TRIPULANTES DESTA MESMA NAVE

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Eu sei que vou te amar - José do Vale Pinheiro Feitosa

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Eu sei que vou te amar - Antonio Carlos Jobim e Vinícius de Moraes - Canta Maysa 

Prometeu sexual, sem tormentos, esvaziamentos ou o renascer para depois esgotar-se. Não é assim como uma sentença. É uma nascença como a alvorada e o entardecer de todo o universo sobre o panorama que a paisagem da terra me oferece.

Prometeu, a forma da atração, a deidade que é a pele que reveste todos os sentidos, os terminais sensitivos que confessam a sensualidade. A força da gravidade que precipita matéria, energia e o insensível um ao encontro do outro. Esta inconfessável individualidade em plena negação através de um exercício aos píncaros do esgotamento. Um exercício de fusão absoluta.

Mas o abutre não é isso. Nem isso é o fígado de Prometeu. É outra coisa e tantos pela vida pensam que não é. Mas não adianta dizer que é amor. Eu sei que vou te amar. Por toda a minha vida eu vou te amar. Por tanta bile secretada nestas etéreas relações que murcham, se esvaziam, como folhas soltas nas soleiras das portas fechadas.

Tudo é outra coisa. Diferente do cansaço da lida. Das amarguras, desconfianças e traições. Das negações, da covardia, do muito que era e do pequeno que se mostrou. Tudo é diferente porque é o Prometeu Sexual.

A repetição desta maravilhosa fusão que antes do anoitecer parece se esgotar e não se esgota nunca. Recomeça como esta força da consolidação. Da qual civilizações apareceram, o futuro se constituiu e as forças se multiplicaram por todos os continentes.

Por todos os continentes como o conteúdo único dentro deles. A gravidade que funde. 

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