TRIPULANTES DESTA MESMA NAVE

domingo, 17 de julho de 2011



o AMOR-PRÓPRIO é o maior


de todos os aduladores.


(la ROCHEFOUCAULD)

Setaro's Blog: A produção de sentido e a montagem

Setaro's Blog: A produção de sentido e a montagem: "A chamada montagem ideológica ou intelectual é uma operação com um objetivo mais ou menos descritivo que consiste em aproximar planos a fim..."

Palco Sonoro URCA 2011 por SAMUK.





Palco Sonoro URCA 2011 por SAMUK.





51º Encontro Eloi Teles. por SAMUK.

Viva a cultura popular.....



sábado, 16 de julho de 2011

Palco Sonoro URCA-BNB: Hoje é o Gran Finale

João do Crato (Foto: Samuk)
Tudo que é sólido se desmancha no ar. Mas tudo que é etéreo (e estéreo) dura para sempre. Este é o meu sentimento com respeito ao Palco Sonoro. Depois de quatro noites de muitos sons. Muitas e agradáveis surpresas. Comentei com Salatiel como tava por fora da cena musical dessas bandas (no duplo sentido) do Cariri. Daí essa surpresa toda.

Já falei da primeira noite. Pra mim, uma noite de Fênix. Pois renasci digerindo meu fígado (com uma pequena ajuda de umas doses a mais). Revivi também minha verve roqueira, ouvindo, pela primeira vez, as bandas que pousaram e planaram no Palco.

Na segunda noite, a de quarta-feira, até cometi o delito de subir ao Palco e profanar a perfeita apresentação de Calazans Callou & Trimurti.

Na quinta-feira, cheguei bem cedo e vi os Zabumbeiros Cariris (minha banda de coração ou a outra banda do meu coração) & Luciano Brayner & Ulisses Germano fazerem uma roda de som no terreiro do Palco (que Luciano chama de Samba de Feira). Vi o início da apresentação do Syncrasis (e adorei) com seu som jazz-fusion-progressivo a la Spyro Gyra. E cometi outro delito (em nome da boa música, claro): escapulir para Barbalha para me esbaldar ao som de Jorge Benjor (pra sempre e eterno Jorge Ben) e da Banda do Zé Pretinho (show duca).

Ontem, pela primeira vez vi toda a programação do Palco. Noite massa de sexta de lua cheia e Expô lotada. Amei as Godiva’s com a deusa Ana Paula nos vocais tal uma Afrodite (afinal, lembrem da tríade do roquienrrol) e a guitarrista que me lembrou demais Patti Smith. Saltitei feito Mick Jagger ao som dos blues e dos souls dançantes do De Repente Blues, com Sasha, um negão alemão, mandando ver nos vocais e no inglês. Pura raiz.

E no final da noite o Palco se transformou numa grande e alegre tertúlia (é o novo!) dos anos sessenta, a cargo do nosso Keith Richards (satisfaction!) - Batista Fhaser, e com direito a uma canja de Salatiel, revivendo seu tempo de crooner de conjunto de baile (é o novo de novo!): The Hunters!

E hoje é o gran finale. Que Pena! Mas tudo que é sólido, um dia, se desmancha no ar.

Por isso, todo mundo lá.

_____

Programação

17:00 – Os Monastérios
18:00 - Black Boy Dance/ Filhos De Maria
19:00 - Rinaldo
19:40 - MPB Trio
20:00 - Soul Musical
20:40 - Álvaro Holanda
21:00 - Herdeiros do Rei

Reitora da URCA firma convênio com o Instituto Superior de Artes de Cuba

A histórica e resistente Cuba é um exemplo de Educação para o mundo. O pequeno país liderado pelos comunistas que reduziu a quase zero o índice de analfabetismo contribuirá através do Instituto Superior de Artes com a região do Cariri.






Reitora da URCA Otonite Cortez assinando convênio (foto)



A Universidade Regional do Cariri (URCA) acaba de firmar convênio de colaboração acadêmica com o Instituto Superior de Artes (ISA), da República de Cuba. O convênio foi assinado pela Reitora da URCA, Professora Otonite Cortez, no intuito de desenvolver projetos conjuntos de ensino e pesquisa, estimulando a formação de equipes mistas de trabalho.

A proposta do convênio é também promover o intercâmbio de docentes, com a finalidade de desenvolver pesquisas e compartilhar experiências entre os dois países. Envolve a participação de professores e estudantes de cursos de pós-graduação, organizado pelo ISA de Cuba; o intercâmbio de informações, documentações, publicações e exposição de material de áudio visual; participação de especialistas cubanos em trabalhos de artes, sob a organização e planejamento docente metodológico de ensino artístico.

O convênio, assinado pelo Reitor do ISA, Rolando Miguel Gonzalez Patrício, também visa o intercâmbio de grupos artísticos.



Segundo a Reitora Otonite Cortez, a partir desse convênio, a Universidade inaugura um momento ímpar e passa a dialogar de forma institucional, para a formação de professores e receber de outra entidade os docentes. Significa um fortalecimento do Centro de Artes da URCA.



Instituto Superior de Artes (ISA) – Conhecido internacionalmente como um dos melhores institutos de formação artística do mundo. O ISA oferece formação em Artes Visuais, Teatro, Dança e Música, além de projetos de mestrado e doutorado, nas respectivas área de conhecimento.



O ISA é responsável pela mais importante bienal de artes no contexto Latino-Americano.








Palco Sonoro URCA 2011 por SAMUK.

A tradução da tradição......



Palco Sonoro URCA 2011 por SAMUK.





sexta-feira, 15 de julho de 2011

Meu currículo é minha defesa!

