TRIPULANTES DESTA MESMA NAVE

quinta-feira, 26 de maio de 2011

O êxito como valor de vida - José do Vale Pinheiro Feitosa

O mundo está preso em um sistema de valores que coloca o êxito acima de todas as virtudes. Ele é uma fonte de virtudes. Em troca, condena o fracasso. Perder é o único pecado para o qual, no mundo de hoje, não há redenção. Estamos condenados a ganhar ou ganhar. Os dois homens mais justos da história da humanidade, Sócrates e Jesus, morreram condenados pela Justiça. Os mais justos foram condenados pela Justiça. E nos deixaram coisas muito importantes como amor e coragem”. Eduardo Galeano numa entrevista à Televisão da Catalunha sobre o movimento dos jovens espanhóis.



A cultura do êxito. Que não é exatamente a de superar a fome e conquistar as necessidades básicas. O êxito é ter total identidade com o mundo produtor de mercadoria, com base na acumulação desmedida de dinheiro e na exploração dos “fracassados”.

O êxito é o pódio do consumismo muito além da individualidade física. É como aquele complexo de centopéia que havia em Imelda Marcos, esposa de um ex-ditador das Filipinas, que tinha milhares de sapatos.

O êxito é passar a perna em todos que estiverem à frente, ao lado ou atrás do exitoso. É atingir a glória da clareira que interrompe a continuidade reprodutiva da floresta. É a vitória de um campo de batalha da antiguidade, coalhado de corpos insepultos.

O êxito é ansiar por uma exposição de mídias que torne famoso o finito personagem vencedor. Quando no auge é como os fogos de Copacabana: emocionam. Depois o espetáculo se torna uma fumaça incômoda a quem respira.

A cultura do êxito é o maior engano da humanidade: tem os rococós dourados da eternidade a enfeitar os ataúdes da mortalidade.

E neste capitalismo de algibeira o êxito é como o sucesso ao se equilibrar na volúpia da velocidade de uma moto. O êxito de se equilibrar não é nada no insucesso de uma queda fatal, que mata ou mutila o sujeito.

Não é por outro motivo que as luzes do shopping anunciam o consumo. No interior luminoso os fótons se esvaem continuamente e se mantêm apenas pela geradora de eletricidade.

O dicionário revela toda a farsa do êxito como ele elemento vital, igual vendem no American Way of Life. Eis o Houaiss que não me deixa mentir a estripar a etimologia da palavra: lat. exìtus,us 'ação de sair, saída; morte, falecimento; resultado, sucesso, acontecimento, conclusão, termo, fim', do rad. de exìtum, supn. de exíre 'sair'; ver 2i-

Intercessão valiosa - Emerson Monteiro

Das inúmeras ocorrências verificadas no decurso da Confederação do Equador, no Ceará, idos de 1824, episódio impressionante ficou registrado por Esperidião de Queiroz Lima, no livro Tempos Heróicos, que narramos aos que ainda não leram a referida publicação.
Trata-se da execução de um dos sentenciados pelo tribunal militar conhecido por Comissão Matuta, no mês de outubro daquele ano, instalado para punir as hostes rebeldes. Depois de julgados e condenados, cinco líderes republicanos seriam fuzilados no pátio da Cadeia Pública de Icó. Um desses, Antônio de Oliveira Pluma, autodenominado Pau Brasil, conforme sua assinatura no manifesto do movimento, insatisfeito com o resultado a que se via submetido, reagiu em altos brados, protestando misericórdia de quem ali se achava.
Recusara mesmo permanecer de pé, mas, sendo assim, forçaram-no em cordas a se sentar numa cadeira, onde, com olhos vendados, ainda pedia que o deixassem viver.
De nada lhe valeram as rogativas, pois logo em seguida o pelotão recebeu a ordem de preparação:
- Apontar!
E, ante os disparos iminentes, o pânico pareceu querer tomar a alma do condenado em face da morte inevitável, sob o monto de todo o idealismo que até ali dominara os atos de sua razão da existência. Outra vez, um gesto cresceu de sua voz, explodindo mais alto em reclamações de amparo, lançadas aos planos superiores:
- Valei-me, Senhor do Bonfim!
Nisto foi secundado pelo toque de comando: - Fogo!
Cessada a fumaceira, as balas achavam-se cravadas no muro onde o revolucionário permanecera incólume, sacudindo de espanto os presentes. Seguiu-se nova carga de munição. Restabeleceu-se a ordem preparatória, e se fez no ar outro grito de socorro:
- Valei-me, Senhor do Bonfim!
- Fogo! - foi a ordem marcial.
Resultado: o alvo manteve-se intacto. Os tiros voltaram a ferir tão só e apenas o muro, para desânimo da escolta. Em meio do inesperado, tonto, pálido, o comandante reclamava prática melhor de tiro a seus homens, visando manter os praças no cumprimento do dever, tratando de retomar as determinações da próxima tentativa, que foi precedida pelo mesmo grito do condenado, tão pungente quando sincero:
- Valei-me, Senhor do Bonfim!
Os disparos se deram, de acordo com a obediência. Desta vez Pluma fora atingido por algumas balas, mas continuava vivo, segundo narra em seu livro Queiroz Lima.
Os soldados de pronto se movimentavam para um quarto fogo. Nesse instante, a população presente, tocada de simpatia pelo confederado, se ergueu coesa e exigiu o direito do réu ser libertado, qual merecesse o valimento dos céus. Em seguida, essas pessoas levaram-no consigo, alheado e preso à cadeira do martírio, até à Igreja do Senhor do Bonfim, distante cerca de 200m do ponto onde a cena ocorrera, entre preces e benditos fervorosos.
Há registros do ano de 184l que dão conta de que o sobrevivente veio a ser titular da Promotoria Pública da comarca de Baturité, no Ceará, o que bem comprova sua resistência aos ferimentos naquele dia recebidos, na tentativa de execução de que fora objeto e sobrevivera, no município de Icó, 17 anos passados.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

No parlamento inglês Obama fez o reconhecimento - José do Vale Pinheiro Feitosa

Quem assistiu ao noticiário da tarde ou assistirá ao da noite de hoje, 25 de maio, ouvirá uma notícia histórica. O primeiro presidente de uma república a falar no parlamento Inglês local antes franqueado apenas à monarquia inglesa.

