TRIPULANTES DESTA MESMA NAVE
domingo, 8 de dezembro de 2019
sexta-feira, 6 de dezembro de 2019
MANIPULAÇÃO "GROTESCA" - José Nilton Mariano Saraiva
Lá
atrás, no governo Itamar Franco, foi o então supostamente íntegro e sério
Ministro da Fazenda, senhor Rubens Ricupero que, flagrado em conversa informal
com um dos repórteres globais (Carlos Monfort, seu cunhado) não percebendo que
o microfone estava ligado, soltou esta pérola:
"Eu
não tenho escrúpulos. Eu acho que é isso
mesmo: o que é bom a gente fatura, o que é ruim a gente esconde".
Claro
que teve que “se mandar”, tal o escândalo advindo.
Num
segundo momento, no governo do fajuta “príncipe dos sociólogos” (Fernando
Henrique Cardoso), quando se pensava que a “arte” de fraudar números na gestão
pública houvesse sido obstada, estupefatos tomamos conhecimento que a
presidência do Banco do Nordeste fora entregue a um exímio e descarado
fraudador de balanços, senhor Byron Queiroz, “expert” em transformar prejuízos
em lucros com o simples uso de uma caneta. Descoberta a fraude grotesca, ainda
assim foi absolvido por unanimidade pelos desembargadores de um desses
tribunais regionais corruptos existentes no país, por interferência do padrinho
famoso (Tasso Jereissati).
Agora,
na gestão do comprovadamente despreparado Jair Bolsonaro, só através do
rigoroso e ultraconservador jornal britânico, Financial Times (já que a mídia
tupiniquim foi cooptada), tomamos conhecimento que o todo poderoso Ministro da
Economia, Paulo Guedes (aquele, cujo única referência maior é a sua atuação
deletéria no governo chileno do ditador Augusto Pinochet) apresentou números
flagrantemente manipulados no tocante à situação econômica atual do Brasil, daí
a humilhante manchete:
“Falha
nos dados econômicos brasileiros desperta preocupações entre analistas”.
Pego
no flagra e sem ter justificativa alguma a apresentar, de pronto o Ministério
da Economia tratou de apressadamente “revisar” os números fraudulentos das
exportações brasileiras, pela segunda vez em menos de uma semana, deixando no
ar, dentre outras, as seguintes dúvidas: 1) desde quando, sob Bolsonaro, os
balanços brasileiros são “martelados” irresponsavelmente, a fim de escamotear a
realidade do país; 2) até quando a mídia e especialistas brasileiros hão de
aceitar passivamente os arroubos do charlatão Paulo Guedes e sua equipe, sem
qualquer questionamento; 3) como fica a confiança e credibilidade do país ante
a comunidade financeira internacional, já que o “engano” verificado em um só
mês (novembro/2019) foi de “irrisórios” US$ 3,8 bilhões (de dólares, é bom não
esquecer, e em um só mês).
Instado a explicar-se, o Ministério da Economia disse que
tal erro foi causado por uma “falha” em registrar um grande número de
declarações de exportadores nos últimos três meses, e que as exportações em
setembro e outubro também foram sub-notificadas em US $ 1,37 bilhão e US $ 1,35
bilhão respectivamente.
Fato
é que, ao receber do ignorante e abobalhado chefe “carta branca” para atuar
livremente em todos os setores da administração pública (apesar do seu
histórico medíocre como economista) Paulo Guedes é aquele tipo que não tem
nenhum escrúpulo ou mesmo respeito por quem quer que seja, porquanto convicto
servo do “deus-mercado”. E como sabemos, o “deus-mercado” tem ojeriza a pretos,
pobres e putas, priorizando, sim, os rentistas de plantão (o próprio Paulo
Guedes atua com desembaraço no segmento).
sexta-feira, 29 de novembro de 2019
A "SUPREMA" DESMORALIZAÇÃO DO "SUPREMO" - José Nilton Mariano Saraiva
Em “N” oportunidades destacamos, aqui mesmo neste
espaço (e nos demais blogs para os quais colaboramos), que ao
chancelar todas as absurdas e cabeludas irregularidades perpetradas pelo juiz
de primeira instância Sérgio Moro, insertas nos processos abrigados na tal
Operação Lava Jato, os integrantes do Supremo Tribunal Federal fatalmente “se
cobrariam” mais à frente, porquanto a tendência natural seria o surgimento de
uma espécie de “ciumeira” entre seus integrantes e os “lavajateiros”, no
tocante ao “poder de mando” (ou no “quem manda aqui nessa porra”), em questões
essenciais do mundo jurídico.
E a razão era simplória: malandramente desfraldando
uma falsa bandeira de combate sem tréguas à corrupção (quando esta se abrigava
no seio da própria Lava Jato), Sérgio Moro (e quadrilha) logo ganharam o apoio
de boa parte da população e, sem nenhum constrangimento, avançaram feito um
trator desgovernado sobre o ordenamento jurídico nacional, pouco se importando
com a constitucionalidade ou não dos seus atos. Tanto é, que um desses
iluminados togados chegou ao cúmulo de afirmar que a tal Lava Jato era uma
operação “excepcional” e que, por isso, mereceria um tratamento “excepcional”
(mesmo que estuprando diuturnamente nossa Carta Maior, reconheceu na
oportunidade).
Tanto fizeram, tanto transgrediram, tanto
desrespeitaram, tanto abusaram da leniência do Supremo Tribunal Federal (à
época não houve qualquer reação daquela Corte Maior), que, agora, os
integrantes do Tribunal Regional Federal 4 (TRF4), de Porto Alegre, uma espécie
de “puxadinho” (revisor) dos processos oriundos da gangue de Curitiba, resolveu
simplesmente desconsiderar uma “ainda quente” decisão do STF, no tocante ao
necessário respeito à PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA (até o trânsito em julgado), e
voltaram a condenar o ex-presidente Lula da Silva sem que o processo haja
chegado aos “finalmentes” (se não for obstada tal decisão, definitivamente
ficará caracterizada a “suprema desmoralização do supremo”).
