TRIPULANTES DESTA MESMA NAVE

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Lições de Tsunamis e Maremotos


Diante de todas as críticas, ante tantos detratores, temos que concordar, amigos: a EXPO/Crato  tem demonstrado uma pujança impressionante nos seus mais de sessenta anos de existência. Encravada estrategicamente  nas férias de meio de ano, quando incontáveis filhos da terra acorrem com saudades do Cariri, a Exposição  tem se fortalecido ano a ano,  batendo todos recordes de público , se comparada com outros eventos do Sul Cearense. Falar mal da Expocrato já se tornou quase um divertimento por estas bandas , já faz parte do cotidiano da nossa cidade e, a história tem demonstrado, apesar do olho de seca pimenta dos nossos conterrâneos, a Expô só tem prosperado. Sendo assim, diante da imunidade absoluta aos impropérios da população, me sinto à cavaleiro para também pinicar o oratório da nossa mais tradicional festa. Sei que pouca coisa há de mudar, que a festividade continuará com um público invejável e que os organizadores estarão se lixando para minha visão pessoal e realista. Mas que jeito, né? De tanto gritar no deserto a gente termina por se acostumar ao monólogo  e  a perceber miragens de  um tempo mais bonito e menos caótico.Pois aí vão algumas elucubrações de um velho meio ranheta—a quem interessar possa -- e que nas duas últimas Exposições se recusou a participar da pantomima.
                                               Continuo visceralmente contrário à terceirizações dos shows do Palco Principal.  Parece-me de uma imensa preguiça política a terceirização. Sob o pretexto de baratear a programação ao Estado, se obriga a população a engolir shows de péssima qualidade e a preços abusivos . E mais, o  estado se imiscui da sua função básica  de promover Política Cultural. É possível sim, trabalhar com projetos e fazer uma grade gratuita de shows de ótima qualidade como o Festival de Inverno de Garanhuns vem fazendo há vários anos. O que há por traz das negociatas das terceirizações ?
                                               Não existe nenhuma justificativa plausível para a total exclusão dos artistas caririenses na programação principal da Exposição do Crato. Quem decide pela imolação de tantos valores ? Os mesmos que nos palanques enchem a boca chamando  “Cidade da Cultura ? Que homenageiam o grande Gonzagão com o Forró de Plástico: sem Dominguinhos, sem Flávio Leandro , sem Waldonis, sem Flávio José ?  
                                               A mais popular das festas caririenses loteia o Parque Estadual  a preços caríssimos e que termina sendo bancados pelo povo.  Houve shows em que os ingressos chegaram a ser vendidos a mais de cem reais. As barracas do Palco principal cobravam mesas a cinqüenta reais, fora o consumo normal, um pratinho de petiscos vendia-se a quarenta e cinco pilas. Alguns visitantes propunham inclusive  trocar o nome do evento para Explora/ Crato. Espaço público utilizado numa festa pública com tantos envolvimentos do setor privado, como é feita a prestação de contas ?
                                               É de  uma total irresponsabilidade a sujeira do Parque. Sem depósitos adequados e sem a educação necessária, o lixo é jogado no chão e vai se acumulando dia após dia. No sábado aquilo já parecia um grande Lixão. Por que não há coleta sistemática e diária? A higiene da maior parte das barracas era de fazer engulhar. Quem deu o alvará para o funcionamento? Quem fiscaliza o uso e manuseio dos alimentos a serem preparados?
                                               Ficou para mim mais que provado que o atual Parque de Exposição não tem mais estrutura nenhuma para abrigar um evento de tamanha magnitude. O trânsito ficou extremamente caótico, o fluxo no próprio local , no penúltimo dia, estava praticamente impossível e o som das bandas infernizou a vida de toda uma população circunvizinha. A cidade cresceu muito nos últimos sessenta anos, é preciso sim, repensar o espaço. Vamos construir um outro fora da Cidade e pensar em utilizá-lo durante todo o ano em outras atividades. O atual pode se transformar num parque florestal urbano para os deleites de lazer do nosso povo e continuará, sim, presente nas nossas vidas e nas nossas tradições.
                                               Sei perfeitamente que escrevo essas palavras  sobre as águas. Têm a força de um instante líquido e fugaz. Mas deixem-me sonhar que terão o poder de chegar aos tímpanos do tempo com lições de tsunamis e de maremotos.

