TRIPULANTES DESTA MESMA NAVE

quinta-feira, 29 de outubro de 2026

OS 03 PATETAS (José Nílton Mariano Saraiva)

Coincidentemente, na terra do Mickei Mouse (aquele ratinho que tanto diverte as crianças), com a chegada do seu retardatário terceiro integrante, os 03 patetas (Eduardo Bolsonaro, Paulo Figueiredo e Flávio Bolsonaro) estão, agora, de novo, reunidos. Então, preparemo-nos para se deparar com toda espécie de babaquices, xaropadas, maluquices e hilaridades sem fim.

Tanto, que a primeira não demorou muito: fugindo do Brasil em pleno silencio sepulcral da madrugada, pra não ser preso e pagar pelos seus crimes (está incurso em vários inquéritos), Flávio Bolsonaro, tão logo se reuniu aos outros dois palhaços,  sem nenhum pudor ou vergonha na cara distribuiu um panfleto de qualidade duvidosa, mas claramente com verve golpista, onde se autoproclama “o verdadeiro presidente eleito do Brazil” (assim mesmo, com Z) ou ainda, numa segunda versão, “o líder do Brasil” (aqui pra nós, da parte que nos toca, contundentemente declinamos).

Alheio à realidade dos fatos, quando seu próprio partido e demais integrantes da sua base, através dos seus respectivos presidentes, assim como o bolsonarista presidente do TSE, reconheceram sem dificuldade ou malabarismos a lisura e o resultado das eleições, Flávio Bolsonaro se disse estarrecido com o tsunami de votos endereçados ao presidente Lula da Silva, do primeiro para o segundo turno (mais de 10 milhões de votos) e, para tanto, citou uma tal de “impossibilidade matemática”, sem que explicitasse seu sentido (mas que se enquadraria como “golpe”).

Na verdade, se tivesse um mínimo de “simancol”, bastaria ver a televisão no dia da votação (ou gravações exibidas posteriormente) para constatar que, atendendo à proclamação do presidente Lula da Silva, visando não permitir que o fascismo se instalasse de vez por aqui, uma “ruma” de idosos (alguns até com mais de 100 anos, carregados pelos netos, ou empurrados em cadeiras de rodas ou usando muletas, fizeram questão de ir às urnas pra... “votar no Lula”) enquanto a meninada, recém-saída das fraldas, mostrando um vigor impressionante, também afirmava sua disposição de “se livrar de uma vez por todas dos bolsonaros”, numa eloquente manifestação de brasilidade e amor à pátria.

Apoplético e, claramente, navegando na contramão da história, na sua patética carta Flávio Bolsonaro se permitiu navegar em mar revolto, ao querer se igualar a figuras mundialmente conhecidas, como o nosso Rui Barbosa, o francês Charles de Gaulle, o cubano José Marti dentre outros, todos eles atores de relevância quando da defesa de suas nações, atuando fora dos seus limites territoriais.

Ao deitar falação sobre um suposto “regime de exceção instaurado no Brasil”, não consegue explicar convincentemente como ele mesmo venceu o primeiro turno da eleição presidencial sem que houvesse contestação de ninguém, assim como teve um irmão eleito Deputado Federal, um outro Senador da República, além da madrasta, também Senadora da República, sem se falar que o seu partido (PL) conseguiu uma expressiva votação na Câmara Federal e no Senado.

Fato é que, como tinha como principal bandeira (na perspectiva de ser eleito), liberar o pai-bandido da prisão, assim como o irmarzão Vorcaro (“estou e estarei contigo sempre”), além de obstar os diversos processos em que está incurso, que certamente lhe renderão anos e anos de prisão, face a gravidade dos crimes cometidos, Flávio Bolsonaro não teve sequer um apoio que ele considerava decisivo:  é que, no front externo o maquiavélico, esperto e sagaz presidente dos Estados Unidos, a quem pretendia recorrer visando obter apoio pra suas lunáticas teses de golpismo, foi enfático e contundente: prefiro não me envolver nisso (embora tenha autorizado sua estadia por lá).

Pra coroar tudo isso e acabar de vez com essa gororoba toda, agora é levar de volta para a Papuda o chefe da quadrilha, Jair Messias Bolsonaro, porquanto restou provado que essa tal de “prisão domiciliar” é de uma elasticidade sem tamanho, porquanto possivelmente permissiva de visitas não autorizadas, saídas na calada da noite, uso de celulares de terceiros e por aí vai.    

