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sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Os cegos e a geopolítica da América Latrina



Falar sobre o estado crítico em que se encontra a cultura do Brasil, do Nordeste e mais especificamente do Cariri tem se tornado necessário já que a visão sobre isso não é nem de longe vislumbrada pelos nossos jornalistas da mídia maior (seja televisiva ou escrita). A respeito desta última, perdemos no Brasil nos últimos anos a qualidade da erudição dos nossos escrevinhadores de notícias, que ia de um Nelson Rodrigues a um José Guilherme Merquior.

Se alguma cabeça pensante quiser perceber o fosso que separa a geração desses escritores/jornalistas basta consultar seus livros, onde alguns deles são compostos das matérias que os mesmos escreviam, para a qualidade da escrita que hoje vemos em nossos jornais, assim como o grau de completo desconhecimento sobre o que passa na cultura ocidental, pondo assim gigantescas viseiras em nossos “(de) formadores de opinião”. Não podemos dizer que “ignorar” seja o verbo perfeito para classificá-los, pois assim seríamos displicentes com outros como “disfarçar”, “enganar” ou “cegar”. Todos eles encaixam-se perfeitamente para noventa e nove por cento da mídia nacional aonde alguns chegaram a denominá-la de PIG (Partido da Imprensa Golpista).

Torna-se curioso tais observações, pois a mídia que é acusada de ser golpista é aquela que aparentemente sucumbe às tentações “do capital”, que supostamente vai de encontro às mudanças que atualmente ocorrem no Brasil, e/ou, no continente sul americano. A visão de uma impressa ineficiente de fato existe, porém, enxergar a grandiosidade do processo exigiria aos militantes de esquerda honestidade e percepção (quem achar um militante de esquerda com tais características não me mostre, pois será um oximoro). Numa perspectiva mais estadual podemos dizer que não sabemos de nada da geopolítica mundial e muito menos do importante processo de crescimento das esquerdas (seja por golpe de estado, ou por um aparente processo democrático de eleição) no continente latino americano iniciado desde os anos 60. Através da estratégia política traçada pelo italiano Antonio Gramsci, ideólogo que a maioria do povo brasileiro desconhece, e que a elite Cult que o conhece nega tal fenômeno, o povo brasileiro foi e é diariamente catequizado por uma doutrina socialista em que consiste primeiro ocupar a cena cultural, para que somente depois, caso a ala revolucionária esteja devidamente preparada possa acontecer à tomada do poder.

Ao ler as linhas acima o leitor pode imaginar que isso só pode ser fruto de uma mente muito fértil, ou do presente texto ter sido elaborado por algum partido de “direita” (como se houvesse algum partido de direita hoje no Brasil). Para não confundi-lo, demonstro com algumas poucas provas (e que se o leitor desconfiar poderá estudar alguns livros e verificar em outros sites) a extensão do processo. Como disse, o intuito de tomar o poder lentamente, ocupando primeiramente todos os espaços possíveis como jornais, (que ajuda a difundir para a grande massa a idéia esquerdista que a política socialista seria uma coisa benéfica, que o capital estrangeiro é culpado pela atual situação social do país, e que a imagem do capitalismo é de um conjunto de países que exploram outros países pobres) escolas, onde boa parte das disciplinas de história e geografia não só distorcem fatos como falsificam provas e difundem através de um extenso mercado editorial (que vai das primeiras séries até a universidade). Para conferir essa doutrinação observe no número de denúncias que o site http://www.escolasempartido.org/ tem conseguido organizar através de um trabalho notável totalmente desconhecido pela maioria dos pais. Aí estão denúncias de fraudes de conteúdos históricos nas mais diversas séries em escolas particulares públicas. Para que o leitor não fique assustado, é bom saber que o mercado editorial que produz a “elite” da intelligentsia é contaminado pelas mesmas fraudes de conteúdo histórico, cortes de obras importantes que rebateram os absurdos do socialismo desde co começo do século XX e que são omitidas criminosamente nas faculdades, dando aos alunos uma visão totalmente falha do processo, os induzindo de forma criminosa a adoção de ideologias que eles mesmos desconhecem. A editora Boi Tempo ( http://www.boitempo.com/ ) é uma das tantas que ignora totalmente gênios da economia que rebateram cabalmente o socialismo em todas as suas possibilidades como os economistas da escola austríaca, que vergonhosamente são publicadas no Brasil de modo improvisado por algumas poucas edições, ou agora pelo trabalho notável do jovem Rafael Hotz, estudante que traduz as obras do inglês para o português e as publica em seu blog http://enxurrada.blogspot.com/ .No blog (e não em nossas faculdades) encontramos obras traduzidas de Von Mises, Hayek, Rothbard, Charles Jhonson, entre outros, só para citar alguns dos maiores economistas do mundo que a mentalidade brasileira ignora quase que por completo.
Se o leitor até agora não leu nenhuma obra acima e nem nunca ouviu falar na figura do senhor Antonio Gramsci, infelizmente ignora do quanto foi catequizado, não só você através dos jornais, mas seu filho em sua escola, ou nas compras de sua esposa. Afinal, saber que produtos falsos vindos da China (comunista) como bolas Adidas, brinquedos de pelúcia, carvão, cimento, produtos elétricos entre tantos outros, são fabricados através da exploração de trabalhadores em regime de escravidão não é fácil de ser percebido. Como adivinhar o que se passa no outro lado do mundo? Certamente não é através da globo, da recordo ou tampouco no diário do nordeste ou no jornal o povo. O leitor que quiser tais informações terá que fazer um notável esforço que consiste em pesquisa e montagem de um extenso quebra cabeça que é gramscianamente escondido. Para dar uma colher de chá fica abaixo uma pequena lista de sites que poderá conferir as barbaridades do PT, sua relação com as FARC, MIR, os crimes do comunismo, fuzilamentos, corrupção e toda sorte de crimes que jamais você saberia se esperasse pela competência de quem comumente você pode ler: http://www.heitordepaola.com/index.asp, http://www.averdadesufocada.com/, http://alkimistasdobrasil.blogspot.com/ , http://www.cubaarchive.org/home/index.php , http://cubaarchive.org/home/index.php, http://www.armandoribas.com.ar/ , http://www.austriaco.blogspot.com/, http://movimentoordemvigilia.blogspot.com/ , http://www.nivaldocordeiro.net/, http://www.ordemlivre.org/files/hayek-ocaminhodaservidao.pdf .

