TRIPULANTES DESTA MESMA NAVE

terça-feira, 26 de março de 2019

Caminhos Abertos

Abra a porta pra o amor passar
Não importa se pra sair ou pra entrar
Pra partir ou chegar
Começar ou terminar uma historia

Respire, sorria quando for falar
Deixe a energia fluir por seu corpo
Alma, mente e coração
Depois, chore se for preciso
Mas não comece por se vitimar
Ofereça um café, um chá
Um copo d’água pra beber
Um silencio pra o outro falar
Um abraço pra sentir 
Um ombro pra desabafar

No caminho entre a porta e a cozinha
Independente do vetor da informação
Tudo pode não mudar
A dor sempre se transformará.
Olhe bem praquela velha parede
Ha tempos ela nao é mais cinza
Você quem não percebeu,
Da luz, as cores, os sonhos refratados
Desenhando no tempo, a composição:
Alegrias, tristezas, espinhos e flores
Na dinâmica da vida tudo vai passar
É tudo uma questão de vento
Da frequência que conecta
Os pensamentos
Da amplitude da onda
Que abrange os sentimentos

Não feche a porta, abra os caminhos
Estar junto, sozinho…
É tudo uma ilusão
Prestando bem atenção
É uma questão
De quem
Em profunda inspiração
Compöe
Ou simplesmente
Ouve
A poesia, a canção
O que dizem ser loucura
É tão importante
Quanto o que dizem ser razão
É você quem determina

Solitude ou solidão 

domingo, 24 de março de 2019

O "FUNCIONÁRIO" DO BOLSONARO - José Nilton Mariano Saraiva



Imagina-se que antes de decidir renunciar à magistratura federal para ingressar na política (já na condição de Ministro de Estado), o então juiz Sérgio Moro (naturalmente que com o apoio da digníssima esposa, também atuante na área jurídica, mas paradoxalmente suspeita de se achar envolvida em “tenebrosas transações” com o dinheiro público) pesou os prós e os contra de tão radical mudança.

No entanto, como houvera sido picado pela mosca azul, em razão do repentino “cartaz” obtido quando chefiou a tal Operação Lava Jato (quando “peitou” deus e o mundo, sem maiores consequências), optou por fazê-lo ainda durante a campanha do “coiso” à Presidência da República, na perspectiva de que, em lá chegando, teria a oportunidade de estender seus tentáculos  em outras áreas governamentais.

Para tanto, dispunha de um handicap poderosíssimo: um “banco de dados” dos mais completos (e não tão republicano) sobre milhares e milhares de brasileiros (principalmente da classe política), obtidos através de um aparato tecnológico digno dos FBI, KGB e CIA da vida, conhecido por “Guardião” (o mesmo que serviu pra gravar as conversas de Lula, Dilma e familiares, usadas ilegalmente para alavancar o tal impeachment).

Além do mais, e visando a agilidade necessária na operacionalização do próprio, convenceu muitos dos seus subordinados da Lava Jato para ajudá-lo na tarefa de “dizimar” de vez com a classe política (se necessário), conforme já preconizara lá atrás em artigo sobre a Operação Mani Pulite, ocorrida na Itália na década de 90, e que lhe serviu de “catecismo” quando elaborou a Lava Jato, a saber:

“No Brasil, encontram-se presentes várias das condições institucionais necessárias para a realização de ação judicial semelhante. Assim como na Itália, a classe política não goza de grande prestígio junto à população, sendo grande a frustração pelas promessas não-cumpridas após a restauração democrática. Por outro lado, a magistratura e o Ministério Público brasileiros gozam de significativa independência formal frente ao poder político” (ipsis litteris).

Portanto, não se constitui surpresa nenhuma que, no primeiro “arranca-rabo” com a classe política, via discussão pública com o Presidente da Câmara Rodrigo Maia, em razão deste não priorizar e colocar em votação o seu projeto sobre a reforma do Código Penal, Sérgio Moro haja “lembrado” a todos que Maia fora citado numa das delações da Petrobras.

Aparentemente sem se intimidar com o “recado”, Rodrigo Maia partiu para o ataque e devolveu na mesma moeda, ao afirmar que Sérgio Moro não passava de um “funcionário de Bolsonaro” e que o projeto em questão seria discutido com Bolsonaro e não com ele, Sérgio Moro, já que sem competência para tal.