Alfim, dá pena a situação do “coitadinho” do Vorcaro: é que deve se achar perturbado ao constatar que terá que pagar, sim, por anos e anos pelos crimes cometidos, enquanto os Bolsonaros torram seu dinheiro nababescamente em outras plagas (também, quem mandou se meter com bandidos mais espertos ???).

domingo, 25 de outubro de 2026

 

O DIA “D” DO BRASIL – NOSSO FUTURO EM JOGO

 

Hoje, o Brasil vai decidir se manterá Lula na presidência ou se o substituirá pelo pior filho de Jair Bolsonaro (não tem nenhum que preste). Flávio é, disparado, o candidato com as piores credenciais morais que já se viu na história das eleições presidenciais. Nem o pai se enfiou tão profundamente na lama.

 

Flávio estreou na política como funcionário fantasma – era assistente técnico de gabinete na liderança do PPB em Brasília, enquanto cursava a faculdade de Direito no Rio de Janeiro. Depois, como deputado estadual, colocou seu gabinete a serviço da milícia, e agora, como senador, foi patrocinado pelo banqueiro mais ladrão do país.

 

Flávio elevou os esquemas da família para um outro patamar. Saiu das rachadinhas e do funcionalismo fantasma — duas tradições familiares — e foi para os grandes negócios. No Rio de Janeiro, seu grupo político está envolvido com o crime organizado, com vários deles presos. Em Brasília, como senador, Flávio mantinha contatos com grandes empresários interessados em fazer negócios com o governo do seu pai.

 

As digitais do 01 aparecem em grandes escândalos de corrupção do país. A coisa vai de “Dark Horse” e Banco Master à compra de vacinas superfaturadas e sociedade oculta em empresas de apostas esportivas. Nós estamos falando de um candidato cujos maiores doadores foram denunciados por corrupção e contrabando.

 

O triunfo eleitoral será o triunfo de Daniel Vorcaro, do crime organizado do Rio de Janeiro e das gangues empresariais que tomam Brasília de assalto.

 

Na reta final da campanha presidencial, uma sucessão de revelações e novos desdobramentos jurídicos colocaram Flávio, mais uma vez, no centro de graves escândalos de corrupção, lavagem de dinheiro e conduta moral incompatível com a imagem de bom cristão que ele tenta fabricar.

Entre tantas denúncias nas últimas semanas, destaca-se uma reportagem da revista Piauí que detalhou um encontro que uma dessas gangues empresariais organizou com o senador.

 

O episódio é um resumo muito bem acabado do que é Flávio Bolsonaro. Tudo o que é descrito ali é tão caricato, tão previsível, que parece roteiro de filme de máfia meia-boca da Netflix.

 

No auge da pandemia, em 2020, quando o país enterrava seus mortos e sofria nas mãos de um presidente que boicotou a compra da vacina, Flávio Bolsonaro participou de uma farra com prostitutas e lobistas.

 

Entre eles, estava Emerson Maximiano, dono da Precisa Medicamentos, a empresa que estava intermediando uma venda superfaturada da vacina Covaxin ao governo federal. Enquanto os brasileiros sofriam com a doença e ficavam em casa para conter o vírus, Flávio Bolsonaro estava em uma lancha no Lago Paranoá, comandando negociatas com vacinas e fazendo churrasco com prostitutas.

 

Ao fim da festinha, depois que Flávio voltou do quarto com a prostituta, um dos diretores da Precisa Medicamentos tirou o relógio rolex do pulso e colocou no do senador, que foi embora para casa ostentando o presentinho.

 

Três meses depois da orgia na lancha, os donos da Precisa Medicamentos fizeram uma reunião com o então presidente do BNDES, Gustavo Montezano. O senador não só conseguiu agendar a reunião como participou dela.

Esse é Flávio Bolsonaro.

 

Em público, um homem de família implacável contra a corrupção. No privado, traía a esposa e confraternizava com empresários com interesses no governo do seu pai. Esse é o tamanho da hipocrisia de um homem criado por Jair Bolsonaro.

 

De todas as corrupções do bolsonarismo, a mais preocupante é a corrupção da democracia. A vitória de Flávio não será apenas a vitória da bandidagem que ele representa, mas a vitória do golpismo que atormentou o país nos últimos anos.

