TRIPULANTES DESTA MESMA NAVE
terça-feira, 24 de setembro de 2019
terça-feira, 3 de setembro de 2019
O RESSURGIMENTO DO "NAZISMO" - José Nilton Mariano Saraiva
Uma
das mais horrendas e perversas passagens da história da humanidade é
aquela em que um alienígena maluco (Adolf Hitler, nascido na
Áustria) consegue levar uma poderosa nação e todo o seu povo (a
vizinha Alemanha) a embarcar na aventura insana de declarar guerra ao
mundo todo, findando por provocar a carnificina que ficou conhecida
como o “holocausto”.
Tribuno
por excelência (capaz de persuadir gregos e troianos com extrema
facilidade) e movido pelo ódio visceral e sem tréguas aos judeus,
Hitler literalmente “evangelizou” os alemães no sentido de que
se constituíam uma “raça superior” (raça ariana) em
contraponto aos judeus, no seu entender os responsáveis por tudo de
ruim na face da terra e que, portanto, deveriam ser dizimados, sem dó
nem piedade. O resultado todos conhecemos: milhões e milhões de
pessoas (inclusive crianças e idosos) foram trucidadas pelo simples
fato de... serem judeus.
A
reflexão acima é para lembrar que, por incrível que pareça, nos
dias que correm o “nazismo” parece ressurgir em toda a sua
plenitude e crueldade em um país muito distante da Alemanha: o nosso
Brasil. E o cenário não poderia ser mais inapropriado: a belíssima
capital do estado do Paraná, Curitiba.
Tão
assombrosa constatação pode ser conhecida nos diálogos dos
integrantes da operação Lava Jato sobre as mortes da esposa, irmão
e neto do ex-presidente Lula da Silva, onde pontuam e se sobressaem o
sadismo, a desumanidade e a banalização do mal, características
típicas do nazismo hitleriano.
Comandados
pela dupla caipira Sérgio Moro/Deltan Dallagnol, os neonazistas de
Curitiba, com requintes de crueldade e pitadas de sarcasmo,
literalmente celebram a morte, ao tempo em que gozam e caçoam com o
sofrimento do ex-presidente Lula da Silva. Assim, a morte da sua
esposa seria apenas e tão somente uma espécie de “eliminação de
testemunha”, enquanto o legal, sagrado e manifesto desejo de
comparecer ao enterro da companheira de toda uma vida seria tão
somente vontade de sair da cadeia pra “passear”.
Fato
é que, alcunhados pelo ministro Gilmar Mendes como uma perigosa
“organização criminosa”, os integrantes da tal operação Lava
Jato (Sérgio Moro e seu fiel escudeiro Deltan Dallagnol, à frente)
deveriam ter seus processos/sentenças condenatórios revistos sem
mais delongas, porquanto eivados de abusos e irregularidades e, em
seguida, se realmente comprovado terem fugido ao ordenamento
jurídico-legal, recolhidos a uma prisão de segurança máxima a fim
de pagarem pelos recorrentes crimes cometidos em desfavor da nossa
Carta Maior.
A
César o que é de César.
quarta-feira, 28 de agosto de 2019
OBRIGADO, GILMAR MENDES - José Nilton Mariano Saraiva
Nos últimos meses, neste espaço,
usando da contundência que nos é peculiar, peremptoriamente afirmamos que a “esculhambação
jurídica” vigente no país nos dias atuais deveria ser creditada aos integrantes
do tal Supremo Tribunal Federal (teoricamente “guardiões” da Constituição
Federal) , em razão de fazerem vista grossa e chancelarem todas as grotescas arbitrariedades
perpetradas pelo juiz de primeiro instância, Sérgio Moro, um costumaz
estuprador da nossa Carta Maior, principalmente
no tocante ao tratamento dado ao ex-presidente Lula da Silva (vide abaixo, um
dos inúmeros textos postados, dois/três anos atrás, ipsis litteris):
***************************
A “SUCUMBÊNCIA”
DO GUARDIÃO – José Nilton Mariano
Saraiva
Mais que inabalável esperança, alimentávamos, os
brasileiros, a convicção plena de que quaisquer excessos, mudanças de rota e/ou
desvirtuamento no tocante a aplicação do devido processo legal, nas diversas
instâncias, de pronto seria obstado pelo “guardião da sociedade” - o Supremo Tribunal Federal.
Afinal, embora a nossa Carta Maior reze que os poderes
constituídos da república – Executivo, Legislativo e Judiciário - são
“harmônicos e independentes”, não há como se negar que ao Poder Judiciário foi
delegada a nobre, ingrata e difícil tarefa de, atuando dentro das normas e do
ordenamento jurídico vigente, dirimir questionamentos e dúvidas sobre a correta
aplicação do direito não só por parte dos demais poderes, como da sociedade em
geral; ou seja, na perspectiva do surgimento (inevitável) do controverso, e
quando todas as instâncias tenham sido acionadas sem que resultados surjam, a
cidadela em que a sociedade poderá abrigar-se, o estuário onde desaguará as
suas demandas, a última palavra a ser proferida caberá, então, ao Supremo
Tribunal Federal. Daí, a expressão: “decisão judicial não se discute,
cumpre-se”.
Mas, eis que, estranha e inadvertidamente, porquanto
trafegando na contramão da “normalidade” e do bom senso, em momentos distintos
o próprio Supremo Tribunal Federal se encarrega de “chafurdar” o ambiente
jurídico: primeiro, ao aceitar passivamente que em nossos tribunais passe a
viger a literatura jurídica alemã conhecida como “Teoria do Domínio do Fato”,
cuja peculiaridade (na visão apressada e deturpada do STF) é a dispensa de
provas para se condenar alguém (só que o próprio causídico alemão que a
idealizou já afirmou que a coisa não é nem assim); ou seja, para os graduados
nas “salamancas” tupiniquins com assento no STF, basta que haja indícios,
suspeitas, ilações, desconfiança, boatos e por aí vai, para que o julgador
considere o réu culpado ou inocente, se vai pra cadeia ou não; e isso a
Ministra Rosa Weber nos mostrou no julgamento do tal “mensalão”, ao afirmar
peremptoriamente que... “não tenho prova cabal contra Dirceu, mas vou
condená-lo porque a literatura jurídica me permite”. E assim foi feito.
Já hoje, com a coqueluche da vez, a Operação Lava
Jato, a “cagada” do Supremo Tribunal Federal
foi superlativa, porquanto literalmente parou o país. É que, comandada por um
deslumbrado (e, sabe-se agora, desonesto) juiz de primeira instância, Sérgio
Moro (aquele que tem como “musa inspiradora” da sua Lava Jato a Operação Mani
Pulite, que quase acabou com a Itália), o que se observa é a Constituição Federal
ser não só ignorada, mas estuprada diuturnamente, porquanto transgrediu-se o
Estado Democrático de Direito, sem que em nenhum momento o Supremo
Tribunal Federal haja se manifestado a respeito.
