TRIPULANTES DESTA MESMA NAVE

domingo, 10 de maio de 2020

"FUÇA" EXPOSTA - José Nilton Mariano Saraiva


Quando todo o Brasil espera por uma resposta dura e objetiva das autoridades ditas competentes ante o sadismo e descalabro recorrentes do “traste” que está Presidente da República no trato da pandemia sanitária que atravessa o país, eis que os preguiçosos e prolixos presidentes da Câmara Federal e do Senado Federal optam por uma atitude absolutamente bizarra, frouxa e inócua - mandar "hastear a bandeira do Brasil a meio-pau", nas respectivas casas legislativas, em sinal de pesar pelo atingimento de 10.000 mortos no Brasil pelo coronavírus, em apenas dois meses (com tendência de aumento EXPONENCIAL nas próximas semanas, quando o ”pico” da crise for atingido).

Trata-se de atitude frouxa, bizarra e inócua porque sinalizadora que o “fora-da-lei” que está a comandar o país (secundado pelos desonestos filhos-numerais), estará livre, leve e solto para continuar sua farsa de “evangelização” desabrida dos abestados-fundamentalistas que o seguem, porquanto se contrapondo frontalmente ao “receituário” prescrito (isolamento social) não só pelo seu próprio Ministério da Saúde, mas, também, pelos principais líderes mundiais que vivenciaram dias atrás os horrores que fatalmente nos atingirá mui proximamente.      

Pois bem, ao invés de tentarem esclarecer seus pares nas respectivas casas sobre a necessidade premente de se dar um basta nas tresloucadas e insanas atitudes do cavalo-batizado que comanda o Executivo, via votação e aprovação urgente do processo de “impeachment”, ficam essas duas obesas figuras com conversa mole, idiotices e  lengalengas improdutivos, tal qual o de  “hastear a bandeira a meio pau”, como se isso fosse resolver alguma coisa ou sequer sensibilizar o “traste” a mudar de atitude.

Fato é que o oponente já mostrou (desde o começo, aliás) que, em razão do seu despreparo latente (moral e intelectual) só lhe resta a alternativa de confrontar pela via da força, jogar sujo e sem escrúpulos contra aqueles que se lhe anteponham e, enfim, que não está minimamente disposto a ceder nas suas loucuras e extravagâncias existenciais.

A resposta, então, terá que ser séria, dura e pesada, só que com a vantagem de escudada na lei. E para tanto, já tramitam na Câmara Federal mais de trinta (30) pedidos de abertura de “impeachment”, com razões às mais variadas, tantas e tantas foram as transgressões cometidas pelo “meliante”.

Agora, é só ter a coragem e – se não for pedir muito – um mínimo de “dignidade”, de colocar em votação, pela TV, ao vivo e a cores para todo o Brasil e num dia de domingo, com a consequente exposição dos votos dos “nobres” deputados.

Veremos, então, se com a “fuça” exposta na TV, os adeptos do “bandidão” terão a mesma valentia que apresentam entre quatro paredes, principalmente no quadro pandêmico que atravessamos.

É pagar pra ver.



sexta-feira, 8 de maio de 2020

O "CHURRASCÃO MACABRO" - José Nilton Mariano Saraiva


O “regabofe” (churrascão) que o “traste” patrocinará amanhã (09.05.20), para os seus iguais (genocidas) na residência oficial, terá duas retumbantes comemorações, tão distintas quanto nefastas: 

01) o “BRINDE” ao macabro atingimento de 10.000 (dez mil) mortes de brasileiros atingidos pelo letal coronavírus (em menos de dois meses), com tendência de aumento geométrico daqui pra frente, já que a orientação “governamental-oficial” é que ninguém respeite o tal “isolamento social” e todos voltem às ruas para confraternizar efusivamente, independentemente dos males daí advindos (na verdade, a sugestão confessada pelo “traste”, sem o mínimo de escrúpulo, é que pelo menos 70% da população se contamine logo, e aí não mais haveria quem ser contaminado (para gáudio do economistazinho de quinta categoria, Paulo Guedes, o mentor intelectual de tudo isso, mas que manda no governo); e  


02) a previsível cooptação, vapt-vupt, do presidente do Superior Tribunal de Justiça, João Otávio Noronha, que suspendeu as decisões judiciais (mais de uma, frise-se) que obrigavam o “traste” a entregar os resultados dos exames de coronavírus, (previsto para as próximas 48 horas), sob o hipócrita argumento de que... “o governo já prestou informações sobre a saúde do presidente em RELATÓRIO MÉDICO, o que atenderia ao interesse público” (mas, a determinação judicial não foi para que fossem mostrados os “EXAMES” e não “RELATÓRIOS”, Excelência ???).Quer nos fazer de ABESTADOS.


Agora, aqui pra nós, alguém tem alguma dúvida que esse também canalha, presidente do Superior Tribunal de Justiça, recebeu a promessa (tal qual a feita ao Moro) de que será guindado pelo “traste” a ministro do Supremo Tribunal Federal em troca de tal decisão, se o argumento fajuta colar ???


