TRIPULANTES DESTA MESMA NAVE

domingo, 25 de outubro de 2009

O LINDO PRATEADO DA LUA



Fico parado por muitos instantes
Contemplando a borda oleosa e prateada da lua
E imagino os romances que passaram em baixo de sua luz
Das noites sonolentas e lutas sangrentas
Dos rumores de guerras e das missões destruídas.

Dos sonhos de pessoas e famílias, e de grandes e inesquecíveis amores
Que foram destruídos pelo bater das espadas e das batalhas.

A lua testemunhou o caminho da humanidade
Seu desfecho doloroso
E o cair de braços, pernas, cabeças e esperanças no chão negro de sangue de batalhas estúpidas.

Os passos da humanidade foram dados
Muitos correram precipícios e esmurraram o próprio peito
A chegada de novos tempos difíceis ficou mais claro que a alvorada tão esperada da paz.

As pessoas perderam o ritmo e pararam de correr
E ficaram esperando que alguém viesse salvar o mundo
Como se o mundo fosse digno de salvação.

Apenas lágrimas banhando os suaves rostos de crianças
Que perderam seus pais, a alegria, o sorriso
Das muitas crianças do mundo se perdeu toda a infância
Pois os adultos acabaram com as esperanças e construíram pontes, e estradas e caminhos acimentados

E construíram preconceitos e dificuldades e mentiras
E construíram verdades que nem eles mesmo acreditavam
E o mundo passou o tempo como perdido nas mentiras construídas como verdades
Com símbolos de guerras, presságios de morte e pouquíssima paz.

O tempo escorreu pelos dedos dos homens bons.
Pois quando os bons deixam de acreditar, de lutar, de crer e criticar
Os maus crescem, tomam conta do mundo, mandam
E destroem todo o bom senso.

Um profeta certa vez disse que o mundo só não é melhor porque os medíocres mandam
O mundo assim fica sonolento, perdido em rumos falsos
Inverdades construídas, inventadas,
Assim o mundo se descaracteriza e a maldade segue como bondade.

A lua presenciou as guerras e rumores de guerra
As traições e as falsidades
Presenciou ao mesmo tempo, o bem.

O amor que frutifica nas famílias
Nos abraços e olhares sinceros
E nos laços de amizade.

Nas batalhas travadas por justos motivos
Nas guerras interiores
Nas missões impossíveis pelo bem
No tocar de espadas pela verdade.

A lua presenciou as mentiras e também as verdades. Construídas com esforço e sinceridade de coração.

E o chão nem sempre ficou negro de sangue. Pois onde frutifica o bem, frutifica a paz e a vontade e também a esperança.

A lua e seu prateado são enigmáticos, buscam decifração.
Calada, ela segue seu caminho, clareando vidas e momentos.

A lua continua ali.
E ela ilumina vidas e montes e rios e vales.
E ilumina almas e sua sina de ser rainha da noite não termina.


Imagem: http://delirios2004.blogs.sapo.pt/arquivo/Lua1.jpg

Ainda Vivo

Não procures queimaduras nos braços
tampouco dinheiro nos bolsos.

Aproveita tua ressaca debaixo do chuveiro
lembra dos moinhos de Quixote -

quanta ventania...

Agora vai:
põe teu cafezinho quente
com bastante açúcar

e nunca prometas
o último suspiro.

Logo, logo (não saibas quando)
outro mar pegando fogo
outra nuvem espinhosa

e verás que o suspiro
também não é o mesmo.

SIDNEY ROCHA LANÇA LIVRO EM JUAZEIRO



No próximo sábado, dia 31 de outubro, a partir das 18h, na Solaris Vídeo (Manoel Barros), rua Padre Cícero, 1227, fone: 3512-4900, o escritor caririense Sidney Rocha estará lançando a sua festejada obra “Matriuska”, livro de contos que vem despertando interesse especial da crítica e do público pelo Brasil afora.
Será uma boa oportunidade para encontrar o (s) amigo (s) e conhecer de perto (quem ainda não o conheça), autor e obra,
o que pode ser visitado, também, em www.matriuska.com.br
Na ocasião, será exibido um curta metragem baseado nos contos.do livro.
O livro (“Matriuska”) será comercializado no Cariri pela Solaris Vídeo, à rua Padre Cícero, 1227, em Juazeiro do Norte, que apóia o evento juntamente com a FS Informática.

Xico Bizerra - O Fenômeno. Esse é coisa nossa!

Por Joilson Kariri Rodrigues

Assim Xico Bizerra se apresenta:

"Desembuchei no mundo numa cidade cearense chamada Crato, nos calcanhares da Serra do Araripe, avizinhada, parede-e-meia, com o Pernambuco. Por aquelas bandas se nasce sentindo as baforadas do baião, se toma mingau com gosto de xote, a chupeta já vem melada com o açucar do xaxado. Além do mais, ao sair do bucho da mãe, já bate nas 'oiça' da gente um violeiro, um cantador ou cego de feira, do outro lado da calçada, cantarolando Goanzagão. Como não se apaixonar pelo rei Lua? Assim, fui balançando na rede ouvindo o acalanto Gonzagueante e sentindo no pau da venta o cheirinho bom da terra do sertão. Para completar, minha mãe tocava bandolin, quando nao tava namorando meu pai. Daí o gosto pela música, consequência de uma relação quase umbilical."