E como não o fizeram na época apropriada, como se
omitiram no momento decisivo, os
componentes daquela egrégia corte findaram por estimular bandidos a afrontá-la
publicamente, como nos mostra agora o marginal (e réu) que preside a Câmara dos
Deputados, Eduardo Cunha, que, acionado pelo Ministro Marco Aurélio Mello a
tomar providências protocolares no referido processo, negou-se a cumprir a
decisão judicial e, muito pior, acrescentando acintosamente que caso não fosse
revertida a decisão de Sua Excelência, retaliaria de pronto (ou seja, ou faz
como quero ou jogo merda no ventilador).
O impasse está posto e tudo indica que a decisão terá
que ser tomada pelo pleno do STF (antes disso, e por incrível que pareça, o
“bandido” Eduardo Cunha presidirá a sessão que poderá decretar o impedimento de
uma Presidenta da República eleita democraticamente por quase cinquenta e cinco
milhões de pessoas e sobre a qual não existe nada que a desqualifique).
Alfim, a pergunta que não quer calar: teremos a
“sucumbência” (o dobrar-se, vergar-se, abater-se) do guardião da sociedade (STF)
ante um desqualificado moral e ético da estirpe de Eduardo Cunha, ou seus
insignes membros deixarão a covardia de lado, exorcizando tão maléfica figura,
através do seu afastamento ou a cassação do seu mandato ??? Afinal, não custa
lembrar que tão nefasta figura, se não for obstada legalmente agora, poderá
assumir a própria Presidência da República, num futuro próximo. E se o fizer,
coitado do Brasil.
Portanto, é agora ou nunca; ou o Poder Judiciário,
através do Supremo Tribunal Federal, na condição de guardião da legalidade, se
impõe ante um marginal momentaneamente incrustado na presidência do Poder
Legislativo (sem que isso caracterize interferência de um poder sobre o outro)
ou nos restará esperar a chegada definitiva do caos.
*************************************
Pois
bem, hoje – aleluia, aleluia – após o Intercept Brasil disponibilizar mais um
derrame de conversas constrangedoras, escabrosas e imorais entre os integrantes
da “quadrilha de Curitiba”, à frente o juizeco de primeira instância Sérgio Moro
e seu parceiro preferencial Deltan Dallagnol, é o polêmico ministro do Supremo
Tribunal Federal Gilmar Mendes que, cortando na própria carne, vem a público
para admitir que aquela Corte foi cúmplice, sim, dos desvios da operação Lava
Jato comandada a partir de Curitiba, ao afirmar:
“É
UM GRANDE VEXAME E PARTICIPAMOS DISSO. SOMOS CÚMPLICES DESSA GENTE. HOMOLOGAMOS
DELAÇÃO. É ALTAMENTE CONSTRANGEDOR. TODOS NÓS QUE PARTICIPAMOS DISSO TEMOS QUE
DIZER: NÓS FALHAMOS”.
O “despertar” (antes tarde do
que nunca) de Gilmar Mendes teria se dado após reportagem veiculada da Vaza-Jato
onde os procuradores de Curitiba (Deltan e companhia) debocham, ironizam e
fazem ilações sobre as circunstâncias da morte da ex-primeira-dama Marisa
Letícia, denotando ódio em relação ao ex-presidente Lula da Silva.
Segundo Gilmar Mendes, “a
República de Curitiba nada tem de republicana, era uma ditadura completa.
Assumiram papel de imperadores absolutos. Gente com uma mente muito obscura,
Gente ordinária. Se achavam soberanos. Gente sem nenhuma maturidade, Corrupta
na expressão do termo. Violaram o Código de Processo Penal”.
Particularmente, só temos que
manifestar nossa satisfação por receber a “solidariedade” do Ministro Gilmar
Mendes (mesmo que indiretamente), porquanto corrobora tudo aquilo que
denunciamos em nossas diversas postagens ao longo dos últimos dois/três anos
(ou seja, que o Supremo Tribunal Federal tem responsabilidade direta por tudo
isso que está aí).
Portanto, obrigado, Gilmar
Mendes.
domingo, 25 de agosto de 2019
UM BOM TEXTO "INTERNETIANO"
O capitão está louco para fugir de um
navio afundando (Por Sebastião Nunes)
Depois de verificar que estavam bem
acomodados no avião presidencial os filhotes 01, 02 e 03, os ministros mais
chegados e o maior rato que já existiu na face da Terra, o capitão Jair Messias
ordenou que levantassem voo.– Pra onde? – perguntou solícito o piloto, sem
tirar os olhos do ratão. – Pra onde houver um navio afundando.
O piloto, sem entender a ordem, olhou
para o copiloto que, imediatamente, ligou para o serviço de informações da
marinha. – Quem é responsável pelos navios em afundamento? – Não seja idiota,
cara! – respondeu de lá um mequetrefe descontente. – Navio em afundamento não
tem responsável, só tem irresponsável. – Então me passa o irresponsável de
plantão.
Esperou alguns minutos, olhando de
banda o ratão. – Alô? – disse uma voz irritada. – Você é o irresponsável pelos
navios em afundamento? – Eu mesmo. – Sabe me dizer onde tem algum navio
afundando neste momento? – Estamos em falta. Todos os que estavam afundando já
afundaram. – Obrigado, cara – agradeceu o copiloto e, virando-se para o piloto,
confirmou a informação: – Por ora estão em falta, comandante. O piloto se
voltou para o capitão: – Sinto muito, capitão, mas afundando não tem nenhum.
O piloto verificou os comandos e viu
que estava tudo ok. Olhou para o capitão e percebeu que nem tudo estava ok. –
Desculpe, capitão. Mas por que procura um navio afundando? – Você quer saber do
navio ou prefere saber o que esse ratão tá fazendo aqui? – As duas coisas, acho
– confessou o piloto. – Explica pra ele, meu chapa – disse o capitão ao
escudeiro-Moro –, você que é ministro da injustiça e anda devendo explicações. –
Mas explicar o quê, capitão, se a ideia foi sua? – Minha, não, a ideia foi do
Guedes. Ou do Salles. Alguém sugeriu e eu topei. – A ideia foi minha, capitão –
disse o ministro que tem nome de pedra. – Ah, eu sabia que tinha sido um de
vocês! – vociferou o capitão. – Uma ideia tão idiota só podia ser de um
ministro. Explica aí, ó nome-de-pedra.
