TRIPULANTES DESTA MESMA NAVE

quarta-feira, 17 de junho de 2020


DESIDERATA - Max Ehrmann

Siga tranquilamente o seu caminho, entre a inquietude e a pressa, lembrando-se que há sempre paz no silêncio. Tanto quanto possível, sem se humilhar, mantenha-se em bons termos com todas as pessoas que o cercam.

Fale a sua verdade, mansa e claramente, e ouça a dos outros, mesmo a dos insensatos e ignorantes, pois eles também têm a sua história para contar.

EVITE AS PESSOAS AGRESSIVAS, AGITADAS E QUE FALAM ALTO; ELAS AFLIGEM O ESPÍRITO.

Se você se comparar com os outros, acabará se tornando presunçoso ou magoado, pois sempre encontrará alguém superior ou inferior a você.

Desfrute as suas realizações, bem como os seus sonhos e mantenha-se interessado em sua carreira, por mais humilde que seja, pois ela é um ganho real, na sorte mutante dos tempos.

Tenha cautela nos negócios, porque o mundo está cheio de astúcia, mas não se torne cético, porque a virtude existirá sempre. Muita gente luta por altos ideais e por toda parte a vida está cheia de heroísmos.

Seja você mesmo, sobretudo não simule afeição nem seja descrente no amor, porque, mesmo diante de tanta aridez e desencanto, ele é tão eterno quanto a relva.

ACEITE SERENAMENTE OS ENSINAMENTOS DO PASSAR DOS ANOS, RENUNCIANDO AOS HÁBITOS PRÓPRIOS DA JUVENTUDE.

Alimente a força do espírito, que o protegerá no infortúnio inesperado, mas não se desespere com perigos imaginários: O MÊDO NASCE DO CANSAÇO E DA SOLIDÃO.

A despeito de sua disciplina rigorosa, seja gentil consigo mesmo; afinal, você é filho do universo, irmão das estrelas e das árvores e tem o direito de estar aqui. E, quer se aperceba disso ou não, não tenha dúvida que o Universo segue na direção certa.

Portanto, ESTEJA EM PAZ COM DEUS, COMO VOCÊ O CONCEBA e, quaisquer que sejam seus trabalhos e aspirações na fatigante jornada da vida, mantenha-se em paz com sua própria consciência. Pois, apesar de todas as falsidades e sonhos desfeitos, este ainda é um mundo lindo e maravilhoso.

Seja cauteloso. Lute para ser feliz.




terça-feira, 16 de junho de 2020

CADÊ OS "TATUZÕES" DO CID GOMES ??? - José Nilton Mariano Saraiva


Quando o “agente público” se dispõe a contratar (a peso de ouro), uma grande construtora para a realização de obras estruturais de porte (hidroelétricas, rodovias, usinas, ferrovias, metrôs e por aí vai), implícita e explicitamente se pactua a responsabilidade da contratada em prover não só os recursos humanos necessários (peões e especialistas), mas, principalmente, todo o equipamento pesado e indispensável para a consecução do planejado. É assim (ou deveria ser) em todo lugar do mundo (aqui ou na China, na Rússia ou no Afeganistão): construtoras de nome e porte são proprietárias e/ou tratam de alugar toda a parafernália a ser usada em tais projetos.

Só que, no Estado do Ceará, quando da gestão de um dos megalomaníacos irmãos Ferreira Gomes, a coisa não funcionou bem assim. E a prova da irresponsabilidade nos foi dada ao tomarmos conhecimento da “herança maldita” deixada pelo ex-governador Cid Ferreira Gomes para o seu afilhado político e sucessor Camilo Santana: o “rico” Estado do Ceará  (é vero, senhores, acreditem, não estamos a delirar) “torrou” (ou doou, ou jogou fora) incríveis e exorbitantes R$ 135.000.000,00 (cento e trinta e cinco milhões de reais) com a compra de dois “tatuzões”, maquinário a ser utilizado (única e exclusivamente) na construção da linha leste do metrô de Fortaleza (já pensou, uma “comissãozinha” de inofensivos 3%, sobre o valor da obra ???).

