TRIPULANTES DESTA MESMA NAVE

sábado, 21 de novembro de 2009

GUERRILHA É PRESTIGIADA PELO POVO

Uns querem negar, outros tentam esconder, alguns alienígenas incham de raiva, mas a verdade é que a Guerrilha do Ato Dramático Caririense é a grande unanimidade quando se fala em artes cênicas do Cariri. Iniciada no dia 7 e rumando até o dia 22 de novembro, é a vitrine da criatividade cênica regional. É a mostra do Cariri! Quase 4.000 pessoas na Guerrilha até agora!!!

Hoje, sábado, 21, a Allisson Amâncio Companhia de Dança apresenta o consagrado espetáculo "BR 116", uma das maiores expressões da dança cearense e nordestina, às 19h30min, no Teatro Rachel de Queiroz, em Crato-CE.


O CARIRI NÃO SE RENDERÁ JAMAIS!!!

Nada nem ninguém poderá deter a força do gesto coletivo. As companhias que formam a Guerrilha desde já agradecem a simpatia popular.

Ontem, sexta-feira, dia 20, a peça "ESPERANDO COMADRE DAIANA", dirigida por Renato Dantas, com a Cia. Livremente de Teatro, carregou grande público superlotando o Teatro Rachel de Queiroz em duas sessões.



sexta-feira, 20 de novembro de 2009

para um mestre do samba

sim
em completo silêncio aguardamos
também com o peito cheio de dor
aquele samba sobre o infinito

de nada sabemos e por isso calamos
aguardando até hoje
o teu samba sobre o infinito

quebre o silêncio por favor
para que os defeitos deste mundo
não tenham efeito sobre nós
quando ouvirmos bem fundo
o teu samba sobre o infinito

nós que de nada sabemos
e por isso calamos

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

NOTÍCIAS DA GUERRILHA


GUERRILHA SE CONSOLIDA COMO ESPAÇO DAS ARTES CÊNICAS DO CARIRI

A Guerrilha do Ato Dramático Caririense é um projeto de grande repercussão e aceitação popular, consolidando- o como um importante veículo de difusão dos espetáculos locais.

Na noite de quinta-feira, a Cia. Mandacaru de Arte e Eventos apresentou a peça "AS IRMÃS CASTANHOLAS", escrita e dirigida por Joylson John Kandahar. O teatro estava lotado, demonstrando o prestígio da Guerrilha junto à população.

Cacá Araújo, coordenador do evento, calcula que, nestes 13 dias, mais de 3.500 pessoas assistiram aos espetáculos. Estima-se que até o dia 22, pelo menos 4.500 pessoas tenham participado da Guerrilha.

Sexta-feira, 20 de novembro, a Cia. Livremente de Teatro entrará em cena com o espetáculo "ESPERANDO COMADRE DAIANA", às 19h30min, no Teatro Rachel de Queiroz, em Crato-CE. O texto é de Emannuel Nogueira e a direção de Jean Nogueira.

Programa Cariri Encantado com Salete Libório

Aquela que é considerada a Dama do Teatro Cratense, Salete Libório, será a entrevistada do programa Cariri Encantado desta sexta, 20 de novembro.
A pessoa de Salete Libório confunde-se plenamente com o Teatro. Incontáveis são os anos de sua militância na arte dramática, notadamente em benefício do teatro cratense. A sua montagem da peça Bárbara (texto de José Carvalho), quando interpretou o papel principal, é considerada como uma das eficientes produções teatrais da região. A propósito, a admiração por esta heroína da história brasileira, de quem é descendente direta, é outra paixão que motiva a atriz.
Salete Libório reside atualmente em Fortaleza, mas se encontra na terrinha por conta da realização da Mostra Sesc Cariri de Cultura, acompanhando, árdua e ardorosamente, a programação teatral.
O programa Cariri Encantado é veiculado todas as sextas-feiras, das 14 as 15 horas, na Rádio Educadora do Cariri AM 1020, com apoio do Centro Cultural BNB Cariri.
A apresentação é de Luiz Carlos Salatiel e Carlos Rafael Dias.

José Rosemberg nas Tramas do Século XX - por José do Vale Pinheiro Feitosa

Se a alguém se poderia nomear ser de um determinado século, este seria José Rosemberg. Poderia, pois se dizer que alguém é o mais profundo do século XX não se torna uma anunciação banal. Nós em grande maioria vivemos nas tramas dos séculos, mas comumente não encontramos as maquinarias que os movem. Somos parte, vivemos o seu espaço e tempo, mas somos tocados por uma mistura de angústias, sonhos, frustrações que se perdem em significado. Apenas vivemos aquela escala da história da humanidade como um todo amorfo do que chamamos as dificuldades da vida. Dificuldades da vida como se estas fossem inerentes à vida.

José Rosemberg estava radicalmente ligado ao século XX. Entendia perfeitamente suas misérias e vantagens, compreendendo seus mecanismos históricos de onde teriam vindo e no que resultariam. Era ajustado homem da racionalidade fundada desde o Renascimento e o Iluminismo, um militante contra a assimetria social, um cientista que entendia não apenas o objeto de sua observação, mas o contexto em que esta observação era realizada.

Era do século XX aquele século simultaneamente trágico e transformador. Trágico ao derrubar até o último muro de um hectare remoto da micronésia igual acontecia ao porto de Liverpool e seu embarque e desembarque contínuo do comércio mundial que tomou conta de todos os oceanos. Todos, inclusive a camada de gelo dos pólos que tantos imaginam derretidas pelos limites que a natureza apresenta frente ao “progresso humano”.

