TRIPULANTES DESTA MESMA NAVE

segunda-feira, 20 de maio de 2024

 

O “MERCADO” É O QUE IMPORTA. O POVO ??? QUE SE FODA !!! – José Nílton Mariano Saraiva

Embora digam e reverberem que o povo brasileiro tem memória curta, não só o Brasil, mas metade do mundo e a outra banda jamais esquecerão do recente período “pandêmico” quando, sob o comando da dupla Bolsonaro/Paulo Guedes, a palavra de ordem era que o povo brasileiro servisse de cobaia no enfrentamento do Covid 19.

Assim, contrariando a Organização Mundial de Saúde e cientistas do mundo todo, que recomendavam o “ficar em casa” como medida mais efetiva e eficaz para o enfrentamento da seríssima crise mundial, no Brasil o incentivo governamental era pra que saíssem e circulassem livremente, porquanto o “MERCADO” é que era importante, o “MERCADO” é o que importava, o “MERCADO” é que era prioritário, independentemente do risco iminente de se ir a óbito (e mais de 700 mil sucumbiram, em razão do desprezo do governo em cuidar do seu povo).

Eis que agora, após a extravagante e letal enxurrada que se abateu sobre o Rio Grande do Sul, praticamente varrendo do mapa todo o estado e deixando milhões de desamparados na miséria absoluta, (cujos reflexos durarão anos), o bolsonarista-raiz e de primeira hora, Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, vem a público para declarar que... “UM VOLUME TÃO GRANDE DE DOAÇÕES PODE ATRAPALHAR O COMÉRCIO LOCAL”, desestimulando literalmente a ajuda que todo o povo brasileiro (excetuando-se os direitistas) houve por bem socorrer aqueles nossos irmãos.

Isso é a DIREITA na essência, isso é a DIREITA na veia, isso é a DIREITA em toda a sua crueza, isso é a DIREITA sem qualquer preocupação com o povo, isso é a DIREITA relegando o social e preocupando-se exclusiva e excessivamente com o tal “MERCADO”.

Paradoxalmente, dias após, sob pressão o mesmo Eduardo Leite teve que admitir que afora o mundo de doações físicas oriundas de todos os estados brasileiros e até de organizações internacionais sensibilizadas com a tragédia, mais de R$ 100.000.000,00 (CEM MILHÕES DE REAIS), em dinheiro vivo, já haviam sido doados (a essa altura já deve ter aumentado bastante).

Isso permitirá que a criação de pelo menos cinco novas cidades, onde parte da população será alocada.

Alfim, fica a lição que não pode jamais ser olvidada: para a DIREITA, o “MERCADO” É O QUE IMPORTA. O POVO ??? QUE SE FODA !!!

 

 

 

 

A tragédia gaúcha nos faz recordar o afamado filósofo Branxu, que séculos atrás já profetizava: COM ÁGUA DESCENDO E FOGO SUBINDO NINGUÉM PODE.

terça-feira, 14 de maio de 2024

 O “DESASTRE AMBIENTAL” DO RIO GRANDE DO SUL (BREVES CONSIDERAÇÕES) - José Nílton Mariano Saraiva


É inquestionável que, durante muitos e muitos anos, o desenvolvimento econômico decorrente da Revolução Industrial sobrepôs-se e inexoravelmente impediu que os já presentes e assustadores problemas ambientais fossem considerados com a seriedade devida.

Assim, muito embora a poluição e os negativos impactos ambientais do desenvolvimento desordenado fossem visíveis, os (supostos) benefícios proporcionados pelo “progresso” eram justificados irresponsavelmente como uma espécie de “mal necessário”, ou algo com que deveríamos conviver e nos resignar, “ad aeternum”.

No entanto, com o avançar da ciência nos anos recentes, após a descoberta da perigosa camada de ozônio, do letal efeito estufa e do perigoso aquecimento global, eis que a racionalidade foi posta em prática e, então, o conceito mudou radicalmente; descobriu-se que proteger o meio ambiente não significa impedir o progresso, bem como não se pode admitir um desenvolvimento predatório e insustentável.

Urge, pois, que neste momento doloroso e difícil pelo qual passamos, os recalcitrantes reconheçam ser fundamental a conscientização coletiva da necessidade de se promover o desenvolvimento em harmonia com o meio ambiente, que é o que muitos de nós tentamos fazer, individualmente, na procura de uma vida saudável e duradoura.

Para tanto, merece encômios e é por demais louvável a ideia de defesa intransigente da adoção do desenvolvimento sustentável, que tomou corpo e cresceu assustadoramente nas últimas décadas, norteando principalmente a ação dos órgãos públicos encarregados da defesa do meio ambiente, em todo o mundo.

No caso do Brasil, especificamente, a própria Constituição Federal (a Constituição Cidadã), estabelece que todos têm direito a um meio ambiente ecologicamente equilibrado, porquanto é o homem, o ser humano, a pessoa em si, não como como indivíduo, mas como humanidade e como sujeito, a razão direta e prioritária dos benefícios de um meio ambiente sadio e autossustentável.

