TRIPULANTES DESTA MESMA NAVE

sábado, 13 de junho de 2020

CADA HOMEM TEM SEU PREÇO ??? - José Nilton Mariano Saraiva

Impossível olvidar que foi através da operação Vaza Jato, capitaneada pelo jornalista Glenn Greenwald, que o mundo todo tomou onhecimento que a tal Operação Lava Jato, comandada pelo juizeco de primeira nstância, Sérgio Moro, era (ou foi), na realidade, uma fraude grotesca e escomunal, porquanto claramente seletiva e com objetivo definido: impedir que ex-presidente Lula da Silva retornasse aclamado pelo povo à Presidência da República.
Que, se tivéssemos um Poder Judiciário sério e isento, e não essa merda que está aí, a essa hora Sérgio Moro deveria se achar preso e incomunicável, tantas foram as cabeludas irregularidades por ele perpetradas no decurso de tal operação, claramente ao arrepio do texto constitucional (se bem que ficou desmoralizado, a partir de então).
Portanto, muito devemos ao jornalista Glenn Greenwald por nos mostrar que o Sérgio Moro não passa de um canalha, uma figura desprezível, um bandido em potencial.
Uma nódoa, no entanto, mancha o trabalho jornalístico do Glenn: após revelar que apenas dez por cento do material sobre as safadezas da Lava Jato houvera sido divulgado, e que ainda teria cerca de 2.000 áudios e vídeos por divulgar (de coisas extremamente comprometedoras), de repente se abateu um silêncio sepulcral da Vaza Jato, sobre.
Como sói acontecer, as especulações são as mais variadas; assim, num primeiro momento, teria ele “levado uma prensa” descomunal da Polícia Federal e milícias bolsonarianas, inclusive com ameaças à família e, receoso, recuara, já que a própria “república” estaria em jogo (papo furado); ou que teria sido regiamente “recompensado” no sentido de “esquecer“ de vez o restante da história (cada homem tem seu preço ???).
Fato é que, como não houve qualquer esclarecimento sobre, a frustração pintou no pedaço e os admiradores do valente Glenn foram levados a imaginar que teria “amarelado” ou, pior, se deixado cooptar “mercantilmente”.
Será que algum dia saberemos a verdade ???


terça-feira, 9 de junho de 2020

ALÉM DE MORTOS... "EXTERMINADOS" - José Nilton Mariano Saraiva


Definitivamente, nas academias militares já não se formam “generais” como em priscas eras. E então, quando um desses generais é deslocado do seu “habitat” natural (a caserna) para o exercício de alguma função gerencial em algum órgão ou Instituição governamental (por exemplo), preparemo-nos porque a tendência é surgir muita “bordoada” dai pra frente.
A reflexão tem ver com a estapafúrdia decisão do “general” que responde interinamente pelo Ministério da Saúde do governo, (um tal Pazuello) que, por “não guardar a mínima intimidade” com nada que diga respeito à saúde, aceitou atender à sugestão do primeiro amigo do “Bozo“ (o desonesto empresário Luciano Hang, vulgarmente conhecido como o “véi da Havan”), no sentido de, num passe de mágica, fazer sumir, de repente e sem qualquer justificativa, uma significativa parcela de mortos pelo coronavírus, objetivando claramente “emagrecer” ou “desnutrir” a estatística sobre o “estrago” produzido por essas bandas.
É que o “deus Bozo” (em conluio com o dito cujo) já houvera decidido, monocraticamente, que no “SEU” Brasil o número de vítimas pelo Covid 19 não poderia nunca, jamais, em hipótese alguma (por cima de pau e pedra, chovendo ou fazendo sol) ultrapassar a 1.000 óbitos diários, devido à repercussão negativa para o seu governo e, portanto, necessário que, “além de mortos fossem sumariamente exterminados”.
Dessa forma, numa falta de transferência assustadora, o mapa diário sobre a evolução da doença foi criminosamente adulterado, omitindo-se informações básicas que impedem acompanhar os efeitos da pandemia, assim como de se ter um norte para a tomada efetiva das providências atinentes.
A coisa foi tão imoral e escabrosa, que o Ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, literalmente resolveu “intervir”, visando por ordem na casa, ao ordenar que a metodologia antes utilizada (com a demonstração do quadro epidemiológico completo) seja reposta de pronto (ou seja, “casos” e “mortos” em 24 horas, que vinham sendo omitidos, deverão voltar à planilha diária do Ministério da Saúde).
Sensibilizados, os além de mortos… exterminados”, agradecem por esse ato de fé e caridade cristã.