Transformador como o século das revoluções, das grandes guerras, inclusive do holocausto que atravessou em miséria sua etnia judaica tão próxima ao progresso Europeu desde o mercantilismo. Se alguém disser que o século XX é o século da Europa, pode tomar a essência de José Rosemberg e ali estará a Europa ocidental e sua imensa porta de liberdade e possibilidades.

Quando se tomar os textos científicos do professor e for surpreendido pelo fascínio com que ele os elaborava. Quase se divertindo com a linguagem dos números, da genética, da biofísica e bioquímica, abordando questões complexas da epidemiologia, percebe-se que aí não se esgotava o cientista. Ele compreendia seu século, deu um salto qualitativo ao revelar o conduto histórico daquilo tudo, os motivos pelos quais assim se conformavam e os limites sem o quais não se entende nada.

José Rosemberg inventava o tempo, o tempo do seu século, quase como um alfaiate, tomado da profissão do pai, costurando a vestimenta de uma era. Por isso não existem separações nos seus domínios: artes, ofícios, pensar e executar fazia parte de um contínuo que é a própria história. Por isso quando se for levantar o papel que ele teve como historiador da medicina moderna e particularmente da brasileira, vai-se encontrar um texto original e inigualável em termos da revelação social e política desta imensa prática quase capitalista da atualidade.

Ao compreender o seu século como um movimento fundamentado no embate da forças sociais, José Rosemberg na prática se torna imortal. Aquela imortalidade dos grandes cenários da humanidade, livres dos salões e dos chás das cinco.

A GUERRILHA É DO CARIRI!!!




Dia 18 de novembro de 2009, foi a oportunidade de ver um grande espetáculo na Guerrilha do Ato Dramático Caririense: DENTRO DA NOITE ESCURA, texto de Emannuel Nogueira, com a Companhia Livremente de Teatro, no Teatro Rachel de Queiroz, em Crato-CE.

A Guerrilha do Ato Dramático Caririense é a reunião das potencialidades artísticas da região. Desde o dia 7 até 22 de novembro, várias companhias de dança e teatro se apresentam ao grande público, mostrando a riqueza cultural do Cariri.

Hoje é dia de comédia: AS IRMÃS CASTANHOLAS, com a Cia. Mandacaru de Artes e Eventos, às 19h30min, no Teatro Rachel de Queiroz, Crato-CE.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

um pouco de luz














um pouco de luz no coração
um pouco de luz no sonho
um pouco de luz entre os dedos
um pouco de luz no medo

um pouco de luz na cidade
para limpar as farpas do dia
sobre as calçadas nomes esgarçados
projetos mortos morta melodia

um pouco de luz é tudo o que se quer
quando os olhos mal sabem o que é poesia
poesia é dor ou será júbilo?
poesia é um grito no escuro?


poema e foto: chagas

Um frio febril - por José do Vale Pinheiro Feitosa

Uma vez corpos vivos retemos tempo e calor. Ao tempo inventamos, ao calor produzimos. O tempo como fração do universo ao calor natureza do cosmo.

O tempo é elástico. Expande-se naquilo que se denominou espaço. Mas o calor é primordial, tende a esgotar-se na elasticidade do tempo.

Ambas as retenções que conceituam nossos corpos vivos estão no cosmo e temos uma dificuldade imensa de imaginar que pela natureza elástica, não tenham um estado de origem. Uma vez que o tempo se elastece somos levados irremediavelmente para imaginar uma origem de máximo repouso desta natureza elástica. Igualmente se deve ao calor igual paradigma, localizando-o em primórdio explosivo quando surgiu o calor.

Acontece que nenhum corpo vivo se origina espontaneamente no cosmo. Há uma descendência e, portanto, uma gênese. Isso significa que nenhum ser vivo tem um lugar ou um tempo ou um calor devido no cosmo. Todos dependem da originalidade e suas conseqüências (que se diga não deixa de ser uma parte da originalidade).

Ao que dialogo com você em estado febril. Após uma alternância entre o frio do outono italiano, seus trens e prédios em estágio de produção de calor em ambiente de calefação. Tantas tosses, igualmente assoadas nas narinas (nisso os europeus são escrachados, fazem um canto nasal úmido em pleno restaurante), por momento suores e noutro a frígida natura com olhar nas montanhas e seus picos nevados.

Com o centro do compasso no lago de Como girando por Zurique, Lugano, Turim e Milão. Toda a vizinhança do planeta em seu hemisfério norte pronto para o inverno com aquele frio que é frio mesmo se não venta. Mais ainda frio se uma brisa contempla todas as nossas fossas e transita na superfície como em busca do mais profundo do nosso corpo.

Eis o frio externo. O frio que está fora de nós e vem como um exército para nos conquistar.

Mas já nos trópicos escaldantes deste Rio de Janeiro, tão belo e sujeito a chuvas e trovoadas, outro frio me dominou o corpo. Um frio que vem do calor. Um frio sem externalidade. Um frio que vem de dentro, com tremores sob qualquer variação deste tão homogêneo tempo quente de verão carioca. É um frio de filigranas, um ventilador que assopre qualquer vento todo o corpo se abala numa calda instável de “morte e de dor”.

