QUE “LÍDER” É ESSE ??? – José Nílton Mariano Saraiva
Para aqueles que vivem enclausurados numa redoma qualquer e não se preocupam nem um pouco com o que se passa no centro decisório do país, “precatórios” são dívidas do governo federal para com pessoas físicas e empresas, reconhecidas e com pagamento autorizado por decisões judiciais definitivas (ou seja, teoricamente não tem como recorrer e há que constar, sim, da programação orçamentária do governo federal), conforme o artigo 100 da Constituição Federal.
Como, entretanto, o universo político brasileiro (Câmara e Senado Federal) está repleto de “mafiosos”, o “jeitinho” encontrado para modificar o que não é permitido pela Constituição Federal é... MODIFICAR A PRÓPRIA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. E isso se dá através do instrumento conhecido como PEC (Proposta de Emenda Constitucional).
Para se aprovar uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC), necessário se torna, em princípio, que seja votada em dois turnos na Câmara Federal, onde deverá ser obtido 3/5 (308) dos votos totais (513). Conseguido tal quórum, é feito o encaminhamento ao Senado Federal, que poderá rejeitá-la ou aprová-la.
Pois bem, começou a ser votada na Câmara Federal a PEC dos Precatórios, que nada mais é que uma espécie de portentoso e desleal “calote” do Governo Federal para com seus credores (especialmente professores), visando “desviar” tão expressivo valor para programas eleitoreiros (afinal, o próximo ano é ano de eleição).
Depois de dois adiamentos da votação (por suspeita de falta de votos) e muitos acordos entre quatro paredes, na terceira tentativa eis que 312 deputados (04 a mais que o necessário) votaram favoravelmente e, assim, o Bozo deve ter chegado ao orgasmo pleno.
Divulgado o resultado, a surpresa: na bancada do PDT, do “coroné” Ciro Gomes, 15 votaram com o Bozo, 06 foram contrários e 03 não compareceram; em suma, dos 24 deputados do PDT, 18 ajudaram o governo a sair vitorioso (dentre os quais 04 integrantes da bancada cearense: André Figueiredo, Eduardo Bismark, Robério Monteiro e Leônidas Cristino – esse último sobralense e amicíssimo do Ciro Gomes).
Como pimenta nos olhos dos outros é refresco, há que se registrar também que 10 deputados do PSB (oposição) também ajudaram o Bozo, votando a favor.
O que levou o bolsonarista-raiz, Arthur Lira, presidente da Câmara Federal, a exultar: - Tivemos importantes 25 votos da oposição (15 do PDT e 10 do PSB) e o líder do PDT (Wolney Queiroz) participou de um acordo com os professores do Nordeste. Houve muita pressão de governadores nos estados, mas os deputados se mantiveram firmes e votaram a favor.
Quanto ao “coroné” Ciro papo furado Gomes, a velha lábia de sempre: "A mim só me resta um caminho: deixar a minha pré-candidatura em suspenso até que a bancada do meu partido reavalie sua posição (alguém, em sã consciência, acredita mesmo nisso ???).
Fato é que, para a posteridade fica registrado, definitivamente, que na votação da PEC dos Precatórios (prejudicial aos pobres), o PDT, comandado pelo presidenciável Ciro Gomes, contribuiu com 15 fundamentais votos para a vitória do presidente Jair Messias Bolsonaro.
Daí se perguntar: Que líder é esse que não se impõe ante uma bancada diminuta, do próprio partido ??? Será que na eleição presidencial do próximo ano tais votos se manterão favoráveis ao governo ???