Há que se levar em conta, a fim que tenhamos condição de imaginar a dimensão da verdadeira “insanidade” (só isso ???) perpetrada pelo então governador do Estado (engenheiro civil, embora nunca tenha projetado ou sequer erguido uma banal choupana de taipa) que, à época, além do “preço galático” de tão sofisticado equipamento, estranhamente “pequenos-grandes” detalhes foram “esquecidos” ou desconsiderados, a saber:

01) para manobrar/operacionalizar tais equipamentos, obrigatoriamente seriam contratados “técnicos especializados” e, consequentemente, hiper bem remunerados, onerando sobremaneira o já combalido orçamento estadual (comenta-se, inclusive, que no mercado interno não existe disponível tal profissional, tornando-se necessário buscá-los lá fora);  

02)  até a “vovozinha de Taubaté" sabe que o Estado do Ceará não tem a mínima condição de suprir a energia elétrica (e até a própria “voltagem”) a ser usada para acionar referidas máquinas, o que, em termos práticos, significa que o tal maquinário simplesmente não poderia sequer ser “plugado/ligado na tomada”; e, finalmente,

03) se algum dia, num futuro distante, tal equipamento tiver condição de ser utilizado, mesmo que por breve período, é perfeitamente factível questionar qual a destinação que lhe será dada “a posteriori”, na perspectiva de que Fortaleza não terá tão cedo condição (econômico-financeira) de comportar-construir linhas de metrô a torto e a direito.   
Assim, há de se questionar se tão esdrúxula decisão (comprar os “tatuzões”, ao invés de pagar a construtora pela sua utilização, como é praxe em qualquer lugar do mundo) não poderia ser enquadrado como um grave ato de “improbidade administrativa”, porquanto o uso leviano e perdulário do dinheiro público estaria caracterizado, sem se levar em conta vivermos num Estado onde recorrentemente grassa a fome e a sede.

Fato é que, face à inoportunidade, à desnecessidade e, principalmente, à deficitária (ou inexistente) relação “custo-benefício” implícita em sua aquisição, os onerosos e inoperantes “tatuzões” do Cid Gomes tenderão a se tornar, ao longo do tempo, símbolos frios, imóveis, silentes, desgastados e emblemáticos do descaso e desrespeito para com a sociedade e à seriedade.

Verdadeiros monumentos à insensatez e ao descaso, cadê os “tatuzões” do Cid Gomes ???



segunda-feira, 15 de junho de 2020

O "CONSELHEIRO" (02) - José Nilton Mariano Saraiva

O "CONSELHEIRO" (02) 

Matando a cobra e mostrando o pau.



A maior geradora de energia limpa e renovável do planeta


A diretoria de Itaipu apresentou ontem (16.03.2006), sexta-feira, ao Conselho de 
Administração da empresa,  um relatório sobre as falsas denúncias publicadas 
pelas revistas Veja e IstoÉ.  O ministro da Integração Nacional, 
Ciro Gomes, que participou de sua primeira reunião 
no Conselho, e o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau Cavalcanti,
afirmaram que as denúncias são incabíveis.


