anjos da Alegria, Crato-CE

11 (quinta):
19h00min - Palco: O MACACO SABIDO (Infantil, 50min), Cia. Kanoistraveizdinovo, Jati-CE
20h30min - Arena: ESPERANDO COMADRE DAIANA (12 anos, 60min), Cia. de Teatro Livre Mente, Juazeiro do Norte-CE (OBS.: em virtude de problemas de saúde com integrantes do elenco da peça A COMÉDIA DA MALDIÇÃO, o presente espetáculo entra em sua substituição nesta data)

12 (sexta):
19h00min - Palco: O BARQUINHO (Infantil, 50min), Grupo Centauro de Teatro, Crato-CE
20h30min - Arena: BRASEIRO (12 anos, 50min), Cia. Yoko de Teatro, Crato-CE

13 (sábado):
19h00min - Palco: O REINO MALUCO DE BRANCA DE NEVE (Infantil, 50min), Cia. Mandacaru de Artes e Eventos, Juazeiro do Norte-CE
20h30min - Arena: CEARÁ, GENTE QUE RI (Livre, 55min), Cia. Arte e Cultura, Crato-CE

14 (domingo):
19h00min - Palco: POR CAUSA DE VOCÊ (Livre, 50min), A2 Cia. de Dança, Crato-CE
20h30min - Arena: DESMISTIFICANDO TABUS (14 anos, 50min), Cia. Mandacaru de Artes e Eventos, Juazeiro do Norte-CE

15 (segunda):
19h00min - Palco: UMA ÚLTIMA VEZ (14 anos, 60min), Cia. Arte e Cultura, Crato-CE
20h30min - Arena: ESPERANDO GODOT (12 anos, 15min), Cia. Os Dois de Teatro, Juazeiro do Norte-CE

16 (terça):
19h00min - Palco: A BRUXINHA QUE ERA BOA (Infantil, 50min), Cia. Teatral Anjos da Alegria, Crato-CE
20h30min - Arena: BURRA, NÃO É NADA DISSO QUE VOCÊ ESTÁ PENSANDO (Livre, 60min), Allysson Amâncio Cia. de Dança, Juazeiro do Norte-CE

17 (quarta):
19h00min - Palco: HISTÓRIAS DO TEMPO DA MAMÃE (Livre, 60min), Grupo de Teatro Curumins do Sertão, Farias Brito-CE
20h30min - Arena: RETRATO (Livre, 50min), Cia. Yoko de Teatro, Crato-CE

18 (quinta):
19h00min - Palco: A COMÉDIA DA MALDIÇÃO (Livre, 60min), Grupo de Teatro Curumins do Sertão, Farias Brito-CE
20h30min - Arena: CABORÉ (Livre, 50min), Cia. Desabafo de Teatro, Juazeiro do Norte-CE

19 (sexta):
19h00min - Palco: AS IRMÃS CASTANHOLAS (12 anos, 60min), Cia. Mandacaru de Artes e Eventos, Juazeiro do Norte-CE
20h30min - Arena: NÃO CULPA ELES, CULPA NÓS (12 anos, 50min), Cia. Kanoistraveizdinovo, Jati-CE

20 (sábado):
19h00min - Palco: PÁSSARO DE VOO CURTO (Livre, 60min), Cia. Entremeios de Teatro, Juazeiro do Norte-CE
20h30min - Arena: BODAS DE SANGUE (12 anos, 50min), Grupo Centauro de Teatro, Crato-CE

21 (domingo):
19h00min - Palco: AMARRAS (Livre, 40min), Dakini Cia. de Dança, Juazeiro do Norte-CE
20h30min - Arena: NUDEZ SEM CASTIGO (14 anos, 50min), Grupo Centauro de Teatro, Crato-CE

22 (segunda):
19h00min - Palco: O VELÓRIO SHOW (12 anos, 60min), Cia. dos Sem, Juazeiro do Norte-CE
20h30min - Arena: ITINERÁRIO ALÉM DO PONTO (Livre, 40min), Cia. Armadilhas Cênicas, Crato-CE

23 (terça):
19h00min - Palco: UM AMOR DE PALHAÇO (Livre, 50min), Cia. Yoko de Teatro, Crato-CE
20h30min - Arena: CURTÍSSIMAS (12 anos, 60min), Alunos do NEET / SESC e Comunidade Oitão de Teatro, Juazeiro do Norte-CE

24 (quarta):
19h00min - Palco: SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO (12 anos, 60min), Turma do Curso de Formação em Teatro - CCBNB 2010, Cariri-CE
20h30min - Arena: OS ANIMARTISTAS (Infantil, 50min), Cia. Teatral Anjos da Alegria, Crato-CE (OBS.: em virtude de problemas de saúde com integrantes do elenco da peça A COMÉDIA DA MALDIÇÃO, o presente espetáculo entra em sua substituição nesta data)

25 (quinta):
19h00min - Palco: O HÓSPEDE (12 anos, 60min), Cia. Mandacaru de Artes e Eventos, Juazeiro do Norte-CE
20h30min - Arena: TERREIRO DE HISTÓRIAS (Infantil, 50min), Cia. Armadilhas Cênicas, Crato-CE

26 (sexta):
19h00min - Palco: ARMADILHAS (Livre, 40min), Cia. Armadilhas Cênicas, Crato-CE
20h30min - Arena: NAS GARRAS DO CAPA-BODE (Livre, 35min), Cia. Wancilu’s Gat Produções, Crato-CE

27 (sábado):
16h00min às 17h30min – Ônibus Juazeiro do Norte/Crato: BUZU-TEATRO (Livre, 25min), Comunidade Oitão de Teatro, Juazeiro do Norte-CE
19h00min - Palco: AFRODESCENDÊNCIA (Livre, 30min), Cia. de Dança Vid’Art / Projeto Nova Vida, Crato-CE
20h30min - Arena: Seminário “Teatro Brasileiro Caririense” / Entrega de Certificados e Outorga do Troféu Juscelino Leal Lobo Júnior
22h00min - LIFANCO - SHOW VALORES CULTURAIS

Crato-CE, o5 de novembro de 2010.

Cacá Araújo

Coordenador Geral
(88) 8801.0897 / (88) 9960.4466 / (88) 3523.7430 / (88) 3523.2168

Durutti Column "Never Know"

Ressaca política

Ressaca política

Como um terremoto, seguido de um furacão e um tsunami, que tudo sacode, alaga, vira e revira, bem assim foi o efeito da eleição 2010 no Brasil.
Nesse período, na luta desesperada pelos poderes e benesses contidos e advindas dos cargos políticos de deputados (estaduais e federais), governadores, senadores e presidência da república, o que se viu, por parte de alguns envolvidos nesse processo (candidatos, colaboradores e eleitores), foi um misto de entusiasmo, lealdade, traição, respeito, estratégia, maquinação, gastança, decepção, risos, choros, tapas, beijos e até mortes.
No caso dos ratos e ratazanas de campanha, essas pessoas exerceram seus papéis de praxe: na expectativa da obtenção de uma compensação qualquer (emprego, dinheiro ou bens materiais de seus candidatos), elas tornaram-se, durante toda campanha, extremamente eficazes na caça ao voto. De uma hora para outra viraram comunicativas e “amigas” de todos, mas, dependendo do contra-argumento, agressivas e radicais.
O fato é que nesse processo de pura democracia muitos dos envolvidos se fortaleceram. Já outros caíram em completa desgraça perdendo não só dinheiro, mas, principalmente, cargos, lideranças, amizades e, em certos casos, a moral e o respeito perante a si próprios bem como junto à comuna na qual manifestaram seus propósitos.
No entanto, um fato de importância maior, ocorrido no dia da votação, foi o que mais prendeu a minha atenção. Estava eu sentado na entrada do prédio, no qual estavam funcionando várias seções eleitorais, quando passei a observar o entra-e-sai dos eleitores ali inscritos. Eram autoridades, marginais, gente rica, gente pobre, intelectuais, artistas, estudantes, professores, enfim, toda a representatividade da sociedade, porém nivelada nos quesitos importância e poder, em face de um único instrumento de direito: o voto! Não adiantava, portanto, a empáfia, a arrogância, bem como a posição social ou os graus de conhecimento e riqueza de cada um, pois todos eram senhores e senhoras absolutos e absolutas com poderes de fogo iguais perante a Lei da democracia.
Registre-se também que a eleição 2010 deixou marcas progressivas e relevantes no contexto da política nacional. Pois, mesmo sabendo que o idealismo, a honradez, o patriotismo, a imparcialidade e outros positivismos mais foram (como de costume) ultrajados nesse jogo, ainda assim vimos manifestos corretivos, práticos e éticos implementados pela Justiça, como foi o caso da caça às fichas-sujas. Outra: mais uma vez batemos o recorde mundial no que diz respeito ao tempo mínimo para a contagem dos votos. Uma novidade: foi quebrado o tabu nacional: uma mulher na Presidência da República.
É... “Apesar de você”, como disse Chico Buarque, podemos afirmar que hoje, mesmo sob protesto dos retrógadas, já está sendo outro dia!
E por falar em outro dia, outro tempo e outra era, tomara que no próximo pleito o eleitor seja mais seguro de suas atitudes e escolhas para não deixar ser levado por retóricas, lábias e enganações que visem a burlação de suas convicções e a subestimação de sua inteligência. Tomara que os ratos de campanha transformem-se em colaboradores por idealismo ajudando aos seus candidatos sem deles exigirem benefícios escusos. Tomara que a imprensa e os formadores de opiniões públicas, em especial, usem de suas criatividades, potencialidades e responsabilidades para agirem na mais restrita imparcialidade tornando-se, portanto, informadores e críticos crédulos perante seus públicos seguidores.
Tomara que Deus não seja bandeira, menino propaganda ou cabo eleitoral dos orientadores da fé, que usam essa Suprema Divindade como trampolim para as suas ascensões políticas.Tomara por fim que, doravante, após todas essas lições, os discursos dos candidatos não voltem a ser apelativos, cheios de falácias, acusativos ou vazios. E que esses mesmos políticos entendam, de uma vez por todas, que os tempos mudaram. Isto porque, a cada pleito, estão sendo eliminados da governança aqueles que não trabalharam, que não foram competentes, que não mostraram resultados práticos, que não foram honestos, que ficaram em cima do muro e que pensaram, erradamente que, na época da interatividade, da politização e da melhoria do nível escolar, o povo continua sendo um elemento alienado, encabrestado e burro... Eternamente burro!