domingo, 7 de junho de 2020

ALEXANDRE, O "BREVE" - José Nilton Mariano Saraiva


Quando chegou pra assumir a Presidência do BNB, ao ser entrevistado e questionado sobre seu “padrinho político” (infelizmente o BNB tornou-se uma “moeda de troca” de significativo valor para mafiosos políticos), Alexandre Borges Cabral arrogantemente arrotou que não tinha padrinho, que sua escolha teria sido técnica e, enfim, deu a entender que ele, como funcionário de carreira da instituição, ali estava por “meritocracia”, como uma espécie de salvador da pátria.

No entanto, a contradição logo se deu, quando, pressionado, “escorregou na maionese” ao confirmar que ao licenciar-se do BNB para assumir a presidência da Casa da Moeda, fora indicado por Roberto Jefferson e, agora, seu retorno à Instituição originária (BNB) teria sido avalizada por Valdemar Costa Neto (embora não conhecesse ambos, afirmou).

Ora, todos sabemos que Roberto Jefferson e Valdemar Costa Neto representam o “suprassumo” da desonestidade, da marginalidade, da corrupção, da afronta às leis (tanto que já foram condenados num passado não tão distante, embora estejam livres) e, pois, quem a eles se vincula há de beijar-lhes a mão e prometer-lhes algo em troca (mesmo que seja algum cargo importante).

Fato é que, nem se sentou na cadeira (menos de 24 horas) e Alexandre Borges Cabral já foi defenestrado por suspeita de “corrupção grossa” no emprego anterior (Casa da Moeda), em operações irregulares de espantosos dois bilhões de reais e das quais teria se beneficiado (se verdade ou não saberemos ao final).

Assim, ao contrário de “Alexandre, o Grande”, o longevo rei da Macedônia que reinou por longa data, e teve sua trajetória retratada em épicos filmes na telona (cinema), aqui temos o nosso  “Alexandre, o Breve”, que bem poderia ser o protagonista principal daquele famoso filme de antigamente, e que nos deixou muitas saudades: “A volta dos que não foram” (por enquanto, ficou conhecido nacionalmente ao aparecer nos principais telejornais do país, em horário nobre).

A dúvida é: a fotografia de “Alexandre, o Breve”, terá lugar na seleta galeria de ex-presidentes do BNB, já que não teve tempo de nada realizar  ???  


sábado, 6 de junho de 2020

"GOLPE DE MESTRE" NO MESTRE DOS GOLPES - José Nilton Mariano Saraiva

Tendo à retaguarda a assessoria dos “filhos-numerais” (01, 02 e 03) o “00-pai” tem feito os maiores desatinos desde o instante em que ganhou visibilidade e notoriedade ao assumir a Presidência da República (de forma fraudulenta).

Quem não lembra do praticado dias atrás (e denunciado pelo ex-ministro Mandetta) que consistia em, sem qualquer consulta aos técnicos-especialistas, mudar por conta própria a bula brasileira do medicamento “cloroquina”, fazendo incluir em seu texto a recomendação para uso (inapropriado e criminoso) no combate ao coronavírus ???

Para tanto, antes e preventivamente mobilizou "vapt-vupt" a área médica do exército encarregada da produção de remédios para uso doméstico, autorizando-a a quintuplicar a fabricação mensal do medicamento, na perspectiva de um uso intensivo e massivo após a adulteração da bula. Como o Mandetta “se mandou” (ou foi mandado embora) fica a dúvida se alteraram “na marra” a tal bula.

