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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Polícia Inglesa Prende Julian Assange do Wikileaks - José do Vale Pinheiro Feitosa

Logo que os documentos das embaixadas americanas do mundo todo, trocando inconfidências, falando mal dos outros feito linguarudos de canto de feira, foram divulgados pelo Wikileaks, a Suécia, num rasgo de servilismo judicial, deu mandato de prisão contra Julian Assange o fundador e estimulador do blog. O pior é o orquestramento da mídia a respeito da matéria: ele é procurado por estupro. Convenhamos um crime sem apoiadores, muito diferente desta heróica resistência civil aos desmandos imperiais. No entanto já vi em muito site que na verdade o tal crime de estupro é por sexo inseguro.

A prisão de Julian Assange é política não tem como esconder. Nos últimos quinze dias todo mundo brincava que Assange havia ocupado o lugar de mais procurado de Bin Laeden. Os EUA, a Inglaterra, os países que fazem o jogo de poder mundial estão incomodados com a exposição de suas entranhas infectadas. Temem o efeito esterilizante que o debate democrático e à luz do dia tenha sobre a lógica do domínio, especialmente do domínio de classe.

Ontem mesmo há havia uma reação de hackers pelo mundo todo em defesa de Assange. Agora começou a era do embate no canal vivo das comunicações: a rede mundial de computadores de fato começa a mostrar a sua grande face e parece que não é a do Big Brother. O Banco Suíço que reteve uns caraminguás de Assange teve seu site derrubado por hackers que foram além, deram uma nota de guerra contra a prática.

Como os hackers são “soldados voluntariosos” e existem soldados mercenários logo saberemos da contra-insurgência oficial. Virão os “quadros” dos governos para o campo e fazer o mesmo. Acontece que tudo está quente. A Conferência sobre o Clima em Cancun anda para um rotundo fracasso. Muitas denúncias de efeitos climáticos desastrosos estão correndo a conferência e isso alimentará o debate e a insurgência por todo lado.

Estamos andando rapidamente para um embate mundial de natureza apropriada a nossos tempos. Com as forças destrutivas da época.

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