Dihelson,
Você está fazendo tempestade em copo dágua. O Meu primeiro contato com Cleivan - ele é que me telefonou !-perguntando sobre a possibilidade de tocar no Palco, me falou que você tocaria com ele aquele show apresentado no CCBNB e, por isso mesmo, inclui seu nome nos cartazes. Depois de algum tempo é que me disseram da sua insatisfação por não querer ser "coadjuvante" da apresentação do Cleivan.  Eu não fiz convite para ninguém porque não houve tempo para tal. O projeto só foi confirmado na sexta, dia 08/07, à tarde e, assim, apenas inclui aqueles artistas/músicos que haviam telefonado para a URCA dizendo-se interessados em participar do II Palco Sonoro Urca/BNB. Eu não estou justificando nada, apenas esclarecendo!!!!!
Você tem citado seu currículo como prova inconteste de sua competência, então, lá vai o meu, de forma resumida. Peça ao querido Vicelmo, como direito de resposta, para que leia também na Rádio Educadora..


LUIZ CARLOS BARBOSA SALATIEL DE ALENCAR

CURRÍCULO ARTÍSTICO (resumido)
MÚSICA
Anos 60, em Juazeiro do Norte
Participa desde sua criação do Grupo Desafio (canto-coral, jogral-teatro) dirigido por Maria dos Remédios Sobreira e Aldemir Sobreira (1966 a 1968);
É Crooner da banda de baile “ The Hunthers” (1966 a 1967);

Anos 70
Em Crato, idealiza (com Geraldo Urano) o Festival Regional da Canção do Cariri  e com o grupo “O Cacto”  é premiado como intérprete e/ou compositor nas três primeiras edições (1971 a 1973);
É membro do júri do Festival Regional da Canção do Cariri,  edição 1976
Em Recife, a pedido de grupo de teatro local, compõe músicas para a peça “Canção de Fogo” de Bráulio Tavares (1976);

Anos 80
Identifica-se com os poemas de Geraldo Urano e inicia uma profícua parceria musical, que perdura até os dias atuais;
 Produz e dirige o primeiro disco do compositor Abidoral Jamacaru, “AVALLON”, eleito pela crítica especializada como o melhor disco independente da década (1986/1987);
Escreve, dirige e protagoniza o espetáculo poético-musical “Soy Loco Por Ti América Latina”, com grande sucesso de público e critica no Cariri cearense e na capital do estado – Fortaleza.  Gravado em vídeo pela Cariri Produções foi e veiculado na época no Memorial da América Latina, em São Paulo ;

Anos 90
Escreve, dirige e protagoniza o espetáculo poético-musical “CHE VIVE”, com a Cia. Oca de Teatro, que apresenta no ambiente universitário local;
Produz a banda de rock “Pombos Urbanos”, marco histórico do rock caririense;
Produz shows musicais de artistas contemporâneos: Abidoral Jamacaru, Pachelly Jamacaru, João do Crato, Pombos Urbanos dentre tantos;
Assume a direção artística da Sociedade Lírica do Belmonte- Solibel -           (1992/93);
Na Oca –Officinas de Cultura, Artes & produtos derivados monta o coral “Boca de Sapo” com o auxílio da mestra Aparecida Silvino e regências dos maestros Nivaldo e Leonardo (Solibel);

Anos 2000
A partir de 2002, dedica-se a produzir e gravar o Cd “Contemporâneo”, que homenageia a musicalidade caririense plasmada nos festivais da canção que ocorreram nos anos 71/78; 
Monta o show “Contemporâneo” que tem sua pré-estreia no Teatro Violeta Arraes (Nova Olinda)  registrada em vídeo pelo Memorial do Homem Cariri – 07 setembro de 2004;
Lança o CD- Contemporâneo em show produzido pela Universidade Regional do Cariri - URCA, em outubro 2004;
Lança CD na VI Mostra SESC Cariri das Artes (novembro/2004);
Lança o CD- ‘Contemporâneo’ no Memorial Pe. Cícero, dia 02 dezembro 2004;
O Show “Contemporâneo” – Luiz Carlos Salatiel e Banda é projeto selecionado no II Edital de Incentivo às Artes no Ceará 2004/2005 e circula por várias cidades do Ceará;
Compôe músicas para a trilha sonora do espetáculo “ A Terrível Peleja de Zé de Matos com o Bicho Babau nas Ruas do Crato”, de J.Flávio Vieira (2005); 
Apresenta o show “Contemporâneo”- Luiz Carlos Salatiel e Banda no Centro Cultural BNB-Cariri, dezembro 2006;
Em 26.12.2006, no Cine-Teatro Educadora do Cariri, em Crato, encerra temporada do Show “Contemporâneo” em noite de gala com a participação de todos os músicos/compositores, com caráter beneficente , gravado em vídeo digital como memória desse espetáculo;
Profere palestra sobre “Tropicalismo no Cariri?”, com Abidoral Jamacaru e J.Flávio Vieira no CCBNB-Cariri (novembro/2007); 
Ganha o prêmio de Melhor Intérprete do Festival Cariri da Canção com a canção “Os Girassóis”, de Geraldo Urano e Calazans Neto (junho 2008);
• É músico convidado pelo CCBNB-Cariri para apresentar o show ‘Contemporâneo’ na III Mostra BNB da Canção Brasileira Independente (set/2009);
Apresenta, com Abidoral Jamacaru, o show Noite Cariri, na 12ª. Mostra Sesc Cariri de Cultura, no Teatro Salviano Arraes Saraiva , em Crato-CE (13/nov/2010)
Compôe canções, em parceria com Jflávio Vieira,  para o CD/Audio Book “As 13 Portas Encantadas...”, de Jflávio Vieira (2010/2011);
Faz direção artística do Show “Traduções Cariris”, com Abidoral Jamacaru, João do Crato, Zabumbeiros Cariris e ele (Luiz Carlos Salatiel), para comemoras os 5 anos do CCBNB-Cariri, onde apresentou o show  29 de abril 2011; 
Faz direção artística do espetáculo “As treze portas...”, para lançamento do livro de J.Flávio Vieira, apresentado no Cine Teatro Salviano Arraes Saraiva.