E aqui é que o golpe se materializaria: é que a matéria-prima a ser usada na sua produção procede da exótica e distante Índia e, no meio do caminho (conforme comprovado), uma série de não tão republicanas manobras “maromba” o seu valor final. Quem se beneficiaria do “golpe indiano” ???

Já na sensível área da “comunicação”, nessa semana mais um golpe foi perpetrado pelo “coiso”: é que, certamente influenciado pela prole-bandida (01, 02 e 03), o “protocolo” de divulgação dos trágicos, assustadores e macabros dados do coronavírus, que normalmente era disponibilizado pela Ministério da Saúde às 19;00 horas (portanto em tempo hábil para serem divulgados nos principais telejornais do país), foi repentinamente mudado para as 22;00 horas, impedindo a população de tomar conhecimento da evolução da mortandade, no mesmo dia. Ou seja, “transparência” já era, mandou lembranças.

Mas, aí, deu-se o “GOLPE DE MESTRE” NO MESTRE DOS GOLPES.

Como o “coiso” houvera afirmado enfaticamente que tal medida visava, sim, esvaziar o principal telejornal do país (o Jornal Nacional, que queiramos ou não é ainda o mais visto e influente) na hora em que os dados foram divulgados pelo (des)governo, coincidentemente durante a exibição da tradicional e sempre prestigiada novela das 21;00 horas (certamente que de maior audiência que o próprio Jornal Nacional) a TV-Globo a interrompeu bruscamente, a fim que o titular do JN, Willian Bonner, anunciasse em “plantão-extraordinário” (que sempre desperta muita atenção e causa suspense) os novos números do coronavírus brasileiro.

Ou seja, muito mais gente tomou conhecimento dos dados do coronavírus no mesmo dia, e o “coiso“ ficou com a “broxa na mão”, literalmente desmoralizado, além de merecidamente acusado de falta de transparência. Quebrou a cara, mais uma vez.

Trata-se de um pangaré.    



sexta-feira, 5 de junho de 2020

Freud explica Floyd


“obedecer cegamente deixa cego
crescemos somente na ousadia
só quando transgrido alguma ordem
o futuro se torna respirável”
Mário Benedetti


                            George Floyd  era um negro norte-americano de quarenta e seis anos. Um gigante de quase dois metros de altura  fora até  atleta de basquetebol. Morava em Minneapolis, uma cidade do localizada no Norte dos Estados Unidos. Trabalhava, até recentemente,  como segurança de um restaurante,  até perder o emprego por conta da pandemia de Covid-19. No dia 25 de maio, último, Floyd foi preso sob suspeita de tentar passar uma nota falsa de vinte dólares, em uma lanchonete. Reagiu, pacificamente , à prisão. Mesmo assim, algemado, jogado ao chão, no meio da rua,  foi contido por três policiais, um deles agarrou-lhe as pernas, um outro ajoelhou-se sobre seu peito e Derek Chauvin, um tira com antecedentes violentos, apertou o joelho sobre o pescoço de Floyd, impedindo-o de respirar. Mesmo sob protesto dos passantes, não pararam o processo de assassinato público, a sangue frio, até o desfalecimento total e à morte. Desesperado, Floyd, no limite das suas forças,  contorcia-se e gritou aquelas que seriam suas últimas palavras:
                            --- I Can’t Breathe ! ( Eu não posso respirar!)
                           