Pena que no atual governo do Rio Grande do Sul (comandado pelo senhor Eduardo Leite) tudo isso tenha sido incompreensivelmente deixado de lado, porquanto leis ambientais (dezenas e dezenas) foram sumariamente deletadas, órgãos públicos atuantes na área privatizados irresponsavelmente e por aí vai, daí as superlativas enchentes naquele estado, já que o governo estadual ignorou até as medidas preventivas/protetivas visando obstá-las.

Alfim, como qualquer tragédia chega ao crepúsculo, espera-se que, após o baixar das águas, responsabilidades sejam apuradas e penalizados sejam os que se omitiram ou simplesmente ignoraram o drama da maioria da população gaúcha.

Post Scriptum:

Não se pode deixar de mencionar, aqui, a atuação do Presidente da República, Lula da Silva que, provando e comprovando sua condição de ESTADISTA, tem-se dedicado com denodo e afinco a ajudar de forma efetiva o estado e a população do Rio Grande do Sul (onde na última eleição presidencial obteve 43,65% (2.891.851 votos) ante os 56,35% (3.733.185 votos) do candidato Bolsonaro.

A pergunta é: e se Bolsonaro (para a infelicidade dos brasileiros) tivesse ganho a eleição presidencial, mas perdido no Rio Grande do Sul, será que ajudaria ou retaliaria???

Apostem na segunda opção, sem medo de errar.

sábado, 4 de maio de 2024

 

BYE BYE “FIDELIDADE” – José Nílton Mariano Saraiva 

Produto de uma cultura milenar bastante arraigada em todos os quadrantes do planeta (embora não necessariamente difundida) é comum e tornou-se praxe que o homem, ao decidir-se por casar e constituir família (depois de farrear e brincar à exaustão) procure uma mulher de idade inferior à sua (nem que a “distância” não seja tão grande), até pelo próprio desgaste físico-biológico ao qual a fêmea é submetida no matrimônio (quando, por exemplo, vive e realiza o sonho de tornar-se mãe, desejo de toda mulher) ou, ainda, pela latente sensibilidade e a exacerbada preocupação com a rotina diária da família.


Um parêntesis: Temos consciência, de antemão, que alguns, mais românticos e sonhadores, hão de contestar e até não aceitar tal tese, alegando “preconceito” por parte de quem a esposa, naquela perspectiva de que, quando existe o “amor verdadeiro”, o “amor pra valer”, a “química necessária”, pouco importa, a idade não deve ser levada em consideração.


Os fatos, entretanto, estão aí mesmo pra comprovar e corroborar: embora existam (em qualquer lugar do mundo), são raros os casamentos onde o homem é mais novo que a mulher e, quando tal acontece, normalmente - ressalvadas as famosas exceções de praxe e dignas de encômios (quando os dois vivem felizes para sempre) a tendência é que a indissociabilidade da união vá pro brejo, de forma inexorável (e com doloridas cicatrizes e acusações de parte a parte).


A reflexão acima tem a ver com o casamento do herdeiro do “trono inglês”, William (28 anos, à época), com a plebeia Kate Middleton (29 anos), numa cerimônia repleta de fausto e pompa, que a TV tratou de transformar num espetáculo de gala, transmitindo-o para todos os continentes, durante horas.


Na oportunidade, à tona vieram alguns “pequenos detalhes”, que vale relembrar: 1) William é filho do “insosso” Charles (hoje, “Rei”), aquele que tem cara, jeito e atitudes de babaca, e que largou a bela Diana (mãe do William que, desprezada pelo marido, sapecou-lhe “chifres” a torto e a direito) para juntar-se a uma anciã já casada (Camila, com o dobro da idade dele), e à qual confidenciou (quando ainda casado com Diana), que gostaria de ser o seu “tampax” (para os mais “puros e recatados” , que o desconhecem, trata-se de um dos absorventes íntimos, usados prelo mulheril); 2) antes de casar, William e Kate já moravam juntos por uns tempos (os adeptos da virgindade devem tremer nas bases), quando colegas de Universidade, e ela chegou, inclusive, a deixá-lo a ver navios, obrigando-o a implorar-lhe perdão para tê-la de volta (temos aí um futuro “barriga branca” ???); 3) talvez por isso mesmo, ela exigiu (com que intenções ninguém sabe) que fosse abolida do cerimonioso ritual do casório a cláusula em que publicamente juraria fidelidade ao marido (e assim foi feito); 4) embora permanentemente falido, o “Estado” britânico abriu as torneiras e disponibilizou, na oportunidade,  algo em torno de dezesseis bilhões de reais com a cerimônia, sem contar com o que foi gasto pela própria realeza.


Alfim e ante isso tudo, uma perguntinha tanto simplória quanto realista: como já se tornou comum referir-se e evocar a rainha da Inglaterra quando tratamos de “inutilidade”, “desnecessidade” e/ou “desperdício”, para que existe mesmo a monarquia britânica, com toda a sua cafonice e custo estratosférico ??? Por qual razão não implodi-la de vez, mandando o exército de malandros que a compõem trabalhar duro pra ganhar a vida ???