No mais (e como deve caber recurso), se o tal Supremo Tribunal Federal não obstar tal imoralidade (já que com ascendência ao Superior Tribunal de Justiça), nos restará a certeza de que todo esse hercúleo esforço dispendido pela “QUADRILHA DO PLANALTO” para impedir a divulgação dos exames do “traste” será a COMPROVAÇÃO DEFINITIVA que ele foi infectado, sim, e contaminou muita gente, a posteriori, sendo passível das penalidades previstas (afastamento, impedimento ou impeachment).





"SUPREMO" ou "ÍNFIMO" ??? - José Nilton Mariano Saraiva


Vergonha (profunda e sincera) de, como brasileiro, assistir àquela que seria a “Corte Maior” do país (Supremo Tribunal Federal) abater-se, acoelhar-se, vergar-se, dobrar-se e, enfim, permitir-se usar por uma família de comprovados marginais (os Bolsonaros), como está a ocorrer.

Afinal, em qualquer nação do mundo, independentemente do viés político-ideológico, determinação judicial não se discute, cumpre-se, principalmente se em jogo está o interesse público, o interesse do país.

Por aqui, o “palhaço” que está Presidente da República (assessorado pelos “filhos-numerais” meliantes) não tá nem aí para cumprir a determinação daquela Corte a fim que sejam disponibilizados os comprobatórios exames a que foi submetido no sentido de comprovar se foi ou não infectado pelo coronavírus, já que todos da comitiva o foram (o prazo dado já esvaiu-se e nenhuma resposta foi dada).

Pelo contrário, a ordem parece ser a de frescar, de contrariar, de provocar celeuma, nem que para tanto obrigue as instituições do governo (no caso a Advocacia Geral da União, paga por todos nós) a se contorcer acrobaticamente para procrastinar desde sempre a resposta verdadeira (até porque caracterizado estaria o - CRIME DE RESPONSABILIDADE, com efeito doloso – com a consequente penalidade).

De sobra, e confirmando seu desprezo não só com aquela Corte, mas, principalmente, para com a Organização Mundial da Saúde e líderes de todo o mundo, anuncia o “traste” que no fim de semana patrocinará um lauto churrasco para amigos, na residência oficial, cujo objetivo implícito será o de “desmoralizar de vez” a tese do “distanciamento social” (e o povão se “phodendo”, já que cresce dia-a-dia e geometricamente o número de mortos – já são 700/dia).

No “Supremo”, silêncio sepulcral sobre.

Num segundo momento, procedimento análogo: instado a enviar àquela Suprema Corte (suprema ???) o vídeo com áudio de uma reunião realizada em Palácio, onde perdeu as estribeiras ao afirmar apoplético a sua intenção de interferir no comando da Polícia Federal (nem que para tanto fosse preciso demitir o próprio ministro responsável), o “traste”, de novo, outra vez, novamente faz pouco caso, ao recusar-se peremptoriamente a obedecer tal determinação, ao tempo em que sugere enviar um “vídeo editado e legendado” produzido pela própria equipe (ou seja, depois de livrar-se das “falas comprometedoras” teríamos, então - tam, tam, tam -  os “melhores momentos” do Bozo).

Já foi dito aqui que... “aos inimigos não se mandam flores, mas, sim, bananas... de dinamite (preferencialmente acionadas por controle remoto, à distância)”. 

Será que já não estaria da hora de “pagar pra ver” e “jogar pesado” com tais bandidos (cumprir a lei), ao invés de ficar “amolecendo” e fazendo cara de paisagem ??? Já não estaria na hora do tal SUPREMO Tribunal Federal HONRAR  a denominação que lhe foi dada quando criado ??? Ou não fará nenhuma questão de continuar “ÍNFIMO”, como atualmente o é ???


quinta-feira, 7 de maio de 2020

"COM O 'SUPREMO', COM TUDO" - José Nilton Mariano Saraiva

“Canalha”, “patife” e “mentiroso” foram as palavras com as quais o canalha, patife e mentiroso que atualmente está Presidente da República brindou o jornal Folha de São Paulo, em razão de não concordar com a veiculação de certa matéria a respeito do seu (des)governo. 

Fato é que, depois de quase 30 anos como integrante do “baixo clero” da Câmara Federal (aquele lúgubre e malcheiroso ambiente onde o “normal” é o recebimento de generosas propinas em troca do voto), com produtividade “zero”, Bolsonaro parece ter incorporado a máxima de que “o ataque é a melhor defesa”, principalmente se tem como oponentes personagens covardes e omissos.

Aprendeu, por exemplo (principalmente com o modus operandi do juizeco de primeira instância, Sérgio Moro), que pode muito bem defecar sobre/e estuprar diuturnamente a nossa Carta Maior (Constituição Federal) sem que o tal “guardião” da própria, o Supremo Tribunal Federal, esboce qualquer reação, com receio da reação popular (ou não foi isso que aconteceu durante todo o período da “farsa” conhecida como Lava Jato, operação considerada “excepcional” e, pois, merecedora de “tratamento excepcional” – ou inconstitucional, mas com chancela do Supremo Tribunal Federal ???).

Assim, agora, que por uma “trapaça do destino” está Presidente da República, desafiar acintosamente (ameaçando-os) o Poder Judiciário (via Supremo Tribunal Federal) e o Poder Legislativo (via presidentes da Câmara Federal e do Senado) na certeza de que não será importunado, parece constituir-se simples e divertido “joguete” de videogame no seu dia a dia (a falta de respeito é tanta, que vive a distribuir “bananas”, a torto e a direito).