O tratamento que recebeu não lhe era desconhecido. Nascera no Texas, no Sul, antro da discriminação racial mais sórdida dos Estados Unidos. Tinha uma convivência íntima com o racismo nas suas mais amplas formas. O homicídio , filmado por transeuntes, espalhou-se como rastilho de pólvora. De repente, os EUA se viram conflagrados por manifestações e quebra-quebras nas suas mais sinistras formas. Isso em plena pandemia do Coronavírus, desobedecendo a todas as determinações de isolamento social. Os protestos se espalhariam, depois, mundo afora e envolveriam não só os movimentos negros, mas pessoas das mais diversas etnias, irmanados numa causa única.  Desde 1968,  não se via tamanha fúria. Chegaram até a sojigar o presidente Trump, na Casa Branca, que precisou, preventivamente, ser escondido em um bunker.  E o : “Eu não posso Respirar !” , tornou-se um grito tribal.
                            A súplica de Floyd bateu forte no inconsciente coletivo, quando vivemos tempos tão pouco oxigenados. Presas , claustrofóbicas , mascarados , pessoas na vastidão do planeta, buscam o ar que lhes parece faltar. Nas UTI´s , espalhadas por múltiplos países, pacientes bradam a toda hora, sem respiradores disponíveis, o grito de Floyd: “Eu não posso respirar!” Os animais da Amazônia, nas queimadas incontáveis,  agora estatais e oficializadas, suplicam, em meio à fumaça: “Eu não posso respirar!”. No Brasil, em meio à Teo-freno-agro-casernocracia, onde os mínimos valores de humanidade  passam a ser espúrios, quando a morte no atacado, a dor , o luto beiram o asco da normalidade,  buscamos o fôlego como asmáticos em crise : “Eu não posso Respirar!” Nas favelas, nos grotões esquecidos da nação, famílias desamparadas, amontoadas, famintas, sem renda, sem saneamento mínimo, expostas a todos os riscos de pestes, tentam abrir as janelas dos casebres: “Elas não podem respirar!” Os profissionais de saúde, cativos nas suas máscaras e EPI´s, buscam o fôlego a todo custo, sem poder encher o peito de oxigênio. Até mesmo nosso planeta, em meio à emissão catastrófica de gás carbônico, se pudesse, esbravejaria lá de cima: “Eu não posso respirar!”
                            Talvez, por isso mesmo, o brado tribal de Floyd ganhou caixa de ressonância na população. Quando o mundo saiu à rua para os protestos, o fazia, sim, em nome de Floyd e do seu assassinato indecoroso, mas, no íntimo, todos carregam consigo, também, sua falta de ar, a asma destes tempos tão sombrios e tenebrosos. Freud explica um pouco Floyd. O sufocamento nos ensina lições de oxigenação e da luta por tempos mais generosos, altruísticos e respiráveis.

Crato, 05/06/20
  


quinta-feira, 4 de junho de 2020

ESSE "SOFRIDO BRASILEIRO" - José Nilton Mariano Saraiva

De uma coisa o “coiso” que está Presidente da República (o Bozo) pode ter absoluta e inconteste certeza (assim como dois e dois somam quatro): independentemente de alguma longínqua ou suposta desconfiança de algum possível maldoso adversário (político ou não) sobre se algum dia teria sido vítima de uma suposta traição e, em consequência, algum dos filhos pudesse ser enquadrado como “suposto”, categoricamente afirmamos e reafirmamos que isso não procede, não tem o menor cabimento, é mera figura retórica de uma imaginação fértil: os seus três “filhos-numerais” (01, 02 e 03) saíram à sua imagem e semelhança, são legítimos, genuínos, têm pedigree-humano (raça puro/puro sangue), tanto que herdaram muitas das “qualidades” do pai e, portanto, se constituem prova inconteste da infalibilidade e prevalência do tal DNA. Portanto, “bola preta” para aqueles supostos desconfiados e “bola branquíssima” para o Bozo. Ele merece, tem méritos.


O tal filho 01 (Flávio “rachadinha” Bolsonaro), por exemplo, hoje Senador da República, mostra ter sido um bom aluno e, não decepcionando ao professor, aprendido “pari-passu” a engenhosa arte de reverter ou fazer voltar ao próprio bolso parte do salário pago aos seus funcionários de gabinete (modus operandi adotado pelo pai no gabinete de Brasília).