O presidente Obama falou para os representantes do povo inglês. Só que o importante da matéria não é bem o fato, embora demonstre a angústia de um tempo anglo-saxão. O importante da matéria, ouvirão, é Obama afirmar a hegemonia Americana e Inglesa e dos seus aliados europeus em face da movimentação dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

É possível que o jornalismo brasileiro se amue no costumeiro complexo de vira lata. Fique fazendo sinais de que o poderoso do mundo puxou as orelhas do Brasil. Pois é, antes os Beatles nem vinham ao Brasil e, no entanto, Paul teve vida nesta semana no Rio. Pois o poderoso do mundo, Obama que mata, citou o Brasil e seus aliados como pólo adverso ao mundo anglo-saxão.

Agora ao resultado: hoje o presidente do EUA reconheceu o que nunca antes fora reconhecido, existem dois pólos no mundo. Os velhos rapinadores do colonialismo, do neocolonialismo e do imperialismo enfrentando as ex-colônias agora com alguma condição de ditar regras também.

E o mais importante do avanço histórico: antes os anglo-saxões enfrentavam um pólo socialista e quase perdem a Europa para este pólo, mas agora o jogo é dentro do capitalismo. Todos os pólos em disputa estão no campo capitalista. Aí a novidade é maior e os efeitos mais transformadores.

Maiores e transformadores por que não se trata de confrontos de modelos diferentes, mas de uma “luta” por mercados dentro da camisa de força do mesmo sistema. Como a mãe natureza já reclama e os códigos do mercado são livres para consumi-la, é de se esperar desta briga grandes efeitos e a busca desesperada por outro mundo.

Como a conquista do espaço sideral ainda é uma virtualidade de sonhos, não tem como na era do renascimento, do mercantilismo e do iluminismo conquistar outras terras em outros mares, só nos resta construir outro mundo aqui mesmo nas nossas relações humanas.

Estação cultural, Estação rock

No sábado (21/05), a partir das 19h, o Estação Cultural voltou a apresentar o Estação Rock, desta vez com quatro bandas de Juazeiro do Norte: DEAD ROSES, REKUIEM ISANO, THE WORLD ISACOMA e ESNOF, que ficaram na Estação da Rffsa, à Praça dos Ourives, Bairro Franciscanos até às 22h. Um realização da Secretaria de Cultura de Juazeiro do Norte, Associação dos Músicos e Bandas de Rock e Culturas Urbanas. Para o se secretário Fábio Carneirinho, o projeto tem tudo para dar certo, “e a juventude precisa de um espaço”.
O primeiro Estação Rock, com a presença dos roqueiros de Juazeiro, Crato e Barbalha, e curiosos, funcionou como um teste, recebendo apoio total dos blogs do Cariri e todos que gostam de arte e cultura. O Assessor Técnico da Secretaria de Cultura de Juazeiro do Norte, Franco Barbosa, afirmou que só em Juazeiro do Norte existem mais de 80 bandas de rock, “elas precisam de apoio do poder público, de espaço para seus ensaios, de palco para seus shows, para que comecem a se destacar, especialmente as que produzem um bom trabalho. Talento é o que não falta, e os roqueiros hoje formam uma tribo, uma etnia, precisamos acompanhar seu ritmo, sua arte. Através do rock os adolescentes formam o senso crítico, formatam uma consciência reflexiva, e, por outro ângulo, quando o poder público apóia, quebra o paradigma de que o roqueiro é maconheiro! Nada disso; hoje a juventude possui outra consciência sobre as drogas, até mesmo do álcool ela está afastando-se, especialmente a nação roqueira. Foi o que eu observei quando conversei com muitos amantes do rock, no último Estação Rock realizado dia 17 de abril”, enfatizou Franco Barbosa.
Pelo menos uma vez por mês será do rock, mas outros sábados, o espaço da Rffsa servirá de palco para o Hip Hop, o movimento Gospel e a Tradição Oral, afirma um dos coordenadores do projeto Estação Rock, Humberto Lima, do programa Pânico, da Rádio Tempo FM.

Questão de "CARÁTER" - José Nilton Mariano Saraiva

Um recém-nascido, terminantemente rejeitado pelo próprio (e aristocrático) pai, a ponto de não poder ostentar seu sobrenome; uma mulher, mãe-solteira, profissionalmente realizada, porém atormentada e solitária, pagando um alto preço (o exílio), por ter-se aventurado numa relação proibida: um homem já maduro, casado, e academicamente reconhecido, mas que, em função de conveniências políticas e, também, para salvar o próprio casamento, somente admite o adultério depois de pressionado, embora negue uma paternidade indesejada: uma esposa, traída e infeliz, que embora intelectual bem sucedida, é humilhantemente obrigada a conviver com a sombra de uma “outra”, numa forçada acomodação de interesses.
Em “A História Real-Trama de uma Sucessão”, de Gilberto Dimenstein (páginas 152-153), conhecemos, com detalhes, lances da relação extraconjugal entre o então Senador e futuro Presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, com a jornalista global Mirian Dutra, mãe de Tomás, à época com oito anos de idade, produto de um equívoco, prematuramente órfão-de-um-pai-vivo.
O mais estranho, em tudo isso, foi a hermética blindagem, autêntica conspiração de silêncio, patrocinada pelos Diretores de Redação das principais revistas e jornais nacionais, conhecedores privilegiados da matéria, que sonegaram da população, às vésperas de uma eleição presidencial, tão preciosa informação, sob o débil e inconsistente argumento de NÃO se tratar de um “fato jornalístico”, embora numa outra eleição, por um fato semelhante, tenham enxovalhado com um dos candidatos (Lula da Silva), tornando-se partícipes ativos da mudança então verificada no rumo da história.
História, aliás, testemunha e reveladora do “caráter” de duas personalidades antagônicas: de um lado, um homem simples, humilde, pouco letrado, mas sensível e presente ao assumir o produto de uma relação adúltera, agregando-lhe o sobrenome; de outro, um homem nascido em berço-de-ouro, herdeiro de família tradicional, detentor de títulos e honrarias mil, mas insensível e incapaz de admitir e reconhecer o filho gerado, condenando-o a carregar apenas o sobrenome materno; e, ainda por cima, desrespeitando acintosamente a ex-companheira, ao insinuá-la uma mulher de múltiplos e vários homens, porquanto mãe de um filho de pai desconhecido (já que dele não era).
Questiona-se: pode um jornalista, ao bel-prazer, sustar indefinidamente a publicação de uma matéria de interesse coletivo, por “sugestão” de políticos influentes, como foi feito na ocasião ??? O que se constitui em um “fato jornalístico”, digno de ser levado ou não ao conhecimento público ??? Onde a ética jornalística, ditada por manuais e normas inflexíveis, pode determinar seja ele (o fato jornalístico), imputado aleatoriamente para situações idênticas ??? Até quando a liberação de verbas publicitárias por parte de um Governo determinará o escamoteamento da verdade, sob o pueril argumento de “falta de provas” ???
Com a palavra, os senhores Diretores da Redação.