 A HORA É AGORA – José Nílton Mariano Saraiva 

A excelência, versatilidade, bagagem acumulada ao longo dos anos e comprovada facilidade com que ele consegue abordar com propriedade, clareza e consistência, uma miscelânea de assuntos, sem que caia no lugar comum ou no emprego banal daquelas “frases-clichês” ou notinhas de pé de página desprovidas de substância às quais muitos recorrem, o credenciam como um intelectual de escol; dá gosto ler seus substanciosos textos.

Recatado, se nos apresenta aparentemente tímido, mas contundente quando chamado a manifestar-se; econômico nas palavras, porém extremamente acessível com aqueles que o procuram, tem sempre uma palavra de estímulo; lhano, embora não se furte a impor-se quando preciso; firme em seus posicionamentos e, paradoxalmente, capaz de ouvir atentamente os que professam um credo diferente do seu; estas, em rápidas pinceladas, algumas das suas características pessoais.

O que mais chama a atenção, no entanto, é o seu olhar social, a sua vocação eminentemente humanista, a sua aguçada sensibilidade para com os problemas enfrentados pelos semelhantes, a sua predisposição de doar-se em favor de uma causa que beneficie os menos favorecidos ou que não tiveram oportunidade de ascensão socioeconômica. E, certamente imbuído de tal propósito, ao ingressar na academia optou pelas ciências sociais, graduando-se em Direito.

Socialista convicto e de primeira hora, escolheu um partido de viés esquerdista quando decidiu ingressar na política. Sem recursos, mesmo assim foi eleito vereador na cidade do Crato, tendo seu mandato caracterizado pela seriedade no tratamento da coisa pública, pela competência nos questionamentos apresentados, pela busca incessante de respostas às demandas de cunho socialista, pela tentativa de mudar o deplorável “status quo” vigente.

No entanto, atropelado pelo “rolo-compressor” do poderio econômico e da falta de escrúpulos, não logrou reeleger-se, numa prova concreta e acabada da total falta de responsabilidade e do pouco caso que a população do Crato dispensa quando chamada a tratar sobre o futuro da cidade (daí o estado deplorável e falimentar que atravessa).


Agora, entretanto, quando a cidade experimenta mais uma administração comprovadamente caótica, quando o Crato afunda no caos, patina na mediocridade, escorrega na maionese, involui a olhos vistos em todos os aspectos e quadrantes e se acha literalmente parada em termos de geração de investimentos (que propiciem emprego e consequente obtenção de renda por parte da sua população), por qual razão não se pensar em alguém com o perfil socialista acima, a fim de geri-la, dar-lhe um ramo, balançar-lhe as estruturas, içá-la do pântano em que a meteram, catapultá-la do marasmo e da incompetência em que a socaram, já há décadas e décadas ???

Como cratense “da gema”, pra lá de preocupado com o atual e crítico momento (e bote preocupação nisso), permitimo-nos sugerir que o “cara” da vez, nas próximas eleições municipais, seja um filho de Lavras da Mangabeira, mas radicado no Crato desde a mais tenra idade: José Emerson Monteiro Lacerda (em dobradinha com um Marcos Cunha, José Flávio Vieira ou outros que compartilhem dos mesmos ideais).

Fica a sugestão.

quinta-feira, 2 de maio de 2024

 A “FARSA” DA REGIÃO METROPOLITANA DO CARIRI – José Nílton Mariano Saraiva


Desnecessário forçar a memória pra lembrar que, anos atrás, quando da “FARSA” que foi a plenária solene de criação da Região Metropolitana do Cariri, no recinto da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, alguns dos Deputados Estaduais (que inclusive foram votados no Crato) se postaram peremptória e radicalmente contrários a tal denominação, já que, asseveravam convictos, desde o batismo oficial, a denominação mais “apropriada” para aquela área seria Região Metropolitana de Juazeiro.

Como não houve unanimidade e objetivando aparar arestas, os “bombeiros de plantão”, por conveniências momentâneas, decidiram pela manutenção da primeira denominação – Região Metropolitana do Cariri.

Puro jogo de cena, conversa pra boi dormir, cinismo absoluto, hipocrisia em estado latente, já que a questão substantiva, a da localização dos empreendimentos que viriam para a Região Sul do Ceará e a consequente alocação dos necessários recursos para tal mister, de antemão já estavam garantidos pra Juazeiro do Norte.

Na oportunidade, registramos aqui mesmo o nosso protesto, e profetizamos que, em razão do “COMPONENTE POLITICO”, na prática a teoria seria outra, já que havia e estava clara a predisposição governamental de privilegiar as cidades de Sobral, ao norte, e Juazeiro do Norte, ao Sul, em termos de interiorização desenvolvimentista do interland alencarino; às demais cidades seriam destinadas as sobras, os refugos, as migalhas, aquilo que não fosse de interesse da “metrópole” (o lixão, por exemplo), já que meros satélites a vagarem na órbita das urbes acima citadas.