Mais que depressa, o ministro
nome-de-pedra começou a explicar: – Estava eu no gabinete jogando porrinha com
minha secretária, quando lembrei de um ditado muito popular: “Quando um navio
afunda, os ratos são os primeiros a cair fora”. Me pareceu perfeito pra
situação atual do Brasil. – Não entendi – confessou o piloto. – Vê se eu
explicando você entende, porra! – explodiu o capitão. – O Brasil tá uma merda
só, não tá? Hein? Tá ou não tá? – Se o senhor tá dizendo… – anuiu o piloto. –
Pois então? – continuou o capitão. – Faça de conta que o Brasil é um navio e o
navio tá afundando. Ficou claro? – Se o senhor tá dizendo… repetiu o piloto.
– Se o navio, quer dizer, se o Brasil
tá afundando como um navio, os primeiros a cair fora são os ratos. Como
pensamos em cair fora antes do navio, quer dizer, do Brasil afundar, montamos
nesse ratão e agora precisamos de um navio afundando. – Até aí tudo bem. Mas eu
nunca tinha visto um ratão desse tamanhão. – Isso foi ideia do Guedes –
explicou o capitão. – Como o bosta não consegue sair do atoleiro econômico,
encomendou esse ratão aí pra gente montar nele e fugir do navio afundando, quer
dizer, do Brasil afundando. – Encomendou de quem? – insistiu o piloto. –
Encomendou da CIA, cara. Ligou pro Trump e na CIA fabricaram esse ratão e
mandaram pra nós. A CIA é capaz de tudo, cara! É ou não é?
– Mas mandaram numa boa? – duvidou o
piloto. – Sem pedir nada em troca? – Claro que pediram, meu chapa – riu-se o
capitão. – O sacana do Trump pediu a Amazônia em troca. Mas, esperto como sou,
ele só vai levar a metade, depois que nossa gente incendiar ela tudinho. Ele
leva metade e o resto fica pra gente criar boi. O nome-de-pedra tá preparando a
minuta da escritura pro congresso aprovar. – Isso aí, papai! – aplaudiram a uma
voz os filhotes 01, 02 e 03, felizes por terem um pai tão esperto e tão bom
negociador.
BOLSONARO x MACRON
A DIFERENÇA ENTRE BOLSONARO X MACRON
(Sandra rota • 2
horas atrás • edited
Agora, mudando o rumo da prosa, eis que o
capitão comete mais uma indignidade que não condiz moralmente e nem legalmente
com o cargo presidencial ao exercer seu machismo grotesco comparando sua mulher
à do presidente francês levando a disputa para o campo pessoal de uma forma
desprezível. Eu não devia perder meu tempo fazendo comentário sobre esse tipo
de indignidade, mas não resisto e vou partir para o campo pessoal como ele fez.
Sem entrar no mérito sobre as ações e posições políticas de Macron e também ao seu caráter, digo ao capitão o seguinte:
A Michele é bonita e jovem e talvez por causa da sua beleza e juventude o senhor se relacionou e se casou com ela em quatro meses sem conhecer a família dela (segundo suas próprias declarações) o que - no auge dos meus cabelos brancos - me permite especular que a Michele virou a cabeça do senhor que não passa de um velho mau caráter e misógino. E uma mulher jovem e bonita casada com um velho asqueroso como o senhor e que declara em rede social que o marido rasga a camisola dela nos dentes não me inspira confiança.
Me chama a atenção o fato da Michele esconder os
antecedentes da família dela e só Deus sabe o porquê se casou com um velho
tosco e ignorante como o senhor. Agora, o Macron, além de outras
especializações, tem formação em filosofia e se casou com uma professora. O
Macron tem 41 anos. Ele assumiu um relacionamento com a esposa aos 18 anos e se
casou com ela em 2007. Ou seja, são 23 anos de relacionamento, dentre os quais,
12 sao de casamento. A esposa dele tem quase 70 anos e dá para perceber que
nunca foi bonita, mais ele é, e ainda por cima é rico, famoso e ocupa o cargo
mais alto da França. Com essas credenciais é de admirar que ele ainda esteja
com a mulher e não a tenha abandonado. Macron só se casou uma vez e o senhor se
casou 3 vezes. É sabido que homens velhos e bem sucedidos encontram muitas
mulheres bonitas e oportunistas no seu caminho. Acho que isso diz tudo sobre a
diferença entre a vida amorosa do senhor e do Macron.
quarta-feira, 21 de agosto de 2019
A hora e a vez - Demóstenes Ribeiro (*)
Junho
sempre me deixa comovido e faz lembrar muita coisa. Uma delas foi a
mudança pra cidade, bem na onda do êxodo rural. Eu deveria estudar,
havia o ginásio noturno, e durante o dia com os meus familiares
tocaríamos a bodega.
Mas,
não foi fácil. Na aula de português, ler um texto em voz alta era
a maior tragédia. A professora não entendia porque eu tremia,
suava, ficava pálido e gaguejava. A classe inteira caía na risada e
finda a tortura do ditado, tudo voltava ao normal.
Bem
ou mal, recebi o diploma. Veio Fortaleza e o científico, hoje
segundo grau. A casa do estudante, a vida simples, o catre imundo, os
fins-de-semana de tristeza e solidão. Com a turma do interior, às
vezes passeava no centro e admirava a escada rolante do Romcy,
aquele antigo supermercado. Repetidamente os colegas a enfrentavam e
me gozavam porque nunca tive coragem de andar
naquele negócio.
Vinham as férias na cidadezinha e as noites frias de julho. O parque de diversões, Jerry Adriani, a canção italiana e “Io Che Non Vivo (senza Te)”. A mocinha de olhos azuis no carrossel de cavalinhos parecia gostar quando eu lhe olhava, mas nunca quis saber de mim – hoje, é viúva e avó.
Voltavam
as aulas e a casa do estudante. Tempo de vestibular. Com a aprovação
em Direito, mudei pra REU, a residência universitária. A
vida melhorava um pouco, mas ainda era precária. A menina bonita,
colega de turma e filha de deputado, era esnobe, fazia não me ver,
sequer me cumprimentava. E eu sem conhecer o meu lugar,
sofria em silêncio um amor platônico, muitíssimo apaixonado.
Enfim,
terminei a faculdade e nos vinte e cinco anos de formatura, foi bom
nos reencontrarmos. A abracei calorosamente e lhe surpreendi por ser
juiz federal. Recentemente divorciada, lhe falei do sentimento antigo
e terminamos num motel. Mas foi só aquela noite: o mundo dá muitas
voltas, eu me senti vingado e não lhe vi nunca mais.