O "CONSELHEIRO" - José Nilton Mariano Saraiva


Quem conhece pelo menos um pouco da história recente do país sabe que Ciro Gomes chegou a Ministro da Fazenda por um banal acidente de percurso – a captação por parabólicas de uma conversa em off  do então ministro Rubens Ricúpero com um repórter global (Carlos Monfort, seu cunhado) na qual afirmava que... “eu não tenho escrúpulos; o que é bom a gente fatura, o que é ruim a gente esconde”.
Falastrão e loquaz, Ciro Gomes foi um gestor tão incompetente à frente da Fazenda que demorou no cargo menos de quatro meses (de 06/09/1994 a 01/01/1995) no final da gestão do atabalhoado presidente Itamar Franco e, hoje, não se cansa de mentir despudoradamente quando afirma em suas palestras que... “ajudei a salvar o Real” (não ajudou nada, até porque nada sabia sobre).
Pelo contrário, escorraçado da Fazenda (por incompetência) pelo então eleito presidente FHC (o medíocre vendilhão, vulgarmente conhecido por “boca de sovaco”), a partir de então, rancoroso, devota-lhe um ódio visceral.
Agora, o que pouca gente sabe e Ciro Gomes não faz a menor questão que saibam (parece até querer esconder ou sentir vergonha de), é que nos governos petistas, já na condição de Ministro de Estado, participou de “conselhos” de algumas empresas estatais, entre as quais a poderosa Itaipu Binacional (um “penduricalho” nada desprezível pra ajudar nas despesas, mas não tão ético assim, tanto que não consta das diversas versões do seu “curriculum” distribuídos na web).
Hoje, após três fragorosas derrotas em eleições presidenciais,  na tentativa de se manter sob os holofotes retomou o velho hábito de mudar de partido por conveniência, assim como “trair” àqueles que o ajudaram (quem não lembra o que fez ao seu padrinho político  Tasso Jereissati)  ao investir furiosamente contra o ex-presidente Lula da Silva, que sempre o apoiou e lhe deu visibilidade.
Sem favor nenhum um bom tribuno (aqui, justiça lhe seja feita), parece entender intimamente que poderá chegar lá na base do “gogó” (tal qual FHC) e destruindo reputações, o que, convenhamos, não lhe será suficiente. 


sábado, 13 de junho de 2020

CADA HOMEM TEM SEU PREÇO ??? - José Nilton Mariano Saraiva

Impossível olvidar que foi através da operação Vaza Jato, capitaneada pelo jornalista Glenn Greenwald, que o mundo todo tomou onhecimento que a tal Operação Lava Jato, comandada pelo juizeco de primeira nstância, Sérgio Moro, era (ou foi), na realidade, uma fraude grotesca e escomunal, porquanto claramente seletiva e com objetivo definido: impedir que ex-presidente Lula da Silva retornasse aclamado pelo povo à Presidência da República.
Que, se tivéssemos um Poder Judiciário sério e isento, e não essa merda que está aí, a essa hora Sérgio Moro deveria se achar preso e incomunicável, tantas foram as cabeludas irregularidades por ele perpetradas no decurso de tal operação, claramente ao arrepio do texto constitucional (se bem que ficou desmoralizado, a partir de então).
Portanto, muito devemos ao jornalista Glenn Greenwald por nos mostrar que o Sérgio Moro não passa de um canalha, uma figura desprezível, um bandido em potencial.
Uma nódoa, no entanto, mancha o trabalho jornalístico do Glenn: após revelar que apenas dez por cento do material sobre as safadezas da Lava Jato houvera sido divulgado, e que ainda teria cerca de 2.000 áudios e vídeos por divulgar (de coisas extremamente comprometedoras), de repente se abateu um silêncio sepulcral da Vaza Jato, sobre.
Como sói acontecer, as especulações são as mais variadas; assim, num primeiro momento, teria ele “levado uma prensa” descomunal da Polícia Federal e milícias bolsonarianas, inclusive com ameaças à família e, receoso, recuara, já que a própria “república” estaria em jogo (papo furado); ou que teria sido regiamente “recompensado” no sentido de “esquecer“ de vez o restante da história (cada homem tem seu preço ???).
Fato é que, como não houve qualquer esclarecimento sobre, a frustração pintou no pedaço e os admiradores do valente Glenn foram levados a imaginar que teria “amarelado” ou, pior, se deixado cooptar “mercantilmente”.
Será que algum dia saberemos a verdade ???


