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sexta-feira, 24 de junho de 2011

Justiça monárquica ou poliárquica? José do Vale Pinheiro Feitosa

Justiça não desce de Deus. É a mais humana das manifestações a atividade de criar normas da vida em sociedade. A Justiça, com todos os seus ritos, panteões e outros louros mais não é no Olimpo que se encontra. A Justiça se encontra ao rés do chão onde as batalhas da vida acontecem.

Ao rés do chão, na horizontalidade dos músculos e das caretas, das posses e da falta destas que a justiça é escrita e aplicada. Por isso mesmo na concepção da República Moderna o poder é constituído: por quem cria a lei, quem aplica a lei e quem a obedece. Seja o Rei (Rainha) ou Presidente (Presidenta), Primeiro Ministro (Ministra), sejam inclusive quem cria a lei por poder de representação do povo.

Dos regimes existentes nos países atuais muito se pode dizer. Existem monarquias corruptas (no sentido do direito dos povos) até a medula, existem repúblicas em iguais condições, como existem sociedades com rápido progresso e muito autoritária e outras com não tanto progresso e bem liberal. Existem monarquias para todos os gostos, inclusive para manter o mito nacional. Existem Repúblicas presidencialistas e parlamentaristas, e existem monarquias parlamentaristas e outras meramente de faz de conta.

Mas voltando mesmo à justiça. Quando se diz que existe justiça em Berlim, historicamente se diz que o poder feudal havia cedido para o poder da urbe. A terra já não tinha o poder de moderar e de induzir normas, agora o poder estava nas cidades e toda a tentativa de negar isso se reduzia a uma volta individual, a um passado fantasioso, como o exemplo citado por Emerson Monteiro.

Outra questão é da tradição de escrever as normas ao rés do chão. Nos países anglo-saxões, como o da rainha da Inglaterra e do Presidente Obama não se constitui as leis como, por exemplo, nos países constitucionalistas. A justiça inglesa não tem uma Constituição inscrita que defina o amplo aspecto dos direitos. Os ingleses têm um Bill of Rigths que flexibiliza a justiça através de decisões anteriores e que nunca se baseiam em marcos explícitos como numa Constituição.

Entre uma situação e outra não se apaga a natureza desigual de acesso, dinheiro e poder das pessoas face a face, ao rés do chão. A diferença é que simultâneo à “miséria” da solidão do indivíduo desigual, existe uma sociedade de massa desde as Revoluções Inglesa, Americana e Francesa que deu baliza para o poder monárquico seja em que cadeira se encontre.




Setaro's Blog: Quem tem medo da História?

Setaro's Blog: Quem tem medo da História?: "O governo quer proibir a divulgação de documentos importantes da História do Brasil, e a proibição está sendo articulada justamente por aqu..."

quinta-feira, 23 de junho de 2011

GRUPO DE TEATRO CRATENSE QUE VAI A PORTUGAL SE ENCONTRARÁ COM O SECRETÁRIO DA CULTURA DO ESTADO


A Cia. Cearense de Teatro Brincante, da cidade de Crato, região do Cariri, estará com o secretário da cultura do Ceará, prof. Francisco Pinheiro, na tarde desta sexta-feira, dia 24 de junho, na ocasião do Governo Itinerante em Crato, com o fim de conseguir apoio do governo estadual para importante e inédito projeto de integração cultural.

O grupo, dirigido por Cacá Araújo, realizará turnê em Portugal nos meses de novembro e dezembro de 2011, em visita de intercâmbio cujo anfitrião é o Intervalo Grupo de Teatro, sediado em Oeiras-Lisboa, que estreará a peça "Monólogos das flores violadas" (de autoria de Cacá Araújo). Já a companhia cearense levará aos palcos lusitanos os espetáculos "A Comédia da Maldição" e "A Donzela e o Cangaceiro", do mesmo autor, com elenco de 20 atores e técnicos.

Passagens terrestres e aéreas serão objeto de solicitação ao novo secretário estadual de cultura em reunião de trabalho a partir das 14 horas, no auditório do Colégio Municipal Pedro Felício Cavalcante. 