J. Flávio Vieira

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Análise: Jon Lord deixa legado imenso ao rock


ANDRÉ BARCINSKI
CRÍTICO DA FOLHA

Jon Lord, tecladista e fundador do Deep Purple, em 1969; Lord morreu nesta segunda (16), aos 71, de embolia pulmonar

Jon Lord, tecladista e fundador do grupo Deep Purple, morreu anteontem em Londres, aos 71 anos, depois de uma longa batalha contra um câncer no pâncreas.
Mais que um grande músico, o britânico Lord foi um pioneiro na fusão do rock com a música clássica, vertente do rock que ele ajudou a popularizar.
Lord aprendeu piano clássico e sonhava em ser um concertista. Era também grande fã de pianistas de jazz, mas acabou seduzido pela intensidade e pelo talento de Jerry Lee Lewis e apaixonou-se pelo rock.
Nos anos 1960, trabalhou como músico de estúdio e chegou a gravar músicas que se tornariam clássicas, como "You Really Got Me", do grupo The Kinks.
Em 1968, Lord fundou o Deep Purple, banda inglesa que logo se destacou pelo virtuosismo de seus instrumentistas, como o guitarrista Ritchie Blackmore e o baterista Ian Paice.
A formação clássica da banda, a partir de 1969, incluiria ainda o vocalista Ian Gillan e o baixista e cantor Roger Glover.
O Deep Purple fazia um hard rock com muitas influências de blues, e Lord começou a incorporar ao estilo da banda o som de seu teclado Hammond, que se tornaria uma das marcas do grupo.
Diferentemente de muitos grupos de rock pesado da época, como Black Sabbath, que fazia músicas mais simples e diretas, os integrantes do Deep Purple gostavam de fazer longas "jams", o que os tornou também admirados por fãs de rock progressivo.
Em 1969, Lord compôs o "Concerto para Grupo e Orquestra", que a banda executou e gravou com a Royal Philarmonic Orchestra. O disco é considerado pioneiro na fusão de rock com orquestras.
Nos anos 1970, o Deep Purple fez fama com discos pesados, como "In Rock" (1970) e, especialmente, "Machine Head" (1972), um clássico que influenciou muitos grupos de heavy metal que surgiriam nos anos seguintes.
Mesmo durante a fase mais heavy do grupo, os teclados de Jon Lord sobressaíam.
Em "Smoke on the Water", música mais emblemática do Deep Purple -- e inspirada por um incêndio que, em 1971, destruiu um cassino em Montreux, na Suíça, onde se realizava um show de Frank Zappa --, Lord tocou seu órgão Hammond ligado em um amplificador Marshall, criando um som pesado e distorcido.
A influência de Jon Lord no rock é imensa e atinge músicos de diversos estilos. Não é à toa que artistas tão díspares quanto Rick Wakeman, um dos pilares do rock progressivo, e Tom Morello, guitarrista do pesadíssimo Rage Against the Machine, tenham divulgado mensagens emocionadas de pesar.

Folha de S. Paulo

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Jon Lord, infelizmente, faleceu


Jon Lord : 9 de junho de 1941 - 16 de Julho de 2012

É com profunda tristeza que anunciamos o falecimento de Jon Lord, que sofreu uma embolia pulmonar fatal, hoje, Segunda-feira 16 de Julho no Clinic de Londres, após uma longa batalha contra o câncer de pâncreas. Jon estava cercado de sua amorosa família .
Jon Lord, o lendário tecladista do Deep Purple, co-escreveu muitas das canções lendárias da banda, incluindo Smoke On The Water e tocou com muitas bandas e músicos ao longo de sua carreira.
Jon passa das trevas à luz

Trecho da mensagem publicada no site oficial do músico - jonlord.org.

sábado, 14 de julho de 2012

Palco Sonoro URCA 2012: Noite de Encerramento: 14/7 (Sábado)

 Clique no link para ver
Palco Sonoro URCA 2012: Noite de Encerramento: 14/7 (Sábado): 19h00 – Recital de Cordel, com João Dantas (Barbalha) 19h30 – Toque da Zabumba canta “Seu Luiz”, com Toque da Zabumba (Crato) 2...