TRIPULANTES DESTA MESMA NAVE
quinta-feira, 4 de novembro de 2021
QUE "LÍDER" É ESSE ??? - José Nílton Mariano Saraiva
segunda-feira, 1 de novembro de 2021
A GLOBO É PAULO GUEDES E PAULO GUEDES É BOLSONARO, LOGO, A GLOBO É BOLSONARO (por Arnóbio Rocha)
domingo, 31 de outubro de 2021
UM PAÍS "DESGOVERNADO" - José Nílton Mariano Saraiva
UM PAÍS “DESGOVERNADO” - José Nílton Mariano Saraiva
Arrogante e pernóstico, André Esteves, atual dono da Editora Abril (Revista VEJA) e do Banco BTG Pactual, confidenciou, em uma reunião com um seleto grupo de clientes VIP’s do seu Banco, que influi, sim, e decisivamente, nas decisões tomadas em Brasília por alguns dos integrantes da cúpula do Governo Federal.
Assim, por exemplo, quando de qualquer alteração na taxa Selic, oficialmente determinada pelo Banco Central, o seu Presidente, Roberto Campos Neto, de pronto o aciona para saber sua opinião sobre e até quando e onde pode ir. E assim é feito (agora mesmo saltou de 6,25 para 7,75).
Já o presidente da Câmara Federal, Arthur Lira, sempre procura saber sobre decisões a serem tomadas em assuntos de interesse da própria nação; tanto que, quando da recente debandada de integrantes do Ministério da Economia, em razão de discordarem do chefe (Paulo Guedes), Lira o contatou pra saber “o que fazer”.
E como se fosse pouco, André Esteves asseverou que até alguns ministros do Supremo Tribunal Federal (não nomeou quais) também procuram saber o que ele pensa sobre importantes questões da república.
Aos não crentes, o vídeo (inédito) de pouco mais de uma hora, está disponível na web, onde se poderá constatar sua desfaçatez ao afirmar aos seus áulicos (entre piadinhas, risos e comentários depreciativos) que “o Brasil está barato” e que “a moeda está excessivamente desvalorizada” (aproveitou a oportunidade para baixar o malho na ex-presidente Dilma Rousseff e tecer fartos elogios ao golpista Michel Temer).
Para aqueles de “memória curta”, dias atrás esse mesmo André Esteves conseguiu sensibilizar o atual Ministro da Fazenda (seu ex-sócio Paulo Guedes), a ceder ao seu Banco, BTG Pactual, toda uma carteira de presumíveis “créditos de difícil recuperação”, do Banco do Brasil, que inicialmente orçada em R$ 3.000.000.000,00 (três bilhões de reais) lhe foi repassada por R$ 300.000.000,00 (trezentos milhões de reais) ou 10.0% (dez por cento) do seu valor de face (e ninguém, tomou nenhuma providência para obstar tamanha imoralidade).
A pergunta que se impõe, então: quantos outros espertalhões atuantes no “mercado financeiro” mandam e desmandam no atual desgoverno ???
domingo, 17 de outubro de 2021
CIRO GOMES - O EGÓLATRA "QUERIDINHO" DO BOZO - José Nilton Mariano Saraiva
CIRO GOMES - O EGÓLATRA “QUERIDINHO” DO BOZO – José Nílton Mariano Saraiva
sábado, 9 de outubro de 2021
"AS PORTAS DO INFERNO" (ou A VOLTA DO QUE NÃO FOI) - José Nílton Mariano Saraiva
ÀS PORTAS DO INFERNO (ou A VOLTA DO QUE NÃO FOI) – José Nílton Mariano Saraiva
Sem mais delongas e denotando uma insensibilidade a toda prova, o advogado sexagenário paulista Tadeu Frederico de Andrade foi avisado pela própria direção da instituição paulista Prevent Senior, que morreria em poucos dias face à (suposta) irreversibilidade do seu caso. E que, como não tinha mais jeito mesmo, teria que desocupar a caríssima UTI para recepcionar outrem, que já na fila de espera se encontrava (e eram muitos).
Também lhe comunicaram que, a partir de então, seria alocado numa ala hospitalar específica para “tratamento paliativo”, (uma espécie de antecâmara da morte, já que sem direito ao imprescindível oxigênio e à medicação necessária), onde outros já lá se encontravam, abandonados, apenas e tão somente... esperando a morte chegar; como consolo, hipocritamente lhe afirmaram que “morreria confortavelmente” (mesmo que por falta de oxigênio, cara pálida ???).