Mesmo que a cabeça esteja escavada por tanta bacteriemia, o corpo dolorido de uma sova jamais sofrida, é no âmago de meu corpo que nasce este frio febril. Um frio que na vizinhança do possível nos afaga com a verdade que o corpo se conceitua em tempo e calor. Sem os dois é apenas matéria comum sem originalidade, gênese ou conseqüências.

BR 116 NA GUERRILHA - SÁBADO 19:30

Centro Cultural BNB Cariri: Programação Diária


Dia 18/11, quarta-feira

Música – Blues (com Michel Macedo)
14h Programa de Rádio na Educadora do Cariri AM. 60min.

Especiais - Atividades Infantis - ARTE RETIRANTE
16h Sessão Curumim: A Fuga das Galinhas. 84min.
Local: Caririaçu

19h Especiais - MOSTRA CONEXÃO BRASIL CCBNB (Mostra SESC - Cariri)

Centro Cultural BNB Cariri
Rua São Pedro, 337 - Centro - Juazeiro do Norte
Fone (88) 3512.2855 - Fax (88) 3511.4582

ARTE POSTAL


GUERRILHEIROS SEGUEM VITORIOSOS!!!

COQUETEL


DENTRO DA NOITE ESCURA


GUERRILHEIROS DO ATO DRAMÁTICO MOSTRAM O TEATRO CARIRIENSE!

Desde o dia 7 último, a Guerrilha do Ato Dramático Caririense, realizada no Teatro Rachel de Queiroz, em Crato-CE, mostra as principais produções das artes cênicas da região. Peças infantis, dramas, comédias, dança... É o universo Cariri revelado para si e para os visitantes de todas as partes do país e do planeta.

Ontem Wanderley Tavares encantou o público com o monólogo "COQUETEL", demonstrando a força e a excelência da dramaturgia caririense.

Hoje, quarta-feira, dia 18 de novembro, será apresentado o espetáculo "DENTRO DA NOITE ESCURA", de Emannuel Nogueira, com a Cia. Livremente de Teatro, de Juazeiro do Norte-CE, dirigido por Jean Nogueira, às 19h30min, no Teatro Rachel de Queiroz, Crato-CE.

A Guerrilha do Ato Dramático Caririense é uma realização da Sociedade Cariri das Artes e Sociedade de Cultura Artística do Crato, Pontos de Cultura do Brasil, em parceria com grupos e companhias de artes cênicas do Cariri. A programação segue até o dia 22 de novembro de 2009.

Guerrilheiro Cacá Araújo
Coordenador Geral da Guerrilha do Ato Dramático Caririense

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Gesta de Arrebol


“Um fim de mar colore os horizontes”
Manoel de Barros



Reconheço : sou um espécie de mestre frustrado. Filho, sobrinho, afilhado de professores e marido de uma educadora, imagino que ,no íntimo, gostaria de estar numa sala de aulas. Até tateei a profissão por um tempo, mas terminei sendo colhido pelo vendaval de uma outra atividade igualmente espinhosa e gratificante: a Medicina. Mas, nas profundas escarpas do espírito, sempre me turva uma certa inveja quando me deparo com os educadores. Percebo que eles têm nas mãos a possibilidade única de transformar pessoas e edificar nações. Se os pais já se sentem realizados vendo seu sangue disseminando-se no rio do tempo, entre filhos e descendentes, imaginem a felicidade do professor pai de incontáveis rebentos da sabedoria e do conhecimento. Como médico, pressinto que temos a possibilidade de endireitar o caule, cuidar da casca, consertar os galhos , ajudar no desabrochar do fruto; mas só o mestre guarda consigo os mistérios e segredos da germinação da semente. A Medicina recupera corpos, a educação funde consciências.
Hoje tudo isso me veio à mente, quando o maior dos mestres -- o tempo-- levou na sua lufada um de seus colegas. Chamava-se Alderico de Paula Damasceno. Ele exerceu o magistério entre nós por mais de sessenta anos. Discípulo do maior historiador caririense , o Padre Antonio Gomes, o professor Alderico foi um visionário. Ensinava história crítica nos anos 60-70, em plena Ditadura Militar, num tempo em que a cadeira de história, em geral, se confundia com a de Contos de Fadas e Histórias da Carochinha. Exigia, com veemência, de todos os seus alunos, uma clara e pessoal opinião sobre pontos específicos da História Geral e do Brasil . Tinha verdadeiro pavor ao que ele chamava de “Decoreba”. Premonitoriamente, antevia os rumos da modernidade onde tudo se imita, se copia-cola, se macaqueia. O professor ensinava que os livros de história apresentavam apenas a versão oficial e que era imprescindível ,a quem desejasse entender o mundo, levantar o véu da aparente normalidade e descobrir as íntimas razões dos fatos que geralmente se encontravam depositadas no baú da Economia. Trabalhava com provas abertas, tinha pavor da loteria da múltipla escolha e mais: subtraía preciosos pontos a cada erro de português cometido. Entendia que o conhecimento da Língua era condição sine qua non de sobrevivência , soberania e cidadania.
Devemos ao professor Alderico ainda uma outra descoberta igualmente mágica. Aficionado da Educação Física ele cobrava dos seus alunos condicionamento e terá sido um dos pioneiros, entre nós, em associar a Atividade Física Regular a uma melhora na saúde humana. Como treinador da nossa Seleção Cratense – um das suas paixões – o professor Alderico já entendia a importância do treinamento físico regular na melhoria do desempenho esportivo, em tempos que isto era mera especulação e a Medicina Esportiva ainda engatinhava. Esta faceta de sua personalidade terminou lhe proporcionando a energia hercúlea que o acompanhou por noventa anos , enfrentando uma terrível queda de braço com a “Indesejada das Gentes” por cinco meses. Gostava da vida e, percebo, era esse amor que o mantinha vivo e esperançoso mesmo ante todas as vicissitudes e limitações da idade.
Inúmeras gerações de jovens foram forjadas pelo professor Alderico: Professores, engenheiros, médicos, juízes,promotores, artesãos, comerciantes, filósofos, um sem número de profissionais das mais diversas atividades, espalhados pelos recantos mais recônditos do país. Fundidos pela têmpera do Mestre, todos carregam consigo um pouco daquela determinação e vigor. Simplesmente porque Alderico não era um simples professor de História ou Educação Física. Seus ensinamentos sobre passavam as páginas dos livros , a mera grade curricular, ele ensinava uma matéria dificílima e rara chamada : “Vida”.
Como um bom missionário viveu beneditinamente. Guardava , no entanto, um tesouro depositado carinhosamente numa ampla sala da casa: sua biblioteca. Muitos dos seus livros hoje se encontram comigo e, a cada dia, me pergunto se sou digno da herança recebida. O Mestre sabia de cátedra que a riqueza não se concentra no brilho do ouro e do diamante, nem no tilintar das moedas, mas numa outra fulguração mais brilhante que o sol e que inebria almas e mentes : o conhecimento.
O professor Alderico fecha um ciclo áureo da educação cratense que contou com : Pe Gomes, Pe David, Vieirinha, Zé do Vale, Adalgisa Gomes, Luiz de Borba, Eneida Figueiredo, Ivone Pequeno, Gutemberg Sobreira e muitos outros. Fecha-se apenas um parágrafo, a história continua indefinidamente em aberto e continua sendo escrita, criticamente, por seus incontáveis discípulos. Hoje, triste, sei que falo de crepúsculos, mas carrego no coração a perfeita certeza, que este por-de-sol é apenas o prenúncio de muitas auroras por vir. No horizonte, em meio ao negror da noite, já se percebem os sanguíneos raios que defloram a escuridão e emprenham o arrebol vindouro de claridade e de luz.

