INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL – (José Nílton
Mariano Saraiva)
Nos confins
do universo, navegando a uma velocidade supersônica na imensidão infinita do
cosmos, ao abrigo e no interior daquele insignificante artefato construído pela
“raça humana”, desenrolava-se um drama inimaginável: é que, através do recurso
conhecido como leitura labial, HAL houvera descoberto que os até então dois fiéis
companheiros de viagem tencionavam eliminá-lo da missão, silenciá-lo de vez,
descartá-lo como um dos responsáveis pelo sucesso da empreitada, seguindo
viagem sozinhos.
Então, a
partir daí, depois de infrutíferas tentativas de persuasão, ciente de que não
poderia dissuadi-los a desistir de uma viagem que considerava inviável, HAL
arquitetou e pôs em prática, paulatinamente, seu fulminante contra-ataque, que
culminou por levar o homem (agora, um único sobrevivente) a romper sua dimensão
temporal, transportando-o a uma outra galáxia, uma outra dimensão, onde ele
(homem), morre e, paradoxalmente, renasce para a vida, começando tudo de novo,
só que longe do seu habitat natural.
Sem maiores pretensões, este é um resumo enxuto de uma das maiores obras de
ficção científica já produzidas pelo homem, o filme “2001-Uma Odisseia no
Espaço”, narrativa premonitória das dificuldades que, no futuro, o homem
(tripulantes de aviões ou de uma nave espacial) teriam que enfrentar quando
tivessem que “bater de frente” com sua própria criação: a máquina inteligente,
o computador HAL. O célebre conflito criador versus criatura.
Produzido numa época (1968) em que ainda não existiam os famosos “efeitos
especiais”, onde o aparato e instrumental tecnológico era uma brincadeira de
criança em comparação ao existente nos dias atuais, onde a limitação
orçamentária era uma realidade, e sem contar em seu “cast” com nenhum ator
famoso capaz de chamar bilheteria, “2001-Uma Odisseia no Espaço” nos mostrava,
lá atrás, no hoje distante 1968, a tenebrosa perspectiva de que um dia a
“criatura” enfim se rebelasse contra o “criador”, quer que por mero “ciúme” ou,
então, pela não aceitação de manter-se “subjugado” a uma “mente inferior”.
A
pergunta é: agora, que a INTELIGENCIA ARTIFICIAL veio pra ficar, quem
conseguirá obstá-la ??? Pra onde ela nos levará ??? O que será do “homo sapiens”
??? Tornar-se-á um servo da máquina inteligente, criada por ele próprio ???
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