Fato é que o “fuá” tá armado, e em Brasília muitos lembram que quando aceitou ser Ministro da Justiça Sérgio Moro possivelmente já houvera combinado  com o “coiso” que seria uma espécie de “nuvem passageira” na Esplanada dos Ministérios, já que para ele e seis seguidores já estaria reservada uma vaga no Supremo Tribunal Federal ou - por que não - uma concorrência à própria Presidência da República, já em 2022.

A pergunta que se impõe, então, é: será que até que isso aconteça (Sérgio Moro no STF ou candidato à presidência) ele conseguirá convencer o “coiso” a reverter a decisão do Presidente da Câmara de só colocar em votação seu projeto sobre segurança após a votação da questão da Previdência ??? Ou ficará “engolindo sapo” até lá (o que não condiz com a sua personalidade autocrática e personalíssima) ???

Há que se considerar, ainda, que, além de não ser dado a “dar murro em ponta de faca”, Sérgio Moro está compromissado com os colegas da Lava Jato que “empregou” no Ministério da Justiça (também renunciaram aos cargos ???) daí nem pensar em “tirar o time” antes do tempo regulamentar.

sexta-feira, 22 de março de 2019

OS (FALSOS) "PALADINOS DA JUSTIÇA" - José Nilton Mariano Saraiva


Desde tempos imemoriais, aqui neste espaço, através de postagens diversas, temos afirmado com contundência e convicção que a esculhambação jurídica hoje vigente no país se deve exclusivamente àquele que deveria ser o guardião da Constituição Federal – o STF (Supremo Tribunal Federal).

Afinal, ao fechar os olhos para as diuturnas arbitrariedades perpetradas pelo juiz de piso Sérgio Moro e seus procuradores, integrantes da Operação Lava Jato, aquela Corte Superior literalmente estimulou os novos (falsos) “paladinos da justiça” a estuprarem nossa até então respeitável Carta Maior, sem a menor cerimônia, através da criação de um novo “direito”, próprio, intocável e oriundo de Curitiba, remetendo as “calendas gregas” todo o receituário jurídico então vigente.

É que, picados pela “mosca azul” e marombados pela soberba, em razão do apoio popular embutido no “canto de sereia” de um presumível combate sistemático à corrupção (uma farsa descomunal), os lavajateiros se consideraram como que semideuses, donos de uma verdade primeira e única.

E tanto fizeram, e tanto provocaram, e tanto exageraram, que findaram por despertar ciúmes explícitos nos membros do tal Supremo Tribunal Federal, que, parece, agora acordaram de  vez e decidiram bater de frente com a “criatura”, na perspectiva de mostrar-lhe “quem manda mesmo no pedaço” (aplicação do constitucionalmente estabelecido).

Assim, num primeiro momento a decisão de remeter à Justiça Eleitoral os processos relativos à corrupção/via caixa 2, feriu de morte a Operação Lava Jato, porquanto esvaziando-a em sua essência.

Tanto é, que a Internet está sendo usada e abusada “full-time” e de modo depreciativo pelos “lavajateiros”, numa clara demonstração de confrontação ao STF, principalmente porque em meados de abril teremos esse mesmo STF julgando definitivamente sobre a legalidade ou não da prisão em segunda instância, defendida arraigadamente pela República de Curitiba, mas, para muitos juristas de escol, absolutamente ilegal.

Na perspectiva de desaprovação de tal tese (perfeitamente possível, já que flagrantemente inconstitucional, porquanto não contempla a “presunção de inocência” e obsta o prosseguimento do processo legal, como determina a Constituição Federal) o STF finalmente se credenciará ao respeito daqueles que primam pela legalidade.  

Até lá, entretanto, prisões e mais prisões serão efetuadas a mando da Operação Lava Jato, numa tentativa de manter um protagonismo que definha dia-a-dia.

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Enquanto isso, a impressão que se tem é que o hoje ex-juiz Sérgio Moro “quebrou a cara” ao ingressar na política sem qualquer vivência e apenas com o aval de um maluco incompetente. É que imaginou que em lá chegando e já na condição de Ministro da Justiça poderia casar e batizar, fazer e desfazer, mandar e desmandar e, enfim, exercitar sua porção perversa em maior amplitude.