O tempo literalmente “fechou”, já que fomos “premiados” com alguns adjetivos de cunho eminentemente preconceituosos e depreciativos, tais quais: conservador, bairrista, ultrapassado, anacrônico e por aí vai.

Fato é que, de lá pra cá (e lamentavelmente), o que houvéramos previsto se tornou uma dolorida realidade (principalmente para os cratenses), além do que revestido e acompanhado de um componente sarcástico e provocativo: em todos os grandes principais investimentos implementados em Juazeiro do Norte (principalmente na esfera governamental), há de se expressar e constar em “caixa alta e cores diferenciadas”, tanto na fachada da obra civil como em documentos atinentes, a denominação complementar “...DO CARIRI” (assim, temos o Aeroporto Regional do Cariri, o Hospital Regional do Cariri e por aí vai), como se, a partir de então, nenhuma obra similar ou de características idênticas se torne necessária (Juazeiro do Norte deterá o privilégio de ser o primeiro e único em termos de Cariri, ad aeternum).

E, só pra chatear (ou jogar a última pá de cal num corpo insepulto e putrefato), maus cratenses (adeptos do puxa-saquismo, da babação desenfreada e de conveniências momentâneas) trataram de difundir um slogan tão cretino quanto derrotista - “somos um só povo, uma só nação Cariri” - que apenas denota a falta de compromisso, o desamor ao Crato, o pouco caso com o futuro da cidade, o conformismo com o catastrófico status atual, a impotência de se conseguir algum projeto de porte gerador de emprego e renda, a inapetência política caracterizada pela falta de parcerias capaz de alavancar o desenvolvimento da urbe.

E o pior é que tão estapafúrdio conceito foi imediatamente absorvido e difundido, inclusive e principalmente pelas autoridades do município, numa clara sinalização de que não devemos nos preocupar se nada vem para o Crato, não devemos reclamar se nos falta emprego e renda, não devemos se importar se a nossa cidade dia-a-dia se degrada, afunda e se transforma numa cidade fantasma, porque, afinal de contas... “Juazeiro é bem ali” (assim, até um simples BO policial terá que ser obtido lá).

Também, esperar o que de um prefeito (à época Samuel Araripe) que publicamente proclamou que “...o Crato é final de linha, só vai ao Crato quem tem negócios lá” ??? O que esperar de um prefeito tão “afinado” com o Governador do Estado (Cid Gomes, à época) que este, em visita à cidade, fez questão de ignorá-lo solenemente e às claras ???

Ta na hora, pois, do povo do Crato encarar com mais seriedade e responsabilidade uma eleição, colocando à frente do município pessoas que tenham compromissos com a cidade, que se disponham a catapulta-la do pântano movediço em que a meteram (já há décadas).

Assim, tomamos a liberdade de sugerir um nome diferente, um nome íntegro, um nome que prima pela seriedade e competência: José Emerson Monteiro Lacerda à prefeitura do Crato, na eleição que se avizinha.

Desfraldemos essa bandeira.

sexta-feira, 26 de abril de 2024

A Guerreira Feliz


 

 

J. Flávio Vieira

 

                            “Os heróis são famosos,

                        mas os santos são anônimos”

                                    Russel Shedd

 

                        O heroísmo tem, em geral, uma conotação bélica, uma maneira de incensar soldados que fizeram feitos tidos como inéditos nos campos de batalha. Alguém já disse que nas guerras não existem heróis, apenas sobreviventes.  Talvez se tente, com a criação de um mito, justificar a tragédia que joga milhares de jovens a matarem-se entre si,  por ideais sombrios e desumanos.

                   Lembrei-me , imediatamente, dessa constatação, quando, neste 20 de abril, caiu uma guerreira ,de uma causa mais nobre, em um outro campo de batalha. Chamava-se Expedita Maria de Jesus, mas , por esse nome, seria impossível identificá-la.  Ficou marcada na história da saúde do Cariri, por um outro epíteto: Edite. Um apelido, de origem no inglês arcaico, que lhe caiu como uma luva e significa “Guerreira Feliz”. Quase uma premonição !  Nascida em Potengi, em 01/06/1926, ela veio trabalhar  , por volta de 1950, no Hospital São Francisco de Assis de Crato, o pioneiro da região, administrado pelas Irmãs de Caridade e sob a batuta do Mons. Francisco de Assis Feitosa e depois do Mons. Rocha, Raimundo Augusto e Padre Teodósio. Ali, forjada pelo conhecimento prático, pelo cuidado e pela formação religiosa, Edite se tornou  Enfermeira, numa época em que ainda não tinham chegado as primeiras com formação universitária. De personalidade forte, especializou-se em Centro Cirúrgico, convivendo com alguns cirurgiões pioneiros da nossa região: Gesteira, Antonio Macário, Joaquim Fernandes Teles, Maurício Teles, Eberth Teles, Décio Cartaxo, Fábio Esmeraldo, José Ulisses Peixoto. Rápido se tornou uma referência na formação de novas atendentes de Centro Cirúrgico. Disciplinada, sistemática, profissional ao extremo e autoritária, quando necessário, formou gerações de trabalhadores de Centro Cirúrgico. Percebia-se, com facilidade, aqueles que tinham passado por seu crivo e pelo seu ensino. Além do profundo e minucioso conhecimento da sua área, de extrema responsabilidade, Edite somava a tudo isso uma imensa visão humanitária. Solidária, caridosa, cuidadora nata,  ela sabia que o toque de Midas da sua atividade se encontrava justamente ali. Trabalhou, incessantemente, por mais de setenta anos, no mesmo hospital. Retirou-se recentemente, já nonagenária, mas em plena vitalidade física e mental. Conviveu, de perto, com outras luminares enfermeiras do seu tempo como Bernadete Gonçalves e Salvina Lucena. Ela me dizia que lembrava de meus pais ainda noivos visitando, no São Francisco, um irmão de minha mãe, em leito de morte. Trabalhou com um tio avô meu, Joaquim Pinheiro Filho, primeiro diretor do hospital,  comigo e com meus filhos, médicos. Varou pelo menos quatro gerações.