Roberto Jamacaru de Aquino

Humor (com requintes de crueldade)

Rita e o namorado estavam em seu quarto, enquanto a mãe dela caprichava na preparação do almoço. Daí a pouco, a mãe começa a chamar:
- Rita, o almoço está pronto!!!
- Já vou mãinha, não demoro.
- Eu sei o que eles estão fazendo! - diz o irmão mais novo.
- Deixa de ser intrometido e cala a boca, diz a mãe.
Minutos depois, a mãe pede, caridosamente:
- Filhinha, anda, vem pra mesa, menina, se não as moscas vão tomar de conta.
- Já vou, mãe, só mais um minutinho!
- Há, há, há, eu sei o que eles estão fazendo! - continua o caçula.
O pentelho leva um tabefe da mãe e cala, silencia.
Meia hora depois, a mãe quase que implora:
- Rita, se apressa que a comida vai esfriar, filha!
- Oh mãe, já vou... responde Rita, quase que choramingando.
O irmãozinho então começa a rir e diz: - Eu sei o que eles estão fazendo, há, há, ha.
A mãe, já impaciente, explode:
- Então fala, seu peste, fala, fala...
- A Rita me pediu o tubo da vaselina... eu dei o de SuperBonder!!!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Um céu de tempestades - José do Vale Pinheiro Feitosa

Com ou sem Dilma, apesar do presidente Lula, do Brasil otimista com o crescimento econômico, a situação mundial é muito grave. Os EUA estão tensos, o governo perdeu o comando da câmara federal, a sociedade está desesperançada, o governo Obama não tem boa avaliação. A economia não se recupera no nível para superar as perdas e as hipotecas das moradias continuam celeremente executadas.

A Europa está em crise maior que a Grécia, Portugal e Espanha. A Alemanha exporta superávit e outras nações industrializadas como França, Inglaterra e Itália herdam o déficit. A Social Democracia está a perigo, os operários se rebelam e já surgem no horizonte os sinais da barbárie terrorista. Nas extremidades do espectro político.

A China manipula a moeda para continuar vendendo, explorando o trabalho, mas gerando crescimento econômico interno. Os superávits chineses são de causar inveja e se sustentam no tesouro americano. Ao mesmo tempo os americanos podem entrar numa fase de inflação e subida de juros diluindo a dívida interna.

Enfim, chegando a nós uma situação instável. Até julho de 2011 os EUA lançarão no seu mercado $600 bilhões de dólares, mais de um trilhão de reais. A análise é que eles não têm espaço de maturação na economia americana e que sairão pelo mundo a fora como capital especulativo, criando bolhas nas economias emergentes. Imaginam que acontecerá no Brasil.

A perspectiva é tensa, pois os EUA e China estão claramente criando uma guerra cambial que afetará a economia mundial. Em momento outro da história, na década de 30, isso degenerou em guerra física com destruição de parte da capacidade produtiva existente então e matou milhões de seres humanos direta ou indiretamente. O tom da reunião do G20 em Seul vai ser fundamental para se medir a temperatura do próximo ano.

O modo como se anunciam medidas pelo governo Dilma no sentido de fortalecer o crescimento do mercado interno e nas relações sul-sul, leva a uma conclusão por conseqüência. É evidente que virão medidas sobre o câmbio e sobre a entrada de capitais especulativos. Muito destas medidas que podem ser mais radicais dependerão, também, da temperatura das conclusões da reunião em Seul.

SOPA DE LETRAS


Essas nossas crianças... - José Nilton Mariano Saraiva

Há quem resista à candura de um pedido infantil ??? Você, que é mãe, literalmente não se “derrete” a fim de atender ao pedido de sua “pixuxutinha” ou do seu “homemzinho” ??? E o paizão-herói, durão que só, madeira de dá em doido, faixa preta no karatê, inflexível em seus conceitos, não será capaz de transformar-se em autentico "super-homem" para satisfazer sua princesinha, mesmo que para tanto seja preciso remover montanhas ou trazer-lhe a Lua, se assim for determinado ??? Claro que sim. E por isso mesmo, não nos importamos em se transformar em autênticos bobocas, simplórias marionetes daquelas frágeis (aparentemente) criaturas.
De olho nesse filão, os marqueteiros de há muito investem no segmento crianças e adolescentes, com o objetivo precípuo de, em "abalando a estrutura" ou “amolecendo” o coração dos “velhos-babacas”, alavancar as vendas de um determinado produto. Quem não lembra, por exemplo, da antológica campanha do “primeiro sutiã”, onde uma "menina-moça" se extasia ante o espelho, provando aquela simplória peça que terá o condão de transformá-la repentinamente numa "mulher-fatal' ??? Resultado ??? Nunca se vendeu tanto sutiã na vida e ainda hoje a empresa fabricante náda em dinheiro.
Pois bem, na campanha presidencial recém-finda, os marqueteiros de um dos lados bolaram uma pequena frase com o condão de carregar uma mensagem sublinear poderosíssima, capaz, sim, de fazer um estrago danado nas hostes adversárias.
Curta... mas abrangente, singela... mas eficiente, aparentemente inocente... mas incisiva e demolidora em sua essência, a mensagem, ou o pedido de uma criança à mãe-eleitora, conseguiu, sim, carrear um caminhão de votos para um dos lados, usando apenas três palavras mágicas: "SERRA NÃO, MAMÃE".
Deu no que deu...nocaute demolidor !!!

GASTRONOMIA


só existe uma maneira correta de preparar
ASPARGOS:
eles têm que ser GROSSOS o bastante
para empolgar
as mulheres
e moles o suficiente
para desconcertar
os HOMENS
(bibi anderson)

A solidão vive no interior - Emerson Monteiro

Encontrar o jeito de viver chega às raias da impertinência, por causa da agitação de carros e multidões que lotam as capitais e cidades maiores, trazendo essa alternativa de permanecer no interior um jeito novo de organizar o mundo e encontrar a forma de sobreviver nos matos do sertão.
A década de 50 do século que passou existia no modelo econômico brasileiro que representava maior quantia habitando a zona rural. Depois, com a urbanização e a industrialização galopantes das duas décadas posteriores, 60 e 70, o bucolismo do interior para muitos perdeu o charme e o pêndulo trocou de lado, enchendo de gente as metrópoles que agora lutam sobrecarregadas e gritam por socorro a qualquer custo.
Os moradores dos lugares maiores, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Recife, Salvador, rezam pelas saídas honrosas de não largar a história de suas famílias e seus portos de fixação, sabendo, no entanto, que iniciar noutros cantos significaria espécie de exílio territorial.
Há um surto de apreensão nesse sentido. Os governos penam ocupados diante dos graves problemas das megalópoles, cercados de argumentos do quanto o enigma urbanos supera a capacidade imediata das soluções. O trânsito reduziu-se a níveis aterrorizadores de velocidade, com horas e horas de retenção nas filas intermináveis de automóveis, observados pelos marginalizados do sistema e seus olhos de lince, com a segurança e os vícios pecaminosos além da monotonia das paisagens fumarentas e mórbidas. Quando há praias, os finais de semana ainda alimentam o sonho do infinito, na linha do horizonte e sóis monumentais, a falar esperança nos dias melhores que virão nas abas da natureza. Poetas de plantão, sonhadores, mergulham nas telas incendiadas dos televisores, da mídia e fnos computadores maternais, nas horas domésticas enclausuradas.
O interior dispõe, quem sabe até quando?, do sossego entre descampado e paredes, porém parecidos nos termos humanos e suas limitações de qualidade, ainda diante dos fluxos migratórios que despejam cultura industrial nos cérebros assustados.
Quer-se, no entanto, contar da solidão silenciosa possível quando inexistem vizinhos neuróticos e sons malucos a toda altura, nos bares, fundos de carros abertos, porres medievais das tardes vazias, impaciência das ruas que invade as horas nos becos escuros da velha saudade social.
Falar nisso enquanto é tempo, dos outros modelos permitidos pela criatividade. Espécies de retorno ao campo, vez que antenas existirão mesmo assim nos distantes lugares, telefones, transportes, escolas, energia elétrica, saúde. Estudar meios diferentes de fugir das cidades sem precisar viver os pesadelos de fora, nisso acham-se os caminhos administrativos da saída, já que se experimentaram os dois lados da moeda e sabe o peso de cada um.

As Reinações da Imprensa Brasileira - José do Vale Pinheiro Feitosa

Algemando Felipe Massa

Esta é boa para a escrita do Emerson Monteiro. A colunista Mônica Bergamo na Folha de São Paulo informa que o Promotor Paulo Castilho do Juizado Especial Criminal, com base no Estatuto do Torcedor, diz que se Felipe Massa der passagem para o seu companheiro de equipe Fernando Alonso, sairá preso de Interlagos.

Tirando a questão de uma autoridade querendo fama na imprensa, este assunto é um bom tema no direito. Seja no contraponto entre o Direito Brasileiro e o Direito Internacional, uma vez que se trata de uma competição internacional. Seja no realce surpreendente de que as leis são territoriais, próprias do território brasileiro e que elas não se subordinam às práticas de eventos multinacionais. O Estatuto do Torcedor que protege o direito deles estaria, neste caso, acima de uma prática de todos os circuitos automobilísticos.

Se isso é verdade, muitas coisas mais poderão ser questionadas no futuro nos termos desta levantada pelo Promotor.

Censurando o Sítio do Picapau Amarelo.

O Globo disse que o Conselho Nacional de Educação iria censurar a distribuição de alguns livros de Pedrinho por emitirem opiniões e quadros racistas. O assunto caiu bem na mídia e guarda relação estreita com a questão do controle social das comunicações, especialmente vindo de um Conselho e do Governo Federal.

