TRIPULANTES DESTA MESMA NAVE

sábado, 6 de maio de 2023

 Se você, aí do outro lado da telinha, já tá de saco cheio de assistir filmes com os tais “efeitos especiais” do diretor americano Steven Spielberg, ou mesmo aqueloutros onde humanos pensantes batem papo alegremente com animais irracionais, convido-os a voltarem a um autêntico faroeste americano (em qualquer aspecto), digno de ser visto e revisto tantas e tantas vezes. Refiro-me à série GODLESS, na NETFLIX. Simplesmente portentosa, impressionante, imperdível.

Abaixo, uma “tentativa” de resumo.  

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“LA BELLE” – José Nílton Mariano Saraiva

Esquecida pelo poder público, nos confins do território americano a pequenina cidade de “LA BELLE” vivia quase que exclusivamente em função de uma mina de prata que garantia sua própria sobrevivência.

Tanto, que todos os homens em condição de trabalho viviam o dia mergulhados em suas profundezas (só retornando à noite), enquanto as mulheres cuidavam dos afazeres domésticos e das crianças.

Mas, de repente, tudo mudou radicalmente, em função de uma tragédia inimaginável: uma explosão no interior da mina soterrou todos os homens da cidade (à época no total de 83). A partir de então, LA BELLE, passou a ser conhecida como a “cidade das mulheres”.

Eis que, na perspectiva de tomar de conta da mina, e vindo de um outro extremo do país, senhores falantes e teoricamente persuasivos, acompanhados da “casca grossa” (bandidos violentos) se apresentam como capazes de desenvolver a cidade, desde que lhes permitam explorar a mina; para tanto, 90,0% do lucro ficariam com eles retidos e 10,0% seriam destinados às mulheres. Claro que não tiveram receptividade, mas, mesmo assim tomaram de conta da cidade, na marra.

Paralelamente, uma viúva não muito querida pelas demais mulheres, que vivia num rancho isolado, contíguo à cidade (junto com o filho e a sogra, uma índia sorumbática), na madrugada é acordada por um barulho suspeito; sai e, de rifle em punho, dispara na escuridão e fere alguém que viera à procura de ajuda. À base da luz de candeeiro, sensibilizada acolhe o forasteiro (que já chegara ferido à bala) e na manhã seguinte encarrega a sogra a dele cuidar.

Durante a convalescença e após recuperar-se, o estranho mostra ser um exímio domador de cavalos selvagens; é que, como no curral do rancho existem vários, ele começa à paciente tarefa de domesticá-los. Aproveita e ensina o filho da viúva, de maneira persistente e insistente (monte de novo, monte de novo), a não só montar como também domar os quadrúpedes; de longe, a viúva e a sogra (a índia sorumbática) embora não verbalizem, mostram extremo contentamento.

E aí começa a “pintar um clima”, quando ele manifesta o desejo de aprender a ler e escrever (era zerado em tudo); assim, enquanto ensina o filho da viúva a domar os cavalos, ele aprende com ela a arte das letras e de gostar das pessoas (a essa altura já houvera posto as fichas na mesa ao identificar-se como um famoso pistoleiro procurado pela Lei).

Entrega-se ao “xerife” da cidade, que voltara de uma perseguição infrutífera a bandidos, mas logo é solto pela própria viúva, que sentira sua falta.

Fato é que, ao ter-se transformado num famoso pistoleiro, fora capaz de romper com aquele que, num passado não tão distante o houvera lhe criado e ensinado tudo; tanto que foi capaz de arrancar-lhe o braço com um tiro de fuzil e roubar-lhe o produto milionário de um assalto a um trem-pagador; e, por essa razão, agora era incessantemente caçado pelo próprio e sua quadrilha, que já descobrira seu paradeiro.

E assim, as mulheres de LE BELLE se organizam e travam um confronto de proporções épicas com aquela bandidagem selvagem; derrotados inexoravelmente, o chefe da quadrilha, que viera se vingar do filho-adotivo (agora um famoso pistoleiro) e recuperar a grana, foge e é perseguido por ele; alcançado, travam um duelo de titãs, que é vencido pelo filho.

Alfim e como o duelo fora assistido pelo filho da viúva, este o traz de volta, onde ele se despede do garoto e daquela que poderia ter sido sua para sempre.

Antes, pede ao delegado (de volta à cidade e que o cientifica que houvera comunicado às autoridades que ele houvera sido morto no duelo), pois bem, ele o orienta a recomendar à viúva a ajeitar uma estaca da cerca de sua propriedade que estaria por cair; e quando ela lá chega e começa a escavar, dá de cara com um alforge de cavalo repleto de dinheiro, muito dinheiro (produto do roubo ao trem-pagador).

E num singelo bilhete, que ele houvera aprendido a escrever com ela, simplesmente um “THANK YOU” (OBRIGADO).

 

sexta-feira, 28 de abril de 2023

 A “MISOGINIA” EM QUESTÃO - José Nílton Mariano Saraiva

Por volta dos 19/20 anos de idade, Michelle de Paula foi mãe de uma menina a quem batizou como Letícia Firmo, fruto de um relacionamento proibido (o parceiro, o engenheiro elétrico Marcos Santos da Silva, de Brasília, já era casado e pai de família); assim, quando conheceu Jair Bolsonaro, em 2006, Letícia Firmo já tinha 04/05 anos de idade, Michelle de Paula 24 anos e ele 51 anos.

À época, Michelle de Paula era secretária na sala de liderança do PP e, como “pintou um clima” no momento em que os olhares se cruzaram, foi imediatamente requisitada para trabalhar no gabinete do próprio; dois meses depois – vapt-vupt – se assumiram.

No entanto, Michelle de Paula só se tornou Michelle Bolsonaro dois anos depois (2008) quando, por imposição dela, se casaram no civil, “em regime de separação de bens”; em 2010, nasceu uma menina, Laura, hoje adolescente (posteriormente, já exercitando e verbalizando em todo o esplendor sua reconhecida porção misógina, o próprio afirmou ter sido uma “fraquejada” de sua parte o fato de gerar uma filha mulher, já que os filhos anteriores, de outras mulheres, foram todos do sexo masculino). Só faltou culpar a Michelle de Paula por isso...

Assim, e certamente que cansados de ouvir o pai afirmar preconceituosamente que houvera casado com uma “mãe solteira”, (existem vídeos que comprovam) os filhos dos casamentos anteriores (já adultos) não fizeram nenhuma questão de aproximar-se da “madrasta”, tendo em vista a comprovada ascendência desta sobre o marido; pelo contrário, nutrem um certo desprezo e guardam uma certa distância regulamentar da “madrasta” (de idade parecida com a deles).  O tal "Carluxo" que o diga...