CINEMA E VÍDEO
Anos 70
Produz, fotografa e edita o primeiro registro cinematográfico (bitola 8 mm) de Patativa do Assaré, Patativa – Um Poeta Camponês, direção de Rosemberg Cariry (1979) e que deu origem ao premiado filme documentário “Patativa do Assaré – Ave Poesia;

Anos 80
Elege-se presidente da Associne – Associação de Cineastas Amadores do Ceará- com Sede na Casa Amarela, em Fortaleza (1981);
Faz diversas incursões experimentais com cinema na bitola 8 mm (1980/1985); 

Anos 90 
Atua no filme “Corisco e Dada”, de Rosemberg Cariry, interpretando o cangaceiro cantador Gitirana (1996);

Anos 2000
Longas-metragens:
Faz still (fotografia de cenas) para o documentário “Juazeiro – A Nova Jerusalém”, de Rosemberg Cariry (2002);
Atua no filme “Lua Cambará – Nas Escadarias do Palácio”, de Rosemberg Cariry (2002); 
. Atua no filme “Cine Tapuia”, de Rosemberg Cariri (2004);
Atua no filme “Siri-ará”, de Rosemberg Cariri (2007);

Outras produções de curta-metragem:
Atua em “O Auto de Leidiana”, de Rosemberg Cariry (1998);
É Assistente de Direção em “O último Dia de Sol”, de Nirton Venâncio (1999);
É Assistente de Produção do curta “No Passo da Veia”, de Jane Malaquias (2001);
É Assistente de Produção de “Os Penitentes do Sítio Cabeceiras”, de Petrus Cariry (2002);
É Produtor executivo e Assistente de Direção do Teleconto “O Cinematógrafo Herege”, de Jefferson de Albuquerque Jr. (2011);

Outras ações: É membro curador da I Mostra Crato de Cinema e Vídeo, 13 a 18 de junho 2011;
Escreve os seguintes roteiros para curtas-metragens para cinema/vídeo:
Ficção: Dona Doida, A Noiva (2001), O Batizado (2002) e o Pequizeiro (baseado em romance homônimo de Tiago Barreto Esmeraldo, 2008);


TEATRO
Anos 60
Atua e protagoniza os espetáculos: A Exceção e a Regra, de B.Brecht, Bonito Como um Deus, de Millôr Fernandes e Quem Casa Quer Casa, Martins Pena, espetáculos dirigidos por Aldemir Sobreira no núcleo teatral do Grupo Desafio, em Juazeiro do Norte – CE (1967/1969);

Anos 70
Em Recife, a pedido de grupo de teatro local, musica trechos da peça “Canção de Fogo” de Bráulio Tavares (1976);

Anos 80
Em Fortaleza, promove curso de iniciação teatral no Sindicato dos Bancários.
Compartilha a direção e atua com Javan Franco o espetáculo “Dois Homens na Mina”, de Henrique Buenaventura (Colombiano), estréia em maio/81, no Teatro da Encetur;;
No Rio de Janeiro, participa de oficinas de Teatro no Circo Voador;

Anos 90
É Membro Curador da I Mostra Sesc Cariri de Teatro (1999); 

Anos 2000
É Membro Julgador e Debatedor da III, IV e V Mostra Sesc Cariri de Teatro, ocorridas nos anos 2001, 2002 e 2003, respectivamente;
Em Crato, escreve e dirige o espetáculo “A Tentação de Judas”, apresentado ao ar livre nas falésias de Arajara em Barbalha-CE (2003);
 Concebe, dirige e atua no espetáculo performático-poético-teatral “O Belo e a Fera”, de Geraldo Urano, apresentado na Mostra de Arte e Cultura do Bairro São Miguel e VI Mostra Sesc Cariri de Teatro (2004) 
Produz e atua na leitura dramática do espetáculo “A terrível Peleja de Zé de Matos com o Bicho Babau nas Ruas do Crato”, de J.Flávio Vieira, Cia.Oca de Teatro, com apresentações na Universidade Regional do Cariri - URCA e VI Mostra Sesc Cariri de Teatro (2004);
É Membro Julgador do IV Festival de Esquetes Teatrais do Sesc Crato (2005);
Assume a direção geral e atua no espetáculo “ A Terrível Peleja de Zé de Matos com o Bicho Babau nas Ruas do Crato”, de J.Flávio Vieira, Cia Oca de Teatro, com apresentações  na VII Mostra Sesc Cariri de Teatro (2005), Centro Cultural BNB-Cariri e em cidades cearenses (Crato,Fortaleza, Iguatu, Sobral, Juazeiro do Norte) – Circuito Em Cena Ceará – e ainda no XVII FETAC (Acopiara-CE), sendo o espetáculo mais premiado, totalizando 27 apresentações (2005/2006);
Dirige a dramatização de textos do livro “Matozinho Vai à Guerra”, de J.Flávio Vieira, com atores do elenco da Oca. Cia de Teatro , no seu lançamento na Mostra Cariri de Cultura (dia 11/nov/2007); 

LITERATURA
Anos 80
Em Fortaleza, participa do grupo Literário Nação Cariri que edita jornal e revista de mesmo nome;

Anos 90
Em Crato, retoma o projeto do jornal literário Folha de Pequi, com grupo de poetas cratenses.. 