Eis as manchetes de alguns jornais do eixo sudeste: As Caçadas de Pedrinho censuradas pelo MEC no O Globo. Livro de Lobato pode ser banido por racismo O Dia OnlineRio. Caçadas de Pedrinho na Mira, Gazeta do Povo. Reinações do CNE Folha de São Paulo.

É tanto que numa das entrevistas após as eleições alguém perguntou isso ao Lula e se não me engano à Dilma. Eles, claro, não tinham conhecimento do assunto e não tinham como opinar. Pois bem logo nos blogs o assunto tomou ares de censura e se ampliou num debate que é sempre saudável.

A questão afinal qual é mesmo? Sempre a lei e a regra. A discriminação racial é crime, o MEC distribui livros para as escolas de todo Brasil. O MEC estabeleceu parâmetros para a literatura recomendando que não se distribuam livros racistas, que estimulem a destruição da natureza, que estimulem a discriminação de gênero e mais alguns itens. Acontece que a literatura clássica está cheia destes parâmetros de acordo com o pensamento da época.

Agora é outro tempo. Qual foi, de fato, a recomendação em relação aos livros do Monteiro Lobato? Os governos deverão exigir da editora responsável pela publicação a inserção no texto de apresentação de uma nota explicativa e de esclarecimentos ao leitor sobre os estudos atuais e críticos que discutam a presença de estereótipos raciais na literatura Esta providência deverá ser solicitada em relação ao livro Caçadas de Pedrinho e deverá ser extensiva a todas as obras literárias que se encontrem em situação semelhante.

Seria uma grande besteira fazer como fez o Ruy Barbosa mandando queimar a memória da origem dos escravos e seu histórico, dizem para os fazendeiros não cobrarem indenizações ao governo. Isso apaga a história e o debate de como o preconceito funcionava e era formado é essencial para a formação de um alunado crítico, com capacidade de análise e que sabe as razões da lei e das regras.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Twitteira que estimulou o "afogamento" de nordestinos foi denunciada à justiça - José do Vale Pinheiro Feitosa

A OAB de Pernambuco solicitou ao Ministério Público a abertura de processo criminal contra a estudante de direito Mayara Petruso, que abriu campanha no Twitter contra nordestinos em razão da derrota do candidato do PSDB. Ela é a primeira nota entre aquelas que postei ontem aqui. Ao mesmo tempo uma procuradora paulista também pediu a mesma abertura de processo.

Como o caso se tornou público, a meninada rica paulistana deu uma de barata voa apagando seus perfis preconceituosos na internet.

O Blog do Rovai e a Revista Fórum publicaram um post em que identifica muito bem o perfil social e o comportamento ideológico da estudante. Espanta o quanto isso é profundo nela e o quanto isso foi politizado pela atual sucessão:

"Fui ao orkut de Mayara para checar minhas desconfianças. E confirmei tudo que imaginava. Ela deve morar na região Oeste de São Paulo, onde vive este blogueiro há muito tempo e onde este preconceito é ainda mais latente do que em outras bandas da cidade. Digo isto porque uma de suas comunidades é a do “Parque Villa Lobos”. Se morasse na Mooca provavelmente nem se lembraria de tal parque. Se vivesse nos Jardins, citaria o do Ibirapuera.

Mas há outras comunidades que revelam mais profundamente a alma da “artista” que escreveu o post mais famoso do pós-campanha. Um post que levou o debate sobre a questão do preconceito ao Nordeste ao TT mundial no tuiter.

A elas: “Perfume Hugo Boss, Eu acho sexy homens de terno, Rede Globo, CQC, MTV, Magoar te dá Tesão? e FMU Oficial”.

Não vou comentar suas comunidades “Eu acho sexy homens de terno” e nem “Magoar te dá tesão?” por considerar tais opções muito particulares. Mas em relação ao fato da moça estudar na FMU, a Faculdade Metropolitanas Unidas, queria fazer algumas considerações. Nada contra a instituição ou aos que nela estudam, mas pela situação social da garota, ela deve ter estudado em escola particular a vida inteira e se fosse um pouco mais esforçada teria entrado numa faculdade onde a relação candidato/vaga é um pouco mais dura.

Ou seja, como boa parte dessa classe média alta paulistana, Mayara é arrogante, mas não se garante. Muita garota da periferia, sem as mesmas condições econômicas que ela deve ter conseguido vôos mais altos, deve já ter obtido mais conquistas do que a de poder consumir o que bem entende por conta da boa situação financeira da família.

Ontem, Mayara pediu desculpas pelo “erro”. Disse que afinal de contas “errar é humano” e que “era algo pra atingir outro foco” e que “não tem problema com essas pessoas”. Não desceu do salto alto nem pra se penitenciar. Preferiu fazer de conta que era uma coisa menor, ao invés de pedir perdão, afirmar que era um erro injustificável e que entendia toda a revolta que seu post produzira.

MINHAS SINCERAS DESCULPAS AO POST COLOCADO NO AR, O QUE ERA ALGO PRA ATINGIR OUTRO FOCO, ACABOU SAINDO FORA DE CONTROLE. NÃO TENHO PROBLEMAS COM ESSAS PESSOAS, PELO CONTRARIO, ERRAR É HUMANO, DESCULPA MAIS UMA VEZ.”

Ela foi criada para isso. Para dispensar esse tipo de tratamento a nordestinos e pobres e por isso a dificuldade de ser mais humilde. É difícil para esse grupo social entender que preconceito é crime por ensejar um tipo de xenofobia que coloca quem o pratica no mesmo patamar de um tipo como Hitler. Ela odeia nordestinos. Ele odiava judeus. A diferença é que ela não pode afogar de fato aqueles que vivem na parte de cima do mapa. Já o alemão pôde fazer o que bem entendia com aqueles que julgava ser um estorvo na sociedade que governava."

cartum por LUPIN

"Cego em tiroteio" - José Nilton Mariano Saraiva

Por motivos óbvios, de todas as deficiências a que se acha sujeito o ser humano, a cegueira deve ser a mais tenebrosa, a mais sofrida, aquela que mais marca, que deixa cicatrizes na própria alma, já que impeditiva ao seu portador de conhecer as cores, as formas, os animais, as pessoas, o mundo, enfim; agora, imaginemos um cego (sem guia), ter o azar de, repentinamente, se encontrar no lugar errado, na hora errada, em meio a um infernal e cerrado tiroteio entre quadrilhas rivais. O aperreio deve ser grande e a aflição maior ainda. Fazer o quê ??? Ir prá onde ??? Correr pra qual lado ??? Pra quem apelar ???
Pois bem, algo parecido deve ter se apossado da “tucanada”, outrora deslumbrada e hoje depenada, durante e após o resultado das eleições recém-findas, deixando-a perdida que nem cego em tiroteio, sem eira nem beira, rumo ou prumo. Ou vocês não lembram que às vésperas e até o início da campanha, o mote preferido “deles” era denegrir, achincalhar, cair de pau em cima do programa Bolsa Família, tachando-a de bolsa-esmola, bolsa-marginal, bolsa-vagabundagem e por aí vai ???
Um pouco mais tarde, como os estudiosos e economistas do próprio partido reconheceram que o Bolsa Família, em sua essência, era, sim, um efetivo e eficiente meio de redistribuição de renda e reinserção social de milhões de seres humanos (até então excluídos do processo de “cidadania”), e capaz até de alavancar em alguns pontos percentuais o próprio PIB do país e, conseqüentemente, contribuir para o seu crescimento econômico e social, repentinamente a coisa mudou, transfigurou-se e o “Bolsa” passou a ser a “menina dos olhos” de todos eles.
Assim sendo, de uma hora pra outra, não mais que de repente, figuras tétricas e desprovidas de quaisquer resquícios de sensibilidade social (Tasso Jereissati, José Serra e FHC dentre outros) “descobriram a margarida”; e tome Bolsa Família prá cá, Bolsa Família pra lá, porque o Bolsa Família vai ser fortalecido, vai ser ampliado, vai ser reajustado, o escambau.
Como o povo não foi na onda, não se deixou iludir pelo canto da sereia, impingindo-lhes uma tonitruante derrota nas urnas (foram mais de 12 milhões de votos de maioria), o mote voltou às suas origens, após as eleições, agora com força e características nazistas: Dilma Rousseff, a candidata do governo, só teria sido eleita por conta da avalanche, verdadeiro dilúvio de votos da “sub-raça miserável e analfabeta” residente no Norte e Nordeste e beneficiária do Bolsa-Esmola, do Bolsa-vagabundagem.
Perdidos que nem “cego em tiroteio” esqueceram que Dilma Rousseff teve expressiva votação em todos os estados da federação, que ganhou com folgas em Minas Gerais e Rio de Janeiro, dois dos maiores colégios eleitorais do país, além de ter conseguido excelente votação na cidade de São Paulo, reduto maior da “tucanalhada”. E mais: que ela governaria o Brasil, sim, mesmo que lhe suprimissem ou fossem “abortados” todos os votos do norte, nordeste s sudeste.
Como ainda estão aturdidos e grogues com a “pisa” que levaram, as desavenças proliferam entre seus membros e o revoar de penas tornou-se uma constante entre os tucanos de bico mole e os de bico duro.
Ô bicho esquisito é esse tal de tucano; haja saco para agüentá-los.

Dilma foi bem em todos os estados: não houve divisão norte e sul - José do Vale Pinheiro Feitosa

O sistema globo de mídia publicou um mapa pintado do país em que a presidente Dilma teria sido eleita pelo nordeste apenas. Um mapa de dois brasis: o do norte/nordeste e do sul/sudeste. Inclusive a interpretação espalhada pelos comentaristas da emissora no dia das eleições pode está na raiz naquela pilantragem dos jovens de classe média culta de São Paulo contra nordestinos.

Outra coisa que se diz e se repete nos blogs da região que quem votou na Dilma é por que recebe o Bolsa Família. Quem se deu ao trabalho de ler a postagem com as frases é o mesmo que se encontra na fala dos jovens em estado avançado de fascismo. Mas a apresentação dos dados da globo é de má fé. A realidade está melhor demonstrada pelo mapa de votação por município do Estado de São Paulo e por outros critérios mais corretos de apresentação dos mesmos.