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Tiago Araripe grava Baião de Nós, com produção de Zeca Baleiro

Em estudios de Recife e São Paulo  é que está sendo gravado o próximo CD de Tiago Araripe. A produção/direção bem cuidada é de Zeca Baleiro, esse pernambucano talentoso e e prá lá de criativo. A gente fica na espera já sabendo que tudo que vem de Tiago Araripe vem com muito bom gosto.

Palco Sonoro URCA 2012: Hoje, 12/7, no Palco Sonoro URCA 2012

Hoje, 12/7, no Palco Sonoro URCA 2012: Local: Stand da URCA na ExpoCrato Dia 12/7 –Quinta 19h00 – Nosso Rei, com João Nicodemos (Crato) 20h00 – Gonzagueando in...

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Palco Sonoro URCA 2012: ExpoCrato faz homenagem aos 100 anos de Luiz Gonza...

Palco Sonoro URCA 2012: ExpoCrato faz homenagem aos 100 anos de Luiz Gonza...: Para comemorar o centenário do artista, um espaço foi reservado dentro da exposição agropecuária A inspiração na trajetória do ca...

III Palco Sonoro da URCA reúne artistas caririenses numa releitura da obra de Gonzagão


A Universidade Regional do Cariri (URCA) adentra o universo musical de um dos maiores artistas da música popular brasileira, com uma releitura do seu trabalho, através dos artistas caririenses. O III Palco Sonoro da instituição traz a música de qualidade no espaço alternativo, à frente do stand da universidade, na ExpoCrato. Este ano, a mostra também faz homenagem ao Rei do Baião.
Na abertura da Programação do III Palco Sonoro, na segunda, 9/7, o público da ExpoCrato teve a oportunidade de acompanhar um pouco do cortejo do Festa do Pau da Bandeira, de Barbalha, com o grupo mirim, carregando o mastro pelas ruas do parque. Em seguida, houve a apresentação de quadrilhas juninas mirins, grupos folclóricos, e o Reisado Menino Deus e Guerreiros da Mãe das Dores, de Juazeiro do Norte. A Orquestra de Flautistas Guarani, da cidade de Campos Sales, fez uma singela homenagem ao Rei Luiz, com a apresentação “Tocando o Mestre da Sanfona: 100 anos de Luiz Gonzaga”, encerrando a primeira noite com o Forró Di Raiz.
A religiosidade popular, a cultura e a natureza, cantadas pelo Rei do Baião, foram levadas ao Palco Sonoro, dentro da temática das releituras do trabalho do artista. Na noite de ontem, o grupo Tambores do Encantado da APAE/Crato, apresentou o espetáculo “Tambores Encantados Homenageiam Luiz Gonzaga, o Menestrel do Sol”. Também foram realizados shows da banda Sol na Macambira e Liberdade e Raiz.
Os grupos que se apresentam na noite de hoje, são a banda Enjoy, de Crato; a Geração Ypisilone, de Antonina do Norte; e Zabumbeiros Cariris, de Juazeiro do Norte.  Os shows começam a partir faz 19 horas.
O Palco Sonoro da URCA passou a ser uma das grandes atrações da ExpoCrato, por se tratar de uma alternativa musical e qualidade, com a presença dos artistas da região, selecionados por meio de edital para participar das apresentações. O palco sonoro tem a coordenação do Professor do Departamento de História da URCA, Carlos Rafael.

Veja programação da quinta ao sábado

Dia 12/7 Quinta
19h00 – Nosso Rei , com João Nicodemos (Crato)
20h00 – Gonzagueando in Beatles, com Silvino e Cleivan Paiva (Crato)
21h00 - Baião de "Nós”, com Flauberto Gomes (Juazeiro do Norte)

Dia 13/07 Sexta (Homenagem dos conterrâneos do Rei)
18h00 - Alegria de Pé-de-Serra, com os Forrozeiros Mirins (Exu)
19h00 - Os Cabas de Gonzaga (Exu)
20h00 - Seguidores do Rei (Exu)
21h00 – Chá-Cutuba chegou, com Chá-Cutuba (Exu)

Dia 14/7 - Sábado
19h00 – Recital de Cordel, com João Dantas (Barbalha)
19h30 – Toque da Zabumba canta “Seu Luiz”, com Toque da Zabumba (Crato)
20h30 – Trio Flor do Piqui (Crato)
21h30 – Herdeiros do Rei (Crato)

Assessoria de Imprensa da URCA

terça-feira, 10 de julho de 2012

Palco Sonoro URCA/BNB: III Palco Sonoro URCA/BNB 2012 em tributo ao Rei d...