De família pobre e nascida em Ceilândia, cidade paupérrima vizinha a Brasília, Michelle de Paula cursou até o ensino médio e tinha como única experiência trabalhos administrativos na Câmara Federal, onde conheceu o futuro marido. Os dois têm uma diferença de idade de 27 anos – ele, hoje, está com 68 anos (à época 51 anos) e ela com 41 anos (à época 24 anos).

Esta, uma resumida amostra de quem seja a “evangélica” Michelle de Paula Firmino Reinaldo Bolsonaro, hoje – quem diria – cotada para substituir o marido nas próximas eleições à Presidência da República, na perspectiva que o próprio seja legalmente impedido pela Justiça de concorrer, como tudo leva a crer.

A pergunta que não quer calar: será que o “gado” referendará o que o partido decidir ???

terça-feira, 25 de abril de 2023

 UM PASSADO QUE (PRECONCEITUOSAMENTE), CONDENA – José Nílton Mariano Saraiva

A surpreendente ascensão de Jair Bolsonaro à Presidência da República teve o condão de desnudar ou nos por frente a frente com uma das facetas mais abjetas que um ser humano pode carregar: o preconceito visceral contra um seu semelhante.

É que, lá atrás, ao assumir o relacionamento com a então “mãe solteira”, Michele, e dar-lhe o seu sobrenome (Bolsonaro) esta, de pronto, passou a ser rejeitada preconceituosamente pelos três (03) filhos-numerais (Eduardo, Flávio e Carlos) resultantes de um relacionamento anterior do pai.

Arrogantes, mal-educados e prepotente até hoje, os irmãos Bolsonaro nunca fizeram nenhum esforço para demonstrar o constrangimento pela situação criada pelo pai, principalmente pelo fato de a filha de Michele (sua meia-irmã), oriunda de uma relação não convencional (com outro), já ser, à época, uma jovem adolescente, e que passou a morar com o padrasto (ou seja, dividendo a atenção do próprio).

Fato é que, hoje, embaixo das asas do padrasto, embora sem qualquer formação superior a filha de Michele Bolsonaro, de nome Letícia Firmo, foi aquinhoada com um salário de R$ 13.000,00 na função de assistente de gabinete da Secretaria de Articulação Nacional do atual governador do Espírito Santo, Jorginho Mello (PL-SC) e exercerá a função em Brasília, onde mora com a mãe e o padrasto (ou seja, a população de Santa Catarina pagará pra alguém que talvez nem conheça o Estado).

E para provar de forme definitiva e inquestionável seu “prestígio” com o marido (e provocar ainda mais a ira demoníaca dos três irmãos-numerais), Michele Bolsonaro ainda arranjou para que o namorado de Letícia Firmo, Igor Matheus Oliveira Modtkowski, ganhasse um emprego no gabinete do senador do PL catarinense Jorge Seif Júnior (enquanto isso, sem a influência de Michele, o filhote 04, de Jair Bolsonaro, Jair Renan, também prestará serviço no mesmo gabinete).

Por outro lado, dois irmãos de Michele Bolsonaro também se deram bem com a influência da irmã sobre o marido: Diego Torres Dourado ganhou um cargo como assessor especial do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, no qual receberá um salário de R$ 19,2 mil, enquanto que Geovanna Kathleen Ferreira Lima (também irmã de Michelle), foi empregada no Senado, no gabinete da ex-ministra de Direitos Humanos, Damares Alves.

A dúvida é: e o coitado do eletricista de Brasília, Marcos Santos da Silva (à época um homem casado e pai de família), mas que envolveu-se com Michele (que ainda não era Bolsonaro) e tiveram a Letícia Firmo, será que não arranjou nada durante o tempo em que a “ex” esteve como primeira dama ??? Michele Bolsonaro teria sido tão ingrata com o “ex” ???

 

domingo, 23 de abril de 2023

O “MODUS OPERANDI” MILICIANO - José Nílton Mariano Saraiva


Como é do conhecimento de metade do mundo e da outra banda, diversas, ilegais e cabeludas manobras foram perpetradas pelo psicopata/energúmeno que exerceu a Presidência da República até meses atrás, objetivando fraudar o processo eleitoral e, por conseguinte, “não largar o osso”.

Uma dessas intervenções irregulares deu-se no âmbito da Polícia Rodoviária Federal quando, sob o comando do ex-Ministro da Justiça, Anderson Torres (hoje preso), sua área de inteligência processou um mapeamento rigoroso daquelas cidades/estado onde o ex-presidente Lula da Silva houvera obtido expressiva vantagem no primeiro turno da eleição presidencial, com o objetivo pré-definido de impedir que aqueles eleitores não pudessem chegar no lugar da votação no segundo turno (especialmente na Região Nordeste).

Para tanto, a Polícia Rodoviária Federal dispendeu a “ninharia” de R$ 1,3 milhão em horas extras aos seus quadros de fiscais, assim como aumentou exponencialmente seu efetivo nas rodovias durante o dia do segundo turno, nos seguintes estados: Minas Gerais; Tocantins; Bahia; Sergipe; Piauí; Pernambuco; Rio Grande do Norte; Ceará; Maranhão; Amapá e Pará.

Abaixo, o antes e o depois (aumento exponencial), da situação nesses estados, a saber (fonte: Folha de SP):

MINAS GERAIS: plantão – 94 policiais – efetivo extra 102 (AUMENTO DE 108,51);

TOCANTINS: plantão – 13 policiais – efetivo extra – 12 – (AUMENTO DE 92,31%);

BAHIA: plantão – 112 policiais – efetivo extra – 90 (AUMENTO DE 80,36%);

SERGIPE: plantão – 11 policiais – efetivo extra – 18 – (AUMENTO DE 163,64%);

PIAUI: plantão – 30 policiais – efetivo extra – 45 – (AUMENTO DE 150%);

PERNAMBUCO: plantão – 48 policiais – efetivo extra – 54 – (AUMENTO DE 112,50%);

RIO GRANDE DO NORTE: plantão – 22 policiais – efetivo extra – 36 – (AUMENTO DE 108,51%);

CEARÁ: plantão – 41 policiais – efetivo extra – 45- (AUMENTO DE 109,76%);

MARANHÃO: plantão – 22 policiais – efetivo extra – 45 – (AUMENTO DE 204,55%);

AMAPA: plantão – 6 policiais – efetivo extra – 9 – (AUMENTO DE 150%);

PARÁ: plantão – 28 policiais – efetivo extra – 45 – (AUMENTO DE 160,71%);

Fato é que, mesmo com esse dantesco, desonesto e sombrio quadro arquitetado, o golpe foi antecipadamente descoberto e denunciado e, embora com dificuldades, os eleitores de Lula da Silva chegaram aos locais de votação e acabaram dando a resposta nas urnas: a votação da Região Nordeste, em Lula da Silva, suplantou a maioria das outras regiões do país e ainda sobraram quase dois milhões de votos.

