TRIPULANTES DESTA MESMA NAVE

terça-feira, 5 de junho de 2012

Os transgênicos fazendo das suas - José do Vale Pinheiro Feitosa


Circulou pela imprensa mundial uma notícia que confirma tudo aquilo que os ambientalistas diziam por medo das sementes transgênicas. A grande dona do negócio dos transgênicos é a Monsanto que a rigor é uma desenvolvedora e produtora de agrotóxicos e outros insumos para o agrobusiness.

Isso quer dizer que a linha de modificação genética das sementes não está sendo no sentido de melhorar seu valor nutritivo, de encurtar o ciclo de produção e de adaptá-las a condições de clima e solo os mais variados de modo a produzir alimento mesmo em regiões que hoje não se consegue produzir. A lógica desta “melhora” das sementes é puramente resistir aos agrotóxicos que matam no campo as plantas que atrapalham a produção de alimentos e que são chamadas, puramente por essa razão, de ervas daninhas. Além de “limpar” o campo de plantas indesejáveis as transformações existem para que a planta do transgênico suporte venenos que destroem enormes quantidades de insetos e outros animais.

Qual era o problema dos ambientalistas? O extermínio de leguminosas tradicionais pela entrada de um ser inventado em laboratório, desta forma diminuindo a biodiversidade e deixando a humanidade restrita a espécies de laboratório com os povos tendo que pegar semente aos preços da Monsanto que também lhes venderá o agrotóxico. Mas tinha outra questão que os ambientalistas denunciavam: esta técnica iria fazer com que os insetos ficassem resistentes aos genes que o atacavam na planta além dos agrotóxicos específicos que perdem a capacidade de controlar as pragas da plantação.

Isso aconteceu em várias plantações de transgênicos dos EUA selecionando um tipo de lagarta e outros insetos resistentes à transformação da semente e ao agrotóxico específico. A resposta da Monsanto para o problema foi desenvolver outra semente transgênica e novos agrotóxicos para pegar o inseto resistente que foi selecionado pela técnica da semente anterior também desenvolvida pela Monsanto.

A Monsanto não se emenda e com isso põe em risco o futuro das pessoas. O problema é mais grave por que a lógica disso é o lucro e essa lógica só responde ao próprio lucro, não interessa mais nada. Assim como um trem desgovernado descendo uma grande ladeira. 

"A FESTA" do Facebook

Aproveitando a véspera do feriado de "Corpus Christy", a Sertão Pop Produções está trazendo este evento que promete ser super especial. Com a participação de duas maravilhosas bandas da cena caririense, "A FESTA" será animada pela banda GAFIEIRA BAD VIBE, a nova banda de samba-rock daqui do Cariri, que mistura o velho e o novo samba-rock, transformando samba de mesa em samba groove, tocando o melhor de SEU JORGE, TIM MAIA, FUNK COMO LE GUSTA, ADONIRAN BARBOSA, NOEL ROSA e muitos outros nomes da música brasileira, e o grande trabalho do músico AQUILES SALES com o seu projeto TOCA RAUL, sucesso já consagrado no Terraçus Bar e Petiscaria, local onde vai rolar "A FESTA".
"A FESTA" do facebook será um grande encontro dessa galera massa que vai CURTIR, COMENTAR e COMPARTILHAR a alegria de estarmos juntos nesse universo virtual e que será concretizado em um encontro de corpo e alma nessa noite delirante!!
Vamos nessa?
E lembre-se, no dia seguinte É FERIADO!!!!!



"A FESTA" do facebook é pra você curtir, comentar e compartilhar dessa alegria. Estrelando GAFIEIRA BAD VIBE e AQUILES SALES TOCA RAUL. Nesta quarta-feira, no TERRAÇUS Bar e Petiscaria, dia 6, véspera do feriado de Corpus Christy. Acesse a página do evento no Facebook. Curta, comente e compartilhe com os seus contatos e vamos fazer um evento super gostoso.

https://www.facebook.com/events/424559017575546/?ref=notif&notif_t=plan_user_invited

DATA: 06/06 - Quarta-feira
LOCAL: TERRAÇUS - Bar e Petiscaria
HORA: 21h
VALOR DA ENTRADA:  10 Reais

O mistério da troca de guarda : Caderno de Cinema

O mistério da troca de guarda : Caderno de Cinema

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Será que a Rainha Elizabeth II acenou para o nosso passado neocolonial? - José do Vale Pinheiro Feitosa


Vitória tem quatro anos e adora programa infantil. A geração dela está inundada de personagens de contos de fada redivivos no qual abundam reis, rainhas e princesas. Já tem até DVD em que a famosa boneca barbie vai para uma escola de princesas e na escola é só maquiagem, aprender a se curvar, enfim etiquetas da realeza. Se algum dia Vitória gostar de vê a coroação do futuro rei da Inglaterra ou os noventa anos do reinado de Elizabeth II, não tem por que estranhar: é isso mesmo que ela está vendo. Ela e toda a geração dela.