Para tanto, o relator do TRF4, João Gebran Neto
(amigo íntimo de Sérgio Moro), chegou ao absurdo de afirmar em sua sentença
sobre o sítio de Atibaia, frequentado pelo ex-presidente, que... “não é de
fundamental importância a propriedade formal do ex-presidente Lula e material
do Fernando Bittar, ou material de Lula e formal de Bittar. O que me parece relevante
é que o presidente Lula usou o imóvel”.
A propósito, no longínquo 28.08.2016 (3 anos e 3
meses atrás, portanto), ante as “convicções” e “ilações” (sem provas) de Sérgio
Moro e sua gangue, já questionávamos em nossas postagens sobre a (des)necessidade
da existência de “cartórios de imóveis”, porquanto os “registros” por eles
emitidos nada valiam, de acordo com os mafiosos de Curitiba/Rio Grande do Sul.
Se alguém tem alguma dúvida sobre o que àquela
época antecipávamos, confira abaixo:
domingo, 28 de agosto de 2016
Na antiguidade, “cartórios de registro de imóveis”
eram responsáveis por emitir documentos de fé pública, atestatórios da
legalidade e da certeza de que qualquer mortal comum era, sim, proprietário
legítimo de um dado imóvel, sobre o qual exerceria plenos e totais poderes.
Assim, o ato de compra, venda ou simples
aquiescência em ser fiador de alguém numa transação imobiliária de aluguel, só
se realizaria ou validaria se o “cartório de registro de imóveis” emitisse o
competente “registro” comprobatório da “propriedade” do referido bem.
Como, entretanto, vivemos outros tempos, onde um
juizeco de primeira instância (Sérgio Moro) estupra diuturnamente a
Constituição Federal, contando com a omissão e passividade criminosa do próprio
Supremo Tribunal Federal, isso já não é possível (na verdade, o “ex-guardião”
da nossa Carta Maior acoelhou-se, vergonhosamente abriu as pernas e se deixou
usar; tanto que a “agenda” do STF quem determina é o Moro, o ritmo da dança é o
Moro que impõe).
Assim, se você aí do outro lado da telinha acha é o
“proprietário” do apartamento, casa ou sítio que adquiriu depois de “ralar”
muito, de economizar trocados anos e anos até, finalmente, poder adquirir e
quitar seu imóvel, é bom tirar o cavalinho da chuva; o juizeco Sérgio Moro e
seus raivosos procuradorezinhos de Curitiba, pode muito bem decidir que não,
que na realidade o “proprietário” é uma outra pessoa, que você talvez nem
conheça (estamos TEMERosos, a respeito).
Em São Paulo, por exemplo, os senhores Fernando
Bittar e Jonas Suassuna estão na iminência de perder um sítio adquirido anos
atrás e devidamente registrado no cartório de registro de imóveis competente (e
o “registro” de propriedade foi exibido publicamente), simplesmente porque o
juiz Sérgio Moro “cismou” que o real dono é o ex-presidente Lula da Silva e sua
mulher Marisa, que o frequentam com assiduidade, a convite dos donos. Ou seja,
o documento emitido pelo cartório competente não tem nenhuma validade, é falso,
irrelevante, não condiz com a realidade. O que vale é o que “pensa” Sérgio
Moro, mesmo que não tenha nenhum documento sobre, a fim de comprovar suas
ilações (bom lembrar, que o mesmo modus operandi foi usado para atribuir a
propriedade de um apartamento na praia de Guarujá ao ex-presidente, embora não
haja nenhum registro, a respeito e, agora, tenha surgido a proprietária do
próprio).
Fato é que o golpe perpetrado por políticos
corruptos e comprovadamente ladrões, visando destituir uma presidenta
democraticamente eleita com quase 55 milhões de votos, contou com a inestimável
e decisiva colaboração dos “togados” do Supremo Tribunal Federal, que desde o
começo chancelaram as arbitrariedades patrocinadas por uma juizeco-partidário e
que tem como objetivo maior inviabilizar a candidatura invencível de Lula da
Silva, em 2018.
Agora, “dose” é você ter que aguentar um Aécio
Neves (atolado até o pescoço nas falcatruas de Furnas e Petrobras), o Cássio
“procrastinação” Cunha Lima (que foi cassado quando governador da Paraíba, por
roubo), um Agripino Maia (também comprovadamente ladrão do erário), um Aloisio
“300 mil” Nunes (que recebeu dinheiro do assalto à Petrobras), um Michel Temer
(que atuou com desembaraço - $$$ - nas “docas” de Santos), um Ronaldo Caiado
(acusado de manter empregados em regime de escravidão) e por aí afora, virem a
público para atacar uma pessoa honrada como a presidenta Dilma Roussef.
Alfim, a constatação horripilante: “cartórios de
registro de imóveis” hoje são desnecessários, já eram, não têm mais qualquer
validade e não mais merecem fé pública. O que vale agora é o que o juiz Sérgio
Moro pensa e determina (e tudo por culpa do Supremo Tribunal Federal).
****************************
Voltando aos dias atuais, um questionamento pra lá
de pertinente: você tem certeza que o apartamento, casa, sítio, fazenda ou uma
birosca qualquer que você haja adquirido com tanto esforço, é realmente de sua
propriedade ??? O Sérgio Moro sabe que você pensa assim ???
domingo, 3 de novembro de 2019
“EU VOU TIRAR VOCÊ DESSE LUGAR” – José Nilton Mariano Saraiva
Se, realmente, "recordar é viver", aqui (em repeteco) a nossa homenagem a uma mulher que conhecemos numa das "zonas/puteiros/cabarés" da vida, e pela qual "arriamos" os quatro pneus, literalmente.
