TRIPULANTES DESTA MESMA NAVE

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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

chegam nessa hora agora

Nesta tarde de quinta-feira recebo uma ligação celular do meu caro Adeilton Lima: só pra dizer que a caminho da casa de sua mãe para uma visita, ouvia no rádio Fagner cantando "Manera Frufru" e lembrou de mim... e como os amigos se pertencem e o universo cuida dessa sintonia, estava justamente dando uns ajustes finais no projeto do longa documentário "Pessoal do Ceará", que devo continuar as filmagens neste ano.

Nesses momentos a vida dá um sacolejo nos seus significados. As boas energias se conectam e "estrela, sol e astro, lua / chegam nessa hora agora / para louvar / santa alma branca / centauro fru fru / fru fru manera...", como diz a letra no disco que, não à toa a coincidência, faz em maio próximo 40 anos que foi lançado.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

vidas em português

  "Não existe a língua portuguesa. Existem línguas em português."

José Saramago, no documentário "Língua - vidas em português", de Victor Lopes. 

Todos os dias duzentos milhões de pessoas levam suas vidas em português. Fazem negócios e escrevem poemas. Brigam no trânsito, contam piadas e declaram amor. Todos os dias a língua portuguesa renasce em bocas brasileiras, moçambicanas, goesas, angolanas, japonesas, cabo-verdianas, portuguesas, guineenses. Novas línguas mestiças, temperadas por melodias de todos os continentes, habitadas por deuses muito mais antigos e que ela acolhe como filhos. Língua da qual povos colonizados se apropriaram e que devolvem agora, reinventada. Língua que novos e velhos imigrantes levam consigo para dizer certas coisas que nas outras não cabem.

O filme é de 2004, e tem em dvd em alguma locadora que se preze.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

o passado condena


O documentário com o assustador título acima, de Sérgio Muniz, é uma reflexão sobre a atuação do Esquadrão da Morte e do famigerado delegado Fleury, chefe do DOPS em São Paulo. Filmado clandestinamente em 1971, nunca foi exibido por representar risco de vida para a equipe. Na época, os negativos foram transferidos para Cuba.

Desde de 2006, seu realizador exibe sem muito alarde em universidades e mostras sobre direitos humanos. Com uma narrativa ainda atual, o documentário utiliza-se de diversos materiais em sua construção – recortes de jornais e revistas, imagens captadas diretamente da televisão, transcrição de depoimentos de pessoas torturadas e fragmentos das obras teatrais “A resistível ascensão de Arturo Ui”, de Bertold Brecht, no Teatro de Arena,  e “O Interrogatório”, de Peter Weiss, no Teatro São Pedro.