Nunca um grupo teatral do Cariri esteve na Europa. Nossa turnê em Portugal será um marco na história do teatro cearense, carregada do simbolismo que nos remete a elementos da ancestralidade ibérica fundamental à construção da alma brasileira.

Cacá Araújo
Diretor da Cia. Cearense de Teatro Brincante

Ainda há juízes em Berlim - Emerson Monteiro

Quando ouvi as recentes notícias do decreto de prisão preventiva para os acusados em processo de irregularidades licitatórias na administração municipal de Senador Pompeu, por parte do Tribunal de Justiça do Ceará, logo lembrei de uma narrativa que cabe aqui contar.

Desenvolvida em forma de versos pelo escritor François Andrieux com o título de O moleiro de Sans-Souci, ela diz que, no ano de 1745, na Prússia, Frederico II desfrutava das benesses de um novo castelo que acabara de construir, quando, da sacada do edifício monumental, analisando a linda paisagem em volta, notou a existência, bem ali nas proximidades, de um moinho que destoava do contexto e enfeava a beleza tão escolhida para o seu desfrute. Nisso, o rei tratou de chamar seus emissários, que buscaram o proprietário da construção oferecendo adquirir o moinho e acabar de vez com o desgosto revelado nos caprichos do monarca. Não contavam, no entanto, com uma pronta recusa do moleiro.

O governante insistiu com veemência nas poderosas intenções, as quais não lograram quebrar a resistência do modesto vizinho.

Vai lá, vem cá, mesmo diante de veladas ameaças, a compra deixou de acontecer. Sob o peso das pressões, o dono do moinho manteria o propósito, recorrendo, em consequência, aos tribunais, sendo dele a expressão famosade que Ainda há juízes em Berlim!

Apelou às instâncias superiores na Capital do país e ganharia a causa. Manteve o lugar do seu moinho. Falam até que, ainda hoje, podem se ver resquícios daquela modesta edificação exemplo de uma justiça isenta e forte, a detrimento dos desejos de quem ocupava o cargo máximo da Prússia naquela ocasião.

...

Em fases nebulosas das crises de moralidade pública, nada mais benfazejo, pois, do que um Judiciário fiel aos propósitos sobre os quais são firmados os poderes constitucionais de uma República de verdade. Por mais audaciosos e hábeis que sejam os meliantes, eles baixarão a crista perante os rigores da Lei bem aplicada nos momentos certos, servindo assim de balizamento às práticas sociais e políticas durante todo o tempo da História.

www.monteiroemerson.blogspot.com

é conversando que a gente se entende...



quarta-feira, 22 de junho de 2011

Um vídeo referência na semana - José do Vale Pinheiro Feitosa



Um dos vídeos mais comentados na semana. Especialmente pelo simbolismo da adesão do cão de rua às manifestações populares na Grécia. O Cão tem lado no embate das ruas: late contra as forças de repressão às manifestações. Se esticarmos a corda chegaremos a uma confluência de interesse entre todos que estão nas ruas. Quando as forças repressivas aderem ao descontentamento, vira revolução.

É DO INTERESSE PÚBLICO

Brasileiras e Brasileiros para uma boa antecipação de feriadão um endereço da internet que alegrará a todos: músicos, historiadores, fotógrafos, aficcionados da boa música e todo o povo da Batateira. Entrem neste site que é uma maravilha de acervo. Estão grandes nomes, uma tão vasta iconografia que vai fazer a festa do Zé Nilton e seus maravilhosos programas da Rádio Educadora do Cariri:

Um exôdo de Shangri-lá? José do Vale Pinheiro Feitosa

Não vou para Shangri-lá. Não me levem para Shangri-lá.

Por que Vovô? Shangri-lá é a felicidade. Tudo lá acontece e dar certo.

Shangri-lá apenas aparenta solidez. Ela é cheia de crises. Nevascas, ventos fortes, chuvaradas repentinas. As bases de Shangri-lá não suportam as intempéries do tempo.

Ninguém pararia um projeto que prometia felicidade e impuseram ao avô a jornada para Shangri-lá.