É inadmissível, por exemplo:

01) que Bolsonaro se negue a entregar os exames comprobatórios se foi ou não infectado pelo mortal coronavírus e que continue a confraternizar/abraçar/beijar/cumprimentar simpatizantes (presumivelmente contaminando-os) sem que atenda a determinação do Supremo Tribunal Federal no sentido de provar que não mentiu quando afirmou não ter sido contaminado (difícil de acreditar, tendo em vista que todos os demais integrantes da comitiva o foram).
Afinal, se “positivados” tais exames (que metade do mundo e a outra banda presumem que sim), e mesmo sabendo disso negou-se contínua e obsessivamente a mostrar o resultado, implícito está que incorreu em grave “CRIME DE RESPONSABILIDADE” (com aspecto doloso) e, portanto, deveria ser afastado imediatamente da função que está a exercer; e

02) que, usando holofotes possantes, se debrucem sobre o “porquê” de Bolsonaro ter “exigido” do seu então Ministro da Justiça que a Superintendência da Polícia Federal, do Rio de Janeiro, lhe fosse entregue (“MORO, VOCÊ TEM 27 SUPERINTENDÊNCIAS, EU QUERO APENAS UMA, A DO RIO DE JANEIRO”) porquanto os fatos estão a demonstrar:

a) a atuação de uma poderosa quadrilha comandada pelo hoje célebre Queiroz (amigo de anos dos Bolsonaros e ligado ao tal “escritório do crime”, formado por milicianos-assassinos de alta periculosidade); b) que Queiroz era o arrecadador das “rachadinhas” no gabinete de Flávio Bolsonaro; c) que Queiroz era o depositante fiel de vultosas quantias na conta-corrente de Michelle Bolsonaro; d) que esse mesmo Queiroz possivelmente teria sido o intermediário na contratação do pistoleiro Ronald Lessa, assassino confesso da inimiga política dos Bolsonaros, Marielle Franco.

Fácil concluir, e só as EXCELÊNCIAS do Supremo Tribunal Federal parecem amenizar a questão, que a entrega da Superintendência da Polícia Federal do Rio, aos Bolsonaros, visa “deixar o campo livre” para que Queiroz e milicianos continuem a delinquir impunemente, revertendo o produto aos Bolsonaros (no mais, não esquecer o porto de Itaguaí, lá mesmo no Rio de Janeiro, onde o tráfico de drogas corre solto, possivelmente com a participação do mesmo “imprendível” Queiroz).

Ou será que o Supremo Tribunal Federal acredita que todos nós, mortais-comuns (já que eles são “Excelências”), somos uns babacas covardes, inofensivos e analfabetos, temerosos de suas togas), já que quase ninguém se manifesta sobre ???

Portanto, até que provem o contrário, certo estava o mafioso Romero Jucá, quando afirmou com contundência, que o golpe seria “COM O ‘SUPREMO’, COM TUDO”.

Vão encarar, “EXCELÊNCIAS” ???






terça-feira, 5 de maio de 2020

"MORO, VOCÊ TEM 27 SUPERINTENDÊNCIAS, EU QUERO APENAS UMA, A DO RIO DE JANEIRO" - José Nilton Mariano Saraiva

“MORO, VOCÊ TEM 27 SUPERINTENDÊNCIAS, EU QUERO APENAS UMA, A DO RIO DE JANEIRO”.

Tudo bem que o Rio de Janeiro é a eterna “cidade maravilhosa”; que o Rio de Janeiro tem encantos mil; que o Rio de Janeiro foi um presente da natureza para os brasileiros; que o Rio de Janeiro tem o Maracanã, o Pão de Açúcar, o Corcovado, Ipanema, São Conrado e Copacabana; que no Rio de Janeiro as mulheres são de uma beleza inigualável; que o Rio de Janeiro tem o metro quadrado mais valorizado do Brasil; que o Rio de Janeiro não tem similar em todo o mundo; enfim, que o Rio de Janeiro orgulha o Brasil.

Mas, o Rio de Janeiro também tem as maiores e mais violentas favelas do país; no Rio de Janeiro reside o clã Bolsonaro, família de mafiosos que de há muito se locupleta com o dinheiro público; o Rio de Janeiro também tem grupos de “milicianos” de alta periculosidade, ligados aos Bolsonaros; no Rio de Janeiro vive escondido o “intocável” e “imprendível” Queiroz, que por ser amigo da família Bolsonaro, manda e  desmanda, faz e desfaz, sem que ninguém consiga lhe pôr as mãos; o Rio de Janeiro também tem as famosas “rachadinhas” de um tal Flávio Bolsonaro; no Rio de Janeiro mora uma tal Michelle Bolsonaro, que acostumou-se a receber generosos e magnânimos depósitos em sua conta corrente feitos pelo amigo Queiroz; o Rio de Janeiro é a terra de Marielle Franco e também do seu assassino Ronald Lessa que, coincidentemente, reside no mesmo condomínio onde reside um tal Jair Bolsonaro, hoje Presidente da República; e, enfim, no Rio de Janeiro tem uma certa Superintendência da Polícia Federal, comum às grandes cidades.