                   Quase centenária, nos deixou nestes dias. Visitei-a neste último momento, estava lúcida, esperançosa e loquaz.  Impossível entristecer, hoje,  diante de uma vida tão plena. Que mais precisaria Edite desejar da vida ! A transcendência tornou-se apenas um mero detalhe na sua trajetória.  Longeva, produtiva, solidária, amiga, formadora de vocações. Um desses heróis verdadeiros, daqueles que se banham em laivos de santidade. Viúva, não deixou filhos biológicos. Mas espalhou uma infinidade de rebentos adotivos por esse mundo afora: alunos, colegas, pacientes cuidados e salvos por suas mãos. Merecia um monumento na nossa Faculdade de Medicina ou no pátio do Hospital São Francisco. Com a partida dela inuma-se um fragmento importante da história da Medicina em terras caririenses, aquela em que cuidar, amar, amparar, solidarizar-se, ser empático, sentir o sofrimento do outro como seu,  eram parte indissociáveis do Tratamento e da Cura. Esse , talvez, seja a maior herança que ela deixa para os profissionais de saúde que saem à mancheias das faculdades atuais, muito mais bacharéis em saúde do que artistas da arte médica.  

Crato, 26/04/24

 CUIDADO... OS “XERIFES DO MUNDO” ESTÃO CHEGANDO - José Nilton Mariano Saraiva 

Comprovada e irremediavelmente falidos em termos econômicos, enfrentando um avassalador, descomunal e corrosivo processo de decadência, inclusive moral e ética, mesmo assim a nação americana (EE.UU.) se nos apresenta (ainda) como uma das maiores potências do mundo em termos técnico, científico e poderio bélico.


Como, no entanto, a “fonte” que sustentava tudo isso - suas reservas petrolíferas - rapidamente se exaurem em função da “farra” e mau uso durante décadas (seu consumo interno sempre se manteve nas alturas, resultando infrutíferas todas as tentativas de diminuí-lo) bem como ainda não se consolidaram quaisquer outras fontes alternativo-substitutas, no médio prazo, há, sim, a possibilidade iminente de um “stop” da atividade produtiva do próprio país, dentro de certa brevidade.


Portanto, pra que se mantenha a máquina em funcionamento há o imperioso desafio de “ENCONTRAR, EXTRAIR OU TOMAR DE CONTA” de reservas petrolíferas onde houver petróleo abundante e em excesso (por exemplo, além mares e preferencialmente no Oriente Médio).


Para a consecução de tal desiderato, uma das mais eficientes armas utilizadas até aqui tem sido a distorção de informações, propagadas por uma mídia amestrada, dócil e supostamente paga, espalhada pelo mundo, que tem papel preponderante na fixação do uso de certos métodos heterodoxos de “convencimento”, objetivando sejam atropelados ou aniquilados aqueles que se lhes postarem à frente, ou, até mesmo, os que ousem contestá-los ou confrontá-los (desde quando, por exemplo, os americanos respeitam esses tais fóruns coletivos internacionais tipo a OTAN, ONU, G-8 e tal, quando resolvem que têm de intervir mundo afora ???).


Assim, nada mais conveniente e apropriado (pra eles, americanos),  o papel de “XERIFES DO MUNDO”, defensores da raça humana, protetores dos desvalidos, última reserva moral do planeta, solução para todos os males dos terráqueos, mesmo que a sua inescrupulosa e belicista prática diária se contraponha a tal teoria; necessário, para tanto, a provocação e manutenção indefinida de um “conflitozinho” básico com um país periférico qualquer (contanto que abarrotado de petróleo) a fim de que, quando a coisa apertar mais e se tornar necessário (como agora, com o Irã e outros países do Golfo Pérsico), possam desestabilizá-los, descredenciá-los, jogá-los às feras, pô-los contra o resto do mundo e, alfim, invadi-los e tomar de conta das suas portentosas reservas minerais.