O ar era mais puro. A temperatura oscilava por volta dos 23 graus centígrados. Um céu brilhante e de uma pureza de azul igual nunca se vira. Mesmo que alguns vivessem ao relento por falta de moradia e emprego, a vida em Shangri-lá era a única possível, fora de Shangri-lá tudo era pior. Diziam os sábios astutos veteranos e com inúmeras ações dos investimentos feitos em Shangri-lá. Aqui pode não ser o melhor dos mundos, mas é o melhor que existe entre os que conhecemos.

O Avô não mudava de idéia. Shangri-lá era artificial e hedonista. Trocava uma vida inteira por um momento de felicidade. Mesmo quem sabia dos riscos de Shangri-lá, não poderia se manifestar: tudo que tinham estava aplicado na permanência de Shangri-lá.

E foi quando caiu uma nevasca como há mais de oitenta anos não se vira. Telhados caíram, muitos vizinhos morreram de fome e frio. No aprisionado de seus cômodos ameaçados, os de meia idade estavam nublados como a realidade e os jovens tinham olhares de névoa para o que pensava o avô.

Que dizia: eu avisei. Shangri-lá não é seguro. Não era e nunca será.

Mas a nevasca acabou o céu azulou límpido como as promessas da felicidade e todos festejaram. Esqueceram os mortos, eles não se levantam mais. Esqueceram os desabrigados, não existe mais neve. Shangri-lá continuava a verdade única.

O avô novamente esquecido em seu canto balbuciava: Shangri-lá continua um enorme perigo. Não é a conjuntura do tempo que desequilibra Shangri-lá, mesmo que reforcemos os telhados.

Mas veio uma chuvarada como ninguém vivo se lembrava de outra igual. Os problemas não foram os telhados. Foram as fundações, com deslizamentos, casas soterradas, famílias inteiras desaparecidas. Shangri-lá estava inundada, os de meia idade toldados de nuvens negras e os jovens com olhares de relâmpago para o avô.

Que dizia: Shangri-lá não agüenta outra catástrofe igual a esta. Iremos todos nos mudar se outra vier.

As chuvas pararam deixando um rastro de destruições. Mas Shangri-lá tinha o destino da fênix: ressurgiu da lama (ou das cinzas). Todos estavam felizes embaixo de um céu azul, os negócios a pleno vapor e Shangri-lá retornou à promessa do que era: um momento de felicidade, mesmo que apenas para um pequeno grupo que ao sentir-se bem dizia a todos que o dia de cada ainda chegaria. Com esforço e muita luta, mas chegaria, pois Shangri-lá tem o espírito do animal, sempre rompe as barreiras a si postas.

Foi quando um terremoto de poucos minutos destruiu toda a estrutura de Shangri-lá. Que era de materiais corrompidos pelo tempo. Os que não morreram começaram uma luta pré-histórica de auto-aniquilação. Só lhes restava a imagem objetiva de Shangri-lá. Nunca houveram por bem contemplar outra possibilidade.

Os de meia idade que restavam nada tinham para dizer. Os jovens levantaram-se e começaram a emitir opiniões. Há tempos não eram ouvidos. Agora que os responsáveis haviam emudecido, eles tinham a voz e subiram na mesa da casa fazendo discursos. Diziam que não arredariam pé da sala de jantar se algo não fosse decidido a respeito do futuro. Não queriam mais sofrimentos e o problema, agora tinham certeza: era Shangri-lá.

Vovô qual é o problema?

É Shangri-lá. Vamos nos mudar de Shangri-lá. Não podemos calar as forças do mundo, mas podemos viver num lugar que possamos enfrentar as mudanças que sempre existirão com mais segurança e compreensão. Vamos para outro modo, onde a felicidade é viver uma vida inteira.




A qual a medida de boa fé desta gente? - José do Vale Pinheiro Feitosa

Os admiradores do Afif Domingues e da revista Veja, entre outras tantas vozes - estou apenas clamando pelos “simbólicos”- necessitam de uma boa rebolada. Vão ter que sambar. Chega desta cintura dura, fazendo discurso de paulistano da boa safra em pleno nordeste necessitado.

Assim como o velho barbudo da Alemanha no longínquo século XIX convocou à união dos operários do mundo, os liberais deste século XXI também chamaram os parceiros para a unidade. O símbolo deste povo de bem é muito diferente da inerte foice e martelo. Para eles o símbolo da luta é dinâmico: O IMPOSTÔMETRO.

