TRIPULANTES DESTA MESMA NAVE

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Mestra Zulene Galdino no Cariri Encantado!


Nesta sexta-feira, dia 23, dia consagrado a São Jorge Guerreiro, uma mulher de espírito aguerrido vai estar conosco para uma conversa animada: Mestra Zulene Galdino. É com uma alegria sempre estampada no rosto que tem dedicado parte de sua vida ao Pastoril, Dança-de-Coco e Maneiro Pau. Ela segue os conselhos do pai e tem repassado os seus conhecimentos às novas gerações e com essa atitude e empolgação pela sobrevivência das manifestações populares é que Zulene foi consagrada como mestra da cultura cearense.
Mestra Zulena, é membro fundadora da Fundação do Folclore Mestre Eloi e desde a infância dança quadrilha junina, tendo criado dois grupos, um de crianças e outro de jovens na vila Novo Horizonte, no Crato. Sua dedicação ao folclore se revela nas preciosidades que ela apresenta em folguedos e brincadeiras da cultura nordestina.

A músilidade, como você já sabe, é o melhor painel sonoro do cariri cearense.

ENCONTRO COM HORA MARCADA:
Programa Radiofônico Cariri Encantado
Sexta-feira, dia 23 de abril, das 14h às 15h,
Rádio Sociedade Educadora do Cariri, 1020 Khz.
Apoio Cultural: CCBNB Cariri
Produção:
Oca-Officinas de Cultura, Artes & Produtos Derivados
Revista Virtual CaririCult
Apresentação: Luiz Carlos Salatiel

"O Data-Folha é um contra sensus"


   
Direto do Escrevinhador:  




 

        No além, o Barão de Itararé debruça-se sobre as planilhas do DataFolha: "isso é um contra sensus"
"Vejam a notícia que está na "Folha On Line":
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PSDB ACUSA SENSUS COM DADO ERRADO
Breno Costa
da Reportagem Local
O PSDB utilizou dados incorretos para basear a notícia-crime que o partido pretende apresentar hoje ao Ministério Público Eleitoral contra o Instituto Sensus, por divulgação de pesquisa fraudulenta. A Folha verificou que os advogados dos tucanos usaram uma pesquisa feita pelo instituto em Santa Catarina para atacar outra, nacional.
Leia o resto aqui - http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u724239.shtml
===
Volto eu. A "Folha" é insuspeita nesse caso, porque ela mesmo tem-se dedicado a acusar Sensus e Vox Populi de falhas nas últimas pesquisas. É a única forma de "provar" que o DataFolha é que faz pesquisas certas - nas quais Serra (por coincidência) aparece sempre com vantagem sobre Dilma.
O PSDB quis ajudar a "Folha", mas só atrapalhou.
A matéria da "Folha" é um recado para os tucanos: "vocês não sabem fazer oposição, deixem que a gente faz melhor".
É mais ou menos o que a Judith Brito já falou: a imprensa faz o papel da oposição porque a oposição está muito fragilizada. A Judith é presidente da Associação Nacional do Jornais (ANJ) e foi (ou é) executiva do Grupo Folha.
O PSDB precisa transferir seu diretório para a Barão de Limeira.
Aliás, nobre por nobre, sou mais o Barão de Itararé. Esse escrevinhador recebeu, há pouco, via "Blog da Mesa Branca", uma frase do inesquecível humorista e frasista:
"O DataFolha é um contra sensus completo". 
Para saber mais sobre o Barão de Itararé (um humorista, e comunista, na época em que humorista não usava terno preto nem fazia palestra em encontro da juventude do DEM), clique aqui -http://www.releituras.com/itarare_bio.asp   "                                
Antecipo meus votos de parabéns
ao amigo L C Salatiel!
Saúde, paz e boas realizações
neste novo ano que você inicia!
um grande abraço!!
www.poemasdonicodemos.blogspot.com/

