TRIPULANTES DESTA MESMA NAVE

domingo, 8 de novembro de 2020

O "VIÚVO" DO PLANALTO - José Nilton Mariano Saraiva

Num ambiente quase que predominantemente masculino, a cena de amor explícito deu-se em setembro do ano passado, quando Donald Trump e Jair Bolsonaro se encontraram em Nova York, durante uma assembleia da ONU.

Na oportunidade, numa sala repleta de autoridades de todos os quadrantes do mundo, para expressar seu profundo mas recolhido sentimento, o brasileiro, dirigindo-se ao gringo num inglês sofrível e macarrônico, soltou a pérola: “I love you, Trump” (eu te amo, Trump) ao que Trump friamente devolveu: “nice to see you again” (bom de ver de novo).

De lá pra cá, em mais de uma oportunidade Bolsonaro, tal qual um cordeirinho amestrado, tratou de lamber as botas e demonstrar sua subserviência e admiração por Trump onde quer que fosse (o velho “complexo de vira-lata” em todo o seu esplendor), chegando a afirmar publicamente que estaria presente, sim, à festa da sua reeleição no próximo ano (2020, que estamos a vivenciar).

É compreensível, pois, que hoje, enquanto as autoridades mundiais em obediência a um secular protocolo cerimoniosamente se apressam em cumprimentar Joe Biden por ter derrotado e mandado pra casa o pernóstico e arrogante Donald Tramp, Bolsonaro se negue peremptoriamente a fazê-lo.

Por uma razão simplória: choroso, ainda está a lamber as feridas e curtindo uma enrustida e sentida “viuvez”.

Coitadinho, não vai poder ir à festa.

domingo, 25 de outubro de 2020

A "FARSA" DOS TAIS "PEDIDOS DE VISTA" - José Nilton Mariano Saraiva

No ordenamento jurídico vigente em nosso país, o Supremo Tribunal Federal funcionaria como o desaguadouro, o ápice, a “solução final” para as pendengas complicadas porventura surgidas ao longo de processos judiciais de complexidade maior.

Em sendo assim, quando não mais restasse perspectiva de solução, quando o impasse se materializasse, quando à frente surgisse um “beco sem saída”, a “coisa” seria encaminhada ao Supremo para a decisão final, definitiva, inquestionável.

Afinal, sabiamente, e como metade do mundo e a outra banda sabem, desde os gregos e romanos os “supremos“ da vida são compostos por um número ímpar de integrantes (05, 07, 11 e por aí vai), de forma que numa decisão mais acirrada não haja possibilidade de empate (2x2, 3x3, 5x5), mas, sim, que haja um vencedor (3x2, 4x3, 6x5).

Na terra “brasilis”, entretanto, temos uma particularidade: o Supremo foi dividido em duas turmas de 05 integrantes, que julgam, independentemente, de acordo com o tipo de processo (e aí o placar final, quando acirrado, restringe-se, obrigatoriamente, a um 3x2, (com o “voto de minerva” do presidente da respectiva turma).

Há, entretanto, uma “anomalia” em nosso Supremo Tribunal Federal: a possibilidade de um dos seus integrantes (no plenário completo com 11 ou nas turmas com 05 integrantes) num julgamento acirrado, solicitar um “pedido de vistas”, sem prazo definido para sua devolução.

E aí, a “esculhambação” impera, a “zorra” faz moradia.

Um exemplo: no processo de suspeição do juiz Sergio Moro, de fundamental importância, porquanto determinante de uma possível inocência do ex-presidente Lula da Silva, já com dois votos definidos e faltando três para ser “lacrado”, o ministro Gilmar Mendes solicitou “pedido de vistas”.

Isso (atentem bem) foi em novembro de 2018 e, até hoje, dois anos depois, “necas” de devolver o processo para a decisão final (aliás, com Gilmar Mendes encontram-se processos com “pedido de vistas” de cinco anos).

O “mercantilismo” (grana, bufunfa, comissão, propina e por aí vai) seria a motivação para que um ministro do Supremo se “sente em cima” de um processo que já se acha maduro o suficiente para ser colhido e que poderá mudar o rumo da história brasileira ???

Aliás, por quais razões empresários com “bala na agulha” e/ou políticos de alto coturno sempre recorrem ao ministro Gilmar Mendes para se livrar de algum rolo monumental ??? (você já viu algum “pé rapado”, liso ou indigente, ter acesso ao citado ???).

Assim, no nosso entendimento a definitiva solução para evitar quaisquer questionamentos seria acabar de vez com essa história de “pedido de vistas” (uma farsa descomunal) e encaminhar os processos para julgamento no plenário da corte (seus 11 integrantes).      

 

sábado, 24 de outubro de 2020

"PÉROLA" - José Nilton Mariano Saraiva

Qualquer brasileiro com um mínimo de conhecimento sabe (ou deveria saber) que o SUS (Sistema Único de Saúde), surgiu em 1988, quando foi promulgada a nova Constituição da República Federativa do Brasil.

