TRIPULANTES DESTA MESMA NAVE

domingo, 24 de junho de 2018

O "SERESTEIRO" DO PLANALTO - José Nilton Mariano Saraiva


(texto publicado há quatro anos atrás; mas, mais atual que nunca).


O “SERESTEIRO” DO PLANALTO – José Nílton Mariano Saraiva

Como ninguém é de ferro, em determinadas ocasiões o então Presidente da República, Lula da Silva, reunia nos fins de semana alguns membros do governo, na Granja do Torto (uma das residências oficiais do Presidente da República), a fim de confraternizar e jogar conversa fora.

Evidentemente, predominava a informalidade (nada de agenda, assuntos sérios, paletó, gravata e por aí vai), até porque o objetivo era esquecer por algumas horas os grandes problemas da nação, a pressão diuturna e se reoxigenar para a batalha da semana seguinte.

Alguns dos frequentadores, entretanto, intimamente miravam mais à frente, porquanto já se falava abertamente, àquela altura, sobre a sucessão presidencial, vez que Lula da Silva se achava impossibilitado de concorrer mais uma vez (já houvera sido reeleito). E isso, claro, mexia com o ego e a vaidade de uns, que sonhavam ostentar o “passaporte” homologatório da candidatura sucessória das mãos do todo-poderoso “chefe”.

Para tentar viabilizar-se como tal (candidato indicado pelo presidente, sim, senhor), alguns fugiam do lugar-comum e adotavam a heterodoxia plena, naturalmente partindo do pressuposto de que “não importam os meios empregados, conquanto o objeto de desejo seja alcançado” (nem que tivessem que se expor ao ridículo e à chacota de muitos, no decurso da engenharia política afeta).

Um dos frequentadores assíduos de tais noitadas, Ciro Gomes (um megalomaníaco que se julgava uma espécie de “messias”) bolou um jeito todo peculiar de se achegar ao “chefe” e agradá-lo mais que todos, na perspectiva de ser o escolhido.

Assim é que, sabedor da preferência musical do “chefe”, deu um jeito de colocar no “cardápio-noturno”, da Ganja do Torto, o “momento musical”. E aí, em plena madrugada do cerrado do planalto central, ecoava a sofrível voz do “seresteiro do planalto”, tanto melosa quanto interesseira.

O resto todo mundo já sabe: Lula da Silva não se deixou levar pelo “puxa-saquismo” desenfreado do dito-cujo, preferindo privilegiar a ministra Dilma Rousseff para concorrer (com sucesso), à sua sucessão.

Cartas postas à mesa, Ciro Gomes, preterido e sentindo-se injustiçado, procurou as televisões para, em horário nobre, afirmar em alto e bom som que entre a candidata de Lula da Silva e a de José Serra (seu arqui-inimigo declarado), este seria muito mais preparado, porquanto, como ele, Ciro Gomes, já houvera sido governador, ministro e tal, enquanto Dilma Rousseff não tinha nenhum atrativo em seu currículo.

Foi então que, orientada pelo mentor, Lula da Silva, a candidata a presidente ofereceu-lhe uma simples “coordenação de campanha”, no Nordeste. Foi o suficiente e bastante para emudecê-lo de vez. Tanto é que trocou de novo de posição: voltou com mala, cuia e bagagens para a candidatura Dilma Rousseff.

Portanto, agora, que Ciro Gomes volta a concorrer à Presidência da República, as indagações a serem feitas, são: um cara desses, sem qualquer consistência programático-ideológica, é confiável ???  Um cara desses, tão verdadeiro quanto uma nota de 3 reais, merece alguma credibilidade ??? Um cara desses, que já transitou por siglas partidárias às mais disformes (sete, até aqui, dependendo das conveniências do próprio), merece seu voto ???

Pense nisso !!!



sábado, 23 de junho de 2018



MAIS ATUAL QUE NUNCA – José Nilton Mariano Saraiva

Pela atualidade, trazemos de volta artigo de nossa lavra publicado após a acachapante derrota da seleção brasileira de futebol ante a seleção alemã (7x1), quando da Copa do Mundo realizada no Brasil em 2014. E o fazemos porque estamos a incorrer no mesmo erro. E isso todos sabemos onde nos levará. Portanto, segue o texto, publicado quatro anos atrás.

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A “PRESENÇA” da “AUSÊNCIA” – José Nílton Mariano Saraiva


Claro que, em razão da Copa do Mundo de 2014 ter se realizado NO” Brasil, tinha que ser “DO” Brasil, principalmente em razão do nosso “pedigree” na matéria.

Claro que, mesmo e apesar das limitações do nosso time, num jogo normal e incentivados por uma torcida numerosa e vibrante, tínhamos, sim, absoluta e plena condição de bater a seleção da Alemanha e seguir em frente.