A lamentar, não termos tido a oportunidade de cumprir o que a ela prometemos, solenemente: "eu vou tirar você desse lugar" (hoje magistralmente relatada pelo cantor brega Odair José - vide link abaixo).
Ficou a saudade imorredoura (ou seria a famosa e sofrida "dor de corno" ???)
Eu Vou Tirar Você Desse Lugar (Odair José)
Olha, a primeira vez que eu estive aqui
Foi só pra me distrair
Eu vim em busca do amor
Olha, foi então que eu lhe conheci
Naquela noite fria, em seus braços
Meus problemas esqueci
Olha, a segunda vez que eu estive aqui
Já não foi pra distrair
Eu senti saudades de você
Olha, eu precisei do seu carinho
Pois eu me sentia tão sozinho
E já não podia mais lhe esquecer
Eu vou tirar você desse lugar
Eu vou levar você pra ficar comigo
E não me interessa o que os outros vão pensar
Eu sei que você tem medo de não dar certo
Pensa que o passado vai estar sempre perto
E que um dia eu posso me arrepender
Eu quero que você não pense em nada triste
Pois quando o amor existe
Não existe tempo pra sofrer
Eu vou tirar você desse lugar
Eu vou levar você pra ficar comigo
E não me interessa o que os outros vão pensar
******************************
"ONDE ANDA VOCÊ, MARIA DE FÁTIMA ??? – José Nilton Mariano Saraiva
Em Fortaleza, num desses ambientes onde se reúnem mulheres a serem cortejadas, ela era unanimidade e compreensivelmente para ela convergiam os olhares, as fantasias e os corações daqueles alegres e falantes marmanjos, todos já “encharcados” de álcool até o gogó.
Assim, presumindo que com o nosso estilo discreto e reflexivo dificilmente conseguiríamos algo ante tantas feras de porte atlético privilegiado e verborragia (teoricamente) envolvente, preferimos ficar na nossa, observando o ambiente, curtindo o som e “deglutindo” uma geladinha.
De repente, às nossas costas, aquele toque suave no ombro; e, ao virarmos pra conferir, deparamo-nos com o mais belo (embora discreto) sorriso que alguém possa imaginar, seguido da sussurrada e inolvidável indagação: “E você, não quer ficar comigo ???”.
Foi assim que conhecemos a meiga Maria de Fátima.
Altura mediana, clara, cabelos castanhos, olhos discretamente ao estilo japonês, nariz perfeito, dentes impecavelmente alvos, lábios carnudos e... “cheinha”. Já no quarto, ao desnudar-se, uma arrebatadora e deslumbrante visão, digna de ser retratada por um desses pintores clássicos e posta num pedestal pra ser admirada por gregos e troianos: seios medianos e rijos, cintura fina, bunda belíssima, coxas firmes e pra lá de torneadas. Enfim, tudo no lugar. Uma deusa da perfeição.
Carinhosa, fala mansa, conversa aprumada, de pronto bateu aquela sinergia entre nós. A ponto de, ainda na cama, lhe indagarmos (com sinceridade d’alma) a “razão” ou o “por que” de uma mulher tão bela e educada frequentar um local daqueles; de onde ela era; de qual família e por aí vai.
Surpresa, ela afirmou que era a primeira vez que alguém fazia tais tipos de perguntas pra ela, que nunca alguém procurara saber da sua intimidade, que, enfim, encontrara alguém “diferente” (e a prova disso é que não aceitou receber nada, ao final, como era praxe naqueles idos tempos).
Pra encurtar a conversa: na segunda vez que a procuramos ela simplesmente largou tudo, sob protestos da cafetina, e fomos curtir a vida em pleno dia, terminando por encontrar abrigo em nosso apartamento de solteiro (onde ela aprendeu, a partir de então e durante meses, a dormir “empacotada” em nossas camisas de seda, de mangas longas, que achava... ”gostosas”).
Em represália, fomos proibidos pela "alcoviteira" de adentrar o tal ambiente, já que os “seguranças” tinham ordem expressa de “baixar a cacete”, se se tornasse necessário; então, conjuntamente, arquitetamos que bastariam dois toques na buzina pra que ela “se mandasse” dali. E assim foi feito, a partir de então.
Foram meses de felicidade plena, durante os quais frequentávamos, de mãos dadas e sorriso no rosto, qualquer lugar que “desse na telha”, sem nenhum constrangimento de encontrar algum desses barões que com ela houvesse se relacionado naquele ambiente ("seleto" e frequentado por homens de realce da sociedade).
Mas...
De repente, a meiga Maria de Fátima sumiu, evaporou-se, tomou Doril, escafedeu-se, literalmente deixando-nos na mais completa orfandade (deve ter havido algo de sério e grave, que jamais saberemos).
Hoje, apesar de casado (em processo de separação) e com dois belos filhos já adultos, tal qual os William Bonner da vida não cansamos de (mentalmente) perguntar: onde anda você, Maria de Fátima ???
Quantas saudades…
terça-feira, 24 de setembro de 2019
terça-feira, 3 de setembro de 2019
O RESSURGIMENTO DO "NAZISMO" - José Nilton Mariano Saraiva
Uma
das mais horrendas e perversas passagens da história da humanidade é
aquela em que um alienígena maluco (Adolf Hitler, nascido na
Áustria) consegue levar uma poderosa nação e todo o seu povo (a
vizinha Alemanha) a embarcar na aventura insana de declarar guerra ao
mundo todo, findando por provocar a carnificina que ficou conhecida
como o “holocausto”.