E que, desde então, passou a oferecer a todo cidadão brasileiro (principalmente aos “periféricos” menos favorecidos) acesso integral e gratuito a serviços de saúde (que vão de simplórios atendimentos ambulatoriais a atendimentos de altíssima complexidade) sendo hoje considerado e reconhecido mundialmente como um dos melhores sistemas de saúde públicos de todo o mundo (beneficia 180 milhões de brasileiros e realiza cerca de 2,8 bilhões de atendimentos/ano).

Pois bem, dias atrás o general Eduardo Pazuello, que “está” Ministro da Saúde do governo do “traste”, surpreendeu metade do mundo e a outra banda ao admitir, sem nenhum constrangimento e com a cara mais lisa do mundo, que não conhecia o SUS e que só agora estava tendo conhecimento sobre.

O despreparo do ilustre general parece ser a tônica da cambada de generais que foram colocados em posições chaves do governo do “traste”, daí o tratamento pouco respeitoso para com os próprios, por parte do também despreparado Presidente da República, que se refletiu na desautorização/humilhação pública de uma decisão do Ministro da Saúde, dias atrás, no tocante à compra de vacinas contra a Covid 19.

E o pior é que, após a humilhação impingida, fez questão de visitar o subordinado no leito hospitalar (fora abatido pela Covid 19) quando tratou de lembrar-lhe, ante os holofotes da mídia, ser seu superior hierárquico e merecedor, pois, de obediência.

No que foi de pronto atendido, quando o patético general soltou essa pérola: Senhores, é simples assim; um manda e o outro obedece!”.

Um retrato emblemático e fiel de tudo isso está contido na página 1898 do Dicionário Houaiss, a saber:

MERCENÁRIO: que é assoldadado, que trabalha ou serve por um preço ou soldo ajustado; que age ou trabalha apenas por interesse financeiro, por dinheiro ou algo que represente vantagens materiais; interesseiro, venal; soldado ou oficial que, em troca de soldo, serve em um exército estrangeiro”.  

O triste nessa história toda é constatar que atualmente o governo está repleto de generais de pijama mercenários, que se sujeitam passivamente à incompetência de uma figura comprovadamente desequilibrada.

Onde vamos parar ???



quinta-feira, 22 de outubro de 2020

UM GENERAL PARA CHAMAR DE MEU - José Nilton Mariano Saraiva

“Nossa vacina jamais será vermelha”.

Foi esta a estapafúrdia declaração do “traste” que está Presidente da República, depois de saber que o general Eduardo Pazuello (que “está” Ministro da Saúde) teria firmado com 24 governadores um protocolo de intenções onde se comprometeu a adquirir (já estão disponíveis) 46 milhões de doses da vacina Coronovac (de origem chinesa, mas desenvolvida no Brasil pelo Instituto Butantan) a fim de tentar deter o avanço do letal Coronavírus.

Nem um pouco preocupado com a agressividade e letalidade do vírus, que já ceifou a vida de quase 160.000 brasileiros (até os dias atuais), tratou de DESAUTORIZAR (DESMORALIZANDO-OS PUBLICAMENTE), o general-ministro e a própria Agência Nacional de Vigilância Sanitária, garantindo que tal vacina não será adquirida pelo governo federal, porquanto originária de um país comunista (“a China, lamentavelmente, já existe um descrédito muito grande por parte da população, até porque, como muito dizem, esse vírus teria nascido lá”).

Ao afirmar que o general-ministro se “precipitou” ao assinar o tal protocolo de intenções sem consultá-lo, mentiu despudoramente, porquanto existem documentos que atestam ter sido avisado, sim, do que o Ministério da Saúde iria protagonizar.

Não satisfeito, claramente mostrou que queria, sim, “um general pra chamar de meu”, humilhando-o grotescamente, ao concluir: “Eu sou militar, o Pazuello também o é, e nós sabemos que QUANDO UM CHEFE DECIDE, O SUBORDINADO CUMPRE”.

E neste momento, numa prova de que nossas academias não mais formam militares como antigamente, ao ser inquirido a respeito, o abobalhado e desmoralizado general literalmente miou: “Senhores, é simples assim; um manda e o outro obedece!”.

Alfim, um resumo de todo esse imbróglio poderá ser encontrado à página 2326 do Dicionário Houaiss, onde se lê: “psicopatia é um distúrbio mental grave em que o enfermo apresenta comportamentos antissociais e amorais sem demonstração de arrependimento ou remorso, incapacidade para amar e se relacionar com outras pessoas com laços afetivos profundos, egocentrismo extremo e incapacidade de aprender com a experiência”.

Alguém tem alguma dúvida sobre ???

 

UM GENERAL PRA CHAMAR DE MEU - José Nilton Mariano Saraiva

 

“Nossa vacina jamais será vermelha”.