Pois bem, “tímido e modesto”, o senhor Jair Bolsonaro, na condição de Presidente da República, em conversa com o seu então Ministro da Justiça, Sérgio Moro (outro crápula), lhe fez um “inocente, cândido e inofensivo” pedido:  

“MORO, VOCÊ TEM 27 SUPERINTENDÊNCIAS, EU QUERO APENAS UMA, A DO RIO DE JANEIRO”.

A pergunta que se impõe é: por qual razão Bolsonaro quer APENAS a Superintendência do Rio de Janeiro, se detém 
poder para mandar em todas elas ??? É modéstia ou fastio ???

Elementar, meu caro Watson.

Portanto, não é possível que depois dessa os poderes Judiciário e Legislativo não tomem a providência que todos aguardam: o impedimento, afastamento ou impeachmet de tão deplorável figura, antes que acabe com o Brasil.

"UM GENERAL SEM TROPAS NÃO PASSA DE UM VELHO FANTASIADO DE MEDALHAS" - José Nilton Mariano Saraiva

Produto de uma “fraquejada” (segundo a covarde declaração do pai na inadmissível tentativa de justificar o nascimento de uma filha mulher após a chegada de quatro homens), não deve ser nada fácil a vida da filha menor do “canalha” que está Presidente da República.
E se havia alguma dúvida sobre, dissiparam-se de vez quando vimos a coitada (sem máscara) sendo literalmente “arrastada” por ele, pelo braço (e não segurando na mão) durante a violenta manifestação (por ele convocada) do último fim de semana, em Brasília, numa patética e condenável tentativa de mostrar “unidade familiar” (como se ela entendesse a razão de estar ali ou o que estava acontecendo no entorno).
Eis que, no clímax da manifestação, ao usar da palavra o “traste” fez questão de radicalizar ao extremo ao afrontar os demais poderes da república (Legislativo e Judiciário), num recado curto e grosso, típico de ditadores sanguinários: não aceitará que, a partir de agora, suas decisões, atitudes e métodos sejam contestados ou questionados.
Referia-se, certamente, ao fato de um dos ministros do Supremo Tribunal Federal (Alexandre de Moraes) ter barrado a investidura de um dos seus “bandidos de estimação” no comando da Polícia Federal, já que com o evidente e precípuo objetivo de obstacular o aprofundamento das investigações sobre um dos seus filhos bandidos (da afronta à ação: expedito, dia seguinte um outro lambe-botas assumiu o posto e, sem qualquer constrangimento,mudou a Superintendência do Rio de Janeiro, onde Flávio Bolsonaro, aquele das “rachadinhas”, está enrolado em falcatruas mil).
Resta, agora, saber se os integrantes desses dois poderes, à frente os respectivos presidentes (os frouxos e prejuiçosos Dias Toffoli e Rodrigo Maia), continuarão com essa frescura de minimizar ou por panos quentes nas ameaças desse cafajeste sem escrúpulos, sem se importar com os covardes e anacrônicos milicos de pijama à sua retaguarda.
Afinal, como bem o disse aquele reconhecido e tarimbado expert….. “UM GENERAL SEM TROPAS NÃO PASSA DE UM VELHO FANTASIADO DE MEDALHAS”.



sábado, 2 de maio de 2020

A "MENTIRA(ZONA)" - José Nilton Mariano Saraiva

Como comprovado restou que todos os integrantes da comitiva presidencial voltaram contaminados pelo "coronavírus" da recente viagem empreendida à matriz (Estados Unidos), bem que o próprio Presidente da República poderia acabar com a suspeita de que também o fora, ao disponibilizar ou autorizar a divulgação do “seu” exame.

E, no entanto, o que se assiste é o esforço descomunal do próprio em evitar que haja qualquer divulgação a respeito, como que a temer que a sua declaração de “negatividade” de referido exame não passa de um embuste, já que a “positividade” se sobreporia de pronto (a Advocacia Geral da União soltou uma nota ridícula, a respeito).  

Ao leigo (ou à manada “bovina” que o acompanha), poderia parecer arrematada tolice, ou vulgar “mentirazinha”, sem maiores consequências e, portanto, não passível de tanta divulgação e questionamento. E, no entanto, existe algo por demais sério em tal comportamento irresponsável do “coiso”.

É que, confirmando-se o “contágio” e a posterior atitude do próprio em confraternizar, abraçar, apertar e mão e beijar os circundantes (portanto, em atitude dolosa, já que com conhecimento das graves consequências de), estaria, sim, sobejamente caracterizado, o “crime de responsabilidade”, sujeitando o infrator às penalidades da lei. No caso, sem maiores esforços, ao próprio “impeachment”, em razão de uma “mentira(zona)”.

Para tanto, no entanto (sem trocadilho), seria preciso que o Supremo Tribunal Federal, de uma vez por todas, se se dispusesse a pôr um fim nisso tudo, EXIGINDO, com rigor, do laboratório responsável, um posicionamento definitivo sobre a questão.

Principalmente agora que o TRF 3, de São Paulo (a troco mesmo de que, por favor ???), numa atitude pra lá de suspeita, decidiu suspender a obrigação do “traste” de apresentar referidos exames.

Ô falta de seriedade.


quinta-feira, 30 de abril de 2020

"BANANAS" - Jose Nilton Mariano Saraiva


Séculos atrás, o velho e sábio filósofo “Branxu” já pregava aos seus discípulos: “aos inimigos não se mandam flores, mas, sim, bananas... de dinamite (preferencialmente acionadas à distância, via controle remoto).