Claro que, tal não aconteceu em razão da escolha de uma opção tática pra lá de equivocada da nossa experimentada comissão técnica (que, sabe-se agora, lamentavelmente não envelheceu só biologicamente) e pisou feio na bola (e isso em plena semifinal de uma Copa do Mundo) já que oferecendo “de bandeja” o meio campo aos alemães, onde eles sempre são mais fortes e trafegam com extrema facilidade.

Claro que, ao contrário dos alemães (como era previsível) quem tremeu foram alguns dos nossos (Fernandinho e Bernard, por exemplo) e isso comprometeu o desempenho do time como um todo.

Claro que, um placar desmoralizante e imoral desses (7 x 1) é algo improvável e atípico em um jogo de duas seleções poderosas, principalmente em uma disputa de Copa do Mundo e dificilmente (ou jamais) repetir-se-á (mas será lembrado, ad eternum, exatamente pela atipicidade).

Enfim, foi uma partida desastrada, surreal mesmo, tanto que os próprios alemães (demonstrando um “respeitoso constrangimento”), se abstiveram de comemorar como mereciam (e trataram de enfatizar isso, pós-jogo), porquanto claramente diminuíram o ritmo durante o segundo tempo (poderiam, sim, ter feito 10 ou mais gols, se continuassem com o mesmo vigor, tal a pasmaceira que tomou de conta dos nossos jogadores e seu “comando-caduco”).


No mais (e nisso parece ser proibido falar), tivemos também a derrota da mídia esportiva brasileira. É que, antes de se preocupar com os adversários do Brasil propriamente, a atenção maior foi, antes e durante a Copa (e até agora, após) tentar incutir da mente dos torcedores que a seleção tinha um novo “LÍDER” capaz de guiá-la ao “olimpo”, levá-la aos píncaros da glória, guindá-la ao panteão dos heróis imortais: o tal Neimar (cai-cai) que é apenas um bom jogador e não esse fenômeno que propagam.


Ora, amigos, “LIDERANÇA” não se encontra disponível nas prateleiras das bodegas do interior desse Brasilzão, nas gôndolas dos grandes supermercados das capitais ou nas bancas das feiras livres da periferia; “LIDERANÇA” não se compra, não se impõe, não se transfere e nem se atribui via decreto, bilhete, norma, portaria ou coisa que o valha. “LIDERANÇA” é algo de berço, natural, carismática, única, personalíssima. E disso o tal Neimar é desprovido, do dedão do pé à cabeleira moicana-tingida.


Assim, nada mais hipócrita que a recorrente imagem da TV mostrando no túnel de acesso ao gramado o tal Neimar  abraçando um a um os colegas, antes de cada partida, ao tempo em que o narrador global, empostando a voz, destacava sua forte “LIDERANÇA” ante os demais; nada mais cafona do que a imagem dos jogadores entrando em campo para uma semifinal de Copa do Mundo usando “bonés” personalizados, saudando o tal Neimar (fora do jogo, por contusão); nada mais ridículo que exibir, durante o canto do Hino Nacional, a camisa do tal Neimar, como se fora ele um “herói” já falecido, a quem todos devêssemos reverência (passa longe disso).


E talvez por isso mesmo, por se preocuparem demasiadamente com um “AUSENTE”, foi que os jogadores da seleção brasileira literalmente não se fizeram “PRESENTE” no jogo decisivo. Burra e irrestrita solidariedade.


Ainda por cima, nada mais inapropriado e extemporâneo que, a posteriori, trazê-lo de volta da boa vida que desfrutava na praia (para a concentração), depois de tê-lo dispensado (já que contundido), objetivando “LIDERAR” os colegas na batalha pelo terceiro lugar do torneio (aí, a emenda saiu pior que o soneto, porquanto o “distinto” se sentiu à vontade para, do banco, desrespeitosamente “assumir” o lugar do Felipão, no tocante à orientação dos que estavam em campo (e você já parou pra pensar num time “orientado” pelo tal Neimar ???). Deu no que deu.


Vida que segue.


A lamentar, que a menininha que “...não tava nem na barriga da minha mãe quando o Brasil foi campeão”, vá ter que esperar por um pouco mais de tempo pra ver isso (o Brasil ser campeão). Ou, quem sabe, seja a sua futura filha que terá o privilégio de).




segunda-feira, 11 de junho de 2018


MANIFESTO AO POVO BRASILEIRO  (por Luiz Inácio Lula da Silva)
"Há dois meses estou preso, injustamente, sem ter cometido crime nenhum. Há dois meses estou impedido de percorrer o País que amo, levando a mensagem de esperança num Brasil melhor e mais justo, com oportunidades para todos, como sempre fiz em 45 anos de vida pública. 

Fui privado de conviver diariamente com meus filhos e minha filha, meus netos e netas, minha bisneta, meus amigos e companheiros. Mas não tenho dúvida de que me puseram aqui para me impedir de conviver com minha grande família: o povo brasileiro. Isso é o que mais me angustia, pois sei que, do lado de fora, a cada dia mais e mais famílias voltam a viver nas ruas, abandonadas pelo estado que deveria protegê-las.