ARTES PLÁSTICAS
Anos 70
Participa ativamente do Grupo de Artes por Exemplo que cria o “Salão de Outubro” de artes plásticas, no Crato, e que por muitos anos foi a única mostra de artes plásticas no cariri cearense;
Na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo do Recife é membro curador da primeira exposição de Artes Plásticas daquela FAU-PE (1975);
Na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo de Fortaleza produz uma das primeiras exposições do artista plástico naif  Nogueira (1979-80);

Anos 90
Com a OCA, retoma e coordena o “Salão de Outubro”, depois denominado de “Viva Setembro”, quando extrapola os limites das artes plásticas e deriva para a Literatura, a Música, cinema, Teatro e manifestações folclóricas;

Anos 2000
É membro Curador da Mostra de Artes Plásticas da VI Mostra SESC Cariri das Artes (2004); 
É Selecionado pelo Edital BNB de Cultura, Edição 2009, com o projeto de exposição de Artes Plásticas “Grito de Uma Geração – 40 Anos Depois”, como curador e artista (com Reginaldo Farias), montada com grande sucesso de público e crítica na galeria principal do Centro Cultural BNB (out/2010);i
RÁDIO
Anos 80
Produz e apresenta o programa de essência “Terrae Brasilis”, com Carlos Rafael Dias e Jackson Bantim, na Radio Araripe do Crato, 1440 KHZ;
Cria, produz e apresenta o primeiro programa sindical do Brasil – “Hora Bancária” , com Carlos Rafael Dias, para o Sindicato dos Bancários do Cariri, veiculado na Radio Araripe do Crato, 1440 KHZ;
Ano 2009
Cria e apresenta os programa radiofônicos “Cariri Encantado – Sonoridades”  e “Cariri Encantado-Protagistas”, patrocinado pelo CCBNB-Cariri em parceria com a Radio Sociedade Educadora do Cariri e produção da OCA-Officinas de Cultura Artes e produtos derivados, apresentados às quartas-feiras e sextas-feiras – entre duas e tres da tarde - pelas ondas sonoras da Rádio Educadora do Cariri, 1020 khz, com o tema: “ A nossa arte, a nossa música, a nossa terra nas ondas do rádio”.
OUTRAS AÇOES CULTURAIS RELEVANTES
Anos 80
Em 1987, com artistas organizados, funda a OCA- Officinas de Cultura, Artes & produtos derivados - que desenvolve projetos na área da música, teatro, literatura e artes-plásticas;
Anos 2000
Cria e mantém por dois anos o Espaço de Convivência Multicultural- NaveGarte, com Galeria de Arte, Bar-Café, Livraria e espaço para shows e eventos culturais diferenciados (2000-2002);
Cria e administra a revista eletrônica virtual CaririCult – Arte, Cultura e Idéias em Movimento (www.cariricult.blogspot.com), que agrega artistas de todas as artes, em especial a literatura. (a partir de 2006);
É selecionado pelo edital BNB de Cultura,  edição 2008,  com o projeto de  mini-curso de apreciação de Arte “O Protesto na Música Popular Brasileira (de 1964 em diante), de sua autoria, ministrado no CCBNB-Cariri (2009) e em Potengi (2010);
Como Assessor de Cultura e Comunicação da URCA, elaborou o projeto PALCO SONORO URCA/BNB – aprovado, que recebeu patrocínio do BNB e URCA – e que envolveu cerca de 100 artistas ( música, teatro, dança, poesia) que se apresentaram durante a ExpoCrato2010 (julho/2010);


Luiz Carlos Salatiel
JULHO 2011






cartum por LUPIN



PALCO SONORO URCA/BNB 2011, HOJE, SEXTA-FEIRA, na EXPOCRATO

O guitarrista mais "jovem -guarda" do território cariri - o querido Batista, vai debulhar sua guitarra no II PALCO SONORO URCA/BNB 2011.
A programação já começa às 15 horas com Reisado Mirim,  e continua:
-Tábua de Pirulito - Rock Pop pra criançada.
-Stênio Lima
-Dom Rasta
-Plataforma Vip
-Cantigar
-Godivas
-Liberdade & Raiz
-De Repente Blues
-Batista

Vamos todos ao melhor palco da ExpoCrato 2011! Quem viver Ouvirá!

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Palco Sonoro URCA-BNB na Expocrato

Programação de hoje, quinta-feira, 14/07

Calazans Callou, ontem 13/07 (Foto: Samuk)
O II Palco Sonoro URCA-BNB tem salvado a Expocrato no que diz respeito à programação musical alternativa protagonizada pelos artistas do Cariri. Talento e diversidade são as marcas do Palco. Tudo sob a ótica contemporânea de fazer cultura. Músicas boas. Público antenado. Integração de pessoas e experimentações. Ontem por exemplo, Ulisses Germano incorporou seu pífano e dupla de pandeiristas, invocando as raízes populares no frondoso som roqueiro de Calazans Callou e banda Trimurti. O sanfoneiro mirim Gilberto Neto deu uma palhinha na apresentação charmosa da também charmosa Jord Guedes. Até eu cantei, invadindo o palco de Calazans (Salatiel foi o culpado) e errando a letra de "Maria dos Santos", de Alceu e Don Tronxo (Eu fui o culpado)). Mas depois, muitos foram me encorajar com palavras carinhosas.