Por isso compreendo a presença de um milhão de ingleses espalhados na beira do Tâmisa com a finalidade de assistir ao desfile do barco real carregando a detentora de 60 anos de reinado. Eles não sabem bem para que serve a realeza inglesa, mas que diverte lá isso diverte. É um show ou uma escola de princesa da barbie.

Não há um grande problema com o circo e a diversão, mas é um grande problema não se entender o quê foi a Inglaterra e seu império para o Brasil. Desde comboiar Dom João VI até o Rio de Janeiro, e aqui abrir os portos para criar um canal de exportação de matérias primas para a crescente industrialização imperial. E não me venha com papo furado de que os ingleses trouxeram a estrada de ferro, os bondes, a energia elétrica entre outras bondades da sua produção porque tudo foi  às custas do sacrifício dos brasileiros.

Os ingleses, se diga os bancos ingleses, seu comércio monopolista, sua armada violenta literalmente têm responsabilidade sobre o atraso relativo da industrialização brasileira. Sabotaram todas as tentativas de se criar uma verdadeira indústria por aqui, basta ler o livro sobre o Barão de Mauá, traziam o trem e nós pagávamos caríssimo pelo seu carvão. O trem não foi apenas para passageiros, era essencialmente o escoamento da produção do café que ia para a bolsa de Londres. A geração de energia elétrica se dava com o monopólio que multiplicava e sangrava a bolsa popular.

Se inventaram a penicilina, nos deram Shakespeare, o som dos Beatles, mas levaram os nossos ganhos e garrotearam nossas iniciativas de desenvolvimento nacional a ponto de atrasá-lo por mais de um século. Portanto enquanto a comitiva desfilava os nossos olhos deveriam simultaneamente olhar para o show e para o passado de um império que teve o seu apogeu com a bisavó da Rainha Elizabeth II.  

domingo, 3 de junho de 2012

Mas isso tem! - José do Vale Pinheiro Feitosa


Nas eleições de 1950 disputava a Presidência da República Getúlio Vargas e a UDN reviveu o Brigadeiro Eduardo Gomes que já havia perdido para Dutra na eleição passada. Num discurso no Paraná o Brigadeiro disse que não precisava dos “votos dessa malta”. Foi o suficiente para os adversários getulistas espalharam a frase “é bonito e é solteiro, mas não quer o voto do marmiteiro”. Foi uma frase arrasadora para a campanha do brigadeiro. Quando o Brigadeiro falou em malta queria dizer bando, grupo de pessoas de condições inferior, mas também é dicionariza com o mesmo sentido que se deu aos trabalhadores rurais chamando-os de “boia-fria”. 

E por que é fui lembrar isso? Por causa da música Zé Marmita de Brasinha e Luiz Antônio: quatro horas da manhã / sai de casa o Zé Marmita / Pendurado na porta do trem / Zé Marmita vai e vem. Quando ouvi esta música pela primeira vez, o cambiteiro, o cortador de cana da minha terra, a cidade de Crato no Ceará, sofria tanto quanto Zé Marmita. Mas eu não tinha a noção da vida sofrida, engarrafada, apertada, sacolejada dos operários das grandes cidades do Brasil.

O Crato não tinha isso. Espere aí um pouquinho que vou contar uma história a mim passada pelo Lúcio Damasceno em Paracuru. Tempo ruim, seco, as plantações secando e povo sofrendo. O vigário numa missa no dia de São José fez um sermão cheio de esperança num milagre e que a chuva viesse. Na primeira fila, cambaleando, já naquelas horas da manhã tomara muitas, um bêbado respondeu bem alto: mas não vem! Foi aquele clima na igreja. O padre repetiu outra esperança e o bêbado: mas não vem! No terceiro “mas não vem!” o padre se virou para o sacristão e pediu que ele fosse chamar o delegado que o bêbado estava atrapalhando a liturgia. O sacristão se movendo e o olhar bêbado acompanhando os passos dele até a porta da igreja. Quando o sacristão passou pela porta ele disse bem alto: esse vem! E se mandou.

Quer dizer o Crato não tinha isso, mas hoje tem! E esse povo vota. Tem noção do que é viver a dureza das poucas fábricas da cidade, mas elas existem. É preciso conversar, dialogar, ouvir seus sentimentos, se eles quiserem e tiverem entusiasmo pela voz que lhe ouve: a chuva vem! O tempo muda. Muda a cidade. O Crato só tem salvação pelo Crato mesmo.

Sem voto de cabresto. Sem fisiologismo. Sem compra de votos. Sem engano ao eleitor. Mas isso tem! Tem que haver uma Campanha para mudar a cidade, tem que começar pelo orgulho do povo, fazendo sentir que a cidade só tem saída pela vontade dele. E a  vontade do povo não apenas se ouve nas urnas das próximas eleições. A vontade tem que ser durante toda a gestão: nos conselhos, nas audiências públicas, no compromisso cotidiano, ouvindo, olhando o que ocorre e modificando o quê é necessário modificar.