A reflexão tem a ver e nos remete de pronto à excessiva brandura e diplomacia com as quais o Supremo Tribunal Federal brinda a “coisa” que está Presidente da República que, em solenidades públicas “mete o pau” em integrantes daquela corte para, em seguida, em particular, pedir desculpas e desdizer o que houvera dito minutos antes (ou seja, para a sua cambada de simpatizantes ruge tal qual um leão em fúria, para, a seguir, miar como um gatinho abandonado). .

Agora mesmo, quando de volta de uma viagem internacional foi inquirido judicialmente por uma juíza federal a apresentar exames comprobatórios sobre uma possível contaminação pelo “coronavírus” (já que todos os integrantes da comitiva presidencial foram infectados) o “malandro” OBRIGA (afinal “eu é que mando”) a Advocacia Geral da União a laconicamente emitir uma banal nota garantindo que não o fora (ou seja, ele e a  mulher foram os únicos com os quais o danado do vírus “não simpatizou nem um pouco”).

Num segundo momento, pressionado com um pouco mais rigor a apresentar os “exames” e não “notinhas”, eis que o “traste”  já admite que “talvez, talvez”  (sic) tenha sido (infectado), mas que “não senti nada”.

Não seria essa a hora do Supremo Tribunal Federal entrar de vez na jogada e EXIGIR, sem maiores tergiversações, já que de interesse público, que os exames sejam mostrados incontinenti ???

Afinal, se tinha consciência que era mesmo portador do vírus (como a exibição dos exames poderá indicar) e circulou, abraçou, cumprimentou e beijou dezenas de pessoas, claro que incorreu em grave “crime de responsabilidade” (além de transgressões outras) agindo até dolosamente (ou seja, com intenção de).

Comprovada tal cafajestice por parte de alguém que mentiu despudoradamente em benefício próprio, muitas seriam as opções (judiciais ou legislativas), a saber: afastamento, impedimento, cassação do mandato, impeachment (e por que não, cadeia, preferencialmente na companhia dos traquinos “meninos” ???).  



ESSE TAL "DNA" - José Nilton Mariano Saraiva


Se algum dia, algum desavisado, por algum motivo, teve algum resquício de dúvida sobre a veracidade contida nesse tal DNA (podem acreditar que existe, sim), o clã Bolsonaro (contrariando todas as expectativas), se presta a tirar tais dúvidas, de letra, ao nos fornecer a verdade cristalina: realmente, os tais “filhos-numerais” (01, 02 e 03), obedecem à mesma linhagem do 00, o pai.

Carregam no sangue e no caráter, hereditariamente, o gene do ódio, da desonestidade, da vingança, da devassidão, da falta de respeito, da desumanidade e, enfim, do desprezo pelo ser humano, como se fossem alienígenas cuja função primordial no planeta Terra seria a de exterminar de vez com a raça humana.

Só assim se pode entender o “porquê” de, pegando “carona” no “corona”, se neguem (os “atletas” Bolsonaros) a socorrer as “pessoas normais” no terrível enfrentamento ao vírus, porquanto estimulando-as a, sem maiores preocupações,  saírem às ruas, se confraternizarem, se aglomerarem, a circularem e se contaminarem nas “latas de sardinhas” (transporte público) que as transportam pra cima e pra baixo,  no pressuposto, eminentemente nazista, de que “um dia todos nós vamos morrer mesmo” (palavras do infectado 00, o pai). A propósito, cadê mesmo o exame que ia sair em 24 horas ???

Enquanto isso – e fazendo de conta que absolutamente nada de mais grave está a acontecer no seu entorno – o patriarca (chefe da gangue) empreende luta intestina na tentativa de “blindar” as traquinagens patrocinadas pelos “meninos” (01, 02 e 03) através da nomeação de mafiosos da mesma laia, em postos chaves do serviço público (Polícia Federal e Ministério da Justiça, por exemplo), nem que isso implique em afrontar os demais, e desmoralizados, poderes da república (judiciário e legislativo).

Até quando, porra ???

     

terça-feira, 28 de abril de 2020

UM "ESTRANHO NO NINHO" - José Nilton Mariano Saraiva


O “desequilibrado” que está Presidente da República já deu provas sobejas de ser um “estranho no ninho” no exercício da função que está a exercer, daí a “carrada” de pedidos de “impeachment” protocolados na Câmara dos Deputados (atualmente são quase 30, ultrapassando a apocalíptica era Collor de Mello), todos motivados por cabeludas irregularidades verificadas em pouco mais de um ano de (des)governo.

Tanto é que agora, ante mais uma inadmissível “barbaridade” perpetrada (tentativa de interferir diretamente na Polícia Federal, visando blindar as “travessuras” do filho meliante), foi o próprio Procurador da República Armando Aras (por ele indicado) que não teve alternativa senão solicitar ao Supremo Tribunal Federal a competente instauração de inquérito, o qual contempla nada menos que oito (08) potenciais irregularidades: falsidade ideológica, coação, advocacia administrativa, prevaricação, obstrução de justiça, corrupção passiva privilegiada, denunciação caluniosa e crime contra a honra.