Tribuno
por excelência (capaz de persuadir gregos e troianos com extrema
facilidade) e movido pelo ódio visceral e sem tréguas aos judeus,
Hitler literalmente “evangelizou” os alemães no sentido de que
se constituíam uma “raça superior” (raça ariana) em
contraponto aos judeus, no seu entender os responsáveis por tudo de
ruim na face da terra e que, portanto, deveriam ser dizimados, sem dó
nem piedade. O resultado todos conhecemos: milhões e milhões de
pessoas (inclusive crianças e idosos) foram trucidadas pelo simples
fato de... serem judeus.
A
reflexão acima é para lembrar que, por incrível que pareça, nos
dias que correm o “nazismo” parece ressurgir em toda a sua
plenitude e crueldade em um país muito distante da Alemanha: o nosso
Brasil. E o cenário não poderia ser mais inapropriado: a belíssima
capital do estado do Paraná, Curitiba.
Tão
assombrosa constatação pode ser conhecida nos diálogos dos
integrantes da operação Lava Jato sobre as mortes da esposa, irmão
e neto do ex-presidente Lula da Silva, onde pontuam e se sobressaem o
sadismo, a desumanidade e a banalização do mal, características
típicas do nazismo hitleriano.
Comandados
pela dupla caipira Sérgio Moro/Deltan Dallagnol, os neonazistas de
Curitiba, com requintes de crueldade e pitadas de sarcasmo,
literalmente celebram a morte, ao tempo em que gozam e caçoam com o
sofrimento do ex-presidente Lula da Silva. Assim, a morte da sua
esposa seria apenas e tão somente uma espécie de “eliminação de
testemunha”, enquanto o legal, sagrado e manifesto desejo de
comparecer ao enterro da companheira de toda uma vida seria tão
somente vontade de sair da cadeia pra “passear”.
Fato
é que, alcunhados pelo ministro Gilmar Mendes como uma perigosa
“organização criminosa”, os integrantes da tal operação Lava
Jato (Sérgio Moro e seu fiel escudeiro Deltan Dallagnol, à frente)
deveriam ter seus processos/sentenças condenatórios revistos sem
mais delongas, porquanto eivados de abusos e irregularidades e, em
seguida, se realmente comprovado terem fugido ao ordenamento
jurídico-legal, recolhidos a uma prisão de segurança máxima a fim
de pagarem pelos recorrentes crimes cometidos em desfavor da nossa
Carta Maior.
A
César o que é de César.
quarta-feira, 28 de agosto de 2019
OBRIGADO, GILMAR MENDES - José Nilton Mariano Saraiva
Nos últimos meses, neste espaço,
usando da contundência que nos é peculiar, peremptoriamente afirmamos que a “esculhambação
jurídica” vigente no país nos dias atuais deveria ser creditada aos integrantes
do tal Supremo Tribunal Federal (teoricamente “guardiões” da Constituição
Federal) , em razão de fazerem vista grossa e chancelarem todas as grotescas arbitrariedades
perpetradas pelo juiz de primeiro instância, Sérgio Moro, um costumaz
estuprador da nossa Carta Maior, principalmente
no tocante ao tratamento dado ao ex-presidente Lula da Silva (vide abaixo, um
dos inúmeros textos postados, dois/três anos atrás, ipsis litteris):
***************************
A “SUCUMBÊNCIA”
DO GUARDIÃO – José Nilton Mariano
Saraiva
Mais que inabalável esperança, alimentávamos, os
brasileiros, a convicção plena de que quaisquer excessos, mudanças de rota e/ou
desvirtuamento no tocante a aplicação do devido processo legal, nas diversas
instâncias, de pronto seria obstado pelo “guardião da sociedade” - o Supremo Tribunal Federal.
Afinal, embora a nossa Carta Maior reze que os poderes
constituídos da república – Executivo, Legislativo e Judiciário - são
“harmônicos e independentes”, não há como se negar que ao Poder Judiciário foi
delegada a nobre, ingrata e difícil tarefa de, atuando dentro das normas e do
ordenamento jurídico vigente, dirimir questionamentos e dúvidas sobre a correta
aplicação do direito não só por parte dos demais poderes, como da sociedade em
geral; ou seja, na perspectiva do surgimento (inevitável) do controverso, e
quando todas as instâncias tenham sido acionadas sem que resultados surjam, a
cidadela em que a sociedade poderá abrigar-se, o estuário onde desaguará as
suas demandas, a última palavra a ser proferida caberá, então, ao Supremo
Tribunal Federal. Daí, a expressão: “decisão judicial não se discute,
cumpre-se”.
Mas, eis que, estranha e inadvertidamente, porquanto
trafegando na contramão da “normalidade” e do bom senso, em momentos distintos
o próprio Supremo Tribunal Federal se encarrega de “chafurdar” o ambiente
jurídico: primeiro, ao aceitar passivamente que em nossos tribunais passe a
viger a literatura jurídica alemã conhecida como “Teoria do Domínio do Fato”,
cuja peculiaridade (na visão apressada e deturpada do STF) é a dispensa de
provas para se condenar alguém (só que o próprio causídico alemão que a
idealizou já afirmou que a coisa não é nem assim); ou seja, para os graduados
nas “salamancas” tupiniquins com assento no STF, basta que haja indícios,
suspeitas, ilações, desconfiança, boatos e por aí vai, para que o julgador
considere o réu culpado ou inocente, se vai pra cadeia ou não; e isso a
Ministra Rosa Weber nos mostrou no julgamento do tal “mensalão”, ao afirmar
peremptoriamente que... “não tenho prova cabal contra Dirceu, mas vou
condená-lo porque a literatura jurídica me permite”. E assim foi feito.