Hoje o dia seguiu ameno e parece que o povo da cidade não tem vontade sobre o próprio destino. Mas isso tem! 

Futebol X Política - José Nilton Mariano Saraiva

Por mais paradoxal que se nos apresente, a grande notícia gestada no meio esportivo local foi a ascensão do senhor Robinson de Castro, Diretor de Futebol do Ceará Sporting, ao cargo de “presidente”... dos “Democratas” (uma agremiação política). Figuras ilustres de Fortaleza se fizeram presentes à solenidade e entre paparicos e mimos mil, o novo presidente deitou falação sobre seus projetos para alavancar a hoje esquálida agremiação partidária.
O que isso tem a ver com o futebol propriamente dito e com o desempenho da equipe do Ceará Sporting Clube nos gramados, onde hoje ocupa a rabeira da competição e com tendência a despencar para a série C, no final do ano ??? SÓ TUDO !!!
Vejam só, por que. Após uma administração elogiável em seu primeiro mandato, quando conseguiu fazer um belo trabalho de saneamento das finanças do clube, reestruturação administrativa e montagem de um time de futebol competitivo (que conseguiu ascender à primeira divisão do futebol nacional), o senhor Evandro Leitão (picado pela “mosca azul”) usou da “RAZÃO” para, em se valendo da “PAIXÃO” devotada pela torcida ao clube, ingressar na malcheirosa, mas muito rentável arena política; e embora não haja sido eleito Deputado, conseguiu que lembrassem do seu nome, da sua eficiência à frente do Ceará Sporting Clube, para virar “SECRETÁRIO DE ESTADO” (um cargo político).
EXPEDITO, mais à frente não aceitou “largar o osso” e, como candidato único, reeleito para a presidência do Ceará não teve o menor constrangimento em deixar de lado a seara esportiva e dedicar-se “full time” à atividade política. E para que o barco não ficasse inteiramente à deriva e suas segundas intenções expostas (o poder, com tudo o que ele representa), delegou ao neófito amigo-irmão Robinson de Castro a tarefa de gerenciá-lo e guiá-lo através de águas revoltas, a partir de então. Mas, como o “olho do dono é que engorda o boi”, começou aí a via-crúcis, verdadeira metamorfose, já que o “espírito da casa de mãe Joana” instalou-se definitivamente em Porangabussu.
Nem a volta tão almejada pela torcida do técnico PC Gusmão, o desmonte e posterior formação de um novo (e sofrível) time e a conquista do Estadual 2012, se apresentaram suficientes pra mascarar uma verdade cristalina, irretorquível: faltava comando, voz ativa, murro na mesa, cobrança rigorosa dos deveres e direitos de atletas regiamente remunerados e recebendo religiosamente em dia (ATÉ QUANDO ???).
Hoje (e é triste constatar), seguindo o exemplo do “ausente” presidente Evandro Leitão (agora mais que nunca preocupado com a viabilização da sua candidatura a Deputado Estadual, embora correndo o risco de perder parte dos votos da torcida do Ceará em razão da campanha medíocre do time), o senhor Robinson de Castro também migra para a arena política à procura de novos horizontes, vôos mais altos (na condição de presidente dos “Democratas”), deixando atrás de si um vácuo que, se não for preenchido a tempo, aponta numa só direção, verdadeira catástrofe: o rebaixamento do clube para a terceira divisão.
Alguém duvida ??? (a propósito, por qual razão mesmo a mídia esportiva local evita tratar desse tema - o valer-se da paixão no futebol para ingressar na política ???).