Ainda bem que a autorização para tal desiderato (robusta e consistente) já foi concedida “vapt-vupt” pelo ministro Celso de Melo, do Supremo Tribunal Federal (aleluia, aleluia, aleluia), porquanto, se tivermos que esperar pelo andamento dos processos de “impeachment” por iniciativa do conivente, gorducho e preguiçoso presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, provavelmente chegaremos a ver o mar secar, galinha criar dentes ou o elefante voar.

A não ser que a iniciativa do decano do Supremo Tribunal Federal tenha o condão (quem dera) de chacoalhar com os brios dos convenientes, medrosos e coniventes integrantes da cúpula do Poder Legislativo (Câmara e Senado), impingindo-lhes um mínimo de coragem e responsabilidade em momento de tamanha envergadura.

Enfim, e antes que o Brasil seja inviabilizado de vez, urge que por aqui seja implementada a nascente “lei dos 03 is” (impedimento, afastamento ou impeachment) a fim que nos livremos dessa anomalia (mais conhecida por Bozo). 





segunda-feira, 27 de abril de 2020

A HORA É AGORA - José Nilton Mariano Saraiva


Em razão da covardia e omissão dos seus atuais membros (e isso tem que ser repetido sempre e sempre para que não caia no esquecimento, mesmo que encha o saco de alguns descompromissados com o destino do  nosso país), nos últimos anos o Supremo Tribunal Federal caiu em descrédito total junto a boa parte da população brasileira.

Principalmente a partir do instante em que permitiu a um limitado, desonesto e sofrível juizeco de primeira instância, sediado em Curitiba-PA, estuprar diuturnamente a Constituição Federal objetivando (e conseguindo) interferir decisivamente em uma eleição presidencial, através do impedimento ilegal do então candidato líder das pesquisas (Lula da Silva).

A consequência, terrível e lamentável para a nação, aí está: uma família de despreparados e abusados milicianos (pai e 03 filhos) atuando em conjunto, sim senhor, escrachando e avacalhando com a instituição Presidência da República.

Mas eis que, de uma briga fraticida entre dois dos principais membros da equipe palaciana (Presidente da República e Ministro da Justiça), quando a roupa suja foi lavada às escancaras, aquilo que metade do mundo e a outra banda sabiam, de repente veio a público: a sujeira descomunal no seio do governo, com atitudes e atos desabonadores que nos remetem ao filme O Poderoso Chefão (traição, roubos, assassinatos, jogo sujo, desonestidade e por aí vai).

Em razão do inesperado imbróglio ter como protagonistas dois pesos-pesados do núcleo governamental (presidente e ministro) a alçada para resolvê-lo passa, necessariamente, pelo Supremo Tribunal Federal.

É a oportunidade ímpar para que, ante à sociedade, aquela suprema corte se redima de vez da pífia e vergonhosa atuação dos últimos anos, tendo em vista que os graves e incontestáveis crimes elencados contemplam e apontam para um possível impedimento ou afastamento do atual e nefasto Presidente da República.

Portanto, a bola da vez está com as “Excelências” do Supremo Tribunal Federal. Agindo honestamente e com celeridade (livrando o Brasil do caos), certamente terão o reconhecimento de toda a população brasileira; se, entretanto, permanecerem omissos e covardes, entrarão para a história como corresponsáveis pelo descalabro que já estamos a vivenciar.

A hora é agora, sem maiores tergiversações.

  



sábado, 25 de abril de 2020

"DOIS BICUDOS NÃO SE BEIJAM" - José Nilton Mariano Saraiva


Sérgio Moro e Jair Bolsonaro se equivalem, são farinha do mesmo saco, canalhas potenciais e confessos infratores da lei (cada um a seu modo), tanto que comandam as respectivas quadrilhas.

Moro, em Curitiba, na companhia da “elite” do judiciário paranaense, conforme ficou cabalmente demonstrado durante a tal operação Lava Jato, quando tentou sorrateiramente se apossar de vultosas quantias (dinheiro sujo) proveniente da Petrobras e Odebrecht (algo em torno de nove bilhões de reais), objetivando criar uma “fundação”, a ser gerida pela República de Curitiba, sem a ninguém prestar contas. A coisa só “melou” a partir do momento em que o site Intercept Brasil descobriu e noticiou a excrescência (e se alguém tem alguma dúvida, é só atentar para o corajoso depoimento de Gilmar Mendes, a respeito de).

Além do que, como mero juiz de primeira instância, o juizeco de Curitiba sempre ultrapassou os limites legais/constitucionais (conforme declaração de uma das procuradoras que com ele trabalhou) a fim de atingir seus objetivos nem sempre republicanos (vide a condenação e prisão, sem provas, do ex-presidente Lula da Silva, com a complacência, criminosa, do Supremo Tribunal Federal).

Já Bolsonaro, oriundo do Rio de Janeiro, sempre manteve estreito e contínuo contato com a “nata” da milícia carioca, daí sua “eterna” permanência na Câmara dos Deputados (quase 30 anos como integrante do baixo clero, em Brasília) período que aproveitou para introduzir os herdeiros (cognominados pelo próprio por 01, 02 e 03) na rendosa atividade politica (Senador, Deputado Federal e Vereador). Para o povo, nenhum projeto, nenhum benefício, nenhuma satisfação.

Como dedicados e “bons alunos”, os filhos absorveram com facilidade as lições mafiosas do pai, tanto que hoje praticamente lhe ditam o que deve ou não deve ser feito ou declarado (a ascendência é total), enquanto tratam de solidificar os laços com os abusados milicianos (vide o caso do sumido e “IMPRENDÍVEL” Queiroz).