terça-feira, 9 de junho de 2020

ALÉM DE MORTOS... "EXTERMINADOS" - José Nilton Mariano Saraiva


Definitivamente, nas academias militares já não se formam “generais” como em priscas eras. E então, quando um desses generais é deslocado do seu “habitat” natural (a caserna) para o exercício de alguma função gerencial em algum órgão ou Instituição governamental (por exemplo), preparemo-nos porque a tendência é surgir muita “bordoada” dai pra frente.
A reflexão tem ver com a estapafúrdia decisão do “general” que responde interinamente pelo Ministério da Saúde do governo, (um tal Pazuello) que, por “não guardar a mínima intimidade” com nada que diga respeito à saúde, aceitou atender à sugestão do primeiro amigo do “Bozo“ (o desonesto empresário Luciano Hang, vulgarmente conhecido como o “véi da Havan”), no sentido de, num passe de mágica, fazer sumir, de repente e sem qualquer justificativa, uma significativa parcela de mortos pelo coronavírus, objetivando claramente “emagrecer” ou “desnutrir” a estatística sobre o “estrago” produzido por essas bandas.
É que o “deus Bozo” (em conluio com o dito cujo) já houvera decidido, monocraticamente, que no “SEU” Brasil o número de vítimas pelo Covid 19 não poderia nunca, jamais, em hipótese alguma (por cima de pau e pedra, chovendo ou fazendo sol) ultrapassar a 1.000 óbitos diários, devido à repercussão negativa para o seu governo e, portanto, necessário que, “além de mortos fossem sumariamente exterminados”.
Dessa forma, numa falta de transferência assustadora, o mapa diário sobre a evolução da doença foi criminosamente adulterado, omitindo-se informações básicas que impedem acompanhar os efeitos da pandemia, assim como de se ter um norte para a tomada efetiva das providências atinentes.
A coisa foi tão imoral e escabrosa, que o Ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, literalmente resolveu “intervir”, visando por ordem na casa, ao ordenar que a metodologia antes utilizada (com a demonstração do quadro epidemiológico completo) seja reposta de pronto (ou seja, “casos” e “mortos” em 24 horas, que vinham sendo omitidos, deverão voltar à planilha diária do Ministério da Saúde).
Sensibilizados, os além de mortos… exterminados”, agradecem por esse ato de fé e caridade cristã.







domingo, 7 de junho de 2020

ALEXANDRE, O "BREVE" - José Nilton Mariano Saraiva


Quando chegou pra assumir a Presidência do BNB, ao ser entrevistado e questionado sobre seu “padrinho político” (infelizmente o BNB tornou-se uma “moeda de troca” de significativo valor para mafiosos políticos), Alexandre Borges Cabral arrogantemente arrotou que não tinha padrinho, que sua escolha teria sido técnica e, enfim, deu a entender que ele, como funcionário de carreira da instituição, ali estava por “meritocracia”, como uma espécie de salvador da pátria.

No entanto, a contradição logo se deu, quando, pressionado, “escorregou na maionese” ao confirmar que ao licenciar-se do BNB para assumir a presidência da Casa da Moeda, fora indicado por Roberto Jefferson e, agora, seu retorno à Instituição originária (BNB) teria sido avalizada por Valdemar Costa Neto (embora não conhecesse ambos, afirmou).

Ora, todos sabemos que Roberto Jefferson e Valdemar Costa Neto representam o “suprassumo” da desonestidade, da marginalidade, da corrupção, da afronta às leis (tanto que já foram condenados num passado não tão distante, embora estejam livres) e, pois, quem a eles se vincula há de beijar-lhes a mão e prometer-lhes algo em troca (mesmo que seja algum cargo importante).

Fato é que, nem se sentou na cadeira (menos de 24 horas) e Alexandre Borges Cabral já foi defenestrado por suspeita de “corrupção grossa” no emprego anterior (Casa da Moeda), em operações irregulares de espantosos dois bilhões de reais e das quais teria se beneficiado (se verdade ou não saberemos ao final).

Assim, ao contrário de “Alexandre, o Grande”, o longevo rei da Macedônia que reinou por longa data, e teve sua trajetória retratada em épicos filmes na telona (cinema), aqui temos o nosso  “Alexandre, o Breve”, que bem poderia ser o protagonista principal daquele famoso filme de antigamente, e que nos deixou muitas saudades: “A volta dos que não foram” (por enquanto, ficou conhecido nacionalmente ao aparecer nos principais telejornais do país, em horário nobre).

