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terça-feira, 6 de janeiro de 2009



Vereadores de Crato continuam devendo uma homenagem a Dom Vicente Matos
por Armando Lopes Rafael

Foram muitas as cobranças. Igual foi o número as decepções. Até hoje a Câmara de Vereadores de Crato não denominou uma rua desta cidade como “Dom Vicente de Paulo Araújo Matos”.
No dia 6 de dezembro passado completaram-se dez anos da morte de Dom Vicente. A data, felizmente, foi lembrada pela Diocese de Crato. Atendendo pedido do nosso querido bispo diocesano, Dom Fernando Panico, o Cura da Sé, Padre Edimilson Neves, construiu uma capela mortuária na Catedral de Nossa Senhora da Penha para onde foram transladados – naquele dia – os restos mortais de Dom Vicente, juntamente com os despojos de Dom Quintino e Dom Francisco. Como se vê a comunidade cratense não deixou a data passar em branco. Já os nobres vereadores continuam fazendo “ouvidos moucos” ao clamor da população que exige uma homenagem pública ao maior benfeitor de Crato.
Nenhum outro homem deixou tantos benefícios ao Crato como Dom Vicente Matos!
Ainda muito jovem, com 37 anos, ele chegou, em 1955, à Cidade de Frei Carlos, como bispo auxiliar de Dom Francisco. E daqui só saiu em 1992, após renunciar ao cargo de Bispo de Crato. Foram 37 anos de trabalho, doação, vitórias e sofrimentos vários...
Era um gigante aquele bispo! Deve-se a ele a criação do Instituto de Ensino Superior de onde veio a Faculdade de Filosofia de Crato, embrião da atual Universidade Regional do Cariri. Depois Dom Vicente criou a Rádio Educadora do Cariri, a Empresa Gráfica Ltda. (que por longos anos editou o jornal “A Ação”), o Colégio Madre Ana Couto com seu imponente prédio onde hoje funciona a Faculdade Católica do Cariri, o Colégio Pequeno Príncipe.
Todos os sindicatos rurais do Sul do Ceará foram criados por Dom Vicente, A ele deve-se também a Fundação Padre Ibiapina, a Organização Diocesana de Escola Radiofônicas, a Escola de Líderes Rurais–ELIRUR, o Centro de Expansão no bairro Granjeiro, e a Vila Jubilar. Durante seu episcopado criou 18 paróquias e ordenou 37 sacerdotes. E fez ainda tantos bens que o espaço seria insuficiente para enumerá-los...
Conversando, outro dia (sobre a ingratidão do Crato para com a memória de Dom Vicente Matos) com Monsenhor José Honor de Brito, ele disse:
–O Crato está mostrando que não é digno de ter uma rua com o nome de Dom Vicente Matos!
Falou e disse!
E eu endosso as palavras dele...

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