Portanto e em definitivo, para a Prevent Senior ele já poderia ser considerado “mais um” na sua estatística macabra, só que com um detalhe estarrecedor: muito embora tivesse passado mais de 120 dias internado, com direito a duas entubações, sua morte seria enquadrada em uma outra enfermidade qualquer que não a Covid, já que em seu prontuário o CID (Código Internacional de Doenças) seria modificado, como o de muitos outros o foram (ouviu ainda que... “se sofresse uma parada cardíaca não deveria ser reanimado”).
Não tivesse havido, na oportunidade, uma providencial e dura reação da família, literalmente “peitando” a direção da Prevent Senior ao anunciar que convocaria a imprensa para denunciar o escândalo e acionaria a Justiça no sentido de exigir um mínimo de respeito ao paciente, Tadeu Francisco de Andrade pereceria à míngua, como se fora um desprezível animal abandonado. Assim, tiveram que aceitar que a família contratasse um médico particular que de pronto modificou a medicação e à sua cabeceira permaneceu monitorando o paciente diuturnamente (no próprio hospital) até sua total recuperação.
E eis que agora, na bancada da CPI, aquele que estivera às portas do inferno (e que representa tão bem “a volta do que não foi”), emocionado, desenvolto e didático, narrou pormenorizadamente todo o seu drama e de sua família, no que era corroborado “tim-tim-por-tim-tim”, por um dos médicos (ao seu lado) que fora demitido da Prevent Senior por se recusar a cumprir o seu protocolo macabro, no qual assustadoramente constava que “um óbito é também uma alta” (citado médico também confirmou que o Kit-Covid – gratuito - era enviado através de motoqueiros pela Prevent Senior, bastando para isso que um mero telefonema fosse dado e que uma das Doutoras do Prevent Senior houvera determinado internamente que, “tossiu...kit-covid nele).
Soube-se, a posteriori, que a criminosa mudança do CID (Código Internacional de Doença) visando mascarar a morte pela Covid (mesmo que o paciente tivesse sido entubado duas vezes ao longo da internação), teria sido engendrada pela Prevent Senior em conluio e visando ajudar o governo na sua criminosa omissão da realidade (o kit covid, restou comprovado, não oferece nenhuma efetividade).
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A propósito, e apesar ter ocorrido na década de 40, convém lembrar que no campo de concentração de Auschwitz, durante a Segunda Grande Guerra Mundial, Josef Mengele ficou conhecido como o “Anjo da Morte” devido às atrocidades perpetradas contra a raça judia.
Mengele fazia visitas semanais aos quartos dos hospitais dos campos de concentração e enviava para as câmaras de gás todos os prisioneiros que não se recuperassem após duas semanas na cama (igual à Covid ???).
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Teríamos por aqui os “anjos da morte” da Prevent Senior... ou tudo não passa de mera coincidência ???
quarta-feira, 6 de outubro de 2021
"TENEBROSAS TRANSAÇÕES" - José Nílton Mariano Saraiva
TENEBROSAS TRANSAÇÕES – José Nílton Mariano Saraiva
sábado, 2 de outubro de 2021
"OPERAÇÃO EXTRAORDINÁRIA" (II) - José Nílton Mariano Saraiva
"OPERAÇÃO EXTRAORDINÁRIA" (II) - José Nílton Mariano Saraiva
quinta-feira, 30 de setembro de 2021
"OPERAÇÃO EXTRAORDINÁRIA" - José Nílton Mariano Saraiva
“OPERAÇÃO EXTRAORDINÁRIA” - José Nílton Mariano Saraiva
No auge da “rasgação de seda” por conta das peripécias aprontadas em Curitiba pelo então juiz de primeira instância Sérgio Moro a bordo da sua Operação Lava Jato (já então eivada de “cabeludíssimas irregularidades”), um certo Juiz Federal de Brasília foi questionado por um jornalista mais expedito e corajoso se ele achava correto o procedimento e as posteriores decisões do tal juiz, porquanto afrontando diuturnamente a nossa Carta Maior (Constituição Federal).