Já hoje, com a coqueluche da vez, a Operação Lava
Jato, a “cagada” do Supremo Tribunal Federal
foi superlativa, porquanto literalmente parou o país. É que, comandada por um
deslumbrado (e, sabe-se agora, desonesto) juiz de primeira instância, Sérgio
Moro (aquele que tem como “musa inspiradora” da sua Lava Jato a Operação Mani
Pulite, que quase acabou com a Itália), o que se observa é a Constituição Federal
ser não só ignorada, mas estuprada diuturnamente, porquanto transgrediu-se o
Estado Democrático de Direito, sem que em nenhum momento o Supremo
Tribunal Federal haja se manifestado a respeito.
E como não o fizeram na época apropriada, como se
omitiram no momento decisivo, os
componentes daquela egrégia corte findaram por estimular bandidos a afrontá-la
publicamente, como nos mostra agora o marginal (e réu) que preside a Câmara dos
Deputados, Eduardo Cunha, que, acionado pelo Ministro Marco Aurélio Mello a
tomar providências protocolares no referido processo, negou-se a cumprir a
decisão judicial e, muito pior, acrescentando acintosamente que caso não fosse
revertida a decisão de Sua Excelência, retaliaria de pronto (ou seja, ou faz
como quero ou jogo merda no ventilador).
O impasse está posto e tudo indica que a decisão terá
que ser tomada pelo pleno do STF (antes disso, e por incrível que pareça, o
“bandido” Eduardo Cunha presidirá a sessão que poderá decretar o impedimento de
uma Presidenta da República eleita democraticamente por quase cinquenta e cinco
milhões de pessoas e sobre a qual não existe nada que a desqualifique).
Alfim, a pergunta que não quer calar: teremos a
“sucumbência” (o dobrar-se, vergar-se, abater-se) do guardião da sociedade (STF)
ante um desqualificado moral e ético da estirpe de Eduardo Cunha, ou seus
insignes membros deixarão a covardia de lado, exorcizando tão maléfica figura,
através do seu afastamento ou a cassação do seu mandato ??? Afinal, não custa
lembrar que tão nefasta figura, se não for obstada legalmente agora, poderá
assumir a própria Presidência da República, num futuro próximo. E se o fizer,
coitado do Brasil.
Portanto, é agora ou nunca; ou o Poder Judiciário,
através do Supremo Tribunal Federal, na condição de guardião da legalidade, se
impõe ante um marginal momentaneamente incrustado na presidência do Poder
Legislativo (sem que isso caracterize interferência de um poder sobre o outro)
ou nos restará esperar a chegada definitiva do caos.
*************************************
Pois
bem, hoje – aleluia, aleluia – após o Intercept Brasil disponibilizar mais um
derrame de conversas constrangedoras, escabrosas e imorais entre os integrantes
da “quadrilha de Curitiba”, à frente o juizeco de primeira instância Sérgio Moro
e seu parceiro preferencial Deltan Dallagnol, é o polêmico ministro do Supremo
Tribunal Federal Gilmar Mendes que, cortando na própria carne, vem a público
para admitir que aquela Corte foi cúmplice, sim, dos desvios da operação Lava
Jato comandada a partir de Curitiba, ao afirmar:
“É
UM GRANDE VEXAME E PARTICIPAMOS DISSO. SOMOS CÚMPLICES DESSA GENTE. HOMOLOGAMOS
DELAÇÃO. É ALTAMENTE CONSTRANGEDOR. TODOS NÓS QUE PARTICIPAMOS DISSO TEMOS QUE
DIZER: NÓS FALHAMOS”.
O “despertar” (antes tarde do
que nunca) de Gilmar Mendes teria se dado após reportagem veiculada da Vaza-Jato
onde os procuradores de Curitiba (Deltan e companhia) debocham, ironizam e
fazem ilações sobre as circunstâncias da morte da ex-primeira-dama Marisa
Letícia, denotando ódio em relação ao ex-presidente Lula da Silva.
Segundo Gilmar Mendes, “a
República de Curitiba nada tem de republicana, era uma ditadura completa.
Assumiram papel de imperadores absolutos. Gente com uma mente muito obscura,
Gente ordinária. Se achavam soberanos. Gente sem nenhuma maturidade, Corrupta
na expressão do termo. Violaram o Código de Processo Penal”.
Particularmente, só temos que
manifestar nossa satisfação por receber a “solidariedade” do Ministro Gilmar
Mendes (mesmo que indiretamente), porquanto corrobora tudo aquilo que
denunciamos em nossas diversas postagens ao longo dos últimos dois/três anos
(ou seja, que o Supremo Tribunal Federal tem responsabilidade direta por tudo
isso que está aí).
Portanto, obrigado, Gilmar
Mendes.
domingo, 25 de agosto de 2019
UM BOM TEXTO "INTERNETIANO"
O capitão está louco para fugir de um
navio afundando (Por Sebastião Nunes)
Depois de verificar que estavam bem
acomodados no avião presidencial os filhotes 01, 02 e 03, os ministros mais
chegados e o maior rato que já existiu na face da Terra, o capitão Jair Messias
ordenou que levantassem voo.– Pra onde? – perguntou solícito o piloto, sem
tirar os olhos do ratão. – Pra onde houver um navio afundando.
O piloto, sem entender a ordem, olhou
para o copiloto que, imediatamente, ligou para o serviço de informações da
marinha. – Quem é responsável pelos navios em afundamento? – Não seja idiota,
cara! – respondeu de lá um mequetrefe descontente. – Navio em afundamento não
tem responsável, só tem irresponsável. – Então me passa o irresponsável de
plantão.
Esperou alguns minutos, olhando de
banda o ratão. – Alô? – disse uma voz irritada. – Você é o irresponsável pelos
navios em afundamento? – Eu mesmo. – Sabe me dizer onde tem algum navio
afundando neste momento? – Estamos em falta. Todos os que estavam afundando já
afundaram. – Obrigado, cara – agradeceu o copiloto e, virando-se para o piloto,
confirmou a informação: – Por ora estão em falta, comandante. O piloto se
voltou para o capitão: – Sinto muito, capitão, mas afundando não tem nenhum.