O blogueiro Fabricio Vasselai, no blog Politicando derruba estas teses todas. Aliás o Marcos Coimbra da Vox Popoli já havia feito antes. Vejam as principais conclusões.

a) Dilma não dependeu do Norte/Nordeste, nem do Bolsa Família e não houve a divisão Norte/Sul. Isso por que 53% dos votos da candidata vieram do sul/sudeste. Ela governaria o Brasil no segundo turno mesmo se fossem apagados todos os votos do norte, nordeste e sudeste. Em outras palavras ela foi eleita pelo sudeste. Veja a tabela abaixo.
















b) A forma como pintaram o mapa é equivocada, apenas um por cento a mais, já pinta o mapa de outra cor. Se formos analisar por diferenças mais substanciais como 5% ou 10%, não existe a divisão norte/sul que O Globo pintou. Veja mapas. Como diz o blogueiro: “Na verdade, quando vamos aos detalhes dos dados, o que fica evidente é que Dilma foi bem em todos os estados, ficando abaixo dos 40% dos votos apenas em dois, pouco expressivos eleitoralmente: Acre e Roraima (no Norte, aliás). Enquanto Serra teve menos de 40% em dez estados. E chegou a ficar mesmo com menos de 30% e até menos de 25% em alguns. Ou seja, o ponto onde quero chegar é que os resultados dessas eleições não indicam um Brasil dividido: Dilma foi bem em todos os estados. Quem teve sua votação concentrada regionalmente foi Serra. Ele sim dependeu basicamente do Sul e de São Paulo para ter seu desempenho.”
















c) O mapa simples publicado pelo Estadão, por município, acaba a tão divisão, apesar de não pintar os municípios em que forma iguais de cor diferente. De qualquer modo não houve diferença norte e sul e se considere, por exemplo que qualquer dado plotado num mapa do Brasil é complicado, pois os grandes municípios em termos territoriais do norte se destacam, enquanto, por exemplo, municípios mais populosos dos estado do Rio com pequeno território somem.

O Lobisomem da Batateira - José do Vale Pinheiro Feitosa

Não é um bom título? O homem que se transforma em lobo num lugar com nome de plantação? Mas acontece. De dia é homem e de noite lobo, a estraçalhar a integridade dos crentes que ousem transitar à noite. Uma fera tenebrosa que leva as pessoas a se esconderem na escuridão da noite em seus quartos sem lamparinas acesas. Atrás de portas fornidas e janelas com tramelas redobradas.

Na luz do sol luta pela sobrevivência como qualquer ser neste mundo de obrigações. Na luz da lua cheia uiva amedrontando aqueles que paz deveriam ter em seus lares após a longa jornada dos afazeres. Igual ao homem que de dia é homem desgastado de trabalho e à noite não descansa em sua volúpia por carnes e medos.

O lobisomem da batateira, se diga em perfeito juízo, não é bem um lobo. Isso é coisa lá do hemisfério norte. Na verdade é um guaxinim de brejo, do canavial, a cruzar veloz as touceiras de cana, passando como um raio por baixo das copas das mangueiras. Enfim, o lobisomem da batateira, é um guaxinomem.

E para azar do guaxinomem ele vive num país tropical, abençoado por deus, o resto já sabem e ali onde tem calazar e o coitado sofre muito com o problema. Ficou com o pelo arrepiado, as pernas bambas, triste como uma cachimbeira em final de vida. O coitado deu para cair dos quartos, marcar um rumo e sair no outro que não queria.

Isso também se expressa no corpo físico do homem que apresenta até hoje, apesar das doses cavalares de glucantime, grandes seqüelas. Mas o problema do guaxinomem não era só o calazar, o seu principal era o ódio de um coronel vingativo, ruim como fel, lá da Caixa Prego.

O coronel achava que o guaxinomem tinha desonrado sua filha. Ele errava de avaliação, o próprio numa confusão de carinho preciso e impreciso provocara a ruptura que anteciparia o himeneu da menina. São histórias tristes, mas acontecem, como dizem é da cultura.

Coronel não tem culpa. Ela é dos outros, dos agregados, destes sujeitos fedorentos, escória da humanidade. Coronel sem culpa, culpa os outros. E partiu para uma feroz caçada ao guaxinomem. Era mais fácil, já era desgraçado por força do mito. Assim como atacar alguém por bruxa na idade média.

Ninguém sabe se ele consegue. Por enquanto anda pelas estradas com uma cruz, de olhos esbugalhados, rosto desfeito, cabelos desalinhados, gestos ameaçadores a arrebanhar forças para o combate santo ao demônio que explica os próprios demônios do coronel.

Coitado do guaxinomem: ainda do mais necessitando mais doses de glucantime.

E quando terminava esta narrativa alguém me disse: guaxinomem é coisa do mundo, mas coronel é da história, um fica e o outro se desmancha no ar.

Intuição do Direito - Emerson Monteiro

No próximo dia 11 de novembro, às 20h, no Auditório da RFFSA, em Crato, dar-se-á o lançamento do livro Intuição do Direito, de autoria de Jorge Emicles Pinheiro Paes Barreto, advogado que milita com êxito na região do Cariri.
Trabalho elaborado com dedicação, traz conteúdo voltado à filosofia do direito sob o prisma da origem das suas primeiras instituições, com ênfase para o espírito da conformação das pessoas ao mundo social em que vivem e ampliam as normas e suas aplicações.
Sabe-se que o direito advém dos costumes, da jurisprudência, da lei, dos atos jurídicos, dentre outras fontes primárias, porém antes de tais fatores existe a pessoa humana e suas manifestações internas, fonte originária da consciência subjetiva dos acontecimentos e negócios. Com o propósito de avaliar esta área das causas antecedentes do direito, Jorge Emicles produziu uma obra digna dos melhores tratadistas, posto a público neste universo regional palco do lançamento deste seu primeiro trabalho editorial, publicado pela BSG Bureau de Serviços Gráficos.
Capítulo a capítulo, acercando-se das representações essenciais e inseparáveis do pensamento jurídico, em cada momento da epopéia investigativa do direito, o autor firma bases estruturadas de encaminhamento das suas ideias, em sólidas passadas investigativas. Revela consistência nos traços que soma ao quadro do pensamento contemporâneo, em linguagem fluente e dinâmica. Seguro na faina a que se propõe, considera as instituições, os valores, a norma, conceitos, métodos de produção, interpretações, sempre de olhos postos no desenvolvimento da doutrina que abraça e converte numa atitude digna dos mais experientes escritores, sem ficar a dever no gesto inovador.
Seu dizer por si só cativa, sobretudo comparado ao dos compêndios vistos nas ocasiões áridas de escritórios e gabinetes, no ritual fechado da linguagem técnica. Bom estilista, cuidadoso e econômico no uso da terminologia desses redutos fechados, se joga de corpo inteiro na seara dadivosa que lhe afeiçoou e onde instala seus novos predicados.
Numa feliz demonstração do quanto a comunidade acadêmica regional possui de valores e potencialidades, este o livro é ponto inicial para deflagrar o surgimento de novos autores e atualizar estudos profundos do direito, pródigo em avanços e aberto às revelações do saber universal, com amplas possibilidades para aproveitamento da matéria-prima de que dispõe.

O dito do Estadão

Reconheço é difícil encontrar nos editoriais dos grandes jornais brasileiros algo mais do que o interesse dos seus donos ou financiadores. No entanto, para a oposição que aí existe, tenho que elogiar o diagnóstico que faz o Estadão de como ela funciona e como deveria ser:

"Mas qualquer projeto oposicionista se frustrará, principalmente em termos de consolidação da democracia, se não houver a sincera disposição de banir da vida política duas práticas nefandas que o lulo-petismo consagrou: o exercício da oposição, como fez no plano nacional até 2003, pautado exclusivamente por interesses eleitorais e o tratamento de adversários políticos como inimigos a serem dizimados. A oposição há que ser firme e combativa, sempre, e construtiva, quando possível."


Guerrilha começa sexta-feira com procissão




A segunda Guerrilha do Ato Dramático Caririense começa nesta sexta-feira, dia 05, na cidade do Crato. A abertura do evento começa a partir das 17 horas, com procissão saindo da Praça São Vicente.




GUERRILHA DO ATO DRAMÁTICO CARIRIENSE

TEATRO RACHEL DE QUEIROZ

DE 5 A 27 DE NOVEMBRO DE 2010

CRATO - CARIRI - CEARÁ

A MAIOR AGENDA DE ESPETÁCULOS DO NORDESTE BRASILEIRO!!!

LUTA E AFIRMAÇÃO

Criada em 2009 pela Sociedade Cariri das Artes / Cia. Cearense de Teatro Brincante e Sociedade de Cultura Artística do Crato, Pontos de Cultura do Brasil, consorciadas com grupos e companhias de teatro e dança atuantes na região, a Guerrilha do Ato Dramático Caririense é um dos mais importantes projetos de inclusão e afirmação cultural em artes cênicas do interior nordestino, consolidado que está como instrumento de valorização, incentivo e desenvolvimento das artes no Cariri cearense, fortalecendo-o, inclusive, como destino turístico-cultural.

Com esse espírito, realizamos, de 07 a 22 de novembro de 2009, a “1ª Guerrilha do Ato Dramático Caririense”. Foram 16 espetáculos reunindo cerca de 3.000 espectadores de todas as idades, revelando a vitalidade das artes cênicas e o potencial de plateia caririenses.

A edição de 2010, que ocorrerá de 5 a 27 de novembro, terá a participação de 44 espetáculos de teatro e dança realizados por 26 companhias, todas do Cariri, sempre dois por noite, às 19h00min e 20h30min, nas modalidades palco à italiana e arena, além de dois shows musicais e performances circenses.

Estima-se que o evento mobilize um público de cerca de 5.000 pessoas, entre conterrâneos e visitantes, prestigiando e reconhecendo a dramaturgia e a encenação produzidas na região como fortes elementos identitários do povo caririense, cearense e nordestino.