De pronto, aquele magistrado afirmou que, como a Lava Jato se constituía uma “operação extraordinária” (supostamente por contar com o apoio de boa parte da população), o tratamento a ser dado a ela deveria também ser “extraordinário”, independentemente de desrespeitar ou não o nosso ordenamento jurídico legal.
Como, naquela oportunidade, o Supremo Tribunal Federal, passiva e inexplicavelmente aceitou tal argumentação, implicitamente conferiu sua chancela aos desmandos do deslumbrado juizeco provinciano de Curitiba (e a coisa chegou a tal ponto que, de forma atípica, decidido ficou que para Curitiba deveriam ser encaminhados quaisquer processos que tivessem na capa o carimbo de “corrupção”, independentemente de qual estado do Brasil se originasse; assim, com o cavalo selado à sua frente, Sérgio Moro o montou e se danou a exorbitar das suas funções.
Tal reflexão nos remete às seções da CPI da Pandemia (nos dias atuais), quando membros do próprio governo federal associados a grandes “ladrões de colarinho branco” comprovadamente envolvidos em falcatruas monumentais de bilhões de reais, e convocados a se explicar, lá comparecem já de posse de um preventivo “habeas corpus” concedido pelo Supremo Tribunal Federal, garantindo-lhes o “direito constitucional” de se manterem silentes (e haja saco para aguentar esse corja de marginais repetir 100, 200, 300 vezes essa já velha ladainha, com um sorriso discreto no canto da boca, como a gozar de todos nós).
A pergunta é: se à Operação Lava Jato foi concedida a chancela de “extraordinária” e, pois, capaz de ignorar e passar por cima da própria Constituição Federal, por qual razão à CPI da Pandemia (que tenta desvendar os culpados de pelo menos metade das 600 mil mortes, até aqui) não é concedido idêntico tratamento (operação extraordinária), e, pois, possa ela determinar de pronto a prisão desses bandidos de alta periculosidade ??? (a posteriori, o Ministério Público se encarregaria da decisão final).
A própria lembrança da Lava Jato deveria servir de alerta aos integrantes do Supremo Tribunal Federal: afinal, depois do portentoso estrago feito por Sérgio Moro, em termos de desrespeito ao ordenamento jurídico vigente, aquela Corte Maior reconheceu e decidiu ser o referido juiz “suspeito”, anulando todas as suas decisões.
quarta-feira, 29 de setembro de 2021
"MILAGRE" DA MEIA NOITE - José Nilton Mariano Saraiva
“MILAGRE” DA MEIA NOITE – José Nílton Mariano Saraiva
CONTÊINERES são recipientes de metal de grande porte e dimensão (alguns até refrigerados), que se prestam ao acondicionamento e transporte de carga em navios, trens ou aviões, por grandes distâncias (preferencialmente de um continente a outro).
Se por si só sua estrutura pesa uma enormidade, imaginem após repleto de toneladas de mercadorias, daí ser necessário para operacionalizá-lo (ou simplesmente deslocá-lo) a utilização de enormes e pesados guindastes, naturalmente que comandado por um profissional habilitado para tal mister (e respectivos auxiliares).
No pré embarque e no pós desembarque, há que se utilizar para o seu transporte terrestre enormes carretas (daquelas com pneus e carroceria em dobro e que desenvolvem uma velocidade de no máximo 20 km/horário) além de, também, que seja manobrada por um profissional preparado.
Por tudo isso, a logística para quem lida com esse tipo de transação há que ser complexa e demandante de recursos de vulto, daí ser fácil concluir que apenas empresários “com bala na agulha” (muita grana) seja capaz de viabilizá-la.
Causou espécie, pois, a notícia divulgada essa semana por dois dos principais telejornais noturnos da cidade (TV Globo e TV Record) nos dando conta que – é vero, senhores, acreditem - 12 (DOZE) enormes contêineres, repletos de mercadorias apreendidas pela Receita Federal, não mais que de repente sumiram, desapareceram, escafederam-se ou foram levados do Porto do Mucuripe, sem que ninguém tenha visto ou ouvido absolutamente nada.