 

É a vitória de Daniel Vorcaro, mas também do 8 de Janeiro, que ganhará uma espécie de aval das urnas. Os ventos mudarão de lado e tanto o banqueiro quanto os golpistas verão o caminho da liberdade sendo pavimentado.

 

O Brasil corre o risco de trocar um estadista, respeitado no mundo inteiro, por um representante das milícias e um herdeiro do golpismo. As conexões de Flávio com o submundo do crime são fortes demais para não termos a convicção de que o Planalto se tornará um puxadinho das máfias que o patrocinam.

 

Mas esse apocalipse está cada vez mais longe de ser inevitável. Nas últimas três semanas, a militância de esquerda e do campo democrático virou o jogo nas ruas e nas redes. A um dia da eleição, as pesquisas mostram empate entre os candidatos, mas com tendência de subida de Lula e queda de Flávio.

 

Ao fim do primeiro turno, a possibilidade de uma virada parecia improvável. Agora já é uma possibilidade real. A mobilização em defesa da democracia está sendo histórica. Nunca se viu algo dessa magnitude na história do país.

 

Qualquer que seja o resultado das urnas, o jogo político contará com uma novidade daqui pra frente: o movimento de massas em defesa da democracia nas ruas e nas redes sociais. O bolsonarismo nunca enfrentou um bicho desse tamanho. Sigamos atentos e fortes. E que domingo triunfem a democracia e o povo brasileiro! É a vitória de Daniel Vorcaro, mas também do 8 de Janeiro, que ganhará uma espécie de aval das urnas. Os ventos mudarão de lado e tanto o banqueiro quanto os golpistas verão o caminho da liberdade sendo pavimentado.

O Brasil corre o risco de trocar um estadista, respeitado no mundo inteiro, por um representante das milícias e um herdeiro do golpismo. As conexões de Flávio com o submundo do crime são fortes demais para não termos a convicção de que o Planalto se tornará um puxadinho das máfias que o patrocinam.

 

Mas esse apocalipse está cada vez mais longe de ser inevitável. Nas últimas três semanas, a militância de esquerda e do campo democrático virou o jogo nas ruas e nas redes. A um dia da eleição, as pesquisas mostram empate entre os candidatos, mas com tendência de subida de Lula e queda de Flávio.

 

Ao fim do primeiro turno, a possibilidade de uma virada parecia improvável. Agora já é uma possibilidade real. A mobilização em defesa da democracia está sendo histórica. Nunca se viu algo dessa magnitude na história do país.

 

Qualquer que seja o resultado das urnas, o jogo político contará com uma novidade daqui pra frente: o movimento de massas em defesa da democracia nas ruas e nas redes sociais. O bolsonarismo nunca enfrentou um bicho desse tamanho. Sigamos atentos e fortes. E que domingo triunfem a democracia e o povo brasileiro!

 

 

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

 INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL – (José Nílton Mariano Saraiva) 

Nos confins do universo, navegando a uma velocidade supersônica na imensidão infinita do cosmos, ao abrigo e no interior daquele insignificante artefato construído pela “raça humana”, desenrolava-se um drama inimaginável: é que, através do recurso conhecido como leitura labial, HAL houvera descoberto que os até então dois fiéis companheiros de viagem tencionavam eliminá-lo da missão, silenciá-lo de vez, descartá-lo como um dos responsáveis pelo sucesso da empreitada, seguindo viagem sozinhos. 

Então, a partir daí, depois de infrutíferas tentativas de persuasão, ciente de que não poderia dissuadi-los a desistir de uma viagem que considerava inviável, HAL arquitetou e pôs em prática, paulatinamente, seu fulminante contra-ataque, que culminou por levar o homem (agora, um único sobrevivente) a romper sua dimensão temporal, transportando-o a uma outra galáxia, uma outra dimensão, onde ele (homem), morre e, paradoxalmente, renasce para a vida, começando tudo de novo, só que longe do seu habitat natural.


Sem maiores pretensões, este é um resumo enxuto de uma das maiores obras de ficção científica já produzidas pelo homem, o filme “2001-Uma Odisseia no Espaço”, narrativa premonitória das dificuldades que, no futuro, o homem (tripulantes de aviões ou de uma nave espacial) teriam que enfrentar quando tivessem que “bater de frente” com sua própria criação: a máquina inteligente, o computador HAL. O célebre conflito criador versus criatura.