O piloto verificou os comandos e viu
que estava tudo ok. Olhou para o capitão e percebeu que nem tudo estava ok. –
Desculpe, capitão. Mas por que procura um navio afundando? – Você quer saber do
navio ou prefere saber o que esse ratão tá fazendo aqui? – As duas coisas, acho
– confessou o piloto. – Explica pra ele, meu chapa – disse o capitão ao
escudeiro-Moro –, você que é ministro da injustiça e anda devendo explicações. –
Mas explicar o quê, capitão, se a ideia foi sua? – Minha, não, a ideia foi do
Guedes. Ou do Salles. Alguém sugeriu e eu topei. – A ideia foi minha, capitão –
disse o ministro que tem nome de pedra. – Ah, eu sabia que tinha sido um de
vocês! – vociferou o capitão. – Uma ideia tão idiota só podia ser de um
ministro. Explica aí, ó nome-de-pedra.
Mais que depressa, o ministro
nome-de-pedra começou a explicar: – Estava eu no gabinete jogando porrinha com
minha secretária, quando lembrei de um ditado muito popular: “Quando um navio
afunda, os ratos são os primeiros a cair fora”. Me pareceu perfeito pra
situação atual do Brasil. – Não entendi – confessou o piloto. – Vê se eu
explicando você entende, porra! – explodiu o capitão. – O Brasil tá uma merda
só, não tá? Hein? Tá ou não tá? – Se o senhor tá dizendo… – anuiu o piloto. –
Pois então? – continuou o capitão. – Faça de conta que o Brasil é um navio e o
navio tá afundando. Ficou claro? – Se o senhor tá dizendo… repetiu o piloto.
– Se o navio, quer dizer, se o Brasil
tá afundando como um navio, os primeiros a cair fora são os ratos. Como
pensamos em cair fora antes do navio, quer dizer, do Brasil afundar, montamos
nesse ratão e agora precisamos de um navio afundando. – Até aí tudo bem. Mas eu
nunca tinha visto um ratão desse tamanhão. – Isso foi ideia do Guedes –
explicou o capitão. – Como o bosta não consegue sair do atoleiro econômico,
encomendou esse ratão aí pra gente montar nele e fugir do navio afundando, quer
dizer, do Brasil afundando. – Encomendou de quem? – insistiu o piloto. –
Encomendou da CIA, cara. Ligou pro Trump e na CIA fabricaram esse ratão e
mandaram pra nós. A CIA é capaz de tudo, cara! É ou não é?
– Mas mandaram numa boa? – duvidou o
piloto. – Sem pedir nada em troca? – Claro que pediram, meu chapa – riu-se o
capitão. – O sacana do Trump pediu a Amazônia em troca. Mas, esperto como sou,
ele só vai levar a metade, depois que nossa gente incendiar ela tudinho. Ele
leva metade e o resto fica pra gente criar boi. O nome-de-pedra tá preparando a
minuta da escritura pro congresso aprovar. – Isso aí, papai! – aplaudiram a uma
voz os filhotes 01, 02 e 03, felizes por terem um pai tão esperto e tão bom
negociador.
BOLSONARO x MACRON
A DIFERENÇA ENTRE BOLSONARO X MACRON
(Sandra rota • 2
horas atrás • edited
Agora, mudando o rumo da prosa, eis que o
capitão comete mais uma indignidade que não condiz moralmente e nem legalmente
com o cargo presidencial ao exercer seu machismo grotesco comparando sua mulher
à do presidente francês levando a disputa para o campo pessoal de uma forma
desprezível. Eu não devia perder meu tempo fazendo comentário sobre esse tipo
de indignidade, mas não resisto e vou partir para o campo pessoal como ele fez.
Sem entrar no mérito sobre as ações e posições políticas de Macron e também ao seu caráter, digo ao capitão o seguinte:
A Michele é bonita e jovem e talvez por causa da sua beleza e juventude o senhor se relacionou e se casou com ela em quatro meses sem conhecer a família dela (segundo suas próprias declarações) o que - no auge dos meus cabelos brancos - me permite especular que a Michele virou a cabeça do senhor que não passa de um velho mau caráter e misógino. E uma mulher jovem e bonita casada com um velho asqueroso como o senhor e que declara em rede social que o marido rasga a camisola dela nos dentes não me inspira confiança.
Me chama a atenção o fato da Michele esconder os
antecedentes da família dela e só Deus sabe o porquê se casou com um velho
tosco e ignorante como o senhor. Agora, o Macron, além de outras
especializações, tem formação em filosofia e se casou com uma professora. O
Macron tem 41 anos. Ele assumiu um relacionamento com a esposa aos 18 anos e se
casou com ela em 2007. Ou seja, são 23 anos de relacionamento, dentre os quais,
12 sao de casamento. A esposa dele tem quase 70 anos e dá para perceber que
nunca foi bonita, mais ele é, e ainda por cima é rico, famoso e ocupa o cargo
mais alto da França. Com essas credenciais é de admirar que ele ainda esteja
com a mulher e não a tenha abandonado. Macron só se casou uma vez e o senhor se
casou 3 vezes. É sabido que homens velhos e bem sucedidos encontram muitas
mulheres bonitas e oportunistas no seu caminho. Acho que isso diz tudo sobre a
diferença entre a vida amorosa do senhor e do Macron.
quarta-feira, 21 de agosto de 2019
A hora e a vez - Demóstenes Ribeiro (*)
Junho
sempre me deixa comovido e faz lembrar muita coisa. Uma delas foi a
mudança pra cidade, bem na onda do êxodo rural. Eu deveria estudar,
havia o ginásio noturno, e durante o dia com os meus familiares
tocaríamos a bodega.