Ficam escandalizados com a destruição dos lares pelo imposto cobrado. O Brasil é um horror. Os impostos aqui são os piores do mundo. O governo raspa todo o potencial do povo. Tudo aqui é superlativo.

Mas que moçada mais enganada meu Deus. Fica olhando aqueles números crescendo e lendo a Veja como um catecismo e não faz conta do que acontece no mundo real. Não basta, é preciso ir além. A Associação Internacional de Consultorias (Sigla UHY International em inglês com sede em Londres) acaba de divulgar um estudo comparando as 20 maiores economias industrializadas do mundo, incluindo o G7 que é a jóia da coroa dos liberais.

A conclusão principal é que no Brasil os mais ricos pagam pouco imposto. Além do mais tem o Brasil outra característica ruim: aqui o peso do imposto arrecadado é mais de impostos indiretos, embutidos nas mercadorias e serviços. Uma vantagem a mais para os mais ricos: têm mais meios para comprar no exterior e consomem mais mercadorias difíceis de tributar como obras de arte.

A face real brasileira: quem ganha até U$ 25.000 por ano (mais ou menos R$ 3.300,00 por mês) retém em impostos 16% e fica com 84% (igual á maioria dos demais países), enquanto aqueles com renda na faixa de U$ 200.000 por ano levam 74%. Ou seja, a diferença entre as duas faixas é de 10% uma das mais baixas entre os 20 países estudados.

Apenas para efeito comparativo: Malásia, França, Alemanha e Japão a diferença entre as faixas varia entre 15% e menos de 20%; nos EUA, Canadá, Espanha, Itália e Grã-Bretanha diferença varia entre 20% a menos de 25%; em Israel, Holanda a diferença vai crescendo até atingir 40% na Irlanda.

Enfim o impostômetro, Afif Domingues e a imprensa simbolizada pela Veja estão confundindo a sociedade e não propõem nada. Ao invés de abrir a verdadeira discussão sobre os impostos, fazem graça com a miséria de informações de todos nós.

terça-feira, 21 de junho de 2011

COLLAGE by LUPIN



As luzes do Amor - Emerson Monteiro

A força maior do Universo veio mudar este mundo. O Amor nasce no coração das pessoas. Diante de toda incoerência das ações, predomina o sentimento superior de quem descobre a força de amar. Jesus aqui demonstrou o potencial que existe de possibilidades no íntimo coração. Quanto tudo parecia inadequado para a descoberta de um plano espiritual, a história se dividia ao meio em face da sua presença inesquecível.

Por mais que a Ciência dos homens mergulhasse nos segredos da Natureza, o senso do materialismo ainda predominava, limitando o poder das descobertas. Ainda que a Filosofia quisesse desvendar os tantos aspectos das investigações do pensamento, daria de cara com as fronteiras do desconhecido que não cabe no método científico. No entanto as emoções sinceras, vindas no seguimento do Amor, revelam os aspectos da alma que tais restrições da matéria deixaram de lado.

Assim tem sido há muito tempo. Grandes luminares, porém, quando admitem o caminho da essência, o campo invisível das percepções, abre espaço nas sábias teses para tais conotações da Verdade.

Nisto somado, reunido o conceito das visões do Espírito, resta exercitar o infinito potencial do Amor nas vidas individuais. Desarmar o instinto da destruição pela destruição, do apego pelo apego, e ampliar as chances de praticar os bons relacionamentos no seio da calma interna.

A consciência disto revela o quanto há de crescimento à disposição, no trato com os valores da liberdade sonhada. Bem próximos de todos, prêmios de realizações permanecem ao dispor esta virtude, cabendo tão só estender as mãos e traze-la a si mesmo. São os bons frutos das atitudes para consigo e com os outros. Esperança. Alegria. Paz e convicção, matriz da paz coletiva. Otimismo. Trabalho. Honestidade. Justiça. Em cada passo uma nova luz.

O sofrimento demonstra o quanto distante alguns ainda habitam longe da aceitação da Felicidade. Ninguém ficará à margem deste recurso, alimento da sobrevivência na Terra. Inconscientemente, no entanto, a Humanidade utiliza agressões do desequilíbrio, por vezes eliminando o direito pleno de outros usufruírem das benesses originais do Tempo. Não poucos, a qualquer custo, largam nas estradas rastros dolorosos de pouca, ou nenhuma, habilidade na existência. Esquecem os que virão e agem quais bichos atoleimados.