sábado, 2 de junho de 2012

Continuar... pra que ??? – José Nilton Mariano Saraiva

Quando foi formada a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do “Cachoeira”, instaurada pra se apurar a exploração ilegal do jogo caça-níqueis, a impressão que se tinha, porquanto voz corrente, é que... “dessa vez a coisa vai”, tal a gravidade e contundência contidas nas milhares de horas de escutas telefônicas obtidas com autorização da Justiça.
E tal “presunção-esperança” ganhou força e se solidificou no dia a dia, principalmente porque, com o andamento dos trabalhos da Comissão, acabamos por tomar conhecimento que o campo de atuação do contraventor era muito mais abrangente que o esperado, que os seus tentáculos se espraiavam pelo cerrado goiano, esplanada dos ministérios, campos, praias, cidades e por aí vai, e envolvia figuras de proa, outrora tidas e “carimbadas” como íntegras e insuspeitas.
No entanto, com o início pra valer dos trabalhos – o depoimento de gente graúda, envolvida até a medula em maracutaias mil – veio a decepção tonitruante: sem ter como se defender das sérias acusações, ante a crueza  das falas ouvidas, os envolvidos, orientados pelos respectivos super-remunerado$ advogado$ (quem os paga, afinal ???), simplesmente argüiram, um a um, modorrentamente, o “direito constitucional de se manter calado”.
E aí a coisa se transformou num autentico circo de recôndita periferia, já que não só os integrantes da comissão, como também a população em geral, tivemos que agüentar o tal do Cachoeira a sorrir ironicamente para  as câmaras, como a querer transmitir um recado curto e grosso: os que “ousaram” levá-lo até ali não passavam de “palhaços”.  O mesmo aconteceu com os depoentes que o sucederam (demais envolvidos e membros da quadrilha), todos se escudando na Constituição Federal a fim de não criar provas contra si próprio.
A coisa assumiu uma desfaçatez e um atrevimento tais, que o “bossal” Governador-bandido de Goiás, Marconi Perilo, se “antecipou” à convocação e circulou sorridente pelos corredores do Congresso, dizendo-se inocente e pronto para ser ouvido (e o que tem contra ele é nitroglicerina pura).
No entanto, podem apostar com absoluta convicção - “N” reais por um - que quando chegar a sua vez ele simplesmente repetirá a mesma ladainha, o mesmo mantra: reservo-me o direito constitucional de me manter calado (assim como o fará o Governador de Brasília, Agnelo Queiroz; aliás, seria de bom alvitre, sob pena de suspeição, que o presidente da CPMI tratasse de explicar a razão da não convocação do Governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, amigo íntimo do manda-chuva da construtora Delta, beneficiária de obras e mais obras em seu estado).
Ora, como antecipadamente já sabemos o script de cor e salteado, pra que continuar com esse lengalenga improdutivo, com essa frescura recidiva de ouvir quem não se dispõe a falar porra nenhuma. Que a natimorta CPMI seja de pronta enterrada e se acione de imediato o Ministério Público ou a competente área do Judiciário que disponibilize condições de obter respostas que permitam enjaular Cachoeira e seus comparsas (preferencialmente numa prisão de segurança máxima). Definitivamente, não é pedir muito.         

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Até tu, Heitor ??? - José Nilton Mariano Saraiva

Abaixo, correspondência que encaminhamos ao Deputado Estadual, senhor Heitor Ferrer, que postulará a prefeitura de Fortaleza e em quem certamente votaríamos . É importante salientar que a versão encaminhada pela Internet retornou (como se no "sistema" houvesse algum dispositivo que não aceite qualquer crítica) o que nos obrigou a comparecer à Assembléia Legislativa (ontem) e entregar pessoalmente a dita-cuja no Gabinete do nobre deputado (que não estava presente). Não é de hoje que votamos no senhor Heitor Férrer, mas, a partir da "mudança" de rumo tomada pelo próprio (era um dos maiores críticos do senhor Tasso Jereissati e hoje se bandeia para o seu lado em busca de apoio), não mais o sufragaremos. 
José Nilton Mariano Saraiva
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Senhor Heitor Férrer,
Mesmo sem conhecê-lo pessoalmente, já há algum tempo não TÍNHAMOS dúvida em escolher e  sempre cravar o seu nome nas diversas eleições das quais o senhor foi candidato.
TÍNHAMOS - e, por favor, atente para o tempo do verbo usado - como uma espécie de paradigma da moralidade, exemplo de coerência em termos de atuação política, um valente no enfrentamento aos poderosos.
Tanto é que quando recentemente surgiu seu nome para concorrer à Prefeitura de Fortaleza nas próximas eleições, fomos dos primeiros a anunciar para pessoas de nossa intimidade que novamente o nosso voto (e da mulher e dos dois filhos) seria lhe dado, mesmo sabendo da pouca chance de sucesso, em razão do poderio da candidatura oficial.
Este era o nosso sentimento, ATÉ ONTEM. Hoje, e o senhor é o primeiro a tomar conhecimento, descartamos e abdicamos em lhe dá o voto daqui pra frente, e para qualquer cargo, em razão da inexplicável "virada de mesa" anunciada, ao paparicar e encher de confetes uma figura que sempre combateu com bravura: o arrogante e prepotente Tasso Jereissati.
Acreditávamos que o senhor - ao contrário do Nelson Martins, Inácio Arruda e outros "esquerdistas" - que traíram seus eleitores ao " sentar no colo " dos poderosos - e isso tem um preço, sim -  teria a coerência e acima de tudo a dignidade de se manter fiel aos seus princípios e à sua luta, que só o credenciavam e o dignificavam junto aos que têm um pouco de "massa cinzenta" (capacidade de pensar).
Pois bem, que a partir de hoje o senhor se dê bem e se sinta confortável no colo do Tasso Jereissati.
Aproveitamos a oportunidade para sugerir-lhe retirar do seu site a frase "A vitória que vale a pena é a que aumenta sua dignidade e reafirma valores profundos" (Roberto Shinyashiki, psicólogo e escritor brasileiro).
Seria uma incoerência continuar usando-a.
José Nilton MARIANO Saraiva (marianosaraiva1@yahoo.com.br)
Fortaleza-CE