De onde me encontro, quero renovar a mensagem de fé no Brasil e em nosso povo. Juntos, soubemos superar momentos difíceis, graves crises econômicas, políticas e sociais. Juntos, no meu governo, vencemos a fome, o desemprego, a recessão, as enormes pressões do capital internacional e de seus representantes no País. Juntos, reduzimos a secular doença da desigualdade social que marcou a formação do Brasil: o genocídio dos indígenas, a escravidão dos negros e a exploração dos trabalhadores da cidade e do campo.

Combatemos sem tréguas as injustiças. De cabeça erguida, chegamos a ser considerados o povo mais otimista do mundo. Aprofundamos nossa democracia e por isso conquistamos protagonismo internacional, com a criação da Unasul, da Celac, dos BRICS e a nossa relação solidária com os países africanos. Nossa voz foi ouvida no G-8 e nos mais importantes fóruns mundiais.

Tenho certeza que podemos reconstruir este País e voltar a sonhar com uma grande nação. Isso é o que me anima a seguir lutando. Não posso me conformar com o sofrimento dos mais pobres e o castigo que está se abatendo sobre a nossa classe trabalhadora, assim como não me conformo com minha situação. 

Os que me acusaram na Lava Jato sabem que mentiram, pois nunca fui dono, nunca tive a posse, nunca passei uma noite no tal apartamento do Guarujá. Os que me condenaram, Sérgio Moro e os desembargadores do TRF-4, sabem que armaram uma farsa judicial para me prender, pois demonstrei minha inocência no processo e eles não conseguiram apresentar a prova do crime de que me acusam. Até hoje me pergunto: onde está a prova?

Não fui tratado pelos procuradores da Lava Jato, por Moro e pelo TRF-4 como um cidadão igual aos demais. Fui tratado sempre como inimigo. Não cultivo ódio ou rancor, mas duvido que meus algozes possam dormir com a consciência tranquila.

Contra todas as injustiças, tenho o direito constitucional de recorrer em liberdade, mas esse direito me tem sido negado, até agora, pelo único motivo de que me chamo Luiz Inácio Lula da Silva.

Por isso me considero um preso político em meu país. 

Quando ficou claro que iriam me prender à força, sem crime nem provas, decidi ficar no Brasil e enfrentar meus algozes. Sei do meu lugar na história e sei qual é o lugar reservado aos que hoje me perseguem. Tenho certeza de que a Justiça fará prevalecer a verdade.

Nas caravanas que fiz recentemente pelo Brasil, vi a esperança nos olhos das pessoas. E também vi a angústia de quem está sofrendo com a volta da fome e do desemprego, a desnutrição, o abandono escolar, os direitos roubados aos trabalhadores, a destruição das políticas de inclusão social constitucionalmente garantidas e agora negadas na prática.

É para acabar com o sofrimento do povo que sou novamente candidato à Presidência da República.  

Assumo esta missão porque tenho uma grande responsabilidade com o Brasil e porque os brasileiros têm o direito de votar livremente num projeto de país mais solidário, mais justo e soberano, perseverando no projeto de integração latino-americana.

Sou candidato porque acredito, sinceramente, que a Justiça Eleitoral manterá a coerência com seus precedentes de jurisprudência, desde 2002, não se curvando à chantagem da exceção só para ferir meu direito e o direito dos eleitores de votar em quem melhor os representa.

Tive muitas candidaturas em minha trajetória, mas esta é diferente: é o compromisso da minha vida. Quem teve o privilégio de ver o Brasil avançar em benefício dos mais pobres, depois de séculos de exclusão e abandono, não pode se omitir na hora mais difícil para a nossa gente. 

Sei que minha candidatura representa a esperança, e vamos levá-la até as últimas consequências, porque temos ao nosso lado a força do povo. Temos o direito de sonhar novamente, depois do pesadelo que nos foi imposto pelo golpe de 2016. 

Mentiram para derrubar a presidenta Dilma Rousseff, legitimamente eleita.  Mentiram que o país iria melhorar se o PT saísse do governo; que haveria mais empregos e mais desenvolvimento. Mentiram para impor o programa derrotado nas urnas em 2014. Mentiram para destruir o projeto de erradicação da miséria que colocamos em curso a partir do meu governo. Mentiram para entregar as riquezas nacionais e favorecer os detentores do poder econômico e financeiro, numa escandalosa traição à vontade do povo, manifestada em 2002, 2006, 2010 e 2014, de modo claro e inequívoco. 