A dúvida é: a fotografia de “Alexandre, o Breve”, terá lugar na seleta galeria de ex-presidentes do BNB, já que não teve tempo de nada realizar  ???  


sábado, 6 de junho de 2020

"GOLPE DE MESTRE" NO MESTRE DOS GOLPES - José Nilton Mariano Saraiva

Tendo à retaguarda a assessoria dos “filhos-numerais” (01, 02 e 03) o “00-pai” tem feito os maiores desatinos desde o instante em que ganhou visibilidade e notoriedade ao assumir a Presidência da República (de forma fraudulenta).

Quem não lembra do praticado dias atrás (e denunciado pelo ex-ministro Mandetta) que consistia em, sem qualquer consulta aos técnicos-especialistas, mudar por conta própria a bula brasileira do medicamento “cloroquina”, fazendo incluir em seu texto a recomendação para uso (inapropriado e criminoso) no combate ao coronavírus ???

Para tanto, antes e preventivamente mobilizou "vapt-vupt" a área médica do exército encarregada da produção de remédios para uso doméstico, autorizando-a a quintuplicar a fabricação mensal do medicamento, na perspectiva de um uso intensivo e massivo após a adulteração da bula. Como o Mandetta “se mandou” (ou foi mandado embora) fica a dúvida se alteraram “na marra” a tal bula.

E aqui é que o golpe se materializaria: é que a matéria-prima a ser usada na sua produção procede da exótica e distante Índia e, no meio do caminho (conforme comprovado), uma série de não tão republicanas manobras “maromba” o seu valor final. Quem se beneficiaria do “golpe indiano” ???

Já na sensível área da “comunicação”, nessa semana mais um golpe foi perpetrado pelo “coiso”: é que, certamente influenciado pela prole-bandida (01, 02 e 03), o “protocolo” de divulgação dos trágicos, assustadores e macabros dados do coronavírus, que normalmente era disponibilizado pela Ministério da Saúde às 19;00 horas (portanto em tempo hábil para serem divulgados nos principais telejornais do país), foi repentinamente mudado para as 22;00 horas, impedindo a população de tomar conhecimento da evolução da mortandade, no mesmo dia. Ou seja, “transparência” já era, mandou lembranças.

Mas, aí, deu-se o “GOLPE DE MESTRE” NO MESTRE DOS GOLPES.

Como o “coiso” houvera afirmado enfaticamente que tal medida visava, sim, esvaziar o principal telejornal do país (o Jornal Nacional, que queiramos ou não é ainda o mais visto e influente) na hora em que os dados foram divulgados pelo (des)governo, coincidentemente durante a exibição da tradicional e sempre prestigiada novela das 21;00 horas (certamente que de maior audiência que o próprio Jornal Nacional) a TV-Globo a interrompeu bruscamente, a fim que o titular do JN, Willian Bonner, anunciasse em “plantão-extraordinário” (que sempre desperta muita atenção e causa suspense) os novos números do coronavírus brasileiro.

Ou seja, muito mais gente tomou conhecimento dos dados do coronavírus no mesmo dia, e o “coiso“ ficou com a “broxa na mão”, literalmente desmoralizado, além de merecidamente acusado de falta de transparência. Quebrou a cara, mais uma vez.

Trata-se de um pangaré.    



sexta-feira, 5 de junho de 2020

Freud explica Floyd


“obedecer cegamente deixa cego
crescemos somente na ousadia
só quando transgrido alguma ordem
o futuro se torna respirável”
Mário Benedetti


                            George Floyd  era um negro norte-americano de quarenta e seis anos. Um gigante de quase dois metros de altura  fora até  atleta de basquetebol. Morava em Minneapolis, uma cidade do localizada no Norte dos Estados Unidos. Trabalhava, até recentemente,  como segurança de um restaurante,  até perder o emprego por conta da pandemia de Covid-19. No dia 25 de maio, último, Floyd foi preso sob suspeita de tentar passar uma nota falsa de vinte dólares, em uma lanchonete. Reagiu, pacificamente , à prisão. Mesmo assim, algemado, jogado ao chão, no meio da rua,  foi contido por três policiais, um deles agarrou-lhe as pernas, um outro ajoelhou-se sobre seu peito e Derek Chauvin, um tira com antecedentes violentos, apertou o joelho sobre o pescoço de Floyd, impedindo-o de respirar. Mesmo sob protesto dos passantes, não pararam o processo de assassinato público, a sangue frio, até o desfalecimento total e à morte. Desesperado, Floyd, no limite das suas forças,  contorcia-se e gritou aquelas que seriam suas últimas palavras:
                            --- I Can’t Breathe ! ( Eu não posso respirar!)
                           