Golf X Yacht



Matozinho estava em festa. Envergara roupa de gala para a solenidade. Cordas de bandeirolas cortavam diagonalmente as ruas , amarradas em palmas de coqueiros, fincadas espaçadamente ao chão, bordeando a rua em toda sua extensão. . A banda cabaçal do maestro Bizarria , periodicamente, cruzava as calçadas, acompanhada de um bando de meninos, entoando cocos e marchas. Fogos ribombavam nos céus, como em noite de São João. A praça da matriz estava atapetada de barracas que vendiam passa-raivas, filhoses , roletes de cana, bolo de puba e outras iguarias em meio ao exército de garrafas de aguardente nas prateleiras. O esboço de um parque de diversões se estendia para as ruas laterais com canoas, carrossel, roda gigante, gangorra. Era o início das comemorações dos vinte e cinco anos da emancipação política da cidade. A programação preparada pela prefeitura era diversificada e caótica. O sacro e o profano faziam-se o verso e o anverso da mesma medalha. Missas, bingos, novenas, sambas, água benta, corrida de bicicleta, pau de sebo, discursos oficiais.
Fechando as festividades que se iniciaram na quinta feira, o domingo prometia : um jogo de futebol sensacional, uma espécie de FLa-FLu da região que envolvia as equipes do Milionários Golf Clube de Bertioga e o valoroso e querido Juventus Yacht Ckub de Matozinho. O clássico que ficou conhecido popularmente como MI-JU . Um embate histórico de antecedentes trágicos preocupantes. Nos últimos vinte anos, sempre que as duas equipes se encontravam, o saldo de feridos , mortos e desaparecidos terminaram por tornar o evento quase que inviável. Fato furado, tripa arrastando pelo chão, canela trincada, pescoção, unha arrancada, de um tudo já se tinha visto nos jogos entre os dois times. A coisa ficou tão feia que até se pensou em mudar a modalidade para vale-tudo, ao invés de futebol. Coisa de deixar um Hooligan indignado.
Pois bem, mas Matozinho é no Brasil e aqui o esporte preferido é o futebol. Até porque a infra-estrutura é simples: uma bola que pode ser confeccionada até com meia, umas traves improvisadas, um terreno baldio... A organização do evento cuidou para que os riscos pudessem ser minimizados. Mandou que se limpasse o campo cuidadosamente, roçando e arrancando as pedras mais pontudas; remodelou as traves com madeira nova e gastou mais de três quilos de cal para demarcar os pontos básicos: grande e pequena áreas, meio do campo, marcas dos pênaltis, perímetro total do campo. Cuidou ainda para que os atletas do Juventus tivessem a melhor alimentação, se concentrando na fazenda do Coronel Serapião Garrido, chefe político local. Simplesmente porque o time não poderia perder, já que se comemorava uma data festiva de Matozinho e um resultado desfavorável seria uma desonra irreparável para a história gloriosa da vila. A primeira grande enrascada veio rápido. Quem seria o juiz de uma partida tão disputada e de tantos e previsíveis riscos? Foram aventados vários nomes, Serapião, no entanto, deu a palavra final. O melhor seria convocar Dr. Irineu Carrera. Não era só por causa do sobrenome do homem , não! Dr. Irineu era o primeiro médico daquelas brenhas, atendia toda a região -- pobres, remediados e ricos -- , além de tudo todos o admiravam pela simplicidade. O esculápio contava incontáveis compadres e comadres nas cidades vizinhas. E mais, frisou Serapião, tem autoridade! Quem diabos vai querer brigar com ele ? E se adoecer no outro dia, meus amigos, de quem vai se valer?
Procuraram um Carrera ocupadíssimo nos seus afazeres e que relutou na missão. Não entendia muito de futebol, não tinha preparo físico para agüentar, apesar do sobrenome, correr campo acima, campo abaixo por noventa minutos. Serapião, no entanto, fincou pé, não era homem de levar um não para casa e o doutor não teve outro jeito a não ser enfronhar-se no campo minado. Quando a comissão deixou o consultório ele ainda pensou com sua bata: era mais fácil tentar resolver aquela pendenga lá na Faixa de Gaza!
O nome do juiz foi aceito com entusiasmo lado a lado. Sabia-se da sua autoridade indiscutível, além de tudo, teriam o médico ali perto, em pleno campo de batalha, pronto a encanar os braços quebrados, pontear as cabeças lascadas, atender os traumas múltiplos e esperados.
No domingo, o estádio improvisado fervilhava de gente. Todas as árvores ao redor curvavam-se ao peso dos torcedores, como se fora uma espécie de cadeiras numeradas. Convencionou-se que o time da casa jogaria de camisa e o Milionários, apesar do nome, nu de cintura para cima, para facilitar a identificação dos jogadores. Às três da tarde as equipes já estavam em campo, prontas a começar o embate. Um estrado mais alto foi posto de um dos lados para acomodar as autoridades locais : o delegado, o juiz, o padre; Sindé Bandeira, o prefeito e o velho Serapião Garrido. Após a execução do hino Nacional pela bandinha, Juvenal fogueteiro atiçou o estopim de umas dez dúzias de fogos. De repente, percebeu-se uma falha: Cadê o Dr. Irineu? Nada do juiz adentrar em campo. A organização , rápido, soltou meia cento de vaqueiros atrás do homem. Corre prá lá, pergunta de cá, terminaram encontrando o cabra, meio capotado, da farra do dia anterior. Estava com uma ressaca de matar, na casa de uma teúda e manteúda sua ali na rua do Caneco Amassado. Avisaram da urgência : só estava faltando ele, todas as autoridades esperavam impacientes. Carrera informou que estava impossibilitado de apitar por conta da ressaca, não tinha nem condições de se mexer na rede, como diabos é que ia correr noventa minutos no sol e ainda soprar apito? No campo, a galera já se agitava e as autoridades num calor digno de Terezina, já se coçavam. Convocaram, então, Serapião que teve que usar técnicas dignas da NASA. Botou um chapéu grande na cabeça do doutor , montou-o num burro e levou-o ao campo. Convocou um menino para puxar a alimária . Carrera, então , montado no burro, puxado pelo menino, de chapéu na cabeça e apito no beiço, passou a cumprir suas funções legais. O time atacava , o menino puxava o burro no sentido da trave adversária; a defesa desarmava, o menino dava meia volta e puxava o burro, com o juiz, no sentido contrário. Um sobe e desce infernal.
O pau comeu solto. No começo do segundo tempo, já haviam sido expulsos nove jogadores da Juventus e oito do Milionários, isso sem falar nos outros sete que saíram contundidos. O resultado, para desespero de Matozinho, continuava 0 X 0. Os matozenses ansiosos percebiam que aquele placar terminaria por anuviar a beleza da Festa de Bodas de Prata da cidade. O que se esperava terminar com Chave de Ouro, corria o risco de escorregar para flandres ou latão. De repente, a tragédia. O Center-ralf, “Zé Bigorna” da Juventus, derrubou, na pequena área, o Center-forward do Milionários: “Tiziu”. Faltavam exatamente dois minutos para o fim da partida. Irineu , o menino e o burro, estavam em cima do lance e o juiz não teve dúvida: apitou a penalidade máxima contra o time de Matozinho. O estádio manteve um silêncio sepulcral, parecia o Maracanã em 50, após o gol de Giglia.
Num átimo a população percebeu o tamanho do holocausto: a festa se acabava, a honra da cidade maculava-se definitivamente e, perdendo dentro do terreiro, serviriam de magofa para todo o sempre na região. Ninguém nunca imaginou que o MI-JU terminasse numa hecatombe daquelas.
No camarote, o Coronel Serapião demorou a entender o que se estava passando. Percebeu, no entanto, que existia alguma coisa errada. Não entendia nada de futebol, mas pela cara da torcida, pressentiu tudo. Chamou “Marreco”, seu assessor direto, e perguntou o que estava acontecendo. “Marreco” com voz entrecortada tentou explicar, inconformado:
--- Tamo lascado, Coronel, o juiz marcou um pênalti contra a gente e o jogo já tá quase acabando...
Garrido, pediu mais detalhes:
--- E que diabo é que é pênalti, homem de Deus ?
“Marreco” sussurrou aclarando a questão:
--- É uma falta contra nós. Eles vão botar a bola naquela marquinha ali perto do gol e vão chutar contra nossa trave !
O Coronel insistiu em mais detalhes:
--- E nós vamos botar quantos cabras na barreira pra ataiar a bola, seu “Marreco” ?
“Marreco” , então, o pôs a par do tamanho da bronca:
--- Num tem barreira não, Coronel, bate é direto... É difícil não ser gol... Vamos perder dos Milionários, será possível ? o Senhor vai deixar bater esse pênalti, coronel ?
Serapião respirou fundo, meio capiongo e falou:
--- Direto... pois a coisa é feia, seu “Marreco” ! Mas juiz é juiz, autoridade é autoridade, nós temos que respeitar, num tem jeito... Vai ter que bater o tal do pênalti sim !
“Marreco” aflito, perdeu as esperanças:
--- Tamo fudido então! Vamos perder! Mas como é que pode, coronel? Um desaforo desses dentro da casa da gente !
Neste momento, Garrido levantou-se de garrucha na mão e fechou questão:
--- Não! O juiz apitou vai ter que bater! Não desfaço autoridade de ninguém. Agora vai bater o pênalti do outro lado, contra o “Milionários”! Do lado de cá não tem fila da puta nesse mundo que bata pênalti, ou eu não me chamo Serapião Garrido! Joviu, seu Marreco ?