Post Scriptum:
Texto originalmente elaborado em 19.04.2000. Posteriormente, depois de ser eleito e exercer a Presidência da República em duas oportunidades (de 1995 a 2002) e após o falecimento da esposa, só então – ufa !!! - FHC resolveu enfim reconhecer oficialmente Tomaz, agregando-lhe o sobrenome e destinando-lhe a “mesada” respectiva.
Questão de “caráter” (ou a falta de).

Taturana e a Ordem Divina - José do Vale Pinheiro Feitosa

Taturana acredita na ordem divina. Cada coisa que acontece no mundo é ligada a outras tantas que igualmente estão acontecendo. Entre um jornal velho e outro que junta para vender para reciclável, Taturana não apenas entende a ordem, como chega a ver uma linha tênue ligando todas as manchetes.

Mas Taturana isso não pode ser apenas a coincidência da ideologia dos editores e donos de jornais? Perguntei e ele me respondeu mais rápido do que a diarréia do Português: não deu tempo de pensar e nem de acender a luz e já estava todo breado.

Não senhor, tudo se liga mesmo, de verdade como minhas juntas ligam meus dedos! Veja ontem (a conversa é hoje, tá) o Netanyahu foi aplaudido de pé no Congresso dos Estados Unidos, o Código Florestal com aditivo e tudo do PMDB foi aprovado, o Pimenta da Veiga foi preso após 11 anos que deveria ter sido e os BRICS não estão gostando de levar um FMI dos Europeus.

Taturana! Mas que retalho mais doido é este teu? Não existe uma única coincidência que não seja as manchetes terem acontecido no mesmo dia. Não existe ordem nenhuma nisto.

Ele deu um murro no papelão que dobrava e terminou, com esta força, de dobrá-lo para melhor acomodá-lo no seu carrinho de feita. Terminou de aplicar a força e seu olhar veio fulminando em direção à minha observação.

É a classe cidadão! Eu e tu, por exemplo. Um na rua comendo cada dia o que colhe naquele dia e tu com este ar gordo de quem tem guardado para comer por muitos anos.
Que é isso Taturana? Tu estás me estranhando? Por falta de argumento está querendo me agredir?

É a classe mesmo! É a divisão da humanidade em classes! Os israelenses são da classe alta e os Palestinos da baixa; os grandes donos de terra levantaram a poeira e esconderam o individualismo do pequeno agricultor; o Pimenta da Veiga é a prova de que rico só paga prisão no juízo final e os BRICS não agüentam mais o FMI do Europeus por que sabem quem paga a conta na entrada e na saída.

Mas Taturana assim tudo pode ser explicado. Basta hierarquizar os eventos e tudo se explica não pela ligação entre eles, mas pela hierarquia.

Tá bem! Então acabe com a hierarquia para ver o que acontece? Outras coisas acontecerão no mundo, mas não estas.

O Netanyahu nem existiria pois há muito que haveria paz na Palestina, as Florestas e as plantações existiriam por equilíbrio e não por pressão dos negócios, o Pimenta da Veiga nem ousaria matar pois não haveria impunidade de classe e o FMI nem existiria, pois nações também não. Apenas nós assim como conversamos agora embora não concordemos em nada do que dizemos um ao outro.

Classe? Isso é coisa do passado. Isso morreu com o muro de Berlim.

Ia com o meu resmungo me afastando do olhar convicto do Taturana quando pisei na merda que o rapaz que passeia com oito cachorros de madame havia deixado para as minhas sandálias franciscanas se atolarem até a soleira do pé. Era uma merda de classe.

PROJETO FIM DE TARDE DE VOLTA AO CARIRI


A Sertão Pop Produções está trazendo de volta o projeto "FIM DE TARDE". A idéia é retomar os benefícios que o horário diferenciado desse projeto nos proporciona. Além de termos mais tempo para curtir a noite de sábado, esse projeto visa também se adaptar aos novos rumos que os eventos estão tomando por conta dos horários que a SEMACE está liberando.
Para esta edição, contamos novamente com o auxílio luxuoso das bandas NIGHTLIFE E LOS THE OS, que prometem fazer um fim de tarde bem gostoso para todos, assim como também gostoso é o local do evento, o TERRAÇUS - Bar e Petiscaria.
Naturalmente será um FIM DE TARDE e início de noite maravilhoso!

SERVIÇO

FESTA FIM DE TARDE
Música ao vivo com as banda Nightlife e Los The Os
DATA: 28/05/2011 - A partir das 17:30h
LOCAL: Terraçus Bar e Petiscaria - (AV. PEDRO FELÍCIO CAVALCANTI - TRIÂNGULO DO GRANGEIRO)
INFORMAÇÕES: (88) 9666.9666 ou 8824.2131

CENAS BREVES

terça-feira, 24 de maio de 2011

GRANDES ESPETÁCULOS EM CRATO-CE




tic, tac... tac...tac...