O tratamento que recebeu não lhe era desconhecido. Nascera no Texas, no Sul, antro da discriminação racial mais sórdida dos Estados Unidos. Tinha uma convivência íntima com o racismo nas suas mais amplas formas. O homicídio , filmado por transeuntes, espalhou-se como rastilho de pólvora. De repente, os EUA se viram conflagrados por manifestações e quebra-quebras nas suas mais sinistras formas. Isso em plena pandemia do Coronavírus, desobedecendo a todas as determinações de isolamento social. Os protestos se espalhariam, depois, mundo afora e envolveriam não só os movimentos negros, mas pessoas das mais diversas etnias, irmanados numa causa única.  Desde 1968,  não se via tamanha fúria. Chegaram até a sojigar o presidente Trump, na Casa Branca, que precisou, preventivamente, ser escondido em um bunker.  E o : “Eu não posso Respirar !” , tornou-se um grito tribal.
                            A súplica de Floyd bateu forte no inconsciente coletivo, quando vivemos tempos tão pouco oxigenados. Presas , claustrofóbicas , mascarados , pessoas na vastidão do planeta, buscam o ar que lhes parece faltar. Nas UTI´s , espalhadas por múltiplos países, pacientes bradam a toda hora, sem respiradores disponíveis, o grito de Floyd: “Eu não posso respirar!” Os animais da Amazônia, nas queimadas incontáveis,  agora estatais e oficializadas, suplicam, em meio à fumaça: “Eu não posso respirar!”. No Brasil, em meio à Teo-freno-agro-casernocracia, onde os mínimos valores de humanidade  passam a ser espúrios, quando a morte no atacado, a dor , o luto beiram o asco da normalidade,  buscamos o fôlego como asmáticos em crise : “Eu não posso Respirar!” Nas favelas, nos grotões esquecidos da nação, famílias desamparadas, amontoadas, famintas, sem renda, sem saneamento mínimo, expostas a todos os riscos de pestes, tentam abrir as janelas dos casebres: “Elas não podem respirar!” Os profissionais de saúde, cativos nas suas máscaras e EPI´s, buscam o fôlego a todo custo, sem poder encher o peito de oxigênio. Até mesmo nosso planeta, em meio à emissão catastrófica de gás carbônico, se pudesse, esbravejaria lá de cima: “Eu não posso respirar!”
                            Talvez, por isso mesmo, o brado tribal de Floyd ganhou caixa de ressonância na população. Quando o mundo saiu à rua para os protestos, o fazia, sim, em nome de Floyd e do seu assassinato indecoroso, mas, no íntimo, todos carregam consigo, também, sua falta de ar, a asma destes tempos tão sombrios e tenebrosos. Freud explica um pouco Floyd. O sufocamento nos ensina lições de oxigenação e da luta por tempos mais generosos, altruísticos e respiráveis.

Crato, 05/06/20
  


quinta-feira, 4 de junho de 2020

ESSE "SOFRIDO BRASILEIRO" - José Nilton Mariano Saraiva

De uma coisa o “coiso” que está Presidente da República (o Bozo) pode ter absoluta e inconteste certeza (assim como dois e dois somam quatro): independentemente de alguma longínqua ou suposta desconfiança de algum possível maldoso adversário (político ou não) sobre se algum dia teria sido vítima de uma suposta traição e, em consequência, algum dos filhos pudesse ser enquadrado como “suposto”, categoricamente afirmamos e reafirmamos que isso não procede, não tem o menor cabimento, é mera figura retórica de uma imaginação fértil: os seus três “filhos-numerais” (01, 02 e 03) saíram à sua imagem e semelhança, são legítimos, genuínos, têm pedigree-humano (raça puro/puro sangue), tanto que herdaram muitas das “qualidades” do pai e, portanto, se constituem prova inconteste da infalibilidade e prevalência do tal DNA. Portanto, “bola preta” para aqueles supostos desconfiados e “bola branquíssima” para o Bozo. Ele merece, tem méritos.