No
geral, fui um vencedor, mas a velha escada rolante ainda me
atormentava. Fortaleza mudou, o Romcy fechou e ela foi
desativada. Hoje tem shopping centers com outras bem maiores.
Cansado
de terapia e de psiquiatra, preparei a batalha e a vitória. Convidei
o pessoal pra reviver os velhos tempos com uma comemoração no
shopping Rio Mar. Veio a turma antiga da REU e da casa
do estudante. Agora, empresários, médicos, engenheiros, advogados,
gente bem sucedida, enfim.
No
shopping, alguns ficaram junto a mim, dando força, e outros me
aguardaram no topo da escada. Antes, dei uma boa gorjeta ao guarda,
era meio-dia e, por um breve tempo, só eu poderia subir. Um, dois,
três... Vai doutor!
Aquela
gritaria, a escada em movimento e eu me senti outra vez na aula de
português. Estava trêmulo, pálido e suando em bicas. Pra não
cair, me acocorei no degrau que rolava e rolava acima por quase uma
eternidade. Afinal, de cócoras, cheguei ao topo. E os colegas me
levantaram entre palmas, vivas, assovios, é o maior...
Carregado
nos ombros, entramos na churrascaria lotada, e o pessoal, no rodízio,
perplexo e sem entender nada. Mas, cada um tem sua hora e sua vez.
Assim, diz a estória em Augusto Matraga.
(*) Médico-cardiologista, natural de Missão Velha e residente em Fortaleza.
domingo, 11 de agosto de 2019
DE: MEFISTÓFELES - PARA: SÉRGIO MORO (Eduardo Ramos)
DE:
MEFISTÓFELES – PARA: SÉRGIO MORO (Eduardo Ramos)
Prezado Moro,
A
primeira coisa que quero te dizer, é que te tenho uma real estima. É sério!… O
que está a te ocorrer, essa erosão em tua imagem, tua vida, teus projetos, tua
vaidade, tenho certeza que você há de entender (somos muito parecidos nisso, eu
e você, sabia?…), não pude evitar, não posso evitar, é de minha natureza,
Sérgio… Desde que o mundo é mundo, eu vivo disso, lembra-te? Ah!… ofereço tudo
aos meus súditos, tudo, todos os seus sonhos de grandeza… Em troca, o que peço?
Sua alma, com direito a algumas degradações nesse “caminho de volta ao lar”.
Portanto,
não te queixes, Moro! Foi esse o acordo, e aí, perdoa o trocadilho (rsrs): não
sou como você, eu sou o que vocês aí chamam de “um homem de palavra!”
Mas
apesar disso, quando vi essa imagem tua ao lado de meu filho predileto, o Jair,
confesso, me senti dividido… Também tenho minhas fraquezas, Serginho. Acredita
que me compadeci dessa sua “cara de bunda”? Essa expressão de: “Mas que merda é
essa que eu fui fazer da minha vida?!?”
Particularmente,
juro que também não entendi… Rapaz, eu já tinha te dado tudo, tudo!… Você era
mais poderoso que todo o STF junto, a Globo te adulava dia e noite, seu poder
era sua “caneta de juiz”, e você larga tudo para ser ministro do Bozo?!? Do
Bozo, Morinho?!? (rsrs) – Tá de sacanagem, né?
Por esse ângulo, é até injusto você me acusar de alguma coisa… Cara, você está colhendo o que plantou!
Por esse ângulo, é até injusto você me acusar de alguma coisa… Cara, você está colhendo o que plantou!
Sejamos
francos, Sérgio: te dei ou não dei todo o combinado? Prestígio nos EUA, fama,
sucesso, de repente, cem milhões de brasileiros te endeusavam, Moro! Você botou
a nata do empresariado desse país de joelhos diante de você, fez os caras
mentirem em delação premiada só pra você colocar o inimigo odiado na cadeia, os
garotos lá do MPF te obedeciam em tudo, Janot foi um parceiraço que eu te
arrumei, te dei o Barrosão e o Fachin de quebra, Moro, Moro!, o que mais você
queria, menino?
Veja!…
Não que eu não fosse cobrar a fatura, eu te avisei que sua alma seria minha, e
que tenho lá um lado meio sádico, meio sacana, que haveria um preço a pagar…Mas
ministro do Bozo?!? Ah, Moro, dessa culpa eu estou livre, meu filho!…
E não
quero tripudiar, não! Foi como eu disse: também tenho um coração, e às vezes,
minhas fraquezas… Me basta levar tua alma comigo, não careço de mais nada.
Te ver com essa cara desenxabida de cachorro sem osso, comendo migalhas nas mãos do Bozo, literalmente nas mãos dele, e logo logo defenestrado, sem STF, sem Ministério, jogado aos leões que hoje te detestam, você tornado um leproso no meio político e no Judiciário, caramba!… Disso, nem eu seria capaz, Sérgio!…
Te ver com essa cara desenxabida de cachorro sem osso, comendo migalhas nas mãos do Bozo, literalmente nas mãos dele, e logo logo defenestrado, sem STF, sem Ministério, jogado aos leões que hoje te detestam, você tornado um leproso no meio político e no Judiciário, caramba!… Disso, nem eu seria capaz, Sérgio!…
Mas
fique tranquilo! Você logo terá companhias bem agradáveis: Carolina, Gabriela,
Janot, Deltan, tantos outros, Sérgio… Em pouco tempo jogados no ostracismo, no
desprezo social que vem com o tempo, com os fatos, que vem da História, da
verdade…
Eu já
te contei que muitas vezes eu nem faço nada, que o tempo e a verdade se
encarregam de destruir vocês antes de eu tomar as suas almas?
Sigamos
parceiros, Moro!
Ao
menos, você não se sentirá tão só! (Eu te compreendo bem, Sérgio…)
.
Assinado,
Mefistófeles (*)
.
Assinado,
Mefistófeles (*)
(*) Mefistófeles é um personagem satânico da Idade Média, conhecida como uma das encarnações do mal, aliado de Lúcifer e Lucius na captura de almas inocentes através da sedução e encanto através de
roubos de corpos humanos atraentes. Mas é um dos demônios mais cruéis e em
muitas culturas também se toma como sinónimo do próprio Diabo.
quinta-feira, 8 de agosto de 2019
"CEGO EM TIROTEIO" - José Nilton Mariano Saraiva
Embora ainda no manso estágio “marolinha”, a Vaza-Jato parece ter tido o poder de abalar e perturbar seriamente o outrora frio e valentão “marreco de Maringá”, hoje mais perdido que cego em tiroteio em quarto escuro.