DEFESA DA IDENTIDADE CULTURAL

A cultura brasileira tem se afirmado pela diversidade. O Nordeste, e nele o Cariri cearense, se destaca como emblema cultural resultante de intenso caldeamento de influências, notadamente a ibérica, a africana e a ameríndia, iniciado nos tempos de colonização das terras brasileiras pelos portugueses.

Entretanto, atualmente, forças midiáticas movidas pelo interesse econômico privado e alimentadas pela ideologia hegemonista do grande capital internacional ferem cruelmente o direito à livre existência da pluralidade de linguagens e tendências artísticas e culturais, na tentativa de estabelecer a estética do consumo capitalista como única via de comportamento intelectual e material.

Em meio a essa avalanche destruidora, a resistência de afirmação da identidade popular tem se dado pela bravura de grupos alternativos, reforçados por programas públicos de desenvolvimento cultural e parcerias com entidades de classe, sempre almejando oportunidades de crescimento profissional, geração de renda e difusão dos símbolos culturais que identificam o povo e sua história.

APOIO

Secretaria de Cultura do Município do Crato

Governo Municipal do Crato

Secretaria de Cultura do Estado do Ceará

Governo do Estado do Ceará

Ministério da Cultura – Programa + Cultura / Cultura Viva

Centro Cultural Banco do Nordeste - CCBNB Cariri / Banco do Nordeste

Governo Federal

Circo-Escola Alegria / Projeto Circo do Sopé

Centro de Ativação Cultural Poeta Cego Aderaldo

Coletivo Camaradas

SATED-CE

Imprensa

Blogues

GUERRILHA DO ATO DRAMÁTICO CARIRIENSE

Troféu Juscelino Leal Lobo Júnior

CENTENÁRIO DE RACHEL DE QUEIROZ

04.11.1910 – 17.11.2010

PROGRAMAÇÃO


05 (sexta):

17 h - PROCISSÃO DE ABERTURA com a participação do Circo-Escola Alegria, grupos, atores e brincantes seguindo da Praça 3 de Maio até a Praça da Sé, onde haverá o SHOW DO ALÉM, COM LUIZINHO BREGA STAR E AS MAGRECITAS
18 h - Abertura da exposição 25 ANOS DA CIA. TEATRAL LIVRE MENTE, Teatro Rachel de Queiroz, Crato-CE

06 (sábado):
19h00min - Palco: CONTOS DE BRUXAS (Infantil, 60min), Cia. Teatral Arriégua, Crato-CE
20h30min - Arena: ESPERANDO COMADRE DAIANA (12 anos, 60min), Cia. de Teatro Livre Mente, Juazeiro do Norte-CE

07 (domingo):
19h00min - Palco: DONA PATINHA VAI SER MISS (Infantil, 60min), Cia. Teatral Anjos da Alegria, Crato-CE
20h30min - Arena: DENTRO DA NOITE ESCURA (12 anos, 60min), Cia. de Teatro Livre Mente, Juazeiro do Norte-CE

08 (segunda):
19h00min - Palco: PLUFT, O FANTASMINHA (Infantil, 50min), Grupo Centauro de Teatro, Crato-CE
20h30min - Arena: OS ANIMARTISTAS (Infantil, 50min), Cia. Teatral Anjos da Alegria, Crato-CE

09 (terça):
19h00min - Palco: LAMPIÃOZINHO (Infantil, 50min), Cia. Yoko de Teatro, Crato-CE
20h30min - Arena: AVENTAL TODO SUJO DE OVO (12 anos, 70min), Grupo Ninho de Teatro, Juazeiro do Norte-CE

10 (quarta):

19h00min - Palco: O MISTÉRIO DO BOI MANSINHO (Infantil, 80min), Comunidade Oitão de Teatro, Juazeiro do Norte-CE
20h30min - Arena: A VINGANÇA DO FINADO JOAQUIM (Livre, 40min), Cia. Teatral Anjos da Alegria, Crato-CE

11 (quinta):

19h00min - Palco: O MACACO SABIDO (Infantil, 50min), Cia. Kanoistraveizdinovo, Jati-CE
20h30min - Arena: A COMÉDIA DA MALDIÇÃO - 5 ANOS EM CARTAZ (Livre, 70min), Cia. Cearense de Teatro Brincante, Crato-CE

12 (sexta):

19h00min - Palco: O BARQUINHO (Infantil, 50min), Grupo Centauro de Teatro, Crato-CE
20h30min - Arena: BRASEIRO (12 anos, 50min), Cia. Yoko de Teatro, Crato-CE

13 (sábado):

19h00min - Palco: O REINO MALUCO DE BRANCA DE NEVE (Infantil, 50min), Cia. Mandacaru de Artes e Eventos, Juazeiro do Norte-CE
20h30min - Arena: CEARÁ, GENTE QUE RI (Livre, 55min), Cia. Arte e Cultura, Crato-CE

14 (domingo):
19h00min - Palco: POR CAUSA DE VOCÊ (Livre, 50min), A2 Cia. de Dança, Crato-CE
20h30min - Arena: DESMISTIFICANDO TABUS (14 anos, 50min), Cia. Mandacaru de Artes e Eventos, Juazeiro do Norte-CE

15 (segunda):
19h00min - Palco: UMA ÚLTIMA VEZ (14 anos, 60min), Cia. Arte e Cultura, Crato-CE
20h30min - Arena: ESPERANDO GODOT (12 anos, 15min), Cia. Os Dois de Teatro, Juazeiro do Norte-CE

16 (terça):

19h00min - Palco: A BRUXINHA QUE ERA BOA (Infantil, 50min), Cia. Teatral Anjos da Alegria, Crato-CE
20h30min - Arena: BURRA, NÃO É NADA DISSO QUE VOCÊ ESTÁ PENSANDO (Livre, 60min), Allysson Amâncio Cia. de Dança, Juazeiro do Norte-CE

17 (quarta):

19h00min - Palco: HISTÓRIAS DO TEMPO DA MAMÃE (Livre, 60min), Grupo de Teatro Curumins do Sertão, Farias Brito-CE
20h30min - Arena: RETRATO (Livre, 50min), Cia. Yoko de Teatro, Crato-CE

18 (quinta):

19h00min - Palco: A COMÉDIA DA MALDIÇÃO (Livre, 60min), Grupo de Teatro Curumins do Sertão, Farias Brito-CE
20h30min - Arena: CABORÉ (Livre, 50min), Cia. Desabafo de Teatro, Juazeiro do Norte-CE

19 (sexta):
19h00min - Palco: AS IRMÃS CASTANHOLAS (12 anos, 60min), Cia. Mandacaru de Artes e Eventos, Juazeiro do Norte-CE
20h30min - Arena: NÃO CULPA ELES, CULPA NÓS (12 anos, 50min), Cia. Kanoistraveizdinovo, Jati-CE

20 (sábado):
19h00min - Palco: PÁSSARO DE VOO CURTO (Livre, 60min), Cia. Entremeios de Teatro, Juazeiro do Norte-CE
20h30min - Arena: BODAS DE SANGUE (12 anos, 50min), Grupo Centauro de Teatro, Crato-CE

21 (domingo):
19h00min - Palco: AMARRAS (Livre, 40min), Dakini Cia. de Dança, Juazeiro do Norte-CE
20h30min - Arena: NUDEZ SEM CASTIGO (14 anos, 50min), Grupo Centauro de Teatro, Crato-CE

22 (segunda):
19h00min - Palco: O VELÓRIO SHOW (12 anos, 60min), Cia. dos Sem, Juazeiro do Norte-CE
20h30min - Arena: ITINERÁRIO ALÉM DO PONTO (Livre, 40min), Cia. Armadilhas Cênicas, Crato-CE

23 (terça):
19h00min - Palco: UM AMOR DE PALHAÇO (Livre, 50min), Cia. Yoko de Teatro, Crato-CE
20h30min - Arena: CURTÍSSIMAS (12 anos, 60min), Alunos do NEET / SESC e Comunidade Oitão de Teatro, Juazeiro do Norte-CE

24 (quarta):

19h00min - Palco: SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO (12 anos, 60min), Turma do Curso de Formação em Teatro - CCBNB 2010, Cariri-CE
20h30min - Arena: A COMÉDIA DA MALDIÇÃO - 5 ANOS EM CARTAZ (Livre, 70min), Cia. Cearense de Teatro Brincante, Crato-CE

25 (quinta):
19h00min - Palco: O HÓSPEDE (12 anos, 60min), Cia. Mandacaru de Artes e Eventos, Juazeiro do Norte-CE
20h30min - Arena: TERREIRO DE HISTÓRIAS (Infantil, 50min), Cia. Armadilhas Cênicas, Crato-CE

26 (sexta):
19h00min - Palco: ARMADILHAS (Livre, 40min), Cia. Armadilhas Cênicas, Crato-CE
20h30min - Arena: NAS GARRAS DO CAPA-BODE (Livre, 35min), Cia. Wancilu’s Gat Produções, Crato-CE

27 (sábado):
16h00min às 17h30min – Ônibus Juazeiro do Norte/Crato: BUZU-TEATRO (Livre, 25min), Comunidade Oitão de Teatro, Juazeiro do Norte-CE
19h00min - Palco: AFRODESCENDÊNCIA (Livre, 30min), Cia. de Dança Vid’Art / Projeto Nova Vida, Crato-CE

20h30min - Arena: Seminário “Teatro Brasileiro Caririense” / Entrega de Certificados e Outorga do Troféu Juscelino Leal Lobo Júnior
22h00min - LIFANCO - SHOW VALORES CULTURAIS

Crato-CE, outubro de 2010.

Cacá Araújo
Coordenador Geral
(88) 8801.0897 / (88) 9960.4466 / (88) 3523.7430 / (88) 3523.2168

"O Nascedor" - Eduardo Galeano



O Nascedor 

Por que será que o Che
Tem este perigoso costume
De seguir sempre renascendo?
Quanto mais o insultam,
O manipulam
O atraiçoam
Mais ele renasce.
Ele é o mais renascedor de todos!
Não será por que Che
Dizia o que pensava e fazia o que dizia?
Não será por isso que segue sendo
tão extraordinário,
Num mundo onde palavras
e atos tão raramente se encontram?
E quando se encontram
raramente se saúdam
Por que não se reconhecem?