Produzido numa época (1968) em que ainda não existiam os famosos “efeitos especiais”, onde o aparato e instrumental tecnológico era uma brincadeira de criança em comparação ao existente nos dias atuais, onde a limitação orçamentária era uma realidade, e sem contar em seu “cast” com nenhum ator famoso capaz de chamar bilheteria, “2001-Uma Odisseia no Espaço” nos mostrava, lá atrás, no hoje distante 1968, a tenebrosa perspectiva de que um dia a “criatura” enfim se rebelasse contra o “criador”, quer que por mero “ciúme” ou, então, pela não aceitação de manter-se “subjugado” a uma “mente inferior”.

 

A pergunta é: agora, que a INTELIGENCIA ARTIFICIAL veio pra ficar, quem conseguirá obstá-la ??? Pra onde ela nos levará ??? O que será do “homo sapiens” ??? Tornar-se-á um servo da máquina inteligente, criada por ele próprio ???

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

TAL PAI...TAL FILHO ??? EQUIVALEM-SE ??? – José Nílton Mariano Saraiva

E nem faz tanto tempo assim. Mas, como o brasileiro é um eterno saudosista, pra quem quiser ver e ouvir, temos na Internet um vídeo onde o então Deputado Federal, Jair Bolsonaro afirma de forma incisiva e  peremptória que o país... “só vai mudar no dia que partir para uma guerra civil aqui dentro, e fazendo o trabalho que o regime militar não fez: MATANDO uns 30 mil” (mais tarde, na pandemia, ele pôde exercer na plenitude essa sua porção macabra, contribuindo decisivamente para as 700 mil mortes de patrícios, ao negar vacina a quem precisava).

Já mais recentemente, o filho, Flávio Bolsonaro, lembrou muito a “essência” do pai quando, na condição de Deputado Estadual pelo Rio de Janeiro, vociferou na tribuna, em 13.10.2004 que, em termos de SEGURANÇA PÚBLICA, o melhor a fazer seria um “programa massivo de laqueadura e vasectomia em hospitais públicos”.

Resumindo: para o pai (Bolsonaro) MATAR era a solução definitiva, enquanto que para o filho (Flávio), privar homens e mulheres da capacidade de REPRODUZIR (ou TORNÁ-LOS INFERTIL), através de uma política de Estado, seria a melhor alternativa. Existiria uma equivalência entre as duas alternativas ???

No mais, embora o candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, tente negar a intenção de, em um seu suposto governo, acabar com os programas Farmácia Popular e Bolsa Família, não custa lembrar que, quando Deputado Estadual no Rio de Janeiro, chamou de “politicagem” o dinheiro dispendido nesses programas, cobrando do governo que parasse de... “usar o dinheiro dos nossos impostos para ficar simplesmente torrando em restaurantes e farmácias populares”.

Portanto, não cabe que aceitemos agora, candidamente, que referida figura venha a público trombetear que, na perspectiva de assumir o governo, irá melhorar o Bolsa Família e o programa Farmácia Popular, dentre outros. 

Trata-se de pura embromação, papo furado, conversa pra boi dormir, relato de quinta categoria para enganar os incautos.   


segunda-feira, 12 de outubro de 2026

NÚMEROS SUPERLATIVOS (E DECISIVOS), E VAMOS CHEGAR LÁ, SIM – José Nílton Mariano Saraiva


Somando-se as abstenções (33.400.000), os nulos (3.500.000) e os em branco (2.300.000) temos um somatório de 39.200.000 (TRINTA E NOVE MILHÕES E DUZENTOS MIL) de votos não aproveitados, com potencial para decidir qualquer eleição, aqui ou alhures.

A partir daí, pesquisadores mapearam como esses números prejudicaram a candidatura de Lula da Silva, no primeiro turno, principalmente a partir dos perfis da abstenção. São grupos de idosos acima de 70 anos; população de baixa renda prejudicada pelo endividamento, impacto das apostas e pela inflação dos alimentos; e pessoas tomadas pela apatia e desencanto com a política.

O segredo, então, é tratar de acordar esse superlativo contingente de brasileiros, faze-los crer que o futuro do país está em suas mãos, mostrar-lhes a importância de exercerem com dignidade sua cidadania, seu apreço, seu respeito, sua determinação e, principalmente, seu RETUMBANTE NÃO à implantação do fascismo por essas bandas.