Lula presidente, por cima de pau e pedra, independentemente do modus operandi miliciano. 

quarta-feira, 12 de abril de 2023

 "DECEPÇÃO OCEÂNICA" - José Nílton Mariano Saraiva


Após se mandar do Brasil antes do término do seu mandato, claramente objetivando fugir de uma prisão iminente por conta das inúmeras transgressões às leis brasileiras, perpetradas quando esteve aboletado na cadeira presidencial, o psicopata que exerceu a Presidência da República do Brasil nos últimos quatro anos foi procurar abrigo no colo de Donald Trump, ex-presidente americano, um seu igual.

Lá, sem ter o que fazer e enfiando bufa no cordão, passou a cuidar dos preparativos finais para um pretenso golpe de Estado visando voltar ao poder (já que houvera sido derrotado em eleições livres), golpe este que seria materializado quando seus comparsas de governo (os milicos apátridas,  traidores e mercenários que lhe deram sustentação quando no exercício da função) dessem o “sinal verde”.

Tanto que houvera dito a acompanhantes, dias antes, que “o melhor está por vir”, ou seja, a bandalheira e selvageria ocorrida em 08.01.23, quando seus adeptos quebraram as sedes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, foi, sim, coisa pensada e arquitetada por ele e seus reacionários e improdutivos generais de pijama.

É que, hostis à democracia, antidemocráticos por natureza, contrários às ideias voltadas para a transformação da sociedade, defensores de princípios ultraconservadores ou mesmo contrários à evolução social e política, referidos milicos haviam elaborado um plano de poder por pelos menos 20 anos.

Tanto, que milhares deles já integravam a folha de pagamento do governo, com salários exorbitantes e sem ter o que fazer, cujo exemplo maior é o arquejante e semimorto general Villas Boas Correia (aquele que, segundo o psicopata, fora um dos principais responsáveis por sua vitória) e que ainda se deu ao luxo de arranjar uma “boquinha” numa instituição governamental para uma filha idosa e desempregada).

Fato é que, em Brasília, incontestavelmente os milicos permitiram que uma turba de malfeitores e desordeiros, potencialmente violentos, pagos e alimentados por meses, acampassem em espaço do próprio Exército, onde foram orientados, insuflados e protegidos de como agir na hora do quebra-quebra, que assustou não só os brasileiros, mas todo o mundo civilizado (uma autêntica barbárie).

E então, após o animalesco modus operandi dos marginais sob seu comando, durante o 08.01.23, e ante a recorrente desaprovação dos povos nos mais longínquos rincões do planeta Terra, lá do seu exílio, nos Estados Unidos, o psicopata reconheceu que realmente houvera cometido uma série de graves “arbitrariedades” durante o seu (des)governo.

Imaginou-se, por aqui, que tal reconhecimento criminal por parte do próprio seria o necessário e suficiente para que o Supremo Tribunal Federal tomasse medidas correspondentemente duras e inflexíveis sobre, na perspectiva da volta de referida figura ao Brasil; ou seja, que um camburão da polícia fosse gentilmente recepciona-lo na saída do avião; e que, do aeroporto, seguissem diretamente para o presídio da Papuda, em Brasília.

Em vão.

Desembarcou falante, abraçou e distribuiu beijinhos para alguns gatos-pingados presentes, foi recepcionado na sede do partido e, como se sentiu à vontade, ali mesmo já se autoproclamou líder da oposição ao governo federal.

Não há como se negar que uma decepção oceânica se apossou da maioria da população brasileira ante a omissão do Supremo Tribunal Federal, já que, de viva voz, o psicopata houvera admitido explicitamente, ou enunciado de forma categórica e definitiva, ter cometido as tais arbitrariedades (sem contar outros crimes).

E agora, José ???

terça-feira, 28 de março de 2023

 ESSES NOSSOS GESTORES...- José Nílton Mariano Saraiva

Nesse período chuvoso, o que não falta na TV são imagens do estrago causado pelas águas, principalmente em paupérrimas cidades interioranas.

Hoje, 28.03.23, por exemplo, no telejornal do meio-dia da TV Verdes Mares, tomamos ciência do estrago considerável ocorrido na cidade de Milhã-CE e o compreensível apelo feito à população pelos seus gestores, traduzido num grande e colorido cartaz orientando-a a se afastar de uma certa área próxima a um açude.

Mas, aí, a mensagem mais confunde que expõe a real situação, quando chama a atenção para o EMINENTE RISCO de rompimento da barragem do açude.

A pergunta é: seria um simplório erro de digitação do funcionário da prefeitura que preparou o tal aviso (devem alegar isso), ou (mais provável) despreparo dos gestores responsáveis que a redigiram (prefeito ou secretário) ???

Particularmente, fico com a segunda opção.

domingo, 19 de março de 2023

 TORTURADORES

“Torturadores não têm ideologia. Torturadores não têm lado. Não são contra ou pró-impeachment. Torturadores são apenas torturadores. É o tipo humano mais baixo que a natureza pode conceber. São covardes, são assassinos e não mereceriam, em momento algum, serem citado como exemplo. Muito menos numa casa legislativa que carrega o apelido de casa do povo”.

(RICARDO BOECHAT, em abril/2016, em resposta a Jair Bolsonaro, que ousara defender no plenário da Câmara, um dos piores torturadores da ditadura militar brasileira, o milico Carlos Alberto Brilhante Ustra, chefe do DOI-Codi  do Exército de São Paulo, onde 50 pessoas foram assassinadas e outras 500 foram torturadas, entre 1970-1974, entre as quais Dilma Rousseff).

segunda-feira, 13 de março de 2023

 A “BENTO” O QUE É DE “BENTO” – José Nílton Mariano Saraiva

Suspeito de estar envolvido até a medula no “transporte ilegal” (contrabando) de joias destinadas ao chefe (o Bozo), eis que agora temos novidades com relação ao “currículo” de sua Excelência o general Bento Albuquerque.

É que, além de receber como Ministro de Estado, o general pegou a “boquinha” (ou seria “bocarra” ???) de conselheiro da Itaipu Binacional, onde recebe R$ 34 mil reais para participar de reuniões bimestrais (ou seja, a bagatela de R$ 204 mil por ano).