J. Flávio Vieira

Mostra Sesc Cariri: programação de hoje, dia 17/11


Música da Macedônia e peça com bonecos

A Mostra Sesc Cariri de Cultura continua e, nesta terça-feira (17), traz uma atração musical bem curiosa. São os cariocas do Brasov, que lançam o CD “Uma Noite em Tuktoyaktuk”. Em seu show, eles tocam desde música cigana Macedônia até um cover da Gretchen, passando por uma canção do Leste Europeu. A apresentação acontece a partir das 20h30, no Terreiro de Mestra Margarida, no Sesc Juazeiro.

Um pouco antes, às 20h, na RFFSA, em Crato, a Companhia Amok de Teatro, do Rio de Janeiro, encena o espetáculo “O Dragão”. A peça, a partir de depoimentos reais, trata da guerra entre palestinos e israelenses, mostrando que atrás de toda a violência e crueldade há espaço para uma real humanidade.

Na cidade de Nova Olinda, às 20h30, acontece o show dos paulistas do Mamelo Sound System, que tocam - no Armazém do Som na Praça - um ritmo musical denominado por eles próprios como “hip-hop afro-futurista brasileiro”. Em Barbalha, no Teatro Neroly, a Companhia PeQuod de Teatro, do Rio, apresenta a peça de bonecos “O Velho da Horta”, baseado na obra do escritor Gil Vicente.

Um cortejo da Cultura Popular nas ruas de Juazeiro do Norte acontece na tarde de hoje, na principal via da cidade, a partir das 15 horas, com concentração no SESC. O evento promove uma integração entre os artistas e a população, nessa grande festa que tem sido a Mostra SESC de Arte e Cultura.

Em Juazeiro, nos locais como Marquise Branca, Marcus Jussier, no Pirajá, e Casa da Rua da Cultura, na rua do Cruzeiro estão sendo realizadas várias apresentações.

Agenda do dia 17 de novembro

>Juazeiro do Norte:

. Memorial Padre Cícero
- 20h30: Madre Couraje (Mérida Urquia-Cuba).
. Largo do Memorial
- 17h: Reprise (La Mínima-SP).

. Marcus Jussier (Pirajá)
- 17h: O Hipnotizador de Jacarés (Circo Girassol-RS).

. Quadra do Sesc Juazeiro
- 18h: Rito de Passagem (Índio.Com Cia de Dança-AM).

. Teatro Marquise Branca
- 18h: Esparrela (Teatro Bigorna-PB).

. Conexão Brasil CCBNB
- 19h: Merci (Ana Barroso-RJ).

. Teatro Patativa do Assaré
- 23h: Ele Precisa Começar (Felipe Rocha-RJ).

. Terreiro de Mestra Margarida e Armazém do Som
- 18h: Segunda Toada para João e Maria (Núcleo Dois-SP).
- 20h30: Uma Noite em Tuktoyaktuk (Brasov-RJ).

. Casa da Rua da Cultura
- 22h: Residência da Casa da Rua da Cultura (Cia de Teatro Stultífera Navis-SE).
- 22h: O Abajur Lilás (Grupo Imagens-CE).