Estar no Cariri e ignorar toda essa articulação socialista que atualmente se passa na América Latina é quase que uma regra. Prolongar-se através do tema exigiria espaço que não daria para relatar nem mesmo através de um livro. No mais espero ter contribuído para um debate que está em águas profundas sufocadas não pela mão invisível de Adam Smith, mas pela mão discreta do senhor Antonio Gramsci.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Educação versus Marxismo - Por Pedro Paulo Rocha

A influência da psicanálise tem sido considerável na educação. A visão psicanalítica foi adotada, inclusive, pelos marxistas, que hoje dominam praticamente toda a área do ensino, não só no país, como em grande parte do mundo ocidental. Eles compreenderam que atingiriam melhor os seus propósitos, ainda que a longo prazo, se "fizessem a cabeça" dos jovens.

Isto levou grupos que ambicionam subjugar as massas e incutir-lhes suas doutrinas, a ter, como objetivo prioritário, o domínio de todas as instituições através das quais poderia controlar a vida intelectual da sociedade, em particular as escolas, universidades e a mídia. Assim, a educação assumiu um cunho nitidamente político, alvo de todos os grupos sectários ou religiosos.

Um dos exemplos mais fragrantes se deve ao pedagogo Paulo Freire, que ficou famoso por seus métodos, destinados preferencialmente à alfabetização de adultos, em especial operários e camponeses. Conforme revela o dominicano frei Beto, em pronunciamento por ocasião de sua morte, "a pedagogia que defende tem por fim a conscientização". (*O Globo, maio/1997). O primordial não seria a alfabetização, mas sim "a formação de uma consciência das relações sociais", segundo exposto na sua obra "A Pedagogia do Oprimido", evidentemente ensinada sob a ótica marxista. Ou, como afirmou o padre Júlio Lancelloti, que oficiou a missa de corpo presente: "Paulo Freire nos ensinou que a educação é um ato político". Poderíamos melhor dizer, que transformaram a educação em um ato político, em que ela é usada para doutrinar politicamente o aluno.

Como resultado, a impressionante constatação de que, nas décadas de 60 e 70, "não havia quarto de adolescente pequeno burguês, ou de filhinho de papai, que não tivesse na parede o rosto do Guerrilheiro Infeliz - Che Guevara - ao lado dos quatro Beatles". (* O Globo, 29/9/96) Situação induzida por seus professores, nas salas de aula. Aliás a inexplicável atração que a rebeldia exerce sobre artistas, estudantes e intelectuais, "provocou a maior peregrinação de celebridades à região zapatista, situada em plena selva, no México, e que se tornou a nova Meca da esquerda. Eles vão se confraternizar com o último foco de resistência armada ao neoliberalismo da América Latina". (* Globo 12/maio/96)

O mais surpreendente neste contexto de boas intenções, e a exigência destes "intelectuais" de se suprimir todo o tipo de censura, sob a estulta alegação de preservar a liberdade de expressão. A conseqüência mais imediata é a divulgação de técnicas de construção de bombas e atentados biológicos, através da Internet, propiciando a expansão dos atos terroristas que, durante os últimos meses de 1996, passaram a ameaçar até Curitiba e Rio de Janeiro.