O VATICANO E MUNDINHO - José do Vale Pinheiro Feitosa


Não sei se vocês sabem, eu produzo, escrevo e edito um Programa numa rádio chamado Paracuru Minha Terra Minha Gente. A rádio Mar Azul todo sábado, ao meio dia, tem um Programa em que os personagens da cidade falam de sua vida, dos seus sonhos, de como era a cidade do seu tempo. Fora um Programa com o Fausto Nilo, mas esse devido ao Zanzibar que cita a cidade, todos são moradores da cidade.

É uma coisa fantástica o quanto a conversa com o povo surpreende, quebra paradigmas e revela potências que jamais imaginávamos, especialmente neste país em que a mídia se resume a formar a boa imagem de socialites para que a classe média, desde o limbo em que encontra, se farte de fantasias. 

Foi numa entrevista com o Raimundo Castro dos Santos, apenas conhecido na cidade como Mundinho que tomei surpresa do que ouvi. Mas antes me deixe explicar-lhes o que nos acontece ao fazer um programa desses. Numa conversa normal, pérolas passam de um diálogo para outro, por vezes não se notam e noutras logo esquecemos por sermos tocado por outros assuntos e revelações. Mas ao editar, separar blocos de temas, aquela conversa é repetida muitas vezes e só aí damos conta do que realmente ouvimos. Agora vamos adiante.

Já perto de terminar a entrevista Mundinho disse: “por que o homem é valente. O homem é valente! Ele não tem medo de nada. De nada!” Ele é pescador, com mais de setenta anos, anda todos os dias mais 10 quilômetros, despesca um curral de peixe a cada 12 horas e os horários vão mudando. Passou por muitos perigos no alto mar. Era natural a frase. Mas aí é que surpreendeu completando o pensamento: “mas o homem não tem poder. Não tem poder algum! O poder é de Deus. Dos homens não”.

Mundinho acabara de sintetiza o que pode ser um seminário acadêmico. O homem é valente e esta valentia não lhe dá o poder. Por quê? Por que a valentia de todos contra todos não gera poder. O poder é a cultura, o comum a todos como ordem e conduta, como salvaguarda das dificuldades individuais. É Deus como diz Mundinho: acima dos homens mediando sua valentia. Ou as Leis e seus Direitos.

Hoje relembrei esta entrevista porque desde alguns dias o Vaticano, que para os católicos é a sede da verdade de Deus, é a expressão do alto poder, anda cheio de valentia. Desceu das colinas e se encontra na planície igual a qualquer um de nós, os valentes no dizer de Mundinho. O Vaticano já disputa a sucessão de Bento XVI, punhaladas ferem, vazamentos dos conflitos para os jornais é o sintoma de facções em luta.

O jornalista Gianuluizi Nuzzi publicou documentos vazados do Vaticano (assim como faz a nossa mídia) com a finalidade de expor feridas e ferir alguém. O material revela uma disputa acirrada envolvendo o Arcebispo Carlo Maria Vignò e o Cardeal Tarcísio Betone o número 2 na hierarquia papal.

E os vazamentos para imprensa italiana revelam uma verdadeira “Cachoeira” de manobras e ilegalidades: lavagem de dinheiro, tentativa de assassinato do papa, teia de corrupção, clientelismo, as mesmas empresas que atuam no Vaticano cobrando alto e sendo aceitas anos a fio, o mau feito incrustado na administração do Vaticano. Tudo que reclamamos por aqui está acontecendo no Vaticano, é a ganância e o lucro, é a maracutaia do por fora, a quem e os paraísos fiscais. E João Paulo II lutou para derrubar o comunismo em seu país e agora o Vaticano tornou-se tão comum por que assim é o capitalismo.

Qual a ligação com Mundinho? No Brasil a religião predominante é a católica e mesmo quem professa outras crenças ou não tem religião comumente foi criado no universo da infalibilidade do papa por ser o representante terreno do poder de Deus.

Assim nos restará só a valentia.     

