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quarta-feira, 20 de março de 2013

nosso choro de Nazareth

O pesquisador musical Luiz Antonio de Almeida, 51 anos, trabalhou 30 anos na biografia do pianista e compositor Ernesto Nazareth (1863-1934). O livro está pronto há sete e ainda não foi publicado por total desinteresse das editoras.

Essa informação está na ótima reportagem de capa do caderno Diversão&Arte, edição de hoje do Correio Braziliense. Um dos nossos maiores músicos faria 150 anos nesta quarta-feira. Autor de clássicos que estão no nosso imaginário, como "Odeon", "Apanhei-te cavaquinho", "Brejeiro", "Dengoso", Nazareth é de importância fundamental na história da música brasileira, influenciou gerações, como o exímio violista gaúcho Yamandu Costa, 33 anos, que fez uma definição precisa do mestre: "ele mistura o suingue negro com a música europeia, e daí sai o choro, essa linguagem que caracteriza o nosso povo."

Do que foi publicado sobre o grande compositor, autor de mais 300 canções, conheço o livro de Haroldo Costa, "Ernesto Nazareth - Pianeiro do Brasil", 2005, e o de José Miguel Wisnik, “Machado Maxixe”. In: Sem receita – Ensaios e canções", 2004.
Pelo li na matéria do Correio, creio que o inédito de Luiz Antonio de Almeida, seja a biografia definitiva do compositor, que teve um fim de vida trágico, aos 70 anos.

terça-feira, 13 de julho de 2010

o silêncio da clarineta

 
 foto Joaquim Branco
Este ano está sendo cruel com as artes... o outro lado de lá levando mais um de nossos artistas. 
Ontem foi embora o grande clarinetista Paulo Moura, aos 77 anos. Tive a felicidade de não somente assistir a vários de seus shows, como de conhecê-lo pessoalmente e tomar uma cachacinha no bar Estoril, templo de muitos boêmios e artistas na década de 70, em Fortaleza. A simplicidade dele foi o que me encantou, como se fosse pouco a grandiosidade de sua música que já tinha me conquistado.
Segundo seu amigo André Vallias, no site do compositor, onde há um comovente depoimento, sábado passado ele ainda conseguiu reunir forças para tocar uma última música - "Doce de côco", de Jacob do Bandolim e Hermínio de Carvalho - com seu parceiro de longa data Wagner Tiso, ao lado da sua mulher, filho, sobrinho, amigos, admiradores, e alguns pacientes da Clínica São Vicente, no Rio de Janeiro, onde estava internado desde 4 de julho, maravilhados com aquela inusitada celebração musical.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Um dia vestido de saudade viva

 

Faleceu ontem em Brasília, de insuficiência respiratória, o compositor piauiense Clésio Ferreira, que com os irmãos Clodo e Climério formou o grupo referência para muitos cantores que surgiram na década de 70, como Fagner, que gravou "Revelação", sem dúvida o primeiro grande sucesso do cantor cearense.

Clésio (a da direita na capa do vinil de 1978), tinha 65 anos.