Quase nada falta
entro, salto
ou economizo o corpo sonhando amanhãs
enquanto a manhã não sonha
com a tarde, nem a tarde
com a madrugada
nela quase nada falta
quando nada sinto
do que ainda quero
esqueço que vivo
porque morro agora
e lentamente
dentro do relógio de parede
mordo forte
roendo a barra da saia da vida
costurar depois em linhas tortas
o certo que é comer o tempo com os cinco sentidos
desse poema sei
da noite, não saberei daqui da torre imaginária
enquanto distante
um mundo acordado fascinante
noutras frases

Qual o maior crime: roubar ou fundar um banco?

Bretch já dizia, "o que é roubar um banco em comparação a fundar um banco?"...

E tem gente que dá consultoria para essa gente. Dá, não. Vende.

E tem gente que acha tudo isso normal.

   
Charge de Samuca

Com licença pessoal!
Este é o convite para minha expo-virtual
"Temporada de Dança". Todos são benvindos!!
clic na imagem para linkar.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Regulamento da I Mostra de Vídeo “Brincantes”

1. APRESENTAÇÃO

1.1 A I Mostra de Vídeo “Brincantes” é uma iniciativa do Coletivo Camaradas em parceria com a Universidade Regional do Cariri – URCA, através da Pró-Reitoria de Extensão – PROEX, Instituto Ecológico e Cultural Martins Filho – IEC e a Secretaria Municipal da Cultura do Crato, tendo como foco vídeos amadores e profissionais sobre cultura popular produzidos nos diversos estados brasileiros;

1.2 A Mostra será realizada no período de 17 a 20 de agosto de 2011, no Centro Cultural do Araripe, na cidade do Crato;

1.3 A Mostra não terá caráter competitivo e nem distribuirá entre os inscritos qualquer forma de pagamento ou premiação financeira;

1.4 A Mostra será dividida em Mostra Nacional e Mostra do Projeto “No Terreiro dos Brincantes“ desenvolvido pela PROEX/URCA/IEC e Coletivo Camaradas.

2. OBJETIVOS

2.1 Divulgar a produção de vídeos amadores e profissionais sobre a temática cultura popular como forma de contribuir com a memória social, com a diversidade e identidade cultural do povo brasileiro;

2.2 Criar acervo com a finalidade de ser disponibilizado gratuitamente para pesquisadores, professores, produtores, artistas e cineastas para atendendo propósitos pedagógicos, científicos e culturais;

2.3 Apresentar o resultado do Projeto “No Terreiro dos Brincantes” e criar possibilidades de parcerias com instituições culturais e educacionais.


3. DO PERÍODO E DOS LOCAIS PARA AS INSCRIÇÕES

3.1 As inscrições para a MOSTRA, poderão ser realizadas no período de 30 de maio a 01 de agosto de 2011, na sala da Pró-Reitoria de Extensão – PROEX - Campus Pimenta URCA, no horário das 8h00 às 12h00 e das 14h00 às 17h00 ou pelos Correios pelo seguinte endereço:
MOSTRA DE VÍDEO “BRINCANTES”
Pró-Reitoria de Extensão – PROEX – URCA
Rua Cel. Antonio Luiz,1161 – Bairro Pimenta CEP: 63.105-000 Crato/CE
3.2 A inscrição inclui o preenchimento de ficha padronizada (Anexo I) e entrega do vídeo em DVD;
3.3 A Comissão não se responsabiliza por extravio dos materiais enviados.
3.4 Os trabalhos inscritos não serão devolvidos em hipótese alguma;
3.5 São de total responsabilidade do remetente todas e quaisquer despesas relativas à sua inscrição postal;
3.6 No ato da inscrição o participante declara que concorda com todos os termos deste regulamento, incluindo a reprodução, divulgação e distribuição sem fins lucrativos das obras enviadas;
3.7 Não será cobrada taxa de inscrição;
3.8 As informações fornecidas são de total responsabilidade do inscrito.

4. EXIGÊNCIAS E FORMATO DOS TRABALHOS

4.1 Os trabalhos deverão ser entregues em DVD;
4.2 Os vídeos serão aceitos nas diversas mídias, incluindo vídeos produzidos em celulares;
4.3 Na capa do trabalho (DVD) deverá constar o título e duração do trabalho;
4.4 A responsabilidade por imagens e músicas de terceiros utilizados nos trabalhos inscritos, compete aos seus produtores/realizadores, cabendo a estes todo e qualquer ônus relativo a questões de direitos autorais.

5. DA SELEÇÃO

5.1 Os trabalhos serão selecionados por equipe composta por profissionais da área do audiovisual, indicados pelo Coletivo Camaradas e as entidades parceiras;
5.2 Os critérios de seleção dos trabalhos serão: a) Atender ao critério da temática da Mostra: Cultura Popular, b) Que o material apresente qualidade de audível; c) Preenchimento da ficha de inscrição e consentimento das exigências do presente regulamento;
5.3 Serão selecionados 30 vídeos;
5.4 A lista dos trabalhos selecionados para exibição será divulgada através do blog do Coletivo Camaradas – www.coletivocamaradas.blogspot.com e do site da Universidade Regional do Cariri – URCA – www.urca.br no dia 10 de agosto;
5.5 Aos participantes da MOSTRA serão conferidos certificados de participação.

6. DAS MENÇÕES HONROSAS

6.1 A comissão julgadora poderá, a seu exclusivo critério, outorgar Menções Honrosas;
6.2 . Não haverá premiação em dinheiro para as menções honrosas outorgadas

7. DA CESSÃO DE DIREITOS

7.1 Os realizadores de trabalhos inscritos na MOSTRA cederão automaticamente ao Coletivo Camaradas e a Pró-Reitoria de Extensão da URCA, quando da referida inscrição, os direitos autorais relativos à reprodução e exibição pública sem fins lucrativos;
a) Entende-se por reprodução e exibição sem fins lucrativos aquelas destinadas a intercâmbios culturais e que não aufiram lucros.
b) A organização da Mostra de vídeo informa que os trabalhos inscritos e selecionados passarão a fazer parte do acervo da mostra e do Coletivo Camaradas e da PROEX/URCA também poderão ser utilizados para fins culturais, sem objetivos comerciais.