XÔ, BOLSONARISTAS TRAIDORES DA PÁTRIA !!!

domingo, 11 de outubro de 2026

NUVENS NEGRAS NO HORIZONTE DO PROLETARIADO – José Nílton Mariano Saraiva

Na perspectiva, sombria, mas não excludente, do candidato reconhecidamente amigo e condecorador de milicianos, Flávio “rachadinha” Bolsonaro, chegar lá (o que poderia ser considerado uma tragédia descomunal), definitivamente as portas do inferno escancarar-se-ão à nação brasileira, especialmente em relação à classe trabalhadora.

E isso está perfeitamente delineado quando ele, o rachadinha, advoga, com ênfase e diuturnamente, a adoção de um regime de trabalho flexível (ou intermitente), onde o salário mínimo e o piso da categoria serviriam de referência para calcular O VALOR DA HORA TRABALHADA, MAS SEM ASSEGURAR O PAGAMENTO MENSAL INTEGRAL A QUEM TIVESSE UMA JORNADA MENOR.

Ou seja, com menos horas contratadas (e aí o patrão é quem vai determinar e o trabalhador não pode emitir um pio), seriam menores o salário do mês, o décimo terceiro, a remuneração das férias e os depósitos do FGTS. Em português límpido e cristalino: a redução da jornada de trabalho viria acompanhada da redução da renda. Simples assim.

Alfim, seria calamitosamente imperdoável não transcrever aqui o que disse o Paulo Guedes naquela famosa reunião ministerial com o hoje presidiário/tornozeleiro, Bozo:  “EU QUERO É QUE ELES (TRABALHADORES) SE FODAM. JÁ COLOQUEI UMA GRANADA NO BOLSO DELES”.

A propósito, de bom alvitre seria não olvidar que, segundo divulga a mídia, Paulo Guedes e sua corriola estariam cotados a voltarem à cena, o que literalmente significaria nuvens negras no horizonte do proletariado.

E aí, você, aí do outro lado da telinha, vai ou não de 13 ???    

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

 UMA FIGURA MEDÍOCRE E SEM EXPRESSÃO – José Nilton Mariano Saraiva

 

“O Master é de Lula; o PIX de Bolsonaro”, esta a expressão usada pelo reconhecido apoiador de milicianos Flávio rachadinha Bolsonaro, em recentes declarações à mídia tupiniquim.

Embora todo mundo saiba que o Banco Master, do Volcaro, recebeu a carta homologatória de funcionamento no governo Bolsonaro, via presidente do Banco Central, Campos Neto, enquanto o PIX houvera sido criado lá atrás, no governo Temer, estas foram duas grandes mentiras proferidas pelo despreparado, vazio e “condecorador” de milicianos Flávio Bolsonaro, hoje candidato à Presidência da República.

Aliás, mentir é uma das especialidades desse desqualificado, sem que a corrupta mídia nacional coloque a questão em pratos limpos, indagando-o sobre, mas de forma incisiva e contundente, a fim de desmoralizá-lo de vez. Simples assim.

Pego, em gravações que metade do mundo e a outra banda ouviram ou tomaram conhecimento, implorando que o Vorcaro (já preso e usando tornozeleira eletrônica)  liberasse milhões e milhões de reais, para benefício da sua corja, num primeiro momento negou, para, logo após, admitir, ante a contundência dos fatos (aqui, a suspeita é que a ruma de dinheiro serviria pra bancar a estadia do irmão, traidor da pátria, Eduardo Bolsonaro, que há meses se encontra nos Estados Unidos, desempregado e sem nenhuma renda fixa, mas com vida nababesca,  conspirando contra o Brasil).    

“Rachador” dos salários dos funcionários do seu gabinete de deputado, tem ainda o “mérito” de contratar/abrigar nesse mesmo gabinete não só a mãe do miliciano que foi por ele condecorado (quando ainda preso), como também uma sua irmã.

Enquanto de público tece loas à família e à religião, foi acusado de ser um ativo praticante de orgias sexuais com prostitutas, que jamais negou, até porque a acusação, com direito a fotos, partiu de um ex-sócio na sua loja de venda de chocolates, em quem deu um cano deslumbrante, embora se suspeite que tal ambiente servia, na verdade, para lavar o dinheiro do crime.