Foi esta a estapafúrdia declaração do “traste” que está Presidente da República, depois de saber que o general Eduardo Pazuello (que “está” Ministro da Saúde) teria firmado com 24 governadores um protocolo de intenções onde se comprometeu a adquirir (já estão disponíveis) 46 milhões de doses da vacina Coronovac (de origem chinesa, mas desenvolvida no Brasil pelo Instituto Butantan) a fim de tentar deter o avanço do letal Coronavírus.

Nem um pouco preocupado com a agressividade e letalidade do vírus, que já ceifou a vida de quase 160.000 brasileiros (até os dias atuais), tratou de DESAUTORIZAR (DESMORALIZANDO-OS PUBLICAMENTE), o general-ministro e a própria Agência Nacional de Vigilância Sanitária, garantindo que tal vacina não será adquirida pelo governo federal, porquanto originária de um país comunista (“a China, lamentavelmente, já existe um descrédito muito grande por parte da população, até porque, como muito dizem, esse vírus teria nascido lá”).

Ao afirmar que o general-ministro se “precipitou” ao assinar o tal protocolo de intenções sem consultá-lo, mentiu despudoramente, porquanto existem documentos que atestam ter sido avisado, sim, do que o Ministério da Saúde iria protagonizar.

Não satisfeito, claramente mostrou que queria, sim, “um general pra chamar de meu”, humilhando-o grotescamente, ao concluir: “Eu sou militar, o Pazuello também o é, e nós sabemos que QUANDO UM CHEFE DECIDE, O SUBORDINADO CUMPRE”.

E neste momento, numa prova de que nossas academias não mais formam militares como antigamente, ao ser inquirido a respeito, o abobalhado e desmoralizado general literalmente miou: “Senhores, é simples assim; um manda e o outro obedece!”.

Alfim, um resumo de todo esse imbróglio poderá ser encontrado à página 2326 do Dicionário Houaiss, onde se lê: “psicopatia é um distúrbio mental grave em que o enfermo apresenta comportamentos antissociais e amorais sem demonstração de arrependimento ou remorso, incapacidade para amar e se relacionar com outras pessoas com laços afetivos profundos, egocentrismo extremo e incapacidade de aprender com a experiência”.

Alguém tem alguma dúvida sobre ???

 

quinta-feira, 15 de outubro de 2020

EXCENTRICIDADE - José Nilton Mariano Saraiva

Ante o procedimento/modo/método heterodoxo (e pra lá de excêntrico) usado pelo líder do governo Bolsonaro no Senado, Chico Rodrigues (de Roraima), temos que rever, já,  certos conceitos, a saber:
Definição (ANTIGA) do Dicionário HOUAISS: 

ÂNUS: abertura exterior do tubo digestivo, na extremidade do reto, pela qual se expelem os excrementos; abertura cirúrgica da luz intestinal para a superfície externa do corpo, por meio da qual se faz a eliminação das fezes” (página 242). 


Definição (ATUAL) que o Dicionário HOUAISS terá que usar: 

ÂNUS: abertura exterior do tubo digestivo, na extremidade do reto, ANTIGAMENTE usada para expelir os excrementos e, hoje, utilizada para GUARDAR dinheiro proveniente da corrupção.

É mole ou quer mais ???

  

terça-feira, 13 de outubro de 2020

ONDE O "PÉ-RAPADO" NÃO TEM VEZ - José Nilton Mariano Saraiva

 

Nessa “arenga” toda no Supremo Tribunal Federal, com seus integrantes literalmente se devorando publicamente por conta da estapafúrdia liberação (pelo ministro Marco Aurélio Mello) de um traficante de alta periculosidade (André do Rap, responsável pela remessa de toneladas de cocaína para o exterior), seria bom relembrar que aqui em Fortaleza, meses atrás, dignos, ilustres e respeitáveis desembargadores que davam plantão em finais de semana nos tribunais da vida, cobravam a “ninharia” de R$ 150.000,00 (cento e cinquenta mil reais) por cabeça, a fim de liberar traficantes de alta periculosidade.

E que uma só dessas “Excelências”, em um só plantão, em um único final de semana, conseguiu a proeza de liberar nada menos que 08 (oito) meliantes. Ou seja, embolsou, mole mole, nada menos que R$ 1.200.000,00 (um milhão e duzentos mil reais). Descoberto, foi devidamente “castigado” (???) com a aposentadoria compulsória de cerca de R$ 30/40.000,00 e todos os penduricalhos a ela atinentes.

Ora, se por aqui um desembargador cobra “irrisórios” R$ 150.000,00 por cabeça, será que estaríamos a incorrer em devaneios se ousássemos conjecturar quanto custaria a liberação de um desses bandidos por parte de um ministro do Supremo Tribunal Federal ???

Afinal, e os fatos estão aí pra comprovar, não é qualquer “pé-rapado” que tem acesso ao Supremo Tribunal Federal, mas, sim, somente a “nata”, o “suprassumo” do crime organizado pode fazê-lo; e para tanto, “Suas Excelências” sempre encontram alguma “brecha” na lei (aliás, as “brechas” parecem ser deixadas de propósito).