8. DISPOSIÇÕES GERAIS

8.1 A inscrição de trabalho na Mostra de Vídeo implica na total e irrestrita aceitação do presente regulamento;
8.2 Os casos omissos serão decididos soberanamente pela Comissão Organizadora.


Crato-CE, 23 de maio de 2011.


Alexandre Lucas Silva
Coordenador do Coletivo Camaradas


Maria Arlene Pessoa da Silva
Pró-Reitora de Extensão – PROEX/URCA






ANEXO I
MOSTRA DE VÍDEO BRINCANTES
Crato, CE – 17 a 20 de agosto de 2011

FICHA DE INSCRIÇÃO

Título do Vídeo:
Duração:
Ano de Produção:
Local de Produção: ( Cidade/Estado)
Formato Original:
Ficha Técnica:
Sinopse do Filme:
Responsável pela Inscrição:
Endereço completo:
Bairro:
CEP: Cidade: Estado:
Telefone:
Celular:
E-mail:

Declaração
Eu, ____________________________________________________________, declaro para os devidos que as informações fornecidas são verídicas e que tenho a devida autorização para efetuar a inscrição do seguinte vídeo: ________________________________________________, bem como autorizo conformes consta no regulamento a cessão de direitos autorais relativos à reprodução e exibição pública sem fins lucrativos do referido trabalho e o mesmo fará parte do acervo da Mostra, do Coletivo Camaradas e da PROEX/URCA e também poderão ser utilizados para fins culturais, sem objetivos comerciais.

Data: _____ de ____________________ de 2011.


Assinatura do responsável pela inscrição: _____________________________

Obama e o jogo de espelhos no Oriente Médio - Robert Fisk

Um dos fatos mais importantes da semana passada foi o discurso de Obama sobre a revolução popular no oriente médio. Duas coisas lhe deram importância. Pela primeira vez os Norte Americanos elogiaram uma movimentação política na região como se fossem obrigados a elogiar, pois nada têm a dizer sobre os eventos em si. A segunda é o defender um Estado Israelense com as fronteiras de 67 e no dia seguinte ser filmado ao lado do Premier de Israel negando isso tudo. Ou seja mais uma vez a reboque dos fatos.

Enfim, a importância do discurso de Obama não foi o tom afirmativo e eloquente que apresentou, mas exatamente o tom de fundo de palco no protagonismo desfibrado dos atual EUA. Neste artigo o Robert Fisk mostra claramente isso. Sei que é longo, mas nem sempre os textos sintéticos são possíveis a não ser para conformar a nossa preguiça.

Robert Fisk: Obama e o jogo de espelhos no Oriente Médio

É pouco provável que Obama enfrente as questões reais do Oriente Médio

The Independent, UK

Tradução do Coletivo da Vila Vudu

OK, então lá vai o que o presidente Barack Obama deveria dizer em discurso sobre o Oriente Médio: Vamos sair amanhã do Afeganistão. Vamos sair amanhã do Iraque. Vamos parar de dar apoio covarde incondicional a Israel. Os EUA forçarão os israelenses – e a União Europeia – a pôr fim ao sítio de Gaza. Suspenderemos todos os fundos que Israel espera receber de nós, até que acabe, completamente, sem condições, a construção de colônias em terras roubadas aos árabes que nunca pertenceram a Israel. Poremos fim a todos os negócios e cooperação com os ditadores viciosos do mundo árabe – seja saudita, sírio ou líbio – e apoiaremos a democracia também nos países nos quais os EUA têm interesses comerciais massivos. Ah! E, sim, conversaremos com o Hamás, claro.

Evidentemente o presidente Obama não dirá nada disso. Arrogante e covardemente, só falará sobre os “amigos” que o ocidente teria no Oriente Médio, sobre a segurança de Israel – e “segurança” é palavra que Obama jamais usou ao falar da Palestina – e enrolará e enrolará sobre a Primavera Árabe, como se, algum dia, tivesse dado algum apoio a alguma democracia no Oriente Médio (antes, claro, de os ditadores já estarem em fuga); como se – quando mais precisaram do apoio de Obama – Obama tivesse oferecido a ajuda moral de sua autoridade ao povo do Egito. E que ninguém duvide: Obama falará também muito sobre um grande Islã religioso (mas nunca muito grande, ou os Republicanos recomeçam a exigir a certidão de nascimento de Barack Hussein Obama). Temo que ouçamos também – ah, sim, temo! – um convite-comando para que viremos a página de Bin Laden, para “dar o assunto por encerrado” e “seguir avante” (convite-comando que, também temo, o Talibã não aceitará).

Mr. Obama e sua igualmente desfribrada secretária de Estado não têm ideia do que enfrentam no Oriente Médio. Os árabes perderam o medo. Estão fartos de nossos “amigos” e enojados de nossos inimigos. Breve, os palestinos de Gaza marcharão sobre as fronteiras de Israel e exigirão o direito de “voltar para casa”.

No domingo, já se viram sinais disso nas fronteiras da Síria e do Líbano. O que farão os israelenses? Matarão palestinos aos milhares? E o que dirá então Mr. Obama? (Claro, exigirá “contenção dos dois lados”, frase que aprendeu do seu torturante predecessor).

Penso que os norte-americanos sofrem do mesmo mal que os israelenses: acreditam cegamente nos seus próprios argumentos de autoengano. Os norte-americanos continuam a falar da bondade do Islã; os israelenses, de como entendem “a mente árabe”. Mas não entendem coisa alguma.

O Islã, como religião, nada tem a ver com isso, como tampouco o Cristianismo (palavra que não tenho ouvido nos últimos tempos) tem algo a ver com isso, ou o Judaísmo. Trata-se agora de dignidade, honra, coragem, direitos humanos – qualidades que, noutras circunstâncias, os EUA sempre elogiam –, que os árabes entendem agora que também lhes cabem. E estão certos.