A propósito, o dinheiro era tanto, que lhe serviu para, de forma imprudente (tal a certeza da impunidade), adquirir uma mansão em Brasília, com pagamento à vista, com o registro do imóvel feito numa cidade distante quilômetros da capital federal, como se pretendesse esconder algo amoral e imoral.

Hoje, candidato à Presidência da República (por simples capricho do pai-bandido), vocifera aos quatro ventos que, se eleito, dará prosseguimento às políticas adotadas por ele (ou seja, a continuação do fascismo, em seu mais nefasto e puro esplendor), ao tempo que que já mostrou disposição para, caso se eleja, trabalhar com membros do governo Trump na “transição” governamental (algo nunca visto em todo o mundo),  

Acabar com o Bolsa Família, com o SUS, com a Farmácia Popular, com o programa Minha Casa. Minha Vida, com o aumento real do salário mínimo, com o programa Pé de Meia, com o Gás do Povo, com a aposentadoria dos servidores, com a estabilidade no emprego, com o Prouni, o Fies, o Mais Médicos, com a Transposição do Rio São Francisco, Ferrovias Norte-Sul e Transnordestina e com as demais políticas sociais implementadas pelo governo Lula, é o seu objetivo maior (além de, prioridade maior, livrar o pai da cadeia e repatriar o irmão traidor da pátria).

Ante tudo isso, é difícil imaginar o “porquê” ou a razão de milhões e milhões de brasileiros votarem numa excrescência dessas, numa figura rasteira e desqualificada como essa.

Afinal, Flávio Bolsonaro nada mais é do que o filho do pai, um CPF corrompido, um homem medíocre e sem expressão, sem história, sem planos e sem ideias, menos um político que um sobrenome. 

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

  A TEIMOSIA DA ESPERANÇA

Diante do desprezo à vida e do ataque às instituições, o único caminho é a democracia
Rubem Alves escreveu sobre a teimosia da esperança. “Hoje não há razões para otimismo. Hoje só é possível ter esperança. Esperança é o oposto do otimismo. Otimismo é quando, sendo primavera do lado de fora, nasce a primavera do lado de dentro. Esperança é quando, sendo seca absoluta do lado de fora, continuam as fontes a borbulhar dentro do coração.”
Em Pedagogia da Esperança, Paulo Freire afirma que ser esperançoso é um imperativo existencial. Mas faz uma ressalva fundamental. “Não quero dizer, porém, que, porque esperançoso, atribuo à minha esperança o poder de transformar a realidade e, assim, convencido, parto para o embate sem levar em consideração os dados concretos, materiais, afirmando que minha esperança basta. Minha esperança é necessária, mas não é suficiente. Ela, só, não ganha a luta, mas sem ela a luta fraqueja e titubeia. Precisamos da esperança crítica, como o peixe necessita de água despoluída.”
É numa combinação dessa esperança e de um medo de quem acompanhou de perto as movimentações eleitorais e das campanhas que tento pensar o Brasil de agora.
Sim, medo. Fui acometida por ele várias vezes ao longo das últimas semanas ao pensar na possibilidade real de um governo autoritário – agora, com o apoio de Donald Trump na Casa Branca. A ideia de que o processo eleitoral é um ritual periódico de alternância de poder ruiu há muito tempo.
A extrema direita está longe de se comportar como uma oposição institucional legítima. Ainda assim, a imprensa hegemônica tenta nos fazer engolir – em meio a sabatinas, debates e manchetes que operam na lógica do jornalismo declaratório – que está em jogo a preferência por um ou outro modelo econômico; ou que estamos debatendo somente uma ou outra divergência programática sobre políticas públicas. Não. Estamos falando da própria sobrevivência das instituições, da nossa soberania e dos direitos humanos mais básicos.
Já vimos esse filme. No governo de Jair Bolsonaro, a imprensa era inimiga. A violência era estimulada dia e noite. As urnas foram descredibilizadas e as instituições sofreram uma série de ataques. A ciência, a educação e a cultura eram tratadas como ameaças. As mortes de milhares de brasileiros pareciam mero detalhe no caminho de um projeto de poder autocrático.
Enquanto famílias enterravam seus mortos durante a pandemia de covid-19, o presidente dizia: “E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê?”. Quando questionado sobre a responsabilidade diante das vítimas, respondeu: “Não sou coveiro”. Gabando-se de um suposto “histórico de atleta”, caso fosse contaminado pelo vírus, disse que teria apenas uma “gripezinha”. Bolsonaro chegou a imitar doentes com falta de ar e a dizer que o Brasil precisava deixar de ser “um país de maricas”.
O conceito de necropolítica, de Achille Mbembe, é a administração de quem vive e quem morre. Em outras palavras, quais grupos são sacrificados em nome de uma suposta ordem. No governo Bolsonaro, o país viu essa lógica operar de maneira brutal. Não se tratava de incompetência. Era método. O presidente minimizou a doença, atacou medidas de proteção, desqualificou as vítimas e estimulou a desconfiança das vacinas – com consequências sentidas até hoje na nossa cobertura vacinal –, tratando a proteção coletiva como disputa ideológica.
O caos produzido por Bolsonaro mobilizava sua base radicalizada, enquanto desorganizava o debate público, intimidava adversários e deslocava a discussão dos problemas concretos para a guerra cultural.
O perigo que Flávio Bolsonaro representa para as instituições brasileiras é a continuidade desse projeto de degradação. Mas não só. Como alertei na minha última coluna na Liberta (sobre o risco Flávio e a institucionalização de um narcoestado), seria a ponte perfeita entre a violência que subjuga territórios e o pragmatismo amoral do mercado financeiro. O que está em jogo neste pleito é se permitiremos que o comando do Estado brasileiro seja capturado e transformado em um balcão de negócios para o crime e o extremismo.
Não há espaço para ceder ao derrotismo ou à apatia – é exatamente nessa brecha que o neofascismo busca se fortalecer. A desesperança é uma arma de dominação política. Quando a sociedade se convence de que nada mais pode ser feito, a extrema direita encontra o terreno para avançar.
Teimamos em ter esperança, justamente, porque sabemos qual é a destruição produzida pelo autoritarismo. Nos últimos quatro anos, buscamos reconstruir, pouco a pouco, aquilo que foi barbarizado. Há forças políticas capazes de disputar o futuro, a dignidade e o sonho de uma nação. O Brasil não está condenado a repetir uma distopia dos anos Bolsonaro. E é nesse sentido que a esperança crítica de Paulo Freire nos convoca à mobilização: ocupar as ruas, conversar com indecisos, disputar o sentido da história.
O voto que depositamos nas urnas, em um primeiro e no provável segundo turno, não representa apenas a nossa perspectiva individual e visão de mundo. É a nossa reafirmação como existência coletiva e do país que queremos construir.
A esperança, aqui, é a decisão política de agir – para que a barbárie não seja aceita como destino.
Gabriela Varella - Jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero.