Senão, vejamos: no último dia 26 de julho, o STJ divulgou uma “nota oficial” afirmando que o seu presidente, ministro João Otávio de Noronha, houvera recebido telefonema do atual Ministro da Justiça, Sérgio Moro, informando-o que o magistrado teria sido uma das vítimas dos "hackers" e que o material apreendido pela Polícia Federal seria "descartado para não devassar a intimidade de ninguém" (na verdade, Moro não tinha ou tem competência para tal). Na oportunidade, o ministro do STJ afirmou estar tranquilo porque nada teria a esconder, já que pouco utilizava o Telegram.
Senão, vejamos: no último dia 26 de julho, o STJ divulgou uma “nota oficial” afirmando que o seu presidente, ministro João Otávio de Noronha, houvera recebido telefonema do atual Ministro da Justiça, Sérgio Moro, informando-o que o magistrado teria sido uma das vítimas dos "hackers" e que o material apreendido pela Polícia Federal seria "descartado para não devassar a intimidade de ninguém" (na verdade, Moro não tinha ou tem competência para tal). Na oportunidade, o ministro do STJ afirmou estar tranquilo porque nada teria a esconder, já que pouco utilizava o Telegram.
Hoje,
apenas duas semanas depois, em “documento oficial” encaminhado ao ministro Luiz
Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), Sérgio Moro “tira o braço da seringa”
ao afirmar que não orientou ou determinou a destruição do material obtido pela
Operação Spoofing, que apura invasões a celulares de autoridades pelos supostos
"hackers de Araraquara" (será que não ???).
Ou seja,
Sérgio Moro literalmente “carimba” a testa do presidente do STJ, João Otávio
Noronha, com a alcunha de “mentiroso”, ao desdizer o que afirmara aquela
autoridade. Fica a dúvida: aqui, o mentiroso é o Presidente do STJ ou o
Ministro da Justiça ??? Teremos tréplica ???
Pra
“temperar” mais ainda tão suculento prato, descobriu-se que, supostamente
orientados por Sérgio Moro (que comprovadamente comandava a turma toda), seus
parceiros de Curitiba, à frente o evangélico Deltan Dallagnol, (também sem
competência para tal) bisbilhotaram a vida de alguns integrantes do Supremo
Tribunal Federal, na perspectiva de impeachment dos próprios (para ele, por
exemplo, Gilmar Mendes seria um “brocha constitucional”).
Fato é
que, quando daqui a pouco a “marolinha” da Vaza Jato transformar-se em um
“tsunami” de proporções devastadoras, ao ex todo poderoso “marreco de Maringá”
e seus parceiros componentes da “quadrilha de Curitiba” estarão reservadas
confortáveis acomodações no presídio Bangu I, onde desfrutarão da companhia dos
bandidos Sérgio Cabral, Geddel Vieira Lima e outros, por eles condenados.
Conviverão
pacificamente ???
segunda-feira, 5 de agosto de 2019
terça-feira, 30 de julho de 2019
OLVIDAR... JAMAIS - José Nilton Mariano Saraiva
O cavalo-batizado que “está” Presidente da República graças à irresponsabilidade e falta de consciência crítica de brasileiros descompromissados com o futuro da nação, dia-a-dia continua a arrotar todo o seu despreparo e inaptidão para o exercício da função, transformando o outrora potencial país do futuro numa republiqueta de bananas de quinta categoria.
Sem entender nada de porra nenhuma, sem nenhum programa de governo, sem “manjar” o que seja administrar sequer uma simples bodega (quanto mais a coisa pública), sem capacidade de dialogar com quem quer que seja (porquanto sem paciência e know how para contraditar aqueles com os quais não concorda), sua rotina tem sido a de exercitar seu viés autoritário-militar-fascista por onde passa, mesmo atropelando o ordenamento jurídico vigente.
Oriundo da caserna (de onde foi expulso por insubordinação, sem que antes haja ganho de mão beijada a patente de capitão), ao ascender à Presidência da República cercou-se de velhos e mercenários generais de pijama (ultrapassados, dementes e rancorosos), que por sua vez parecem dispostos a tomar de conta do pedaço, tal qual em 1964 (“amar a pátria acima de tudo”, já era).
Assim, mesmo na condição de “generais”, não têm vergonha de se subordinarem a um flagrantemente despreparado “capitão” (de araque), ajudando-o na desconstrução apressada da nação, através da “entrega” dos seus ativos (a preço de banana) ou mesmo efetuando a “doação” (para alienígenas), dos seus portentosos recursos.
Tendo como “âncoras” de sustentação do governo duas figuras medíocres, Paulo Guedes e Sérgio Moro, seu governo marcha com celeridade para a bancarrota político-institucional.
O primeiro (Paulo Guedes), representante do “mercado”, a cada dia mostra que está ali exatamente para satisfazer o... “mercado”. Assim, a ordem é entregar a Previdência aos banqueiros internacionais (aos quais serão “doados” os bancos oficiais), dar a Amazônia para ser explorada e exaurida pelos americanos (assim como a Base de Alcântara), entregar o pre-sal às grandes e falidas petrolíferas internacionais e assim por diante.
Chegando ao governo com a aura de caçador de corruptos, o segundo (Sérgio Moro), “se vendeu” antecipadamente, quando, ainda na condição de juiz, aceitou o convite para integrar o novo governo como Ministro da Justiça, desde que impedisse a candidatura do ex-presidente Lula da Silva, o que foi feito.
Hoje é uma figura desmoralizada tanto a nível nacional como internacionalmente, ao ser descoberto como pivô central de um esquema mafioso que, além de corrupto (iria receber de “propina” R$ 9.000.000.000,00 (nove bilhões de reais) da Petrobras e Odebrecht, para uma fundação a ser gerida pelos seus lavajateiros) tramava e comandava entre quatro paredes o “como fazer” para destruir os inimigos.
Tanto é que enviou emissários para a (sua) “matriz” (Estados Unidos) a fim de entregar documentos confidenciais que permitiram liquidar com a Petrobras (sem se falar nas grandes construtoras/empreiteiras – Odebrecht, OAS e outras – todas quebradas e arrasadas pós Sérgio Moro).
Alfim, é bom não olvidar, jamais, e deixar registrado para que nossos pósteros tenham conhecimento, que toda essa esculhambação vigente no país, nos dias atuais, só se tornou possível pela omissão criminosa e covarde do Supremo Tribunal Federal.
