TRIPULANTES DESTA MESMA NAVE

sábado, 4 de abril de 2026

 

BANCO MASTER: A PROVA DEFINITIVA DA SAFADEZA – José Nílton Mariano Saraiva

Quando, após o imoral golpe perpetrado contra a democraticamente eleita Presidenta da República Dilma Rousseff, Michel Temer assumiu interinamente a Presidência da República, em maio de 2016, uma das suas primeiras providencias foi nomear o senhor Ilan Goldfajn para gerir o Banco Central.

Este, independentemente de ter ascendido ao cargo por escolha de um golpista (e até por isso mesmo), ficou na função de junho/2016 até o fim da gestão Temer, em dez/2018. Então, com a eleição e posse de Jair Bolsonaro, e após tramites burocráticos de praxe, dois meses depois, em fevereiro/2019, o comando do Banco Central foi entregue ao senhor Roberto Campos Neto, por indicação pessoal de Jair Bolsonaro.

Antes disso, no entanto, na fase de transição dos dois governos, Ilan Goldfajn mostrou pelo menos um pouco de dignidade e altivez quando, já nos estertores da sua atuação como presidente do Bacen, recebeu o senhor Daniel Vorcaro, que manifestou sua intenção de tornar-se “banqueiro”.

Após análise da situação, e elaboração do competente relatório técnico, o Banco Central (de Ilan Goldfajn) negou veementemente tal investida do senhor Vorcaro, por absoluta falta de provimento.

Em outubro/2019 (somente oito meses depois), e aí já na gestão de Campos Neto, no Bacen, o senhor Daniel Vorcaro, certamente que orientado por alguém do próprio novo governo Bolsonaro, voltou à carga na sua tentativa de tornar-se “banqueiro”, usando a mesma argumentação e papelada da solicitação anterior (que houvera sido rejeitada).

E aí, numa metamorfose impressionante e digna de esclarecimentos detalhados, o Banco Central da dupla Jair Bolsonaro/Campos Neto, resolve aprovar o mesmo pedido que houvera sido indeferido oito meses atrás, tornando o senhor Daniel Vorcaro, agora, sim, “banqueiro”, de fato e de direito.

Deu-se então que, durante os quatro anos do governo Bolsonaro o Banco Central de Campos Neto fez vista grossa ao jogo sujo e toda sorte de maracutaia do senhor Vorcaro (fraudes, desvios, corrupção e por aí vai). A troco de quê ???

Nisso tudo, há que se destacar a omissão criminosa da imprensa nacional, que, mesmo sabedora que o Banco Master, do senhor Vorcaro, foi fundado e atuou livremente no governo Bolsonaro (com Campos Neto, no Bacen), insiste em enganar a população ao sugerir que o atual governo tenha algo a ver com o descalabro descoberto.

Portanto, para que dúvidas não pairem e se acabe de vez com especulações infundadas, o líquido e certo é que: o Banco Master, do bandido Daniel Vorcaro, foi criado, homologado e atuou livremente e irregularmente desde o princípio, quando da gestão da dupla Jair Bolsonaro/Campos Neto.

A dupla Lula da Silva/Gabriel Galípolo fez apenas e tão somente o essencial e que deveria ter sido feito lá atras: liquidaram extrajudicialmente o Banco Master.

Alfim, metade do mundo e a outra banda gostariam de saber: depois da prisão do bandido Vorcaro, pela Polícia Federal, por qual razão não intimar o senhor Campos Neto para que explique a não tomada de providências durante seu tempo de presidente do Banco Central.         

 A SIMILITUDE (“MODUS OPERANDI”) ENTRE CIRO, CAMILO E  BOLSONARO  

Na arena política, com seus atores multiformes, vige aquele velho e assertivo adágio popular, segundo o qual... “o sujo não pode falar do mal lavado”.

Aqui no Ceará, por exemplo, temos o Ciro Gomes, que vive a falar mal do Jair Bolsonaro e do Camilo Santana, quando o seu “modus operandi” tem muita similitude com os dos dois, a saber: como deu um jeito de empregar na política toda a sua família (os irmãos Cid, Ivo, Lia e Lúcio devem a ele, sim, o ingresso na política), Ciro não pode criticar Bolsonaro por ter também empregado todos os filhos na política (Flávio, Carlos, Eduardo e Jair Renan, além da enteada (filha de Michele com um homem casado) e seu namorado que, mesmo morando no Rio de Janeiro, assinam ponto num órgão governamental em Santa Catarina, do governador Jorginho Melo).

Com relação a Camilo Santana, Ciro Gomes não pode nem de leve pensar em criticar seu ex pupilo por ter conseguido colocar a esposa Onélia Santana no cargo vitalício de Conselheira no Tribunal de Contas do Estado do Ceará, já que sua ex-esposa Patrícia Gomes de há muito está abrigada no mesmo cargo vitalício de Conselheira do Tribunal de Contas do Estado do Ceará (nos dois casos, a remuneração beira aos R$ 40.000,00 mensais).

É aquela velha história: um sujo não pode falar do mal lavado.

Post Scriptum:

Ainda sobre o Ciro Gomes, por qual razão ele omite, em suas falas, discursos e no próprio curriculum, ter sido Conselheiro da Acesita e da Itaipu Binacional, faturando uma quantia mais que razoável, no tempo em que era ministro no governo Lula da Silva ???