Afinal, quem não lembra do ocorrido no Iraque (lá mesmo, vizinho ao Irã), quando os "gringos", sob o fajuto e inconsistente argumento da existência de letais armas químicas com potencial de destruir a própria humanidade (que, desde o começo desconfiava-se, e posteriormente comprovou-se tratar-se de uma deslavada mentira) acionaram sua mortífera e poderosa força bélica, ao custo de bilhões de dólares e milhares de vida humana) com o objetivo único e exclusivo de apoderar-se das portentosas reservas petrolíferas iraquianas, como realmente aconteceu ???

 

Para tanto, não tiveram nenhum escrúpulo de antecipadamente “anunciar”, para posteriormente executar a “caça, julgamento e assassinato” em tempo recorde (na forca e com transmissão ao vivo e a cores para todo o planeta), do presidente Saddam Hussein (ou alguém tem dúvida que aquilo ali foi um verdadeiro assassinato, mesmo se sabendo tratar-se de um ditadozinho de quinta categoria) ??? Aquilo foi ou não uma “interferência indevida” em assuntos internos de uma nação independente ???


E a próxima vítima da “imperial” determinação americana deverá ser a nossa vizinha e sofrida Venezuela, dona de uma das maiores jazidas petrolíferas do mundo (segunda do mundo), daí a midiática e avassaladora satanização da dupla Chávez (lá atrás) e Maduro (agora), sem dúvida ditadores perigosos, de par com a suspeita e providencial instalação de bases militares na Colômbia, sob o falso argumento de combate aos narcotraficantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).


É imprescindível, pois, que os “sul-americanos” nos cuidemos (o Brasil, em particular), que tomemos nossas precauções, nos mantenhamos de olhos abertos, preparemo-nos pra botar a boca no trombone, porque, quando o nosso pré-sal estiver em sua capacidade plena, quando nos tornarmos exportadores do “OURO NEGRO”, eles já estarão por aqui, na vizinhança, à espreita, esperando pra dá o bote mortal (a propósito, lembram da Base Espacial de Alcântara, no Maranhão, que lhe foi entregue de mão beijada por FHC, e onde os brasileiros estão proibidos até de entrar ???).


Ou alguém tem alguma dúvida de que o deslocamento da 4ª frota naval americana para “exercícios” no “Atlântico-Sul” não guarda um objetivo muito bem definido, tal qual acontece com os navios “yankes” ancorados nas cercanias do Irã ??? Por qual razão não se metem com a Rússia, que se acha assentada e também “nada de braçadas” num mar de petróleo ??? Será que o arsenal nuclear russo os assusta tanto ???


Fica, pois, o alerta: cuidado, muito cuidado, os “XERIFES DO MUNDO” estão chegando (e não se trata de nenhuma invasão alienígena).

terça-feira, 23 de abril de 2024

 BONITINHA, MAS... ORDINÁRIA – José Nílton Mariano Saraiva 

Vinte e três anos atrás, precisamente em 11.09.2001, dia em que as tais “torres gêmeas” despencaram tal qual um castelo de areia, atingidas que foram por dois portentosos "aviões americanos" pilotados por "terroristas árabes", também o “Pentágono” (edifício sede que centraliza todo o alto comando das forças armadas americanas) foi seriamente atingido por uma terceira aeronave. Já um outro avião (o quarto, ou o voo 93) que houvera decolado com atraso e mudado de rota inexplicavelmente, dirigindo-se a Washington D.C. (presumivelmente para ser arremessado contra a Casa Branca ou mesmo o Capitólio, a sede do Congresso Nacional), de repente sumiu dos radares. 

É que, ao constatarem tratar-se de uma ação terrorista orquestrada, e após infrutíferas tentativas de comunicação objetivando fazê-lo pousar no aeroporto mais próximo, o alto comando militar americano decidiu por bombardeá-lo em pleno ar, independentemente de se achar repleto de indefesos civis americanos.

A pífia (e inverossímil) justificativa posterior (pra limpar a barra dos militares e do próprio governo) foi a de que, alertados via celular pelos familiares sobre o que estaria acontecendo, os “patrióticos” passageiros rebelaram-se ao pressentir que o voo 93 seria jogado contra a Casa Branca (sede do governo) e, num ato de indômita bravura e heroísmo e de total desprendimento, decidiram-se pelo “suicídio coletivo”, derrubando-o, após luta corpo-a-corpo com os meliantes.

A versão oficial - BONITINHA, MAS... ORDINÁRIA, - caiu por terra quando se constatou que na imensa cratera (e adjacências) onde teria caído o avião, não havia qualquer vestígio (ou restos) da sua fuselagem (numa prova inconteste de que fora abatido e “pulverizado” em pleno voo e, aí sim, os detritos – se sobrou algo - se espalharam por quilômetros). 

Fato é que, sem maiores questionamentos, a versão oficial foi aceita sem delongas, os passageiros viraram “heróis fúnebres” nacionais e até um filme foi “autorizado” (United Voo 93) na tentativa de perpetuar na memória o patriotismo daqueles bravos americanos.

Posteriormente, a “bombástica” notícia de que, após dez anos de caçada implacável, finalmente uma “tropa de elite” de militares americanos, com a autorização do Governo, conseguira matar o saudita Osama Bin Laden, tido e havido como o idealizador, mentor e responsável pelo estrago feito lá atrás. 