Cicuta


Sócrates foi executado como prisioneiro político , em 399 a.C.,   por ter influenciado seus discípulos  se postando contra a Democracia Ateniense. A seu ver o Estado devia ser governado pelo mais capaz e não por aquele escolhido pela maioria dos cidadãos. Olhando superficialmente,  o filósofo parece ter razão, mas aí vem a encruzilhada filosófica inevitável: -- E quem escolhe e determina quem é o mais capaz? O Rei ? A Nobreza ?  O Poder econômico ? A história da humanidade, nos séculos seguintes, terminou por dar a resposta inequívoca à questão : Sócrates, neste quesito, estava errado,  mas a forma como enfrentou todas as vicissitudes até o sacrifício final perpetuou seu nome e o tornou um dos pensadores mais incensados da História.
                                   Passados os anos,   multiplicaram-se exemplos das claras deformidades da Democracia mundo afora. No Brasil mesmo, escândalo após escândalo, crise após crise, o povo põe continuamente em cheque a validade desta forma de governar. Alguns se mostram saudosos das Ditaduras de Vargas e de 64, outros  remontam até ao cretáceo, vislumbrando a Monarquia com seus Reis, Rainhas e Valetes. Churchill talvez tenha definido melhor esta questão quando disse: "A democracia é a pior forma de governo, exceto todas as outras que têm sido tentadas de tempos em tempos."
                                   Em ano eleitoral, então, estes questionamentos ficam mais à flor da pele. Denúncias engavetadas por anos saltam na imprensa, com vistas a interferir na eleição que se avizinha. As vísceras da Política brasileira são postas à mostra e o povo humilde e trabalhador, no meio de tanta bandalheira, põe-se a engulhar. Corrupção; desvios de verba pública; deputadozinho ,com cara de sacristão, pego com a boca na botija; promiscuidade de governadores, deputados, senadores, ministros do supremo com a contravenção;  como suportar essa calamidade? A conclusão do brasileiro comum  é rápida , imediata : Política não presta, há provas irrefutáveis de que a  Democracia está falida como forma de Governo.  Diante da sacanagem perpetrada contra todos os pagadores de impostos,  algumas atitudes imediatistas são frequentemente tomadas pelo povaréu como aparente defesa contra o descalabro.
                                   A primeira delas é lutar pelo Voto Nulo ou Branco, alguns chegando até ao extremo de incinerar publicamente o Título Eleitoral. Medidas desta natureza eivam as Redes Sociais. No fundo, os revoltosos dizem : nenhum salafrário será mais eleito com minha participação. Pensam que assim se eximirão da culpa pelo estado de coisas que rola país afora. O protesto é totalmente inócuo. Corresponde àquela  providência tomada  pelo marido que encontra a esposa namorando com outro no divã e, revoltadíssimo com a traição, vinga-se vendendo o divã.  Nunca se vota nulo:  quando anulamos o voto estamos tomando partido e elegendo os piores. Peca-se na mesma intensidade por ação ou por omissão, não é ?
                                   A segunda  é mostrar-se saudoso dos períodos ditatoriais. Na época da Ditadura Militar isso não acontecia ! Ladrão ia para o paredão! Bastava apertar um pouco o cabra confessava tudo! A corrupção na ditadura era presentíssima e bem pior do que se tem hoje, apenas menos visível: velada sobre o manto da Censura e da Tortura.Sem Liberdade não existe civilização. Vivemos, hoje, em pleno Estado de Direito, o melhor período da história brasileira.
                                   A terceira postura  clássica é uma revolta desmedida e justificável contra a Corrupção. Perfeita no seu âmago, mas que guarda consigo um enigma. Por que elegemos políticos corruptos e pior que tudo: por que os reelegemos mesmo depois dos escândalos ? A verdade é dura, mas precisa ser engolida: eles não são tão diferentes dos seus eleitores. A corrupção faz parte do nosso cotidiano : vendemos o voto por empregos, por licitações, por telhas e tijolos; buscamos colocação para os filhos por pistolão; tentamos nos dar bem em qualquer função que assumimos; compramos o Guarda de Trânsito para evitar a multa. O político brasileiro é apenas a imagem do seu eleitor refletida no espelho. Um corrupto por atacado , eleito por vários corruptozinhos do varejo. Só mudarão quando a sociedade mudar e, educada politica e socialmente, possa triar melhor seus representantes.
                                   A mais freqüente conduta, no entanto, é de uma total aversão à Política. As pessoas ,diante dos escândalos, se afastam dela como Vampiro do alho. Os mais dignos temem chegar perto com medo de se contaminarem com a podridão reinante. Os maus baldeiam a água para que só eles tenham a coragem de beber. E muitos gritam : “Deus me livre de política, quero é distância!”  O grande problema é que somos seres políticos por excelência. Todas as atitudes humanas são banhadas em maior ou menor proporção nas águas da política. Até a decisão de fugir da política é por se só um ato político. Seria como o mecânico de automóveis resolver que não quer nunca mais se melar de óleo. Não tem jeito, estamos no meio da tempestade: a molhadeira é inevitável. Ou tentamos abrir a capa para minorar o encharque ou negamos a existência do temporal.
                                   As eleições estão próximas. Com a nossa participação ou nossa apatia seremos vítimas ou beneficiários do seu resultado. Se não nos fizermos agentes de mudança teremos que engolir depois a Cicuta, como Sócrates o fez, a contragosto,  no berço da Democracia.