Com apenas três meses de governo já foi “enquadrado” pelos mafiosos políticos do Congresso Nacional e tende a ser um simples e banal “empregado de Bolsonaro” (como o definiu Rodrigo Maia), com tudo de “agradável” (???)  que uma companhia dessa estirpe possa propiciar.        



domingo, 17 de março de 2019

DEUS E O DIABO NA TERRA DO PRE-SAL - REGINALDO MORAES


Deus e o Diabo na terra do Pré-Sal –
Reginaldo Moraes


O Brasil é um país cristão. É o que dizem. Quando eu nasci determinaram que eu era católico. Um padre jogou aquela agua benta, disse umas coisas em latim, a cerimônia toda. Não me recusei e isso pode ter sido meu primeiro grande erro. No máximo teria engatado algum choro. Dizem que foi curto.

A marcha da fé teria outras etapas. Para completar a educação cristã, todo domingo tinha missa. O que era quase um inferno (Deus me perdoe!). Afinal, exigia que uma criança ficasse pregada naqueles bancos quase uma hora, naquele ambiente lúgubre da igreja, com perfume enjoativo de velas e incenso.  Era um tal de senta, levanta, ajoelha. E repetir umas frases sem significado, respondendo a um cara que fala umas coisas em língua que ninguém entende.  Que sufoco! O truque era atrasar e chegar apenas um minuto antes da tal da sagração da hóstia. A missa ficava “valendo” e se ganhava uns quinze a vinte minutos de tortura a menos.
Mas aí vem a escola e as aulas de catecismo. Na escola pública, sim, o que era quase um monopólio dos católicos. Até que havia coisas interessantes, umas estórias da vida de Jesus eram mesmo divertidas. Mas decorar as quatro orações era um porre. Salve Rainha. Padre Nosso. Ave Maria. Credo. Tudo para preparar a “primeira comunhão”, o rito em que o católico imposto confirma “VOLUNTARIAMENTE” sua adesão ao plano de saúde vitalício. Aliás, mais do que vitalício, valia por duas vidas, a passageira, do vale de lágrimas, e aquela, mais duradora, do suposto vale das delícias. Do pó vieste, ao pó voltarás, porque este mundo não é teu lar.
Primeira comunhão parece meio que uma versão espiritual do exame de colonoscopia. Dois dias terríveis para um momento que é quase nada. Na minha época, que já vai longe, a gente fazia a confissão no sábado, começo da tarde. Era o procedimento da limpeza geral. Confessa os pecados, zera o taxímetro, paga as penitências rezando umas trinta orações. Aí começava o drama. Contavam às crianças, com requintes de maldade, que era preciso ficar limpo até a hora da hóstia, caso contrário ela iria verter sangue – ou você iria engasgar com tal força que alguém tinha que dar um chute no seu traseiro. Esta última versão parece que era uma corruptela da primeira, mais adequada ao espirito sombrio da igreja.
Ficar limpo. Eis a questão. Feita a confissão, você não pode mais pecar até a hora da comunhão. Beleza, só que nos martelavam que se peca por pensamentos, palavras e obras. Nada escapa da vigilância do Big Father. Palavras e obras até que se consegue segurar. Por umas vinte e quatro horas dá para aguentar. Mas… pensamentos? Se você bota na cabeça que não pode pensar naquilo é justamente naquilo que vai pensar. Até para lembrar que não deve pensar naquilo. Daí, na hora de engolir a pastilha é fatal: você tem certeza de que vai engasgar.  Quando não acontece nada você começa a perder a fé: consegui passar pela vigilância divina, então ela não é grande coisa.
Superado o obstáculo, quando você pensa que está livre, alguém mais sádico, com ou sem batina, vai lhe avisar que tem mais pela frente. Os sacramentos são sete e você passou por dois. Bom, nesta altura do campeonato não me restou alternativa senão dizer que estava em outra e que Ogun havia feito contato. Não era verdade, mas servia como desculpa. Afinal, melhor dizer que tem outro deus do que dizer que não tem nenhum. Porque hoje, como na era de John Locke, a tolerância se aplica a todas as religiões, mas não àqueles que não querem ter uma. Esses não pertencem à comunidade.
Ogun serviu para me livrar das chamas do inferno ou, pelo menos, do olhar desconfiado dos meus semelhantes tementes a Deus. Mas eu sabia que era falso. E que, portanto, eu estaria, sem dúvida, nos braços de Belzebu. Este, felizmente, reduziu os sacramentos a um único procedimento purificador: girar como salsicha no braseiro.
Fazendo as contas, talvez os sete sacramentos valham a pena. Vai que é assim mesmo. Anos mais tarde li a tal aposta de Blaise Pascal. A conversa do filósofo era malandra. O que você tem a perder? Diga que acredita na existência de Deus e nas consequências desse fato primordial. Se for mentira, você não perde nada. Se for verdade, você ganha um paraíso. Só que… tem um truque na conversa mole. Aceitar a chantagem de Pascal significa abrir mão de umas vodcas e baseados, entre outros refrescos do vale de lágrimas. Recusar significa aceitar a possibilidade de um fogaréu assando as partes.
Entendi então como aquele Jesus simpático que protagonizava velhas histórias, tinha sido transformado em um promotor de vendas. Um gênio do marketing. Com apenas doze vendedores-pracistas, conseguiu construir um império transnacional. Vendendo esse bem (ou serviço?) que ninguém manuseia e, se não receber, sequer pode reclamar ao Procon.
Feito o balanço, fico pensando se não é preciso ser um pouco ateu para não embarcar nesse cristianismo cínico. Jesus, como eu disse, me parecia um cara boa-gente. Excelente professor, explicava de modo simples idéias bastante complexas. Corajoso, expulsava os vendilhões do tempo. Hoje, os donos de templos preferem estórias vingativas do Velho Testamento. E quando falam de Jesus é para transformá-lo em uma caderneta de poupança ou fundo de investimento. Fico sem essa.