Portanto, e até para que a posteriori não se cometa alguma injustiça, em seu currículo deve constar, sim, tão relevante informação (a Bento o que é de Bento).

Agora, aqui pra nós: vôte, que generais gulosos esses que se postam no entorno do Bozo.


domingo, 12 de março de 2023

 SOBRE A “INDEPENDÊNCIA” DO BANCO CENTRAL – José Nílton Mariano Saraiva

Depois da declaração do senhor Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central do Brasil, admitindo que sempre e recorrentemente “consulta” o banqueiro André Esteves, presidente do banco BTG Pactual, quando se faz necessário alterar a Taxa Selic (que, afinal, remunera tudo no Brasil, principalmente o segmento do tal “mercado” onde atua com desembaraço o senhor André Esteves), parece ser chegada a hora de se começar a questionar essa tal independência do Banco Central.

Sobre tão polêmico tema, abaixo o posicionamento do senhor Gilberto Bercovici, professor titular de Direito Econômico e Economia Política da Faculdade de Direito da USP. Autor, entre outros livros, de Direito Econômico Aplicado: Estudos e Pareceres.

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A PERGUNTA QUE DEVE SER FEITA É: BANCO CENTRAL INDEPENDENTE DE QUEM ???

Ao que parece, independente do sistema político e de todo e qualquer controle democrático, a chamada independência do Banco Central nada mais é que mais uma medida que VISA GARANTIR OS PRIVILÉGIOS DO SISTEMA FINANCEIRO EM RELAÇÃO À DEMOCRACIA. Tanto faz quem as urnas elejam, a política monetária será sempre a que privilegia os interesses privados em detrimento de qualquer política de desenvolvimento e de distribuição de renda. Esses privilégios CONCEDIDOS PARA O SETOR FINANCEIRO são, portanto, absolutamente injustificáveis.

Aliás, o próprio liberalismo não os admite. Às vésperas da Revolução Francesa, em seu texto Ensaio sobre os Privilégios (“Essai sur les Privilèges”), publicado em novembro de 1788, Sieyès afirma que a desigualdade pertencente aos privilégios é fruto de uma esfera arbitrária que deve ser eliminada pelos direitos do homem.

A nação moderna é uma instituição econômica, fundada na hierarquia dos valores do mercado, devendo a esfera política privilegiar a dimensão econômico-produtiva. A liberdade é a possibilidade de cada um perseguir e satisfazer seus próprios interesses vitais, por meio da divisão do trabalho, da troca e da dependência recíproca dos homens. Ou seja, nem os grandes pensadores liberais defendem os privilégios que classes ou grupos sociais, COMO OS RENTISTAS, têm assegurados em um país como o Brasil.

Finalmente, e à guisa de conclusão: há alguma possibilidade de se reverter esse quadro?

Sim, a articulação de um projeto político alternativo que busque retomar o desenvolvimento e a reconstrução nacional é essencial para - caso vitorioso nas urnas - o representante desse projeto possa ENCERRAR ESSE CICLO DE GARANTIA DOS PRIVILÉLIOS DO SISTEMA FINANCEIRO.

Juridicamente, a solução é muito simples. Nada que uma medida provisória revogando essas medidas não resolva. O problema, no entanto, não é jurídico, é político e social. Para que isso aconteça, é necessário um Presidente da República com coragem e apoio político e popular suficientes para reconstruir o Brasil.

sábado, 11 de março de 2023

OLHA O "BENTO ALBUQUERQUE" AÍ DE NOVO, GENTE - José Nílton Mariano Saraiva

Como se pode constatar no texto do premiado jornalista Lira Neto (abaixo), o almirante Bento Albuquerque, hoje conhecido mundialmente por ter sido flagrado tentando tentar entrar no país com joias contrabandeadas da Arábia Saudita, destinadas à família Bolsonaro (uma espécie de “mula” oficial) sempre foi “carne-e-unha” com Bolsonaro, tanto que, em 2020, subscreveu o Projeto de Lei 191, autorizando o garimpo e o agronegócio em áreas indígenas (literalmente, o extermínio dos Yanomamis).

Aos fatos.

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COMO BOLSONARO PLANEJOU EXTINGUIR A RESERVA YANOMAMI – por Lira Neto (*)

O plano teve início há cerca de 30 anos. Em 19 de outubro de 1993, uma terça-feira, em Brasília, o deputado Jair Bolsonaro, do Partido Progressista Reformador (PPR), legenda então liderada nacionalmente por Paulo Maluf, apresentou, na Câmara Federal, um projeto de decreto legislativo.

Protocolado sob o número 365, a proposição buscava tornar sem efeito um decreto presidencial, homologado no ano anterior por Fernando Collor de Mello sob recomendação da Funai, criando a reserva Yanomami. O projeto de Bolsonaro, que à época exercia o primeiro mandato de deputado federal, tinha apenas dois curtos artigos.

“Torna sem efeito o Decreto de 25 de maio de 1992, que homologa a demarcação administrativa da terra indígena Yanomami”, dizia o primeiro deles. “Este Decreto Legislativo entra em vigor na data de sua publicação, revogando as disposições em contrário”, sentenciava o segundo.

“SOU A FAVOR, SIM, DE UMA DITADURA, DE UM REGIME DE EXCEÇÃO”, confirmou, em plenário, quando confrontado pelos colegas na volta à capital federal. “PARA ACABAR A CRISE BRASILEIRA, BASTA TRÊS BATALHÕES DE INFANTARIA”, argumentou ele à época, segundo o Jornal do Brasil, atraindo ainda mais atenções públicas para si.

Publicado na edição do Diário do Congresso Nacional de 10 de novembro de 1993, o projeto de Bolsonaro para a extinção da reserva Yanomami dormitou nas comissões internas da Câmara e, aparentemente natimorto, foi arquivado ao final da legislatura, conforme previsto no artigo 105 do regimento da casa.

Em 1995, reeleito como o terceiro deputado federal mais votado no Rio de Janeiro, Bolsonaro solicitou o desarquivamento da proposição. E conseguiu.

Bolsonaro tinha pressa. Com apoio de 257 colegas deputados, o que lhe garantia o número regimental necessário, solicitou urgência para a votação do projeto em plenário. Em 30 de agosto de 1995, o presidente da Câmara, Luís Eduardo Magalhães, do Partido da Frente Liberal (PFL), acatou a solicitação, sob protestos da bancada oposicionista. Após intensa discussão, o regime de urgência foi rejeitado: 290 deputados votaram contra; 125, a favor. Houve 10 abstenções.

Depois de regressar às comissões internas, recebendo pareceres negativos dos deputados Fernando Gabeira e Almino Afonso (PSB), o projeto foi mais uma vez arquivado. Nem assim Bolsonaro desistiu do objetivo.