J. Flávio Vieira

VER com os olhos livres


Frase

"Ninguém fica repetindo “Creio no Sol, creio na Lua, creio na chuva”. A necessidade que as pessoas religiosas têm de proclamar sua crença com tanta frequência e tão alto é em si mesmo um sinal de dúvida. Elas tentam sufocá-la através da repetição e dos decibéis."

C. W. Dalton

COMPOSITORES DO BRASIL


OS GRANDES FESTIVAIS

Por Zé Nilton

A Música Popular Brasileira recebeu forte impulso, nos anos 1960, com as edições de festivais. A TV Record foi a campeã em realizações de festivais, começando, em 1960, com o Primeiro Festival da Música Popular Brasileira, indo até 1969 com o quinto da série. Inda teve a primeira Bienal do Samba, em 1968.

A Globo tentou reviver o clima dos festivais a partir dos anos 1980 e em 2000, sem muito sucesso, embora contribuindo para o aparecimento de novos talentos.
Nesta quinta-feira vamos dar início a uma série de apresentações dos mais importantes festivais da MPB no Programa Compositores do Brasil.

Do primeiro festival, ocorrido em 1960, realizado pela TV Record não temos nenhum registro das músicas. Acredito ter sido um festival morno, pois seus compositores e intérpretes não eram tão conhecidos como o do ano de 1966, o segundo Festival de Música Popular Brasileira que, de cara, houve dois primeiros lugares: A Banda, de Chico e Disparada, de Vandré e Theo de Barros.

Vamos falar e ouvir as músicas do 2º. e do 3º. Festivais, e igualmente da Primeira Bienal do Samba, realizados pela Record, São Paulo.