Eis que, surpreendentemente eleito Presidente da República (graças principalmente à mafiosa e desonesta atuação de Sérgio Moro, na Lava Jato) Bolsonaro, agradecido, o convoca para compor o governo, entregando-lhe o emblemático Ministério da Justiça.

E aí, “a porca torceu o rabo”, É que, atuando como braço direito do Ministério da Justiça, à Polícia Federal compete confrontar a marginalidade. E, em o fazendo com honestidade, provavelmente confrontar-se-ia com Queiroz e os arrogantes filhos de Bolsonaro.

Na tentativa de blindar a quadrilha, o paizão Bolsonaro afasta o Diretor Geral, da PF, colocado por Moro, sem lhe dar maiores satisfações.

Fato é que, com os respectivos “egos” inflados pelo poder transitório, era previsível que, ao conviverem num ambiente mesmo que corporativo, em algum momento as diferenças viriam à tona.

E aconteceu.

Sérgio Moro, sentindo-se traído, sem avisar o chefe e valendo-se da condição de - ainda ministro -, convoca uma coletiva televisiva onde abre o jogo e expõe toda a sujeira e canalhice do gabinete presidencial (e as acusações são gravíssimas, passíveis até de afastar Bolsonaro, se o Supremo Tribunal Federal e o Congresso Nacional resolverem mostrar um mínimo de dignidade).

Em represália, secundado por um dos filhos e diversos ministros, Bolsonaro acusa o golpe e responde na mesma moeda: em coletiva na TV, literalmente “depena” Sérgio Moro, ao revelar detalhes de uma relação hipócrita entre dois canalhas.

Materializa-se a máxima: dois bicudos não se beijam.

O estranho de tudo isso é que, após a “lavagem de roupa suja” entre dois confessos mafiosos, alguns desavisados (com a ajuda da Rede Globo) tentam transformar o ex-juizeco de Curitiba em herói nacional, em razão de ter batido de frente com um seu igual.

Em perspectiva, entretanto, Sérgio Moro, que já houvera abdicado de mais de 20 anos na magistratura (sem chance de retorno) para compor o governo Bolsonaro, acaba de perder a vaga no Supremo Tribunal Federal (seu objeto de desejo) que lhe houvera sido prometida pelo próprio e, assim, terá que “recomeçar” do zero ou por algum “favor” de algum desses políticos mafiosos (via concursal, ele jamais será coisa alguma, já que mostrou tratar-se de um incompetente).

Já Bolsonaro, se houver seriedade e compromisso com a nação por parte do Judiciário, além de ser catapultado da Presidência da República deverá enfrentar uma série de processos que poderão levá-lo à prisão, provavelmente em companhia dos 01, 02 e 03 (dificilmente terá coragem de suicidar-se, como desejam alguns).

Na verdade, Moro e Bolsonaro não passam de dois desqualificados que falta alguma farão se desaparecerem.

Assim, que se “phodam”, para o bem de todos e felicidade geral da nação.

















quinta-feira, 23 de abril de 2020

"MEMÓRIA CURTA" - José Nilton Mariano Saraiva


Que falta faz uma imprensa séria e vigilante.

Dias atrás (e não faz muito tempo), ante os microfones e às câmaras da vida, ao ser inquirido por um dos jornalistas sobre a possibilidade do dólar atingir os R$ 5,00 – já que a escalada crescente e contínua prometia isso – o senhor Paulo Guedes foi de uma sinceridade franciscana (ao tempo que, paradoxalmente, contundente e taxativa): SÓ SE FIZERMOS ALGUMA BESTEIRA”.

Pois bem, já a algum tempo a moeda americana ultrapassou os R$ 5,00 (hoje chegou ao R$ 5,41 e a tendência é de crescimento) e nenhum daqueles inquiridores do ex-famoso   “posto ypiranga” do Bolsonaro (e atual ministro) se lembrou de perguntar-lhe qual teria sido a “besteira” que ele e equipe teriam cometido e qual a extensão da própria.

A verdade é que, confiando na “MEMÓRIA CURTA” do povo, o senhor Paulo Guedes não parece nem um pouco preocupado com o reflexo da subida do dólar no cotidiano da “arraia miúda/povo” que, afinal, é quem paga o pato, já que muitos dos produtos do dia-a-dia, (pão, remédios, diesel, biscoitos, macarrão, combustível e por aí vai), se vinculam diretamente à moeda norte-americana.

Egresso e até outro dia partícipe ativo do “mercado” (onde fez fortuna em pouco tempo e para onde certamente voltará, após dizimar com a pobreza no Brasil, como o fez quando esteve a serviço da ditadura chilena anos atrás) a preocupação maior do referido senhor é “blindar” seus integrantes e garantir-lhes os sempre polpudos ganhos especulativos (extensivos a ele, já que certamente dispõe de um “laranja” a representá-lo).