Pronto, a vingança houvera sido concretizada. A festa foi de “arromba”, varou a noite, e o então presidente americano, Barack Obama, em queda vertiginosa nas pesquisas para as eleições do ano seguinte, não só iria colher os dividendos da ação, como virou herói nacional e garantiu mais quatro anos na Casa Branca.

O que há de estranho nessa história toda (tal qual a fantasiosa “queda” do avião que empreendia o voo 93 e o desaparecimento dos seus “restos”), é a repentina magnanimidade do governo americano, que após abater seu inimigo público número um, em um outro país (e sem que o governo paquistanês houvesse autorizado a ação), resolve dispensar-lhe toda a cerimônia ritualística de um sepultamento muçulmano (lavando-o e envolvendo-o num lençol branco e por aí vai), ao cabo do qual... lança-o ao mar arábico, em local não divulgado, num recipiente hermeticamente vedado e repleto de peso, a fim que não houvesse chance de emergir e, mais importante, sem que ninguém (a não ser eles, os americanos) tenha tido a oportunidade de ver e conferir o cadáver (para dá um ar mais verossímil à “coisa”, foi providenciado e divulgado um “exame de DNA”, que teria sido comparado ao de uma irmã do indigitado).

Agora, aqui só pra nós: em razão do “estrago” e mesmo a “desmoralização” impingida aos orgulhosos americanos pelo Osama Bin Laden (ao invadir a América, destruir seu patrimônio e matar milhares de americanos), não teria sido mais convincente que os “valentes” soldados americanos (mais de vinte se envolveram na ação de caça ao Osama Bin Laden , segundo relatos), o tivessem prendido, transportado ao continente americano e o exposto publicamente para todo o mundo, levando-o a julgamento, posteriormente (como fizeram com o Saddam Hussein, lá no Iraque, que fez muito menos) já que reconhecidamente o inimigo público número um da América ?? A repercussão não teria sido muito maior ??? 

E se a ordem era matá-lo, eliminá-lo, pulverizá-lo, dar-lhe um fim o mais rapidamente possível, porque não mostrar pelo menos o corpo, a posteriori, para que todos nós, mortais comuns de todo o planeta, pudéssemos “conferir” ??? Afinal, mesmo fotografias (se posteriormente forem disponibilizadas, como se especula) hão de gerar dúvidas, já que com os recursos hoje disponíveis no campo da informática torna-se perfeitamente possível “forjar” com perfeição o que antes se nos apresentaria impossível.

segunda-feira, 22 de abril de 2024

 “ÓRFÃO DE UM PAI VIVO” - José Nílton Mariano Saraiva 

Um recém-nascido, terminantemente rejeitado pelo próprio (e aristocrático) pai,  a ponto de não poder ostentar seu sobrenome; uma mulher, mãe solteira, profissionalmente realizada, porém atormentada e solitária, pagando um alto preço (o exílio), por ter-se aventurado numa relação proibida; um homem, já maduro, casado, e academicamente reconhecido, mas que, em função de conveniências políticas e, também, para salvar o próprio casamento, somente admite o adultério depois de pressionado, embora negue uma paternidade indesejada; uma esposa, traída e infeliz, que embora intelectual bem sucedida, é humilhantemente obrigada a conviver com a sombra de uma “outra”, numa forçada acomodação de interesses.


Relendo “A HISTÓRIA REAL – TRAMA DE UMA SUCESSÃO”, de Gilberto Dimenstein (páginas 152-153), conhecemos, com detalhes, lances da relação extraconjugal entre o então Senador e futuro Presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, com a jornalista global Mirian Dutra, mãe de Tomás, à época com oito anos de idade, produto de um equívoco e prematuramente ÓRFÃO DE UM PAI VIVO”.


O mais estranho, em tudo isso, foi a hermética blindagem, autêntica conspiração de silêncio, patrocinada pelos Diretores de Redação das principais revistas e jornais nacionais, conhecedores privilegiados da matéria, que sonegaram da população, às vésperas de uma eleição presidencial, tão preciosa informação, sob o débil e inconsistente argumento de NÃO se tratar de um “fato jornalístico”, embora numa outra eleição, por um fato semelhante, tenham enxovalhado com um dos candidatos (Lula da Silva), tornando-se partícipes ativos da mudança então verificada no rumo da história.


História, aliás, testemunha e reveladora do “caráter” (ou a falta de) de duas personalidades antagônicas: de um lado, um homem simples, humilde, pouco letrado, mas sensível e presente ao assumir o produto de uma relação adúltera, agregando-lhe o sobrenome; de outro, um homem nascido em berço-de-ouro, herdeiro de família tradicional, detentor de títulos e honrarias mil, mas insensível e incapaz de admitir e reconhecer o filho gerado, condenando-o a carregar apenas o sobrenome materno; e, ainda por cima, desrespeitando acintosamente a ex-companheira, ao insinuá-la uma mulher de múltiplos e vários homens, porquanto mãe de um filho de pai desconhecido (já que dele não era).