Palco Sonoro URCA/BNB: III Palco Sonoro URCA/BNB 2012 em tributo ao Rei d...: Dia 9/7 - Segunda 18h00 - Cortejo do Pau da Bandeira Mirim (Barbalha) 19h00 - Reisado Menino Deus e Guerreiro Mãe das Dores ...

sexta-feira, 6 de julho de 2012

III Palco Sonoro URCA/BNB 2012


Tradição e traduções da obra gonzaguiana
Local: Stand da URCA na ExpoCrato

Dia 9/7 - Segunda
18h00 - Cortejo do Pau da Bandeira Mirim (Barbalha)
19h00 - Reisado Menino Deus e Guerreiro Mãe das Dores (Juazeiro do Norte)
20h00 - Tocando o Mestre da Sanfona: 100 Anos de Luiz Gonzaga, com a Orquestra de Flautistas Guarani (Campos Sales)
21h00 – Forró di Raiz (Crato)

Dia 10/7 -Terça
19h00 – Tambores Encantados Homenageiam  Luiz Gonzaga, o Menestrel do Sol, com o grupo Tambores Encantados da APAE/Crato
20h00 – Reisando, com a banda Sol na Macambira (Juazeiro do Norte)
21h00 – Nossas Raízes, com a banda Liberdade e Raiz (Crato)

Dia 11/7 - Quarta
19h00 – Baião com pop, com a banda Trotsk (Crato)
20h00 – Geração Ypisilone (Antonina do Norte)
21h00 – Bluiz Gonzaga, com Aquiles Salles (Juazeiro do Norte)

Dia 12/7 Quinta
19h00 – Nosso Rei , com João Nicodemos (Crato)
20h00 – Gonzagueando in Beatles, com Silvino e Cleivan Paiva (Crato)
21h00 - Baião de "Nós”, com Flauberto Gomes (Juazeiro do Norte)

Dia 13/07 Sexta (Homenagem dos conterrâneos do Rei)
18h00 - Alegria de Pé-de-Serra, com os Forrozeiros Mirins (Exu)
19h00 - Os Cabas de Gonzaga (Exu)
20h00 - Seguidores do Rei (Exu)
21h00 – Chá-Cutuba chegou, com Chá-Cutuba (Exu)

Dia 14/7  - Sábado
19h00 – Recital de Cordel, com João Dantas (Barbalha)
19h30 – Toque da Zabumba canta “Seu Luiz”, com Toque da Zabumba (Crato)
20h30 – Trio Flor do Piqui (Crato)
21h30 – Herdeiros do Rei (Crato)

Cadê Lupin?

Cadê você e a sua arte irreverente, denunciante e, sobretudo, provocativa? Estamos sentindo sua falta!