Lembra que desde os 14, 15 anos ja compunha umas "besteirinhas". Meio por timidez, meio por falta de tempo para dedicação integral, foi "embauzando" as composições, guardando-as só para si. Até que, com a proximidade da aposentadoria e percebendo o processo "pinelizante" dos colegas que se aposentavam, resolveu que, no período de "vagabundagem" que se avizinhava, valeria a pena fazer algo prazeroso, que lhe afagasse a alma. E a cultura nordestina foi quem ganhou mais com isso, pois Xico é daqueles "operários da cultura" que se dedica integralmente a sua função.
Hoje Xico Bizerra é um fenômeno no cenário musical brasileiro, tendo sido gravado e regravado por mais de 200 cantores de todo o país, entre eles os renomados Dominguinhos e Elba Ramalho. Só para se ter uma idéia a música "SE TU QUISER" possui mais de 90 gravaçoes.
Vale contar
O CD "Balaio de Amor", de Elba Ramalho, foi indicado ao Grammy Latino 2009. No Balaio de Amor de Elba tem duas canções do nosso Xico Bizerra: "Oferendar" e "Se Tu Quiser".

Gritos do Silêncio

"Só os mudos conseguem sobreviver"Dith Pran (1943-2008).
Apesar de seu retumbante fracasso, o comunismo ainda possui adeptos apaixonados em todo o mundo. São poucos, é verdade, mas, particularmente aqui, na América Latina, os ideais dessa seita ainda são levados a sério. Embora pareça surpreendente, a adesão de gente jovem aos belos ideais comunistas não deveria causar estranheza. Impressionáveis e com pouco conhecimento da história recente, as mentes jovens são facilmente cooptadas por doutrinas bem construídas e reforçadas por belos discursos.Heróis comunistas, nacionais ou estrangeiros, são exaltados na mídia e têm suas vidas transformadas em aventuras românticas por escritores comprometidos com a “causa”. O livro Olga, de Fernando Morais, é um exemplo de desonestidade e distorção dos fatos, um caso típico de propaganda, cujo objetivo é formar prosélitos.
Olga dominou o imaginário da minha geração. Na época de colégio, até gente que não lia nem gibi já tinha lido o famigerado livrinho e achado ótimo. Quando a gente cresce e toma conhecimento da história como ela realmente ocorreu, vem logo a sensação de náusea, não só por conta de ter tomado conhecimento da praga que essa ideologia assassina representa, como também pelo fato de descobrir que há pessoas que fazem da mentira um meio de vida, tiram da empulhação descarada e criminosa o seu sustento.


Coleção de crânios e outros ossos humanos. A colheita nos campos da morte

Num país como o nosso, onde militantes que no passado lutavam para aqui implantar um regime stalinista ou castrista são tidos como heróis democráticos, com direito até a polpudas indenizações custeadas pelo contribuinte, fica difícil demolir a aura mitológica que há em volta de certas figuras. Mas, felizmente, por mais que tentem e se empenhem em esconder a verdade, por mais que tentem silenciá-la , ela aparecerá para aqueles dispostos a ver as coisas como são, e não sob um prisma ideológico que faz um açougue humano, com milhões de vermes revolvendo-se sobre matéria putrefata, passar por um campo florido.
A banalidade do mal. A expressão de Hannah Arendt também vale para os genocidas comunistas.


Montes de ossos humanos. Mais de 1,5 milhão de mortos pela experiência comunista no Camboja nos anos 70.
Ontem, dia 30 de março de 2008, domingo, faleceu Dith Pran, fotógrafo Cambojano que viu seu país cair diante da máquina de moer gente chamada Khmer Vermelho. Pran sofreu na pele o horror, conseqüência direta do marxismo-leninismo. É provável, leitor, que você nunca tenha ouvido falar de Dith Pran. Ao contrário de Olga Benário, Luis Carlos Prestes, Che Guevara ou Carlos Lamarca, Pran era muito pouco conhecido no Brasil, apesar de sua história ter inspirado um filme bastante famoso. Por aqui celebramos os algozes e esquecemos as vítimas da ideologia pela qual lutavam os Prestes e Guevaras da vida.
Dith Pran trabalhava para o jornal norte americano New York Times quando da tomada do Camboja pela guerrilha comunista do Khmer Rouge, comandada por Pol Pot. Como era cidadão cambojano, Pran não pôde sair do país, sendo enviado, junto com toda a população urbana do Camboja, para os Campos da Morte, como ficaram conhecidos os campos de trabalhos forçados onde o povo seria “reeducado” para viver no paraíso comunista. Esse episódio inspirou o filme Os Gritos do Silêncio (The Killing Fields), filme que assisti no fim da adolescência e que me imunizou de vez contra as bazófias comunistas.
O número de mortos nos campos de morte cambojanos gira em torno de 1,5 milhão de pessoas. O regime comunista do Khmer banalizou o assassinato, estabelecendo-o como prática usual para construção do paraíso socialista. Num documentário, vi o depoimento de um cidadão cambojano que testemunhou a crueldade do regime. Ele relatou um episódio onde alguns soldados surgiram arrastando dois jovens, um homem e uma mulher. Os traziam amarrados e de olhos vendados. Colocaram ambos diante de todos os que ali estavam. Um soldado começou a explicar o que estava ocorrendo. O casal seria fuzilado, pois haviam se casado há poucos dias, mas o casamento não fora autorizado pelo Estado. Casar-se por meio dos “velhos ritos” tornou-se crime punido com a pena capital. Nesse novo sistema, a vida não valia nada, as pessoas poderiam morrer por plantar um pé de tomate para matar a fome ou simplestmente por não estarem com os dedos suficientemente enrugados durante as sessões de trabalho nos arrozais. Aqueles que se revelavam professores, médicos, advogados, engenheiros ou qualquer outra profissão de nível superior eram sumariamente executados. No mundo novo não havia lugar para "burgueses". Foi nesse “paraíso” que Dith Pran teve de sobreviver durante os 4 anos como prisioneiro. Revelar que era jornalista era assinar uma sentença de morte. Daí a sua frase: só os mudos sobrevivem.
Amigos leitores, sei que, em alguns de vocês, sentimentos de respeito e reverência podem ser despertados diante da menção de nomes como Carlos Prestes, Olga Benário, Lamarca ou Guevara. É perfeitamente compreensível, tal o volume de propaganda enganosa a que fomos submetidos durante décadas. Contra esse sentimento, só há um remédio: o estudo. Conhecer os fatos, conhecer a história como ela é, levantar o véu do mito e encarar a carranca que se esconde embaixo. Procurar entender o que postulam essas ideologias redentoras e avaliar se o que propõem tem algum nexo com a realidade. Avaliar também os resultados da aplicação das teorias comunistas, afinal, o século XX foi um grande laboratório para todas as vertentes da utopia marxista que, inexorável e invariavelmente, conduziram ao mesmo resultado: opressão, genocídio, barbárie, miséria.
Descanse em paz, Dith Pran. O silêncio dos campos de morte cambojanos fala por si só. Mais loquaz, impossível.
Autor: Texto recebido por e-mail. Fonte desconhecida.