. Programação Especial (Sesc Juazeiro)
- 14h: Seminário Arte & Pensamento – A Reinvenção do Nordeste. Dr. Luizan Pinheiro: “Ontologia do Cariri: a cidade atravessada por múltiplos olhares”.
- 15h15: Seminário Arte & Pensamento – A Reinvenção do Nordeste. Dr. Luís Manoel Lopes: “Barbaramente estéreis; maravilhosamente exuberantes: os sertões em variações”.
- 18h: Laboratório de Troca de Afagos – LATA (Conversas Gravadas na UFC). Entrevistas com Ricardo Guilherme.

>Crato:

. Teatro Municipal
- 20h: O Dragão (Cia Amok de Teatro-RJ).

. Praça da Sé
- 16h: Lançamentos e performance dos Cordelistas Mauditos.
- 17h: Performance do poeta CHACAL.

. Terreiradas
- 16h: Terreiro de Mestre Aldenir – Bairro Vila Lobo. Coco da Mestra Marinês/Banda Cabaçal São João Batista/Reisado Congo do Assentamento Olho D’Água.

. Mostra nos Bairros- Bairro Populares
- 17h: O Santo Guerreiro e o Herói Desajustado (Cia São Jorge de Variedades-SP).
- 18h30: Soldadinho do Araripe (Aquasis-CE).

. RFFSA
- 17h: Silêncio Total (Cia Riso da Terra-PB).
- 18h: Viagem Instrumental (Mandrágora-DF).

. Sesc Crato
- 22h: Santiago do Chile, 1973(Grupo de Dois-RJ).

. Galpão das Artes
- 23h: Encantrago (Ver de Rosa um Ser Tão Expressões Humanas / Teatro Vitrine-CE).

. Crato Tênis Clube
- 22h: Mangiare (Grupo Pedras-RJ).
- 23h: Lenynha Vas (CE).
- 01h: Fóssil, Cabaça: Reggae Cariri (Liberdade & Raiz-CE).

>Nova Olinda:

. Teatro Violeta Arraes
- 19h: Inventário (Roda Gigante-RJ).

. Armazém do Som na Praça
- 20h30:Mamelo Sound System-SP.

. Artes Visuais
- 14h: Exposição Pina Bausch (Fotografia Dada Petrole).


>Barbalha:

. Praça Central
- 17h:Ciclopes (Cia Mystério e Novidades-RJ).

. Teatro Neroly
- 19h: O Velho da Horta (Cia Pequod de Teatro-RJ).

. Escola de Artes Reitora Violeta Arraes Gervaiseau – URCA
- 21h: O Hospício (Matulão de Artes Cênicas-CE).
Enviado por Elizângela Santos (AC Comunicação)

duas palavras

duas palavras no bolso
para que servem?
não seria melhor um canivete?

talvez uma marreta
tivesse maior serventia
para arrebentar o muro
de cristal entre os olhos

desencontro de nossas mãos frias
cabeças de vento
cheias de paisagens danificadas

isso de ser sozinho no metrô
acaba com a gente
de estação em estação
silêncio estagnado
na palma da mão

duas palavras no bolso
não valem um vintém

a praça se mostra um crime
não obstante a catedral
com todas as promessas de salvação

duas palavras que não cabem numa reza
duas palavras que sujeitam
às regras do dia: rapidez e medo

duas palavras que não se combinam
nem podem ser trocadas
contrariando o destino

Estamos de Luto!

A nossa cidade está enlutada pelo falecimento, ontem, de um dos maiores nomes da Educação que conhecemos: Prof Alderico Damasceno!
Hoje, após velório e homenagens feitas por ex-alunos, professores, familiares e autoridades, com o acompanhanhamento da Banda de Música do Crato, o corpo seguiu do salão nobre da Urca para sepultamento no túmulo da família no cemitério da nossa cidade.
Nossos sentimentos de pesar à família enlutada.
Vida eterna à memória do Prof. Alderico Damasceno!

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

O "Homem" e o aquecimento global.

Sempre desconfiei desse discurso sobre o "Homem" que está destruindo a Natureza e provocando o aquecimento global. Quando você olha e percebe que desde o Al Gore, passando pelos meios de comunicação e até a Xuxa, ficam falando disso, algo estranho existe nessa história. Primeiro é esse fatalismo, que condena todos os seres humanos, como se fosse algo natural do ser humano destruir a Natureza. Não são todos os seres humanos que "destróem a Natureza". A Natureza não está em crise. O que está em crise é o sistema que tendo por base o lucro e a exploração humana, provoca problemas ambientais. Mas isso, Karl Marx e Friedrich Engels já diziam há muito tempo atrás.
A História mostra que os homens são condicionados por situações diversas, entre elas, as condições de classe social. Na ordem social do capital onde a lógica é a do mercado, pulverizam-se florestas para que se crie gado, por exemplo. Quem faz isso? Os poderosos homens e mulheres do agronegócio, não todos os "homens". Chega de fatalismo e determinismo! E olha que acusam o marxismo disso...

Sobre a questão do aquecimento global, leiam essa entrevista do Professor José Carlos Parente de Oliveira, da Universidade Federal do Ceará - UFC, dada ao jornal Diário do Nordeste e capturada na internet por mim através do site Viomundo.