Claro que aí tem mutreta, que aí tem “cachorro grande” (empresários de porte) envolvidos nesse roubo monumental, atípico e, literalmente, portentoso.
Se não, seremos tentados a acreditar ter havido um certo “MILAGRE” DA MEIA NOITE capaz de justificar tal desaparecimento, sem testemunhas.
Mas, aqui pra nós: será que foram alguns “petistas”, alguns desgarrados integrantes do movimento “sem teto”, ou uns “zé-miguéis” da vida os autores de tão insólita peripécia ???
Alô, Polícia Federal, quando teremos uma resposta ???
sexta-feira, 10 de setembro de 2021
Vida !
“E se me dessem - um dia - uma outra oportunidade,
eu nem olhava o relógio.
seguia sempre, sempre em frente.
E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas.”
Mário Quintana
D.
Celina Teles hoje completa cem anos. O centenário é o sonho de consumo de muitos nessa
terra. Vislumbramos a longevidade ( no fundo quase com temperos de
imortalidade) sempre com os olhos fitos nas nossas possibilidades e limitações
atuais. Atingiríamos, assim, um século de existência lépidos e lúcidos com
aquela vitalidade juvenil que explodia , como fogos de artifícios, na nossa
adolescência. O tempo, claro, na sua inexorabilidade, cobra-nos a penosa conta
por desafiá-lo e, tantas e tantas vezes, o que resta com o passar dos anos é um
mero simulacro daquilo que um dia fomos.
Talvez
o que importe mesmo seja tudo aquilo que desfrutamos no convívio diário com nossos semelhantes. O
amor que destilamos na primavera, o gozo que desfrutamos no verão, a paz que
colhemos no outono. Quando o inverno chegar com seu gelo e suas trovoadas
teremos tempo de colher, pacientemente, todas as boas lembranças que fomos
semeando ao longo do caminho.
D.
Celina faz cem anos ! Uma existência simples e radiante. Professora de
primeiras letras formou muitas e muitas gerações de crianças a quem entregou,
pacientemente, a chave do conhecimento e para quem ensinou como destravar as
janelas do mundo. Casou com o amor de sua vida. Um homem compenetrado, sério,
honesto, simples: um artista na música,
no desenho e, principalmente, nas artes
de viver, de conviver com seus semelhantes, de desfrutar todos os instantes
apoteóticos da vida. Luiz Morais tinha uma inata visão holística do universo. Um
homem que provou que era possível entrar no lamaçal da política sem sequer
manchar o seu límpido e imaculado terno de linho. D. Celina trouxe o
contraponto imprescindível ao equilíbrio do lar: a determinação, a rigidez nos
momentos que se fazia necessária, a educação dos sete filhos que foram brotando
ao longo da existência. Todos condimentados, dia a dia, com o tempero agridoce
imprescindível na formação das almas e dos corações. E a força gravitacional de
D. Celina estendeu-se aos netos , bisnetos e trinetos que se foram, geração
após geração, se acercando da casa da matriarca da família, como viandantes
sôfregos que buscam a sombra benfazeja da grande árvore acolhedora.
Hoje,
cem anos passados, o tempo lhe proporcionou o maior dos prêmios. A
possibilidade de contemplar os galhos incontáveis do seu caule de onde brotam: a ramagem vultosa, as flores perfumadas e os
frutos que pendem dos galhos e espalharam-se ribanceira abaixo, para o enlevo
dos pássaros e para novas e opimas
messes.
Cem
anos depois, a professora Celina Teles nos deixa a maior de todas suas lições.
Sem alardes publicitários foi, durante toda sua trajetória, debulhando a casca
dourada das horas e espalhando pelo caminho. Aparentemente inúteis essas cascas
adornam ainda hoje o colo de incontáveis companheiros de viagem, como joias
áureas, faiscantes e reluzentes ! Essa é
a maior das lições de nossa mestra : Vida !
Crato, 10 de Setembro de 2021