É hora de os norte-americanos livrarem-se do medo que lhes inspiram os lobbyistas pró-Israel – de fato, são lobbyistas pró-Likud – e a repugnante acusação de antissemitismo que repetem contra qualquer um que se atreva a criticar Israel. É hora de os norte-americanos aprenderem a ter coragem, como a valente comunidade de judeus norte-americanos que protestam contra as injustiças cometidas por Israel e líderes árabes.

Mas nosso presidente favorito jamais dirá em seu discurso qualquer dessas verdades. Podem esquecer. Não passa de presidente bico-doce, que diz qualquer coisa, e que deveria ter devolvido – esquecemos? – seu Prêmio Nobel, porque nem Guantánamo conseguiu fechar; imaginem se conseguirá construir alguma paz!

E o que disse ele no discurso do Nobel? Que ele, Barack Obama, tinha de viver no mundo real; que não é Gandhi… Como se – e honra ao The Irish Times, por ter sabido ler – Gandhi não tivesse combatido contra o império britânico! Assim sendo, seremos como sempre ensaboados pelas análises de sempre nos EUA, que elogiarão a fala do presidente, essa conversa fiada miserável.

Depois, virá o fim de semana em que Mr. Obama falará à conferência anual do AIPAC, o mais poderoso “amigo” de Israel nos EUA. E começará tudo outra vez, segurança, segurança, segurança; rápida – se acontecer – referência às colônias israelenses na Cisjordânia; e, isso eu garanto, muitas e muitas referências a terrorismo, terrorismo, terrorismo, terrorismo, terrorismo, terrorismo, terrorismo. E, sim, mencionará o assassinato (para não usar a palavra execução) de Osama bin Laden.

Mas o que Mr. Obama não entende – e Mrs. Clinton, essa, então, não faz nem ideia – é que, no novo mundo árabe, já não se trata de confiar em ditadorezinhos e seus asseclas. Que basta de bajulação. A CIA deve andar carregando malas cheias de dinheiro para distribuir, mas suspeito que poucos árabes se animarão a tocar nesse dinheiro.

Os egípcios não mais tolerarão o sítio de Gaza. Nem, creio, os palestinos. Nem, tampouco, os libaneses, e nem os sírios, depois que se livrarem dos chefetes que os governam. Os europeus perceberão antes que os norte-americanos – estamos, afinal de contas, mais próximos do mundo árabe –, e duvido que continuem a admitir que a vida de todos continue a ser guiada pela indiferença acovardada com que os norte-americanos insistem em não ver o roubo de terras de que os israelenses fizeram meio de vida.

Tudo isso, claro, será como deslocamento vertiginoso de placas tectônicas para os israelenses – que deveriam estar elogiando e congratulando-se com os vizinhos árabes e com os palestinos, por se terem reunificado e unificado a causa; e que deveriam estar demonstrando solidariedade e amizade aos vizinhos árabes, em vez de medo.

Faz tempo que minha bola de cristal partiu-se. Mas lembro bem do que Winston Churchill disse em 1940: “o que o general Weygand chamou de batalha pela França, acabou. Começa agora a batalha pela Grã-Bretanha.”

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Reforma Agrária para democratizar a renda dos brasileiros - José do Vale Pinheiro Feitosa

Nesta semana o blog Cariricaturas publicou um bem escrito texto de Mailson da Nóbrega derrubando a tese da redistribuição de terra, via Reforma Agrária. A redistribuição de terra tem por base dois resultados: ampliar a capacidade de mais famílias auferir renda na estrutura de distribuição da renda nacional e, claro, o da produção agropecuária.

O ex-ministro Mailson é como Antonio Palocci, um CONSULTOR. Escreve e dar pareceres à base de bem remunerada renda e sempre como porta voz de terceiros. Não existe a convicção interior, ela se sujeita ao interesse do outro. Assim como um pistoleiro que atira contra o inimigo de quem lhe pagou.

Acontece que numa sociedade democrática, efetivamente democrática, o primeiro resultado da Reforma Agrária é irrefutável: democratizar a renda. Só por isso vale uma defesa e uma história. Não adianta esgrimir com Mailson nestes termos, pois se ele não o trouxe, e como bom intelectual sabe disto, desejou esquecer de propósito. Não refutá-lo é uma homenagem a quem defende a Reforma Agrária.

Agora quanto ao outro. O da produtividade. Se vamos destruir a pequena propriedade, se vamos destruir as florestas para os grandes negócios (eis o motivo do artigo do Mailson na emergência da discussão do novo Código Florestal) ou se vamos calar a voz do MST, é preciso que se sustente e bem sustentado o contraditório de quem quer tudo isso.

Isso é uma pedra no sapato do Consultor Mailson, pois mais uma vez leva à suspeição de má fé do parte dele. Quem quer que escreva sobre o assunto não pode denegar, esquecer, omitir os dados da FAO sobre o Agronegócio brasileiro. E estes não são bons argumentos para o contraditório pretendido.

Usando dados estratégicos do agronegócio: produtividade do arroz, milho e soja. Trigo nem falar, dada a insignificância até para abastecer o mercado interno. A produtividade média do arroz brasileiro é de 4.365 Kg/Ha, deixando o país em 37ª posição no ranking mundial, atrás de países como El Salvador, Peru, Somália, Ruanda, etc. A do milho é de 3.7148 Kg/Ha nos deixando em 64ª posição mundial. A soja, que é hoje o carro-chefe do agronegócio exportador brasileiro, a produtividade média, de 2.636 Kg/Ha, coloca o país na 9ª posição no ranking mundial.

E isso é verdade para os indicadores da média de todos os cereais produzidos no país, além e, pasmem, da própria carne bovina.

O que queremos dizer é que existem muitas causas para esta questão, inclusive um produtor mal orientado e fatores de investimento, especialmente em novas técnicas agrícolas. Para isso é preciso que a estrutura de ciência e tecnologia se aplique em resolver problemas, já pensando no futuro próximo.