Por tratar-se de uma “melindrosa” e “arriscada” operação, à qual convencionou-se chamar “rachadinha”, contava com o apoio de um “especialista” no mister, o motorista Queiroz, figura enigmática, porquanto, mesmo residindo no Rio de Janeiro e tendo endereço conhecido, a nossa sempre briosa e eficiente Polícia Federal não consegue localizar e prender, por mais hercúleo esforço que faça.


Já o filho 02 (Carlos “esquentadinho” Bolsonaro, também conhecido por Carluxo), parece ser o “preferido” do papai (o Bozo) tanto que, mesmo eleito vereador no Rio de Janeiro, é detentor de um amplo espaço em pleno Palácio do Planalto, em Brasília (“Gabinete do Ódio”, anexo ao do pai), de onde, junto a uma equipe de mafiosos, vive a “disparar facks news” raivosas para todo o Brasil, denegrindo gregos e troianos que não rezem pela mesma cartilha do pai. Não esquecer, que durante a recente campanha do paizão, usou e abusou de tal procedimento, direto do Rio de Janeiro, tanto que:

01) após eleito, o pai chegou a afirmar publicamente, de forma peremptória e definitiva, ter sido ele (Carluxo) um dos principais responsáveis por sua vitória (assim como o comandante-geral do exército, general Villas Boas) em razão da eficiência do “esquema virtual” arquitetado;

02) que, em função de denúncias consistentes sobre tal procedimento mafioso, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, não teve saída que não instaurar o competente inquérito sobre, o qual está em andamento e poderá redundar na cassação da chapa eleita (se não houver retrocesso), tão grave foram os procedimentos adotados (já confirmados); e

03) que (segundo comentários da mídia), o último contato do matador da vereadora Marielle Franco, Ronnie Lessa, minutos antes de perpetrar o crime, foi exatamente com Carluxo, nas dependências/condomínio onde os dois residem, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.


O filho 03, Eduardo “bananinha” Bolsonaro (recebeu tão carinhosa alcunha do Vice-Presidente Hamilton Mourão), hoje Deputado Federal por São Paulo, se caracteriza pela arrogância, orgulho e prepotência no trato com as pessoas, e predominantemente, funciona como o “conspirador-mór” e porta-voz da família, tanto que já afirmou publicamente que... “para fechar o Supremo Tribunal Federal bastaria um cabo e um soldado” e, mais recentemente, sobre a perspectiva de eclosão de um golpe por parte do pai, para se manter no poder, que… “não se discute SE haverá, mas, sim, QUANDO se dará”.


Alfim, associamo-nos publicamente, em gênero, número e grau, a um questionamento (abaixo, ipsis litteris) que nos foi encaminhado por um apreensivo colega, de Fortaleza, à busca de resposta:

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“Mariano,
A ocupação de espaço no palácio do planalto pelo carluxo não é ilegal?
Afinal ele não tem cargo no governo federal e usa recursos da união.
Não seria o caso de entrar com uma ação para proibir ?”
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Alô, Polícia Federal, como aquietar (tranquilizar, sossegar, apaziguar, dissipar) esse sofrido brasileiro ???