Eis a programação:

2º. FESTIVAL DE MÚSICA POPULAR BRASILEIRA
TV.Record – SP – 1966.
1º. Lugar
A Banda, de Chico Buarque, com Chico Buarque & Nara Leão
Disparada, de Geraldo Vandré e Téo de Barros, com Jair Rodrigues, Trios Maraiá e Novo.
5º. Lugar
Ensaio geral, de Gilberto Gil, com Gilberto. Gil (interpretada originalmente por Nara Leão)

3º. FESTIVAL DE MÚSICA POPULAR BRASILEIRA
TV. RECORD – SP. 1967
1º lugar
Ponteio, de Edu Lobo e Capinam, com Edu Lobo, Marília Medalha & Quarteto Novo.
2º lugar
Domingo no Parque, Gilberto Gil, com Gilberto Gil & Os Mutantes
3º.lugar
Roda Viva, de Chico Buarque, com Chico Buarque e o conjunto MPB4.
4. lugar
Alegria, Alegria, de Caetano Veloso, com Caetano Veloso e o conjunto Beat Boys
5. lugar
Maria, Carnaval e Cinzas, de Luís Carlos Paraná, com Roberto Carlos e o Grupo
1ª. BIENAL DO SAMBA – TV. Record – S.P – 1968.
1º. Lugar
Lapinha, de Baden Powel e Paulo.C. Pinheiro, com Elis Regina
2. lugar
Bom Tempo, de Chico Buarque, com Chico Buarque
3. lugar
Pressentimento, de Elton Medeiros e Hermínio Belo de Carvalho, com Marília Medalha.
4º. Lugar
Canto Chorado, de Billy Blanco, com Os Originais do Samba (originalmente com Jair Rodrigues)
5º. Lugar
Tive, Sim, de Cartola, com Cyro Monteiro

Quem ouvir, verá!

Programa: COMPOSITORES DO BRASIL
Rádio Educadora do Cariri
Todas às quinta-feiras, às 14 horas
Pesquisa, produção e apresentação de Zé Nilton
Apoio: Centro Cultural Banco do Nordeste.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

A Verdade do Rio de Janeiro que a Globo não Mostra...

Cariocas Desabafam !

O Melhor documentário sobre a enchente no Rio, feita por amadores e uma câmera. Incrível. Veja o Vídeo:



Na madrugada de 6 de abril, auge da chuva histórica e destruidora que caiu sobre o rio de janeiro, os cariocas do rizoma saíram ali da tijuca, esquina da rua são francisco xavier com a haddock lobo, e foram rumo a praça da bandeira (ver mapa do trajeto de cerca de 2 km, aqui). a ideia era fazer alguma espécie de manifestação diferente, mas a realidade das ruas cheias de água, das pessoas naúfragas, dos carros boiando, da ausência do poder público, acabou transformando a ação. detalhe: foram de bote! o resultado foi o vídeo enchente de verdade, com pouco mais de 9 minutos, provavelmente o melhor documento visual sobre esse momento traumático para a cidade maravilhosa (certamente, mais impactante e divertido que toda a cobertura televisiva). Um dos pontos altos do video é o desabafo de um carioca ilhado, raivoso e anônimo. são dois minutos de xingamentos, raiva típica de classe média e alguns interessantes momentos de lucidez (principalmente sobre o papel da imprensa). saca só a transcrição de sua fala com o vídeo na sequência.

"e nos telejornais ficam falando assim... 'e a chuva castiga os cariocas, são pedro'... e fica esse negocinho de olimpíada, sérgio cabral com aquela cara de tartaruga touché falando que o rio é a cidade maravilhosa. isso é um engodo. essa é uma cidade governada por milícias, traficantes e um bando de vagabundos. o meu carro, com ipva em dia, tá enchendo d'água. cadê aquele filha da puta do eduardo paes? porra! agora, vocês da imprensa ficam lá tirando fotinha dele... ah, eduardo paes, choque de ordem, tirou da rua camelô, multou o carrinho que tava em cima da calçada. agora, cadê a guarda municipal aqui na esquina da são francisco xavier com haddock lobo, 3 da manhã? esse é o contexto da nossa cidade. a gente paga imposto para sustentar Daniel Dantas e Eike Batista. foda-se se o eike batista tá comendo uma piranha que tá cobrando mil reais a hora! foda-se se a nicole bahls tá dando pro filho do eike batista! foda-se se a britney spears tá grávida de um cavalo! eu quero saber quem vai pagar o prejuízo do meu carro! então, amigo, faça um documentário à la michael moore. não faça um documentário à la joão moreira salles falando 'rio, eu gosto de você'. essa coisa fascista de dizer, de enganar a gente que a gente mora numa cidade maravilhosa. essa é uma falácia criada por aquela bicha enrustida do tom jobim que cantava nos tempos da ditadura, 'ipanema é tão legal, o meu pai é general'. então é isso aí. foda-se a bossa-nova! foda-se sérgio cabral tartaruga touché! foda-se eduardo paes! valeu, abração. obrigado, você me curou de um câncer agora."

Fonte: InBlogs com texto deo site http://dafnesouzasampaio.blogspot.com/

Nota do Editor: Na verdade, não me lembro de forma alguma dessa música atribuída aí pelo entrevistado ao nosso querido Tom Jobim, que evidentemente, não tem culpa pelas enchentes do Rio, mas respeito o sagrado direito de manifestação e a indignação perante todo o ocorrido e que é duramente mostrado nesse fantástico vídeo, com todas as verdades.

muriçocas invisíveis

O sonho é um mar revolto.
Não sonhar, deserto.