Não estamos apontando o dedo contra o agronegócio, apenas dizendo que o consultor Mailson da Nóbrega cria um contraditório a serviço de alguém e numa área em que é preciso democratizar a terra e a renda, até por que a terra é dos brasileiros e não dos conglomerados de capitais internacionais. Todos sabemos da avidez estrangeiras por terra onde existem disponíveis como no Brasil.

Mailson da Nóbrega, não obstante a defesa de escrever para ganhar a vida, é um velho integrista do futuro dos brasileiros. Um estilo antigo de carrear as oportunidades dos nacionais.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Chamada pública para publicação de cordel do COLETIVO CAMARADAS


Car@s camaradas,

Estamos abrindo inscrições para publicação de 1000 cordéis sobre o Coletivo Camaradas. De acordo com os seguintes critérios:

a) O cordel selecionado para publicação terá como foco: 1. Abordar a história do Coletivo, 2. Apresentar a perspectiva estética e artística do grupo e, 3. Ter um linguajar acessível e didático;

b) Os interessados em escrever o cordel farão isso de forma voluntária e não receberão nenhum valor financeiro em troca;

c) O autor que tiver seu trabalho selecionado automaticamente estará autorizando a divulgação do cordel pelos diversos meios: virtuais e impressos;

d) Havendo mais de uma proposta será selecionado apenas uma e posteriormente será viabilizada uma forma de publicação para as outras;

e) O Coletivo será responsável por definir quais as propostas que se encaixam dentro do interesse de publicação.

f) As propostas devem ser encaminhadas até o dia 31 de maio de 2011, para o email: alexandrelucas65@hotmail.com

Crato, 19 de maio de 2011.

Alexandre Lucas - Coordenador do Coletivo Camaradas

A semana do ditoso Alexandre Garcia - José do Vale Pinheiro Feitosa

Alexandre Garcia, comentarista da Rede Globo, é um homem visível. Eu posso não gostar do conteúdo dos comentários dele até os quarks da minha matéria, mas ele continuará mais visível do que eu. Aqui neste quarto solitário, querendo vestir a roupa de otário, apenas por que ele criticou a gramática dos operários.

Dom Garcia partiu para cima do MEC por causa de uma frase escrita num livro aprovado pelo ministério em que se dizia que não existem falares errados, apenas padrões diferenciados. Eu achei um exagero a verve alexandrina, mas é típico da minha invejosa insignificância frente aos homens visíveis. O Alex acha que tem razão: a rapaziada de baixo está destruindo o país.

Como me disse um dia um professor ao defender um pensamento de Cícero - só em citar um romano da era latina já me humilha - o qual criticou o ensino universal por que só trazia a técnica do saber, mas não a sabedoria. Isso me dizia o professor como a própria experiência viva da frase de Cícero: aos setenta anos com um cigarro aceso e chupando para os seus pulmões toda aquela fumaça enquanto fazia seu relato.

O grande Alexandre, muito mais poderoso que o da antiguidade, é uma Garcia de pessoa. Não se pode acusar o rapaz de ter qualquer vício. De linguagem, diga-se bem. Parece que é gaucho e não tem qualquer dificuldade em fazer muxoxo com as diferenciadas flexões verbais, especialmente aquelas da segunda pessoa tão comuns lá na terrinha.

E isso tudo aconteceu meio num clima Bolsonaro. O deputado brigão. Aqui do Rio de Janeiro. O furibundo, ou faz o tipo, abriu uma razia conta os homossexuais com tanta violência que expôs toda a sua fobia. Resultado: estimulou os valentões a partir para uma linguagem tão violenta no tal do twitter (mais que passarinho mais escroto este) que provocou ondas explícitas de ódio na rede mundial dos computadores complacentes. Teve gente que prometeu a própria morte a ter que dar o que tem medo de dar e gostar.

Tão logo o Garcia, com a primazia de um Alexandre, esteve no palco avantajado da família Marinho, as classes médias brasileiras letradas se açularam iguais aos homofóbicos do Bolsonaro. Mas onde está o problema destes dois ícones? É que não faltam obtusos que pretendem passar uma borracha na realidade. Eliminar a realidade.

Alexandre, Bolsonaro e a turma do repete repete, devia mesmo é seguir a lição de Cícero (aquela que busca a sabedoria). A sabedoria pode saber tirar proveito da realidade, jamais excluir a realidade. Pois então moçada pedrigee, cheia de frases em inglês, com um caminhão de entrecortadas frases e pensamentos, tome a cicuta da realidade: vocês já não estão mais a sós.

Existe um bando de nós no salão de vocês. Um estridente de risos a estimar suas gaiolas de ouro. O Alexandre e o Bolsonaro apenas foram pego se escondendo enquanto estavam visíveis.

JUAFORRÓ DEVE ATRAIR PÚBLICO DE 160 MIL PESSOAS

A 11ª edição do Juaforró começa no sábado, no Parque de Eventos Padre Cícero, neste Município. A festa deste ano entra no clima do centenário da cidade e de abertura das festividades juninas no Estado. Estão sendo ultimados os preparativos finais, no local de realização da festa, que terá dois palcos montados na área do parque e o palhoção reservado ao forró pé-de-serra. As grandes atrações passarão a se apresentar no palco principal. A expectativa diária de público é de 20 mil pessoas e 160 mil nos oito dias de programação. A festa será aberta dia 21 com show da cantora Elba Ramalho. No domingo, a apresentação será do cantor Alceu Valença. Todas as noites, a partir das 19 horas, a festa começa com as apresentação de teatro ao ar livre, na cidade cenográfica montada no espaço. Grupos de tradição popular também estarão fazendo um show à parte, com as bandas cabaçais e outros grupos folclóricos. Na manhã de ontem, estavam sendo montadas as barracas e parques de diversão no local da festa.A cidade cenográfica está sendo finalizada. Casas de taipa construídas num recanto do parque servirão de espaço propício para os atores desenvolverem seus personagens, que lembra o início da cidade, com as primeiras ruas. Uma igreja, bodega, cabaré, casa de rezador, dentre outros espaços fazem parte do cenário. Ontem, os atores da Companhia de Teatro Livremente, de Juazeiro, e técnicos da Secretaria de Cultura faziam as adequações dos cenários.Em todas as versões, o Juaforró foi realizado no mês de junho e era acompanhado com o Festival Municipal de Quadrilhas Juninas. Este ano, o secretário de Cultura, Fábio Carneirinho, decidiu antecipar a festa. Ele justifica que o período se torna mais em conta para as contratações dos artistas, que em junho são mais concorridos, além de tornar Juazeiro a primeira cidade a abrir as comemorações na região.Outro fator, segundo ele, está associado ao centenário da cidade. O Juaforró faz alusão à comemoração dos 100 anos de Juazeiro e também à primazia de começar o São João. Mas ele afirma que, por conta da grande programação que se estenderá até o mês de julho, com o centenário, a cidade promete grandes shows com atrações nacionais até lá. "Será um período muito intenso de festas e se tornaria praticamente inviável poder desenvolver esses festejos ao mesmo tempo", disse.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