sexta-feira, 15 de março de 2019

"GÂNGSTER" E "CRETINO" - José Nilton Mariano Saraiva


Que Gilmar Mendes não é flor se que cheire, isso metade do mundo e a outra banda sabem. Basta uma olhadela na lista dos seus “clientes” para se constatar que não existe nenhum pé-rapado, nenhum emergente ou mesmo um mísero morador de  periferia; é só a “nata” da bandidagem de colarinho branco, de alta periculosidade e normalmente envolvidos em tenebrosas transações; mas que o elegeram seu “defensor-preferencial”, pouco importando a exorbitância que terão de desembolsar, já que  normalmente  liberados vapt-vupt pelo próprio, com uma facilidade que nos deixa reflexivos.


Arrogante, prepotente, sarcástico e falastrão, Gilmar Mendes não se cansa de humilhar aqueles aos quais se julga superior, como, por exemplo, quando se retirou de uma das sessões do pleno do STF não satisfeito porque um dos advogados das partes resolveu questioná-lo, ao que sapecou-lhe: “advogado é advogado, ministro é ministro”.


No entanto, quando em um primeiro momento o juiz de primeira instância, Sérgio Moro e sua troupe (procuradores da tal Operação Lava Jato, sediada em Curitiba) resolveram se “apropriar” de todos os processos que tratassem sobre “corrupção”, independentemente da origem, ferindo de morte o princípio do “juiz natural” e avacalhando de vez  a Constituição Federal, Gilmar Mendes e colegas do STF não se manifestaram.


A partir de então, “marombados” pelo poder descomunal e sem freios, os integrantes da Lava Jato continuaram desobedecendo dia e noite a nossa outrora “Carta Maior”, através de prisões alongadas, conduções coercitivas sem necessidade de notificação, e por aí vai, e que objetivavam na realidade (conforme ficou provado a posteriori) inviabilizar a candidatura Lula da Silva à Presidência da República; de novo, outra vez, novamente, Gilmar Mendes e os demais integrantes daquela corte não só a tudo assistiram passivamente, como também “chancelaram” as arbitrariedades flagrantes daquele juiz de primeiro piso.


Como a soberba tomou conta da “República de Curitiba”, os excessos a cada dia se acentuaram, findando por criar uma certa “animosidade” ou “ciumeira” por parte dos componentes do Supremo Tribunal Federal, que poderia ser traduzida no questionamento: afinal, quem “manda” aqui nessa zorra, nós ou eles ???