ENTREVISTA - Professor José Carlos Parente de Oliveira * (15/11/2009), no Diário do Nordeste

´O planeta está esfriando!´

Na contramão do ambiental e politicamente correto, o professor cearense José Carlos Parente de Oliveira, 56, da UFC, Doutor em Física com Pós-doutorado em Física da Atmosfera, diz que, cientificamente, não se sustenta a tese de que a atividade humana influencia o clima no planeta, que não está aquecendo. "Na verdade, a Terra está esfriando", afirma ele. Na entrevista a seguir, o professor Parente põe o dedo em uma antiga ferida: "Perdemos o foco do problema. E o foco do problema são os meios de produzir, é a forma errada de como o homem produz seus bens"

Por que o senhor caminha na contramão do ambientalmente correto e proclama que o planeta não está aquecendo, mas esfriando?

A busca da verdade deve ser o norte, o foco da atividade em ciências. E penso que não é isso o que ocorre com o tema aquecimento global. A sociedade está sendo bombardeada por notícias, reportagens na tevê, filmes e tudo isso com a mensagem de que as atividades humanas relacionadas às queimas de combustível fóssil (petróleo, carvão e gás) são as culpadas pelo aquecimento da Terra. O grande responsável por esse bombardeio é o Painel Intergovernamental sobre as Mudanças Climáticas (IPCC na sigla em inglês), que é um órgão da ONU.

O senhor quer dizer que um organismo da ONU está provocando um terrorismo ambiental?

Vejamos. A hipótese do aquecimento global antrópico defendido pelo IPCC não possui base científica sólida. Não há dados observacionais que provem cabalmente a influência humana no clima. Se voltarmos um pouco no tempo nós constataremos que entre os anos de 1945 e 1977 houve um resfriamento da Terra, acompanhado de grande alarde de que o planeta congelaria, haveria fome, milhares de espécies desapareceriam etc. E veja que nesse período houve grande queima de carvão e petróleo motivada pela reconstrução da Europa e da Ásia após a 2ª Guerra Mundial. Outro exemplo de não conexão entre concentração de CO2 e temperatura da Terra ocorreu entre os anos 1920 e 1940, período em que a Terra esteve mais quente que os anos finais do século XX, e nesse período a atividade de queima de combustível foi de apenas 10% do que foi observado nos anos 1980 e 1990.

Afinal, o que é mesmo que está acontecendo?

Por volta dos anos 1300 ocorreu o Período Quente Medieval em que a temperatura da Terra foi superior a atual em cerca de um grau centígrado. Segui-se então um período frio conhecido como Pequena Era Glacial por volta dos anos 1800. Esses períodos são bem conhecidos dos estudiosos do clima terrestre. O que está ocorrendo é uma recuperação da temperatura pós Pequena Era Glacial, mas essa recuperação é lenta e ocorrem oscilações em torno dela. Para visualizar, podemos pensar em uma reta que ascende lentamente, ocorrendo oscilações em torno dela. Essas oscilações ocorrem em menores escalas de tempo, e são originadas por fatores naturais, como a radiação solar, a interação dos oceanos, principalmente do Pacífico, cuja temperatura oscila com período aproximadamente decenal. Porém essa recuperação cessou em 1998.

Então, em vez de estar aquecendo, a Terra está esfriando agora? Mas isso é o contrário do que proclamam as ONGs, os cientistas, os jornais. Quem está errado?

No ano de 1998, houve um fenômeno atípico: um super El Niño aqueceu a terra quase um grau acima da média em que ela se encontrava. Desde esse fenômeno do El Niño, a temperatura da Terra, sistematicamente, vem diminuindo, conforme os dados coligidos pelos satélites. Esses dados, porém, não são aceitos e nem utilizados pelo IPCC nos seus documentos.

Qual a razão? Há um viés político por trás disso?

Penso que a atividade cientifica não está desvinculada da política. São as nações e sua sociedade que definem o ramo da ciência a ser financiado por elas. Entendo que a atitude do IPCC é para favorecer cientistas, pesquisadores que defendem a tese hipotética de que o homem é culpado pelo pequeno aquecimento do planeta, que cessou em 1998 e que foi menor do que o anunciado. Os satélites que medem o clima da terra desde 1978 indicam que, de 1998 para cá, estamos vivendo um período de diminuição da temperatura. Só para que se tenha uma ideia de que esse dado de redução da temperatura é levado a sério, o grupo de pesquisas da Nasa que lida com lançamento de satélites está programando para 2021-2022 o envio de uma nave que deixará o sistema solar. Ora, a atividade solar é muito importante e é um impedimento para que uma nave como essa saia do sistema solar. Por que eles programam esse lançamento para 2021-2022? Resposta: porque será o ano em que o sol terá a menor atividade. E a atividade solar é muito bem relacionada com a temperatura da terra, via efeito indireto de formação de nuvens baixas. Essa correlação de nuvens baixas, atividade solar e temperatura da terra está muito bem documentada na literatura científica.

Qual é a causa do aumento de furacões, tempestades, tufões, terremotos na Ásia, na África, na Europa e nas Américas?

Há um exagero nas notícias. Quando mergulhamos na literatura científica, observamos que terremotos severos, de níveis 4 e 5, estão sendo reduzidos. A frequência desses eventos tem diminuído nos últimos anos. No litoral da China, trabalhos científicos mostram que nos últimos 50 anos a atividade de furacões também se reduz. O efeito destruidor do furacão Catrina, sempre mencionado porque destruiu New Orleans (EUA), aconteceu mais pela falta de providências preventivas dos governantes, que não ouviram as advertências dos cientistas. Os muros de contenção de New Orleans precisavam ser recuperados. E ninguém fez nada. O estrago do Catrina nada teve a ver com o clima. Faltou a ação do Governo.