Então... Hoje a noite promete. Sempre a partir das 17 horas. E olha quem vai iluminar o palco. Os seguintes sóis:

17:00 - Cantigar

18:00 - Zabumbeiros Cariris

19:00 - Synkrasis

19:40 - Abidoral Jamacaru

20:00 - Ermano Moraes

20:40 - João Do Crato

21:00 - Ibbertson Nobre (com participação do baterista Demontiê Dellamone e do baixista Marcelo)

21:40 - Beatles Cover

Quem for, verá e ouvirá.

Palco Sonoro URCA-BNB

Carlos Rafael Dias
Especial para o Cariricult e Cariri Encantado

Terça-feira, 12 de julho de 2011. Terceiro dia de Expocrato e abertura do II Palco Sonoro URCA-BNB no Parque de Exposições Pedro Felício Cavalcante, Crato, Ceará, Brasil, Mundo. Cheguei por volta das 10 horas. Atrasadíssimo por conta da Renovação dos Sagrados Corações de Jesus e Maria lá em casa. Como acontece todos os anos neste dia, também em comemoração ao meu casamento com Fran. Salatiel, avisou-me Paulo Fuísca, estava irritadíssimo com a minha ausência. Fui logo enfrentar a fera. Não se deve protelar problemas. O som rolava alto e solto. Banda Trimurti, de Gravatá, Pernambuco, Trazida por Calazans Callou para também acompanhá-lo no seu show, no dia seguinte. Heavy progressivo. Pesado e, ao mesmo tempo, leve. Antes de me desculpar, Salatiel, mentor e coordenador do Palco, baixou a guarda. Acho que por conta do astral que irradiava. Boa parte da galera esperta e antenada estava lá. Fui logo atrás de um gorozinho. Orlando indicou-me a fonte. Cerveja de 600 ml por R$ 3,50. E supergelada. Comprava-se de três em três. Matemática lógica. Acho que sorvemos umas trinta e três. Calazans apareceu. Falou da banda e do show. Esbarrei em Marcos Lobisomem que me deu a boa nova: ia estrear sua nova banda logo mais. El Capone Tá Bebo. Apresentou seus músicos. Todos, pra mim, até ali, desconhecidos. Salatiel, ainda bem, antecipou. Disse que o guitarrista toca pra caralho. Fiquei pagando pra ver. Depois do Trimurti, tocou uma banda de uma galerinha muito boa. Pop Rock esperto. Eficiente. Quarto Estágio é o nome da banda. Ela mistura roquinhos leves com rap. Às vezes, surpreende com um hardcore. Legal. Comecei a balançar o pé em sinal de aprovação. Nem estava supondo o que iria acontecer em seguida. El Capone sobe ao palco. Salatiel me convida para dizer umas palavras no microfone. Gritei a velha senha de guerra: É roquienrrol na cabeça! A banda começa a tocar de improviso para equalizar o som. Senti firmeza. O guitarrista (seu nome é Aquiles e ele tem calcanhares fortes) manda ver com todos os dedos ao mesmo tempo na guitarra semiacústica verde que era de Marcos Lobisomem desde os tempos dos Pombos Urbanos. O batera bateu firme como que dizendo “aumenta que isso aí é roquienrrol!”. O Baixista, de cabelo rasta, acompanhava tranquilão. Marcos Lobisomem... Deixa pra lá. Marcos é Lobisomem e pronto. A banda tocou uma cinco músicas autorais. Entrou com um instrumental que lembra Hendrix nos seus melhores dias. O garotão guitarrista se responde. O batera lembra muito o mito Keith Moon. Até a acrobacia nas baquetas. Fiquei babando. Vi uma Supernova nascer. Mas ainda não tinha visto tudo. O garotão guitarrista de figura aquilina cantou. Pelamordedeus! Uma voz que lembra Serginho Dias no auge dos Mutantes progressivo. Mas ainda não tinha visto tudo. Salatiel avisou-me: a banda que fecharia a noite, Cariri Blues, é a banda paralela do guitarrista que agora, naquele momento, me enchia os olhos e ouvidos. E tocaria Luiz Gonzaga, aquele do Exu, mas que tinha um pesinho no sul dos Estados Unidos (Mississipi-Alabama). E tocou. Pra caralho.

O centenário de Juazeiro do Norte - Emerson Monteiro


Neste ano de 2011, o dia 22 de julho assinala 100 anos desde que Juazeiro mereceu sua autonomia municipal através da Lei n.º 1.028, quando recebeu a toponímia de Joaseiro, em homenagem à árvore típica da vegetação do semi-árido, sempre verde inclusive nas épocas mais tórridas.

Suas origens remontam ao vilarejo de Tabuleiro Grande, formado nas terras que pertenceram à sesmaria concedida no ano de 1703 ao capitão-mor Manuel Rodrigues Ariosa, de origem norterriograndense, depois havidas por famílias iniciais advindas de Sergipe, até chegar no brigadeiro Leandro Bezerra Monteiro e no neto, o sacerdote católico Pedro Ribeiro da Silva Monteiro. As terras se estendiam do município do Crato às cercanias da Serra de São Pedro. Nessa área da grande propriedade, no decorrer da década de 1820, o Padre Pedro Ribeiro edificaria casa grande, de taipa e telha, engenho, aviamento, senzala e capela.

Para a construção da capela dedicada à Nossa Senhora das Dores, o sacerdote e seu futuro capelão reuniria também esforços dos familiares, nela sendo celebrada missa no dia 15 de setembro de 1827 alusiva ao lançamento da pedra fundamental do templo.