Fato é que, com o fim da lua-de-mel, eis que o “stop” à ganância da Lava Jato afinal chegou, tendo como protagonista principal ninguém menos que ele, Gilmar Mendes.


É que, em sessão do pleno do STF, realizada em 14.03.2019, com o objetivo de julgar sobre a “competência” dos processos de crime de corrupção quando houver caixa 2, decidiu-se que seriam encaminhados à Justiça Eleitoral e não mais à República de Curitiba (como eles tanto temiam, e representou um baque profundo na Lava Jato).


E aí, o arrogante Gilmar Mendes não só peitou, mas literalmente “se vingou” dos presunçosos e igualmente arrogantes procuradores da Lava Jato, ao “carimbar” na testa da sua principal estrela, o procurador Deltan Dallagnol (braço direito de Sérgio Moro) a alcunha de “gângster” (Ipsis litteris: “Isso não é método de instituição, é método de “gângster”. Isso é uma disputa de poder em que se quer amedrontar as pessoas. Fantasmas e assombrações aparecem para quem neles acredita”).


Aproveitando a deixa, Gilmar Mendes referiu-se à excrescência da criação de uma Fundação, com propina da Petrobras para a Lava Jato, no valor de estratosféricos R$ 2,5 bilhões: “O que se pensou com essa fundação do Deltan Dallagnol foi criar um fundo eleitoral. Era para isso. Imagina o poder. Imagina quantos blogs teriam, quanta coisa teria à disposição. Veja a injustiça, veja a ousadia desse tipo de gente” (Ipsis litteris).

“Mordido”, Gilmar Mendes também se referiu ao procurador Rodrigo Castor (muleta de Dallagnol) , em razão deste ter criticado a Justiça Eleitoral: “Gentalha despreparada, não têm condições de integrar o Ministério Público. Nem pensamento estratégico têm. São uns cretinos”, afirmou.

E agora, Sérgio Moro/Dallagnol, vão processar o Gilmar ???


quinta-feira, 14 de março de 2019

Estudantes do Crato terão suas poesias distribuídas nas ruas


Estudante e poeta Ana Ruty 


Valorizar a produção literária dos estudantes é uma forma de impulsionar o gosto pela leitura e a descoberta de escritores. Durante o II Encontro da Poesia no Gesso, que acontecerá no período de 21 a 24 de março, na comunidade do Gesso, no Crato, os estudantes das escolas púbicas terão a oportunidade de ler poemas, participar de oficinas, conhecer escritores e de distribuir as suas poesias.  

A Secretaria Municipal de Educação está mobilizando as escolas do município para participar do Encontro.  A abertura do evento acontecerá no quinta-feira, 21, com o Cortejo da Poesia, a partir das 16h, saindo do Terreiro do Coletivo Camaradas. O Cortejo será acompanhado pelo Maracatu Raízes, Zabumbar, Grupo de Dança Nova Vida, escritores, artistas, professores e estudantes. 

Os núcleos gestores das escolas municipais estão sendo orientados a identificar os estudantes que escrevem poemas para que suas produções possam ser impressas e distribuídas no dia do cortejo.    

Esse Encontro, idealizado pelo Coletivo Camaradas, que visa democratizar à leitura   contará com lançamentos de livros, feira, apresentações artísticas, rodas de poesia, intervenções urbanas, slam, batalhas de rap e oficinas.