Lembram do banqueiro Daniel Dantas, preso duas vezes em 48 horas, por ordem do juiz Fausto de Sanctis, de São Paulo, e mandado liberar pelo ministro Gilmar Mendes ??? Ou do chefe da família “Barata” (dono de frota de ônibus por esse Brasil todo), do Rio de Janeiro, que em três oportunidades também recorreu ao mesmo Gilmar Mendes (padrinho de casamento de uma das suas filhas) e hoje tá por aí livre, leve e solto ??? Ou do médico-tarado-estuprador (Roger Abdelmassih) lá de São Paulo, que também conseguir sair via Gilmar Mendes ???

Como não lembrar de Alberto Cacciola, banqueiro que, depois de receber informações privilegiadas e dar um cano monumental no mercado financeiro, além de ser libertado por ordem do mesmo Marco Aurélio Mello ainda recebeu a sugestão do próprio pra fugir do Brasil, já que tinha dupla nacionalidade (Brasil/Itália) ???

O que dizer então de Aécio Neves, sempre protegido por Gilmar Mendes e Carmen Lúcia, mesmo depois de um seu emissário ser flagrado recebendo uma “propinazinha” irrelevante de R$ 2.000.000,00 ??? E Michel Temer, comprovadamente enrolado até o pescoço em falcatruas no porto de Santos, cujo processo nunca foi pra frente ???

E o pior nisso tudo é a “suprema” hipocrisia do nosso Judiciário. Agora, por exemplo, depois da soltura do André do Rap, (já condenado a 26 anos de prisão) um batalhão de quase 600 policiais foi colocado nas ruas à sua procura, como se não soubessem que depois de cruzar o portão da prisão o distinto tenha imediatamente ido pegar seu “aviãozinho” particular e se mandado para o exterior.

Definitivamente, por essas bandas apenas o “pé-rapado” (liso, fodido, indigente) não tem vez.

quarta-feira, 7 de outubro de 2020

FIM DE CARREIRA INGLÓRIO - José Nilton Mariano Saraiva

 FIM DE CARREIRA INGLÓRIO – José Nilton Mariano Saraiva

E esse nosso Supremo Tribunal Federal não tem mesmo jeito: já há mais de dois anos que o processo de “suspeição” do então juiz Sérgio Moro, no tocante à comprovada parcialidade de uma decisão envolvendo o ex-presidente Lula da Silva se encontra para ser julgado pela segunda turma daquele colegiado (composta por cinco ministros).

Com o placar do julgamento já apontando 2 x 0 em favor do então juiz (votos já “manjados” dos suspeitos Edson Fachin e Carmen Lúcia) eis que, na fase crepuscular do ano de 2018, o ministro Gilmar Mendes pediu “vistas” e literalmente sumiu com o processo.

Tanto que, hoje, decorridos quase dois anos do tal pedido de vistas, inexplicavelmente o citado ministro continua sentado em cima do mesmo, impedindo que sua votação seja concluída.

É algo absolutamente inexplicável (e que pode muito bem nos levar a pensar na perspectiva de tenebrosas transações nos bastidores), porquanto o próprio Gilmar Mendes (lá atrás) já houvera categórica e contundentemente afirmado sua aversão ao modus operandi da “organização criminosa” sediada em Curitiba, comandada pelo ex-juiz, ao declarar (ipsis litteris): "É um grande vexame e participamos disso. Somos cúmplices dessa gente. Homologamos delação. É altamente constrangedor e temos que dizer: nós falhamos. A República de Curitiba nada tem de republicana, era uma ditadura completa. Assumiram papel de imperadores absolutos. Gente com uma mente muito obscura. Gente ordinária. Se achavam soberanos. Gente sem nenhuma maturidade, Corrupta na expressão do termo. VIOLARAM O CÓDIGO DE PROCESSO PENAL".

Ora, se violaram o Código de Processo Penal (conforme assegura Gilmar Mendes), ninguém mais competentemente apto e credenciado para anular todas as barbaridades cometidas por Sérgio Moro e sua quadrilha, que o Supremo Tribunal Federal; e aí, o processo de suspeição do ex-juiz seria a largada ou o ponta pé inicial para recolocar as coisas em seus devidos lugares, já que certamente apontaria para a anulação da penalidade imposta ao ex-presidente, lhe restituindo seu direito líquido e certo de concorrer em eleições posteriores (Presidência da República, em 2022).

Assim, era de se esperar que, tão logo o ministro-relator do processo, Celso de Melo, voltasse à ativa após licença para tratamento de saúde, tivéssemos pautada a conclusão do julgamento, porquanto na dependência de apenas 03 (três) votos e todos de ministros “garantistas” (seguidores da Constituição Federal): Gilmar Mendes, Celso de Melo e Ricardo Lewandowski, (teoricamente favoráveis à tese da suspeição, exatamente por serem “garantistas”).