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Fótons


A notícia da semana , amigos, diz respeito à caça de um bicho esquisito , vasqueiro , mais escondido que laranja de bicheiro e falcatrua de político. A mídia pipocou nos ares que tinham capturado o elemento escorregadio, nas Europas, onde foi armado  um alçapão que apelidaram de Acelerador de Partículas. Há já alguns anos,  perseguem o bicho que ninguém nunca viu, não se sabe o jeitão dele. Existem só fofocas e disse-me-disse em torno da estrovenga que carrega um nome estranho e pomposo: Bóson de Higgs. O Higgs foi o primeiro caçador que espalhou, mundo afora, a história sobre a existência desse bicho quase mitológico, parente da Caipora e  do Pai-da-Mata. O certo é que até o presente momento, a coisa parece mais potoca de caçador: ninguém trouxe o rabo do bicho, uma pena do gogó, uma foto, nada: só lero-lero.
                        Como, sempre, em toda Mitologia,a importância do  ser mitológico é vultosíssima. O Bóson, amigos, seria uma pequena partícula que deve existir dentro do núcleo do átomo. Ela serviria como uma espécie de cola para outras 12 partículas aí existentes e um tipo de mensageiro entre elas. Acredita-se que tenha provindo ainda do Big-Bang e seria responsável, na sua primariedade, por dar massa a todos os componentes do Universo. É , na realidade, uma possibilidade teórica, criada dentro de um modelo de Física Atômica que procura, desesperadamente, avançar na compreensão da intimidade da Matéria.De tamanho ínfimo e de uma instabilidades extrema -- rapidamente se transforma em energia-- sua captura é um desafio tremendo.  Há quarenta anos se busca confirmar a sua existência, nestes dias divulgaram-se evidências, embora ainda preliminares,  de que de fato existe. Seria como se tivéssemos capturado a Baleia acorrentada abaixo do altar de Nossa Senhora da Penha, aqui no Crato.  Dizem ter matado a cobra, mas ainda não mostraram o pau, nem o couro do ofídio.
                        Impressionante os avanços da Ciência nos últimos séculos. Conseguiu sobreviver em meio às trevas, à perseguição religiosa, à fé cega e à faca amolada. Degrau após degrau foi fundamentando a escada do conhecimento, tantas e tantas vezes usando como argamassa a cinza de cientistas queimados nas fogueiras da inquisição. A curiosidade, a desconfiança venceram as trevas da fé cega, das pseudoverdades inquestionáveis. A Metodologia Científica pouco a pouco foi substituindo crenças arcaicas, lendas, superstições  empurradas goela abaixo por  gerações e mais gerações de sacerdotes das mais variadas  Mitologias. Darwin reescreveu o Gênesis, a Medicina desmistificou as pragas como castigo divino, a Genética, a cada dia, substitui o sopro primal. Até do Apocalipse a Energia Atômica já se apoderou.
                                   Mais dia, menos dia, capturaremos, por fim, o Bóson de Higgs e teremos em mãos a semente primária donde tudo começou. O leitor pode até replicar que a Ciência não explica tudo, que ficam buracos imensos em toda teoria. Tudo bem, mas a Religião, amigos, explica bem menos. Sempre precisamos de alguns mistérios , como os da Santíssima Trindade ou similares e mais: acreditar, cegamente, em potocas bem mais cabeludas que as dos Bósons . Não vale perguntar, não vale questionar se não as espadas flamejantes nos aguardam para a expulsão do Paraíso.
                                   Percebo, no  entanto, que, se o Bóson , uma vez capturado, nos possa explicar muito da nossa presença física no Universo, falta-nos ainda descobrir uma partícula ( inexistente nos Livros Sagrados e nos Compêndios da Física) que nos desvende essa viagem fugaz,  etérea, profundamente emocional  e que ante a imensidão do Universo, tem a durabilidade de fóton do Bóson de Higgs: a Vida. 

J. Flávio Vieira
Recife

terça-feira, 3 de julho de 2012

PROAE criará canal de dialogo com o movimento estudantil da URCA



Pró-reitor Berilo Barroso 

As reivindicações  e demandas do movimento estudantil da URCA  terá um canal de interlocução  com a administração da Instituição, através do Projeto “Escuta” que será desenvolvido pela Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis – PROAE.

Para o pró-reitor da PROAE, o professor Berilo Barroso a ideia surgiu a partir da necessidade de  aproximação  dos alunos como forma de compreender as  necessidades e lutas dos estudantes dentro da Instituição. Ele destaca que essa é uma forma de propiciar também o dialogo com outros segmentos da instituição visando minimizar os problemas e atender as demandas do movimento estudantil.  

O Escuta deverá será realizando pelos Centros Acadêmicos e estudantes dos Grupos de Estudos e Pesquisas da URCA. A ideia inicial é que seja realizado mensalmente nos diversos campus da Instituição.  