CRATO - CIDADE SITIADA


"Lideranças políticas do Crato protestam contra o que eles classificam de esvaziamento administrativo do Município. Os manifestantes questionam o Projeto de Desenvolvimento Econômico Regional do Ceará, elaborado pela Secretaria das Cidades, que propõe a instalação de instituições públicas, localizadas em Crato e Barbalha, no Centro Multifuncional de Serviços, antigo Centro de Apoio ao Romeiro, que está sendo construído em Juazeiro do Norte. (...) o secretário das cidades, Camilo Santana, ficou indignado com o que chamou de 'exploração política'. (...) a ideia é instalar um posto de atendimento dos órgãos interessados em ocupar o Centro Multifuncional." (Fonte: Diário do Nordeste, Regional, Página 2, Quarta-feira, 18 de maio de 2011)

Como assim, secretário? Que "órgãos" se interessariam? Ora, os órgãos são do estado. Quem decide é o governo do estado: você, Cid, Ivo... os Gomes e seus ungidos. Não existe isso de se interessar. Não entendo por que estão querendo gastar dinheiro numa obra morta cujos recursos iniciais foram encantados. Não seria para abrigar os romeiros? Que luz ilumina sua cabeça, secretário, para ter idéias tão malucas? O sentido da democratização administrativa aponta para a descentralização. Que contramão, hein, Camilo? Que decepção, hein, cratense? Não faça isso, meu irmão. Não diga que é exploração política o grito de dor de quem agoniza. Nossa cidade foi sitiada pelas hostes "gomistas". Está sendo esvaziada. As obras citadas por você na emissora de rádio estão todas paralisadas à espera da corrida eleitoral ou de dia-nenhum. O "rei" exige a cabeça de quem não lhe rende vênia e obediência, por isso maltrata o povo para que este renegue qualquer liderança que não louve sua santidade. Quer entregar a cidade a algum "conde" de sua corte oligárquica. Lideranças populares históricas, muitas delas da esquerda, foram cooptadas com cargos e mimos políticos.  

Às ruas, povo do Crato!!! 
Defendamos nossa cidade e nossos cidadãos!!!

Cacá Araújo
Professor e Dramaturgo

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Mandaram o FMI intervir no Palocci, detonar o Garrincha e algemar o gerente - José do Vale Pinheiro Feitosa

Taturana é um misto de mendigo e catador de papelão da esquina da rua Jardim Botânico. Pela conversa vê-se que é observador, letrado, lê toda a traquitana de jornais e revistas que junta para ganhar o pão. Tem uma dignidade que, infelizmente, não se adere à ética vigente. De vez em quando me recebe, na sombra úmida da árvore sob a qual se abriga e me dá o direito de ouvir suas observações essenciais. Hoje me deu três parágrafos de conversa.

O ex-ministro do supremo, de sobrenome Pertence, nos diz que passa uma vista de olhos e que não existem razões para julgar a fortuna de ministros pobres e ricos do governo. Em primeiro lugar é uma ironia: não tem fortuna de pobre, a não ser a sarna da necessidade. Segundo: o Ministro Palocci é do Partido dos Trabalhadores e com os milhões declarados passou à condição de infiltração dos patrões. Terceiro para crescer o patrimônio numa velocidade como esta que teve o ex-médico, ex-prefeito, ex-ministro da fazenda e atual da casa civil só existem duas explicações. Ou foi sorteado na improvável Megasena ou é um atestado que o capitalismo é de fato o ambiente de mega-acumulações.

E a esperança da esquerda francesa nas próximas eleições? A esperança da Europa em salvar o Euro com a ajuda do FMI? Tudo caiu no Canal da Mancha. O Dominique Strauss-Khan, francês, do partido socialista e diretor gerente do FMI está sendo acusado de assustar uma camareira com aquele corpo nu em fase avançada de decrepitude senil. Os americanos passaram as algemas no velhote: pegaram o safado querendo passar o dinheiro do FMI para as economias falidas do Euro. Como dizem do batido de asas das borboletas que causam terremotos na Costa Rica, quem está com a boca escancarada, cheia de dentes, esperando as eleições chegarem, é o Sarkozy.

Agora o show máximo das palhaçadas políticas e da engenharia nacional, que tanto gosto em financiar políticos aconteceu na nossa famigerada Brasília. O povo vadio das tardes de domingo, esperando o espetáculo da detonação do estádio de futebol. O vice-governador mais ridículo que penteadeira de cabaret, acionou o botão da detonação, subiu a fumaça e o espírito do Mané Garrincha ficou intacto. Os assessores, com aqueles chapéus que protegem a ossatura febril do crânio acobertado na cenografia televisiva, prometendo o segundo tempo. Que veio e nada. A noite veio, o povo foi e com ele os carrões das autoridades.

Terminada a conversa eu estava confuso: tentaram detonar o Palocci e ele é mais forte que o Mané Garrincha, que não mandava no FMI, gostava de cantoras, mas nem tanto das camareiras.