“A Cavalaria brasileira foi muito incompetente”, ele esbravejou, na sessão da Câmara de 16 de abril de 1998, então filiado ao Partido Progressista Brasileiro (PPB). “Competente, sim, foi a Cavalaria norte-americana, que dizimou seus índios no passado e hoje em dia não tem esse problema no país.

Eleito pelo PPB para um terceiro mandato no final daquele mesmo ano, Bolsonaro repetiu a manobra e pediu um segundo desarquivamento do projeto. De novo, a proposta estacionou nas instâncias internas, sendo arquivada pela terceira vez ao final daquela legislatura.

No início de 2003, decorridos dez anos da proposição inicial, já no quarto mandato e filiado ao Progressistas — fusão do PPR com o Partido Progressista (PP) —, o deputado continuava com a mesma ideia fixa. Solicitou mais um desarquivamento, mas o projeto de extinção da reserva Yanomami não avançou na Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania. Foi de novo posto de molho, para ser arquivado, em definitivo, no final de 2007, após 14 anos de idas e vindas.

Passaram-se outros dez anos. Em 2017, candidato à presidência da República pelo Partido Social Liberal (PSL), Bolsonaro deixou claro o propósito de dar combate aos povos originários: “Não vai ter um centímetro demarcado para reserva indígena”, anunciou.

No cargo de presidente, em 2020, propôs o Projeto de Lei 191 — o “Projeto de Lei do Genocídio”, como batizado pelos adversários —, TAMBÉM ASSINADO PELOS MINISTROS DAS MINAS E ENERGIA, ALMIRANTE BENTO ALBUQUERQUE E DA JUSTIÇA, SÉRGIO MORO, autorizando o garimpo e o agronegócio em áreas indígenas.

Pressões da sociedade civil e das comunidades indígenas mantiveram o texto na gaveta. Enquanto isso, conforme revelou o site The Intercept Brasil, 21 ofícios com pedidos de ajuda dos yanomamis foram ignorados.

O resultado é o que estamos vendo todos nós, estarrecidos. De extinção da reserva, o plano passará a ser, tudo indica, o de extermínio total dos Yanomamis.

 

(*) Lira Neto é escritor e jornalista, mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC  São Paulo.

 

 

sexta-feira, 10 de março de 2023

 AINDA SOBRE AS JOIAS DO BOZO - José Nílton Mariano Saraiva


Senhores, esse papo furado de “memória seletiva” já cansou; e contra fatos não há argumentos.

Ninguém atentou, por exemplo (por descuido ou conveniência) para as datas: 26.10.21, quando as joias foram retidas por falta da documentação pertinente ou do pagamento do imposto devido (ou seja, por tratar-se de "contrabando", já que escondidas no fundo da mochila de um assessor);

E, 28.12.22 (um ano, dois meses e dois dias depois da retenção) data do ofício à Receita Federal tentando liberá-las (foram oito tentativas) , tendo em vista a já planejada fuga do Bozo, no dia seguinte (levando um “brinquedinho” que não era seu e que valia “irrisórios” dezesseis milhões e meio de reais).

Não deu certo e vão continuar retidas graças à hombridade de um servidor público (que merecia uma medalha); e se esse fosse um país sério, tinha mesmo é que emitir a ordem de prisão imediata (e com relação ao outro conjunto de joias que o Bozo conseguiu surrupiar, vai ter que devolve-lo).

domingo, 5 de março de 2023

 “DEITADO NA CAMA COM O DIABO” – José Nílton Mariano Saraiva

Meses atrás, num desses eventos que o “seu” banco recorrentemente patrocina para convidados preferenciais (os integrantes do tal “mercado”), o senhor André Esteves, dono do banco BTG Pactual, jactou-se em alto e bom som, sem nenhum constrangimento, mas, sim, usando de puro sarcasmo, que o atual o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, sempre e sempre o consulta quando aquela instituição governamental tem que reajustar a Taxa Selic; ou seja, é ele, um banqueiro com aplicações superlativas ou relevantes em títulos do governo e influenciador em potencial dos demais integrantes do tal “mercado”, que sugere ou determina sobre tal reajuste.

Afirmou, ainda, que o presidente da Câmara Federal, Arthur Lira, também o consulta sobre decisões políticas às mais diversas; em resumo, o senhor André Esteves (um dos comandantes do “mercado”) já há um certo tempo é quem realmente tá dando as cartas lá em Brasília (tanto que os dois citados confirmaram, sem nenhum pudor, que o consultam, sim, recorrentemente).

A reflexão é só pra lembrar que, ao ser derrotado por Lula da Silva no pleito presidencial passado, o miliciano que lamentavelmente esteve presidente do Brasil nos últimos quatro anos, além de deixar atrás de si uma herança maldita ainda  “aparelhou” as mais diversas instituições do governo com pessoas do seu “naipe” e, consequentemente, dispostas a atrapalharem o governo daquele que “ousou” impingir uma derrota ao chefe, tendo em vista que o mandato dos “indicados” (e não eleitos) se estende metade entre o governo que sai e metade aquele que assume.  

E aqui é que mora o X da questão: o Banco Central do Brasil, uma dessas instituições cujo presidente em exercício, senhor Roberto Campos Neto, foi indicado pelo governo anterior, não tem qualquer escrúpulo em tentar obstar, desde sempre, o governo atual, e nada melhor para isso do que manter uma Taxa Selic estratosférica que, ao tempo em que desestimula qualquer investimento produtivo para o país, beneficia sobremaneira (com o pagamento de juros escorchantes) os abutres do tal “mercado” (à frente o seu fiel conselheiro e assessor André Esteves e corriola).

É compreensível, pois, a atitude do presidente Lula da Silva em se recusar a ficar “deitado na cama com o diabo”, daí a sugestão que o Banco Central empreenda uma redução efetiva, gradual e segura da Taxa Selic, que, alfim, beneficie o país (há espaço pra isso).

Não se concretizando tal desiderato por alguma razão, a alternativa seria entrar em acordo com o Congresso Nacional visando mudar o comando do Banco Central, antes que a vaca rume definitivamente para o brejo.

sábado, 4 de fevereiro de 2023

 EDITORIAL INFAME – Paulo Moreira Leite

EDITORIAL INFAME - Paulo Moreira Leite - Com o título "Bola Fora", a Folha de S. Paulo apresenta em sua edição de hoje  um dos mais vergonhosos editoriais da imprensa brasileira em décadas. 

