Gostaria de compartilhar o texto de um amigo sobre as eleições presidenciais:
"Em um passado distante, na cidade de Jerusalém ocorreu um processo eleitoral com resultado bastante similar ao que está se desenhando no Brasil.
Após uma primeira rodada, dois candidatos foram para o segundo turno:
1- Um tal de Jesus de Nazaré, que já era conhecido do povo já a alguns anos e que defendia, entre outras coisas: o profundo assistencialismo social para os excluídos, a criação de oportunidades, a transferência de renda, inclusão social, o aumento da produção, o pagamento dos tributos, a agregação de valor na cadeia (transformação de água em vinho). Considerando que idéias não bastavam, esse Jesus promoveu uma série de ações junto com seus companheiros: Andou sobre a água, para mostrar que era possível fazer certas coisas; ressuscitou mortos; fez cego enxergar; deu comida e roupa aos pobres; re-inserção social de ex-prostitutas e ladrões.
Políticas essas, que na época poderiam ter sido entendidas como “Populistas” e foram mal percebida pela classe média defensora da manutenção do status quo. Assim a elite e César ficaram incomodados e resolveram caluniar de forma draconiana o tal de Jesus.
Por sua vez, o outro candidato...
2 – Um tal de Barrabás. Indivíduo julgado e condenado que, além de um discurso desqualificado, sujo e agressivo, não havia feito nenhuma ação pelo povo.
Na hora de responder à pergunta: Jesus ou Barrabás??? O POVO VOTOU COM FORÇA Barrabás.... Barrabás... Barrabás...!!! E não era a elite que estava votando. Era a grande massa manipulada. Moral da história: Eleições não tem relação com a percepção da realização de um bom governo.
Tal fenômeno foi explicado pelo prêmio Nobel Kenneth Arrow: 'a soma das racionalidades individuais não produz uma racionalidade coletiva' em seu Teorema da impossibilidade de Arrow."
Marcel Stenner

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