J. Flávio Vieira

Convite Filme: "Cego Aderaldo - O Cantador e o Mito"

A Cariri Filmes e o Cine Ceará têm o prazer de convidá-lo para a exibição (hors concours) do filme: 

“CEGO ADERALDO - O CANTADOR E O MITO”,

um documentário de Rosemberg Cariry

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Local: Cine Ceará - Theatro José de Alencar (Rua Liberato Barroso, 525 - Centro, Fortaleza/CE)


Data: 03 de junho (domingo)


Horário: 21 horas


Entrada gratuita!


Sinopse: Cego Aderaldo (1878 – 1967) foi não apenas o maior nome da poesia cantada e improvisada no Brasil, foi também um mito nacional. Cego Aderaldo adotou e criou, como filhos, 26 crianças. A todos deu estudo e profissão. Inovador e criativo, foi exibidor de cinema na década de 30 e levou a cantoria para grandes capitais, onde era saudado como personagem da dimensão de Padre Cícero e Lampião. A sua obra influenciou a música popular e as artes brasileiras, nas décadas de 50 e 60. O filme conta a história deste artista extraordinário, revelando as suas lutas e as suas vitórias, mostrando as dimensões do homem que, superando todas as adversidades, voa até a glória e se encanta no mito.

Ficha Técnica:
Roteiro e Direção: Rosemberg Cariry
Produção Executiva: Bárbara Cariry
Direção de Produção: Teta Maia
Direção de Fotografia e câmera - Daniel Pustowka   
Montagem: Rosemberg Cariry e Firmino Holanda 
Técnico de Som:  Yures Viana
Patrocínio: Secretário do Audiovisual – SAV/MinC e TV Brasil.
Informações: Cariri Filmes Fone:(85) 3244 6944





Ocupação Fotográfica em Barbalha


Fotógrafos profissionais, curiosos e amantes da fotografia

Neste domingo, a partir das 7h00 ( manhã),na Praça Cristo Reis - Crato  está sendo organizado pelos diversos Coletivos da região do Cariri  (Coletivo Camaradas, Xicra, Bando, Café com Gelo, Poesia da Luz), a OCUPAÇÃO FOTOGRÁFICA  em Barbalha, por conta da Festa do Pau de Santo Antônio. A intenção é registrar o cortejo que reúne os mais diversos grupos da cultura popular e toda a movimentação na cidade. 

Iremos para Barbalha no ônibus da Via Metro. Leve sua maquina fotográfica ( amadora, semi ou profissional). A OCUPAÇÃO FOTOGRÁFICA EM BARBALHA  é uma forma de registrar a memória social/cultural e diversa do povo brasileiro. 

Esse será um importante momento para aproximar coletivos, amigos e artistas.   



Informações: (88)88260008 - 92604870 - 96616516 
         

“Trio” ou “pentarquia” ??? – José Nilton Mariano Saraiva

“Do Crato, cuido eu”.  Autoritária, impositiva e arrogante, esta a frase atribuída ao senhor Ciro Gomes, e teria sido proferida meses atrás em conversa com simpatizantes, como se fora a cidade uma espécie de “feudozinho-particular” dos sobralenses da família “Ferreira Gomes”. Se bem que tal afirmativa até que poderia ser encarada como verdadeira por parte de alguns desavisados, se levarmos em conta que, mesmo sem nunca ter feito nada pelo Crato, o senhor Ciro Gomes conseguiu, sem maiores esforços, obter cerca de 11.000 votos da sua população numa dessas eleições proporcionais passadas. Para alcançar tal marca evidentemente que à sua retaguarda se postaram uma leva de maus cratenses, que devem se sentir satisfeitos e babando de alegria com o estado de penúria e degradação que a urbe experimenta.

Pois bem, como de há muito (e bote tempo nisso) se acha desocupado, já que rejeitado e reprovado pela população em diversas eleições onde só o seu “curralzinho eleitoral cratense” não foi determinante (ou teve peso insignificante), o distinto deu-se à tarefa de tramar, arquitetar e fazer funcionar conspirações político-partidárias, já agora escudado na função de “consultor” do PSB (para tanto, e só pra isso, o irmão Governador do Estado lhe paga uma apetitosa remuneração). 
 
E presumivelmente por considerar o Crato um território já “dominado” (afinal, repita-se, foram quase 11.000 votos pra quem nunca fez pela cidade) a megalomania “ferreiro-gomista” investe agora sobre o eleitorado de Fortaleza. E é fácil constatar que a mudança se deu exatamente após a entrada do senhor Ciro Gomes no jogo. Para tanto, após ensaio de meses, o afinado “Trio Soberba” (Ciro, Cid e Ivo Gomes), comandado pelo irmão mais velho, entrou em premeditada rota de colisão com a prefeita de Fortaleza (isso após o Governador, lá atrás, ter se comprometido a apoiar o candidato do PT à prefeitura da capital).