O senhor condena o uso de combustível fóssil, como o carvão, na geração de energia elétrica?

Vamos particularizar o Brasil, pois é aqui que essa discussão se dá. O Brasil é um País privilegiado. Praticamente 80% de sua matriz energética são de origem hidráulica, e aí nós não necessitaríamos de carvão mineral. Mas, no mundo, há países que não têm esse privilegio brasileiro e têm de utilizar para o seu bem estar e desenvolvimento o carvão e o petróleo. Não há outra alternativa. As alternativas limpas que se apresentam . a energia eólica e a energia solar, por exemplo, ainda não são completamente eficientes, pois necessitam de mais pesquisa, de mais estudo porque não obtêm ainda o rendimento ótimo. Há maneiras racionais de usar carvão e petróleo sem que se agrida o ambiente. Assim, a discussão que considero mais fundamental do que saber se o homem aquece ou não o planeta é a seguinte: o que o homem deve fazer para não poluir o mar, os rios, o lençol freático, para não derrubar e não queimar florestas, para manejar corretamente o solo. É esta a ação do homem que deveria ser o centro das atenções de todos, cientistas, pesquisadores, políticos, governantes, reis, rainhas e príncipes.

Agora o senhor está no caminho ambientalmente correto...

Veja: quando o homem queima a floresta, ele não está aumentando a temperatura do planeta, mas piorando as suas próprias condições de vida e ameaçando a fauna e a flora.

Quando o senhor expõe estes pontos de vista em auditórios acadêmicos, a crítica vem contundente?

É surpreendente que não, porque os argumentos que utilizo são baseados em dados da natureza e fazem com que o público os aceite. Já fiz uma centena de seminários. Eu diria que só duas vezes eu fui interpelado de forma mais contundente, não pela maioria, mas por dois colegas pesquisadores que defendem o ponto de vista amplamente divulgado pelo IPCC. Mas eu já ouvi a manifestação de muitas pessoas favoráveis ao que exponho em minhas palestras e conferências.

O que o senhor acha das ONGs ambientalistas?

Quando a questão do aquecimento começou por volta de 1980, as ONGS encontraram aí uma oportunidade de se tornarem mais visíveis. Aí, elas ficaram, inadvertidamente, prisioneiras deste tema, por meio do qual tiraram DE foco o real problema do mundo. E o real problema do mundo é o da água, é a poluição da água e do ambiente. O responsável por esse problema é o meio de como a produção de bens se dá. O modo de produzir, destruindo os recursos naturais e utilizando-os sem nenhum controle, faz com que o planeta e a raça humana se tornem frágeis. Hoje, a linha de atuação das ONGs levará, no curto prazo, a uma situação bastante complicada nos países pobres. Exemplo: se a reunião de Copenhague, em dezembro, decidir que o uso de carvão e de petróleo deve ser cortado em 40% como se propõe, países como a China, a Índia, toda a África e também o Brasil terão problemas. 400 milhões de indianos juntam e queimam esterco para se proteger do frio e até para cozinha r; na China, a situação é mais dramática: 800 milhões de chineses nunca viram uma lâmpada acesa. Cortar a queima de combustível fóssil em 40% será o mesmo que implementar nesses países uma teoria ecomalthusiana para controlar ferozmente essa população pobre do mundo.

O senhor acha que os países ricos, que poluíram para crescer, querem impedir agora que os pobres cresçam?

Eu não concordo com essa teoria da conspiração. Mas é muito esquisito que se tente agora definir quotas de queima de combustíveis para todos os países, indistintamente. Isso não pode. Um americano consome 20 vezes mais do que um africano. Não se pode colocar todos os países da mesma forma na panela furada do aquecimento global. O africano é tão responsável pelo planeta quanto o americano ou o chinês. Nós perdemos o foco do problema. E o foco do problema são os meios de produzir, é a forma de como o homem produz seus bens. O que devemos fazer é focar na questão da água, da poluição ambiental, porque é possível queimar com responsabilidade. Mas para isso é necessária a decisão política. A boa gestão ambiental é, na minha opinião, a saída.

domingo, 15 de novembro de 2009

Banda Cascabulho hoje no Crato Tênis Clube


Na programação do Banquete Dionisíaco da Mostra Sesc Cariri de Cultura, a banda Cacabulho, de Recife, Pernambuco, será a grande atração com o espetáculo Brincando de Coisa Séria. O show da Cascabulho está previsto para as 23 horas, no Crato Tênis Clube. O grupo cratense de forró pé-de-serra, Herdeiro do Rei, fará a abertura, com o espetáculo Todo Dia é São João.

O Cascabulho formou-se em torno da figura de Jackson do Pandeiro, de quem o grupo recriou diversas músicas. Revelação do Abril Pro Rock de 1997, eles investem na tradição e no folclore, resgatando valores e ritmos poucos difundidos e misturando-os ao som urbano. O nome surgiu do hábito que a avó do vocalista Silvério tinha de alimentar os porcos com restos de cascas de frutas, o cascabulho. A banda, natural do município de Carpina, Zona da Mata pernambucana, é formada por Silvério Pessoa (voz), Jorge Martins (percussão e vocal), Wilson Farias (percussão, baterial e vocal), Marcos Lopes (percussão, vocal e guitarra), Kleber Magrão (percussão, vocal e teclado) e Lito Viana (baixo, cavaquinho e vocal). Em 1997, com participação no Free Jazz e a aparição na entrega do Prêmio Sharp, que homenageou Jackson do Pandeiro, tornaram-se conhecidos no eixo Rio-São Paulo. O Cascabulho já levou sua mistura de ritmos ao Canadá e aos Estados Unidos. Com o show no Summer Stage Festival no Central Park, recebeu elogios de Jon Pareles, crítico do New York Times. Isso tudo antes de gravar o primeiro disco. O CD de estréia, Fome Dá Dor de Cabeça, traz o coco, forró e maracatu embalados por um espírito pop. Em 1999, o disco levou o Prêmio Sharp na categoria regional e a música Quando Sonhei que era Santo o de melhor música também na categoria regional. Em 2000, o vocalista Silvério saiu do grupo para se dedicar à carreira solo. (Fonte: Cliquemusic).