Mas,
não foi fácil. Na aula de português, ler um texto em voz alta era
a maior tragédia. A professora não entendia porque eu tremia,
suava, ficava pálido e gaguejava. A classe inteira caía na risada e
finda a tortura do ditado, tudo voltava ao normal.
Bem
ou mal, recebi o diploma. Veio Fortaleza e o científico, hoje
segundo grau. A casa do estudante, a vida simples, o catre imundo, os
fins-de-semana de tristeza e solidão. Com a turma do interior, às
vezes passeava no centro e admirava a escada rolante do Romcy,
aquele antigo supermercado. Repetidamente os colegas a enfrentavam e
me gozavam porque nunca tive coragem de andar
naquele negócio.
Vinham as férias na cidadezinha e as noites frias de julho. O parque de diversões, Jerry Adriani, a canção italiana e “Io Che Non Vivo (senza Te)”. A mocinha de olhos azuis no carrossel de cavalinhos parecia gostar quando eu lhe olhava, mas nunca quis saber de mim – hoje, é viúva e avó.
Voltavam
as aulas e a casa do estudante. Tempo de vestibular. Com a aprovação
em Direito, mudei pra REU, a residência universitária. A
vida melhorava um pouco, mas ainda era precária. A menina bonita,
colega de turma e filha de deputado, era esnobe, fazia não me ver,
sequer me cumprimentava. E eu sem conhecer o meu lugar,
sofria em silêncio um amor platônico, muitíssimo apaixonado.
Enfim,
terminei a faculdade e nos vinte e cinco anos de formatura, foi bom
nos reencontrarmos. A abracei calorosamente e lhe surpreendi por ser
juiz federal. Recentemente divorciada, lhe falei do sentimento antigo
e terminamos num motel. Mas foi só aquela noite: o mundo dá muitas
voltas, eu me senti vingado e não lhe vi nunca mais.
No
geral, fui um vencedor, mas a velha escada rolante ainda me
atormentava. Fortaleza mudou, o Romcy fechou e ela foi
desativada. Hoje tem shopping centers com outras bem maiores.
Cansado
de terapia e de psiquiatra, preparei a batalha e a vitória. Convidei
o pessoal pra reviver os velhos tempos com uma comemoração no
shopping Rio Mar. Veio a turma antiga da REU e da casa
do estudante. Agora, empresários, médicos, engenheiros, advogados,
gente bem sucedida, enfim.
No
shopping, alguns ficaram junto a mim, dando força, e outros me
aguardaram no topo da escada. Antes, dei uma boa gorjeta ao guarda,
era meio-dia e, por um breve tempo, só eu poderia subir. Um, dois,
três... Vai doutor!
Aquela
gritaria, a escada em movimento e eu me senti outra vez na aula de
português. Estava trêmulo, pálido e suando em bicas. Pra não
cair, me acocorei no degrau que rolava e rolava acima por quase uma
eternidade. Afinal, de cócoras, cheguei ao topo. E os colegas me
levantaram entre palmas, vivas, assovios, é o maior...
Carregado
nos ombros, entramos na churrascaria lotada, e o pessoal, no rodízio,
perplexo e sem entender nada. Mas, cada um tem sua hora e sua vez.
Assim, diz a estória em Augusto Matraga.
(*) Médico-cardiologista, natural de Missão Velha e residente em Fortaleza.
domingo, 11 de agosto de 2019
DE: MEFISTÓFELES - PARA: SÉRGIO MORO (Eduardo Ramos)
DE:
MEFISTÓFELES – PARA: SÉRGIO MORO (Eduardo Ramos)
Prezado Moro,
A
primeira coisa que quero te dizer, é que te tenho uma real estima. É sério!… O
que está a te ocorrer, essa erosão em tua imagem, tua vida, teus projetos, tua
vaidade, tenho certeza que você há de entender (somos muito parecidos nisso, eu
e você, sabia?…), não pude evitar, não posso evitar, é de minha natureza,
Sérgio… Desde que o mundo é mundo, eu vivo disso, lembra-te? Ah!… ofereço tudo
aos meus súditos, tudo, todos os seus sonhos de grandeza… Em troca, o que peço?
Sua alma, com direito a algumas degradações nesse “caminho de volta ao lar”.
Portanto,
não te queixes, Moro! Foi esse o acordo, e aí, perdoa o trocadilho (rsrs): não
sou como você, eu sou o que vocês aí chamam de “um homem de palavra!”
Mas
apesar disso, quando vi essa imagem tua ao lado de meu filho predileto, o Jair,
confesso, me senti dividido… Também tenho minhas fraquezas, Serginho. Acredita
que me compadeci dessa sua “cara de bunda”? Essa expressão de: “Mas que merda é
essa que eu fui fazer da minha vida?!?”
Particularmente,
juro que também não entendi… Rapaz, eu já tinha te dado tudo, tudo!… Você era
mais poderoso que todo o STF junto, a Globo te adulava dia e noite, seu poder
era sua “caneta de juiz”, e você larga tudo para ser ministro do Bozo?!? Do
Bozo, Morinho?!? (rsrs) – Tá de sacanagem, né?
Por esse ângulo, é até injusto você me acusar de alguma coisa… Cara, você está colhendo o que plantou!
Por esse ângulo, é até injusto você me acusar de alguma coisa… Cara, você está colhendo o que plantou!