Foi na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro que o ex-terrorista Gabeira promoveu o "abraço a lagoa", em defesa da "soberania nacional" e da "reserva de mercado", e contra os contratos de risco na exploração do petróleo. O deputado Gabeira, que participara do seqüestro do embaixador americano, é o eterno defensor de idéias exóticas, como a liberação da maconha, a oficialização do nudismo e o casamento entre gays. Naquela instituição, durante a década de setenta, foi promovida a maior perseguição universitária aos professores que antagonizavam o marxismo. Ação por mim prevista, em carta dirigida em 1973 ao padre Mac Dowell, então reitor daquela universidade, e em denúncia intitulada "A já não mais velada ameaça marxista", ambas ignoradas. O que lhe custou, pouco tempo depois, a demissão, por exigência destes grupos, que cobraram o seu afastamento quando, tardiamente, pretendeu conter seus excessos.

O processo evoluiu "usando uma tática simples: expurgaram os adversários até que eles constituíssem uma minoria e dai por diante passaram a resolver todas as questões pelo 'voto democrático', obedecendo altaneiramente a vontade da maioria". (JB 13/5/79) Iniciaram minando progressivamente as bases, alijando principalmente todos os professores militares, oriundos do IME, que tinham construído o Centro Técnico Científico, concluindo com a demissão daqueles que ocupavam cargos de maior destaque, como os professores Anna Maria Moog e Antônio Paim, do departamento de Filosofia, Aroldo Rodrigues, diretor do departamento de psicologia e Arthur Rios, diretor do departamento de Sociologia, a pretexto de restruturação do ensino. Foram afastados, inclusive, dois professores da área biomédica que tinham sido citados no livro "Brasil Nunca Mais", como envolvidos em colaboração com a repressão política, um deles o Dr. Rubens Janini, numa condenação sem julgamento e sem direito à defesa. Era a prática do que se poderia chamar de "aplicação unilateral da anistia", porque, simultaneamente, conhecidos terroristas, envolvidos em assaltos a bancos, seqüestros, assassinatos e guerrilhas, eram recebidos de braços abertos, em cargos de projeção, por todo o país.

Este é o grande perigo da ingerência política na educação: impedir que o aluno forme a sua própria consciência, robotizando-o e incutindo-lhe preceitos doutrinários.

Não foi, portanto, à toa que as Igrejas católica e metodista implantaram uma vasta rede escolar. Esse fator foi muito usado não só pelos regimes totalitários, como foi o caso da Alemanha, onde os nazistas criaram a juventude hitleriana, e na URSS, em que o Partido Comunista controlava a educação com mão de ferro. Mas também o é, disfarçadamente, por todos os grupos que ambicionam o poder. Se os marxistas já haviam entendido isso, desde cedo, e se infiltraram no corpo docente das escolas e universidades, os psicanalistas não ficaram atrás. Intervieram abertamente na educação, procurando introduzir seus conceitos.

Muitas lideranças terroristas, por exemplo, são constituídas, classicamente, por professores universitários. Yasuo Hayashi, o mais procurado líder da seita Verdade Suprema, de 38 anos, foi Ministro da Ciência e Tecnologia do Japão. Era o responsável pela fabricação do gás sarin que, em 20 de março de 1995, matou 12 pessoas e intoxicou mais de cinco mil, em um atentado no metrô de Tóquio. O famoso terrorista Unabomber, procurado durante muitos anos por ser o responsável por inúmeros atentados nos EUA, era nada mais nada menos que o professor universitário Theodore John Kaczinki. O sanguinário Pal Pot, que assassinou milhões de pessoas no Laos, se formou no famoso Quartie Latin. Foi dos bancos das universidades saíram inúmeros militantes do Tupac Amaru e do Sendero Luminoso, que abraçaram a luta armada, sob inspiração maoista, no Peru.

O que leva um "intelectual", com formação superior, a praticar atos terroristas que atingem centenas de vítimas inocentes e encaminhar seus alunos para sendas tortuosas? A única explicação talvez seja que "a atividade intelectual e científica, em geral, estreita a mente, ao invés de alargá-la, por força da crescente especialização dos fatos, conceitos e técnicas. A medida que eles se aprofundam, o seu alcance diminui".(* Christian de Duve - Poeira Vital)


Fonte: http://www.digestivocultural.com