Níveis absurdos de prejuízos representam o que precisa mudar na percepção das criaturas humanas, os ingênuos aprendizes deste chão de nossa herança coletiva.
Por isso, ajustes pessoais do sentimento de amar significam a suprema realização de um destino melhor aos acontecimentos, nas responsabilidades do futuro.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Dom Corleone: o verdadeiro Ethos dos EUA - José do Vale Pinheiro Feitosa

Quando vou ao Crato e não encontro ninguém à noite, suponho que estejam em casa na internet ou vendo televisão. Por isso mesmo suponho que um ou outro terá nova oportunidade de assistir ao Poderoso Chefão de I a III. Estão num destes Telecines da vida.

E aí cá deste canto estou a me perguntar o que acham da ética daquela máfia? O lógico é que a morte para tomar o negócio do outro e a cartelização do comércio seja algo abominável ao bom cidadão.

Então me pergunto: alguém efetivamente sabe diferenciar aqueles mecanismos do mundo normal dos negócios? Sempre a concentração, a exclusão do outro e o domínio absoluto das mercadorias e fregueses.

Tanto na máfia quanto na livre concorrência o inato de ambos é o mesmo: o domínio das riquezas do comércio. Por isso mesmo esta natureza transposta para a política de Estado se torna o Ethos de um povo.

Os norte-americanos, tanto por historicamente pretenderem herdar o império britânico, quanto por irem ao extremo da experiência acima citada, têm no seu Ethos o domínio e o controle do território nacional alheio. Agora mesmo isso ocorre no México.

Mas o princípio é completo: visam o lucro em amplo sentido. Ganham em tudo que fazem na chamada “Guerra contra as Drogas”. Enquanto ao México restam milhares de mortos, uma situação de militarização generalizada que pode desencadear golpes militares e o esvaziamento produtivo nacional. Aos EUA tudo ao nosso reino.

Aliás, o NAFTA rebentou o México. A tal zona de livre comércio que tentaram impor a toda América Latina, era uma arapuca que disparou. Criaram milhares de empresas maquiadoras de produtos perto da fronteira com os EUA. Não agüentaram a “livre concorrência” dos asiáticos.

Por exemplo, entre as vizinhas El Paso nos EUA e Ciudad Juarez no México, a face negra do domínio americano se mostra. Ciudad Juarez perdeu perto de 100 mil empregos, até o prefeito da cidade mora em El Paso devido à violência.

Os EUA são tão ferozes neste “destino manifesto” que agora vendem milhões de dólares em armas, pagam consultores, invadem o território mexicano e alguns milhares de agentes americanos estão no território vizinho em perseguição aos mexicanos, especialmente pobres das periferias urbanas.

Além disso, os americanos ganham bilhões de dólares para lavar o dinheiro da venda das drogas. Em outras palavras, os bancos norte-americanos estão levando de volta para si o lucro que os mexicanos tiravam com os viciados ricos do “american way of life”.

Segundo algumas estimativas a aliança entre os cartéis de droga (inclusive da América do Sul) e a banca norte-americana é superior a qualquer outra atividade do sistema da banca privada americana. Tal correlação escancara o Ethos americano.

Não tem guerra contra as drogas coisa alguma. É simplesmente o domínio desta “dinheirama” gerada pelo consumo de drogas. O governo americano funciona apenas como o Capo de proteção dos seus bancos. Não é diferente dos matadores de Dom Corleone.

A “graviola podre” do Zé do Vale – José Nilton Mariano Saraiva

Com a autoridade que lhe é conferida de ser um dos grandes pensadores da atualidade (reconhecida por todos que apreciam um bom e consistente texto), contundente e corajoso Zé do Vale nos sinaliza sobre os caminhos da intolerância e do sectarismo tão recorrentemente presentes em determinadas postagens de certos blogs da Região do Cariri, fielmente retratados na forma pejorativa como são estigmatizados aqueles que não rezam pelo mesmo catecismo, não se amoldam a determinado tipo de cartilha ou não fazem questão de se fazer parecer politicamente corretos (do tipo “papai-com-mamãe”), daí o rótulo de agressivos e desrespeitosos que se lhes atribuem.
Bem que poderiam refletir sobre o que nos diz o Zé do Vale (postagem “Manter a mensagem e o debate”, aqui veiculada dias atrás), antes de rebolar “graviolas podres” em quem tem a coragem e responsabilidades devidas de se abrir para o mundo. Sem receios ou temores. Preto no branco e assinando ao final.