O que é  Escuta?
O Escuta é um mecanismo de construção/ dialogo/formação/informação e troca de ideias    da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis – PROAE da Universidade Regional do Cariri – URCA com o Movimento Estudantil, representado através dos Centros Acadêmicos e dos Grupos de Estudos e Pesquisas desta IES.
O Escuta visa garantir um canal de protagonismo do Movimento Estudantil  que possibilite que as  suas reivindicações e demandas sejam  recebidas  pela PROAE e que a mesma sirva como elo de interlocução com as demais instâncias da instituição.
A intenção é que o Escuta possa promover o debate sobre o papel da Assistência Estudantil e a função social da Universidade Pública.         

Como vai funcionar?
A Pró-Reitoria de Assuntos de Estudantis – PROAE convidará os representantes dos Centros Acadêmicos de todos os cursos e representantes de alunos  em  grupos de estudos e pesquisas  desta IES para pensar o processos de construções  do Escuta.
A ideia inicial é que ele seja realizado  em encontros mensais  em campus diferentes da Instituição como forma de contemplar a descentralização da PROAE.  

Inicio?
Os trabalhos do Escuta foram iniciados em julho/2012 e o primeiro encontro está previsto para agosto deste ano.

Serviço:
Projeto Escuta
Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis – PROAE – URCA Campus Pimenta  
Email: proae@gmail.com  e proae@urca.br (88) 3102-1208


segunda-feira, 2 de julho de 2012

"Quem" ??? – José Nilton Mariano Saraiva

Da passagem dos "sobralenses" Ferreira Gomes pelo Crato a fim de participar da convenção do partido que definiria o candidato do PSB que concorrerá à prefeitura da cidade,  uma dúvida atroz “pintou no pedaço”: afinal, "quem" governa o glorioso Estado do Ceará ??? O irmão mais novo, Cid, que foi eleito democraticamente e tá lá sentado no trono, ou o irmão mais velho, Ciro, que já faz tempo se acha desempregado, porquanto reprovado pelo povo nas urnas ???  Ou teríamos um governador “oficial” e um outro “oficioso” ???

Fato é que, quando foi questionado sobre a “inoportunidade” da aplicação de uma montanha de dinheiro na construção do tal “aquário”, em Fortaleza, ao invés de priorizar a Educação (em estado pré-falimentar em todo o Estado), o Governador viu-se literalmente “atropelado” pelo irmão mais velho, que, de forma deseducada, descabida e atabalhoada, teria afirmado que a questão do “aquário” era com ele, que ele seria o responsável pela sua construção, não tinha satisfações a dá a ninguém e PT saudações; ato seguinte, possessivo e descontrolado, desceu do palanque e partiu pra cima dos estudantes da URCA, que no seu entendimento estariam perturbando o ambiente (naturalmente que só o fez sabendo-se cercado de um exército de parrudos seguranças, já que sozinho não teria coragem pra tal). Ou não é recorrente essa sua valentia sob tais condições ???
O que se espera é que a universitária da URCA, Jeani Matias Costa, que se disse agredida pelo senhor Ciro Gomes e registrou “Boletim de Ocorrências” a respeito, não abra mão do seu direito de defesa e, junto com o Sindicato da categoria, acompanhe “pari-passu” o desenrolar da questão, não permitindo que interferências de cunho político (e elas vão se fazer presente, sim) abortem o andamento do respectivo processo legal junto  à esfera competente (policial) acionando, se necessário, o próprio Ministério Público Federal.
Afinal, já passou da hora de se dá um basta nas bravatas dessa figura que os áulicos vivem a rotular de “valente e corajoso”, mas que, emocionalmente instável, rédea pequena e pavio curto, já mostrou, em diversas ocasiões, não ter condição de conviver democraticamente com os diferentes.
A propósito, não custa lembrar que, ao alvorecer do próximo mês de agosto Ciro Gomes deverá comparecer ao Fórum Clóvis Bevilaqua, aqui em Fortaleza, a fim de, diante das autoridades competentes, prestar esclarecimentos sobre sua afirmação pública de que os militares em greve não passavam de “MARGINAIS FARDADOS” e “BANDIDOS QUE NÃO HONRAVAM A FARDA”.
Tai, nunca votamos nos Ferreira Gomes nem no Tasso Jereissati (e disso nos orgulhamos), mas se referido senhor confirmar/reafirmar tudo o que disse não teremos a menor dúvida em sufragá-lo para qualquer cargo que se candidatar... ad eternum.

