TRIPULANTES DESTA MESMA NAVE

Mostrando postagens com marcador rádio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador rádio. Mostrar todas as postagens

sábado, 25 de setembro de 2010

você me sintoniza, e a gente então se liga

 
 
É impressionante como o rádio resiste nestes tempos virtuais, invadindo os recursos de novas mídias, e através dos labirintos hightech interative, chegando ao "pé do ouvido" de todos.
Quando visito alguma cidade que não conheço, a primeira coisa que faço é escutar as estações locais, e de preferência começando pelas AMs, onde o sotaque é mais puro e o perfil é sem maquiagem. Ainda.

Todos os dias escuto rádio. Mas hoje é o Dia do Rádio.

domingo, 11 de julho de 2010

em Brasília, 19 horas

 
A Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado aprovou quarta-feira, dia 7, o projeto de lei que flexibiliza o horário de transmissão do famigerado programa "A Voz do Brasil".
Pelo texto, as emissoras comerciais poderão difundir o chatíssimo programa entre às 19h e 21h. O projeto será analisado agora pela Comissão de Educação antes de ir a plenário. Se aprovado, retorna à Câmara, pois mexeram lá em alguns itens da redação e precisam de uns retoques. Nas rádios públicas, não haverá alteração, e o maçante programa mantém o horário obrigatório.
Flexibilizar não significa muita coisa. Aliás, nada. É a mesma teoria de "liberdade vigiada", ou "você é livre para dizer o que eu penso".  Essa aberração radiofônica deve ser extinta, sumariamente. O programa é anacrônico, envelhecido, obsoleto. Não faz mais sentido em mundo de multiplicidade de mídias.
Criado em 1935, com  o nome de "Programa Nacional", tinha a finalidade de divulgar o governo no ditador Getúlio Vargas. Anos depois passou a se chamar de "A Hora do Brasil", e no governo do crudelíssimo Garrastazu Médici recebeu o nome que conhecemos hoje, com veiculação obrigatória em todas as rádios do país, por determinação do Código Brasileiro de Telecomunicações. E já foi até para o Guiness Book como o programa de rádio mais antigo do Brasil.
Recentemente fizeram uma versão "moderna" do tema musical de abertura, o clássico "O Guarani", de Carlos Gomes, com uns arranjos suingados de samba, choro, capoeira. Mas não adianta. A alma do programa é avessa, retrógada, de um bolor enfastiante. Além do absurdo do Estado tutelar o que devemos ouvir, não faz sentido um programa para divulgar notícias dos três poderes, quando  cada um deles tem estações de rádio e tv, além de páginas na internet. A "Voz do Brasil" pra mim é a mesma coisa de mandar correspondência pelo pombo-correio na era do e-mail.