Fato é que o “reinado”, efêmero e corrupto de Sérgio Moro, só se materializou com a complacência da nossa outrora Corte Maior. Fica, então, a indagação: seus integrantes (do STF) tentarão pelo menos recuperar a dignidade (perdida lá atrás), após o turbilhão de novas denúncias a apontarem o "óbvio ululante": que a nação brasileira foi vítima, sim, de um esdrúxulo Golpe de Estado ???
sexta-feira, 12 de julho de 2019
AS IMPRODUTIVAS E FAMINTAS EXCELÊNCIAS TOGADAS - José Nilton Mariano Saraiva
Como
é do conhecimento geral, os ministros do tal Supremo Tribunal Federal são os
“campeões” em termos de remuneração no serviço público (a básica, sem incluir
penduricalhos de todos os matizes). E por ser algo comprovadamente exagerado,
as remunerações de outros servidores têm que seguir como parâmetro o recebido
pelas excelências togadas. Ninguém pode ultrapassar.
Não
satisfeitos, entre quatro paredes suas excelências capricham em itens outros,
que a sofrida população brasileira não tem o direito nem de sonhar. Tanto é que
recentemente o Supremo Tribunal Federal decidiu presentear os ministros e seus
assistentes com um novo, e caro, menu gastronômico.
Assim,
através do seu presidente, ministro Dias Toffoli, abriu licitação para
contratar um buffet que servirá banquetes dignos de palácios, tal o requinte,
por, pelo menos, um ano. Para isto, o contribuinte, que já lhes paga o salário,
vai desembolsar R$ 1,1 milhão. Vejam as iguarias exigidas pelo STF.
Ipsis
litteres (excluindo o grifo, nosso):
“PRATOS PREMIADOS - O refinado paladar dos
togados inclui pratos com medalhões de lagosta com molho de manteiga queimada,
bobó de camarão, camarão à baiana, bacalhau a Gomes de Sá, arroz de pato, pato
assado com molho de laranja, galinha d’Angola assada, vitela assada, codornas,
carré de cordeiro, medalhões de filé, tournedos de filé com molho de mostarda,
pimenta, castanha de caju com gengibre e outras iguarias que o brasileiro comum
desconhece.
“BEBIDAS PERFEITAMENTE HARMONIZADAS - Conforme
o desejo do STF, as bebidas deverão ser perfeitamente harmonizadas com os
alimentos. Por isso são exigidos dois tipos de espumantes, o brut e o extra-brut.
Trata-se do método tradicional de produção, cuja maneira é praticamente
artesanal e de qualidade superior aos comercializados no varejo. O STF também
exige rótulos “que tenham ganhado ao menos quatro premiações internacionais”.
O brut deverá
ter maturação de pelo menos 12 meses, já o extra brut deverá ter 30 meses”.
Além
disso, “os vinhos deverão ter a variedade de seis tipos de uvas: Tannat,
Assemblage, Cabernet Sauvignon, Merlot, Chardonnay e Sauvignon Blanc. Para os
de origem Tannat, Assemblage e Cabernet Sauvignon, a safra deve ser a partir de
2010. Além disso, todos os vinhos devem ter ao menos quatro premiações
internacionais. O Tannat e o Assemblage devem ser obrigatoriamente
envelhecidos em “barril de carvalho francês, americano ou ambos, de primeiro
uso”.
“Os vinhos brancos, Chardonnay e Sauvignon
Blanc, também passam por um exigente crivo de qualidade: as uvas devem ser
colhidas manualmente, por exemplo. Já os uísques puro malte devem ter no
mínimo 12 anos. As cachaças que farão as caipirinhas devem ser maturadas em
“barris de madeira nobre” por no mínimo dois ou três anos.
“ATENDIMENTO DO BUFFET - De acordo com o
STF, a empresa que vencer a licitação deverá fornecer pelo menos 2,8 mil
refeições, entre almoço ou jantar, 180 cafés da manhã e 180 brunchs, uma
espécie de café da manhã mais reforçado e com maior variedade de alimentos.
Além disso, deverá haver três tipos de coquetéis que sirvam pelo menos 1.600
pessoas cada. A empresa também deverá disponibilizar um garçom para cada seis
convidados. Já nos eventos menores, é preciso um garçom para cada 10 pessoas”.
*******************************
Como
suas excelências dão expediente apenas três dias na semana (de terça a quinta
feira), moram em outros centros e apresentam uma produtividade que deixa muito
a desejar (omitindo-se em questões cruciais), a conclusão que se pode chegar é
que, na relação “custo/benefício” a nação é gravemente “lesada” por aqueles que
deveriam primar pela ética, retidão e moralidade.
Até
quando ???
OS "ENCONTROS FORTUITOS" DE DALLAGNOL - José Nilton Mariano Saraiva
Era potencialmente previsível que mais cedo ou mais tarde
isso aconteceria. Só que, pra manter a galera antenada, por enquanto o
“pulitez” Glenn Greenwald nos serviu somente a “entrada”, de leve, en passant.
O “prato principal”, fumegante, e com todo o tempero e condimentos que se
fizerem necessário, tá sendo preparado com esmero e carinho.
Fato é que, mais uma faceta da promiscuidade presente nas
diversas intervenções lavajateiras vem a público, a partir do momento em que o
“braço direito” e principal confidente do então juiz Sérgio Moro, Deltan
Dallagnol, confirma a um colega de trabalho que houvera tido “encontros
fortuitos” com o revisor das ações da Lava Jato e Presidente do Tribunal Regional
Federal 4, de Porto Alegre, João Paulo Gebran Neto, a fim de tratar do processo
do doleiro de nome Assad, que no momento estaria em tratativas para firmar uma
delação premiada. Ao que Gebran Neto lhe relatara estar preocupado com a
tibieza das provas apresentadas (ou seja, não tão sutilmente assim, cobra
consistência na acusação).
A dúvida, então, seria: se para tratar de um doleiro
“inexpressivo” da vida, Deltan Dallagnol precisou manter “encontros fortuitos”
com Gebran Neto a fim de elaborar sua peça acusatória, o que teria acontecido
quando da “farsa” da condenação do “expressivo” ex-presidente Lula da Silva ???
Os “encontros fortuitos” foram entre Dellagnol
x Gebran ou por se tratar de alguém mais “graduado” o papo teria sido entre
Sérgio Moro x Gebran Neto (quando, ante a falta de uma mísera prova, se
resolveu apelar para um tal “ato de ofício indeterminado”) ???
Nos resta esperar pelo áudio/vídeo de tão memorável
encontro.
quinta-feira, 11 de julho de 2019
"CAPO DI TUTTI CAPI" - José Nilton Mariano Saraiva
Ao alvorecer da década 2000, o então juiz de primeira
instância, Sérgio Moro, baseou-se na desastrada operação italiana “Mani Pulite”
(Mãos Limpas) para assegurar que... “no Brasil encontram-se
presentes várias das condições institucionais necessárias para a realização de
ação judicial semelhante” (já mirava em algo, à frente).