Está chegando a hora da verdade. Quero ser presidente do Brasil novamente porque já provei que é possível construir um Brasil melhor para o nosso povo. Provamos que o País pode crescer, em benefício de todos, quando o governo coloca os trabalhadores e os mais pobres no centro das atenções, e não se torna escravo dos interesses dos ricos e poderosos. E provamos que somente a inclusão de milhões de pobres pode fazer a economia crescer e se recuperar. 

Governamos para o povo e não para o mercado. É o contrário do que faz o governo dos nossos adversários, a serviço dos financistas e das multinacionais, que suprimiu direitos históricos dos trabalhadores, reduziu o salário real, cortou os investimentos em saúde e educação e está destruindo programas como o Bolsa Família, o Minha Casa Minha Vida, o Pronaf, Luz Pra Todos, Prouni e Fies, entre tantas ações voltadas para a justiça social.

Sonho ser presidente do Brasil para acabar com o sofrimento de quem não tem mais dinheiro para comprar o botijão de gás, que voltou a usar a lenha para cozinhar ou, pior ainda, usam álcool e se tornam vítimas de graves acidentes e queimaduras. Este é um dos mais cruéis retrocessos provocados pela política de destruição da Petrobrás e da soberania nacional, conduzida pelos entreguistas do PSDB que apoiaram o golpe de 2016.  
A Petrobrás não foi criada para gerar ganhos para os especuladores de Wall Street, em Nova Iorque, mas para garantir a autossuficiência de petróleo no Brasil, a preços compatíveis com a economia popular. A Petrobrás tem de voltar a ser brasileira. Podem estar certos que nós vamos acabar com essa história de vender seus ativos. Ela não será mais refém das multinacionais do petróleo. Voltará a exercer papel estratégico no desenvolvimento do País, inclusive no direcionamento dos recursos do pré-sal para a educação, nosso passaporte para o futuro.

Podem estar certos também de que impediremos a privatização da Eletrobrás, do Banco do Brasil e da Caixa, o esvaziamento do BNDES e de todos os instrumentos de que o País dispõe para promover o desenvolvimento e o bem-estar social. 

Sonho ser o presidente de um País em que o julgador preste mais atenção à Constituição e menos às manchetes dos jornais. Em que o estado de direito seja a regra, sem medidas de exceção. Sonho com um país em que a democracia prevaleça sobre o arbítrio, o monopólio da mídia, o preconceito e a discriminação.

Sonho ser o presidente de um País em que todos tenham direitos e ninguém tenha privilégios. Um País em que todos possam fazer novamente três refeições por dia; em que as crianças possam frequentar a escola, em que todos tenham direito ao trabalho com salário digno e proteção da lei. Um país em que todo trabalhador rural volte a ter acesso à terra para produzir, com financiamento e assistência técnica. 

Um país em que as pessoas voltem a ter confiança no presente e esperança no futuro. E que por isso mesmo volte a ser respeitado internacionalmente, volte a promover a integração latino-americana e a cooperação com a África, e que exerça uma posição soberana nos diálogos internacionais sobre o comércio e o meio ambiente, pela paz e a amizade entre os povos.

Nós sabemos qual é o caminho para concretizar esses sonhos. Hoje ele passa pela realização de eleições livres e democráticas, com a participação de todas as forças políticas, sem regras de exceção para impedir apenas determinado candidato. Só assim teremos um governo com legitimidade para enfrentar os grandes desafios, que poderá dialogar com todos os setores da nação respaldado pelo voto popular. É a esta missão que me proponho ao aceitar a candidatura presidencial pelo Partido dos Trabalhadores. Já mostramos que é possível fazer um governo de pacificação nacional, em que o Brasil caminhe ao encontro dos brasileiros, especialmente dos mais pobres e dos trabalhadores.

Fiz um governo em que os pobres foram incluídos no orçamento da União, com mais distribuição de renda e menos fome; com mais saúde e menos mortalidade infantil; com mais respeito e afirmação dos direitos das mulheres, dos negros e à diversidade, e com menos violência; com mais educação em todos os níveis e menos crianças fora da escola; com mais acesso às universidades e ao ensino técnico e menos jovens excluídos do futuro; com mais habitação popular e menos conflitos de ocupações nas cidades; com mais assentamentos e distribuição de terras e menos conflitos de ocupações no campo; com mais respeito às populações indígenas e quilombolas, com mais ganhos salariais e garantia dos direitos dos trabalhadores, com mais diálogo com os sindicatos, movimentos sociais e organizações empresarias e menos conflitos sociais. 

Foi um tempo de paz e prosperidade, como nunca antes tivemos na história.
Acredito, do fundo do coração, que o Brasil pode voltar a ser feliz. E pode avançar muito mais do que conquistamos juntos, quando o governo era do povo.

Para alcançar este objetivo, temos de unir as forças democráticas de todo o Brasil, respeitando a autonomia dos partidos e dos movimentos, mas sempre tendo como referência um projeto de País mais solidário e mais justo, que resgate a dignidade e a esperança da nossa gente sofrida. Tenho certeza de que estaremos juntos ao final da caminhada.