Eis que, para surpresa de todos, covardemente Celso de Melo volta anunciando a antecipação da sua aposentadoria para meados deste mês (fugindo do julgamento) e, pior, colocando à frente do processo de suspeição do ex-juiz um outro processo (do qual também é relator), recentíssimo e que não dará em nada, porquanto envolvendo a possível interferência do corrupto Presidente da República na Polícia Federal (a essa altura já deve ter tido alguma “conversa informal” com os covardes integrantes daquela corte).

No frigir dos ovos (pelo menos por enquanto), por conivência e conveniência do próprio Supremo, as sentenças do ex-juiz Sérgio Moro continuarão a espraiar seus efeitos maléficos e duradouros sobre os que foram por ele julgados (porquanto eivadas de “parcialidade”) e, devido à frouxidão e covardia demonstradas, o badalado decano Celso de Melo terá um fim de carreira inglório (o que nos remete a uma passagem do livro do ex-ministro Saulo Ramos, quando, frente a frente, rotulou-o (Celso de Melo) de “um juiz de merda”).

No mais, só o silêncio sepulcral da nossa corrupta mídia sobre (poderia pelo menos questionar a razão pela qual Gilmar Mendes não libera o processo).

sábado, 3 de outubro de 2020

A "SUBSTITUTA" (CARNE E UNHA) - José Nilton Mariano Saraiva

 

Quando resolveu abandonar a magistratura e ingressar na política (já que houvera cumprido a missão que lhe fora outorgada de impedir por cima de pau e pedra a candidatura do ex-presidente Lula da Silva), o então juiz Sérgio Moro indicou para substituí-la no comando da Lava Jato a também juíza Gabriela Hardt, uma das reluzentes integrantes da tal força-tarefa e que, desde tempos imemoriais, tal qual uma fervorosa beata, sempre rezou pelo “catecismo morista” (tanto que ficou conhecida pela alcunha de “o Moro de saias”).

E não sem razão. Arrogante e prepotente, tal qual o padrinho, tinha também especial predileção por humilhar os que tivessem a infelicidade de por ela serem questionados, ao vivo, como aconteceu com o ex-presidente Lula da Silva, alvo de uma sua reprimenda ao tentar esclarecer uma determinada situação.

Eis que agora, em razão da Polícia Federal e do Ministério Público Federal não terem encontrado qualquer indício de irregularidades nas palestras proferidas pelo ex-presidente (como à época o juiz Moro anunciara existirem e usara de tal argumento para condená-lo e bloquear seus bens) a “Moro de saias” não teve outra alternativa que não “descredenciar” o amigo íntimo, ao reconhecer a inocência do ex-presidente, ao tempo em que agilizou a liberação dos correspondentes valores bloqueados.

Ipsis litteris: “A justificativa para manter-se o bloqueio da integralidade dos ativos financeiros de Luiz Inácio da Silva baseava-se na suspeita de prática de crimes envolvendo as palestras ministradas pelo ex-presidente. Todavia, a autoridade judicial concluiu não haver indícios nesse sentido, com o que concordou o Ministério Público Federal. Por tais motivos, o bloqueio integral de tais valores não mais se sustenta”.

A verdade é que, uma a uma, as decisões do ex-juiz estão sendo progressivamente anuladas, desmoralizando-o publicamente (e em breve poderemos vê-lo na cadeia), ao tempo em que se atesta e reafirma o que metade do mundo e a outra banda sabem: no Brasil, um golpe envolvendo a mídia, judiciário e políticos desqualificados provocou o afastamento de uma Presidenta da República democraticamente eleita.

Como pimenta nos olhos dos outros é refresco, o resultado é essa desgraça que atualmente atravessamos: uma família de milicianos no poder, assessorada por militares raivosos, com a ingente missão de desconstruir tudo o que foi pacientemente realizado.

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

O "MILICO" GOZADOR - José Nilton Mariano Saraiva

 

"AS ROCHAS AQUECIDAS PELO SOL CONFUNDEM OS

  SATÉLITES E PARECEM FOCOS DE INCÊNDIO”.


*************************


Verifiquem que a frase acima está entre “aspas”. Portanto, foi proferida por alguém (mas não por quem está a postar esta).


O que se pode garantir é que não se trata de uma declaração de algum bêbado ou retardado mental; tampouco, de algum intelectual excêntrico, objetivando atrair os holofotes; ou, quem sabe, de algum marciano desgarrado, que esteja perdido por essas bandas.


A verdade (é vero, senhores, acreditem) é que a frase acima foi proferida pelo excelentíssimo senhor GENERAL DO EXÉRCITO BRASILEIRO, HAMILTON MOURÃO (hoje exercendo a função de vice-presidente da República).


Conclusão a que podemos chegar: nossas (outrora) exigentes e respeitáveis academias já não formam generais como antigamente.