terça-feira, 12 de março de 2019

A "MARACUTAIA" DA LAVA JATO - José Nilton Mariano Saraiva

O “acerto” para que a Petrobras repassasse aos integrantes da Operação Lava Jato a “propina” de espantosos R$ 2.567.756.592,00 (DOIS BILHÕES, QUINHENTOS E SESSENTA E SETE MILHÕES, SETECENTOS E CINQUENTA E SEIS MIL E QUINHENTOS E NOVENTA E DOIS REAIS) a ser entregue a uma Fundação de Direito Privado gerida pelos próprios lavajateiros, foi “formalizado” ainda no ano passado e subscrito por 04 Procuradores da República e 09 Procuradores Regionais da República do Paraná (e embora não conste a assinatura do ex-juiz Sérgio Moro, pressupõe-se que haja participado da elaboração do documento, já que, à época,  ainda não havia renunciado à magistratura federal).
Agora, quando um dos “blogs sujo” (???) da Internet (Luís Nassif) descobriu a maracutaia e corajosamente “botou a boca no mundo”, e dada à repercussão estrondosa, o pastor Deltan Martinazzo Dallagnol (substituto do Moro na Lava Jato) na presunção de estar a catequizar/evangelizar seus cordeirinhos evangélicos, emitiu comunicado tentando “consertar o estrago”, já de domínio público.  
Não deu e, pior, restou a sensação “palpável” da comprovada “desonestidade” dos integrantes da Lava Jato, porquanto a intenção verdadeira seria investir essa montanha de grana na “formação política” dos seus membros, visando as próximas eleições, onde, com o “papo furado” de combate à corrupção, se apresentariam como os “salvadores da pátria”.
Hoje, desmoralizados ante a repercussão negativa de tal papagaiada, os lavajateiros resolveram suspender a criação da tal Fundação, submetendo a questão à análise do Tribunal de Contas da União e da Controladoria Geral da União.

A tendência é que a bufunfa reverta em favor da própria União.

Sangue nas Veias

ABRIR A BOCA
FECHAR OS DENTES
TRAGAR O AR
QUE NEM MAIS SENTES

FRANZIR A TESTA
SERRAR O OLHOS
FITAR A DOR
QUE TE ENVENENA

AMOR É LUTA
CONQUISTA PLENA
NÃO VEM DE GRAÇA
PELA ESPERA

A VIDA É BUSCA
A PAZ É POUCA
PRA DESISTIR-SE
SÓ PELO SONHO

SEI QUE É VERDADES
MAS PELA DÚVIDA
APERTE OS PUNHOS
PREPARE A VOZ

SOLTE A CANÇÃO
O GRITO DE GUERRA
TAMBOR NA TARDE
A MORTE É NADA

NÃO PERCA A VIDA
SÓ ESPERANDO
ARRANQUE OS FATOS
DE QUEM NOS MENTE

domingo, 10 de março de 2019

SÉRGIO MORO - SIM OU NÃO ???

NO MOMENTO, E EU NÃO VEJO ISSO TAMBÉM NO FUTURONÃO SERIA APROPRIADO DA MINHA PARTE POSTULAR QUALQUER ESPÉCIE DE CARGO POLÍTICO PORQUE ISSO PODERIA, VAMOS DIZER ASSIM, COLOCAR EM DÚVIDA A INTEGRIDADE DO MEU TRABALHO”.



(Ex-Juiz e hoje Ministro da Justiça SÉRGIO


 MORO, em entrevista à Revista VEJA, EM 2017)

sexta-feira, 8 de março de 2019

Comunicador cratense será agraciado com o Título de Doutor Honoris Causa da URCA


A Universidade Regional do Cariri (URCA), irá conceder título de Doutor Honoris Causa ao cerimonialista e jornalista Huberto Cabral. O reconhecimento se deu após proposição e análise junto ao Conselho Superior da Universidade (Consuni) pelos relevantes serviços prestados e contribuições para a Região do Cariri. A solenidade acontece no próximo dia 08 de março, no Salão de Atos da URCA, às 17 horas, no campus do Pimenta, em Crato.

O processo de Huberto Cabral foi aprovado através de solicitação da 8ª reunião extraordinária do Departamento de História, no dia 4 de junho deste ano, pelo docente do curso, Carlos Rafael Dias. No documento de avaliação com os seus dados biográficos, Huberto Cabral é descrito como jornalista-memorialista-historiador-radialista, funções que se fundem num comunicador que se notabilizou pelos serviços que têm prestado nessas áreas à História do Cariri e do Crato, além de sua presença marcante em importantes cerimoniais públicos e privados da cidade cratense e região.

Suas funções estão sendo exercidas na área, inclusive já tendo passado pela URCA como Assessor de Imprensa, no início da criação da universidade, e da assessoria da prefeitura do Crato, tem sido organizador de inúmeros eventos de caráter cultural e histórico no Município, a exemplo da ExpoCrato. O homenageado nasceu em Crato, em 1936, tem atividade permanentes junto à Diocese do Crato e a Rádio Educadora, com atividades em jornais, como O Levita, que foi um dos editores, que passou a editar ainda no Seminário, e depois a Ação, porta-voz da Diocese do Crato, fundado em 1939. Também atuou na amplificadora cratense, pioneiro no serviço de auto-falante da região do Cariri.