Resgates tardios - Por Claude Bloc

Encolho-me sobre os torrões da terra
espalham-se em mim folhas semelhantes
complicados gráficos de minha inquietude

a mata caminha para a noite
mas não tenho frio
vejo apenas as árvores à contraluz
nômades em minha memória
acendo fogos ao entardecer
aspiro a sabedoria da tarde,
a argúcia da manhã
arte dos insuspeitos ofícios do coração
.
amar, amar a mata,
os cheiros insistentes das coisas silvestres
a paisagem envolvida
da solidão perfumada da terra
e tudo vai sucumbindo
ao medo da recente noite.

Não aprendi o mistério das cartas
ou a mágica vida das linhas da mão
apenas sei que a mata me pertence
que me conforta
como essas coisas
que surgem de repente
em nosso círculo
iluminadas por dentro...
.
Texto e fotos por Claude Bloc

Inveja dos Beatles?!


Por Leonardo Capibaribe

Certa vez Paul McCartney disse que os maiores rivais dos Beatles não eram os autênticos Rolling Stones mas sim os Beach Boys. Exagero ou não, a verdade é que o grupo americano foi extremamente importante na consolidação de um estilo musical até então desconhecido, o surf music.

Os Beach Boys mal tinham se acostumado com o sucesso quando sofreram um enorme revés, a invasão do rock britânico. De uma hora para outra os americanos só queriam ouvir bandas do Reino Unido, deixando assim os grupos nacionais em segundo plano. Os grandes responsáveis por isso sem dúvida nenhuma foram os Beatles.

Esta situação é mostrada no documentário sobre a história dos Beach Boys, intitulada “Endless Harmony”. O vocalista Brina Wilson diz que aquilo era inimaginável e que eles “morriam de inveja do sucesso dos Beatles”.

Os Beach boys surgiram na Califórnia, em 1961, tendo como integrantes originais os irmãos Brian Wilson, Carl e Dennis, o primo Mike Love e o amigo Alan Jardine. Seu álbum Pet Sounds, de 1966, que contém clássicos como “Sloop John B”, “God Only Knows”,”Wouldn’t It Be Nice”, e “Caroline, No”, é considerado umas das maiores obras primas da história da música pop.
Fonte: Diário do Nordeste

Vereadores de Crato aprontam mais uma - por Armando Rafael

Paulo Leonardo fez o que os demais cratenses devem fazer: acabar com a orgia de mudança dos nomes das ruas de Crato. Parabéns. (Foto: Heládio Teles Duarte)

Eis aí uma prova que atesta o triste costume de mudança dos nomes das ruas de Crato.
Desde 1989 uma rua de Crato era denominada oficialmente de “Francisco Osório Ribeiro da Silva”. Ali existia uma única placa – assinalando a denominação – a qual, ao longo de vinte anos, foi se desgastando até que foi retirada.
Pois bem, um vereador cratense passou pela rua e não viu nenhuma placa. Não deu outra. De imediato, apresentou projeto denominando a artéria (já denominada) em homenagem a outra pessoa. Projeto aprovado apressou-se em colocar a placa com a nova denominação.
Um irmão de Francisco Osório – o ex-bancário Paulo Leonardo ( ver foto acima) – viu a alteração. Foi aos arquivos da Câmara Municipal e localizou a lei de 1989. Mandou confeccionar nova placa desta feita citando a lei e a data da promulgação do projeto que denominou a rua de Francisco Osório Ribeiro da Silva.
Decisão acertadíssima. É o que deveria ser feito com a Rua Imperatriz Leopoldina que teve seu nome mudado para Rua Orestes Costa. Interessante que o Sr. Orestes Costa já tem 3 ruas em Crato em sua homenagem. Um recorde mundial!
Essas mudanças de nomes das nossas ruas sempre atenderam a interesses menores dos vereadores e foram feitas sem ouvir a população.
Recentemente, a Câmara de Vereadores de Independência – município localizado no Sertão dos Inhamuns do Ceará – aprovou um projeto de lei, dispondo sobre a identificação de ruas, praças, monumentos, obras e edificações públicas daquela cidade. Esse projeto de lei exige – para qualquer mudança na denominação de ruas e praças – um pedido antecipado, contendo lista com assinaturas de pelo menos cinco por cento do eleitorado.
Idêntica providência deveria ser adotada pelos vereadores de Crato.