Daqui onde estou, com a solidariedade e as energias que vêm de todos os cantos do Brasil e do mundo, posso assegurar que continuarei trabalhando para transformar nossos sonhos em realidade. E assim vou me preparando, com fé em Deus e muita confiança, para o dia do reencontro com o querido povo brasileiro. E esse reencontro só não ocorrerá se a vida me faltar.

Até breve, minha gente
Viva o Brasil! Viva a Democracia! Viva o Povo Brasileiro!”

Luiz Inácio Lula da Silva
Curitiba, 8 de junho de 2018"


sexta-feira, 18 de maio de 2018


Escuto um blues
Para desatender a tempestade
Da  boca molhada dos céus
Estamos distantes
Mas os trovões se fazem tão perto.

Alexandre Lucas  

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Artista propõe interação em exposição no Cariri





O Centro Cultural Banco do Nordeste – CCBNB, em Juazeiro do Norte,  receberá exposição do artista/educador, Alexandre Lucas. A abertura  será no dia 01 de junho, às 19h, na galeria do 5º andar. 

A exposição de caráter interativo possibilitará que o  público tenha  a oportunidade desenhar, carimbar, pintar e levar parte da exposição para casa. Essa interatividade com o público é uma característica da poética  desenvolvida pelo artista. 

A exposição denominada “Xela” reúne desenhos reproduzidos em lambe-lambe, carimbos, adesivos, imãs e fotocópias. As imagens remetem a relação do artista com a pichação e ao mesmo a multiplicação de silhuetas de rostos.    

Para a professora Fernanda Maria Macahiba Massagardi, pós-doutora em Artes, a linha, muitas vezes ininterrupta, das obras de Alexandre Lucas convida o olhar do espectador ao movimento. Ela destaca que esse trabalho é uma abstração que convida à busca da forma e diz que associar a linha precisa às constelações de Miró ou aos desenhos de Matisse é inevitável. Fernanda enfatiza que o aspecto do jogo está presente, na medida em que desperta no público o desejo de interação, seja nos espaços que podem vir a ser cor como na continuidade da linha.

Alexandre Lucas é integrante do Coletivo Camaradas e tem um trabalho estético que visa aproximar a relação artista, obra e público, tanto no campo da literatura como nas artes visuais.

terça-feira, 27 de março de 2018

De 03 a 14 de abril de 2018 acontece o festival nacional de dança: IX SEMANA DANÇA CARIRI


A ‘Semana Dança Cariri’ é um festival nacional de dança que acontece todo mês de abril. A cada ano o evento aborda uma questão a fim de nortear o dialogo. Em 2018, na IX edição enfatizamos, ‘A dança não se finda’: existem alguns mitos/tabus/questões na Dança que precisamos refletir, tais como: durante muito tempo difundiu-se que esta era uma arte efêmera e que após o espetáculo nada mais restava; pensou-se que a dança estava destinada apenas aos corpos jovens, magros e virtuosos; acreditávamos que a dança só acontecia nas capitais/grandes centros; que a dança cênica era uma arte de elite; que a dança não era algo necessário ao nosso cotidiano. Porém, a contemporaneidade pôs todos esses conceitos em xeque, a dança é uma área de conhecimento inesgotável, que transforma e permanece, a dança não se finda.
É um evento elaborado com esmero e esforço, esta edição constituída de espetáculos, oficinas teórico-práticas, workshops, lançamento de livro, momentos de intercâmbios. A programação privilegia todas as faixas etárias, profissionais da dança e o público interessado em artes. 
Este ano o festival é uma realização da Associação Dança Cariri e SESC
segue abaixo a PROGRAMAÇÃO COMPLETA da IX SDC

PROGRAMAÇÃO GERAL


Dias 31 de março e 01 de abril
Oficina de Dramaturgia
Com Camila Fersi (RJ)
Local: Associação Dança cariri

Dia 02 de abril
19h Cine Dança – Exibição do Documentário PINA
Local: SESC Crato

Dia 03 de abril
9h Oficina de Dança Contemporânea
Com Alexandre Santos (PE)
Local: Sala de Dança SESC Crato

10h30 Palestra
Dança e educação em tempos de crise social
Com Isabel Marques  (SP)
Local SESC Crato

19h Cerimonial de abertura
Para Sempre teu
Qualquer um dos 2 Cia de dança (PE)
SESC Crato

Dia 04 de abril
9h Oficina JogoDançaManifesto
com Isabel Marques (SP)
Local SESC Crato

19h A notícia Caleidos Cia de Dança (SP)

Que Corpo é esse? Coletivo Incomum (PE)

Dia 05 de abril
Oficina de Dança Arquetípica
com Dakini Alencar.
Participação do músico Renê Danton
Local SESC Crato

19h Epifanias: outros jeitos de usar a boca
Dakini Cia de Dança Teatro (CE)