Em 09 de setembro de 1833, quando Padre Pedro Ribeiro deixaria este mundo, a futura povoação juazeirense começava a despontar no crescimento. Somava duas ruas, a Rua Grande, hoje Padre Cícero, e a Rua dos Brejos, em traçado perpendicular; a capela, uma escola e 32 prédios com tetos apenas de palha.

Ordenado em 1870, no dia 11 de abril de 1872, o Padre Cícero Romão Batista fixaria residência no pequeno arruado. Afeito aos anseios das populações simples, desempenharia funções apostólicas voltadas ao conforto das almas sertanejas, cumprindo nisso a missão religiosa católica. Tempos depois, em 06 de março de 1889, dar-se-ia o fenômeno da hóstia transformada em sangue, na ocasião de ministrar a comunhão à Beata Maria de Araújo. A propagação do acontecimento pelos interiores nordestinos intensificaria o deslocamento de milhares de pessoas ao lugarejo, que ganharia impulso surpreendente e definitivo no desenvolvimento.

Já em dias do século XX, a 16 de agosto de 1907, circulara um boletim conclamando os cidadãos juazeirenses para reunião a ocorrer no dia 18 do mesmo mês, na residência do major Joaquim Bezerra de Menezes, descendente dos primeiros proprietários do lugar, visando organizar a emancipação política do território, livrando-o da administração do município do Crato, a quem obedecia. Isso, no entanto, deixaria de gerar efeitos práticos imediatos. Só adiante, devido ações encetadas por novas lideranças, de Padre Alencar Peixoto, Floro Bartolomeu da Costa, José Marrocos e outros, nas páginas do jornal O Rebate, essas ideias ganhariam corpo, galgando efetiva concretização em 22 de julho de 1911, quando da lei estadual que estabeleceu: “Art. 1.º - A povoação de Juazeiro, da comarca do Crato, é elevada à categoria de vila e sede de município, com a mesma denominação”.

Dividocracia

Artista Plástico George Macário inaugura Galeria de Artes de padrão Internacional em Crato

O renomado artista plástico Cratense George Macário, que é também Presidente da Fundação Cultural J. de Figueiredo Filho, inaugurou na noite de ontem ( 13 ) em Crato, uma galeria de artes, contendo mais de 50 dos seus melhores trabalhos em pintura e escultura.

George, que é filho do ex-prefeito Humberto Macário de Brito, desenvolveu o seu talento para a pintura durante a adolescência, porém resolveu seguir a carreira de advogado. Hoje, aos 40 anos de idade, após o incentivo de grandes mestres da pintura mundial como Bruno Pedrosa, com quem esteve recentemente em São paulo por ocasião de uma das maiores feiras de arte do planeta, além de muitos outros artistas, George volta a se dedicar à sua verdadeira paixão: As artes plásticas.

Possuidor de características bastante próprias que o diferenciam dos artistas que seguem a corrente principal, George lança-se de corpo e alma ao mundo do abstracionismo, sem perder ainda os traços do impressionismo e do desenho, que foram as suas primeiras tendências artísticas, quando realizou dezenas de trabalhos primorosos em "bico de pena". Hoje, amadurecido em sua arte, desenvolveu a excelência dos super talentosos, e a constante superação daqueles que buscam obter a perfeição naquilo que fazem. Combina formas estruturais exóticas que nos remetem aos páramos da arquitetura, bem como aborda temas abrangentes como as necessidades globais; Seus quadros refletem um mundo moderno caótico, os grandes temas da civilização, as inquietudes de um planeta à beira do colapso, a guerra, a fome, e a esperança humanas.

Um soberbo combinadores de matizes, seus quadros se caracterizam pela combinação de cores fortes e vibrantes, criteriosamente escolhidas para gerar obras de grande valor artístico e beleza, que tem sido elogiadas por críticos desde São Paulo à Austrália. De Londres à Veneza.

Assim é George Macário; Um artista talentoso que finalmente decidiu investir na sua própria arte, levando-a para brilhar nas grandes galerias do mundo, que afinal de contas, dentro daquilo que já executa, veio a tornar-se tanto a sua matéria-prima, de onde extrai o subsídio, quanto a sua meta final, enquanto artista que abrange o universo e as suas reentrâncias, numa arte que supera épocas e espaços; Um artista que podemos dizem sem medo de errar, que é verdadeiramente multidimensional.

A galeria foi inaugurada com a presença de amigos do mundo das artes, autoridades e familiares

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Mais de 50 trabalhos estão expostos na galeria, que abrirá todos os dias

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Destaque ao lado direito para a Secretária de Cultura, Danielle Esmeraldo, e o Antunes, curador do Museu de Arte Vicente Leite.

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George Macário posa ao lado de um dos seus recentes trabalhos

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O Prefeito Samuel Araripe e a Primeira-Dama Mônica Araripe também se fizeram presentes

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Na foto abaixo, a filha Luana Macário, e a primeira-dama Mônica Araripe

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Recebeu o apoio de outros artistas como Gabriella Federico e Jacques Bloc ( foto )

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Luana Macário

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O Artista e seu discurso de inauguração

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Recebe o apoio do pai, e agradece a Humberto Macário de Brito

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Na foto abaixo, Gabriella Federico e Dr. Cícero França

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Panorama da galeria

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Um encontro histórico: Prefeito Samuel Araripe e Ex-Prefeito Humberto Macário

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E finalmente a Foto da Família Macário de Brito, grande apoiadora do artista

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Reportagem e Fotos: Dihelson Mendonça

quarta-feira, 13 de julho de 2011

VANITAS VANITATUM!!!