Texto: Armando Lopes Rafael
Foto; Heládio Teles Duarte

sábado, 24 de outubro de 2009

ARTE POSTAL por LUPIN
















Festival Cariri da Canção será encerrado hoje em Crato, com show de Chico Cézar


Uma grande festa em nome da cultura e dos talentos do Cariri e do Brasil está sendo realizada no Centro Cultural do Araripe, pela Prefeitura do Crato, através da Secretaria de Esporte e Juventude. Hoje à noite, 12 finalistas do II Festival Cariri da Canção estarão concorrendo, com músicas que foram apresentadas nos últimos três dias para um júri seleto e de profissionais da música com larga experiência. O evento terá encerramento com a apresentação do cantor paraibano, Chico Cézar, que apresentará o show “Francisco Forró y Frevo”, além dos seus grandes sucessos ao longo da carreira. Além dele, uma banda da Capital do Estado também fará apresentação. O Festival é um trabalho incansável da equipe da secretaria em parceria com instituições e diversos artistas da região, demonstrando a pujança da cultura local. A secretária Danielle Esmeraldo destaca o trabalho criterioso de seleção das músicas para apresentação final, nos dias de realização das eliminatórias. Desde a última quarta-feira, que, a cada dia, estão sendo apresentadas 10 músicas para o público regional, que tem prestigiado em peso esse grande encontro musical, que no seu segundo ano busca se consolidar como um evento permanente no calendário cultural da cidade. A segunda etapa do Festival, em nível nacional, foi aberta na última quarta-feira, pelo prefeito do Crato, Samuel Araripe.

Fonte: Assessoria de Imprensa
Governo Municipal do Crato
Fone/Fax - (88) 3521.7069

CARIRICULThomenageia:25 de Outubro dia do Dentista Brasileiro-Wilson Bernardo!

O CONSUMO DA FÉ LATAS.
A boca que come hóstia
é a mesma que se farta
em Bosta
enlatadas marcas consumadas.
BOCA NO OLHAR.
Olho por olho.
Cego!
Dente por dente.
Banguelo!

CANIL URBANO.
O bom senso dos cães
fazem
com que os homens
latam.
Sugestão: Que bom seria se os Ondotólogos do Crato,uma vez ou outra fizessem
um multirão Bucal na periferia,muitos não sabem e nem conhecem uma escova de dente.

Wilson Bernardo(Poemas & Fotografias)
Instituto Cultural do Cariri–ICC
Fundado em 4 de outubro de 1953
Convite

A Diretoria do Instituto Cultural do Cariri–ICC convida V.Sa. e família para a Sessão Solene de posse de Lúcio Gonçalo de Alcântara na Cadeira nº. 29, Secção de Ciências, que tem como Patrono José Waldemar Alcântara e Silva.
Atenciosamente

Manoel Patrício de Aquino -
Presidente
Raimundo de Oliveira Borges -
Presidente do Conselho Superior




Data: 24 de outubro de 2009
Hora: 19h30minh
Local: Sede do Instituto Cultural do Cariri
Praça Filemon Teles nº. 1 – Centro – Crato
(em frente ao Parque de Exposição)

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

RESTOS DE ONTEM - Por Emerson Monteiro

Um grande grupo de artistas invocou nesta quinta-feira a Lei de Liberdade de Informação para exigir do governo norte-americano que revele o nome das gravações que foram utilizadas durante os interrogatórios de suspeitos de terrorismo na prisão de Guantánamo ou em alguma das prisões secretas que a CIA espalhou pelo mundo durante o mandato de George W. Bush. James Taylor, Christina Aguilera, Britney Spears, Neil Diamond, AC/DC, Red Hot Chili Peppers e muitos outros lançaram um protesto contra o uso da música em torturas. (El País, 23/10/09).