 O “CABEÇA DE PREGO” IMPÔS UMA DERROTA HUMILHANTE AO DECADENTE CIRO GOMES – José Nílton Mariano Saraiva

Na época em que ainda poderia ser considerado um bom e equilibrado tribuno, Ciro Gomes chegou a concorrer em quatro oportunidades à Presidência da República, sem, no entanto,  nunca obter sucesso; e, na última vez, então, conseguiu ridículos 03 pontos percentuais dos votos válidos.

Na vã ilusão que conseguiria enganar o eleitorado cearense, “baixou de patente” ao resolver concorrer ao governo do Estado do Ceará, no pressuposto que sua conversa mole surtiria efeito.

Falastrão, arrogante e prepotente (como o é), em mais de uma oportunidade, durante os recentes debates políticos visando a cadeira governamental, o senhor Ciro Gomes, mostrando-se impaciente e nervoso, chegou a rotular o adversário, Elmano de Freitas, como “cabeça de prego”, numa atitude claramente depreciativa ou provocativa.

Afinal, não é preciso que se seja nenhum expert sobre, para constatar tratar-se - o “cabeça de prego” - uma expressão idiomática que, naquele momento especifico, consistiu em nominar o oponente como teimoso, cabeça dura ou pouco inteligente.

A resposta veio num supersônico: Elmano de Freitas aplicou-lhe uma tremenda goleada, e ele ainda teve o desprazer de ver os seus senadores bolsonaristas (o tal do capitão Wágner – aquele do motim policial de anos atrás - bem como um tal de Alcides Fernandes – quem, quem, quem ??? - escorregarem feio na maionese).

Pra completar, vitória insofismável do irmão, agora BI Senador Cid Gomes e da aguerrida Luizianne Lins.

Moral da história: o “cabeça de prego” impôs uma humilhante derrota ao decadente Ciro Gomes.