Autor - Eduardo Galeano

A herança fascista da campanha - José do Vale Pinheiro Feitosa

No meio da tarde de ontem recebi uma informação que parecia mais um dado: a Dilma seria eleita mesmo se anulassem todos os votos do Norte e Nordeste. Ela saiu vitoriosa no Rio e Minas Gerais e as diferenças no Sul foram equilibradas, a não ser no Paraná. Em São Paulo ela perde, mas o PT cresce.

Hoje li uma postagem no blog de um jornalista paulista chocado com o nível de agressividade no twitter contra os nordestinos. Agora entendi o motivo daqueles cálculos. A campanha do Serra é responsável por isso: esta agressividade e o chamamento do derrotado ao twitter estimula este ódio. Não vou nem comentar cada indignidade, apenas passar uma lista do que já anda circulando nos blogs para que cada um sinta pelas próprias frases. Que cada um observe quantas vezes esta linha estreita e alguns dos vocábulos não surgiram durante a campanha nos blogs e nas mensagens que recebemos de amigos da região.

Leiam e reflitam bem como surge o ódio fascista. Como ele pode já se encontrar latente, mas como um partido, um estilo de oposição e uma campanha eleitoral podem ser o núcleo organizador de uma política. Sintam como as “gracinhas” que o PSDB e DEM fizeram com alguns programas sociais pegaram como uma verdade de ódio. Sintam na pele o que é ser nordestino. Preparem suas emoções:

Nordestino não é gente, faça um favor a SP, mate um nordestino afogado. – Mayara Petruso.

Brasileiros, agora fodam-se! Isso que da, dar direito de voto a nordestino. – Mayara Petruso.

Infelizmente quem decide eleição não é quem lê jornal, é quem limpa a bunda com ele. Quem perdeu foi o Brasil. – euquero45 – Juliana Lafer.

Tem gente que fala que todos os brasileiros são iguais... Não quero e não sou igual ao povo do Norte/Nordeste. - @merlinlipe.

Bem vou trabalha porque não ganho bolsa família dos Nordestinos. Nem faço 2 filhos para ter mais bolsa família. - @claytonAmerico.

Os #Nordestisto provam que a grande maior não são alfabetizados. Foi lá que a Dilma ganhou...parabéns ao povo com grande desenvolvimento=p. @JessySalvatore

Enfie seu oxente no cu, vagabundos que vivem de bolsa miséria, vc/s não trabalham 1/3 do que a gente em SP. @Ju_Balog

Não é preconceito! É fato! O nordeste hj é sustentado por bolsa miséria pq ser miserável é + fácil do que trabalhar. @Ju_Balog

Rindo muito da tag #Nordestisto. Já vi nordestino dizer que é educado e inteligente. AVÁ, @carolsalgueiro.

Trocaram voto por miolo de pão!! @tonel

Valeu nordeste. Mais quatro anos vivendo nas nossas costas (Y). @znetti.

Parabéns eleitor. O Norte/Nordeste elegeu uma presidente e o do Sul/Sudeste tem que trabalhar para sustentar esta cambada de vagabundos. @LcGasparetto.

Sul/Sudeste = desenvolvimento. Norte/Nordeste=comodismo. @tomazaapp

80% do amazonas vota na Dilma...Cambada de índios burrooo. @suhelen1

Me tornei racista por que de vocês prestos fedidos que só querem ter filhos e encher a barriga com o dinheiro de quem trabalham. Andrebitarello.

No Sul/Sudeste tem muito mais gente bonita do que no Norte/Nordeste ainda bem que moro em SP. @Deehsativa.

Vamos lá nordestino, se n tiverem orgulho sobra o quê? Comida não tem, cultura não tem, sobra orgulho. @palomabiavati.

Orgulho de que? De ser o povo que vive da bolsa do Lula? Que não trabalha para o país! Ignorância é mato para este povo. @joelhob.

O q adianta #terorgulhodesernordestino se nem civilização tem lá? Bando de burros, tem os piores ensino e ganham esmola do PT! @Victociccone

#orgulhodesernordestino = #orgulhodeserumverme. @calohenriques

Bando de nordestino FDP...são tão burros, que qlqrs idiota faz a cabeça dls..por isso q eu odeio nordestino. @Mikafrauzola.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Viva a situação e a oposição - José do Vale Pinheiro Feitosa

Passadas as eleições não é tempo de se acomodar. Se fosse isso deixaríamos de justificar aquilo que motivou a disputa de projetos e visões de mundo. Quando tinha quatorze anos de idade vi a ruptura institucional com o Golpe de 64. Ainda não tinha consciência de tudo que representava aquilo, mas foi evidente que um grande evento na história do meu futuro acontecera.

Depois na universidade estive na geração que pela esquerda política tentou enfrentar o trágico momento do AI5 e no campo da universidade o Decreto 477. Anos depois me tornei grande amigo de Wilson Fadul que fora Ministro da Saúde de Jango e seu articulador no Congresso Nacional. Ele me contou detalhes da intimidade da articulação de Jango, JK e Lacerda na Frente Ampla. Interpretou o quanto a minha geração acirrara o processo com a luta armada.

Mas quem estava no meio do sufoco não via desta maneira, embora o equívoco político seja claro, mas não havia equívoco na qualidade dos quadros e na razão da luta. Enfim a maior parte daqueles anos fomos derrotados. Todos os dias e uma derrota perigosa, pois muitos amigos morreram, fugiram e uma grande maioria se acabrunhava de medo, vivia com a cruz da justa análise e nada por fazer.

Mesmo quando o processo eleitoral aconteceu os vitoriosos não nos convinham e era difícil vencer máquinas eleitorais e a repressão política. Aos que perdem eleições apenas tomem consciência que uma geração inteira foi derrotada anos após anos. A esquerda brasileira de qual matiz tenha foi derrotada a cada eleição e a cada dia da tentativa de se organizar.

A vida não foi fácil, mas a sobrevivência política aconteceu a ponto de elegermos Brizola no Rio e depois um conjunto de políticos banidos pela Ditadura. Termos feito as manifestações pelas Diretas Já e termos perdido na ora fatal. Quando veio a eleição do primeiro presidente civil, foi indireta e a primeira direta fomos derrotados.

Paro aqui. A derrota das esquerdas não impediu que ela formulasse. Que contribuísse para este momento do país, inclusive com a Constituição de 88. O motivo principal é que uma vez havendo base social, em algum momento a influência aparece. Nenhuma força desaparece num processo eleitoral, ao contrário, cresce.

Se fizermos uma reforma política e eleitoral que preserve as forças minoritárias, o Brasil tem muito a lucrar. Muito mais do que aquele bipartidarismo excludente e sufocante que pode estreitar muito a margem de transformação como parece acontecer nos EUA.

Em resumo: eleições não é jogo, embora usem o termo com alguma frequência. Não tem vitoriosos e perdedores no sentido dos jogos. Eleições têm projetos em disputa que por serem votados transformam-se um em face do outro. O jogo situação e oposição continua sendo o mais rico da história. Mesmo quando forças políticas se tornam hegemônicas por muitos anos, elas se modificam dialeticamente pelo exercício do poder e pela ação da oposição.
FIGURA

há pessoas

que você vê

e diz:

só no vaso sanitário

aquele ali

é feliz.

(abel silva)

Trocaram os "grotões" pelos "nichos" reacionários - José do Vale Pinheiro Feitosa

Quando a ditadura militar tentava se legitimar numa farsa eleitoral ainda existia coisas que parecem de muitos séculos passados e, no entanto, faz pouco tempo que se foram. Uma delas era a proibição do voto do analfabeto, inclusive o Pelé nas clássicas pisadas de bola nas opiniões andou praticando. O mais que se dizia é que o apoio político da ditadura através da ARENA ocorria pelo voto dos grotões.

Se a disputa viesse para luz dos centros urbanos progressistas o voto virava. Aliás, ao acusar o atraso, os analistas usavam a categoria Nordeste como a viga mestra dele. O Nordeste e os coronéis dos sertões. Todos lembram que o Tasso Jereissati pelo PMDB construiu o discurso da mudança da época por aí.

O problema de algumas análises é se fixarem excessivamente em categorias e não acompanharem as causas e os fatores circunstantes. O Nordeste não tinha nenhum padrão para ser ontologicamente atrasado, com seus centros urbanos também dinâmicos. O problema era outro: a concentração industrial em São Paulo. A exploração do nordestino não só dentro como fora da região.

Agora nestas eleições a burrice de almanaque veio com este papo. Além da dor de cotovelo de alguns paulistas que se julgam roubados pelos nordestinos. Acontece que a grande virada eleitoral na ditadura, aquela que virou o jogo com o PMDB foi a televisão. A propaganda eleitoral foi tão fatal que o Armando Falcão, que era reacionário não por ser nordestino, mas por que o era, criou aquela lei que amordaçou a voz da oposição.

Há de se considerar que vitórias da população brasileira mudaram não só o nordeste como todos os “grotões” do país. Uma delas foi o FUNRURAL criado pelo ditador Garrastazu Médici. O FUNRURAL quando começou a funcionar, deu liberdade às famílias para saírem dos latifúndios, sair do cabresto dos coronéis. Com a educação pública universal, o SUS as coisa vão mudando e os “grotões” deixaram de ser o atraso e transferiu a tarefa para “nichos” reacionários.

Os “nichos” dos privilegiados, que ainda têm a proteção das políticas públicas, universais e nacionais, mas teme uma sociedade de massa. As classes destacadas tendem a deixar de ser classe e se tornar um todo uniforme numa sociedade com justiça social.

Não sou um otimista apenas, existem causas e fatores circunstantes que apontam para isso. Pode não ser exatamente isso, mas aí não tem como adivinhar um meteoro que acabou com os dinossauros.