Essa coisa de escrever impacta semelhante a vícios, mania dos dependentes compulsivos. No ar, um chamado qual das vezes em que chega o desejo de comer um doce de leite caseiro, uma goiabada, pensando no prazer do copo d’ água a lhe sequenciar. Ou mesmo de uma fruta tirada do pé, uma manga jasmim, um caju, cedo, de madrugada. E nisso o ímpeto de transmitir palavras impacientes, às vezes desobedientes, ânsia de lançar esporos ao vento das moções saboreadas e suaves.
Quase um "release" da função da psiquiatria, na vida de quem a pratica como instrumento de libertação, há que se conhecer de tudo, ou fazer espécie de esforço continuado de virar folhas secas das estradas e olhar o que se esconde embaixo, na busca constante dos "porquês" infinitos; há que se...
Nada vejo de oposto ao gesto puro e simples de virar essas páginas dos livros da vida, da história, no dia, a cada novo tempo. A propensão incontrolável de conhecer e apreciar o âmbito multiforme dos caminhos, nessa jornada em linha reta do berço ao túmulo, tantas vezes percorrida quantas necessárias, a formular os conceitos definidos da real libertação aos padrões além da dimensão gelada dos passos conhecidos.
Saber, saber e saber mais um pouco, até entornar o copo da seiva vital dos conexos... A revelação de todos os diademas do mistério e suas esferas longitudinais, ficcionais, imaginárias... Esgotar o possível nas malhas do indizível.
Saber jamais ofenderá. E saber de si próprio, nos divãs ou nos estádios, ou mesas de bar, cheiro a flores metálicas, trilha luminosa das matas do Inconsciente em chamas. O perfume apaixonado da mulher amada e seu hálito silvestre, permissivo, fagueiro..
Existe mais coisa que só se saberá no contato do diálogo. O atrito das humanas relações fala do silêncio que pode sorrir em gesto de matéria prima do definitivo querer. Quer-se, no entanto, extremar quando impõe nas costas de dois ou três pensadores o peso das respostas às perguntas que insistem rasgar a cada momento o tempo e a máscara da dor de toda gente, perante as interrogatórios da vida, nas paixões, nos desenlaces, tragédias, dramas, religiões, hecatombes, transmissões de pensamento, esculturas abandonadas nos campos destruídos pelas guerras sucessivas dessa velha humanidade de boca machucada aos urros da tortura e impulsos de vítimas e convulsões.
O mistério dorme nas teias da noite longa, em forma de espectros e monstros agressivos, nos frutos azedos da aventura inacabada. Caberão sempre outros dramas, no palco sumeriano, remelento, do paleolítico atualizado nas resenhas de hoje. Poucos desvelam suas mesmas faces das próprias limitações, contudo serão esses tais que romperão os laços derradeiros da Eternidade, nas luzes da alvorada festiva do depois.
Quero crer aqui vislumbrarmos as disciplinas válidas de quem pode nutrir de calma o ouvir das estrelas e seus representantes, até quando pacificarem o entendimento das luzes na ciência verdadeira.

José Flávio Vieira no Programa Cariri Encantado de hoje

O poeta, escritor e dramaturgo José Flávio Vieira será o convidado do Programa Cariri Encantado desta sexta-feira.

Zé Flávio, como é mais conhecido no meio artístico e cultural da região, participou como letrista dos festivais da canção que aconteceram no Crato durante toda a década de 1970. Nos últimos anos vem se dedicando à literatura, tanto como cronista como dramaturgo. Publicou o livro de crônicas Matorzinho Vai a Guerra, onde narra com muito humor o cotidiano, repleto de realismo fantástico, de um fictício lugarejo, sob a ótica dos seus moradores que, não por acaso, lembram os tipos populares do Crato. Autor da peça de teatro Zé de Matos Contra o Bicho Babau nas Ruas do Crato, que foi montada e apresentada ao público de várias cidades do Ceará mediante prêmio conquistado junto à Secretaria de Cultura do Estado. O texto de Zé de Matos(...) também foi publicado na forma de livro.

Zé Flávio é colaborador de vários blogues da região, como o Cariricult e o Blog do Crato, e mantém o blog Simbora Pra Matorzinho, onde dar continuidade à cômica e às vezes trágica saga dos moradores daquele “locus imaginarius”.

Zé Flávio é ainda um dos grandes incentivadores da produção cultural alternativa do Cariri cearense. Recentemente produziu e lançou o disco Bárbara, de Abidoral Jamacaru, e desenvolve o projeto de gravação de um disco infantil com músicas que retratam alguns tipos populares do Crato. As músicas foram compostas em parceria com artistas locais e são por eles interpretados.

O programa Cariri Encantado vai ao ar todas as sextas-feiras, das 14 as 15 horas, na Rádio Educadora do Cariri AM 1020. Apoio: Centro Cultural BNB Cariri. Apresentação de Luiz Carlos Salatiel e Carlos Rafael Dias.

Prossegue hoje o Festival Cariri da Canção


Local: Centro Cultural do Araripe
Horário: a partir das 19:30 Horas
Acesso livre


Músicas que participarão da 3ª eliminatória

1. Soldadinho do Araripe
Autor: Rainerio Ramalho
Intérprete: Grupo Os Peleja
Local: Barbalha/CE

2. Sempre o Melhor
Autor: Vinícius Bitencourt
Intérprete: Vinícius Bitencourt
Local: Fortaleza/CE

3. Vou Tirar Você do Pensamento
Autor: Magaivel Pedro / Samuel Pereira
Intérprete: Alberto Kelly Franca
Local: Crato/CE

4. A Dama e o Verso
Autor: Luciana Dantas / Karine Cunha
Intérprete: Fatinha Gomes

Local: Juazeiro do Norte/CE


5. Falsa Memória
Autor: Márcio Holanda / Cláudio Mendes
Intérprete: Cláudio Mendes
Local: Fortaleza/CE

6. Imaginei
Autor: Álvaro Holanda
Intérprete: Álvaro Holanda
Local: Crato/CE

7. Até Você Chegar
Autor: Nando Nuque
Intérprete: Nando Nuque
Local: Juazeiro do Norte/CE

8. Nucença das Águas Cantantes
Autor: Sanderley Coelho
Intérprete: Sanderley Coelho
Local: Barro/CE

9. Raiz e Cais
Autor: Lucíola Feijó
Intérprete: Lucíola Feijó
Local: Fortaleza/CE

Festival Cariri da Canção

Estivemos lá, nessa noite do dia 22.
Presentes, na alegria da classificação :
música de Luiz Carlos Salatiel e José Flávio Vieira !