Partindo desse pressuposto, talvez se possa “matar a charada” da razão do “analfa” que está presidente da república se achar cercado de uma plêiade de mercenários generais de pijama (não arranjariam emprego em outro lugar, onde houvesse um mínimo de exigência).

terça-feira, 29 de setembro de 2020

EDUCAR ??? PRA QUÊ ??? - José Nilton Mariano Saraiva

Tempos atrás, na cidade do Crato-CE, o então gestor do município recebeu uma delegação de importantes empresários do setor educacional, proprietários de uma grande e conceituada Universidade no estado do Rio de Janeiro, interessados em implantar na cidade uma determinada faculdade (espécie de extensão da matriz carioca).

Para viabilizar tal mister, o único (e factível) pedido que fizeram foi que o município cedesse o terreno onde seriam edificadas as instalações físicas da dita cuja, que passaria a funcionar tão logo as obras fossem concluídas.

E então, sob o argumento (imbecil) de que a educação não era algo importante (ou não era algo prioritário), Sua Excelência municipal recusou de pronto a oferta e, assim, impediu que o município contasse com aquele importante alavancador desenvolvimentista.

A reflexão é só pra lembrar que no Brasil atual, sob o comando da dupla Bolsonaro/Paulo Guedes, a educação parece também não ter importância ou prioridade nenhuma, tanto que retirarão do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação-FNDE (cujos recursos se destinam à educação básica), uma montanha de dinheiro, para alocarem na formação de um fundo destinado à implantação de um programa eleitoreiro.

Além do que, para complementar tal fundo, verbas destinadas ao pagamento dos “precatórios”, que o governo tem que saldar junto a quem tem direito, serão também desviadas, num atestado eloquente de que os menos desvalidos, que teriam direito de recebê-los, também não são prioridade.

Enquanto isso, na contramão do bom senso e razoabilidade, o banqueiro Paulo Guedes (que é quem manda mesmo no governo do Bozo) resolveu que o Banco do Brasil (sob o seu comando, como Ministro da Economia), cederá por 10,0% (DEZ POR CENTO) do valor de face, toda uma carteira de créditos “teoricamente” podres (ou de difícil recuperação) ao Banco BGT Pactual, de propriedade dos seus antigos sócios (dos 03 BILHÕES de reais do valor de face, os novos proprietários pagarão 300 MILHOES de reais).

E aqui não há como olvidar que foi no governo do “analfabeto” Lula da Silva que foram implantadas dezenas e dezenas de Universidades por esse Brasil afora, numa prova inconteste de que “estadistas” não aparecem todos os dias (há que se ter índole, coisa impossível em um miliciano desqualificado e num economistazinho de quinta categoria).

domingo, 27 de setembro de 2020

SUSPEIÇÃO SOB SUSPEITA - José Nilton Mariano Saraiva

 “SUSPEIÇÃO” SOB “SUSPEITA” - José Nilton Mariano Saraiva

O processo sobre a “suspeição” do ex-juiz Sérgio Moro no tocante às acusações que findaram por enclausurar (sem nenhuma prova) o ex-presidente Lula da Silva (impedindo-o de participar da eleição presidencial, onde despontava como favorito absoluto), teve início já há alguns meses, na segunda turma do Supremo Tribunal Federal (composta por cinco membros) e. até ser interrompido o placar apontava 2 x 0 em favor daquele juiz de piso, votos proferidos por Edson Fachin e Carmen Lúcia (em bom português, para os dois ministros o ex-juiz foi considerado imparcial em seu julgamento).
Faltando três votos para ser concluído, encontra-se atualmente nas mãos de um dos seus componentes, ministro Gilmar Mendes (que pediu vistas), no aguardo que seja retomado o julgamento.
Faltam votar os ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, todos teoricamente favoráveis à tese da suspeição e, por extensão, capazes de reverter o quadro atual, o que implicaria na anulação das condenações (sem prova, repita-se), impostas por aquele ex-juiz ao ex-presidente.
É a ímpar oportunidade para que aquela corte superior se redima dos grosseiros erros que proferiu ao longo dos processos eivados de parcialidade comandados pelo ex-juiz, porquanto comprovado restou (com provas robustas) que o próprio agiu de forma tendenciosa e desonesta em relação ao ex-presidente (conforme admitiu, a posteriori, o próprio Gilmar Mendes, em entrevista à mídia).
No entanto, estranhamente até agora não há nenhuma sinalização que tal julgamento seja retomado, daí se suspeitar se a suspeição do ex-juiz algum dia será votada, ou se, maquiavelicamente, os integrantes do STF estão no aguardo que assumam novos ministros indicados pela atual Presidente da República, visando beneficiar o ex-juiz e em desfavor do ex-presidente.
Fato é que, se quisesse readquirir para o STF um mínimo de credibilidade perante a sociedade (perdida faz tempo devido a decisões esdrúxulas), a segunda turma do STF teria que dar seguimento ao julgamento, antes que o ministro Celso de Mello se aposente, no próximo mês de outubro.
Se não o fizer, restará uma forte suspeição, sim, de que o STF terá sido “parcial” na tentativa de beneficiar o famigerado ex-juiz que, comprovadamente, nunca agiu com “imparcialidade” quando do outro lado estava o ex-presidente Lula da Silva.