domingo, 31 de maio de 2020

A "FACE OCULTA" - José Nilton Mariano Saraiva


Neste grave e delicado momento em que, através de “editoriais” contundentes e alertas esclarecedores à sociedade, os principais periódicos “direitistas” do país (Folha, O Globo, Estadão, Zero Hora e por aí vai) assim como o mais influente canal televisivo (TV Globo), foram literalmente “forçados” pela dinâmica dos fatos a reconhecer que o candidato que decisivamente apoiaram e ajudaram a eleger na última eleição presidencial (o Bozo) não passa de um “blefe” oceânico, autêntica “farsa” amazônica, porquanto comprovadamente despreparado para a função, além de envolvido com milícias de alta periculosidade (e aí Polícia Federal, cadê o Queiroz ???), não tem sentido ficarmos passivos e inertes à retórica belicista, às ameaças e provocações, às chantagens e arrotos de um bando de generais aposentados (e com sede de poder), e que foram estrategicamente distribuídos em seu entorno exatamente para “assustar” a todos e especialmente ao exército de arrependidos que o sufragaram (na verdade, tudo está a indicar que a nova posição da mídia aponta para uma “reviravolta” iminente).
Fato é que esses poucos meses de exercício do ex-capitão do exército (o Bozo) no comando da nação serviram, num primeiro momento, para demonstrar sua absoluta incompetência e despreparo e, após, para nos mostrar a “face oculta” dos fardados.
E o que se vê é que os generais por ele convocados para assessorá-lo não passam de adeptos desbragados de um mercenarismo vulgar, e sem maiores compromissos com a nação propriamente e nem com o Estado Democrático de Direito, tão duramente conquistado (e o exemplo maior nos é dado pelo próprio ex-comandante geral do exército, general Villas Bôas que, mesmo acometido pela terrível e degenerativa Esclerose Lateral Amiotrófica-ELA, que o impede até de caminhar, ainda assim e deixando de lado qualquer escrúpulo, deu um jeito de arranjar uma “boquinha” remunerada no governo do Bozo, além de, vergonhosamente, incluir uma das filhas no “pacote”).
A propósito, não custa lembrar que, já depois de eleito, em uma solenidade palaciana veiculada pela TV, o Bozo, dirigindo-se ao ainda comandante do exército, lembrou-lhe que estava ali (como presidente da república) graças a ele, e que jamais iria esquecer isso, levaria para o túmulo.
Mas, retomando o fio da meada, o fato é que, intimamente, referidos generais devem saber e ter consciência plena que os tempos são outros, que não há mais espaço para marchas militares provocativas e ameaçadoras, tendo em vista o Brasil ter se tornado visível demais e adquirido respeitabilidade internacional (a partir do governo Lula da Silva) e, principalmente, que aqueles que poderiam (numa improvável prática) operacionalizar um pretenso golpe (a arraia-miúda do exército) mui provavelmente não aderiria a um projeto de enfrentamento que só beneficiaria os “milicos graduados”.
Assim, a hora é de engrossar as fileiras e estimular o “renascer” do quarto poder (a mídia), manifestando-nos onde e quando pudermos contra o governo do Bozo, sempre na lembrança de que fomos vítimas de uma eleição tanto atípica quanto fraudulenta, mas que ainda há tempo para que se processem as necessárias correções.
Antes tarde do que nunca, partindo-se do pressuposto que “cão que ladra não morde”.
É pagar pra ver.



sábado, 30 de maio de 2020

"BROXADA" ESPETACULAR - José Nilton Mariano Saraiva


Faz tempo, muito tempo, tempo imemorial, que o Supremo Tribunal Federal praticamente abdicou, por covardia ou (terá sido ???) deplorável conivência e conveniência dos seus integrantes, de exercer seu honroso papel de “guardião” de nossa Carta Maior, conforme lhe é determinado legalmente.




E o pior é que, numa hora por demais substantiva, “broxou” espetacularmente ante um provinciano e limitado juizeco de primeira instância (Sérgio Moro), ao chancelar todas as absurdas arbitrariedades por ele perpetradas (hoje reconhecidas como tal) ao longo da tal Operação Lava Jato, que findaram, alfim, por interferir decisivamente numa eleição presidencial, desaguando no quadro atual, qual seja, a eleição de um miliciano abusado e analfabeto para presidente da república.



E se alguém ainda tem qualquer resquício de dúvida sobre o papel deplorável e criminoso do Supremo no transcurso, basta atentar para a (outrora) inimaginável e bombástica “confissão-reconhecimento” de um dos seus mais destacados integrantes, o falastrão e prolixo ministro Gilmar Mendes que, ao cortar na própria carne, foi de uma contundência inusual (ipsis litteris):


É um grande vexame e participamos disso. SOMOS CÚMPLICES DESSA GENTE. Homologamos delação. É altamente constrangedor. Todos nós que participamos disso temos de dizer: nós falhamos. (...) A República de Curitiba nada tem de republicana, era uma ditadura completa. Assumiram papel de imperadores absolutos. Gente com uma mente muito obscura, gente ordinária. Se achavam soberanos. Gente sem nenhuma maturidade, Corrupta na expressão do termo. Violaram o Código de Processo Penal”.