RETALHOS

O mesmo rio que flui nessa margem
é um outro que vês, no teu igarapé.
Ao meu porto banha um oceano revolto,
no teu cais só percebes um mar sem maré.

A montanha que avisto aqui desse topo,
não é a mesma que vês aí no sopé.
Entre a minha e a tua verdade,
há uma distância de cachorro Basset.

Todos os momentos são fragmentos,
pequenos esparços e falhos.
Preciso unir o que sinto ao que tu sentes,
para tecer minha colcha de retalhos.

Quando entras no teu bosque ensandecido,
vês um regato que geme no pé de uma figueira.
No mesmo bosque que adentro do meu lado.
Canta um soldadinho num galho de jaqueira.

No nirvana te sentes com as 11 mil virgens,
para mim homem-bomba dessa vida.
Os instantes escorrem, sem sentido.,
para o pântano final de todas as origens.

Nos meus sentimentos, são fragmentos,
pequenos esparços e falhos.
Preciso unir o teu céu ao meu inferno,
para tecer minha colcha de retalhos.

O nível das composições está muito bom !
Sábado estaremos na Final, torcendo por Retalhos .

Do Cariricaturas, por Socorro Moreira

Dihelson Mendonça interpreta Franz Liszt ao Piano - Rhapsódia Húngara # 15

22 de Outubro - Aniversário de Franz Liszt - Homenagem

Em 22 de Outubro de 1811 em Raiding, Hungria, nascia o maior pianista de todos os tempos: Franz Liszt. A homenagem que eu quero fazer a liszt hoje é tocar uma de suas principais peças: A Rhapsódia Húngara Número 15, mais conhecida como Marcha Racokzi. Na verdade, essa composição deriva de uma composição tradicional na Hungria, assim como a maioria das suas Rhapsódias. O termo rhapsódia em música, se refere a uma obra contendo partes de outras peças. Liszt compôs 19 rhapsódias húngaras. Com o tempo, eu irei falando aqui no Blog sobre a vida e a obra desse extraordinário músico. Na minha opinião, na música, um dos maiores gênios da humanidade. E como ser humano, um dos raros. Ajudou praticamente todos os seus colegas contemporâneos, de Chopin, a Schumann, e foi ele quem estendeu a mão e projetou Richard Wagner. Os seus poemas sinfônicos, especialmente Les Preludes são magistrais. Afora isso, conta com mais de 700 peças, que foram gravadas recentemente pelo pianista inglês Leslie Howard. Na minha homenagem a Liszt, toco a Rapsódia Húngara # 15, gravada por ocasião de um concerto no Centro Cultural Banco do Nordeste, em Fortaleza, muitos anos atrás, e com um teclado digital ( aliás, que falta faz um piano "de verdade" para encorpar e dar dimensão a essas interpretações ).

Clique no Player abaixo ( pause antes o player da Rádio Chapada do Araripe ):



Franz Liszt (pronuncia-se Lisst), em húngaro Liszt Ferenc, (Raiding, Boêmia, 22 de outubro de 1811 — Bayreuth, 31 de julho de 1886) foi um compositor e pianista teuto-húngaro do Romantismo. Liszt foi famoso pela genialidade de sua obra, pelas suas revoluções ao estilo musical da época e por ter elevado o virtuosismo pianístico a níveis nunca antes imaginados. Ainda hoje é considerado um dos maiores pianistas de todos os tempos, em especial pela contribuição que deu ao desenvolvimento da técnica do instrumento. Franz Liszt nasceu em 22 de outubro de 1811 no vilarejo de Raiding (em húngaro: Doborján) no Reino da Hungria (então no Império Habsburgo, hoje parte da Áustria), no comitato de Oedenburg (em húngaro: Sopron). Foi batizado em latim com o nome "Franciscus", mas seus amigos mais próximos sempre o chamaram de "Franz", a versão alemã de seu nome. Era chamado de "François" em francês, "Ferenc", "Ferencz" ou "Ferentz" em húngaro; no seu passaporte húngaro de 1874, o nome registrado era "Dr. Liszt Ferencz". Seus pais eram Adam e Anna Maria Liszt.

Liszt cresceu em Raiding, parte de Burgenland. A língua tradicional daquela região era alemão, e apenas uma minoria sabia falar húngaro. Oficialmente, latim era utilizado. Seu pai, Adam Liszt, tivera aulas em húngaro no ginásio de Pressburg (agora Bratislava, capital da Eslováquia), mas ele não aprendeu quase nada nelas e sempre tinha notas terríveis. Apenas a partir de 1835 as crianças de Raiding passaram a ter aulas de húngaro na escola. O próprio Liszt era fluente em alemão, italiano e francês; também tinha um pequeno domínio de inglês, mas seu húngaro era muito precário. Nos anos 70, quando todos os habitantes da Hungria foram forçados a aprender húngaro, Liszt tentou aprendê-lo, mas desistiu depois de algumas aulas. A nacionalidade de Liszt foi causa de muita intriga e discussão. De acordo com pesquisas, seu bisavô, Sebastian List (o pai de Liszt acrescentou a letra "z" ao sobrenome da família, e esta versão foi adotada pelo avô de Liszt), era um alemão que resolveu morar na Hungria no Séc.XVIII. Como a nacionalidade de uma pessoa nascida na Hungria na época era herdada, seu avô e seu pai, Georg List e Adam List também seriam alemães. Seguindo este raciocínio, Liszt também deveria ser considerado alemão. A mãe de Liszt era austríaca, e a cidade de Liszt hoje pertence à Áustria.