Vejam que autenticas pérolas do nosso Zé:

“A verdade é que ninguém precisa saber do meu quintal, mas é importante que alguém compreenda a minha busca de compreensão do mundo. Não concorde com ela, mas saiba que assim imagino. Não tem problema que aponte meus erros, mas sem jogar graviola podre em cima de mim” _________________________________

“No dia em que um assunto não puder ser tratado por um cidadão, este assunto não existe. Isso é coisa de sociedade secreta, de iluminados, de mensagens cifradas.(...) Se estamos todos aqui discutindo política, cultura, economia, filosofia e o cotidiano o mais certo é que as visões se multipliquem”.
__________________________________

“E quando abordo qualquer assunto, mesmo que não seja do agrado de outras pessoas, não imagino a concordância, mas, no mínimo, o brilho do contraditório”.
___________________________________

“Quando não gostamos da abordagem de alguém, tratemos de analisar, refletir e se estiver com o conteúdo que julgue importante contrapor-se tem por sentido a obrigação de fazê-lo. E também se não tiver interesse em participar de eventuais querelas não o faça. O que não é legal é ficar com raiva, querendo jogar frutas em quem discorda”.

VÍDEO - Cineasta e Cinegrafista Catulo Teles fala sobre a sua relação com o Cinema e a I Mostra Crato de Cinema e Vídeo - Por: Dihelson Mendonça


Um artista Global


Filho do grande e inesquecível radialista, e estudioso do folclore, Elói Teles de Morais, Catulo Teles é um dos maiores profissionais ligados à TV e ao cinema do cariri. Trabalhou na TV GLOBO de Brasília por 5 anos e na TV Verdes Mares por 12 anos, produziu mais de 20 documentários, Catulo está entre os melhores cinegrafistas e editores de vídeo do Nordeste, aclamado inclusive pelos "papas" dessa área extremamente importante da arte de fazer cinema e TV ( hoje chamada de audiovisual ). Na I Mostra Crato de Cinema e Vídeo, 6 dos 30 filmes apresentados tem a marca desse profissional, e nessa mostra ele teve a oportunidade de apresentar-se também como cineasta, com um dos seus próprios filmes. Com vocês, um pouco da história de vida de Catulo Teles:

O.B.S - Para evitar ouvir 2 sons ao mesmo tempo, pare antes o player da Rádio Chapada do Araripe, no canto superior direito, no topo do Blog.



Produção: Dihelson Mendonça
TV CHAPADA DO ARARIPE - WEBTV
www.tvchapadadoararipe.com

domingo, 19 de junho de 2011

Setaro's Blog: Paissandu: símbolo de uma geração

Setaro's Blog: Paissandu: símbolo de uma geração: "O fechamento do cinema Paissandu, há alguns anos, no Rio de Janeiro, situado à rua Senador Vergueiro, no Flamengo, não registra apenas o fim..."

Setaro's Blog: Paissandu: símbolo de uma geração

Setaro's Blog: Paissandu: símbolo de uma geração: "O fechamento do cinema Paissandu, há alguns anos, no Rio de Janeiro, situado à rua Senador Vergueiro, no Flamengo, não registra apenas o fim..."

Feridas abertas - Emerson Monteiro


Algo que revira entranhas feito brasa acesa nesses tempos convulsos caracteriza o despreparo da Humanidade para solucionar graves desafios em séculos seguidos. Apenas uma banda de mundo aparenta tranquilidade do ponto de vista social. A outra, amargura marcas profundas em termos de desencanto e desesperança. Espécie de sistema injusto transfere, de geração a geração, fortes heranças deixadas pelas guerras, em desatenção ao mínimo padrão da boa convivência, quando tudo serviu de pretexto à ganância dos menos escrupulosos. O cinismo diplomático ainda representa a regra básica dos povos e países, na conquista dos mercados e escravos.