Ando sobre nuvens
a cada passo
pingo de chuva
ou uma gota de lágrima
(como queira a amada)

...

Poeta,
dorme:
por hoje
chega.

Tua fonte (vejo)
não seca

mas o barulho
da torneira aberta:

Enlouquece.

meu pai

Meu pai vive a me dar presentes.
Não faz nada na vida
senão me oferecer dádivas.

Meu pai me deu o mar.
Deu-me o céu.

O vento que traz o cisco.
Meu olho vermelho.
Meu olho ardendo.

Meu pai me deu a micose
em forma de braços
do rio Amazonas.

Já gastei um tubo de creme.
Só agora some a tatuagem
do meu tornozelo.

Meu pai é generoso.
Não tolera mendicância.

Sempre a me jogar na cara:
"eis a agulha e a linha
costura, pois, tuas meias..."

Assim (debaixo das suas asas)
prossigo.

Infinita envergadura.
Fogo.

a questão de existir um DEUS


alguém perguntou ao sr.K. se existe um DEUS.o sr.K. respondeu:"aconselho refletir se o seu comportamento mudaria conforme a resposta a essa pergunta.se não mudaria,podemos deixar a pergunta de lado.se mudaria,posso lhe ser útil a ponto de dizer que você já decidiu:você precisa de um DEUS".-bertolt brecht-

Mark Twain : 100 Anos da Morte.

21/04/2010 - 10h06
Morte de Mark Twain, um dos autores mais influentes da literatura mundial, completa 100 anos





O escritor norte-americano Samuel Longhorne Clemens, mais conhecido por seu pseudônimo Mark Twain (1835-1910)
Redação Central, 21 abr - "Foi um profundo filósofo com a visão de um profeta", afirmava o jornal "San Francisco Call" após saber da morte do escritor e jornalista Samuel Langhorne Clemens no dia 21 de abril de 1910 - ou Mark Twain, como ficaria conhecido na posteridade.Seu legado prolífico, com títulos como "As aventuras de Tom Sawyer", "Huckleberry Finn" e "Príncipe e Mendigo", o tornou merecedor do título de "pai da literatura americana", como definiu o escritor William Faulkner em 1955.Já em seu obituário se considerava que Mark Twain evoluiu de cômico brincalhão a "uma das grandes figuras literárias de seu tempo", embora o reconhecimento de seus contemporâneos não adoçasse seu final, marcado pelas tragédias familiares e a perda de seus entes queridos.
As origens de Twain dizem muito sobre sua obra posterior: nasceu no dia 30 de novembro de 1835 na cidade de Flórida (Missouri, EUA), mas foi o porto de Hannibal, para onde se transferiu com sua família aos quatro anos, o cenário à beira do Mississipi no qual se inspiram as correrias de Tom e de Huckleberry, em que o autor colocou muitas de suas vivências.Entre elas, sua relação com a escravidão, que viveu de perto em Mississipi, um estado que a permitia, e em sua própria casa, já que seu pai teve um escravo e um de seus tios teve vários com os quais o jovem Sam passava longas horas escutando contos e cânticos espirituais.O escritor começou escrevendo artigos jornalísticos, profissão à qual chegou após uma viagem complicada com quase 18 anos que o levou a Nova York, onde colaborou em distintas publicações.Em 1857 retornou ao Mississipi e após se dedicar a pilotar navios pelo rio, a explosão da guerra civil (1861-1865) o obrigou a abandonar este trabalho e o conduziu rumo a Nevada, onde pretendia dedicar-se a busca de ouro.Origem do pseudônimoVoltou em breve ao jornalismo no "Territorial Enterprise", na Virgínia, onde usou pela primeira vez o pseudônimo com o qual passaria à posteridade.O primeiro ponto de inflexão em sua carreira como escritor chegou em 1865, com a publicação de um conto em diversos periódicos.Twain conseguiu um êxito notável com este conto, mas ainda mais com seus artigos de viagens, compilados depois em um livro, "Guia para viajantes inocentes" (1869).Enquanto continuava sua carreira como jornalista e começava a de escritor, Twain se mudou para várias cidades, se casou com Olivia Langdon e teve sua primeira filha, Susy, que morreu aos dois anos de difteria.Um drama que o levou a se voltar para crítica social antes de se concentrar na ficção pura que, no entanto, sempre teve um forte cenário de realidade que demonstrava a clara vocação antropológica do escritor.