Acima: Liszt e amigos: Rossini, Marie D´Agoult, Berlioz, George Sand, Victor Hugo. Reparem no busto de Beethoven sobre o piano...

Hoje, ele é considerado alemão por algumas pessoas, mas quando perguntado sobre sua nacionalidade, Liszt sempre respondia com orgulho que era húngaro, mesmo sem sequer falar a língua; durante toda sua vida usou seu passaporte húngaro para viajar. Este fato fez com que ainda hoje a maioria pense que ele era completamente húngaro.

Início da vida

Era sonho do próprio Adam Liszt se tornar músico. Estudara Piano, Violino, Guitarra e Violoncelo. No inverno entre 1797 e 1798, enquanto estudava Filosofia na Universidade de Pressburg, ele estudou instrumentação com Paul Wigler; infelizmente, devido à sua falta de recursos financeiros, teve de desistir dos estudos. Logo no dia 1 de janeiro de 1798, ele passou a trabalhar para o Príncipe Nikolaus II Esterházy. Entre 1805 e 1808, ele trabalhou em Einsenstadt, onde o Príncipe Esterházy (que vivia em Viena) tinha uma casa de férias com uma orquestra. Até 1804 essa orquestra foi regida por Franz Joseph Haydn, e a partir desta data até 1811, por Johann Nepomuk Hummel. Em várias ocasiões, Adam Liszt tocou nela como segundo Violoncelista. Em 13 de setembro de 1807, a orquestra executou a Missa em Dó Maior de Ludwig van Beethoven, regida pelo próprio. Adam Liszt conhecia Haydn, Hummel e Beethoven. Para ele, os vienenses clássicos haviam atingido o nível de musicalidade mais alto.

O próprio Liszt, quando adulto e artisticamente maduro, freqüentemente falava que as experiências musicais mais importantes de sua infância foram as performances de artistas ciganos. Porém, o repertório que ele teve de estudar no Piano era bem diferente da música dos ciganos. Uma carta de 13 de abril de 1820 de Adam Liszt para o Príncipe Esterházy diz que ele comprou cerca de 8800 páginas de partituras dos maiores mestres da música. Durante os 22 meses que se seguiram, Liszt já havia estudado as obras mais tecnicamente complexas de Johann Sebastian Bach, Wolfgang Amadeus Mozart, Beethoven, Hummel, Muzio Clementi, Johann Baptist Cramer, dentre outros. Já que o garoto já havia ficado doente várias vezes, é impressionante saber que ele tocou todas estas obras, mas ele havia começado no verão de 1818, mais ou menos com sete anos. Progrediu extraordinariamente rápido. Em outubro de 1820, no velho cassino de Ödenburg, ele participiu de um concerto do Violinista Baron van Praun, este também um prodígio. Na segunda parte do Concerto, Liszt tocou um Concerto em Mi Bemol Maior de Ferdinand Ries, e uma improvisação dele mesmo, com muito sucesso.

Em novembro de 1820, Adam Liszt teve uma oportunidade ainda maior de mostrar ao público o dom de seu filho. Em Pressburg, a Dieta se encontrou pela primeira vez após um rompimento de 13 anos. Em 26 de novembro, Liszt deu um concerto para uma platéia de aristocratas e membros da alta sociedade. Um grupo de magnatas assegurou um pagamento anual de 600 Gulden durante seis anos para que o garoto pudesse estudar no exterior.

Adam Liszt já havia pedido ajuda ao Príncipe Esterházy em 4 de agosto de 1819 para educar seu filho. Nessa petição, ele estimou um gasto anual que ficaria entre 1300 e 1500 Gulden. Ele não esperava que o Príncipe fosse pagar essa quantia, mas também pediu uma posição em Viena. Assim, Adam poderia ganhar dinheiro por conta própria enquanto seu filho teria aulas com um grande mestre do Piano. A petição foi apoiada por Hofrat Johann von Szentgály, um oficial. Mas como não havia vagas para o trabalho em Viena, a petição foi negada pelo Príncipe. Os 600 Gulden oferecidos pelos magnatas em novembro de 1820 eram insignificantes comparados aos gastos de 1500 Gulden anuais. Nada aconteceu pelo próximo um ano e meio. Em 6 de maio de 1822, Adam Liszt pediu em uma petição por um ano de ausência. Quando o Príncipe aceitou esta, Adam Liszt já havia vendido tudo que ele possuía em Raiding. Em 8 de maio de 1822, a família Liszt foi para Viena.