Translocadas
com Aline Vallim, Paola Ferraro, Veronica Navarro (Brasil, Paraguai, Argentina)
Local SESC Crato

Dia 06 de abril
9h Bate Papo N’outros Corpos: desconstruções, descobertas e outras possibilidades corporais latino-americas com Veronica Navarro Local: SESC Crato

 19hs Sertão Poeta
Cia Jovem Dança Cariri (CE)
Redoma
Guilherme Veloso (RJ)

Dia 07 de abril
14h as 17h Workshop de Balé para professores
com Helena Matriciano (RJ)
Local Associação Dança Cariri

19h Ofélia Territórios Movediços (MG/RJ)

19h45 Três solos em um tempo Denise Stutz (RJ)
Local SESC Crato

Dia 08 de abril
14h as 17h Workshop de Balé para professores
com Helena Matriciano (RJ)
Local Associação Dança Cariri

18h30 Ensaio abertos
Baiaum D´Sincko
Dakini Cia de Dança Teatro  (CE)
Sobre coisas Cruas
Guilherme Veloso e Camila Fersi  (RJ)
Debate Criação em Dança.
Local: Associação Dança Cariri

Dia 09 de abril
9h30 Aula de Balé
com Wilemara Barros (CE)
Local: Associação Dança Cariri

Dia 10 de abril
9h30 Oficina Corpo Presente
com Denise Stutz (RJ)
Local SESC Juazeiro do Norte

19h30
A Morte dos Cisnes
Cia Dita / Wilemara Barros (CE)
Finita
com Denise Sturtz  (RJ)
Local SESC Juazeiro do Norte

Dia 11 de abril
9h30 Oficina de Dança Contemporânea
com Romero Mota (PB)
Local SESC Juazeiro do Norte

19h30  Move
Cia Foco de Dança
Metal
Balé da Cidade de Campina Grande
Local SESC Juazeiro do Norte

Dia 12 de abril
9h30 Oficina Laboratório de formação e investigação criativa
com Ana Vitória (BA/RJ)
Local Associação Dança Cariri

15h Workshop Aula de Papel
com Angel Vianna (MG/RJ)
Local Associação Dança Cariri

19h30
Desatar
Com Aline Vallim (SP) e Alysson Amancio (CE)

Ofélia Territórios Movediços
Com Camila Fersi (MG/RJ)
Local SESC Juazeiro do Norte

Dia 13 de abril
9h30 Oficina Feldenkrais
com Priscilla Teixeira (RJ)
Local Associação Dança Cariri

18hs Lançamento do Livro
Angel Vianna, uma biografia de dança contemporânea
Noite de autógrafos com Ana Vitória
Local SESC Juazeiro do Norte

19h30 A cadeirinha e eu
Cia Dita/Fauller (CE)

O que deságua em mim
Cia Alysson Amancio (CE)
SESC Juazeiro do Norte

Dia 14 de abril
19h30 Ferida Sábia
Local Teatro Patativa do Assaré

21h Festa de Encerramento* – A Dança não finda
*R$ 10 (venda revertida para as despesas do festival)
Local: Cangaço Bar



segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Caleidoscópio 70: Luiz Carlos Salatiel & Los Fractais celebram um tempo que não quer ser esquecido