Trilhões financeiros da riqueza da Terra alimentam a máquina infernal de quantias imensas que movimentam a indústria das armas, o comércio das drogas, os jogos, a prostituição. Praticar respeito entre as criaturas humanas deixou de significar progresso e demonstra fraqueza. Há que se andar tantos caminhos até contar história diferente, de alegria e positividade.

O canteiro de obras desses sonhos bons, no entanto, espera trabalhadores melhor qualificados, pois agora os exemplos torpes de autoridades infiéis aos compromissos coletivos querem fixar modelos perdidos. E o que se vê são caravanas de complicações no resultado parcial da farra política.

A cena dos palcos mostra limitações de não ter tamanho. Atores fantasiados encenam quais marionetes abobalhadas em meio aos gritos desesperados da pobreza moral que predomina.

Nisso existem aqueles vendilhões da miséria alheia que usam a bilheteria em favor particular, os ditos ratos de monturo. Sugam as energias das populações de armas em punho, descaradamente qual sendo só seu o que a todos pertence.

Querer narrar a condição humana noutros cadernos mais organizados, ou pintar o barco nas cores amenas, eis o desejo de qualquer sobrevivente do mundo atual. Porém as telas que a realidade oferece quase que em nada mudaram, nos panoramas tristes elaborados desde a antiguidade dos pintores medievais.

Fanatismos, corrupção, distorções legais, administrativas, pornografia, epidemias, poluição, palavras do poema histérico escrito nos ares cinzentos e transcrito nas páginas rudes da civilização.

Esperar por mudanças favoráveis, mesmo que isto represente conscientização e trabalho, nunca é tarde, e recomeçar sempre a jornada. Cada personagem da crise desse chão detém o poder de transformar sonhos em acontecimentos, desde que reconheça disso a enorme necessidade presente.

assim caminha a humanidade



SERTÃO POP REALIZA NOITE DE SÃO JOÃO COM FORRÓ AUTÊNTICO




A Sertão Pop está trazendo de volta as comemorações do tradicional São João. Para este evento, convidou a banda BELOXOTE da cidade de Crato, que tem se destacado em manter as raízes nordestinas do verdadeiro forró. A banda BELOXOTE volta-se para um repertório rico em músicas de Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Dominguinhos, Marinês, Nando Cordel e muitos outros artistas que marcaram o cancioneiro do verdadeiro forró. O evento acontecerá na "Noite de São João”, na residência do produtor Kaíka Luiz, que fica há mais ou menos 100 metros do Hotel Encosta da Serra no Crato, local amplo e com muita estrutura para eventos.

Além do clima do verdadeiro São João que teremos através da música, a festa terá comidas típicas, quadrilha improvisada, fogueira, concurso de traje típico e muito forró autêntico.

sábado, 18 de junho de 2011

Padre Vieira terá Museu


Publicado em 18 de junho de 2011

Diário do Nordeste
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Equipe DA SECULT e de Várzea Alegre faz levantamento do acervo para o projeto de concepção memorial que deverá viabilizar a instalação do centro sobre a vida de Pe. Vieira
FOTOS: HONÓRIO BARBOSA

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CASARÃO HISTÓRICO foi alugado pela Prefeitura de Várzea Alegre para ser sede do novo espaço cultural da cidade

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Defensor ferrenho dos jumentos, Padre Antônio Vieira terá suas memórias preservadas em centro cultural

Várzea Alegre O acervo pessoal do padre e escritor, Antônio Vieira, vai ganhar um espaço apropriado, nesta cidade, localizada na região Centro-Sul. Parceria firmada entre a Prefeitura e a Secretaria de Cultura do Estado (Secult) viabilizará em breve a instalação de um centro cultural, com museu, biblioteca, salas de pesquisa, leitura e vídeo. Nesta semana, começaram os trabalhos para catalogação de peças e livros e para a elaboração do projeto de concepção do memorial.

Desde terça-feira passada, três técnicas da Secult trabalham na seleção de objetos, fotos, livros e documentos do acervo pessoal do Padre Vieira. "Era preciso o trabalho de uma equipe especializada em instalação de museu", observou o secretário de Cultura do Município, Hélio Batista. "Inicialmente, está sendo feito um diagnóstico do material histórico".