Questiona-se: podem, Diretores de Redação, ao bel-prazer, indefinidamente sustar a publicação de uma matéria de interesse coletivo, por “sugestão” de políticos influentes, como foi feito na ocasião ??? O que se constitui em um “fato jornalístico”, digno de ser levado ou não ao conhecimento público ??? Onde a ética jornalística, ditada por manuais e normas inflexíveis, pode determinar seja ele (o fato jornalístico), imputado aleatoriamente para situações idênticas??? Até quando a liberação de verbas publicitárias por parte de um Governo determinará o escamotear a verdade, sob o pueril e inconsistente argumento de “falta de provas” ???

 

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Post Scriptum:


Texto de nossa lavra, elaborado em 21.04.2000 (exatamente, sem tirar nem pôr, 24 anos atrás). Fato é que, posteriormente, depois de ser eleito e exercer a Presidência da República em duas oportunidades (de 1995 a 2002) e após o falecimento da esposa (Ruth), só então – ufa !!! - FHC resolveu enfim reconhecer oficialmente Tomaz, agregando-lhe o sobrenome e destinando-lhe a “mesada” respectiva.


Questão de “caráter”... ou a falta de ???

sábado, 6 de abril de 2024

 

A “PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR” – José Nílton Mariano Saraiva   

 

Preparar-se antecipadamente, focando principalmente os aspectos psicológico (ocupação do ocioso tempo disponível) e financeiro (capacidade de atendimento às novas demandas), sob pena de não o fazendo, à frente colher frustrações e desenganos mil, eis aí a tarefa prioritária dos que rompem as amarras do vínculo empregatício e se aposentam após anos e anos de labuta diária, almejando, a partir de então, compreensivelmente, o “aproveitar a vida” com intensidade, qualidade e sem pressa.


Há, no entanto, alguns óbices a serem vencidos: 1) em razão do “teto-limite” estabelecido pelo Governo Federal (INSS) para o “benefício previdenciário” jamais equiparar-se à remuneração percebida por aqueles que têm uma renda um pouco mais expressiva que o salário mínimo, corre-se o risco de “sobrar dias ao final do mês” (ou seja, faltar grana pra pagar as contas); 2) como o índice de reajuste desse mesmo “benefício previdenciário” já se nos apresenta defasado há bastante tempo, não guardando consonância com os índices de reajuste dos preços dos produtos em geral, torna-se evidente que a remuneração do aposentado brasileiro experimenta dia-a-dia um corrosivo desgaste ou achatamento, via diminuição do seu poder de compra; e,  3) por consequência, fica ele impossibilitado de levar uma velhice serena, tranquila e sem problemas, como mereceria (e aqui, os maldosos e gozadores sociólogos de plantão se aproveitam para, num misto de ironia e sarcasmo, cunhar a expressão “melhor idade”, ao se referirem ao período pós laborativo - a aposentadoria).


Pois é exatamente nesse estágio que se destaca, por fazer a diferença em favor dos que dela fazem uso, a tal “PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR” (gerenciada pelos chamados Fundos de Pensão) que tem por objetivo a fundação de reservas para benefícios futuros e (como o próprio nome sugere) possibilita um necessário “complemento da renda” aos seus usuários (para se ter uma ideia da defasagem, normalmente o “benefício complementar” é maior que o “benefício previdenciário”).


A questão é tão importante, que o próprio Governo Federal trata de propagar e estimular a adesão aos Fundos de Pensão (principalmente nas empresas estatais), tendo em vista a sua pujança e capacidade de indução na formação de uma sólida poupança, assegurando um grande volume de recursos internos (a custos baixos e de longo prazo), adequados ao financiamento de obras estruturantes pelo setor público; isso aquece a economia, estimulando a geração de emprego e renda (só pra exemplificar, a Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, é hoje um dos principais parceiros do Governo Federal em obras de grande vulto).


Só que, apesar de tal estímulo governamental, no Brasil como um todo os números poderiam ser bem mais alentadores, tendo em vista que a
 previdência complementar fechada brasileira é composta por 277 entidades e o total do patrimônio administrado ultrapassa a R$ 1,19 trilhão, correspondendo a razoáveis 12,0% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

 

Se, entretanto, compararmos tais números aos de outros países, vamos perceber que ainda engatinhamos no manuseio e uso efetivo de tão importante ferramenta econômica, a saber: na Holanda o montante atingido representa 110% do PIB e em países como o EUA, França, Inglaterra, Espanha, Canadá e Japão o volume desses recursos chega a 60% dos PIBs respectivos.


No entanto, como o rincão é promissor e de retorno garantido para quem nele investir, a esperança é que as campanhas educativas sobre, surtam o efeito desejado, possibilitando uma maior adesão dos empregados vinculados às empresas particulares a essa nova realidade, de forma que a PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR cumpra com os seus dois nobres objetivos sociais: 01) complemente o ganho dos que se aposentam, possibilitando-lhes uma melhora na qualidade de vida; e, 02)  atue como forte indutor do processo desenvolvimentista do país, aliando-se ao governo no atendimento aos grandes projetos geradores de emprego e renda.