Então,
em 2013/14, esgrimindo um mote de compreensível apoio popular - o combate à
corrupção – (quando na realidade o objetivo era um outro, conforme tomamos
conhecimento a posteriori) Sérgio Moro, mesmo na condição de um simplório juiz
de primeira instância (é bom repetir e deixar isso bem claro), conseguiu a
proeza de se tornar o ÚNICO JUIZ DO BRASIL a tratar e julgar as ações
relativas ao tema, independentemente que ocorressem no Amazonas ou Rio Grande,
no Sergipe ou Mato Grosso, no Piauí ou São Paulo. Falou-se em “corrupção”,
Curitiba era o destino.
E
foi assim que, às calendas gregas foram remetidos os tratados, códigos, leis e
o competente ordenamento jurídico tratando sobre o princípio do “JUIZ NATURAL”.
E o nosso Supremo Tribunal Federal, “esquecendo” covardemente ser o “guardião
da Constituição”, literalmente abriu as pernas para tal excrescência. E aí, em
orgasmo, Sérgio Moro deitou e rolou, fez barba, cabelo e bigode.
Como
o poder em excesso corrompe, cometeu tantos abusos, perpetrou tantas
irregularidades, adentrou ilegalmente onde não podia, atropelou quem se lhe
antepusesse à frente e por aí vai, que, hoje, a expressão
da sangrenta e temível máfia siciliana, “capo di tutti capi” (chefe de todos os
chefes), aplica-se como uma luva à sua biografia.
Como nada melhor que um dia atrás do outro (com uma noite no
meio), nos dias atuais, ao receber o “prêmio” (Ministério da Justiça e
Segurança Pública) por ter inviabilizado a candidatura vitoriosa do
ex-presidente Lula da Silva (e ter guindado ao posto essa “anomalia” que está
aí), o ex temível juiz Sérgio Moro começa a ser seriamente questionado por seus
atos pretéritos, através da Operação VAZA JATO, do site The Intercept Brasil.
Pelo menos é o que nos mostram os primeiros dados até aqui
disponibilizados, onde Sérgio Moro manda e desmanda, faz e desfaz, determina e
cobra providências, no que é obedecido bovinamente por Deltan Dallagnol e
demais procuradores, componentes da Operação LAVA Jato.
Então, pasmos, atônitos e assustados, tomamos conhecimento
que, em Curitiba, sob o comando de Sérgio Moro, formou-se uma quadrilha de alta
periculosidade que não só praticou corrupção desvairada (lembram-se dos quase
R$ 9.000.000.000,00 (nove bilhões de reais) que seriam desviados da Petrobras e
da Odebrecht para uma tal “fundação” a ser gerida pelos lavajateiros ???), mas,
também, que seus integrantes alimentavam um projeto de poder por demais
ambicioso, com o Ministério da Justiça servindo apenas de banal “trampolim”
para um voo mais alto rumo à Presidência da República. Seria a “Ditadura
Judicial” em toda a sua plenitude.
Fato é que, foram tantos e tão frequentes os abusos e
arbitrariedades cometidos pelo “chefe de todos os chefes”, que uma plêiade
composta por eminentes juristas se sentiu no dever de lançar uma “Manifestação
Pública” à sociedade brasileira, onde, após elencarem um rosário de
ilegalidades praticadas pela ex-excelência, destacam que:
“Não
foi por outro motivo que o art. 8º do Código de Ética da Magistratura, ao
tratar do dever de imparcialidade dos juízes, assinalou: “Art. 8º O magistrado
imparcial é aquele que busca nas provas a verdade dos fatos, com objetividade e
fundamento, mantendo ao longo de TODO o processo uma distância equivalente das
partes, e evita todo o tipo de comportamento que possa refletir favoritismo,
predisposição ou preconceito.”
E
segue:
“Do
ponto de vista estritamente normativo, o art.254 do Código de Processo Penal
(CPP) é claro ao anotar: “Art. 254. O juiz dar-se-á por suspeito, e, se não o
fizer, poderá ser recusado por qualquer das partes: (..) IV - se tiver
aconselhado qualquer das partes”. Assim, não pode nem deve o juiz aconselhar a
parte (primeiro aspecto), mas se o fez por “algum motivo”, incumbe-lhe
imediatamente indicar a suspeição nos autos. Não o fazendo, comete falta
duplamente”.
Alfim,
ante tamanho descalabro (e ainda há um turbilhão de áudios e vídeos que nos
serão disponibilizados pela VAZA Jato), ao Supremo Tribunal Federal será dada a
grande chance de redimir-se da sua omissão covarde no tocante às barbaridades
de Sérgio Moro (e sua “República de Curitiba”), liberando o ex-presidente Lula
da Silva da injusta detenção que hoje cumpre, e colocando em seu lugar aqueles
que transgrediram a Lei.
segunda-feira, 8 de julho de 2019
"JUIZ ALGUM TEM UMA CONSTITUIÇÃO PARA CHAMAR DE SUA" - José Nilton Mariano Saraiva
Nos últimos 02/03 três anos,
aqui mesmo neste privilegiado espaço (através de diversas postagens), afirmamos
de forma peremptória e contundente, que a esculhambação jurídica vigente hoje
no país se devia aos prolixos, preguiçosos e pernósticos integrantes do Supremo
Tribunal Federal, em razão de chancelarem as recorrentes e cabeludas arbitrariedades
perpetradas pelo juiz de primeira instância, Sérgio Moro, notadamente no
tocante ao estupro diuturno da nossa Carta Maior.
Eis que, hoje, com o autêntico
tsunami provocado pelas acachapantes informações do site The Intercept Brasil, envolvendo
a República de Curitiba, começam a aparecer manifestações de toda ordem, na
condenação dos abusos perpetrados na Operação Lava Jato.
Nelson Jobim, por exemplo,
(que não é flor que se cheire, frise-se), mas que foi Ministro da Defesa e
Presidente do Supremo Tribunal Federal (onde militou durante anos) foi cáustico
para com o juiz de primeira instância, ao afirmar que os componentes daquela
Corte Maior foram vergonhosamente omissos
ao tratar da questão (“vocês toleraram os abusos do Moro”).
Hoje, o próprio relator da Lava
Jato, Luiz Edson Fachin, um dos principais defensores da Lava Jato e Sérgio
Moro, declarou seu desapontamento com o mesmo, acrescentando que os juízes que
cometem abusos têm que ser exemplarmente punidos, já que “Juiz algum
tem uma Constituição para chamar de sua. Juiz algum tem a prerrogativa de fazer
de seu ofício uma agenda pessoal ou ideológica. Se o fizer, há de submeter-se
ao escrutínio da verificação”.