O padre Antônio Batista Vieira nasceu em Várzea Alegre em 1919 e morreu em abril de 2003, aos 84 anos. Morava em Messejana, bairro de Fortaleza, onde havia instalado um sítio e um espaço próprio para conservação de seu acervo pessoal e pesquisa. Em 1986, criou o Instituto de Arte e Cultura que tem a sua denominação. "Após a sua morte, o acervo ficou abandonado e era preciso revitalizar a diretoria do instituto", explicou o secretário, Hélio Batista.

A Prefeitura alugou um imóvel no Centro de Várzea Alegre para instalação do espaço cultural. "É uma casa apropriada, antiga e que tem tudo a ver com a proposta do Instituto", frisou Batista. O passo seguinte foi solicitar, por meio de ofício à Coordenadoria de Patrimônio Histórico e Cultural (Cophc) da Secult, o apoio necessário para a implantação do espaço cultural. O coordenador da Cophc, Otávio Menezes, atendeu a solicitação do Município e enviou uma equipe técnica, que tem a participação da museóloga e arquiteta, Lídia Sarmiento, e as historiadoras, Jana Rafaella e Janaina Cavalcante. O clima entre os envolvidos no trabalho de catalogação do acervo é de expectativa e empolgação.

A denominação oficial do espaço ainda não está definida, mas a tendência é que seja Centro Cultural Padre Vieira, e terá espaços diversos. "Será um equipamento fundamental para elevar o nível cultural da cidade", observa Lídia Sarmiento.

Jana Rafaella observa que a cidade precisava reconhecer a importância histórica do filho ilustre. "Os moradores devem valorizar e ter consciência da produção cultural do Padre Vieira", disse. Para Janaina Muniz, o espaço cultural deverá ser um centro de "construção da memória da cidade" e do homenageado. "Queremos ajudar a construir essa identidade".

O secretário de Cultura avalia que a instalação do centro vai preservar um importante acervo histórico. "Queremos revitalizar esse passado, fazer com que a produção cultural e a memória do Padre Vieira fiquem eternizadas, seja uma referência e um lugar de pesquisa", destaca.

O sonho do secretário Hélio Batista, com o apoio do prefeito José Hélder, começa a se tornar realidade. "É o Município que vai ganhar com esse espaço", frisou. "Não queremos que seja um depósito de coisa velha, mas um ambiente de pesquisa e de atração da juventude".

Além de sacerdote e de escritor, Padre Vieira foi político, eleito deputado federal na década de 1960, foi cassado, após o golpe militar de 1964.

A partir da década de 1970, começou a luta em defesa do jumento, que eram mortos em massa por frigoríficos. Mostrou intensa preocupação com o meio ambiente, preservação e consciência ecológica.

Acervo

No acervo há centenas de cartas trocadas entre amigos, parentes, governos e instituições internacionais. Objetos pessoais, peças artesanais, quadros, e dezenas de livros de sua autoria e centenas de publicações que compunham a biblioteca pessoal. O Centro Cultural deverá contar com uma biblioteca, sala de leitura, pesquisa, de exibição de vídeo, espaço para produção de peça artesanal de réplicas de jumentinhos, cordéis, xilogravura e até um ambiente cênico.

Fique por dentro
História

Padre Vieira nasceu na Serra dos Cavalos, em Várzea Alegre, no dia 14 de junho de 1919. Filho de pais pobres que viviam no campo, conheceu na infância limitações e privações peculiares à situação de pobreza. Trabalhou na roça. Estudou no Seminário do Crato e de Fortaleza, onde concluiu Filosofia e Teologia. Ordenou-se em 1942. Em 1964, cursou Administração de Empresas na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos. Depois, cursou Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Escrevia em jornais e publicou dezenas de livros: "100 Cortes Sem Recortes" (1963); "O Jumento, Nosso Irmão" (1964); "O Verbo Amar e Suas Complicações" (1965); "Mensagem de Fé, Para Quem Tem Fé" (1981); "Pai Nosso" (1983) e "Bom Dia, Meu Irmão Leitor" (1984).

Honório Barbosa
Repórter