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

 “SUSPEIÇÃO”, JÁ - José Nilton Mariano Saraiva


Uma análise retrospectiva de um passado recente nos revela que, ante um Supremo Tribunal Federal leniente, frouxo e passivo, o então juiz de primeira instância, Sérgio Moro, de par com a turma do Ministério Público Federal do Paraná, usaram e abusaram de transgredir nossa Carta Maior (Constituição Federal) estuprando-a diuturnamente, sem que fossem obstados por aquela Corte Superior.

A esfarrapada desculpa apresentada na oportunidade foi a de que, dada a “excepcionalidade” de que se revestia a tal Operação Lava Jato, o repentino (e equivocado) interesse da população sobre o modus operandi da quadrilha de Curitiba, centrado num suposto combate à corrupção (que mais adiante ficou constatado ser uma balela), se sobreporia às leis e à própria Carta Maior do país (pelo menos foi isso que declarou um dos ilustres Desembargadores que trataram da causa).

Eis que, com a entrada em cena do site The Intercept , comandado pelo laureado jornalista Glenn Greenwold, a “trama mafiosa” arquitetada pela quadrilha do Sérgio Moro para condenar Lula da Silva e impedi-lo de concorrer à eleição presidencial revelou-se escancarada em toda a sua plenitude e desfaçatez.

Tivemos, então, a dolorosa constatação de algo realmente vexatório, profundamente aético e de uma imoralidade a toda prova: membros do Ministério Público do Paraná (Dallagnol e outros) sendo devidamente instruídos e orientados pelo juiz da causa (Sérgio Moro) de como proceder e que caminhos seguir, a fim de que a peça acusatória (a ser dirigida a ele, juiz) tivesse a consistência desejada por ele, juiz.

A irrefutabilidade da denúncia do The Intercept foi constatada a partir do instante em que nenhum dos citados contestou o que foi denunciado, já que centraram seu descontentamento no “COMO” tais informações foram obtidas (ou seja, admitiram serem verdadeiras).

Assim, bradando sobre a “ilegalidade” (mas não sobre o substantivo ou essencial) das escutas veiculadas por The Intercept, Sérgio Moro e parceiros “esqueceram momentaneamente” que foram eles os “pioneiros” em tal tipo de procedimento, quando por quase cinco anos grampearam gregos e troianos, chegando ao cúmulo de gravar a própria Presidenta da República e findando por influir decisivamente no resultado de uma eleição presidencial.

O resultado é essa tragédia que experimentamos até hoje, com um grupo de milicianos à frente do país (com o apoio de generais senis e mercenários), “desconstruindo” tudo o que foi feito até aqui (conforme promessa de campanha).

Portanto, em pleno crepúsculo do ano 2020, nessa hora gravíssima que atravessamos, tem o Supremo Tribunal Federal a oportunidade ímpar e única de se redimir perante a nação, ao reconhecer as arbitrariedades e abusos perpetrados pelo então juiz Sérgio Moro, anulando “in totum” todas as suas decisões tomadas ao arrepio da lei.

E o caminho mais adequado a tal mister tem tudo a ver com o julgamento, já, da “SUSPEIÇÃO” do ex-juiz Sérgio Moro.

sábado, 19 de setembro de 2020

"MATCH POINT" - José Nilton Mariano Saraiva

 “MATCH POINT” - José Nilton Mariano Saraiva 

24 x 16, terceiro set, placar de 2 x 0, Brasil, “match point”. 

Um único, mísero e solitário pontinho separava a nossa seleção feminina de vôlei da sonhada final, em mais um desses concorridos torneios oficiais internacionais, realizado em plena Europa. Foi quando, de repente... “ÊLE” entrou em quadra e a “lambança” se estabeleceu. 

Adstrito e privilégio até então do “futebol masculino” (e tão bem retratado por Nelson Rodrigues em suas épicas crônicas, já que o “futebol feminino” ainda não começara sua escalada vitoriosa), o “COMPLEXO DE VIRA-LATA”” pintou no pedaço, materializou-se ali, naquele momento, tomou de conta das nossas “meninas do vôlei” e propiciou uma das mais lamentáveis, tristes e incompreensíveis derrotas já ocorrida em um jogo da modalidade. 

É que, por mais paradoxal, contrariando a lógica e o bom senso, “nossas meninas”, visivelmente apavoradas “ante a perspectiva iminente da vitória” (estranho, não ?) e a conseqüente passagem para a final da competição, desequilibraram-se emocionalmente, tremeram nas bases (e expressavam isso através do choro incontido, em pleno jogo) e aí, saque a saque, ponto a ponto, minuto a minuto, segundo a segundo, foram cedendo, caindo, desmoronando sofregamente e em câmara lenta, ao desperdiçarem continuamente cada recepção ao saque adversário; até que o que parecia impossível se concretizou e literalmente emudeceu o mundo esportivo: Cuba 26, Brasil 24 (ou seja, foram jogados fora, sequencialmente e de forma esdrúxula, nada menos que oito oportunidades de se atingir o 25º ponto, fechando o set e determinando o “MATCH POINT”). 

