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domingo, 27 de janeiro de 2013

luto e desprezo

É um absurdo: há cretinos babacas fazendo piadinhas no Facebook com a tragédia na boate em Santa Maria, RS, citando até música de cabaré pegando fogo.

Aos parentes das centenas de vítimas, meu coração dolorido, minha solidariedade.

Aos cretinos, meu total desprezo. Não os perdôo, eles sabem o que fazem.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

o entulho

Entrevista com esse entulho da ditadura militar. De dar nojo, asco, repulsa.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

data venia a nós o vosso voto

 Lézio
Esses togados do STF são uns engraçadinhos... Passam 11 horas discursando polidamente, expondo complexos preceitos jurídicos para justificar seus votos a favor ou contra ou muito pelo contrário da aplicação da Ficha Limpa, para tudo terminar no empate e no impasse e começarem a bater boca como se estivessem num boteco, uma excelência ironizando a outra.
Diante do 5 a 5 que não virava 6, a ministra Ellen Gracie, em sua elegância pétrea, sugeriu que encerrassem o batibarba e fossem todos para casa dormir.
Ora, data venia!

sábado, 18 de setembro de 2010

quem te viu, quem tv


Há 60 anos Assis Chateaubriand espalhou por São Paulo 200 aparelhos receptores de sinal de tv. Pode-se dizer que a televisão brasileira nascia naquela data. Hoje são mais 60 milhões de aparelhos multifacetados por este Brasil varonil. Do indiozinho símbolo da TV Tupi ao plim-plim global, a programação televisiva piorou bastante.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

quando eu me chamar saudade

 "Foi uma sacanagem a forma que me expulsaram do Itamaraty!", disse o poeta Vinicius de Moraes, lá pelos anos 70, a respeito de sua saída compulsória, definitiva e sumária dos quadros do Ministério das Relações Exteriores na época da ditadura. 

Após 26 anos de serviços prestados ao Itamaraty, o poeta foi "aposentado" pelo regime militar em 1968, já como resultado da promulgação do AI-5. O general-presidente de plantão, Costa e Silva, exigia o desligamento do serviço público de "bêbados, boêmios e homossexuais". Brincalhão, Vinicius disse "eu sou o bêbado". O ministro Magalhães Pinto foi curto e grosso: "demita esse vagabundo!".

Com a exoneração o poeta ficou muito magoado e deprimido. Extravasou seus sentimentos na poesia e na música. Na língua nagô a expressão "na tonga da milonga do kabuletê", gravada em 1970 em parceria com Toquinho, significa algo como "vão todos à merda!" Curto e diplomático.

Hoje, em Brasília, o poeta será promovido pelo chanceler Celso Amorim à condição de Embaixador do Brasil, com a presença de parentes e amigos, como a cantora Miúcha. 

Em algum cantinho em bom lugar, o nosso eterno poetinha deve estar curtindo, com seu uisquinho, essa tardia reparação, embora ele nunca tenha deixado de ser o que lhe tomaram, pois dizia-se "eu, o capitão do mato, Vinicius de Moraes, poeta e diplomata."

A benção, meu mestre!

domingo, 11 de julho de 2010

em Brasília, 19 horas

 
A Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado aprovou quarta-feira, dia 7, o projeto de lei que flexibiliza o horário de transmissão do famigerado programa "A Voz do Brasil".
Pelo texto, as emissoras comerciais poderão difundir o chatíssimo programa entre às 19h e 21h. O projeto será analisado agora pela Comissão de Educação antes de ir a plenário. Se aprovado, retorna à Câmara, pois mexeram lá em alguns itens da redação e precisam de uns retoques. Nas rádios públicas, não haverá alteração, e o maçante programa mantém o horário obrigatório.
Flexibilizar não significa muita coisa. Aliás, nada. É a mesma teoria de "liberdade vigiada", ou "você é livre para dizer o que eu penso".  Essa aberração radiofônica deve ser extinta, sumariamente. O programa é anacrônico, envelhecido, obsoleto. Não faz mais sentido em mundo de multiplicidade de mídias.
Criado em 1935, com  o nome de "Programa Nacional", tinha a finalidade de divulgar o governo no ditador Getúlio Vargas. Anos depois passou a se chamar de "A Hora do Brasil", e no governo do crudelíssimo Garrastazu Médici recebeu o nome que conhecemos hoje, com veiculação obrigatória em todas as rádios do país, por determinação do Código Brasileiro de Telecomunicações. E já foi até para o Guiness Book como o programa de rádio mais antigo do Brasil.
Recentemente fizeram uma versão "moderna" do tema musical de abertura, o clássico "O Guarani", de Carlos Gomes, com uns arranjos suingados de samba, choro, capoeira. Mas não adianta. A alma do programa é avessa, retrógada, de um bolor enfastiante. Além do absurdo do Estado tutelar o que devemos ouvir, não faz sentido um programa para divulgar notícias dos três poderes, quando  cada um deles tem estações de rádio e tv, além de páginas na internet. A "Voz do Brasil" pra mim é a mesma coisa de mandar correspondência pelo pombo-correio na era do e-mail.

quarta-feira, 7 de julho de 2010