SOPA DE LETRAS


Esquerda, volver !!! – José Nilton Mariano Saraiva

Zé do Vale, sem favor nenhum uma figura que honra e dignifica o Crato, reside e exerce sua atividade profissional no Rio de Janeiro. Mesmo a milhares de quilômetros da terra amada, é, paradoxalmente, uma das pessoas mais “antenadas” com o que lá corre e ocorre. E o melhor: quando chamado a se pronunciar a respeito da cidade e do que lá acontece, não se faz de rogado e exercita a extremada competência de sempre.
Meses atrás, após visitar a terrinha, prestou um depoimento histórico, repleto de emoção e sensibilidade, onde mostrou, cruamente, seu progressivo desencanto e profunda decepção com o estado de “abandono” da nossa urbi; falou sobre suas ruas mal iluminadas, sobre o não ter pra onde ir à noite, sobre a visão dantesca do calçadão no centro da cidade e, enfim, do marasmo que lá encontrou. Zé do Vale é uma pessoa realista, comedida e sincera.
Agora, após as eleições, quando os candidatos votados e indicados pelo prefeito da cidade dançaram solenemente (Presidência, Governador e Senado), eis que o nosso Zé do Vale se reporta, com uma sinceridade a toda prova, sobre a administração cratense: (ipsis litteris) “...a prefeitura do Crato tem uma imensa semelhança com o candidato derrotado: ambos se acham herdeiro natural do latifúndio. Pensam no mundo como apenas a propriedade natural deles próprio. Quanto ao presente do Crato, pelo que me contaram, é limpar o lixo deixado pela festa. Alguém escreveu num dos blogs da região do Cariri que o Crato estava parado neste dia. Não havia nada vibrante pelo menos no curso da votação. Uma boa explicação é a presença de Samuel Araripe, prefeito do Crato e do PSDB”.
Mais à frente, ele se reporta sobre a festa ofertada pela administração da cidade ao então candidato José Serra, e sombriamente nos fala sobre as “...fotos que contarão a história deste momento tumular, Ela parece acabrunhada, nada muda, tudo é igual, é o lento sonambulismo histórico”.
Profundamente preocupado (como todo bom cratense que ama sua terra), ele, ao tempo em que, num primeiro momento, questiona o marasmo reinante, categoricamente nos adverte, a seguir: “...Alguém acordará o Crato deste sonho que não cessa? Parece que na cidade, em termos políticos, não há nada que não venha da década de 50 do século passado. A PREFEITURA É O ALTAR DESTA GRANDE DORMÊNCIA”.
Ao incursionar sobre qual a solução para o Crato, Zé Do Vale se vale (sem trocadilho) da manifestação de uma outra figura de realce da cidade – Zé Flávio Vieira – que houvera sugerido, lá atrás, que a mudança tão necessária só se concretizaria quando “...os partidos populares realmente se organizarem e aprenderam a lição do novo tempo”.
Alfim, Zé do Vale desfere o petardo definitivo: “...É lavada besteira imaginar que ferir a liberdade de idéia e expressão é se contrapor a quem as tens. Aí mesmo é que se encontra a tal liberdade. O Crato só vive esta pasmaceira por que ninguém pode criticar nada que um ódio contra qualquer um se levantará uma vez se diga que exista um simples buraco de rua. Isso quem vive lendo aqui sente o tempo todo. Na minha opinião o Crato mudará muito nas próximas eleições. O Ceará já mudou muito nestas. Agora o espaço político está arejado e aquela preguiça que a pessoa identificou no dia de hoje é apenas o silêncio que anuncia que daqui para frente tudo vai ser diferente. E não apenas pela vitória da candidata, mas principalmente pela derrota daqueles que controlavam o passado”. (tomara que o Zé esteja certo).
De nossa parte, sentimo-nos recompensados e felizes com o que o Zé do Vale externou, já que não é de hoje que alertamos os cratenses, aqui mesmo (e contundentemente), sobre tudo isso. E, realmente, não dá mais pra esperar. É necessário que as pessoas de bem da cidade, aquelas que teimam em manter acesa a chama, que ainda vislumbram uma luz ao final do túnel, que ainda sonham com um Crato pujante e desenvolvido, tomem uma posição corajosa e definitiva. Já. E a solução, tudo está a indicar, poderá ser uma guinada à esquerda. Por que não experimentar um candidato oriundo das hostes progressistas, radicado no Crato, mas capaz de construir pontes que levem à terra prometida ??? Um candidato que lance uma visão social sobre a administração do município, ao invés de demitir, demitir e demitir pais de família ??? Um candidato capaz de estabelecer frutíferas e necessárias parcerias em Brasília ??? Por que não ousar, experimentar o novo, soltar as amarras que nos imobiliza já há décadas ??? Por que continuar nesse marasmo, nessa dormência, nesse massacrante sonambulismo, feito um zumbi ??? Já não perdemos muito tempo com figuras que vivem em redomas inexpugnáveis, isoladas do mundo e das pessoas ???
O momento é agora ( já, pra ontem ), quando os candidatos progressistas do Ceará, nos mais diversos níveis (parlamentos estadual, federal e o senado), estarão próximos da primeira mulher a governar o país, Dilma Rousseff.
Para tanto, necessário que as cabeças pensantes do Crato e sua própria população atentem desde já ao simplório chamamento: Atenção, Crato: ESQUERDA, VOLVER !!!

Post Scriptum:
Para que não haja nenhum juízo de valor equivocado, o autor das mal traçadas acima ("cratense da gema") informa que não conhece pessoalmente nenhuma das personalidades enfocadas (espera um dia ter o prazer).

A emoção da arte - Emerson Monteiro

Visitei o Salão de Outubro do Crato em sua sexta edição, ora sob a coordenação da artista plástica Edilma Rocha, que lidera equipe de pessoas identificadas com a iniciativa, gerando resultados de sucesso.
Numa grata surpresa em termos da qualidade das obras expostas de autores inclusive de outros estados brasileiros, vivi de perto a emoção da boa arte que toca o sentimento e transcende as coisas só físicas e materiais. Nos trabalhos oferecidos aos olhos dos visitantes, pinturas a óleo, aquarelas, técnicas mistas, esculturas, há um passeio pelo mundo da eloquência visual, nestes tempos de tanta tecnologia e indústria, grafismo e mercado de produtos e consumo, velocidades, rumores, vídeos. O clima ocasionado pela arte clássica de telas e objetos trazidos à mostra propicia viagem aos campos das galerias e dos museus que consolidaram o vigor da história da Arte.
Na galeria da RFFSA, em espaço organizado com esmero, senti a força que tem Edilma e seus sonhos das artes plásticas, frutos do talento e da herança familiar que, no Crato, garantiu lugar de destaque na pintura e na fotografia, legenda reconhecida noutras terras, legado de algumas gerações iniciado com o avô Júlio Saraiva, e prosseguiu através dos seus genitores, Edílson Rocha e Telma Saraiva.
Cabe a mim isto de reconhecer aqui o carinho e a dedicação ao VI Salão de Outubro demonstrados por quem este ano o conduziu. Em duas edições da mesma mostra, nos anos de 1977 e 1978, participei de sua organização, juntamente com Luiz Karimai e outros artistas, com exposições situadas no então Parque Municipal, hoje Praça Alexandre Arraes.
O Salão de Outubro deste ano corresponde, pois, em tudo por tudo, ao bom nível das mostras anteriores, reforçando, nesta fase de revitalização depois de algumas décadas, o ímpeto artístico da comunidade cratense dentro do universo rico de criatividade e das produções culturais da Região caririense.

FINADOS. Pachelly Jamacaru

Para ver mais deste ENSAIO, visite o www.zoomcariri.com.





Fotos: Pachelly Jamacaru
"Proibido publicar"
Direitos reservados.

Avante!

Representação de um "herói popular" - China, no caso, uma garota.  


Não é uma comemoração pela vitória da Dilma, mas... 


Derrotar japoneses não deve ter sido fácil!

Prescrição Médica

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

DILMA-LÁ - José Nilton Mariano Saraiva

Definitivamente, o século XXI se nos apresenta como um marco divisor da mudança de costumes e atitudes por parte dos mais diferentes povos do planeta Terra.
Na Ásia, por exemplo, a China optou por "esquecer" os jurássicos ensinamentos de Mao-Tse-Tung e aderiu com força ao capitalismo, até mesmo porque viu-se necessitada em gerar emprego para a “maior população do mundo”, daí o “rolo compressor” oriental a devastar a economia mundial, em razão dos preços ultra-competitivos.
Na Europa, Grécia e Turquia vão a pique, colocando em risco e desestabilizando a economia de todo o continente (e a “coisa” ainda não terminou); na África, a Índia toma assento como uma das potencias emergentes do mundo, enquanto o Oriente Médio assusta e se transforma num autentico barril de pólvora, a explodir a qualquer instante.
No norte da América, algo impensável dez anos atrás virou uma realidade: pela primeira vez na história os Estados Unidos da América (o berço do racismo) e ainda uma das maiores potencias do mundo (embora em decadência), um negro (e sua belíssima esposa) é guindado pelo seu povo à Presidência da nação. Democraticamente, assume, sem qualquer atropelo.
Finalmente, ao sul da América, numa terra conhecida por Brasil, com 190 milhões de habitantes, num primeiro momento sua população, através do voto, delega o destino da nação a um simplório metalúrgico, sem maior conhecimento formal, em razão do rotundo fracasso de um pós graduado em Sorbonne; eis que, devido à aguçada sensibilidade social, esse trabalhador-braçal é reeleito para mais 4 anos.
E, enfim, a suprema ousadia: depois de oito anos de mandato, quando o país experimentou indiscutíveis melhoras e o seu povo passou a viver com dignidade, o “analfabeto”, escudado na aprovação de impressionantes 96% da população (ótimo, bom e regular), resolveu ousar mais, desafiar os teóricos de prancheta e lança uma mulher para sucedê-lo: Dilma Rousseff, ex-guerrilheira, presa e torturada pela ditadura, que nunca antes houvera se candidatado sequer a vereadora.
Hoje, com 12.041.141 votos de maioria sobre o seu oponente (comparativamente, algo como 103 vezes a população do Crato), Dilma Russeff, para assombro de todo o mundo, se torna a primeira mulher Presidente da República do Brasil. Na computação total dos “votos válidos”, originários das planilhas do Tribunal Superior Eleitoral, foram 55.752.529 para a candidata do governo, contra 43.711.388 do adversário. Portanto, uma vitória incontestável, sólida, maiúscula, sem discussão.
Não foi tarefa das mais fáceis, principalmente em razão da utilização dos meios mais abjetos e desonestos possíveis por parte de determinados segmentos da mídia (Rede Globo, VEJA, Folha de São e outros), à qual se associaram figuras ultra-conservadoras da Igreja Católica (à frente o alemão Ratzinger, conhecido como o papa insensível), a explorarem à exaustão um tema absolutamente dissociado de uma campanha presidencial: o aborto.
De nada adiantou. Sem choro nem vela, a população brasileira, no pleno exercício de sua cidadania, resolveu que o “poste”, a “lésbica”, a “sapatão”, a “mulher-macho” (conforme seus raivosos opositores), será a nossa primeira Presidente (a) da República.
E é porque – segundo os “eternamente do contra” (aqueles, que nunca se reciclaram e que usam viseira pra não enxergar o óbvio) - o presidente Lula da Silva não conseguiria transferir votos à sua afilhada.
Imaginem se transferisse...