Uma tragédia sem tamanho, algo inédito, um desfecho constrangedor e inaceitável. Pois, a partir daí, nos sets seguintes, “nossas meninas” como que se eclipsaram, não mais viram a “cor da bola”, entregaram-se de vez e Cuba estabeleceu-se, tomou de conta do jogo, a partida foi ao “tie brack” e... pegamos o avião de volta pra casa. O desastre consumara-se. Irremediavelmente. 

Pelo inusitado, pela circunstância atípica de como aconteceu, pela proximidade que tivemos de “detonar” as cubanas, nunca uma derrota doeu tanto, marcou com tanta profundidade (se bem que, à época, não era nenhuma “novidade”, já que os nossos “meninos(as) do vôlei” tremiam de véspera quando tinham que bater de frente com russos, americanos e cubanos). 

Mas, como após o vendaval sempre vem um período de calmaria (assim como não há mal que dure para sempre), lambidas as feridas e cauterizadas as cicatrizes, o impacto do sofrido e humilhante baque acabou por funcionar como uma espécie de divisor d’aguas. 

Assim, após uma necessária pausa pra absorção e reflexão do acontecido, cartas na mesa e mudança de postura através da alocação de novas verbas e maior apoio ao esporte, da preparação meticulosamente revista e ajustada, da entrega do comando técnico a reconhecidos estudiosos do assunto (inclusive psicólogos), do estímulo às jogadoras(es) a atuarem no exterior (onde adquiririam a necessária experiência), além do fundamental incremento do intercâmbio com os então melhores do mundo; foi dessa forma paulatina (por cerca de 10 a 15 anos, ou mais), que as coisas foram mudando, acontecendo, transfigurando-se, num aprendizado duro, penoso e paciente. E assim, atravessamos gerações. 

Mas mudou tanto (da água pro vinho) e a lição foi tão competentemente digerida, que, hoje, num esporte por demais competitivo e praticado por atletas do mais alto nível técnico, as “meninas e meninos” do vôlei brasileiro são vistos “de baixo pra cima”, com reverência, com extremado respeito, com uma espécie de louvação a “deuses” dignos de admiração e reconhecimento (e até com inveja, por alguns) em razão da excelência do jogo praticado em quadras de todo o mundo. 

Se antes tremíamos quando nos defrontávamos com os grandalhões da Rússia, Cuba e Estados Unidos (e não há porque humildemente reconhecer isso), hoje são eles que nos estudam, que procuram novas estratégias na tentativa de nos barrar, que enveredam por novos caminhos que possam obstar nossa sede insaciável de títulos (como se quiséssemos “compensar” o longo interregno perdido lá atrás): assim, somos repetidamente, ano a ano e já há um certo tempo, campeões olímpicos, campeões da liga, campeões do mundo, campeões de tudo que é competição internacional. Definitivamente, o Brasil chegou lá. E em dose dupla: nas versões masculina e feminina. 

Certamente que para que tal “revolução” acontecesse, uma das pilastras indutoras fundamentais foi a transmissão dos jogos ao vivo, pela televisão, devido ao seu “efeito pedagógico” multiplicador e imediato: o vôlei passou a ser praticado ou revigorado nas escolas e universidades, nas ruas e praças, nas cidades e no meio rural, na periferia e em lugares seletos; enfim, onde houvesse um espaço disponível para se instalar uma quadra de vôlei, esses espaços eram ocupados e frequentados por uma multidão de jovens sonhadores, visionários, sedentos e ávidos em se tornarem igualmente um ídolo esportivo. 

Os jogadores-heróis (detentores daquela condição que, lá atrás, Nelson Rodrigues cognominara com propriedade de “saúde de vaca premiada”, em razão da incrível força física demonstrada) foram devidamente orientados (e não se furtaram, engajando-se com satisfação) a participar dessa nova realidade, através de visitas às comunidades carentes, de pacientes incursões a hospitais onde jovens padeciam de alguma enfermidade grave e, principalmente, da transmissão de mensagens de estímulo aos mais jovens e carentes, orientando-os, incitando-os e estimulando-os a frequentar a escola e à prática do esporte (qualquer esporte) e, consequentemente, abandonando as ruas e fugindo do perigo cada vez maior do contato com as drogas. Fato é que as bases foram lançadas e suas ancoras firmemente fincadas. 

Isto posto, animadoras e viáveis são as perspectivas de que surjam novos Gibas, Leilas, Murilos, Natálias, Vissotos e Sheilas, nos mais diversos rincões do país, e o Brasil continue nesse estágio fulgurante (afinal, nunca é demais aprimorar) de potência mundial. 

Em todos os esportes e tendo plena consciência de que se foi difícil chegar lá, e o caminho para alcançá-lo por demais extenuante e sofrido... muito mais difícil será manter-se no topo.