O tal filho 01 (Flávio “rachadinha” Bolsonaro), por exemplo, hoje Senador da República, mostra ter sido um bom aluno e, não decepcionando ao professor, aprendido “pari-passu” a engenhosa arte de reverter ou fazer voltar ao próprio bolso parte do salário pago aos seus funcionários de gabinete (modus operandi adotado pelo pai no gabinete de Brasília).

Por tratar-se de uma “melindrosa” e “arriscada” operação, à qual convencionou-se chamar “rachadinha”, contava com o apoio de um “especialista” no mister, o motorista Queiroz, figura enigmática, porquanto, mesmo residindo no Rio de Janeiro e tendo endereço conhecido, a nossa sempre briosa e eficiente Polícia Federal não consegue localizar e prender, por mais hercúleo esforço que faça.


Já o filho 02 (Carlos “esquentadinho” Bolsonaro, também conhecido por Carluxo), parece ser o “preferido” do papai (o Bozo) tanto que, mesmo eleito vereador no Rio de Janeiro, é detentor de um amplo espaço em pleno Palácio do Planalto, em Brasília (“Gabinete do Ódio”, anexo ao do pai), de onde, junto a uma equipe de mafiosos, vive a “disparar facks news” raivosas para todo o Brasil, denegrindo gregos e troianos que não rezem pela mesma cartilha do pai. Não esquecer, que durante a recente campanha do paizão, usou e abusou de tal procedimento, direto do Rio de Janeiro, tanto que:

01) após eleito, o pai chegou a afirmar publicamente, de forma peremptória e definitiva, ter sido ele (Carluxo) um dos principais responsáveis por sua vitória (assim como o comandante-geral do exército, general Villas Boas) em razão da eficiência do “esquema virtual” arquitetado;

02) que, em função de denúncias consistentes sobre tal procedimento mafioso, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, não teve saída que não instaurar o competente inquérito sobre, o qual está em andamento e poderá redundar na cassação da chapa eleita (se não houver retrocesso), tão grave foram os procedimentos adotados (já confirmados); e

03) que (segundo comentários da mídia), o último contato do matador da vereadora Marielle Franco, Ronnie Lessa, minutos antes de perpetrar o crime, foi exatamente com Carluxo, nas dependências/condomínio onde os dois residem, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.


O filho 03, Eduardo “bananinha” Bolsonaro (recebeu tão carinhosa alcunha do Vice-Presidente Hamilton Mourão), hoje Deputado Federal por São Paulo, se caracteriza pela arrogância, orgulho e prepotência no trato com as pessoas, e predominantemente, funciona como o “conspirador-mór” e porta-voz da família, tanto que já afirmou publicamente que... “para fechar o Supremo Tribunal Federal bastaria um cabo e um soldado” e, mais recentemente, sobre a perspectiva de eclosão de um golpe por parte do pai, para se manter no poder, que… “não se discute SE haverá, mas, sim, QUANDO se dará”.


Alfim, associamo-nos publicamente, em gênero, número e grau, a um questionamento (abaixo, ipsis litteris) que nos foi encaminhado por um apreensivo colega, de Fortaleza, à busca de resposta:

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“Mariano,
A ocupação de espaço no palácio do planalto pelo carluxo não é ilegal?
Afinal ele não tem cargo no governo federal e usa recursos da união.
Não seria o caso de entrar com uma ação para proibir ?”
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Alô, Polícia Federal, como aquietar (tranquilizar, sossegar, apaziguar, dissipar) esse sofrido brasileiro ???