Alguém está lembrado que hoje é feriado? - por Armando Rafael

(Fonte: site Terra)
Proclamador da República é pouco conhecido em sua terra natal – por Odilon Rios
O Marechal Deodoro da Fonseca nasceu em 5 de agosto de 1827 em Alagoas. Entrou na política em 1885. Era um dos homens mais próximos ao imperador Dom Pedro II. Em 15 de novembro de 1889, proclamou a República. Iniciou a "República das Espadas", porque dois marechais ocuparam a presidência: Deodoro e, logo depois, o também alagoano Floriano Peixoto, isso antes de dar início a "República Velha", com presidentes civis.
Na cidade onde nasceu o proclamador da República, o marechal Deodoro da Fonseca, a população pouco conhece ou nunca ouviu falar do primeiro presidente do Brasil, que assumiu o cargo após a derrubada do Império, em 15 de novembro de 1889. O município de Marechal Deodoro fica a 25 km de Maceió, às margens da Lagoa Mundaú, e tem uma das praias mais visitadas e belas do Brasil, o Francês. No lugar, navios da Segunda Guerra Mundial foram afundados pelas tropas alemãs, piratas franceses tentaram invadir o Brasil pelo mar durante o período colonial e igrejas em restauração guardam mistérios: túmulos de famílias influentes de Alagoas foram descobertos durante as escavações.

A casa onde nasceu e viveu o marechal é um museu. Há três dias, a cidade está em festa em comemoração à Proclamação, mas o pescador Chagas da Silva, 64 anos, desconhece o porquê de tanta gente que vai e vem pelas ruas e praças de Deodoro. "Sei não, é por causa do governador que tá vindo para cá?", pergunta. "Tem a ver com o Lula? Por que me disseram que ele não vem para cá. Sei não por que tanta festa", disse. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi convidado para a festa. Não foi, mas mandou representantes de escalões da União para anunciar obras no município.

O funcionário público João Jacinto da Silva ouviu falar pouco do filho ilustre de Marechal ou da Proclamação da República. "Não sei bem quem ele foi. Sei que vai ter um show do Zezé di Camargo e Luciano no domingo. Por isso tem a festa, não é?", pergunta. Armando o palco que vai receber as autoridades para o desfile militar deste domingo, Ivanildo Santos da Silva sabe da Proclamação. "Ouvi falar do Marechal Deodoro, mas, o quê é mesmo esse período da História brasileira?", questiona. "Sei lá, tem a ver com um representante aqui da cidade", responde a sua propria indagação. E a festa? "Dizem que é porque vão anunciar um monte de coisas no Francês".
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Marechal Deodoro tem 45.141 habitantes. Cerca de 65% da população é pobre; 6.292 são analfabetas e apenas 99 pessoas recebem acima de 20 salários mínimos. Por causa do alto índice de assassinatos, duas favelas receberam nomes de países em conflito: Iraque e Israel. O "Iraque" de Marechal Deodoro chama-se hoje conjunto Esperança.

Na última semana, a movimentação nas escolas era considerada acima do normal. Os alunos preparavam-se para o desfile militar, as bandas de fanfarra conferiam as partituras e treinavam as músicas para o dia festivo. "Há 170 anos Marechal Deodoro deixou de ser a capital de Alagoas e, por três dias, depois de um decreto legislativo, o governador transferiu para a cidade do proclamador a chefia do Executivo Estadual em comemoração a este dia", lembra o secretário do Gabinete Civil, Álvaro Machado. A comemoração dos 120 anos da República começou na sexta-feira e trouxe autoridades a Marechal Deodoro. Entre elas, o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB). Há poucos metros da Prefeitura, lotada de políticos, a vida na cidade continuava quase normal. Uma rotina só quebrada pela quantidade de policiais circulando pelas ruas.

O reforço de PMs, a pedido do prefeito Cristiano Matheus (PMDB), existiu por causa de boatos sobre protestos contra sua administração. Panfletos foram apreendidos, chamando Matheus de "mentiroso". "Estamos no 11° mês de administração e estamos superando desafios", disse. Em Marechal, prefeitos e vereadores já foram afastados dos cargos, acusados de corrupção e lavagem de dinheiro.

sábado, 14 de novembro de 2009

Brumas

I
Se este coração apertado
não for reflexo do que a mente sonha

então o sofrimento humano
é uma farsa.

De nada adianta
o verso,
o pensamento

ambos suspensos
atravessados
pela sombra.

II
Se este ventre em chamas
não for refluxo de lembranças antigas

então a angústia humana
é galhofa.

De que serve
o verso,
o pensamento

ambos entreabertos
entrelaçados
pela dúvida.