terça-feira, 12 de julho de 2011

Dilma..."DECEPCIONA" - José Nilton Mariano Saraiva

Quem não lembra da sórdida e abjeta campanha da qual ela foi vítima às vésperas da última eleição presidencial ??? Como esquecer a profusão de afagos e “carinhosos” rótulos com os quais foi “distinguida” antes e ao longo do penoso processo sucessório: terrorista, mulher-macho, bandida, sapatão, homossexual, inexperiente, guerrilheira, pau mandado, lésbica, poste e por aí vai.
Movidos pelo sectarismo e intolerância, seus abusados detratores chegaram a vaticinar que, elegendo-a, o Brasil estaria abdicando do futuro, cavando a própria sepultura, rumando de encontro ao caos, assinando o próprio atestado de óbito (daí a necessidade de sangrá-la à exaustão e enterrá-la... preferencialmente viva).
E, no entanto, de nada adiantou tão intensa e infame campanha difamatória, já que a maioria da população brasileira houve por bem referendá-la nas urnas, dar-lhe um voto de confiança, sufragá-la sem medo, certamente que agradecida e confiante na indicação do seu “padrinho” político, aquele que tanto fez pelos menos favorecidos em seus oito anos de mandato – Lula da Silva - o maior presidente que o Brasil já teve. Assim, nada mais natural que a “goleada” acachapante e estrondosa nas urnas.
Agora, decorridos apenas seis meses da sua assunção ao “trono”, o “poste” DECEPCIONA ao mostrar que tem luz própria, que uma “presidenta” pode muito bem equiparar-se a um “presidente”, que uma mulher no comando não mete medo a ninguém, que já passou o tempo da fêmea adstringir-se às tarefas domésticas ou apenas servir de objeto sexual e, enfim, que é possuidora da “massa cinzenta” necessária a separar alhos de bugalhos, além de dotada do perfil técnico-executivo-gerencial necessário à empreitada.
Para tanto, nada melhor que começar cumprindo humildemente o que houvera prometido durante a acirrada campanha, qual seja, que o seu governo seria a “CONTINUIDADE” do governo Lula da Silva, em termos de priorização do “social”, de beneficiamento dos menos favorecidos, da opção pelos desafortunados, da busca incessante de catapultar da miséria milhões de irmãos (processo que já houvera sido iniciado pelo “padrinho”).
Para tanto, por qual razão não manter algumas peças que, reconhecidamente, “deram de conta do recado” na administração pretérita, em termos de eficiência administrativo-operacional ??? Por que não aceitar que o próprio antecessor, um homem experiente, ponderado e passado na casca do alho, o ajudasse na escolha e composição da equipe ministerial ??? E aí, a presidenta Dilma novamente DECEPCIONA seus algozes, ao exercitar e por em prática o que cumprira.
Só que (e isso é imprescindível de ser ressaltado), como o sistema político vigente no país sujeita o chefe do poder executivo a depender da tal “governabilidade”, há que se conviver (lamentável e obrigatoriamente), com uma briguenta, difícil, heterogênea e multifacetada coligação suprapartidária, onde os candidatos aos cargos de confiança são indicados pelos partidos componentes da base de sustentação do governo; e aí, não há como escapar às “surpresas desagradáveis” ou aos “desvios de conduta” oriundos e resultantes de um universo tão complexo.
Para tanto, há que se ter a necessária coragem de cortar na própria carne (quando preciso for) como forma de extirpar o mal pela raiz, mesmo e apesar do “prestígio” de algum deslumbrado que se tenha extasiado com o poder momentâneo. E aí, a presidenta Dilma de novo mostra toda a seriedade que a caracteriza e, mais uma vez DECEPCIONA aos “eternamente do contra”, ao apresentar o “bilhete azul” para figurões que atabalhoadamente meteram os pés pelas mãos, se perderam ao longo do caminho. Assim, as demissões de Antonio Palocci (uma indicação do próprio ex-presidente Lula da Silva) e Alfredo Nascimento (do PR) são exemplos vivos da determinação e objetividade que caracterizam a primeira mulher presidenta do Brasil. E haverá, sim, novas “baixas-substituições”, ao longo do seu mandato (podem apostar).
No mais, a presidenta Dilma DECEPCIONA (arre égua... de novo, outra vez, novamente) ao adotar e licitar as obras de ampliação e modernização dos aeroportos brasileiros sob o regime de “concessão” (ou cessão com “prazo determinado” pra devolução) e não o de “privatização” (entrega definitiva do patrimônio público, normalmente a preço de banana, como o fez o ex-presidente FHC, com o setor de telefonia). E no clímax da exploração do “pre-sal” não será diferente, pra desespero dos sectários e intolerantes que insistem em tentar confundir ou misturar tais conceitos e práticas (por má-fé, masturbação intelectual ou mesmo pura ignorância).
De sobra, ao momentaneamente deixar de lado o estilo “gerentona” e exercitar sua porção “ternurinha” (soft ou ligth), Dilma DECEPCIONA ao, propositadamente, inflar o ego do “príncipe dos sociólogos” (FHC) saudando-o de forma irônica na passagem dos seus 80 anos de idade (sinal de que a cada dia se credencia para integrar a equipe do “Instituto Butantã” - ambiente de cobras criadas – quando da política resolver afastar-se).
Por enquanto, a presidenta Dilma decepciona, decepciona, decepciona... (na visão "estrábica" dos seus mordazes críticos), enquanto o Brasil cresce, cresce, cresce... (na visão fria e realista dos números, de conhecimento do mundo todo).