A reflexão tem muito a ver com o quadro atual, quando o Supremo Tribunal Federal vivencia um diuturno, bombástico e avassalador processo de desgaste, inclusive com alguns “iluminados” advogando pelo seu fechamento imediato ou até sua extinção. E no comando de tais ameaças e manifestações, ninguém menos que o “troglodita” que está Presidente da República, com o aval dos “generais de pijama” que lhe dão uma aparente sustentação (e tendo como caixa de ressonância os abusados “filhos-numerais”. já merecedores de um “cascudo”).


Fato é que a situação chegou a um estágio tal que não há mais espaço para retrocessos ou tergiversações; agora, ou o Supremo Tribunal Federal se afirma de vez como poder garantidor do legalmente constituído, fazendo-se respeitar (exigindo o cumprimento das suas determinações), ou o miliciano e seus generais-babaquaras implantam de vez um regime ditatorial.


E a iminente ameaça de golpe já foi verbalizada via TV pelo “filho-numeral 02” (Eduardo “bananinha” Bolsonaro) que, arrogantemente, declarou: “a questão não é SE (vai haver golpe) mas, sim, QUANDO será” (é bom que não olvidemos que essa mesma figura já houvera sugerido, lá atrás, que bastaria “um cabo e um soldado” para fechar o Supremo).


As cartas estão na mesa. Nós, os longevos, que já passamos por uma ditadura braba, sabemos quão traumático foi aquele negro período, daí a torcida para que o Supremo Tribunal Federal deixe de lado a frouxidão, leniência e covardia que tem adotado nesses últimos anos, “peitando” a perigosa quadrilha que se instalou no Palácio do Planalto.


Instrumental legal pra isso possui: a Constituição Federal. É só aplicá-la, sem ligar para os arroubos e caras feias de generais frouxos e desdentados (até porque, “generais sem tropa não passam de velhos rancorosos enfeitados de medalhas”).


Pra começar, e mostrar a milicianos e babaquaras que não teme as ameaças oriundas do lado de lá, por qual razão não mandar “PRENDER” o “filho-numeral 02” por prática de uma miscelânea de delitos (terrorismo explícito ao anunciar um golpe via concessão governamental, sugestão de fechamento do próprio Supremo, e por aí vai).

É chegada a hora do embate final.


sábado, 23 de maio de 2020

O "CABARÉ" DO PLANALTO - José Nilton Mariano Saraiva

No Crato d’outrora (entre as décadas 1960/1970) afora os sofríveis periféricos, dois “cabarés” (ou zonas/puteiros) se destacavam: o da Maria Alice e o da Glorinha.

No da “Maria Alice”, encravado num local não muito seguro (a localidade conhecida por “gesso”), a coisa era um tanto quanto "misturada", tanto em termos de frequentadores (clientes) como no tocante à “mercadoria” disponibilizada (mulheres, da região) e, em razão disso, vez por outra surgiam acirradas refregas passionais  (aquele lance em que o “bonitão” da noite anterior (que se julgava o “tal”)  perdia o rebolado ao ver sua “diva” nos braços de um outro e partia pra tomar satisfações (chegou até a morrer gente baleada pelo “rival” na disputa por uma daquelas desqualificadas mulheres).

Já o da “Glorinha”, erigido quase que no centro da cidade (praticamente entre residências familiares), se destacava pela discrição e, consequentemente, pelo “conveniente” desprezo que lhe era devotado pelos “religiosos” moradores do entorno, como que “conformados” por tal tipo de vizinhança (até porque a dona tinha amizades poderosas na cidade e uma pretensa ordem de “despejo” dificilmente encontraria guarida por parte de algum juiz de plantão, já que possivelmente  também frequentador do ambiente).