Capa de uma das edições da obra mais famosa de Twain: escritor aliou análise social e delicadeza



Em 1876 chegaram "As aventuras de Tom Sawyer", que ia muito além da literatura infantil e juvenil na qual se enquadrou em um primeiro momento e que apontava a vertente social que o escritor sempre daria a seus livros."Príncipe e mendigo" (1881), "Vida no Mississipi" (1883), "Um ianque na corte do rei Artur"" (1889) e aquela que é sem dúvida sua obra mais famosa, "As aventuras de Huckleberry Finn" (1884), na qual satiriza a escravidão predominante nos estados sulinos.Um questão-chave e polêmica em suas obras, é que se por um lado contêm críticas duras à escravidão, também mantém posturas que alguns críticos consideram ambíguas por seu conteúdo racista.Entre 1890 e 1900 Twain e sua família se dedicaram a viajar por todo o mundo e o escritor foi testemunha das diferenças sociais, que imortalizou em suas obras e desde 1901 até sua morte foi o presidente da Liga Anti-imperialista.Uma experiência vital que o fez ter um profundo conhecimento da realidade na qual viveu e que colocou em suas novelas. "Supor está bem, mas descobrir é melhor", afirmou Twain, que sempre quis ser uma testemunha direta.E esse realismo de seus relatos, com uma linguagem simples e divertida, fez dele um dos escritores mais influentes da literatura americana.Obra "popular"Foi o primeiro grande escritor americano que não procedia da costa leste; o primeiro a utilizar uma linguagem que se parecia a que o povo falava na realidade e, sem dúvida, um dos primeiros escritores nos quais a análise social se aliou com a delicadeza."Toda a literatura americana começa com ele. Não havia nada antes. Não há nada depois", assinalou Ernest Hemingway.

Lançamento de tributo a Jacinto Silva

Arte: Marcelo Barreto

Amigos do CaririCult,

Participo como diretor de produção e intérprete do CD Jacinto Silva. No coração da gente. Trata-se de um tributo ao rei do coco sincopado, com a participação de 16 artistas. Lá estão também Elba Ramalho, Tom Zé, Silvério Pessoa, Margareth Menezes, Xangai, Spok, Caju e Castanha, Targino Gondim, Maciel Melo, Petrúcio Amorim, Isaar França, Flor de Cactus, Flávia Wenceslau, Josildo Sá e Aurinha do Coco.

Quem puder estar presente, será bem-vindo.

Abraço

Tiago Araripe

Entrevista de Mino Carta


Por ocasião de sua ida para conversar com estudantes da Universidade Federal da Bahia, Mino Carta concedeu entrevista ao jornal A Tarde:

Qual o partido político da mídia brasileira ?
O partido do status quo,o partido do reacionarismo, do conservadorismo.

Do “que tudo fique como está”.


Incomoda estar à frente de uma revista que, para alguns segmentos da população brasileira, é declaradamente petista?

A mim não incomoda, porque tudo diz respeito à minha consciência. Eu sei que ela não é petista. Aliás, nunca fui filiado ao PT. Agora, as pessoas falam porque não lêem. Quem fala isso evidentemente não acompanha a revista. A Carta Capital critica o governo também. A única diferença é que a revista é a favor do desenvolvimento, do progresso, da democracia e de certos valores que o resto da mídia não cultiva.



Este ano, a Carta Capital vai declarar – como fez nas eleições passadas – apoio ao PT ?

Certamente. Eu acho que, em primeiro lugar, a importância disso é moral. Aos jornalistas é preciso pedir honestidade. Até hoje, a mídia brasileira alegou uma imparcialidade absolutamente falsa, que não tem nada a ver com a verdade dos fatos – com aquilo que eu chamo de a verdade factual. A revista diz: “Olha, é sim. Nós somos a favor, porque achamos este candidato melhor”. Mas, nem por isso sonegaremos informações ou – pior ainda – mentiremos em relação à campanha do outro candidato. A nossa revista é aberta para ouvi-lo, lutaremos até a morte para que ele possa dizer o que pensa. Mas, preferimos o outro porque no nosso entendimento é melhor. Isso é uma prática comum no jornalismo dos países civilizados. Nos Estados Unidos os grandes veículos fazem isso.
O que falta à imprensa brasileira para alcançar essa “maturidade” ?
Falta o progresso, que leva efetivamente a uma democracia autêntica, falta o desatrelamento dessas organizações midiáticas, mais ou menos monopolistas, que têm ligação umbilical com o poder e os donos do poder. O que não se conquista de um dia para o outro.



Em entrevista recente ao jornal A TARDE, o antropólogo Roberto DaMatta afirmou que o intelectual brasileiro teve de se virar do avesso, pois sempre “acusou a direita de ser a dona do poder e viu a esquerda subir ao poder e fazer a mesma coisa que a direita fez”. O senhor concorda?

É uma simplificação hipócrita. Eu acho que o PT no poder mostrou lados que realmente o aparentam com outros partidos que comandaram no passado. Isso, ao meu ver, é algo absolutamente inegável. Mas, resta saber o que é a “esquerda” brasileira. Acho que esquerda, no Brasil, não existe, é obra de ficção.Ou ele (Roberto DaMatta) é burro ou é hipócrita, não há muita alternativa. Cadê a esquerda brasileira ? Onde está ? Arnaldo Jabor é esquerda ? Ele diz que é. Posso enumerar uma quantidade grande de pessoas que não são é de nada.



O próprio DaMatta atribui à crítica cultural brasileira uma certa mediocridade. O que o senhor acha dos suplementos de cultura e revistas especializadas em crítica cultural do País?

Revistas de cultura eu não conheço. Eu folheio os suplementos de cultura brasileiros e acho medíocres, assim como todo o jornalismo brasileiro. Se você se der ao trabalho de pegar meia dúzia de jornais diários importantes publicados mundo afora e os confrontar com os nossos jornais, você vai botar a mão no cabelo. São ridículos. Além de serem mal impressos, sujam as mãos, são jactanciosos. Além de tudo, existe o assalto diário à Língua Portuguesa.