Foto: Kathylene Furtado
Texto: Carlos Rafael Dias

A estreia do show Caleidoscópio 70, ocorrida no início deste mês fevereiro, durante o VI Festival de Música Cordas Ágio, em Crato, suscitou algumas ponderações, das quais eu julgo importante comentar duas delas.
Em primeiro, a realização de um espetáculo carregado de forte simbolismo e protagonizado por um artista igualmente emblemático, poderia ser interpretada como um sinal de coroamento de uma longa e profícua trajetória artística. Mas não o é. Luiz Carlos Salatiel, esse ‘tal artista’, está prestes a completar 50 anos de vida artística, cuja marca principal é a obsessiva capacidade de surpreender, nunca aceitando a busca de uma carreira consolidada pelos cifrões do sucesso ou pelas críticas favoráveis veiculadas na imprensa. Essa trajetória, que já surpreende pela longevidade, alcança ainda maior expressividade se atentarmos para o fato dela acontecer praticamente em solo nativo, distante dos centros detentores e monopolizadores dos holofotes midiáticos tidos como necessários para a consagração de uma carreira artística. A segunda reflexão é sobre o conteúdo do espetáculo, ou seja, o repertório praticamente garimpado na parceria que Salatiel manteve com Geraldo Urano, um dos mais importantes e reconhecidos poetas nascidos no Cariri.
Metaforicamente, a aproximação de Salatiel com Urano nasceu de uma colisão cósmica entre dois astros que irradiam luz própria, destinada a provocar alguns cataclismos de efeitos invertidos nessa nossa terra-mãe. Ambos nasceram praticamente sob o mesmo céu astrológico, no ano da graça de 1953, influenciados talvez pela sincronicidade histórico-cultural que prenunciava a ocorrência de um iminente turbilhão universal. O rock’n’roll dava seus primeiros acordes e os poetas da geração beat desafinavam “o coro dos contentes”, aplainando o terreno para o encontro físico dos dois, que viria a ocorrer no início da década de setenta, no seio do Movimento de Juventude do Crato - MOJUCRA, braço ativo da Pastoral de Juventude da Igreja Católica. Este era o espaço possível de participação para uma geração sufocada pelo establishment perverso que vigorava na época, tendo à frente o aparelho repressivo do regime militar instaurado pelo golpe de 1964. Foi sob essas condições que Salatiel e Urano idealizaram o Festival da Canção do Cariri, realizado em Crato de 1971 até 1978, quando surgiu toda uma geração de músicos compositores regionais, como Abidoral Jamacaru, Cleivan Paiva, Luiz Fidélis, José Nilton Figueiredo, Pachelly Jamacaru e poetas como Rosemberg Cariry e José Flávio Vieira, dentre outros. Concomitantemente, iniciou-se também a parceria musical da dupla, gestada no ‘útero eletroacústico’ da banda Cactus, vencedora daquele primeiro festival. Por isso, segundo Salatiel, “o show poderia ter sido feito nos anos setenta. Se não foi possível lá é porque era para ser feito agora com a mesma irreverência, timbres e cores caleidoscópicas daqueles loucos e apaixonantes anos”.
A parceria entre Salatiel e Urano, além de profícua, foi longa, pois durou enquanto o poeta viveu e a amizade fraternal entre os dois permaneceu. Por isso, ela trata de um leque de temas sintomáticos de uma época marcada por extremos paradoxos; uma época que pode ser resumida na frase que o violinista Yehudi Menuhin disse para descrever o século XX como um todo, “[um tempo] que despertou as maiores esperanças já concebidas pela humanidade e destruiu todas as ilusões e ideais”.
As esperanças despertadas, notadamente entre os anos sessenta e oitenta do século XX, podem ser traduzidas pelas radicais transformações impulsionadas pela revolução contracultural protagonizada pela juventude, acenando para a possibilidade de a humanidade ser redimida dos males que lhe são intrínsecos, sob a marcha iniludível da própria civilização que se construía. As desilusões, no entanto, também triunfaram sob o tropel dessa mesma civilização que se mostra temerosa das radicalizações inerentes às transformações sociais imprescindíveis ou inexoráveis. Essa gangorra existencial, que para muitos, em ambos os lados das trincheiras, encarnam a maniqueísta luta do bem contra o mal, marcou com profundidade a produção cultural daquele período e, por isso, permeia as composições assinadas pela dupla caririense.
Salatiel e Urano cantam a dor e o contentamento de terem vivido esses duros, urgentes e delicados tempos. E o fizeram com base na arte, ao mesmo tempo, engajada e diletante, mas sempre provocadora de catarse. Tal como o filósofo Nietzsche fez, elegeram a música e seus significados para a afirmação da vida: amor, liberdade, fatalismo e morte. Daí o tom de tragédia e celebração que o espetáculo Caledoscópio70 carrega na sua concepção e interpretação. Em outras palavras, o verso uraniano: seja feliz mastigando o seu chiclete.

Canções de amor e resistência – O repertório do espetáculo, como se disse, reflete notadamente os sonhos e os pesadelos vividos em terras sob o Trópico do Equador: Brasil profundo, anos de chumbo, caleidoscópio setenta, ‘profundezas que cintilam constelações’. São canções de amor e resistência cantadas, gritadas e sussurradas sob/sobre uma muralha sonora construída, tijolo a tijolo, pela competente banda Los Fractais, integrada por Vinícius Saravá (teclados), Stênio Alves (Guitarra), Thiago Leonel (contrabaixo) e Remy Oliveira (bateria). A propósito, a relação entre Salatiel e a ‘garotada’ da banda é de puro mutualismo: eles se retroalimentam de experiência, sabedoria e energia. Assim, a pegada roqueira dos jovens músicos, com direito a citação de Voodo Child (Jimi Hendrix Experience) não encobre o ecletismo das influências por todos sofrido, vide igualmente as citações de O Guarani (Carlos Gomes) e de repentes de violeiros de feira -, que, ao lado do domínio de palco de Salatiel, fortemente influenciado pelo teatro de Antonin Artaud, são exemplos de virtuosismo e sacação para reafirmar o universalismo que sempre foi a marca da parceria desses que são considerados os glimmer twins caririenses.
    Contradizendo um verso de uma das mais representativas canções do repertório – nada de novo pelos corações modernos -, o espetáculo Caleidoscópio 70, é uma prova de que, sim, há novidades no front da cultura brasileira. Novidades inteligentes e de qualidade e que podem nos abstrair um pouco do lixo que assola o nosso pobre e ao mesmo tempo multimilionário showbiz. Em meio à profusão de ‘vittars’ e ‘anittas’ da vida, Caleidoscópio 70 pode funcionar como uma ‘vittamina’ (oh, infame trocadilho!) para a mente e o espírito, olhos e ouvidos dos deserdados amantes da boa música. Nunca os versos cáusticos e ferinos, mas às vezes docemente românticos de Geraldo Urano, e a performance desabusada e instigante de Salatiel, emoldurados pelo som encorpadamente psicodélico dos Los Fractais, são tão indispensáveis como agora.

