Quando digo que dialogar, apresentar contraditório e mesmo debater diferenças é o modo melhor de arejar, não jogo palavras, acredito piamente nisso. Tanto que procuro fazer isso, embora cause dor em alguns e por vezes leve boas pedradas. Que ferem, como eventualmente feri ao outro, até que tenhamos encontrado as palavras que esbofeteiam menos o outro e suas idéias, mas as enriquecem como esperamos.
Acho que no nosso Cariri (e no país como todo) ainda estamos em processo de evolução. Tem muita gente nervosa, querendo atalhar-se pelo caminho fácil do xingamento. Outros batem a porta, sem ninguém ter pedido para sair, só por que esteve no seu limite de agüentar o debate. Isso sem esquecer que muitas vezes estamos batendo um nos outros por motivos fora daqui, muitas vezes por projeção do que nos irritou alhures e aqui nos lembramos como se fosse aquele mesmo incômodo. Isso sem contar que o discurso é sempre falho e por isso debater esclarece.
Vejamos as duas postagens do Bernardo fotografando o sofrimento da fome do povo nordestino. Ela nos dar a oportunidade de lembrar que o aborto foi muito mais discutido nos últimos quinze dias da campanha presidencial do que a severa questão da fome. E esta é uma questão central para nós e para a humanidade. Segundo a FAO a cada seis segundo, uma criança morre de fome no mundo. O Bernardo tornou irrelevante o fundamentalismo que desvia a imagem do nosso sofrimento para os braços irracionais de furibundos medievais.
Estima-se que 925 milhões de pessoas deitem com fome todas as noites. Além de a cada seis segundos morrer uma criança por causa relacionada à fome no mundo, dois terços dos subnutridos estão em sete países: Bangladesh, China, Índia, Indonésia e Paquistão (Ásia) e Congo e Etiópia (África). Claro que estas estatísticas são ampliadas, pois a fome existe em países excessivamente populosos, mas é a clara objetivação de como acabar com a fome. Mais ainda que o simples desenvolvimento econômico para mera exportação como na China e na Índia precisa ter outros valores além da dinâmica.
Não tem complacência com status quo diante da sopa de ossos com bem lembra Bernardo. É preciso Reforma Agrária (logo explico), mudar a prioridade da aplicação dos recursos públicos, fazer uma política redistributiva das riquezas taxando os mais ricos, os capitais da ciranda financeira e os grandes conglomerados.
O mundo terá que aumentar a produção de alimentos em 70%. E agora explico por que a Reforma Agrária não é uma mera questão ideológica: segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação) os pequenos produtores e suas famílias (que representam cerca de 2,5 bilhões de pessoas ao redor do mundo, têm um papel fundamental) atuando com menos impacto ambiental. A saída está no pequeno agricultor e não no Agro Business produtor de Commodities.
Além da fome de comida precisamos resolver a fome de diálogo. Um partido, feito o PSDB, e o José Serra, pela sua tradição, irão para o diálogo. Estão tão profundamente associados ao destino do nosso povo que seria suicídio deixar-se destruir como alternativa mundial. O Brasil é muito maior que o simples desejo de derrotar a Dilma e eles estarão no futuro de qualquer modo. Especialmente com a consolidação democrática no debate.
Acho que no nosso Cariri (e no país como todo) ainda estamos em processo de evolução. Tem muita gente nervosa, querendo atalhar-se pelo caminho fácil do xingamento. Outros batem a porta, sem ninguém ter pedido para sair, só por que esteve no seu limite de agüentar o debate. Isso sem esquecer que muitas vezes estamos batendo um nos outros por motivos fora daqui, muitas vezes por projeção do que nos irritou alhures e aqui nos lembramos como se fosse aquele mesmo incômodo. Isso sem contar que o discurso é sempre falho e por isso debater esclarece.
Vejamos as duas postagens do Bernardo fotografando o sofrimento da fome do povo nordestino. Ela nos dar a oportunidade de lembrar que o aborto foi muito mais discutido nos últimos quinze dias da campanha presidencial do que a severa questão da fome. E esta é uma questão central para nós e para a humanidade. Segundo a FAO a cada seis segundo, uma criança morre de fome no mundo. O Bernardo tornou irrelevante o fundamentalismo que desvia a imagem do nosso sofrimento para os braços irracionais de furibundos medievais.
Estima-se que 925 milhões de pessoas deitem com fome todas as noites. Além de a cada seis segundos morrer uma criança por causa relacionada à fome no mundo, dois terços dos subnutridos estão em sete países: Bangladesh, China, Índia, Indonésia e Paquistão (Ásia) e Congo e Etiópia (África). Claro que estas estatísticas são ampliadas, pois a fome existe em países excessivamente populosos, mas é a clara objetivação de como acabar com a fome. Mais ainda que o simples desenvolvimento econômico para mera exportação como na China e na Índia precisa ter outros valores além da dinâmica.
Não tem complacência com status quo diante da sopa de ossos com bem lembra Bernardo. É preciso Reforma Agrária (logo explico), mudar a prioridade da aplicação dos recursos públicos, fazer uma política redistributiva das riquezas taxando os mais ricos, os capitais da ciranda financeira e os grandes conglomerados.
O mundo terá que aumentar a produção de alimentos em 70%. E agora explico por que a Reforma Agrária não é uma mera questão ideológica: segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação) os pequenos produtores e suas famílias (que representam cerca de 2,5 bilhões de pessoas ao redor do mundo, têm um papel fundamental) atuando com menos impacto ambiental. A saída está no pequeno agricultor e não no Agro Business produtor de Commodities.
Além da fome de comida precisamos resolver a fome de diálogo. Um partido, feito o PSDB, e o José Serra, pela sua tradição, irão para o diálogo. Estão tão profundamente associados ao destino do nosso povo que seria suicídio deixar-se destruir como alternativa mundial. O Brasil é muito maior que o simples desejo de derrotar a Dilma e eles estarão no futuro de qualquer modo. Especialmente com a consolidação democrática no debate.
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