O que falta a estas publicações? Profissionais qualificados ou é um problema editorial ?

Conhecimento de mundo. A nossa, vamos chamar assim,  burguesia-aristocracia”, que é bem representada nos nossos jornais, é de uma mediocridade absoluta e aterradora. É muito ignorante. Sem falar o que são as nossas universidades.

Você entra numa universidade e ouve meia dúzia de perguntas mais ou menos óbvias. Veja, por exemplo, as meninas (estudantes de comunicação da UFBA que participaram da entrevista coletiva) há pouco me perguntaram a respeito da censura. O Brasil ainda acredita que houve censura contra a imprensa. Mas não houve! Houve para alguns, que eram os corajosos, e só.

Como vê futuro do mercado editorial de revistas diante da popularização da internet ?
A internet pode, se bem usada – e essa é outra questão –conviver com outras publicações. Mas eu não acho que a internet está sendo bem usada. Está afastando as pessoas do convívio humano. Eu não chego perto do computador, porque sei que se eu me descuidar ele me engole. Tem uma bocarra dentuça que vai me mastigar inexoravelmente.



E por que a internet não está sendo bem usada?

Porque as pessoas estão atrás de besteiras. É claro que é um instrumento extraordinário nas mãos de uma pessoa culta, que vai visitar os museus, as bibliotecas, se interessar por coisas significantes. Mas é um instrumento na mão de covardes, que ofendem na internet se escondendo por trás de codinomes.



Entre os grandes veículos de comunicação do País, só Folha de S.Paulo tem ombudsman. A imprensa brasileira ainda não aprendeu a exercer autocrítica ?

Isso é ridículo. A Folha é um jornal partidário. Ombudsman, se existisse lá, deveria meter o pau todo dia no jornal. Ele trai os conceitos tradicionais que regem o jornalismo. Ombudsman não existe. Eu não conheço ombudsman do Guardian, do La Reppublica. Não tem (risos). É uma mania de grandeza de quem não chegou lá em hipótese alguma, nem chegará em cem anos.
Que impactos a não obrigatoriedade do diploma de jornalismo deve ter na qualidade do que é produzido?
Eu não acho que vá mudar nada, infelizmente. A esta altura eu at égostaria que o diploma tivesse algum significado. Mas não tem. Não se aprende nada numa escola de jornalismo. As boas escolas de jornalismo que existem nos Estados Unidos não existem na Europa, onde há cursos de pós-graduação. São faculdades muito ricas onde o que se ensina é a prática. O curso de jornalismo de Cornell edita uma revista semanal em papel fantástico, um jornal diário. Quem estuda lá, aprende a fazer como se estivesse numa redação, que é o que interessa. Jornalistas de qualidade têm que ter lido muito e bem a grande literatura de língua inglesa, por exemplo. Precisa ler muito para aprender a escrever.



O que o fato de a Veja ser a revista mais lida e a Globo ser a emissora de TV mais assistida dizem sobre a sociedade brasileira ?

Que ela é muito atrasada, vulgar e primária. Pensa o que é a Veja ? A Globo? São duas coisas lamentáveis. Acho que a imprensa brasileira dá medo. A esses colunistas que insistem em publicar o seu besteirol eu imagino o que diria Stanislaw Ponte Preta no seu FEBEAPA (Festival de Besteiras que Assola o País). A Argentina tem uma imprensa melhor, até porque é diversificada, tem posturas diferentes. Aqui ela é uma só.



E o que mudou na Veja na sua época e nos dias de hoje?

Quando eu saí de lá, fui substituído por uma equipe disposta a “fechar” com o governo, com posturas, a meu ver, lamentáveis. Mas era uma equipe competente. Hoje é um desastre total. É um bando de facínoras. A Abril está nas mãos de um grupo sul-africano que era a favor do Apartheid. Na Carta Capital, a gente sabe escrever, lida bem com o vernáculo. A gente não omite, não mente.

Vários anos após Tiradentes - por José do Vale Pinheiro Feitosa

Entre as mais belas, históricas, simbólicas e bucólicas cidades brasileiras se encontra a cidade de Tiradentes em Minas Gerais. Ao lado da Serra de São José, a cidade tem ruas inclinadas, ladeiras consideráveis, um patrimônio barroco importante e numa das ruas principais se encontra o atelier de Oscar Araripe. Este nascido no Rio de Janeiro e descendente do território do Cariri.

Desta junção da cidade, que leva o apelido de Joaquim José da Silva Xavier, e o artista descendente do movimento Republicano de 1817, relevante na cidade de Crato, é que nasce esta história. A história de Tiradentes, nesta terra de doutores que até hoje se imaginam os herdeiros naturais da liderança nacional, basta ver que o argumento entra como fel da oposição ao Presidente Lula. Afinal o nome Tiradentes fazia parte da depreciação com que os “aristocratas” a serviço do colonialismo português e do sistema imperial, como humilhação, deram a uma das tarefas com que o jovem e pobre revolucionário ganhava a vida.