Luciano Brayner no Cariri Encantado-Sonoridades!

Vixe Maria! A gente vai ter o imenso prazer de conversar com essa figura que adotamos como nossa porque dentro dele pulsante é o seu coração de caririzeiro, com todos os ritmos da nossa cultura: Luciano Brayner, que nos traz para a audição do seu primeiro CD " Casa de Badzé" que funde samba, maracatu, frevo, bossa nova, baião, música cabaçal e música armorial, ricos elementos musicais vivenciados pelo artista. Eu não ouvi ainda, portanto, compartilharemos a mesma emoção pelas ondas sonoras da Rádio Educadora do Cariri 1020 khz, a partir das 14 horas, na próxima quarta-feira.
Quem é doido de perder!
Você pode ouvir e até gravar o programa pela internet, no endereço: www.radioeducadora1020.com.br

Até lá!

domingo, 1 de julho de 2012

DILMA: depoimento pungente - José Nilton Mariano Saraiva

Três equipes de interrogatório se revezavam no DOI-Codi da rua Tutóia. Dilma caiu no turno do capitão BENONI DE ARRUDA ALBERNAZ (grifo nosso), citado 15 vezes como torturador no levantamento de processos em auditorias militares que deu base ao livro “Brasil: nunca mais”. A equipe do capitão ALBERNAZ era a mais temida pelos presos da Tutóia.
Uma única vez Dilma falou sobre as torturas que sofreu: no fim de 2003, quando o jornalista Luiz Maklouf  Carvalho a procurou para corrigir e atualizar seu livro “Mulheres que foram à luta armada”, publicado em 1998. Em 21 de junho de 1995, quando Lula a indicou para a Casa Civil, a Folha de São Paulo publicou trechos do que Dilma disse na ocasião ao autor do livro. Confira,  abaixo:
-Entrei no pátio da Operação Bandeirante e começaram a gritar “mata”, “tira a roupa”, “terrorista”, “filha da puta”, “deve ter matado muita gente” (...)  A pior coisa que tem na tortura é esperar, esperar para apanhar. Eu senti ali que a barra era pesada. E foi. Também estou lembrando muito bem do chão do banheiro, do azulejo branco. Porque vai formando crosta de sangue, sujeira, você fica com um cheiro...
POR ONDE A TORTURA COMEÇOU ?  - Palmatória, levei muita palmatória.
QUEM  TORTURAVA ?  - O ALBERNAZ e o substituto dele, que se chamava Tomás. Eu não sei se é nome de guerra. Quem mandava era o ALBERNAZ, quem interrogava era o ALBERNAZ. O ALBERNAZ batia e dava soco. Ele dava muito soco nas pessoas. Ele começava a te interrogar. Se não gostasse das respostas, ele te dava saco.     
Depois da palmatória eu fui pro pau de arara.
                                                                                                                                                  