Sejamos
francos, Sérgio: te dei ou não dei todo o combinado? Prestígio nos EUA, fama,
sucesso, de repente, cem milhões de brasileiros te endeusavam, Moro! Você botou
a nata do empresariado desse país de joelhos diante de você, fez os caras
mentirem em delação premiada só pra você colocar o inimigo odiado na cadeia, os
garotos lá do MPF te obedeciam em tudo, Janot foi um parceiraço que eu te
arrumei, te dei o Barrosão e o Fachin de quebra, Moro, Moro!, o que mais você
queria, menino?
Veja!…
Não que eu não fosse cobrar a fatura, eu te avisei que sua alma seria minha, e
que tenho lá um lado meio sádico, meio sacana, que haveria um preço a pagar…Mas
ministro do Bozo?!? Ah, Moro, dessa culpa eu estou livre, meu filho!…
E não
quero tripudiar, não! Foi como eu disse: também tenho um coração, e às vezes,
minhas fraquezas… Me basta levar tua alma comigo, não careço de mais nada.
Te ver com essa cara desenxabida de cachorro sem osso, comendo migalhas nas mãos do Bozo, literalmente nas mãos dele, e logo logo defenestrado, sem STF, sem Ministério, jogado aos leões que hoje te detestam, você tornado um leproso no meio político e no Judiciário, caramba!… Disso, nem eu seria capaz, Sérgio!…
Te ver com essa cara desenxabida de cachorro sem osso, comendo migalhas nas mãos do Bozo, literalmente nas mãos dele, e logo logo defenestrado, sem STF, sem Ministério, jogado aos leões que hoje te detestam, você tornado um leproso no meio político e no Judiciário, caramba!… Disso, nem eu seria capaz, Sérgio!…
Mas
fique tranquilo! Você logo terá companhias bem agradáveis: Carolina, Gabriela,
Janot, Deltan, tantos outros, Sérgio… Em pouco tempo jogados no ostracismo, no
desprezo social que vem com o tempo, com os fatos, que vem da História, da
verdade…
Eu já
te contei que muitas vezes eu nem faço nada, que o tempo e a verdade se
encarregam de destruir vocês antes de eu tomar as suas almas?
Sigamos
parceiros, Moro!
Ao
menos, você não se sentirá tão só! (Eu te compreendo bem, Sérgio…)
.
Assinado,
Mefistófeles (*)
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Assinado,
Mefistófeles (*)
(*) Mefistófeles é um personagem satânico da Idade Média, conhecida como uma das encarnações do mal, aliado de Lúcifer e Lucius na captura de almas inocentes através da sedução e encanto através de
roubos de corpos humanos atraentes. Mas é um dos demônios mais cruéis e em
muitas culturas também se toma como sinónimo do próprio Diabo.
quinta-feira, 8 de agosto de 2019
"CEGO EM TIROTEIO" - José Nilton Mariano Saraiva
Embora ainda no manso estágio “marolinha”, a Vaza-Jato parece ter tido o poder de abalar e perturbar seriamente o outrora frio e valentão “marreco de Maringá”, hoje mais perdido que cego em tiroteio em quarto escuro.
Senão, vejamos: no último dia 26 de julho, o STJ divulgou uma “nota oficial” afirmando que o seu presidente, ministro João Otávio de Noronha, houvera recebido telefonema do atual Ministro da Justiça, Sérgio Moro, informando-o que o magistrado teria sido uma das vítimas dos "hackers" e que o material apreendido pela Polícia Federal seria "descartado para não devassar a intimidade de ninguém" (na verdade, Moro não tinha ou tem competência para tal). Na oportunidade, o ministro do STJ afirmou estar tranquilo porque nada teria a esconder, já que pouco utilizava o Telegram.
Senão, vejamos: no último dia 26 de julho, o STJ divulgou uma “nota oficial” afirmando que o seu presidente, ministro João Otávio de Noronha, houvera recebido telefonema do atual Ministro da Justiça, Sérgio Moro, informando-o que o magistrado teria sido uma das vítimas dos "hackers" e que o material apreendido pela Polícia Federal seria "descartado para não devassar a intimidade de ninguém" (na verdade, Moro não tinha ou tem competência para tal). Na oportunidade, o ministro do STJ afirmou estar tranquilo porque nada teria a esconder, já que pouco utilizava o Telegram.
Hoje,
apenas duas semanas depois, em “documento oficial” encaminhado ao ministro Luiz
Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), Sérgio Moro “tira o braço da seringa”
ao afirmar que não orientou ou determinou a destruição do material obtido pela
Operação Spoofing, que apura invasões a celulares de autoridades pelos supostos
"hackers de Araraquara" (será que não ???).
Ou seja,
Sérgio Moro literalmente “carimba” a testa do presidente do STJ, João Otávio
Noronha, com a alcunha de “mentiroso”, ao desdizer o que afirmara aquela
autoridade. Fica a dúvida: aqui, o mentiroso é o Presidente do STJ ou o
Ministro da Justiça ??? Teremos tréplica ???
Pra
“temperar” mais ainda tão suculento prato, descobriu-se que, supostamente
orientados por Sérgio Moro (que comprovadamente comandava a turma toda), seus
parceiros de Curitiba, à frente o evangélico Deltan Dallagnol, (também sem
competência para tal) bisbilhotaram a vida de alguns integrantes do Supremo
Tribunal Federal, na perspectiva de impeachment dos próprios (para ele, por
exemplo, Gilmar Mendes seria um “brocha constitucional”).
Fato é
que, quando daqui a pouco a “marolinha” da Vaza Jato transformar-se em um
“tsunami” de proporções devastadoras, ao ex todo poderoso “marreco de Maringá”
e seus parceiros componentes da “quadrilha de Curitiba” estarão reservadas
confortáveis acomodações no presídio Bangu I, onde desfrutarão da companhia dos
bandidos Sérgio Cabral, Geddel Vieira Lima e outros, por eles condenados.
Conviverão
pacificamente ???
segunda-feira, 5 de agosto de 2019
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