Como apenas uma ínfima parte das
informações em poder do The Intercept Brasil foi divulgado, a tendência natural
é que se forme um rolo compressor incapaz de ser detido, e que, ao final,
sejamos cientificados, através de áudios e vídeos (existem, sim), de detalhes do
modus operandi mafioso não só de Sérgio Moro e “comparsas” da República de
Curitiba, mas, também, de ministros dos tribunais superiores (já imaginaram um
áudio de uma conversa entre Sérgio Moro e Gebran Neto, do TRF4 de Porto Alegre
combinando a “dosimetria” da pena a ser aplicada ao ex-presidente Lula da Silva
???).
sábado, 6 de julho de 2019
"SUSPEIÇÃO", JÁ - José Nilton Mariano Saraiva
Segundo o Dicionário Houaiss
(página 2648), SUSPEIÇÃO é o “receio fundamentado, suscetível de se opor a
imparcialidade de juiz, representante do ministério público, testemunha,
perito, etc, em razão de certas circunstâncias ou interesses intercorrentes que
possam impedir ou privar qualquer deles da exação no exercício das suas funções”;
ou ainda “condição de suspeito, de algo que não se pode confiar até segunda
ordem” (ipsis litteris).
Explicitado o conceito,
examinemos, agora, duas aparentemente simplórias frases proferidas em tom de deslumbramento
pelas “excelências” togadas da Operação Lava Jato, mas que poderão lhes sair bem
salgadas:
01) depois de uma conversa
particular com o ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux,
e ante a receptividade deste para com a atuação da Operação Lava Jato,
quando ouviu a promessa de que ele estaria disposto a ajudar sempre que se tornasse
necessário, o procurador Deltan Dallagnol correu para o colo do então chefe daquela
operação, Sérgio Moro, para cientificar-lhe da inusitada oferta. Ao que Moro
assentiu com inusitada satisfação, ao assegurar no seu inglês macarrônico, que:
“In Fux We Trust” (em Fux nós confiamos);
02) num segundo momento, depois
de 45 minutos de conversa com o também ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson
Fachin, o mesmo procurador, Deltan Dallagnol, literalmente chegou ao orgasmo-duplo
ao entoar para os colegas procuradores o refrão “A Ha, U Hu, o Fachin é nosso”/
“A Ha, U Hu, o Fachin é nosso”.
Pois bem, tendo em vista que
Edson Fachin é o relator da Lava Jato junto ao Supremo Tribunal Federal e,
comprovadamente, um mero “despachante” de todas as atrocidades sugeridas pelos
seus procuradores em desfavor do ex-presidente Lula da Silva, ao passo que Luiz
Fux se notabilizou por ser “do contra” em toda matéria que envolva o
ex-presidente e o PT, já não teria chegado a hora de se entrar com uma ação de “SUSPEIÇÃO”,
contra os dois, no próprio Supremo Tribunal Federal, tendo em vista as manifestações
de júbilo intramuros de Deltan Dallagnol e Sérgio Moro, saudando-os
efusivamente e de forma tão descarada e contundente ???
Afinal, se em Fux “nós
confiamos”, ao tempo que Fachin “é nosso”, como esperar que os dois votem com
imparcialidade e isenção quando chamados a se posicionarem sobre uma possível
anulação da pena arbitrariamente atribuída a Lula da Silva por um juiz comprovadamente
desonesto e mafioso, conforme demonstram agora as matérias divulgadas pelo site
The Intercept Brasil ???
sexta-feira, 5 de julho de 2019
ABATERAM O “MARRECO DE MARINGÁ”... EM PLENO VOO – José Nilton Mariano Saraiva
Até aqui, foram “apenas” e
simplesmente 649.551 mensagens periciadas, mas que representam algo ínfimo ante
o turbilhão à espera de vir a sê-lo (com promessa de áudios, vídeos e por aí
vai). Se optássemos por definir em “linguagem química” o resultado obtido, não
teríamos dúvidas: trata-se de “nitroglicerina” pura e em estado latente.
Assim, a gravidade do
contido nas denúncias homeopáticas do site The Intercept Brasil (agora em
associação com o jornal Folha de São
Paulo e até a asquerosa Revista Veja) é algo assustador e que certamente está tirando
o sono dos mafiosos integrantes da República de Curitiba (Sérgio Moro e seus comparsas).
Ali, reina a podridão e o
escárnio, com um juiz (Sérgio Moro) se associando aos acusadores do Ministério
Público (via Deltan Dellagnol) objetivando produzir uma peça que seria julgada por
ele próprio, juiz, sem que a defesa tomasse conhecimento das tramas urdidas. Ou
seja, parcialidade nua e crua, em todo o seu esplendor (e o “distinto” ainda
tem a desfaçatez de afirmar que isso é “normal”, como se fossemos todos uns “abestados”).
Para tanto, o “professor” (juiz)
não titubeia em sugerir a aceleração ou retardamento de certas operações, incluir
determinados tipos de provas em outras, exercer pressão para que determinadas
delações não andassem ou até determinar a revisão de peças produzidas pelos
procuradores, além de mentir despudoradamente para um seu superior hierárquico (Edson
Fachin) negando-lhe informação relevante.
Com o imoral “conluio”
descoberto e publicizado para o mundo (via Internet), o ex-juiz Sérgio Moro (hoje
Ministro da Justiça), ameaça colocar o rolo compressor do Estado em ação, via
Polícia Federal, visando obstar o “grosso” e mais “suculento” do que ainda não
foi revelado (quem sabe, um áudio dele com o desembargador-amigo Gebran Neto, do
TRF4, combinando a “dosimetria” da pena a ser aplicada ao ex-presidente Lula da
Silva). Terá coragem de fazê-lo ???
Fato é que, abatido em pleno
voo, o “Marreco de Maringá” (que renunciou a mais de vinte anos de magistratura),
constata que o seu sonho de chegar ao STF ou mesmo concorrer à Presidência da
República está seriamente ameaçado, em função da desonestidade que sempre
permeou seus atos como um despreparado juiz de piso (que após quatro anos de
rigorosa investigação na vida pregressa do ex-presidente Lula da Silva e não
encontrando uma ínfima prova para incriminá-lo, resolveu fazê-lo por “ato de
ofício indeterminado”).
Resta agora, ante tantas e
tão profusas sequências criminosas da República de Curitiba (comandada por
Sérgio Moro e comparsas, é bom repetir), que o tal Supremo Tribunal Federal
(responsável direto pela esculhambação jurídica em vigor no país), acorde do
marasmo e covardia dos últimos anos, e se redima de vez, com a anulação da condenação
do ex-presidente, liberando-o da injusta detenção imposta por um juiz parcial e
desqualificado.
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