O assunto da Folha de S. Paulo é o tratamento que as instituições do Estado brasileiro têm dispensado ao jogador de vôlei Wallace de Souza, aquele que ofereceu uma espingarda calibre 12 a quem desse um tiro "na cara" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. ume00:01/07:24Truvid

Wallace encontra-se impedido de retomar suas atividades esportivas até que a Justiça chegue a uma decisão final sobre seu caso. 

Acredite: alegando que tudo não passou de uma "brincadeira de péssimo gosto", o jornal ataca as reações legítimas da Advocacia Geral da União para denunciar a ameaça à vida de Lula.  

À procura de argumentos para sustentar uma tese estapafúrdia, a Folha pede ajuda às banalidades do pensamento neoliberal e assim ajudar Wallace a escapar das regras do Estado Democrático de Direito. 

É preciso ler para crer: "se Wallace fosse um servidor público, lotado em órgão federal, haveria pouco estranhamento na atuação de advogados do Estado num processo administrativo com vistas a sua expulsão da carreira." Como Wallace "é um profissional do setor privado, assim como privados são o comitê e a confederação nas quais a advocacia pública da União pretende se meter, o Executivo federal deveria se abster de usar o seu enorme poder de pressão e influência".  

Resumo da jurisprudência trabalhista da Folha: embora Wallace tenha oferecido uma espingarda de grosso calibre para quem estivesse disposto a assassinar o presidente e, depois disso, tivesse se apresentado com uma pistola no Instagram em posição de ostensivamente agressiva, o melhor que o governo tem a fazer é conter "o ímpeto punitivista na reação a ataques ao mandatário". 

Vamos ler de novo para entender. Conforme o editorial, o problema do caso não reside na violência criminosa de quem oferece uma armas de grosso calibre para cometer um assassinato político, mas no ímpeto "punitivista" de quem tenta investigar um caso grave e apontar responsabilidades por uma ameaça de assassinato e crime político. 

 Parece loucura e é. Mas não é novidade na história de um grupo que, durante o período mais cruel da ditadura militar, transformou o segundo jornal da casa, chamado "Folha da Tarde”, numa publicação que acobertava -- e até embelezava -- crimes de um regime que torturava e assassinava adversários, contribuindo na sustentação de uma época que jamais será esquecida pela vergonha e pelo horror. 

Este é o risco provocado pelo editorial "Bola Fora".

Alguma dúvida?

 

domingo, 15 de janeiro de 2023

 A “CONSPIRAÇÃO” PALACIANA (ou O “GOLPE FRUSTRADO”) – José Nílton Mariano Saraiva

Independentemente da localização geográfica ou origem, em qualquer país do mundo sempre existirá aquela parcela da população que, inculta e manobrável, se presta a servir como massa de manobra ou bucha de canhão para mafiosos de escol, não importando qual serviço sujo tenha que executar.

Foi o que aconteceu em Brasília depois da eleição presidencial vencida por Lula da Silva, quando, insuflados e estimulados pelo candidato derrotado (Bolsonaro) e contando com o apoio de conspiradores e improdutivos generais de pijama, de par com empresários apátridas e mafiosos, centenas de pessoas se postaram à frente do quartel do Exército clamando por uma intervenção militar, visando subverter a vontade popular expressa nas urnas (segundo o comando da Polícia Militar, de Brasília, o Exército impediu que tal ajuntamento fosse desfeito).

No entanto, como Lula da Silva já houvera sido diplomado e tomado posse sem que tivesse havido alguma intercorrência ou problemas de qualquer ordem, pensou-se que, com o passar do tempo, tal clamor refluiria e a vida voltaria ao normal (era só deixar o tempo passar).

E só então nos demos conta que tal ajuntamento de pessoas na verdade era uma espécie de “cortina de fumaça” para a eclosão de algo criminoso e impensável, gestado naquele “ninho de cobras”: é que, financiados e mantidos, desde o princípio do movimento, por partidários do candidato derrotado, centenas de ônibus lotados por gente de diversas regiões do país chegam a Brasília, se juntam aos que já lá estavam a esperar e avançam sobre os palácios representativos do Executivo (Presidência da República), Legislativo (Congresso Nacional) e Judiciário (Supremo Tribunal Federal) e, ensandecidos e apopléticos, promovem o maior quebra-quebra que se tem notícia na história do Brasil, não deixando pedra sobre pedra (houve ordem expressa pra isso).

Ai, então, o mundo todo tomou conhecimento, ao vivo e a cores, que a democracia brasileira estava sendo vítima de um complô de proporções inimagináveis, visando desestabilizá-la, através da “tomada do poder”, na marra, por parte dos militares (parecido com o que ocorrera meses atrás nos Estados Unidos).

Coincidentemente, no dia anterior ao quebra-quebra, o candidato que houvera sido derrotado e covardemente fugira do país (para os Estados Unidos) para evitar ser preso (Bolsonaro), declarara a alguém da sua intimidade que... “o melhor está por vir” (ou seja, o script elaborado pela quadrilha estava sendo seguido e monitorado pari-passu, como planejado).

É crível se supor, pois, que como a massa ignara não tinha competência ou conhecimento para isso (com todos os detalhes atinentes), toda a logística tenha sido arquitetada e posta em prática pelos desocupados generais conspiradores que davam sustentação ao governo anterior (tanto que, durante o imbróglio, parte dos integrantes do Exército havia se confraternizado com os “operativos-executores” do quase-golpe, inclusive mostrando-lhes o caminho a seguir na perspectiva de uma saída emergencial).

A extensão e gravidade da situação se configurou ainda mais realista e traumática quando, dia seguinte, durante uma ação de busca e apreensão na casa do ex-ministro da Justiça do governo anterior, Anderson Torres (também fugitivo e também nos Estados Unidos, junto ao ex-chefe), a polícia encontrou uma minuta de um Decreto visando instaurar um tal “Estado de Defesa” na sede do Tribunal Superior Eleitoral, com o objetivo de mudar o resultado das eleições de 2022, com a consequente ascensão de Bolsonaro ao poder (em tal documento, já impresso, faltava apenas a assinatura do mentor intelectual – o próprio Bolsonaro).

Decretada sua prisão pelo ministro Alexandre de Moraes, e na perspectiva de ser extraditado, Anderson Torres voltou ao Brasil e já se acha encarcerado; a expectativa é que “abra o bico”, esclarecendo, por exemplo, quem são os integrantes da ORCRIM (organização criminosa) que atentaram contra o país.

Alfim, convém não esquecer que Bolsonaro já se acha incurso em 05 (cinco) processos que tramitam no STF, aos cuidados do Ministro Alexandre de Moraes.

Sua prisão e extradição serão solicitadas ??? A conferir.