Uma coisa não se pode esquecer com o movimento republicano brasileiro, seus heróis começaram a vir do povo e não da “nata do lixo”. Tiradentes, com a República, passou a ser um dos primeiros heróis de origem fora da aristocracia escravocrata, de modo figadal ligada à Europa e não ao jovem país. Por isso, a 21 de abril, se lembra o enforcamento e posterior esquartejamento deste homem, 46 anos após seu nascimento não por acaso no distrito chamado de Pombal.

A morte de Tiradentes ocorreu 25 anos antes da revolução de 1817 e há apenas 3 anos após a Revolução Francesa. O requinte do processo fazia parte do “terror” com que a elite portuguesa e seus acólitos nacionais sentiam aquele tsunami a revolucionar a economia e a política européia. Deram-lhe a alcunha pejorativa, foi o único efetivamente executado e criaram “maldades” que até hoje infestam certas instituições e o pensamento político de certo tipo de gente.

Não se pode pensar em democracia que não se pense em igualdade. A humilhação do nome Tiradentes é a prova histórica da pretensão ao privilégio e à ética do meu pirão primeiro com que certo tipo de “condutor” e “formador de opinião” pretende perpetuar um mundo privado apenas para si e os seus. Corre no sangue, está na medula desta gente que teima em deixar cadáveres estendidos no chão.

Cadáveres não apenas enforcados. Mas esquartejados como Tiradentes. Com seu sangue escrever um documento declarando sinistra a sua memória. Deixar pedaços do seu corpo à margem do leito onde os brasileiros transitam para que se aterrorizem com o que lhes pode acontecer. Finalmente, no panteão do gólgota, apresentar sua cabeça decepada.

Assim agindo, se imaginam protegidos atrás das cercas elétricas e dos carros blindados. Pensam ter cortado toda a esperança da revolta e do ódio – pois o ódio é uma das esperanças mais intensas que existe – tanto em pensamento como em obra. Imaginam-se, como então, rasgar os escritos dos Iluministas e as cartas da revolução que tendem a fugir ao controle dos capitalistas.

ligado

Mesmo morto
puxarei teu calcanhar
beliscarei teu braço

à força te acordarei
e te levarei à escrivaninha.

Lançarei (de um sopro)
papéis aos teus olhos.

Ditarei aos teus ouvidos
os versos do além.

Não haverá morte.

Mesmo dormindo
entrarei por tua alma
beberei do teu sangue

e te enviarei anjos
(laboriosos)

com tinta
e febre de poesia.

Não fujas do teu destino,
sombra minha

mesmo encantado
também estarás vivo

e seremos dois
a morder a língua
a ranger os dentes

afugentar o sono
dos últimos fantasmas.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Instrumental & Qual, O Som da Terra !


Nesta quarta-feira, dia 21, a partir das 14 horas, apresentaremos o programa radiofônico Instrumental & Qual, O Som da Terra. Uma parceria do Centro Cultural BNB-Cariri com a Rádio Educadora do Cariri, 1020 AM. A produção é da Oca – Officinas de Cultura e Artes e produtos derivados e também da revista virtual Cariricult, que está na internet no enderêço www.cariricult.blogspot.com.

ROTEIRO DO PROGRAMA:

1. ABERTURA, com Jonh Coltrane
2. Birdland (Weather Report)
3. Massaranduba (A Cor do Som)
4. Mystica201 (Eumir Deodato e Gato Barbieri)
5. I Fell Fine (Carlos Malta)
6. Melancia (Cama de Gato)
7. Arrasta Pé Alagoano (Hermeto Pascoal)
8. Rio Funk (Lee Ritenour, Marcus Miller e Dave Grusin)
9. New Country (Jean-Luc Ponty)
10. Morging Dance (Syro Gyra)
11. Module 105 (George Duke)
12. The Silence of a Candle, com Oregon
13. FINAL DO PROGRAMA: Trem Caipira,de Villa Lobos, com Egberto Gismonti.

Fique ligado!

Redação e programação musical: Luiz Carlos Salatiel e Carlos Rafael Dias.
Apoio logístico: Guilherme Farade e Amilton Som - CDs, DVs e Acessórios.
Apresentação nesta quarta-feira: Luiz Carlos Salatiel.
Operador de Áudio: Iderval Silva.
Operador de transmissão: Iran Barreto.
Gerente do Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri: Lenin Falcão.
Diretor da Rádio Educadora do Cariri 1020 AM: Geraldo Correia Braga.

Nota: Você pode nos ouvir pela internet no endereço: www.cratinho.blogspot.com - a radio virtual do Gulherme Farade.

maçã

Não te apiedes
do que acabaste
de escrever.

Nunca está acabado.

Não termines nunca o poema.
Deixa constante a eternidade.

Não sofras pelo esquecimento.
Verso que some é um pródigo.

Mas se regressar à tua mente
o filho manco

não sejas mesquinho:
aceita-o.

Dança, vibra:
sê do tambor a pele.

As estrelas estão com sono?
Dá-lhes um pouco do telhado.

O perfume das telhas
(por tanto orvalho)
De noite encanta
quem ainda costuma
dormir de olho aberto.