Hoje, o ex-presidente Lula da Silva e o presidente nacional do PT já foram acionados na tentativa de resolver o imbróglio, e o incêndio tende a ser apagado nesses dias, embora não se saiba o que se esconderá por trás da densa fumaceira resultante (a prefeita Luizianne Lins terá o apoio federal para indicar o “cabeça-de-chapa” petista, como antes combinado com o Governador ??? Ou este se rebelará, romperá com o PT e lançará candidato próprio, já que o irmão Ciro Gomes (mesmo que oficialmente o irmão-governador seja o presidente regional do partido)  já anunciou aos quatro ventos que não aceitará, em hipótese alguma, nenhuma das candidaturas postas à mesa pela prefeita de Fortaleza ???).

Enquanto isso, o que se comenta é que antes de deixar o Governo do Estado (pra se candidatar a Senador da República), Cid Gomes tomará duas medidas: 1) pra desgastar a prefeita e por extensão o seu candidato, tentará com que o Estado assuma a tarefa de construir pelo menos três dos túneis previstos para serem construídos pela municipalidade até a Copa do Mundo, visando a questão da mobilidade urbana de Fortaleza; e 2) baterá o martelo e referendará (por imposição de Ciro Gomes, evidente) o nome (já antecipadamente escolhido) pra ocupar o “empregão-vitalício” a surgir no Tribunal de Contas do Estado: será ninguém mais ninguém menos que ... Patrícia Gomes (ex de Ciro Gomes), que como vereadora, deputada e senadora destacou-se pela apatia e improdutividade; além do que, não ostenta a condição técnica necessária para exercer a função (e mais:  como pimenta nos olhos dos outros é refresco, a filha de ambos, Lívia Gomes, sairia candidata a vereadora aqui em Fortaleza). E se alguém não aceitar que vá reclamar ao Papa.

Mas, afinal... isto é um “trio” ou uma “pentarquia” insaciável ???  

Os Preâmbulos da Crise - José do Vale Pinheiro Feitosa


Os donos do dinheiro, deprimidos, não investem e nem arriscam. Mas ficam como barata tonta correndo de um lado para outro. Não permanecem inertes em si, rodam a bolsa em busca de quem pague mais e de tanto correr calçadas consomem a planta dos pés. Logo os pés onde todos nos apoiamos.  

Deprimidos e correndo, também segue o povo. Sem salário, renda, casa, comida e hospital. O povo emagrece, entontece com os restos de álcool, esfarrapam suas vestes, a vida é um trapo. Sem prato, jogado de lado, o povo torna-se uma amálgama dissoluta e putrefata onde os urubus, carcarás e gaviões se alimentam.

Esse é o cenário de uma grande crise econômica. De uma crise típica do capitalismo cuja natureza quem tem hoje menos de setenta anos nunca experimentou. Igual a esta, mas noutra fase da história, só a crise que se cristalizou em 1929. E são crises duradouras, após as quais tudo muda, deixando o terreno que existia antes inteiramente fora de lugar.  

Os rumos do que vinha sendo se perderam em 1998 e sem que déssemos conta já se vão quatro anos e tudo piora. Por aqui não temos ideia do que ocorre em países como  Portugal, Espanha, Grécia e Itália. Mesmo na França o lanho se faz em suas estruturas sociais básicas e em sua economia. Só num mês foram retirados da Espanha U$ 66 bilhões e em nove meses foram U$ 200 bilhões, ou seja, 30% do PIB anual espanhol.

Mas os montantes monetários são frios, desesperada é a vida do Espanhol, sem emprego, proteção social, não apenas lhes faltam futuro o mais grave é o presente que não existe. A crise que destrói os europeus tem a natureza de um sismo permanente e diariamente novos abalos atingem áreas ainda preservadas e destroçam os destroços já destroçados. Destroçada está a vida do povo.

O terremoto desta crise é um abalo sistêmico. Antes o epicentro foi na América do Norte, agora se encontra na Europa, mas sem que se nomeasse como crise, já estivera no Japão, na Rússia, México e Brasil. A diferença daqueles anos é que ainda não tinham ocorrido nos territórios centrais do capitalismo e estes mais os organismos internacionais poderiam salvar-lhes da tremedeira.

O epicentro não tardará a atingir outros locais. Inclusive a América do Sul por suposto que a crise esteja superando este momento da história. E os sintomas da crise têm pródomos que lhes antecipam. Tais prenúncios se manifestam na cultura, na estética, no tema. Aparecem nas manifestações públicas inclusive agora nas redes sociais e no troca a troca de informações e manifestações.

Mesmo que acossado pela violência os personagens fora e dentro da crise se comportam de modo diferente. A natureza prodômica dos sintomas da crise se encontra no destempero de um Ministro do Supremo Tribunal Federal e na voracidade da mídia por assunto fervilhante junto com a sede de ocupar o campo da política substituindo os partidos.