Só que no aconchegante “ambiente interno”, a partir do comando firme da respeitada proprietária (Glorinha), das acomodações pra lá de confortáveis, da música ambiente suave e convidativa  e da formação de um seletíssimo “plantel de profissionais” escolhidas a dedo no sul do país (mulheres de deixar qualquer um de queixo caído), fazia toda a diferença.

Funcionando durante toda a semana, na Glorinha se faziam presentes quase que a totalidade dos endinheirados do Crato (comerciantes de alto coturno, médicos, advogados, engenheiros, professores, dentistas, industriais e, enfim, a “nata” dos então detentores da bufunfa), a maioria com a “argola” de casados no dedo da mão esquerda e, aos domingos, com a família, frequentadores assíduos das Igrejas da cidade (Sé e São Vicente).

A “coisa” era tão atraente, que o “cabaré da Glorinha” alçou voo, atravessou fronteiras e literalmente ficou conhecido em todo o Brasil, tanto que os então caixeiros-viajantes que em profusão “pintavam” na cidade, já vinham com a expressa  “recomendação” de, por cima de pau e pedra e mesmo sob chuvas, trovoadas, raios e relâmpagos, “conhecer o cabaré da Glorinha”. E de lá saiam fartos e satisfeitos (quando não apaixonados por alguma “profissional” alienígena) a difundirem aquela “maravilha” por outras plagas.

A reflexão acima é só pra afirmar, confirmar e reafirmar que, nos cabarés da Maria Alice e Glorinha, na então esfuziante cidade do Crato, nunca houve algo parecido com o cabaré do Palácio do Planalto, na recente reunião comandada pelo Bozo e secundado por generais de pijama ridículos.

Quanta vergonha para todos nós brasileiros.     

quinta-feira, 21 de maio de 2020

O "NAZISMO" EM TODO O SEU ESPLENDOR - José Nilton Mariano Saraiva


Afastado sumariamente do governo por não concordar com o seu 

“chefe” (o “coiso”, JB) no tocante ao procedimento de como 

combater o coronavírus (isolamento social ou não), o médico e ex-

ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta aos poucos vai se 

“soltando” (ou “destravando” a língua, no mote popular), permitindo-

nos conhecer escabrosas intimidades do poder.

A denúncia da vez (horripilante), porquanto representativa crua e fiel do “nazismo em todo o seu esplendor”, (o menosprezo ao ser humano) tem a ver com a inserção irresponsável e criminosa, na bula (exclusividade brasileira) do medicamento “cloroquina”, da “recomendação/indicação” para combate ao “coronavírus”.
Ou seja, entre quatro paredes e testemunhada por uma inexpressiva cambada de canalhas, a “bula brasileira” do medicamento cloroquina (contrariando todas as outras bulas existentes no mundo), seria alterada inescrupulosamente. (tal medida, ainda segundo Mandetta, seria viabilizada via decreto presidencial).
Ipsis litteris: O presidente se assessorava ou se cercava de outros profissionais médicos. E eu me lembro de quando, no final de um dia de reunião de conselho ministerial, me pediram para entrar numa sala e estavam lá um médico anestesista e uma médica imunologista, que estavam com a redação de um provável ou futuro, ou alguma coisa do gênero, decreto presidencial. A IDEIA QUE ELES TINHAM ERA DE ALTERAR A BULA DO MEDICAMENTO NA ANVISA, COLOCANDO NA BULA A INDICAÇÃO PARA COVID-19”. O ex-ministro disse ainda que naquela oportunidade havia ministros presentes e que o presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, também estava no encontro.
Ante o exposto, e já que o nosso Poder Legislativo está coalhado de figuras medíocres e descompromissadas com o país, a saída seria o Poder Judiciário (que até aqui tem sido uma negação total) assumir o “protagonismo” de vez,  fazendo o que deve ser feito: cassar, sem maiores delongas,  os integrantes da chapa eleita de forma fraudulenta e desonesta.