Com a fundação da Rádio Araripe do Crato, primeira emissora do interior cearense, Huberto Cabral passou a atuar na emissora dos Diários Associados, maior conglomerado de mídia da América Latina.

Chamado de ‘enciclopédia viva do Crato’, Huberto passou a ser uma testemunha ocular de episódios históricos da cidade, e uma das fontes essenciais de muitos acontecimentos. É um guardião e documentos de notável relevância, além de ser requisitado com frequência por pesquisares de universidades da região, além da imprensa, para dar depoimentos relevantes para pesquisar acadêmicas e matérias que são veiculadas junto à imprensa.

Segundo o Vice-Reitor da URCA, Professor Francisco do Ó Lima Júnior, que presidiu a reunião do CONSUNI em que o título foi concedido por unanimidade dos seus membros, os muitos amigos e admiradores de Huberto Cabral prometem realizar uma significativa comemoração na vindoura solenidade.

Fonte: Assessoria de Imprensa da URCA
Foto: Elizangela Santos

quinta-feira, 7 de março de 2019

A "PROPINA BILIONÁRIA" RECEBIDA PELA LAVA JATO - José Nilton Mariano Saraiva


R$ 3.240.000.000,00 (TRÊS BILHÕES, DUZENTOS E QUARENTA MILHÕES DE REAIS) foi o montante que, até os dias de h0je, a tal Operação Lava Jato recuperou dos ladrões que assaltaram a Petrobras, devolvendo-os àquela empresa (sem dúvida um valor significativo, mas uma “merreca” ante a montanha de dinheiro que foi surrupiado, permitindo assim aos meliantes levarem uma vida nababesca até o final dos dias, com a utilização desenfreada do “grosso” do valor subtraído).


Mas aí, brandindo e reafirmando o mote sobre um sistemático e presumível combate à corrupção, os integrantes da Lava Jato não se fizeram de rogados para, com pompa e circunstância, diuturnamente massificarem para a população (em jornais, revistas e TVs), tal número, na perspectiva de que seria algo superlativo e que a Lava Jato só fazia bem ao Brasil.

Como nada melhor que um dia atrás do outro com uma noite no meio, eis que surge agora documento até então confidencial (de 17 páginas), subscrito (vide “fac-simile”, abaixo) por nada menos que treze procuradores (04 Procuradores da República e 09 Procuradores Regionais da República, do Paraná) com o braço direito do juiz Sérgio Moro, o evangélico Deltan Martinazzo Dallagnol encabeçando a lista, onde se acha detalhada uma “propinazinha” de estratosféricos R$ 2.567.756.592,00 (DOIS BILHÕES, QUINHENTOS E SESSENTA E SETE MILHÕES, SETECENTOS E CINQUENTA E SEIS MIL E QUINHENTOS E NOVENTA E DOIS REAIS) da Petrobras para a Lava Jato (não, você não leu errado), que se materializará na criação de uma “fundação” de direito privado a ser controlada pelos procuradores e juízes da 13ª Vara Federal de Curitiba, que até outro dia era comandada pelo juiz Sérgio Moro (tal valor corresponde a 50,3 vezes o que foi encontrado no apartamento do Geddel Vieira Lima, e que na época nos deixou de queixo-caído).

Como tinha devolvido à Petrobras R$ 3.240.000.000,00 e agora “pegou de volta”, (em forma de propina), R$ 2.567.756.592,00 claro está que a “tabelinha-vai-e-volta” usada pela Lava Jato redundou, na realidade, numa devolução de esqueléticos R$ 672.243.408,00.


Mas, mais que isso (uma constatação espantosamente real), é a prova-provada que o decantado combate à corrupção apregoado pela Lava Jato é tão verdadeiro quanto uma cédula de sete reais, porquanto dentro da própria instituição houve o recebimento de uma “suculenta” propina (capaz de render R$ 160.000.000,00 – cento e sessenta milhões - ao ano, na mais conservadora das aplicações) e que será gerida pelos próprios procuradores e juízes da Lava Jato).  


QUEM OS FISCALIZARÁ ???