“Golpe no golpe” – José Nilton Mariano Saraiva

Com relação à consagradora vitória da Dilma Rousseff (objeto de uma outra nossa postagem, a posteriori), embora os brasileiros saibamos da imundície e do jogo bruto posto em prática pelo adversário, com o ostensivo e vergonhoso apoio de segmentos ultra-conservadores da Igreja Católica (inclusive do alemão Ratzinger, ex-integrante da juventude nazista e hoje aboletado no trono papal), o que todos os brasileiros têm que ter conhecimento (e não custa repetir) é que o Partido da Imprensa Golpista-PIG (Rede Globo, VEJA, Folha de São Paulo, UOL e Estadão, dentre outros), tentou, da forma mais abjeta e repugnante possível, “melar” o jogo, dá o golpe, influenciar o rumo da história até o último instante.
Assim é que a empresa Folha da Manhã, vinculada e responsável pelo jornal Folha de São Paulo, num primeiro momento impetrou mandado de segurança junto ao Superior Tribunal Militar (STM) para ter acesso aos autos da Ação Penal nº 366/70, que se reporta especificamente ao passado (em defesa do Brasil) e à prisão da então guerrilheira (com muito orgulho) Dilma Rousseff.
Por se tratar de um tema delicado e às vésperas de uma eleição presidencial, onde uma das concorrentes era exatamente Dilma Rousseff, o STM houve por bem, compreensivelmente, analisar com cautela e ponderação aquele preito, a fim de não cometer injustiças ou tumultuar o processo. Foi o bastante para que a Folha da Manhã (apressadinha que só) ajuizasse Ação Cautelar junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) alegando que era de “...interesse público (os) dados constantes da mencionada ação penal, (a fim de que) possa divulgá-los a tempo de serem úteis à plena informação e formação de convicção dos cidadãos acerca da atual candidata à Presidência da República”. (ipsis litteris). Em razão disso, a Folha da Manhã propugnava a concessão de “...liminar inaudita altera pars, para que seja determinado ao Superior Tribunal Militar que possibilite o imediato acesso e a extração de cópia reprográfica do processo referido” (ipsis litteris); a alegativa era de que – OLHA AÍ A TENTATIVA DE GOLPE - em razão da urgência das informações para a sua divulgação jornalística, faltando poucos dias para o segundo turno das eleições presidenciais, buscaria os dados a fim de informa-los aos eleitores.
Na pressa, no entanto, os bem remunerados causídicos da Folha da Manhã agiram amadoristicamente ao “esquecerem” (???) de dois valiosos e significantes detalhes, que poderiam também ser rotulados de erros crassos: primeiramente, anexaram apenas a folha inicial do recurso impetrado junto ao STM (como se estivessem a esconder alguma coisa); e, após, “esqueceram” (???), de novo, de que, conforme posterior despacho do STF, “...para a concessão do excepcional efeito suspensivo a recurso extraordinário é necessário o juízo positivo de sua admissibilidade no tribunal de origem, a sua viabilidade processual pela presença dos pressupostos extrínsecos e intrínsecos. A plausibilidade jurídica da pretensão de direito material nele deduzida e a comprovação da urgência da pretensão cautelar” (ipsis litteris). Só isso. Será de tão difícil compreensão ???
Assim, como não havia a imprescindível manifestação do STM na ação encaminhada ao STF, o PIG deu com os burros n’agua, porquanto a Ministra do STF, Carmen Lúcia, expedita e atenta, literalmente demoliu a tentativa de golpe, ao devolver o calhamaço sob a alegativa de que “...não há como ter ciência dos argumentos ali apresentados, o que impede o conhecimento das razões jurídicas veiculadas, cuja plausibilidade tem sido considerada imprescindível ao exame deste Supremo Tribunal para os fins de deferimento de medida liminar, nos termos da pacífica jurisprudência assentada na matéria” (ipsis litteris)
A dúvida, assaz pertinente: será que o “golpe no golpe” teria sido incontinentemente obstado, como o foi pela discreta ministra Carmen Lúcia, se os receptores da matéria lá no STF fossem os ministros Gilmar Mendes ou Marco Aurélio de Melo ??? Será que não era exatamente essa a expectativa da VEJA, Folha, Rede Globo, Estadão, UOL a fim de dispararem, às vésperas da eleição, a tão temida e comentada “bala de prata” ???
Pois é, ficaram só na vontade e assim DILMA VANA ROUSSEFF é, de fato e de direito, a primeira mulher Presidente(a) do Brasil.


Dor de cotovelo...


Sintomas: inveja, rancor, mau humor, despeito e agressividade.

BAYBAY LULAChaves...Das Prisões Cubanas.

LULA tem um grande feito,legalizou e intituíu o crime,o lobismo faz parte do dia a dia de um pT,consumido em propinas.Elenise da casa civil,não fez trafico de divisas,Zé Dirceu e vasta quadrilha instituída dos pTISTAS DE CARTEIRINHAS,que o doce da rapadura seja eterno,enquanto o amor DURAdita DURA DO FAXISMO ,sim com x minúsculo.
Estamos prontos para o novo amanhecer de gavetas"Caracas que grana é essa"
E viva a vitoria das boca de fomes contra a verdadeira democracia.
Estamos na nova era...DILMULISMO.

wILSON bERNardo(Texto & Fotografia)

O Discurso de Serra e o Presente do Crato - José do Vale Pinheiro Feitosa

O Darlan pôs os pontos nos “is”. Dilma teve 77% dos votos válidos no Crato e o povo comemorou. Não foi o silêncio do momento da votação. Mas para o prefeito Samuel Araripe, através de sua assessoria não há, como no discurso de Serra um “respeito e humilde a voz do povo nas ruas”. Não teve nenhuma comemoração, na noite de domingo, pela democracia ter funcionado tão bem e assim se manifestou Dilma e Serra ao agradecerem aos eleitores.

No entanto, a prefeitura do Crato tem uma imensa semelhança com o candidato derrotado: ambos se acham herdeiro natural do latifúndio. Pensam no mundo como apenas a propriedade natural deles próprios. O discurso do candidato apenas agradece aos que carregaram “a bandeira com o Serra 45”, esquece completamente o PSDB e o projeto de país do partido. Mesmo quando amplia seu olhar além dos votos que teve, ele se refere aos governadores e não ao partido.

Como certas práticas do paroquialismo de arrabalde, o candidato derrotado não entende o esforço contra a maré do Senador Aécio Neves e não o agradece, apenas o faz a Geraldo Alckmin. Mas a vulgaridade do nosso pensamento logo imagina: Geraldo tem uma secretaria para ele e Aécio apenas uma assessoria de gabinete. Mas não é isso, o buraco é mais abaixo, o Serra quer ser presidente a qualquer custo e não pode ao menos ter a humildade de agradecer o esforço do governador de Minas. Engano, o PSDB que sobreviverá a mais uma derrota na presidência, tem o maior número de governadores entre os partidos e eles enfrentarão os caciques da oligarquia paulista do partido. Até mesmo o Geraldo não dará mão à ambição do derrotado.

Numa coisa o Serra teve consciência, ele não é bobo igual a máquina eleitoral do Crato, tem inteligência estratégica. Reconheceu o grande desafio que foi enfrentar a sucessão de Lula: “Nestes meses duríssimos, quando enfrentamos forças terríveis...” Claramente querendo cavar a trincheira do que ele construiu nesta campanha e que agora disputará no campo da direita política com o centro e a esquerda.

Além de uma estratégia ele já identificou os elementos táticos: na internet. No twitter, nas redes sociais, e-mails, blog e site este espaço aberto e pantanoso que tende a solidificar o solo e se tornar uma plataforma essencial no futuro. Numa base sólida o Serra terá os elementos táticos, mas não poderá usar as mesmas táticas desta campanha. A tática do ódio, do achincalhe, da denúncia vazia, da manipulação, do estímulo ao conflito: o Serra guerra e ódio. Ali o campo será outro e o contraditório haverá, basta ver o que aconteceu quando ele radicalizou as posições.

O candidato não tem uma grande inteligência histórica, mas aprendeu na política e por isso lança o próprio recomeço. Para ele, para os eleitores dele e dos governadores do PSDB não é um recomeço, é a continuidade com a responsabilidade de governarem grandes estados, de legislarem nas assembléias e no Congresso Nacional. Portanto, igual ao que acontece no autismo do Crato, o recomeço é apenas do Serra e não do PSDB. Até ao usar o plural majestático ele não consegue se desanuviar do imenso egocentrismo: Por isso a minha mensagem de despedida neste momento, não é um adeus é um até logo. Não amigo de mim mesmo, o até logo é de Beto Richa, Geraldo, Aécio, Teotônio e outros para não cansar o distinto público.

Quanto ao presente do Crato, pelo que me contaram, é limpar o lixo deixado pela festa.

O Sol raiou...


"Apesar de você amanhã há de ser outro dia.
Eu pergunto a você onde vai se esconder

Da enorme euforia?
Como vai proibir
Quando o galo insistir em cantar?
Água nova brotando
E a gente se amando sem parar..."

Chico