DÁ PRA RELEMBRAR ? - Mandaram eu tirar a roupa. Eu não tirei porque a primeira reação é não tirar, pô. Eles me arrancaram a parte de cima e me botaram com o resto no pau de arara. Aí começou a prender a circulação. Um outro xingou não sei quem, aí me tiraram a roupa toda. Daí, me botaram outra vez.
COM CHOQUES NAS PARTES GENITAIS, COMO ACONTECIA ? - Não, isso não fizeram. Mas fizeram choque, muito choque, mas muito choque. Eu lembro, nos primeiros dias, que eu tinha uma exaustão física, que eu queria desmaiar, não agüentava mais tanto choque. Eu comecei a ter hemorragia.
ONDE ERAM ESSES CHOQUES ? - Em tudo quanto é lugar. Nos pés, nas mãos, na parte interna das coxas, nas orelhas. Na cabeça é um horror. No bico do seio. Botavam uma coisa assim, no bico do seio, uma coisa que prendia, segurava. Aí cansavam de fazer isso porque tinha de ter um envoltório pra enrolar, e largavam. AÍ VOCÊ SE URINA,  VOCÊ SE CAGA TODO, VOCÊ...                                           
QUANTO TEMPO DEMORAVA UMA SESSÃO DESSAS ?  - Nos primeiros dias, muito tempo. A gente perde a noção. Você não sabe quanto tempo nem que tempo é. Sabe por quê ? Porque para, e quando para não melhora, porque ele fala o seguinte: “Agora você pensa um pouco”, Parava, me retiravam e me jogavam nesse lugar de ladrilho, que era um banheiro no primeiro andar do COI-Codi. Com sangue, com tudo. Te largam. Depois você treme muito, você tem muito frio. Você está nu, né ? É muito frio. Aí voltava.  Nesse dia foi muito tempo. Teve uma hora em que eu estava em posição fetal.
DÁ PRA PENSAR EM RESISTIR ? - A forma de resistir era dizer comigo mesma: “Daqui a pouco em vou contar tudo o que sei”. Falava pra mim mesma. Aí passava um pouquinho. Mais um pouco. E você vai indo. Você não pode imaginar que vai durar uma hora, duas. Só pode pensar no daqui a pouco. Não pode pensar na dor.
A SENHORA AGUENTOU ? - Eu agüentei. Não disse nem onde eu morava. Não disse quem era o Max (Carlos Araújo). Não entreguei o Breno (Carlos Alberto Freitas), porque tinha muito dó. Primeiro, eu não queira que meus companheiros estivessem numa situação daquelas. Segundo, eu tinha medo que alguns deles morressem.
PALMATÓRIA, PAU DE ARARA, CHOQUE, O QUE MAIS ? - Não comer. O frio. A noite. Eles te botam na sala e falam: “Daqui duas horas em volto pra te interrogar”. Ficar esperando a tortura. Tem um nível de dor que você apaga, em que você não agüenta mais. A dor tem que ser infligida com controle deles. Eles têm que demonstrar que têm o poder de controlar a tua dor.

“Excrescência”- José Nilton Mariano Saraiva

O “aval” parte de quem deveria dá o exemplo: os integrantes do Poder Judiciário brasileiro. Quando algum dos seus integrantes comete algum ilícito passível de demissão sumária ou coisa parecida (lembram do Juiz, lá de Sobral, que foi flagrado pelas câmaras de segurança de um supermercado “executando” um pobre vigilante à queima-roupa ???) ou mesmo quando há consistentes suspeitas sobre - e isso tem sido recorrente – de pronto o envolvido (hipocritamente tido como “suspeito”, mesmo o vídeo mostrando o “assassinato”) é simplesmente “aposentado compulsoriamente” e com rendimentos integrais. Ou seja, não paga pelo mal feito e ainda passará o resto da vida sem qualquer preocupação em conseguir outra atividade que lhe permita conseguir o ganha-pão diário, diferentemente de  qualquer mortal comum, que tem que “ralar” quando, por exemplo, vai pro olho da rua (perde o emprego).                                         
Pois bem, todos tomamos conhecimento que, após anos e anos de soberba e abusos à frente da CBF - Confederação Brasileira de Futebol, entidade privada que gere o futebol nacional, o arrogante e prepotente senhor Ricardo Teixeira, sucessor do sogro João Havelange, foi obrigado a abdicar do trono e se mandar às pressas (fugir) para os Estados Unidos (hoje mora em Miami) antes que fosse preso e trancafiado, em razão da descoberta da “farra” monumental patrocinada durante todo o seu reinado, com o dinheiro da entidade, a ponto de tornar-se um dos homens mais ricos do Brasil (corrupção, tráfico de influência, propinas e por aí vai).
O que poucos sabem é que, antes de sair, o referido senhor (que como presidente da entidade faturava R$ 98.000,00, afora as mordomias de praxe) conseguiu com o seu substituto, senhor José Maria Marin, ser contratado como “consultor” da CBF, para assuntos internacionais na área futebolística, percebendo a “esmola” de R$ 120.000,00 (cento e vinte mil reais) mensais, limpos.
Aliás, tal “excrescência” também se deu recentemente na arena política cearense, quando o Governador do Estado do Ceará e presidente regional do PSB, senhor Cid Gomes, “nomeou” o irmão-desempregado, Ciro Ferreira Gomes, “consultor” para assuntos políticos, certamente que com uma remuneração nada desprezível.
E  ainda têm a desfaçatez de falar em moral e ética.