Claro que tudo isso tem a ver com a falta de uma imprensa séria e vigilante, mas que, se se dispusesse a assumir uma outra  postura (ainda tá em tempo), bem que poderia indagar-lhe “candidamente”: mas, ministro, qual foi mesmo a “besteira” que o senhor cometeu para que atingíssemos tal descalabro ???    



terça-feira, 21 de abril de 2020

"SINGELA" REFLEXÃO - José Nilton Mariano Saraiva



Desde tempos imemoriais temos expressado, em textos nos mais diversos blogs para os quais colaboramos, que a “esculhambação” jurídica que vivenciamos de um certo tempo até aqui deve ser creditada à frouxidão e covardia dos integrantes do tal Supremo Tribunal Federal.

E que, como consequência e na esteira disso, podemos extrair uma constatação óbvia: ao contrário do que afirmam políticos e autoridades outras, faz bastante tempo, sim, que as “instituições” brasileiras NÃO funcionam normalmente.

Basta lembrar que, comandando uma quadrilha de alta periculosidade, um juizeco de primeira instância, lotado em Curitiba, foi useiro e vezeiro em passar por cima da nossa Carta Maior, sem que o “guardião da constituição” (Supremo Tribunal Federal) tenha tomado qualquer providência ou expressado qualquer desconforto.

Pelo contrário, durante um bom tempo aquela corte literalmente chancelou “in totum” todos os abusos e cabeludas arbitrariedades praticadas pela gangue curitibana, conforme reconheceu peremptoriamente (só que depois e quando a vaca já tinha ido pro brejo), um dos seus integrantes, Gilmar Mendes:

É um grande vexame e participamos disso. Somos cúmplices dessa gente. Homologamos delação. É altamente constrangedor. Todos nós que participamos disso temos que dizer: nós falhamos: a República de Curitiba nada tem de republicana, era uma ditadura completa. Assumiram o papel de imperadores absolutos. Gente com uma mente muito obscura, gente ordinária. Se achavam soberamos. Gente sem nenhuma maturidade, Corrupta na expressão do termo. Violaram o Código de Processo Penal” (ipsis litteris).

A “singela” reflexão é só pra lembrar que não deveria se constituir surpresa o ocorrido ontem (19.04.20), quando o miliciano que está Presidente da República pessoalmente conduziu sua horda de fanáticos-fundamentalistas-abestados em manifestações desrespeitosas e antidemocráticas, exigindo o fechamento não só do Congresso Nacional, mas, também, do Supremo Tribunal Federal e, de quebra, a volta dos milicos ao poder.

A propósito, antes de ir ao encontro dos seus, no agora famoso “ninho da serpente” o “traste” que está Presidente da República reuniu-se e traçou planos com a sua quadrilha particular-familiar: Eduardo “bananinha” Bolsonaro, Flávio “rachadinha” Bolsonaro e Carlos “bonequinha” Bolsonaro, coincidentemente filhos e ativos conselheiros. Donde podemos supor que todo o script foi ali traçado antecipadamente, como o faz qualquer quadrilha minimamente organizada (tanto, que sequer esqueceram de filmar tudo e disponibilizar na internet).

Agora, o difícil de entender, depois de tão graves ocorrências, de tão explicita manifestação de golpismo, é a “conversa mole”, o “faz-de-conta”, as “babaquices” daqueles que poderiam enquadrar o meliante e comparsas, e que ficam a repetir com eloquência e numa toada só, que “as instituições estão funcionando” (como a querer esconder o óbvio ululante: neste momento o Estado Democrático de Direito corre sérios riscos).

Tanto NÃO funcionam que chegamos onde chegamos: um presidente de um país, em plena via pública, provocando, estimulando e incitando sem nenhum constrangimento, seus seguidores a partirem para o confronto com o Supremo Tribunal Federal e o Congresso Nacional, ferindo de morte o processo democrático.

Claro que a nossa “rainha da Inglaterra” (o Bozo) se espelha no modus operandi daquele juizeco de primeira instância que pintou e bordou, fez e desfez e cansou de estuprar nosso texto constitucional (lá em Curitiba), sem que o Supremo Tribunal Federal haja encetado qualquer reprovação a tal comportamento. Afinal, deve ter confidenciado o Bozo aos seus botões, se um simplório juiz de piso fez e não foi sequer repreendido, por qual razão eu, o Presidente da República, não posso fazê-lo ??? Pois fez e até agora nada lhe aconteceu.

E o cinismo, falta de vergonha e pudor são tantos, que, dia seguinte, mesmo após as TVs de todo o mundo repercutirem imagem e áudio da “antessala do golpe” (em plena via pública), o canalha-mór vem a público para afirmar que não disse aquilo, que, ao contrário, tem imenso respeito pelas instituições (Supremo e Congresso).

Tal descalabro exige definições imediatas por quem de direito (Judiciário e Legislativo). No horizonte, duas são as saídas a serem adotadas: 01) na área jurídica, o Supremo Tribunal Federal “acordar” do marasmo e covardia em que vive e, com base nas inúmeras ilegalidades cometidas, AFASTAR ou INTERDITAR para o exercício da presidência da república o seu atual e desequilibrado ocupante; 02) no âmbito legislativo, “botar pra andar”, com urgência, os diversos pedidos de abertura do competente processo de IMPEACHMENT, já que motivos não faltam.

De uma coisa tenhamos certeza: devido ao momento delicado e por demais crítico que atravessamos, urge uma tomada de posição definitiva das autoridades competentes, antes que os improdutivos e asquerosos milicos de pijama nos propiciem o caos.

Fora o Bozo e seus filhos milicianos (a cadeia os aguarda).