 

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POST SCRIPTUM:

Durante a ocorrência de tudo isso e numa prova inconteste da falta de compromisso para com a nação, marginais pertencentes ao citado grupo derrubaram quatro (04) torres de transmissão de energia elétrica (no Paraná, São Paulo e em Rondônia); também tentaram parar algumas refinarias, assim como interditar algumas das principais rodovias do país; além da tentativa de explodir um caminhão de combustível no aeroporto internacional de Brasília. 

Não custa lembrar, também, que a combativa vereadora carioca Marielle Franco foi sumariamente executada (no trânsito), junto com o seu motorista e o principal suspeito, o marginal Ronnie Lessa, era morador do mesmo condomínio e vizinho do então Presidente da República (Bolsonaro); hoje está preso e as investigações paradas. Por qual razão não reabri-las ???

  

 

sábado, 7 de janeiro de 2023

DEBANDADA DE MAFIOSOS - José Nílton Mariano Saraiva

DEBANDADA DE MAFIOSOS - José Nílton Mariano Saraiva

Circula, na Internet, a informação de que a “fuga” apressada do Bozo para os Estados Unidos, com a família, não seria simplesmente uma forma de não passar a faixa presidencial para Lula da Silva. 

Na verdade, a intenção seria seguir de lá diretamente para Roma, na Itália, sem retornar ao Brasil (deixando seu "gado" mugindo indefinidamente em frente ais quartéis), tendo em vista a perspectiva real de ser preso caso por aqui apareça, porquanto já não dispõe do foro privilegiado. 

Tanto, que a Embaixada italiana no Distrito Federal já teria recebido o pedido da família, incluindo os filhos Carlos, Eduardo e Flávio, na tentativa de obter a emissão da cidadania para a quadrilha. 

Como se sabe, no STF Bolsonaro e seus familiares são objeto de inquéritos, patrocinados por Alexandre de Moraes, em razão de crimes variados, assim como propagar informações falsas sobre a Covid e a Aids. 

Assim, uma fuga de Bolsonaro para a Itália em tese dificultaria a execução de eventual pena imposta ao ex-presidente, já que o acordo de Cooperação Judiciária em Matéria Penal entre Brasil e Itália estabelece que que “a cooperação não compreenderá a execução de medidas restritivas da liberdade pessoal nem a execução de condenações”. 

Nos bastidores, vieram a público informações de que no último jantar político de Bolsonaro em Brasília, na casa de Fábio Faria, seu ex-chefe da Secom, ele teria sido aconselhado a deixar o País o mais rápido possível (e, por mais absurdo que pareça, tal recomendação teria sido endossada e referendada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, presente ao evento). 

Mas, como os “filhos-numerais” permanecem por aqui, bem que a Polícia Federal, preventivamente, poderia desde já reter os passaportes respectivos a fim de evitar a debandada mafiosa.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2022

NA COPA DO QATAR OS “CHORÕES” NÃO TIVERAM VEZ – José Nílton Mariano Saraiva 

Na partida final da Copa do Mundo de Futebol realizada no Qatar, Argentina e França empataram no tempo normal (2x2) e também na prorrogação (1x1), levando a decisão para os pênaltis. E aí, os dois principais jogadores das duas seleções (Messi e Mbappe) se prontificaram e foram escalados para iniciar as cobranças respectivas, até mesmo para que os que lhes sucedessem fossem mais tranquilos nas suas cobranças. Foram, não tremeram, não choraram, deram de conta do recado. E os “hermanos” se sagraram campeões, merecidamente.

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Já a seleção brasileira de futebol, após passar com extrema dificuldade e sofreguidão por adversários horrorosamente limitados (Sérvia, 2x0 e Suíça, 1x0), e mesmo perdendo pela primeira vez na vida para a inexistente Camarões (0x1), ainda assim chegou às oitavas de final, quando, por capricho do destino, foi sorteada para bater de frente com os amadores e inofensivos jogadores da Coréia do Sul; não deu outra: goleada facílima e sem maior esforço por 4 x 1.

Foi o bastante para que a corrupta mídia esportiva brasileira saísse alardeando que o Brasil já estava na final do torneio, mesmo tendo antes que passar pelas quartas de final e semifinais.

E aí, como acontecera na Copa do Mundo passada (na Rússia) tal pensamento se solidificou quando se soube que os temidos europeus com os quais  iríamos nos defrontar nas quartas de finais seria apenas a razoável equipe da Croácia.

Posudos, arrogantes, boçais e já se achando a última bolacha do pacote, penosamente nossos jogadores conseguiram segurar o empate no jogo normal e na prorrogação, levando a decisão para os pênaltis; e aí voltou o velho complexo de vira-latas, a tremedeira se fez presente e o maior dos erros foi cometido: equivocadamente tido como o “líder” da seleção, o jogador Neimar (vulgarmente conhecido por Zé-Cai-Cai), ao contrário de Messi e Mbappe foi escalado para ser o último cobrador, naturalmente na perspectiva que aquele seria o lance decisivo, fatal e, portanto, Zé-Cai-Cai sairia como o herói da classificação.

Não chegamos a isso porque dois dos nossos falharam na cobrança (por tremerem), nosso goleiro não viu a cor da bola, enquanto os croatas não erraram nenhum; como resultado, ao Zé-Cai-Cai só restou fazer o que mais sabe: irmanar-se aos colegas e chorar a desclassificação.

Na volta ao Brasil, patrocinou bacanais movidos a álcool e mulher, aos quais alguns colegas do fracasso do Qatar se fizeram presentes, e viram pela TV Messi e Mbappe mostrarem porque são os melhores do mundo, condição que ele jamais alcançará.

A nós, mortais comuns, restou uma certeza: NA COPA DO QATAR OS “CHORÕES” NÃO TIVERAM VEZ.

 

  

sábado, 10 de dezembro de 2022

DEU NO QUE DEU - José Nílton Mariano Saraiva

Exatos seis meses e quinze dias atrás (em 24.05.22) numa nossa postagem sobre futebol, já alertávamos sobre o iminente fracasso da seleção brasileira na Copa do Mundo do Qatar, tendo em vista o comando jurássico de um perdedor (Tite), de par com uma “panelinha” de jogadores reconhecidamente “amarelões”.

Premonição, simples palpite ou conhecimento de causa ???

Confira abaixo: 

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(terça-feira, 24.05.2022)

JÁ VAI TARDE – José Nílton Mariano Saraiva 

A corrupta e venal imprensa esportiva brasileira não cansa de tecer elogios à Seleção Brasileira de Futebol em razão de ser a única que nunca deixou de participar de uma Copa do Mundo, patrocinada pela FIFA. 