Contatos para show
Facebook: www.facebook.com/ocaleidoscopio70/
E-mail: ocaleidoscopio70@gmail.com
Telefone: (88) 9 9806-4693
Produtor executivo: Edmilson Alves

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Longa vida, ágeis mãos...

                
“Eu sou uma parte de tudo, tal
como a hora é uma parte do dia.”
Epicteto

               
                                              
A vida, amigos, olhando assim de relance, parece carregar consigo uma injustiça congênita. Alguns nascem em palácios e outros em manjedouras. As oportunidades nos são distribuídas de forma díspare e pouco  equânime. Numa extremidade muitos passam fome, na outra alguns fazem dieta. Se repararmos direitinho, no entanto, existe um socialismo vital que funciona como uma balança de precisão. A Morte nos iguala a todos: o produto final de sonhos, aspirações, ambições , querelas e vaidades  é sempre o mesmo : o pó. Além de tudo , equanimemente, a cada um de nós só é permitido viver um pequeno e ínfimo fragmento da história da humanidade. Com sorte, vararemos uma centúria, seremos testemunha ou protagonistas de alguns fatos históricos e o destino final de cada um , por mais aventuroso e épico que o pretendamos,  sempre desaguará na foz do esquecimento. A única possibilidade que nos resta para ampliar e esticar um pouco a pequena quantidade de vida que nos é presenteada,  é buscar fazê-la mais intensa, mais pulsante. Podemos turbiná-la com os combustíveis propulsivos mais corriqueiros: com Esportes, com Vícios, com Virtudes. Sempre é bom, no entanto, lembrar: se acendemos a vela nas duas extremidades, existe sempre a possibilidade de se ter um brilho bem mais intenso, mas , possivelmente, a parafina consumida rápido, tornará a luz mais incandescente, porém mais fugaz.
                                   Nestes dias comemoramos uma história de vida que, simplesmente, quebra a inexorabilidade desta regra. O percurso de um desses raros visionários que cedo entendeu : diante de uma tragédia social reiterada, planejada meticulosamente , sempre era possível fazer a nossa parte, mesmo ante as crônicas cegueira e surdo-mudez dos governos instituídos. O Padre Ágio Moreira escolheu o trabalho social como intensificador de sua existência. Intuitivamente, despertou para as forças libertadora e transgressora da Arte e foi assim que, há 50 anos, fundou a SOLIBEL -- Sociedade Lírica do Belmonte -- aqui em Crato. Inserida numa comunidade periférica e rural, de pequenos e pobres camponeses, a Música , simplesmente, mudou destinos, transformou mentes e corações, imantou gerações com novos valores e novos encantos, abrindo horizontes e perspectivas. É que a Arte tem esse poder único de conectar espíritos e de inseri-los como peça única e  insubstituível da grande colcha de retalhos universal. E imaginar que a música erudita, tida sempre como de elite e inalcançável aos mais humildes,  seria capaz de enfeitiçá-los e enebriá-los ! Emociona-nos ver, hoje,  a nobreza aplaudindo os humildes camponeses que provam que é possível manejar tão bem a enxada e a foice como o violino e o violoncelo ! Parece claro que todas as nossas diferenças  são uma questão inerente ao acesso e à oportunidade.
                                    Quebrando todas as normas, o brilho do nosso sacerdote o fez longevo, fazendo com que sua missão ultrapassasse uma centúria e, ao contrário do que seu nome pareceria indicar, não recebeu lucros da sua messe e do seu trabalho hercúleo nunca auferiu nenhum ágio.
                                   São estas pequenas e individuais ações que movem as catracas do mundo. A evolução da humanidade sempre dependeu de visionários que conseguem enxergar para além dos muros do seu pomar. Melhorar um pouquinho o colorido do meu retalho faz com que toda a colcha fique mais bela e mais fulgurante. Que país construiríamos,  se a caridade fosse substituída pela justiça social e se os governos instituídos gozassem da mesma força e sensibilidade do nosso Padre Ágio Moreira ?!  A SOLIBEL , apesar de todas as desesperanças e percalços dos últimos tempos , ensina-nos todo dia a música e a coreografia de novos tempos que se prenunciam.

Crato, 02/02/18