Liberdade para mentir - Por Izaías Almada

Por Izaías Almada

"Naquilo que foi considerada a primeira crise política do governo Dilma Roussef, com o defenestramento de um ministro, muito se discutiu sobre moral e ética. Opiniões, as mais diversas e desencontradas, pipocaram por quase três semanas em jornais, revistas, televisões e boa parte da blogosfera.
Para uma sociedade que, pelo menos na aparência, se mostra paradoxalmente mais preocupada com a corrupção e ao mesmo tempo mais corrupta a cada dia que passa, ativa ou passivamente, não importa, a proporção do debate quase atingiu as raias do paroxismo.
Contudo, e não estamos apontando nenhuma novidade, no quesito corrupção, a volúpia acusatória tem pendido sempre mais para um lado da balança do que para outro, sendo o Partido dos Trabalhadores o alvo preferencial da mídia. Entende-se: é a luta pelo poder político, dirão muitos.
Não só, ouso dizer, é também a luta de classes. E é também o entendimento atual daquilo que muitos brasileiros conhecem ou mesmo aprenderam sobre o pensar e o fazer político. É provável que muitos até já se esqueceram, é verdade, seja pelo vazio de ideias e pela repressão causada pelo golpe de 64, seja pelo canto do cisne das políticas neoliberais dos anos 80/90 ou mesmo do emblemático desaparecimento da União Soviética, onde muitos acreditaram que uma ideologia e um modelo de organização econômico social haviam chegado ao fim.  
Lembrei-me, em meio a essas calorosas discussões sobre ética e moral, da leitura que fiz já há alguns bons anos de um livro intitulado “Marxismo e Moral”, de autoria do professor William Ash, norte americano que se mudou para a Inglaterra, cujo original foi publicado na Monthly Review Press em 1964 e editado no Brasil em 1965.  
O livro, de linguagem fluente e fácil, procura discutir os conceitos morais dentro das condições materiais em que vivemos em sociedade ou, em outras palavras, o que nos leva a emitir juízos de valores morais numa sociedade capitalista, por exemplo, como essa que nos é dado viver.  
Nos quatro longos capítulos em que procura sistematizar o seu pensamento, o autor faz referências a algumas obras e pensamentos de Marx, alguns dos quais nunca é demais lembrar. Por exemplo: “As ideias da classe dominante são, em qualquer época, as ideias predominantes”. Simples e cristalino. Só não entende quem não quer ou não se dá ao trabalho de pensar.  
Na atual situação política brasileira, a ética tem sido usada como arma de combate entre adversários políticos de quase todos os partidos, sem exceção, sendo que os representantes desses partidos, seja no âmbito federal, estadual ou mesmo municipal, em sua grande maioria, representam interesses em sua maior parte, da classe dominante, mesmo que seus programas partidários e sua militância, quando ela existe, apontem noutra direção.
  Contudo, nessa troca de acusações, muitas delas sem provas, o que tem vergonhosamente caracterizado uma quebra do princípio jurídico da inocência presumida, a quase totalidade da imprensa tem – sempre que pode – tentado fazer a balança pender para um dos lados.
Diz William Ash em sua obra acima citada: “Os moralistas que se identificam com uma classe que tenha desfrutado o poder e é ameaçada pelas bases têm uma compreensível tendência para ressaltar a obediência ou o dever como de primordial significação ética.” 
Como já surgem indícios aqui e ali de que se torna cada vez mais tênue a linha que divide situação e a oposição no Brasil atual, pelo menos essa que coloca de um lado partidos como o PT e o PMDB, e de outro legendas como o DEM, o PSDB e o PPS, começa haver um vácuo de representatividade no país. Pergunta-se: obediência a quem? Dever para com quem?
  A reforma política adquire cada vez mais importância e urgência, pois o poder político não admite o vácuo. Em momentos de indecisões, recuos ou mesmo de reflexões para novos avanços, há sempre alguém (grupos eu diria) que se aproveita para reconquistar ou manter posições conservadoras ou mesmo inibidoras de políticas econômicas menos ortodoxas. E nisso, contam com o apoio de uma imprensa que defende a sua liberdade ou a liberdade de opinião (a sua) sempre em proveito próprio ou de grupos a quem tradicionalmente se alia.
 E nesse jogo de interesses, as ideias predominantes continuam sendo as ideias da classe dominante, dos que detêm o poder econômico, porque a liberdade por esses defendida é a liberdade de continuarem no poder a qualquer custo, mesmo que para isso usem da chantagem, da mentira, dos fatos sem comprovação, da intriga.
 Diz William Ash, lembrando Marx mais uma vez: “A ‘livre empresa’, não é senão a liberdade de explorar o trabalho dos outros. Tal como a ‘liberdade de imprensa’ é a liberdade que os capitalistas têm de comprar jornais e jornalistas no interesse de criar uma opinião pública favorável à burguesia”. 
Palavras que ainda encontram ressonância nos dias em que vivemos. A burguesia brasileira, que se formou logo ao receber da Coroa portuguesa as capitanias hereditárias, até hoje não as devolveu. E continua a agir como se estivéssemos no século XIX.
Basta acompanhar o que acontece no setor agropecuário, onde a violência tem mão única. Quantos trabalhadores rurais foram assassinados no Brasil nos últimos anos? E quantos donos de terras? Ou acompanhar a vergonhosa defesa do crime de colarinho branco pelo poder judiciário. A justiça brasileira é uma justiça de classe. E quanto à mídia? O que dizer das inúmeras denúncias irresponsáveis ou matérias fabricadas, manipuladas, para servirem a interesses particulares e não aos interesses do país?
A liberdade de opinião e a liberdade de imprensa que se defende no Brasil, essas que continuam a favorecer umas tantas “famiglias”, trazem hipócrita e cinicamente escondidas em sua defesa um único e insofismável propósito: a liberdade para mentir."

Fonte: Escrevinhador