Se, entretanto, usasse de uma nesga de honestidade e seriedade, seria fácil expor algo cristalino e inquestionável: na América do Sul, em termos futebolísticos, apenas Brasil e Argentina (mesmo que nos piores momentos) são os que têm algo a mostrar no tocante; o resto é tudo japonês (ou seja, são iguais e... não jogam nada). 

E, como são reservadas cinco vagas para a América do Sul no citado torneio, sendo dez os disputantes, não há como nossa seleção não abiscoitar uma delas, secundada pelos “hermanos” (que ficaram de fora nas Copas de 1950 e 1954, por questões políticas da associação de futebol local – AFA - e em 1970, quando foi eliminada dentro de casa pela seleção peruana, numa “zebra” sem precedentes). 

Mas, e isso é inquestionável, se participássemos de eliminatórias iguais às europeias, onde, em cada grupo times de qualidade e terrivelmente competitivos participam, a história certamente seria bem diferente e, consequentemente, não haveria espaço para tanto oba-oba ou rasgação de seda. 

Como, na Copa do Mundo de 2014, realizada aqui mesmo no Brasil, fracassamos retumbantemente, quando levamos inacreditáveis 7 x 1 da Alemanha (que mais à frente iria sagrar-se campeã vencendo os “hermanos” na final), a troca de treinador foi imediata, saindo o ultrapassado Felipão e entrando o Tite, um defensivista ao extremo, conservador em atos e atitudes, adepto do futebol jogado para os lados ou para trás, além de devotar uma fidelidade canina a um mesmo grupo de jogadores, conhecidos “amarelões” em jogos decisivos. 

Assim, na Copa do Mundo da Rússia, em 2018, sob seu comando, mesmo enfrentando seleções inexpressivas e sem qualquer tradição, jogando um futebol horroroso entramos solenemente pelo cano no momento que que tivemos que enfrentar uma seleção europeia apenas razoável (Bélgica). 

E quando se pensava que na volta o Tite perderia o emprego, eis que, inexplicavelmente apoiado pela mídia, o “PERDEDOR” transmutou-se em “VENCEDOR”, já que não só renovou o contrato, mas teve substancial aumento (ou seja, PERDEU, mas... GANHOU). 

Agora, às vésperas da Copa do Mundo a ser disputada no Catar, no final do ano, sem coragem de mudar, e por consequência já sabedor do rotundo fracasso do time por ele dirigido, preventivamente o técnico Tite já anunciou que irá “se mandar” após o torneio, independentemente do resultado (depois de “mamar” por anos nas tetas da CBF). 

O grupo já está formado e terá por base o time que fracassou na Rússia e, assim, vamos ter que suportar Gabriel Jesus (que não fez um mísero gol naquele torneio), Philipe Coutinho (que se encontra “bichado” faz é tempo, tanto que reserva no time inglês onde joga) e outras mediocridades, além da recorrente “brincadeira de mau gosto” de se nomear o Zé Cai-Cai (Neimar) o grande “líder” do grupo, claramente por imposição do patrocinador (enquanto isso um jogador como o Huck fica de fora). 

Como os adversários da primeira fase são “garapa-com-açúcar” (Suíça, Sérvia e Camarões) claro que “mesmo não querendo” vamos passar de fase, quando então seremos mandados de volta, sem choro nem vela, no primeiro ou segundo jogos seguintes (repeteco da Copa da Rússia).

A pergunta é: com a saída do Tite, após um segundo fracasso em Copa do Mundo, o seu “agregado” (filho Matheus) perderá a boquinha de “auxiliar técnico” (possivelmente uns 80 a 100 mil por mês), uma exigência aética do próprio Tite quando assinou contrato ??? 

Aliás, mereceria um estudo mais detalhado ou minucioso o fato de, no meio futebolístico brasileiro (e só por aqui mesmo) técnicos, narradores e comentaristas sempre imporem como condição “sine qua non” (locução adjetiva, do latim, que significa “sem a qual, não”) à assinatura de um contrato, que o rebento querido seja incluso no “pacote”, mesmo que não tenha o que fazer (mas, apenas, receber a grana ao final do mês).

quinta-feira, 8 de dezembro de 2022

 AUSENTES, MAS... PRESENTES – José Nílton Mariano Saraiva

O Deputado Federal pelo Rio de Janeiro Luiz Antônio de Souza Teixeira Júnior, também conhecido por Doutor Luizinho, filiado ao PP, é um dos inúmeros parlamentares brasileiros que, ao vivo, se fazem presentes à Copa do Mundo, no Qatar. Em sua companhia, um filho e dois sobrinhos.

Estão hospedados no luxuoso Hilton The Pearl, um cinco estrelas encravado numa das áreas mais concorridas e caras da cidade, cuja diária individual é de pouco mais de dez mil reais.

O estranho em tudo isso é que, estando fora do Brasil desde o dia 03.12.22, Doutor Luizinho misteriosamente REGISTROU PRESENÇA (LÁ DO QATAR) NO SISTEMA ELETRÕNICO DA CÃMARA DOS DEPUTADOS, NO DIA 05.12.22, data em que a seleção brasileira de futebol enfrentou a Coréia do Sul pelas oitavas de final, jogo presenciado ao vivo pelo Deputado Luizinho e parentes.

Como ninguém é de ferro, após o jogo Doutor Luizinho e sua troupe se mandaram para Dubai, no vizinho Emirados Árabes Unidos (a cerca de 600 quilômetros) para uma “esticadinha básica”, sem que antes haja garantido que estará presente nos próximos jogos do Brasil.

Convém lembrar que o Deputado Luizinho é vice-líder do PP, um dos pilares do Centrão e da base do governo Jair Bolsonaro e que, em 2021, chegou a ser cotado para assumir o Ministério da Saúde, em substituição ao notório general Eduardo Pazuello.

Questionado sobre o “fantasma” que registrou sua presença no plenário da Câmara, enquanto estava a 12.000 quilômetros de distância assistindo ao jogo do Brasil, Doutor Luizinho foi sarcástico: “Como deram pra gente a possibilidade de trabalhar à distância às segundas e sextas-feiras, EU TRABALHEI Á DISTÂNCIA”.

E, contundentemente, cravou: FEZ O REGISTRO “A PEDIDO DA PRESIDÊNCIA DA CÃMARA”.

Post Scriptum:

Justiça seja feita. Não é só o parlamentar Deputado Luizinho que se acha no Qatar assistindo a Copa do Mundo. Por lá foram vistos também Eduardo Bolsonaro, Ciro Nogueira, José Rocha, Paulo Azi, Antônio Rueda, Arthur Lira e outros (todos, evidentemente, acompanhados das respectivas).