Acima: Foto do Pianista Dihelson Mendonça

Em Viena, o jovem Liszt freqüentou aulas de Piano com o grande Carl Czerny, que fora aluno de Beethoven em sua juventude. Czerny comentou em seu "Lebenserinnerungen" (Memoires) que ficou impressionado com o talento de Liszt ao Piano, mas que o garoto não tinha qualquer conhecimento de dedilhados apropriados, e seu jeito de tocar era caótico. Czerny, de primeira, mostrou a Liszt algumas das Sonatas mais fáceis de Clementi e mandou tocá-las. O garoto tocou-as sem qualquer dificuldade, mas não entendia que tinha de trabalhar nos detalhes da execução e da expressividade. O professor e seu aluno também tinham opiniões diferentes quanto a dedilhados usados para as obras tocadas. Há boatos de que o garoto em uma tentativa de escapar das odiadas aulas escreveu dedilhados complexos e difíceis para as obras e os mostrou ao seu pai, alegando que eles haviam sido escritos por Czerny. Havia se tornado "óbvio" que Czerny não tinha noção do que manda seus alunos fazerem, e Liszt deveria parar de ter aulas com ele. Após isso, Adam Liszt conversou com Czerny e seu filho, e as aulas prosseguiram.

Pouco depois, Liszt foi ouvido em círculos privados. Sua estréia em Viena foi em primeiro de dezembro de 1822, em um concerto na "Landständischer Saal". Liszt tocou um Concerto em Lá Menor de Hummel e também uma improvisação numa Ária da Ópera de Rossini "Zelmira" e também o Allegretto da 7ª Sinfonia de Beethoven. Em 13 de abril de 1823, ele deu um concerto famoso na "Kleiner Redoutensaal". Dessa vez, tocou um Concerto em Si Menor de Hummel, variações de Moscheles e uma improvisação dele mesmo. Diz uma lenda que Beethoven ficou tão impressionado com a técnica e o virtuosismo precoce do garoto que o parabenizou no palco, dando-lhe um beijo na testa. Porém, algumas fontes dizem que Beethoven nem sequer subiu ao palco, e alguns registros de Beethoven mostram que ele não compareceu ao concerto.

A partir de julho de 1822, Liszt passou a ter aulas de composição com Antonio Salieri. De acordo com uma carta de Salieri ao Príncipe Esterházy que data de 25 de agosto de 1822, até então ele havia introduzido o garoto a alguns elementos da teoria musical. Mais aulas viriam depois destas. Já que os admiradores do garoto o tratavam como um novo Mozart ou Beethoven, Salieri havia aceitado uma tarefa nada fácil.

Na primavera de 1823, quando o ano de ausência concedido a Adam Liszt estava chegando ao fim, Adam Liszt pediu em vão ao Príncipe mais dois anos. Adam mais tarde pediu demissão ao Príncipe, e no fim de abril de 1823, a família voltou pela última vez à Hungria. Liszt deu concertos em Peste nos dias 1 e 24 de maio. Também participou de concertos nos dias 10 e 17 de maio no "Königliches Städtisches Theater" e em 19 de maio na "vergnügliche Abendunterhaltung" (uma tarde entretiva de música). Neste último evento, Liszt tocou um arranjo para Piano da Marcha de Rackózy, algumas danças húngaras e peças de Csermák, Lavotta e Bihari. No fim do mês, a família voltou a Viena.

Principais Obras

* 19 Rapsódias Húngaras para Piano (posteriormente orquestradas);
* 12 Estudos de Execução Transcendental;
* Sonata em Si Menor;
* Sinfonia Fausto;
* Sinfonia Dante;
* Concerto para Piano Nº1;
* Valsa Mephisto Nº1

Foi o criador do Poema Sinfônico, muito popular no século XIX. No campo da música sacra, salienta-se as 4 oratórias, S. Isabel, S.Stanislaus(incompleta), Christus, e a vanguardista Via Crucis. Escreveu duas sinfonias, a Sinfonia Dante, inspirada na Divina Comédia de Dante Alighieri, e a Sinfonia Fausto, composta por diferentes quadros que caracterizam as personagens de Fausto, do escritor romantico alemão Goethe. Liszt também possui inúmeros lieder, e peças para música de camara, das quais se deve destacar as para violino e piano.

A sua Sonata em Si menor, apesar de não ter agradado a Johannes Brahms, que diz ter adormecido durante a sua execução, é provavelmente a obra maior do compositor húngaro. Também muito populares são suas rapsódias húngaras para piano. A Rapsódia n.2, a mais conhecida delas, tornou-se muito popular até como trilha sonora de desenhos animados.

Fonte adicional: Wikipedia

Por: Dihelson Mendonça

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

A MORTE... Na completude da simplicidade humana!Wilson Bernardo.

A Confecção da Vida Simplifica o Poder...Enfeitar a morte Maquiada de Flores desertas.

PREGUIÇA!...A IRMANDADE DA BOA MORTE!
Acalentar um fundo de rede
Com o suor desgastado da lida.
Pitar sonolentos baforejos
De um tabaco pra La de sensualidades
Femininas
Um gole de branquinha de queimar
Os beiços
E acordar diante do senhor sacro santo
Espreguiçando o lombo da espinha
A procura de um bendito bem sonolento
E voltar a dormir acalentado de orquídeas.
Wilson Bernardo(Poema & Fotografia)

AS ÁRVORES - Por Emerson Monteiro

Limpam o ar.
Sombreiam o dia.
Frutificam.
Alimentam.
Fornecem madeira.
Medicamentos.
Alimentam os animais.
Controlam as águas das chuvas.
Amenizam a temperatura.
Verde é a cor da saúde.
Diminuem a radiação do Sol.
Reúnem os pássaros.
Seres vivos.
Sentem.
Floram.
Falam com o vento.
Falam com a gente.
Arvorejam os dias...
Assim,
Não devorem as árvores,
Meus irmãos!

CARTUMpor LUPIN